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FERNANDO RAMOS

Minha Poesia


14.07.24

 

1027 fr.jpg

 

1027 - DIGAM O QUE DISSEREM

  •  Digam de mim o que disserem
  • Que pouco me importarei
  • Invejoso, aldrabão, calão e filho da mãe
  • Pouco me importa tamanho desdém
  •  
  • Eles que ardem na vergonhosa Injustiça
  • Que pouco me importarei
  • Não serei o que de mim disserem
  • Hipócrita, mentiroso e até bêbado
  • Isso pouco me importará
  • Nunca serei o que disserem 
  • E a calúnia não admitirei
  • Não passam de falsas mentiras
  •  
  • Serem desonesto é que não permitirei
  • Não aceito que envenenem
  • Minha honra e dignidade
  • O resto do que mal disserem
  • São apenas palavras abstratas    
  •  
  • Quanto mais mal de mim falarem
  • Mais eu engradeço em sériedade
  • As vossas mentiras leva-as o vento
  • As verdades ficarão sempre comigo
  • E a maldade fica-vos dentro
  • Bem dentro do desprezo que merecem
  • E digam de mim o que disserem
  • A minha verdade p´ra eternidade continuará!
  •  
  • de: Fernando Ramos
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12.07.24

 

1026.jpg

 

1026 - CARTA DOS EX-COMBATENTES

 Fomos soldados da Pátria imortal

Heróis dum nobre povo valente
Suportámos políticos num pedestal
P’las brumas da memória comovente
Eles hoje não elevam sua voz
Em defesa dos rostos agora caídos
Oferecem-nos injustiça atroz
Quando precisamos, somos preteridos

No combate fomos guiados à vitória
E ainda p’la pátria lutamos, lutamos
Hoje resta o sonho dessa glória
E na luta contra o infortúnio, Marchamos, Marchamos
Ex-Combatentes, erguem seu grito bem alto
Libertando do coração a verdade brutal
Espera-lhes a indiferença neste feio asfalto
Quando apenas, defenderam Portugal

E nesta Nação por nós tão amada
Oportunistas dela, pouco se importam
Oferecem a promessa dissimulada
Que nossa dignidade não confortam
Demos o peito, a alma e o coração
Como em anos se encontram registados
Já choramos a lágrima desta razão
Na gloriosa farda de Militares honrados

De: Fernando Ramos
 

 

 


11.07.24

 

1025.jpeg

 

  • 1025 . A COMPANHIA DA LUA
  •  
  • Sou um homem livre
  • E a rua é meu casario
  • Ela que nunca se prive
  • Da liberdade que é meu rio
  • Vivo desamparado e triste
  • Na rua de gente séria
  • E o luar da noite assiste
  • Á minha terrivel miséria
  •  
  • Ela me faz tremer de frio
  • É um inferno a toda a hora
  • Nele fico gelado e não rio
  • É dor que não vai embora
  • Até a ave que livre voa
  • Á noite vai pró seu ninho
  • E eu num final de tarde boa
  • Apenas me resta um cantinho
  •  
  • Que não é longe nem perto
  • Mas ele é meu destino
  • Só desejo que seja o certo
  • Senão a noite é um desatino
  •  
  • Nela vejo uns olhos bonitos
  • Duma clareza de arrepiar
  • São da Lua e deixa os meus aflitos
  • Porque seu olhar me faz pensar
  •  
  • Sua beleza é de tal maneira
  • Que meus olhos deslumbra
  • Aquele Luar faz brincadeira
  • Dançando com os meu a rumba
  •  
  • E nesta liberdade da rua viver
  • Resta-me a companhia da Lua
  • É a única que está a saber
  • Da minha pobreza nua e crua
  •  
  • Neste meu constante desespero
  • É a liberdade que me faz viver
  • A rua é o meu aconchego
  • E a lua não me dixa morrer
  •  
  • de: Fernando Ramos
  •  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


09.07.24

 

