Minha Poesia

05
Jan 21

 

 

 

 

ÁGUIA MARAVILHA

 

 

 

 

 


Venham ver a Águia fina que brilha   

Voando p´lo céu superior

E nesse âmbar de cor maravilha    

Foi lhe dada a bênção de Deus Senhor

 

Suas asas harmoniosamente desenhadas

São a pureza que um Anjo ofereceu

Esvoaçam p´lo estádio, tão engraçadas

Num céu que por elas se envaideceu

 

O sol p'la aurora a banha de luz 

Que à sua volta é virtuosa chama

Acendendo um clarão largo que seduz

O fiel adepto que muito a ama

 

E numa luminosidade perfeita e clara

Sobre rostos em silêncio e paciência

A ave voa na perfeição que se compara

Com a limpidez dos murmúrios de excelência

 

Despertando poesia nos poetas de ocasião

Dedicando à Águia poemas a galope nos ventos

Que se elevam nas nuvens do coração

Que pró Benfica são pedaços suculentos

 

E um dia virá a trova desta divina beleza     

Numa aguarela de um pintor consagrado

Sem mágoa, sem desalento mas com a nobreza

Do clube que p´lo mundo é tão amado

 

E irão erguer-se estátuas de pedra fina

Cinzeladas por artistas de mãos inspiradas

Porque a bela arte com o Benfica combina

Como a nudez das palavras deslumbradas

 

 

 

20 - Fernando Ramos

publicado por Fernando Ramos às 19:06

 

 

  • TOCO A MINHA GUITARRA
  •  
  • Na Guitarra, trovas toco
  • No calor da noitinha
  • Meus dedos, nela coloco
  • Uma arte que é só minha
  •  
  • As notas que por ela deslizam
  • São poemas que alguém escreveu
  • Eles são belos e não pisam
  • Um amor que tarde aconteceu

  • Minha Guitarra que dás encanto
  • A quem ouve os teus trinados
  • Toco notas que dizem tanto
  • A tantos amores desencontrados
  •  
  • Toco o que me vai na alma
  • Belos fados com muito fervor
  • E por dentro da noite calma
  • Quem os ouve é meu amor
  •  
  • Na Guitarra que é minha vida
  • Nas cordas deixo o meu saber
  • Nelas toco na noite linda
  • P´ra numa voz, o fado acontecer
  •  
  • de: fernando ramos
publicado por Fernando Ramos às 10:43

04
Jan 21

 

 

  • AVES DE RAPINA

  • Coitadas de algumas aves
  • Que para tudo servem
  • De certeza que bem sabes
  • Que à honestidade nada devem

  • Elas roubam o que não deviam
  • O que a tantos custou a ganhar
  • E não nos digam que não sabiam
  • Que dos bens se deviam apropriar

  • Há por aí políticos corruptos
  • Que se parecem com elas
  • Roubam-nos os parcos frutos
  • Deixando-nos sequelas

  • Minha pobre ave de rapina
  • Existem alguns como tu
  • E para nossa triste sina
  • Diáriamente surge mais um
  •  
  • Eles rapinam à vontade
  • O que não lhes pertence
  • Digam lá com sinceridade
  • Se não é correcto
  • O que deles se pense
  •  
  • Aves de rapina vão embora
  • Deste país de bananas
  • Nós achamos que está na hora
  • De acabar com tais sacanas
  •  
  • Roubam o que não lhes é devido
  • E não têm vergonha na cara
  • Nenhum deles é punido
  • Nem a sua ambição pára
  •  
  • Pobre povo que eleges más aves
  • Em eleições presentes e futuras
  • Eles roubam o que bem sabes
  • Que nos causa enormes torturas
  •  
  • Com eles devemos correr
  • Dos lugares importantes
  • Não mais vamos eleger
  • Estes tristes meliantes

  • fernando ramos
publicado por Fernando Ramos às 19:06

03
Jan 21

 

 

  • EU GRITO
  •  
  • Grito
  • Ao meu país porque tem de acordar
  •  
  • Grito
  • Às injustiças que não há meio de acabar
  •  
  • Grito
  • Aos políticos p´ra verdade terem de falar
  •  
  • Grito
  • Aos corruptos que ao povo andam a roubar
  •  
  • Grito
  • À fome que tantas pessoas está a matar
  •  
  • Grito
  • A quem as crianças anda a mal tratar
  •  
  • Grito
  • Aqueles que tem medo deste meu gritar
  •  
  • de: Fernando Ramos
publicado por Fernando Ramos às 16:36

02
Jan 21

   

  • 192 - OS DEUSES NÃO ESTÃO LOUCOS

  • Vão saber a novidade
  • Das terras dos Deuses do amor
  • Encontram-se dois artistas de saudade
  • Um é fadista, o outro, um poeta senhor
  •  
  • Amália, a nossa fadista
  • E Camões o grande escritor
  • Imaginem o encontro da artista
  • Com o poeta do amor
  •  
  • De Camões, poesia Amália cantava
  • E a nós nos deslumbrava
  • Ele, era Violante que amava
  • E o povo, por seus poemas chorava
  •  
  • Fez-se no céu uma festa celestial
  • Caldo verde, e jaquinzinhos se comera
  • Bebeu-se vinho tinto espiritual
  • Numa tasca onde S. Pedro os recebera
  •  
  • Falaram de Portugal
  • Das tabuinhas, e das Caravelas
  • Foram lembranças sem igual
  • Talhando poemas à luz das velas
  •  
  • Bonita aquela festa
  • Que de cultura se tratou
  • Amália cantou Camões
  • E ele, por ela se apaixonou
  •  
  • Coitada da formosa Violante
  • Trocada por Amália a fadista
  • Camões disse-lhe num instante
  • Que era só, paixão de artista
  •  
  • Lindos poemas Amália cantou
  • Lá na tasca do céu de Deus
  • S. Pedro também vibrou
  • Da poesia que Camões escreveu
  •  
  • Os Deuses não estão loucos
  • Diz o povo na sua mestria
  • Camões e Amália não são poucos
  • Para nos oferecerem sua sabedoria
  •  
  • E os dois juntinhos lá estão
  • Muito bem acompanhados
  • Brindando versos perfeitos ao serão
  • Cantando-se belos fados
  •  
  • Ó Deuses do infinito ausente
  • Guardai ditoso tesouro
  • O povo os vai amar sempre
  • Nos seus corações de ouro
  •  
  • De: fernando ramos - 192
publicado por Fernando Ramos às 12:48

01
Jan 21

 

  • 191 - UM CAFÉ NO MARTINICA
  •  
  • A caminho de Santa Eulália
  • Pelo Martinica passo
  • Bebo café que não é da Austrália
  • No seu simpático terraço
  •  
  • Ao Martinica às vezes vou
  • Beber um delicioso café
  • Porque lá é onde estou
  • Mais próximo da maré
  •  
  • As marés são todos os dias
  • Nas praias de Albufeira
  • No Martinica não conseguias
  • Vê-las de qualquer maneira
  •  
  • