Minha Poesia

28
Fev 21

 

 

  • MÃOS DE FADA

  • E tu irmã, de mãos de fada
  • De mim cuidaste desde cedo
  • Viste acontecer minha vida iniciada
  • Do parto que à mãe não deu medo
  •  
  • De mim sempre bem trataste
  • Em tuas mãos cheias de amor
  • Com elas me preparaste
  • Para um futuro de bela cor

  • Minha irmã de mãos de magia
  • Delas bebi teu bom saber
  • Sem ti, não sei o que seria
  • Se a dor hoje, me aparecer
  •  
  • Eras a dona de toda a arte
  • Dos beijos de mel de bom sabor
  • Teu calor ficou, e nunca parte
  • De meu coração que sufoca de dor
  •  
  • Partiste mais cedo que devias
  • Deixaste-me só na vida prolongada
  • Serei o homem que tu querias
  • Protegido por tuas mãos de fada
  •  
  • de: Fernando Ramos
publicado por Fernando Ramos às 15:46

26
Fev 21

 

 

  • DESESPERADO
  •  
  • Ando por aí desesperado
  • Por minha má vida levar
  • Sou um pobre coitado
  • E até já penso me suicidar
  •  
  • Tenho esta má sorte
  • De ser uma alma perdida
  • Como já penso na morte
  • Isto é uma triste sina
  •  
  • Minha vida é de pecados
  • Cometidos ao sabor do vento
  • Eles me consomem aos bocados
  • Por isso este meu lamento
  •  
  • Ao álcool me dediquei
  • Bebendo muito sem parar
  • É uma vida que não desejei
  • Tudo isto tenho de mudar
  •  
  • Mas tudo vou alterar
  • Penso eu com convicção
  • Julgo que alguém vai ajudar
  • Nesta minha decisão
  •  
  • Meu desespero terminou
  • Vida nova vou começar
  • Deus bem me ajudou
  • Nova atitude vou honrrar

  • de: fernando ramos
publicado por Fernando Ramos às 18:34

24
Fev 21

 

 

  • UMA FOLHA VAGABUNDA

  • És folha vagabunda
  • Foi a árvore que quis assim
  • Dá-lhe alegria profunda
  • E ela sentirá saudades de ti

  • No vento andas à deriva
  • Páras aqui, e ali
  • Uma brisa minha amiga
  • Vai-te trazer até a mim

  • Irás ser muito feliz
  • No passeio de bem viver
  • Se foi assim que Deus quis
  • Deixa a árvore perceber

  • Vai minha folha amiga
  • P'ra tua viagem estonteante
  • A árvore se sente perdida
  • Dá-lhe esperança embriagante

  • Essa esperança a árvore terá
  • Se da folha ouvir falar
  • A lágrima feliz cairá
  • Se um dia a folha voltar

  • de: fernando Ramos
publicado por Fernando Ramos às 14:10

22
Fev 21

 

 

  • O TÉLELE NA ESTRADA - rap

  • Pela estrada da Alegria
  • Aí vou eu noite e dia
  • Encontro o Zé Proença
  • Levando a telefonia
  •  
  • Com ele bem converso
  • Por causa do meu télele
  • Porque nele telefonar
  • Nem eu sei bem como é
  •  
  • Também encontro a Francelina
  • Que vai à praça do largo
  • Comprar comidinha
  • P´ra neta  que tem a cargo
  •  
  • "Eu tenho um télele
  • É bonito e toca bem
  • Muitos perguntam o que é
  • E digo que nem eu sei"
  •  
  • E lá vou p´la estrada fora
  • E outros mais vou encontrando
  • Agora estou com a Maria Aurora
  • Que, com ela vou caminhando
  •  
  • Aquela via é tão bela
  • Como a estrada de Damasco
  • Eu nestes pensamentos
  • Entretanto aparece o Vasco
  •  
  • Da sua vida vai falando
  • Porque o filho está na tropa
  • Seus dias são um tormento
  • Que os passa em sofrimento
  •  
  • Continuo  pela estrada
  • Com o télele de primor
  • Que não há meio de tocar
  • P´ra ouvir o meu amor
  •  
  • "Eu tenho um télele
  • É bonito e toca bem
  • Muitos perguntam o que é
  • E digo que nem eu sei"
  •  
  • E rosas vou apanhando
  • P´ra dar, a ela com fervor
  • Que me espera no bar do Nando
  • Bem próximo do senhor Prior
  •  
  • É a mulher mais linda
  • Que no mundo pode existir
  • Rosa Maria de seu nome
  • Que meu coração anda a partir
  •  
  • "Eu tenho um télele
  • É bonito e toca bem
  • Muitos perguntam o que é
  • E digo que nem eu sei"
  •  
  • Esta estrada não tem fim
  • E flores vou apanhando
  • Mais amigos passam por mim
  • A eles vou acenando
  •  
  • No meio da estrada vou parar
  • E atender o télele
  • É a Rosa a telefona
  • Que já lá está no café
  •  
  • Ela, diz p´ra ir depressa
  • Porque chegou a irmã Vanessa
  • E, lá fui correndo por ali
  • P´ra dizer à minha irmã
  • Que saudades tenho de si
  •  
  • Ó estrada, tu não acabas
  • Mas eu fico por aqui
  • meu télele já toca
  • Porque o amor ligou p´ra mim
  •  
  • "Eu tenho um télele
  • É bonito e toca bem
  • todos perguntam o que é
  • E digo, que nem eu sei"
  •  
  • de: Fernando Ramos
publicado por Fernando Ramos às 10:50

