Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

06
Ago18

860 - OS AMIGOS DA POBREZA

Fernando Ramos

 

860-1.jpg

860 - 2 fr.jpg

860 - 3.jpg

  • 860 - OS AMIGOS DA POBREZA - 1
  •  
  • Os Banqueiros do mundo inteiro
  • Decidiram num um acto de coragem
  • Organizar um evento
  • Resolvendo convidar a sumidade
  • Da alta finança e da sacanagem
  • Para alimentar a pobreza
  •  
  • A mesma pobreza que anos a fio
  • Não deixa de entregar
  • As suas parcas moedas,
  • Provenientes dos seus magros salários
  • À guarda dos referidos Banqueiros
  • Pessoas impolutas e insuspeitas
  • Afirmo eu desde já!
  • P´ra que, caridosamente se ajuda-se os pobres
  • A gerirem sua vida de forma agradável, como:
  • Empestando-lhes dinheiro, e mais dinheiro
  • Nem Mais!
  • E, entregando-lhes cartões de crédito
  • Se possível, em quantidade apreciável
  • Sempre a troco de pouca coisa
  • Só… da hipoteca da sua habitação
  •  
  • Os Banqueiros então resolveram
  • Generosamente organizar um grande
  • Jantar dançante
  • E para os ajudar nas despesas
  • Que iriam ter com os pobres
  • Convidaram uns amigos!
  • Alguns Presidentes e ministros,
  • Que são, quem sempre está disponível
  • Em ajudar com o dinheiro dos impostos
  • Da pobreza (claro!).
  • Algum Banqueiro que esteja em dificuldade
  • Para não levar o banco à falência
  •  
  • Convidaram também, e merecidamente diga-se
  • Quase todos os especuladores,
  • E até alguns traficantes de toda a espécie,
  • Tudo gente de elevado nível, social e até cultural
  • E tudo isto em homenagem aos pobres
  • Quem generosamente tem engordado
  • Anos, e anos seguidos… os Banqueiros.
  •  

        Foi também convidado para a festança

  • A imprensa, escrita e televisionada
  • Pois o mundo deveria de ter conhecimento
  • de tal acto generoso promovido pelos Banqueiros.
  • Tudo em directo para todos os países
  •  
  • Realizou-se o Jantar e dançou-se o Rock,
  • O Fank, o Tango, o Tiro-liro-liro e até o Samba
  • E ficou acordado entre os Banqueiros
  • Que o dinheiro ali realizado, (claro depois de deduzida
  • As respectivas despesas), seria para ser
  • Investido num fundo a 20 anos,
  • Para no fim desse tempo, se ainda houvesse dinheiro
  • Se comprar arroz, legumes, batatas e pilhas eléctricas
  • Para auxiliar a pobreza, e se ainda sobra-se
  • Uns dinheiritos, os Banqueiros por cortesia
  • Abriam uma conta nos seus bancos
  • A todos os pedintes, sem abrigos e arrumadores
  • A fim de depositarem as suas economias diárias.
  •  
  • Realizou-se o jantar, dançou-se comeu-se muito bem
  • Bebeu-se whisky, uns conhaques
  • Um champanhe Francês, e ainda
  • Se ofereceu-se umas “ganzas” à mistura,
  • Tudo em favor dos pobrezinhos do planeta
  • Foi muito bonito e comovente ver os Banqueiros felizes,
  • Por terem realizado com êxito tamanha solidariedade
  • No final da Jantarada dançante cantou-se o hino do Capital
  • E gritou-se vivas e loas aos grandes amigos
  • Da pobreza... OS BANQUEIROS
  •  
  • de: Fernando Ramos

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2018
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2017
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2016
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2015
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D