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FERNANDO RAMOS

Minha Poesia


10.07.21

 


SEMPRE ABRIL GRITA O POVO

 

O inimigo não passará,
Porque Abril venceu
O povo sempre lutará
Por um Portugal que é seu

 

Não pense a reacção,
Que entregamos o nosso país
Lutaremos de armas na mão
E, é o povo que vos diz

 

Na liberdade está a razão
E é a Democracia que o povo quer
Abril está em nosso coração,
Por ele, luta homem e mulher

 

Abril, sempre Abril, grita o povo
Na sua sabedoria preciosa
Todos querem um país novo
Porque a situação é melindrosa

 

Os inimigos de outrora
Hoje levantam a cabeça
Temos de os mandar embora
Antes que ele por aí apareça

 

Ó heróis do meu país
O povo a vós vos ama
Desde há muito que por aí se diz
Que estão perdendo a vossa chama

 

Mas o povo não acredita,
Nesse boato mentiroso
Por vós o povo grita,
Tragam um novo Abril vitorioso

 

De: Fernando Ramos


09.07.21

QUEM É CEGO?

 Vai o ceguinho no metro
Pedindo esmola por caridade
Aos passageiros de transporte certo
Que circula por debaixo da cidade

Poderá ser uma humilhação,
Para quem vê tal cena
Mas o pobre tem de ganhar o pão
E do ceguinho não tenham pena

É triste haver quem pensa assim
De quem precisa no mundo sobreviver
Serão mais cegos para mim
Que tal infelicidade não quer ver

Quando vires o cego no transporte
Não tenhas desdém nem pavor
Ele apenas teve má sorte
Neste mundo de desamor

 

Ele é gente como vós
A quem a vida não foi generosa
Mesmo assim gosta de nós
Não tenhas essa atitude perniciosa

Deixa o bom cego se governar
Nesse seu modo de vida
A eles devemos mais amar
Porque sua alegria é contida

 

Mas, muito calor ele tem
Que o distribui sem qualquer rigor
E se de alguém recebe desdém
Ele retribui com sorriso e amor

de; Fernando Ramos


08.07.21

 

 

 

IMPREGNADA DOÇURA

 

Vem o sol receber-nos

depois de uma noite
de vai e vem colorida
Ele sorri ao nosso amor
resplandecente
da madrugada apetecida

 

Vem com a alvorada aquecer

nossos sentimentos electrizantes
Trazendo vendavais de felicidade

por ondas longas e quentes

de caricias em magia d

e aspirado devaneio

a nossos corpos incandescentes

 

E de novo
com o raiar do dia
que vai entrando pela janela
O amor vem atrás de amor
recomeçando outro
bem bom que asfixia
Dando continuação aos
sublimes momentos,
que a nós não nos espantaria

 

E, nos amamos sem poréns
na nossa nudez de prazer
Continuando num movimento 
firme e ondulante
num desejo total 
ascendente de bom viver

 

E nessa aurora
que nos leva a mais vontades

sentidas de loucura
A nossa secreta sedução 
só termina,
em empregnada doçura

 

 

de: fernando ramos


07.07.21

  

 

 A FILHA DO PESCADOR

 

Bate o sol na choupana

de manhãzinha ao nascer
Ele brilha, e não reclama 
até ao fim do dia, ao entardecer

 

A choupana é do pescador
e da sua filha que é donzela
Ele lança as redes com vigor

p´ra muito peixe cair nela

 

O pescador, vai na canoa ao mar
e a donzela fica na choupana
Porque, peixe, seu pai vai pescar
para sua filha que muito ama

 

Ao regressar ao seu lugar natural
O pescador traz a canoa pesada
Vai com a onda pró areal
juntar-se à filha que o esperava

 

Ela procura um grande amor
p´ra na choupana ser bem amada
Mas é que o pobre do pescador
a sua filha, não vê casada

 

Ele volta pró mar
procurando um golfinho amigo
Ao golfinho vai explicar

o problema que traz consigo

 

O golfinho o ouve, e vai embora
p´ra no mar, um marinheiro encontrar
Que o leva ao amigo pescador, na hora
para a sua filha donzela, dele gostar

E tudo foi como pensaram
A donzela viu o marinheiro do golfinho
Logo ali. se gostaram, e casaram, 
e da choupana fizeram seu ninho

 

O pescador voltou pró mar
na sua canoa, que muito lhe diz
Com o golfinho se foi encontrar
e por lá ficou muito feliz

  

de: fernando ramos


06.07.21

 

