Minha Poesia

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Dez 17

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  • O BAILE DA VILA

  • Na vila, a festa vai ocorrer 
    E abrilhanta-se o baile de sábado
    Pares se juntam a conviver
    Pró pedaço gulosamente passado
  •  
  • É uma alegria contagiante
    E outro baile assim não há
    Por ali, a festa é estonteante
    Dançando-se a salsa, a rumba e o chá, chá, chá
  •  
  • Os bailarinos, num frenesim sem parar
    Vão prestando sua alegria à vila
    E é vê-los dançar, dançar, dançar
  • Aplaudidos por gente que fazem fila
  •  
  • Dança o policia, e o carteiro
    A dona de casa, e a sopeira
    Dança a peixeira, mais o funileiro
    O menino do coro, e a lavadeira
  •  
  • E num rodopiar harmonioso no palco
    Um par de idosos mais afoito
    Mostra num tango, sua perícia de estalo
  • Recebendo de todos uma nota oito
  •  
  • Ali, os dançantes bem se agitam
    Naquela tarde de enorme esplendor
  • Crianças brincam, e outras gritam
    P’la entrada no coreto, do artista cantor
  •  
  • Meninas casadoiras choram de alegria
  • E o imponente galã, para elas sorri
    Há quem suspire, por uma fantasia
    Sonhando que o cantor é só p´ra si
  •  
  • Toca a orquestra bem afinada
    E o pátio inquietou-se num instante
    Fica na cadeira, uma senhora encantada
    P’la voz doce, do romantico cantante
  •  
  • É a loucura, tudo salta e dança
    Numa alegria de deslumbrar
    A tarde vai longa, e não cansa
  • Todos querem, é na vila dançar
  •  
  • É uma alegria contagiante
    E outro baile assim não há
    Por ali, a festa é estonteante
    Dançando-se a salsa, a rumba e o chá, chá, chá
  •  
  • de: Fernando Ramos
publicado por Fernando Ramos às 18:54

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