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FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

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719 - BOTE DE VELAS QUEBRADAS

07
Dez17

719 fr.jpg

 

  • BOTE DE VELAS QUEBRADAS
  •  
  • O bote desliza no mar salgado
    Por ondas valiosas como ouro em pó
    E um pescador de rosto enrugado
    Olha as redes, fazendo-lhe dó
  •  
  • São tristezas salpicadas de choro
    Naquele seu mar, a poente
    Ali o peixe é pouco, e não é ouro
    Já outras fainas o deixavam contente
  •  
  • E no seu bote de velas quebradas
    O pobre mestre insiste na pescaria
    Enclausurado naquele mar talhado
    Pede a Deus uma faina de alegria
  •  
  • Embalado p’lo sopro do vento
    Vai amaldiçoando sua má pesca
    Por isso, Deus não lhe dá alento
    Vai ele pecando à faina que resta
  •  
  • Seu Senhor, o arrependimento não ouve
    De seus pecados já cometidos
    Não mostrou pena, e Deus soube
    Não havendo mais, já tempos idos
  •  
  • De: Fernando Ramos

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