336 - A CARTA DE PÊRO VAZ DE CAMINHA

  • A nove de Março de mil e quinhentos
  • De Belém, partem Naus e Caravelas
    Vão p’ra lugares julgados cinzentos
    Com nossos valentes, que vão nelas
  •  
  •  
  • Pêro Vaz de Caminha, parte na Armada
    Capitaneada por Pedro Alvares Cabral
    Foram por mares de água salgada
    Procurando novos mundos p’ra Portugal
  •  
  •  
  • E a vinte e dois de Abril, desse mesmo ano 
    Arribaram ao lugar, que chamaram de Vera Cruz
    Ali acostaram, e talvez fosse um engano 
    Naquela natureza, que Deus ali produz
  •  
  • E logo Pêro Vaz de Caminha, o escrivão
    Numa singela escrita, relata na carta ao rei 
    Sua Alteza Real D. Manuel, e seu patrão
    A nova do achamento, daquela terra sem lei
  •  
  • Nossos homens, embevecidamente deslumbrados
    Observavam as terras que possuem tanta pureza
    E ter gentes de belos corpos pardos
    De rostos e narizes, que lhes dão fineza
  •  
  • Mais admirados, ainda ficaram
    Por eles trazerem à vista, suas vergonhas
    Da sua nudez nossos valentes reparam
    Das nativas, que não eram tristonhas
  •  
  • O escritor, a boa terra nova descreve
    Na sua mais simples magia de contar
    Que ao povo ali, pouco lhe serve 
    Tantas e raras belezas de encantar
  •  
  • E vai relatando ao pormenor
    A vivência de todo este povo
    Deixando nossos homens, na maior
    Felicidade, do achamento novo
  •  
  • E relata, que prendas se trocaram 
    Com os nativos daquelas vidas belas
    Alguns dos homens, deles se abeiraram
    Recebendo arcos, de penas vermelhas e amarelas
  •  
  • A primeira missa, também lá foi dita
    Pelo padre frei Henrique
    Foi tal a devoção descrita
    Que pediram que a religião ali fique
  •  
  • E viram mulheres e homens pintados
    De várias cores, mas mais de vermelho
    E muitos nativos de beiços furados
    Dançaram ao som do nosso pobre gaiteiro
  •  
  • Todos bailaram bastante felizes
    Misturados naquele areal
    Fazendo amizades que deram petizes
    Nascendo ali a cor de pele especial
  •  
  • E Pêro Vaz Caminha escrevia, escrevia
    Tudo o que naquele achamento se passou
    P´ra sua Alteza Real, que cá depois lia
    As belezas que tanto os maravilhou
  •  
  • Papagaios, e outras aves eles viram
    De várias cores, e todas bonitas
    As mulheres suas penas as queriam
    Tornando-as ainda mais catitas
  •  
  • E lá ficaram homens de fé e fervor
    P´ra fazer dos nativos bons cristãos
    Ensinando-lhes o evangelho do Senhor
    Que os iria tornar muito bons irmãos
  •  
  • Naquelas águas infindas e belas
    Os portugueses, o achamento transformaram 
    Num imenso Brasil de fascinantes aguarelas
    P’las raças, que sempre muito se amaram
  •  
  •  
  • E tudo foi descrito até ao pormenor
    P´lo Pêro Vaz de Caminha, em escrita natural
    Deixando a carta, que é a preciosidade maior
    Considerada por muitos, património mundial

    de; fernando ramos


05.07.21

 

 

 

A FLORESTA

 

Aconchega o sol à floresta
que lhes dá vida e destreza
Vem de manhã, e a ela se presta
cuidar de sua infinita beleza

 

A floresta, ao mundo dá vida
ás aves, flores e riachos
Ela é uma esperança sentida
p’ra frutos e seus cachos

 

A floresta é a natureza
desde o inicio, dos tempos idos
A nós, dá-nos a sua singeleza
que nos torna irmãos, e filhos

 

Minha floresta, meu amor
a ti destoem os loucos
Tu não deixes por favor
que acabem contigo, aos poucos

 

A floresta é o nosso pulmão
gritam alguns em todo o mundo
Mas o homem na sua ambição
leva o ambiente ao fundo

 

Temos de salvar a floresta
para a nossa sobrevivência
Sem ela, mais nada nos resta
a não ser, uma vida em decadência

 

Da ganância dos madaeireiros
está o mundo, cheio de gente desta
São homens que por alguns dinheiros
vão acabando com a nossa floresta

 