20
Fev 21

 

 

  • SAUDADES LEVA O VENTO

  • Saudades leva o vento
  • P´ra minha triste sina
  • Nele vai um lamento
  • De uma paixão perdida
  •  
  • Se o lamento continuar
  • Mais saudades terei
  • Meu amor me irá deixar
  • E seus abraços perderei

  • Volta vento depressa
  • Tira-me deste sofrer
  • Meu amor não regressa
  • Estou a entristecer
  •  
  • Ele é tudo para mim
  • E na alma persiste
  • Vento, não posso viver assim
  • Meu coração não resiste
  •  
  • A saudade e o lamento
  • Não há meio de chegar
  • Vou ter um novo alento
  • Mas não me irei matar
  •  
  • Isso, eu não faço
  • Nenhuma paixão o merece
  • A vida não é nenhum acaso
  • Só porque de amor padece
  •  
  • Adeus vento e saudade
  • Lamentos e outros tais
  • Hoje começa minha liberdade
  • Destas paixões não quero mais
  •  
  • Isto de amar alguém
  • Até pode ser uma canseira
  • Um dia aparece novo bem
  • E lá sofro da mesma maneira
  •  
  • de: Fernando Ramos

 

publicado por Fernando Ramos às 22:07

18
Fev 21

 

 

  • AMIGO GOLFINHO
  •  
  • Tenho um golfinho amigo
  • Ali, p´ra águas do Sado
  • Andava triste e perdido
  • Mas um dia foi encontrado
  • Por Bisnau foi baptizado
  • E muito feliz ele ficou
  • Por amigos é bem amado
  • Que por eles se apaixonou

  • Ele é muito brincalhão
  • Porque muitas partidas faz
  • Vocês acreditem ou não
  • Do que este amiguinho é capaz
  •  
  • Então... não é que um Pescador
  • Que ia na sua traineira
  • Naquele mar de primor
  • Foi levado p´ra brincadeira
  • Por este golfinho descarado
  • Que a traineira fez balançar
  • Deixando o pescador bem molhado
  • Que com ele, não se foi zangar
  •  
  • Ó golfinho brincalhão!
  • Diz o pescador, ao Bisnau
  • Ando com as redes em mar chão
  • P´ra ver se apanho o carapau
  • E tu me deixas todo molhado
  • Neste belo rio salgado

  • O golfinho para as pazes fazer
  • Chamou os carapaus com rigor
  • Para uma bela pesca oferecer
  • Ao querido amigo pescador

  • Lá foram os dois muito contentes
  • Pelo Rio Sado, devagar
  • Levando como presente
  • Uma pesca de encantar
  •  
  • Bisnau, e o Pescador
  • Que no Sado muitos os vejam
  • Não dêem aos golfinhos dor
  • Que eles a nós, só nos beijam

  • de: fernando ramos  
publicado por Fernando Ramos às 12:00

16
Fev 21

 

 

  • JOGO DA BOLA
  •  
  • Vão por aí uns pequenos
  • A correr atrás da bola
  • Podemos saber, ao menos
  • Se eles andam bons da tola

