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FERNANDO RAMOS

Minha Poesia


24.07.22

 

663 fr.jpg

  • O ESTALAR DA CHIBATA
  •  
  • As praias Africanas
    Recordam linhas tortas escritas na história
    Em livros, conta-se o trafico dos escravos 
    Levados durante centenas de anos
    Nos tombadilhos das Naus e Caravelas
    Repletos de legiões de homens, e mulheres 
    Cujo seu único crime era de serem negros
  •  
  • P´la ponta da chibata eram dominados
    Sem qualquer respeito p’la vida humana
    Por caçadores negociantes que os venderiam
    Aos senhores de dinheiro de vários locais
    Como das Antilhas, da América e da Europa
  • Seus donos de chicote na mão os compravam
    A negreiros para trabalharem nos engenhos 
    Nas minas ou nas sanzalas
  • E sem qualquer escrúpulo pelo seu irmão 
    De cor diferente, "os ditos senhores"
  • Os tratava pior que ‘coisas’, 
    Tirando-lhes a vida num prazer sarcástico
    Difícil de entender
  •  
  • Estes seres cuja a diferença era a cor negra 
    Viviam sem fé, sem esperança, e sem sorriso
    Acumulando apenas ódio 
    P’lo seu senhor e patrão 
    Que lhes matava a liberdade, a família,
  • E a dignidade, sob o estalar da chibata

  • Eram arrancados de sua terra mãe 
    E levados sem regresso, perdendo-se pelo mundo
  • Homens e mulheres da cor de sua desgraça
    Que eram negociados a belo prazer pelos seus
    Todos poderosos proprietários
    Que não passavam de “reles” homens brancos
    Que os roubavam para serem escravizados 
    Nas sanzalas, e reprodutores de mais escravos
  • Que depois seriam retirados 
    A suas mães, mal que nasciam 
    A fim de serem negociados p´ra estupidez 
    Dos senhores das roças
    Que eram o símbolo louco, da altura
  •  
  • Será que foi só um acto miserável 
    Cometido nessa época?
    Ou será que hoje
    Aí num lugar qualquer sem Deus 
    Ainda haverá a mesma
    Loucura do homem branco?
  •  
  • de: Fernando Ramos

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