Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

670 - A LOUCURA NO OÁSIS

Fernando Ramos, 07.08.22

 

670  fr (1).jpg

  • A LOUCURA NO OÁSIS
  •  
  • À entrada do Oásis, no médio Oriente
    espalham-se gritos de desespero
    A morte ronda p’lo cérebro de outros
    que de tirania, em tirania, chegam à guerra
    mais suja, mais hipócrita e mais cínica,
    que a humanidade em outros tempos 
    também já tem conhecido
    E naquele Oásis, vai-se de má política,
    em má política, até chegarem ao túmulo
    como um ritual, onde os actores do mal 
    geralmente são sempre os mesmos
    Ali, o perdão parece não existir
  • E em cada rebentamento, 
    por cada corpo tombado
    floresce mais ódio dentro do Oásis,
    bem dentro dos trilhos
    demasiados perigosos, 
    p’ra homens de boa vontade
    E os vivos de paz, 
    escondidos em escombros pensam 
    que todos os dias vão morrer, 
    lamentando-se da sua triste existência,
  • pobres existencias.
  • A compaixão de alguns, 
    não passa de salpicos de inverno 
    que vê jorrar o sangue dos inocentes,
    não se querendo aparceber dos suplícios,
    e dos gemidos de adultos e crianças,
    que se fazem ouvir naquele inferno,
    onde a loucura tomou conta da primeira
    fila do átrio podre da guerra,
    que se vai desenvolvendo em espiral
    Num pesadelo estúpido, e delirante,
    promovido p’los senhores todos poderosos.
  • Ali, soldados de botas cardadas de crime
    vagueiam dentro do seu terror, 
    causando o apocalipse daquele território,
    aos inocentes que nada querem ter a ver 
    com a guerra, e que apenas pedem paz 
    A paz dos silêncios que demora em chegar 
    Esperando e insistindo sempre na 
    boa vontade dos homens, 
    que vão querendo gerir o mundo,
    no sentido contrário aquele horror.
  • Na porta de passagem para o Oásis, 
    ansiosamente por entrar
    está alguma esperança,
    também ela querendo dar mais 
    uma oportunidade a sonhos de vidas 
    que lá dentro, tontamente são perdidos
    Acontecendo isto, de dinastia em dinastia 
    até chegarem ao ódio, 
    que cada vez mais leva a mais ódio
    nunca promovendo a paz,
  • Oxalá eu me engane!
  •  
  • de: Fernando Ramos