  • Lá no estádio aplaudidos são
  • E correm que nem doidos
  • A bola também se joga à mão
  • Por dois guarda redes afoitos
  •  
  • É um espectáculo lindo
  • Ver os Atletas jogar
  • E quando o jogo está findo
  • O melhor é a nossa equipa ganhar
  •  
  • Eles dão pontapés na bola
  • E também na caneleira
  • Algumas pernas se esfolam
  • Porque não jogam de boa maneira

  • Vamos lá jogar bem
  • Para todos ficarmos contentes
  • Se o meu clube ganhar, ainda bem
  • É porque somos diferentes
  •  
  • De: fernando ramos
publicado por Fernando Ramos às 10:46

14
Fev 21

 

 

  • A ROSA DA NOSSA VIDA
  •  
  • De ti, recebi uma rosa
  • Num dia de primavera
  • Eu a guardo porque é nossa
  • E também minha quimera

  • Nossos sonhos p´la rosa vão
  • Escritos num livro de poesia
  • Nossas vidas são desde então
  • Os tons de uma bela sinfonia

  • Que Deus faça a rosa durar
  • Até ao fim das nossas vidas
  • Assim o livro irá ficar
  • Com páginas todas lidas
  •  
  • As pétalas da rosa são
  • Pedaços dos nossos desejos
  • Eu as guardo no coração
  • Como mel de nossos beijos
  •  
  • Obrigado pela rosa
  • E p´lo acto sedutor
  • Eternamente ficará viçosa
  • Como símbolo do puro amor
  •  
  • De: fernando ramos
publicado por Fernando Ramos às 22:10

12
Fev 21

  

 

  • VALERIA FADISTA DE RAÇA

  • Valeria, artista cantante
  • Que ao fado sempre se deu
  • É uma mulher de voz cativante
  • Que canta só, o que é seu
  • Canta com muita emoção
  • Fados de sua alma
  • Escritos por sua mão
  • Nos tempos de boa calma
  •  
  • Ela do povo, é
  • E para ele canta de amor
  • Sempre com muita fé
  • Não façam barulho por favor
  • E lá cantou Valéria
  • Um fado de muitos vestígios
  • O publico viu em sua aura
  • Mulher de muitos prodígios
  •  
  • Ela ama a sua gente
  • Na sua branda forma de estar
  • Para ela  faz o fado convicente
  • P´ra depois se ouvir cantar
  • Valéria é de tradições
  • Com sua escrita de moda antiga
  • Canta nos belos serões
  • Poesia p´ra linda cantiga
  •  
  • E canta de olhos fechados
  • Refrões de maior sentimento
  • Seus versos tão apaixonados
  • Com rimas de grande lamento
  • Alguns fados dela, por aí se cantam
  • em tabernas de gente feliz
  • E lá, todos com ela se espantam
  • Dos poemas que Deus lhe diz
  •  
  • Ela, é fadista da liberdade
  • E seu cantar, tão bem soa
  • Quando partir deixa a saudade
  • Lá para os lados da noite boa
  • É de lá, e de todo o país
  • Para nós não é nenhuma desgraça
  • Cantar foi o sonho que quiz
  • Valéria, fadista de raça
  •  
  • De fernando ramos
  •  
publicado por Fernando Ramos às 17:27

10
Fev 21

 

 

  • A SAUDADE CHEGA
  •  
  • Quando a saudade bate à porta
  • Meu coração é sofrimento
  • Mas isso pouco importa
  • Ela passa a qualquer momento
  •  
  • E, se a saudade não passar
  • Serei oceano num mar de amor
  • Cujas ondas me levam a navegar
  • P´lo meu peito, que sofre na dor
  •  
  • Por saudade há gente que sofre
  • Todos os dias a toda a hora
  • E também há quem delas morre
  • Porque a saudade não vai embora
  •  
  • Por isso amor vem depressa
  • P´ra meu coração tranquilizar
  • É que, tenho muita pressa
  • E de saudade estou a desesperar
  •  
  • Volta rápido meu amor
  • Alivia-me desta triste maldade
  • Vivo em perfeito pavor
  • Porque não parte a saudade
  •  
  • de: fernando ramos
publicado por Fernando Ramos às 15:47

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