Minha Poesia

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Nov 21

 

  • POBRES MENDIGOS
  •  
  • Vou vivendo dormindo ao frio, e à chuva
    Na companhia de outros irmãos mendigos
    Na cidade, na estrada ou numa curva
    Somos vidas de passados incompreendidos
  •   
  • O céu de dia, ou de noite, é nosso telheiro
    Andamos rotos, descalços, e em desalinho
    Temos a doença e fome, como companheiro
    Esperando p’la morte que chega de mansinho
  •  
  • Andamos por aí, sem enganos
    Procurando a beata deitada fora
    Contemplamos a natureza que amamos
    Vivendo connosco a toda a hora

    Cruzamos gentes, que não nos olha 
    E p’ra elas, nem sequer falamos 
    Somos um livro que não se desfolha
    Guardado em baús há muitos anos
  •  
  • Não passamos de uns pobres mendigos
    Em busca de amor, por aqui, e ali
    Temos a dor que dói, entre amigos
    E só distribuímos o bem, vagueando por aí
  •  
  • Os degraus das Igrejas são o nosso trono
    Oferece-nos as noites gélidas como retiro
    Deitados em velhos cartões, fazemos o sono
    Até que Deus um dia, pare nosso suspiro
  •  
  • De: fernando ramos
publicado por Fernando Ramos às 15:08

Novembro 2021
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