Minha Poesia

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Dez 17

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 BRANCAS MORTALHAS

  •  
  • Surgem mortalhas p’ra corpos
    São de algodão, e grosso corte
    Vestem tantos sem sorte
    Que deambulavam no pecado forte 
    Terminando assim, inertes e mortos
  •  
  • Irão p’ro céu? Não se sabe!
    O inferno talvez seja o destino
    Eram pecadores de pouco tino
    Num lugar triste e pouco fino
    Onde, o bom futuro lá não cabe
  •  
  • Agora, são almas sem regresso
    Cobertas de mortalhas p’ra conforto
    Cobrindo o corpo frio e morto
    A caminho dum além, nascido torto
    Que em vida não mereceram sucesso
  •  
  • Mas afinal, esperam-lhes o céu!
    Num paraíso de paz celestial
    São almas felizes, e é consensual
    Que ir pró inferno, era irreal
    Subiram ás nuvens, vestidos de véu
  •  
  • E as mortalhas foram-lhes retiradas
    Daqueles corpos mal enfeitados
    Deus perdoou tédios pecados
    Abrindo sua porta, aos pobres coitados
    Enlaçando-lhes felicidades desejadas
  •  
  • P’ra traz, ficaram tristes destinos
    Foram embora as brancas mortalhas
    Chegou paz, a espíritos sem malhas
    Vividos em profundos meios de palhas
    Que ansiavam por Anjos bem vindos
  •  
  • De: Fernando Ramos
publicado por Fernando Ramos às 14:36

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