1024.jpg

  •  SENHORES DA GUERRA
  •  
  • A guerra é um mal ao homem bom
  • Surge rapidamente de tudo e nada
  • Lá longe já se ouve o som
  • Das tropas a formarem na parada
  • Soldados vão para a guerra
  • Sem saberem o que o destino reserva
  • São crianças roubadas de terra em terra
  • Esperados pela armas sua rainha e serva
  •  
  • Cai a geada nas veias do soldado
  • Cai a dor na face da mãe
  • Cai a lágrima do rosto chorado
  • Cai o ódio, e a maldade também
  •  
  • E na triste batalha sem final
  • Tomba o soldado com rosto de horror
  • Luta contra um irmão seu igual
  • Recrutado pelos o algozes da dor
  • Suas armas são  a desgraça humana
  • Oferecidas pelos Senhores do puder
  • Que com sorrisos e voz desumana
  • Lhes ordena que a guerra é p´ra fazer
  •  
  • Cai a geada nas veias do soldado
  • Cai a dor na face da mãe
  • Cai a lágrima do rosto chorado
  • Cai o ódio, e a maldade também
  •  
  • Injusta Pátria que na guerra manda
  • Injusto mundo que nela gira
  • Injusta morte que de mal treanda
  • No corpo caído p´lo Senhor da lira
  •  
  • A guerra jamais, jamais termina
  • Sabem os povos sem Liberdade
  • Paga o soldado por trite sina
  • E sua mãe por infelicidade
  •  
  • Cai a geada nas veias do soldado
  • Cai a dor na face da mãe
  • Cai a lágrima do rosto chorado
  • Cai o ódio, e a maldade também
  •  
  • de: Fernando Ramos
  •  

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


07.07.24

 

1023.jpg

 

  • 1023 - PAPOILAS A MARCAR
  •  
  •  Ao bater a noite iniciada
  • Entra no relvado o glorioso
    Nessa hora de tarde arrumada
    Desce a Águia num voo fabuloso
  •  
  • Olhai bom povo olhai
    A graciosidade vai no ar
    Brinda à multidão num vem e vai
    Batendo asas a confraternizar
  •  
  • E Já a bola está a rolar
    Naquele estádio majestoso
    Com as papoilas logo a marcar
    Um belo golo bem precioso
  •  
  • Gritam gargantas a uma só voz
    Golo do Benfica!!! Na rede que balançou
    Correm Jogadores de todos nós
    Agradecer à Águia que os inspirou
  •  
  • A noite é linda e sumptuosa
    O Benfica mais uma vez ganhou
    Aconteceu arte bela e misteriosa
    Naquele jogo que o povo amou
  •  
  • A multidão abandona o Estádio
    Juntos e felizes sorrindo à vitória
    Alguns ouvem bem na sua rádio
    Jogadas gravadas em boa memória
  •  
  • Este é o Benfica das vitórias puras
    E nas derrotas mostra sua grandeza
    Nessas... não faz tristes loucuras
    Como os infiéis de triste esperteza
  •  
  • E nossa Águia de tanta bravura
    Voa p´ra casa dentro do Estádio
    Nem as luzes na fria noite escura
    A fazem partir desse Ninho sagrado
  •  
  • De; Fernando Ramos
    poema 56 do site Aguia Poeta (meu) 
  •  


05.07.24

 

1022.jpg

  • 1022 - FEITIÇO
  •  
  • Quanta saudade vai em meu peito
  • Que nem consigo bem imaginar
  • Traz meu pensamento desfeito
  • Da tua imagem que não se vai apagar
  •  
  • Essa saudade de ti meu amor
  • Meu lábios a andam a murmurar
  • O coração não cala esta dor
  • Dor que só a morte irá levar
  •  
  • Esta é a saudade que intristece
  • Dela, nem a alma vai escapar
  • Minha vida agora se esmorece
  • P´la falta desse teu doce amar
  •  
  • Será paixão ou será feitiço
  • Que me faz andar neste quebrando
  • O que será não sei mas é por isso
  • Que te amo tanto, que não sei quanto
  •  
  • de: Fernando Ramos
  • 9.12.2006


02.07.24

 

1021.jpg

 

  • MEUS ERROS
  • Já tive erros imperdoáveis
  • Com pessoas inesquecíveis
    Foram erros que hoje
    Me decepcionam
    Foram com aqueles amigos
    Que seriam p´ra sempre
    Perdi esses amigos
    Precisamente por esses erros
    Hoje tenho medo
    De os voltar a cometer
    E de perder mais amigos
    Que já são tão poucos
    Choro por esses erros
    Já tentei me aproximar
    Com ousadia porque não posso
    Perder os amigos
    Que tanto gosto e que me
    Fazem viver na ansiedade
    Que me consome dia, a dia
    Voltem amigos
    Porque minha noite é escura
    E só amanhecerá
    Com o vosso sorriso
    E o sol do vosso perdão
  •  
  • De: Fernando Ramos
     

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