Minha Poesia

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Jul 18
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  • A BRUMA NA CIDADE
  •  
  • Estaremos irremediavelmente sós
  • Se a bruma não sair da Cidade
  • Velhos, e operários gritarão a uma voz
  • Que à injustiça, chegou a dignidade
  •  
  • E tantos ficarão mais felizes
  • Pela boa nova extraordinária
  • Não mais acontecerá deslizes
  • Daqueles da ordem sumptuária
  •  
  • E o esqueleto do trabalhador incorrupto
  • Jamais terá sua pele suja e enrugada
  • Das maldades dum patrão bruto
  • Que lhe paga a miséria chorada
  •  
  • Serão novos ventos de liberdade
  • Que lhe vai moldar o fraco ganha-pão
  • Enganam-se, se acreditam na sinceridade
  • Do político que mente a seu irmão
  •  
  • Choremos pobres, choremos
  • Das mentiras que são prometidas
  • Porque decerto só comeremos
  • As migalhas no chão perdidas
  •  
  • Os operários à velha bigorna voltarão
  • Com a mesma ansiedade escondida
  • No ferro, a sua raiva baterão
  • Por causa da gloria mentida
  •  
  • E a bruma na cidade ficará
  • Como um pesadelo conquistado
  • O mal de senhores o mundo julgará
  • Por alguém nascido predestinado
  •  
  • Ao velho, a dor rasgará o ventre
  • Porque ainda acreditou na mudança
  • E o irmão operário, em união sente
  • A voz que apela por vingança
  •  
  • De volta à grossa turbina
  • Os operários não calam a revolta
  • Monta cavalos alados sem crina
  • P’ra correr num grito que se solta
  •  
  • De: Fernando ramos
publicado por Fernando Ramos às 10:10

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