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FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

641 - PAGINAS BRANCAS

Fernando Ramos, 05.06.22

 

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  • PÁGINAS BRANCAS
  •  
  • Vou folheando, páginas brancas 
    que vão por meus pensamentos
    Não reajo com qualquer azedume a elas
    Meu triunfo está em outras páginas,
    aquelas que marcam a história 
    da minha vida
    Que eu gostaria que um dia, 
    um editor não as colocasse 
    num escaparate da minha cidade
    Isso me dá alento para prosseguir, 
    contando cada peripécia,
    especialmente as que me enchem 
    de orgulho
    Aquelas que saem 
    da inspiração da vida,
    onde cada cena
  • gravarei no livro do destino
    São factos reais,
    e não palavras inventadas
    com as sílabas certas para um soneto
    Lá, estará a minha paixão,
    em frases escritas que simbolizam
    o meu amor p’la vida, pela escrita, 
    e pela arte, como um acto de posse 
    E na certeza que só muitos
    poucos as conhecerão
  •  
  • Fernando Ramos

640 - VELHO VELEIRO DE RECORDAÇÕES

Fernando Ramos, 02.06.22
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    VELHO VELEIRO DE RECORDAÇÕES
  •  
  • O som repercutido das ondas
    trazem-me á memória
  • lembranças de outras viagens
    em meu veleiro
    Comigo, numa dessas viagens
    ia Manuela,
    hoje a minha formosa musa

  • Em pleno mar, largo e sem fim 
    que dá colo a seus filhos
    Nós olhávamos o horizonte
    aos fins de tarde sentindo a vaga
  • no despertar das horas tardias
  • Convidando-nos ali
  • nos amarmo-nos 
    num encontro de quem vai,
  • e de quem sai, 
    do manso vai vem da onda
  • Já passou algum tempo
    dessas nossas agradáveis viagens, 
    tendo entretanto casado com a musa 

  • Agora sozinho,
    aqui vou no meu velho veleiro 
    cumprindo mais um programa
    de trabalho ligado ao estudo do mar,
    que me obriga a esta solidão
    e vai parindo a saudade, 
    do amor obsessivo que é um latejar 
    permanente em meu peito
  •  
  • Essa tremenda saudade de Manuela,
    me faz ansiar a chegada ao cais,
    levando meu coração seguir um caminho
    tão rápido quanto possível,
    para a sentir em meus braços, 
    e em seus lábios me saciar
    E quem sabe, 
    ela retribuir-me toda a sua 
    loucura de saudade, 
    tão intensa e carente de afagos, 
    como a que se espalha por este 
    velho veleiro de recordações
  •  
  • de: Fernando Ramos

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