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FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

FERNANDO RAMOS

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33 - O MAFIOSO BESTIAL

Fernando Ramos, 28.03.15

Este poema não era para ser publicado neste blog, mas dado que a minha indignação é tanta, por nos terem roubado outro titulo na época 2008/2009 (como já anda acontecer em quase 30 anos) não resisto de o publicar




 


O MAFIOSO BESTIAL




No calor da uma noite sortuda


Num ano efervescente


Numa cidade de bem estar


Terra de boa gente


Sucedeu um caso inédito


Deveras eloquente


Um tal Mafioso Costa


Danado p´ra brincadeira


Jogou uma alta parada


Oferecendo à alternadeira


Pão mesa e casa posta


Que tarde veio dar asneira




A sua falsa esposinha


Que depois lhe fez a cama


Passou a ser reles galinha


Não, digníssima primeira-dama


 


E vejam só...


 


Que no seio do seu clube


Foi considerada pessoa de bem


Não fosse ela, mulher do Norte


E de alguma formosura também


Talvez, por ser bela e esposa ardente


Do gerente da caixa forte


Conhecido também por presidente


E por Padre da freguesia das Antas


Que ao Vaticano levou sua consorte


Ao reverendo Papa das horas Santas 


Como a Santa filha madrasta


De altíssimo, raro e fino porte




Tornou-se um caso sério


Este presidente batoteiro


De provincianismo bacoco


Bom conselheiro e irmão


Distribuindo benesses e dinheiro


Por árbitros amigos corruptos


Pró seu clube brincalhão


Ser o eterno pomposo primeiro




O pior, é que a marosca


Tarde foi descoberta


A senhora de casa posta


Falou tanto do que sabia


E lá tramou de forma esperta


O super Mafioso Costa


Um velho abutre


Sábio de esperteza


Mergulhado na podridão


Que lhe cobre as finas penas


Quando discursa na certeza


De que é muito bem ouvido


P´las suas almas seguidoras


Tristes,sós, e bem pequenas




E quem diria…




Ele, que antes tanto sorria


E à Senhora de Fátima


Muitas preces oferecia


 


Este piroso personagem


Que usa a fé como capa


Para fazer sacanagem


Aos incautos de linhagem


Lá foi levado à justiça


Dos homens de sabedoria


Registando dele, muitas juras


Apesar da reles fina trama


Ter sido então descoberta


Na sua vida de fraca chama


De muita manha e mentira


Cheia de precioso veneno letal


Que vagueia de mansinho


Por sua mente suja e aberta




O tal falso ofendido


Na civil dita Justiça


Jurou, jurou p´la filha


Pedindo intervenção divina


Quando se sentiu perdido


P´ra que caísse todos os males


Sobre a pessoa querida


Que mais ama nesta vida


Por ser tudo grande mentira


Pois diz ser maquiavélico


Esta torpe acusação pura


Pendente sobre sua triste figura




Pois então...




Este homem de muito tacto


E para alguns de fina cultura


Diz ser vítima de grave acto


Duma vil acusação impura


De gente que anda aqui, e ali


Declamando José Régio


Dizendo que não vai por aí...


 


 


Mas a sabedoria do povo


Que conhece sua história, e bem


Diz que dele, nada é novo


E se preciso, até vendia a mãe


Para as tramas trazerem glória


Ao pobre sistema e sua trupe


Que já não engana ninguém




Mas houve uma juíza amiga


Que foi mais que mãezinha


Estendeu-lhe a passadeira


Voltando ele à velha intriga


E à sua deliciosa conversinha


Oferecendo a sua rica cantiga


Em conselhos, p´ra gente de bem


Os seus velhos amigos do apito


Que respeitosamente o servem


Surripiando ao gloriosos Benfica


Campeonatos, que assim se perdem




Pobre futebol cá do burgo


Que possuis tão triste criatura


Que faz do povo um grande burro


Passeando o Costa de alta finura


Pelo velho resultado usurpado


Que é o seu bem precioso amado


 


E vejam lá...




Ele, p´la sua fiel plebe é adorado


Não dando ela, com justiça


O nó cego no Mafioso bestial


Restando apenas a justiça divina


Que o visitará no juízo final




33 - Fernando Ramos


 



 


 



 


 



 



 


 


 


 



 


 


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