Minha Poesia

20
Mar 17

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SOLDADO NO MEIO DO NADA

 

Fui soldado, num capim agreste
desconhecido de parte incerta
para quem vem de tão longe
À chuva e ao sol
combatia contra os medos
que nos perseguiam
nas noites de mil perigos

Por debaixo de um camião Berliet

carregado de areia,
que era o telhado de nossas vidas,
pensavamos estar protegidos 
das agruras da guerra
E nas noites sentia-mos na pele
o grito do cacimbo Africano,
onde se escondia os nossos receios
p’la proximidade
de um inimigo bem real,
cuja sua sombra se pressentia

 

Nas terras de fim do mundo,
fui um soldado no meio do nada,
lutando por meu país
na África por tantos amada
e também amada por mim

Nessa terra cheia de valentes
na sua história,
eu não passei de apenas
como tantos, e tantos outros
de soldado desconhecido

 

Fui soldado, e homem de bem,
ali estive naquele campo,
rasgando a alma de esperança
com minha dor, sonhando com a paz, 
e o amor do mundo
para um adversário, que como eu
também não passava de um soldado
no meio de nada

 

Este final terá de chegar...
Pensávamos nós, ex-combatentes
p’ra que possamos libertar
a pomba Branca
das gaiolas da loucura do homem

Hoje o tempo passou,
e o meu sentimento 
de soldado da paz
se mantém p’la vida fora

 

de: Fernando Ramos 

 
publicado por Fernando Ramos às 12:08

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