Minha Poesia

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Out 17

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  • SOBREIRO DOS BONS
  •  
  • Á sombra quente do velho sobreiro
    No latejar silêncio da tarde
    Uma avezinha, procura o poleiro
    Fugindo de um caçador cobarde
  • Aquele sobreiro, que é abrigo de tantos
    Nele buscam sua graciosa protecção
    Para um puro acolhimento de Santos
    Evitando uma morte cruel e sem razão
  •  
  • As aves se protegem neste seu amigo
    Nas melancólicas fins de tarde de Verão
    Porque alguém mais afoito e decidido
    Se resolve, as caçar sem perdão
  • O sobreiro magnifico está presente
    Na reserva protegidas da caça
    Lá, as aves gorjeiam ao medo ausente
    Porque ali não há maldade que se faça
  •  
  • Mas se um dia, no azul da felicidade
    O sobreiro dos bons já ali não existir
    Foi o homem, que o abateu sem piedade
    Não podendo as avezinhas lhes acudir
  •  
  • De: Fernando Ramos
publicado por Fernando Ramos às 10:26

Outubro 2017
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