Deixo um apelo ao mundo irmão
para que a floresta seja estimada
Ela é alegria das gentes, e o pulmão
desta nossa vida quase esgotada

 

de: fernando ramos


04.07.21

 

VIAGENS

 

Faço algumas viagens p´lo mundo
e bonitas imagens obtenho
Algumas são, contudo
de vários percursos e tamanho


Há viagens grandes e pequenas
que se fazem por cidades da Europa
Por vezes, não são nada serenas
porque das malas, alguém faz a troca


Esse, é um grande aborrecimento
e acontece sempre um mau momento
É que, de viagem boa passa a tormento
quando deveria ser de divertimento

 

Mas há viagens que valem bem a pena
Como ir a Londres, Madrid ou Paris
Ou então, a Atenas, Roma e a Viena
Sendo das mais bonitas que já fiz


E há outras que nos deixam pasmados
Como o México, Tailândia e Brasil
Ou então ir às Caraíbas, a Barbados
São passeios bons, e de mais notas mil

 

Andar p´lo mundo é bonito, bom, e sabe bem
E há tantos países interessantes
E porque não, viajar por Portugal também
Que é um país gentil, lindo e cativante

 

Viajar, se puder é o melhor que há
Outras gentes, e culturas vamos conhecer
Algumas são bem diferentes de cá
Por isso viajar, é sempre um prazer

 

de: fernando ramos


03.07.21

 

 

SOFRIMENTO

 

A dor é uma causa natural

que dá sofrer de noite e de dia
É má lágrima na vida sombria
Num triste destino desigual

 

E desta nossa pura agonia
vem um gemer natural 
Todos eles gritam o mal
de dentro do corpo que não merecia

 

Com este sofrimento de dor 
vem também dramas e martírios
Trazendo a nós, alguns lírios,
que chegam com algum primor

 

Eles vão com o nosso mal
pró destino desconhecido
Que mora num céu apetecido
de onde se observa nosso funeral

 

Aí, a dor tem toda a sua cura
nesse paraíso de bem estar
Não mais ela vai voltar
nem o sofrimento mais dura

 

 

de: fernando ramos


02.07.21

 

 

CONSELHO DE AMIGO

 

Não já te esperava amigo
Faz pouco tempo que me deixaste 
Fiquei bastante surpreendido,
Quando a minha casa
regressaste

 

É que, estás algo diferente
E recordo outros tempos passados
Ias casar, andavas novamente contente
e disso, rimos que nos fartámos

 

Pois, já foste casado
E foi ela que te abandonou
Nesse xadrez passou um mau bocado
Porque outra, à porta lhe tocou

 

Não podes levar essa vida
De, com várias damas jogares
É que assim, estás sempre de saída
Por de outras mulheres gostares

 

Hoje vens só, e triste,
Algo contigo não está bem
Será que a mulher com que partiste
Te vai deixar também?

 

Eu estou sempre por aqui
E comigo podes contar
Mas se ela gosta de ti
Decerto te vai perdoar

 

A vaidade cega a sabedoria
E tu já devias saber isso
Levas a vida que ela não queria
E não te apercebes disso

 

Devias conhecer esse teu defeito
E teres muito mais cuidado
Já perdeste uma mulher de respeito
E com esta, também está tudo acabado

 

Segue um conselho, amigo meu
Porque tens um destino a cumprir
Não queiras o que não é teu
Basta-te, a que contigo irá sempre dormir

 

de: fernando ramos


01.07.21

 

 

 LUAR DA MADRAGOA

  •  Ia olhando a noite boa 
  • E pedidos fazia ao Luar
    Queria um amor tido na Madragoa
    Que hoje não paro de recordar
  •  
  • Um dia, esse amor encontrei 
    E foi num Beco, que vi seu olhar 
    Por ele logo me enamorei
    Que ainda hoje continuo a gostar
  •  
  • Numa curva do Beco nos amámos
    Num torvelinho louco de sentimentos
    E também nesse árduo leito deitámos
    Lágrimas de alguns lamentos
  •  
  • Porque minha paixão foi embora
    E na Madragoa, só fiquei
    Agora sofro, e meu coração chora
    P´la mulher que ali muito amei
  •  
  • Hoje na noite, a ando a procurar
    E o luar da Madragoa ma trouxe
    O meu amor, mais não vou deixar
    Porque para mim, ela é um doce
  •  
  • Descobri o seu olhar na Madragoa
    E dele não mais me vou separar
    Com ela quero toda a noite boa
    Com o luar, espreitando-nos amar
  •  
  •  
  • de: fernando ramos

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