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FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

710 - A VOLTA DO MENDIGO

Fernando Ramos, 01.10.22

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A VOLTA DO MENDIGO

Pela rua deserta
O mendigo vai perambulando 
Em busca de um refugio
Que o protegerá do frio
E que o confortará, 
No fim da sua volta de espinhos
Que o levou p’los 
Caminhos habituais

Sua mão leva a desgraça
Que num abrir e fechar
Deixa-lhe a vida vazia de nada
Ele é o alcoólico
Que a sociedade construiu
E com o passar dos anos
Sua alma se encarregou de destruir

Numa passada lenta
Vai resmungão
Com a garrafa vazia do néctar
De seu bem estar
Que bem dele precisava 
P’rá noite triste e gélida
Pensando, que só o Deus Baco 
O poderá ajudar
Daquela vida boémia e cruel

Ele já pouco se importa
As mágoas são banhadas 
No liquido da maldita garrafa 
Agora tristemente vazia
Ó pobre destino
Porque és tão severo
Pró triste mendigo
Que na sua vida, 
Apenas tem sido

Teu simples servo

de: Fernando Ramos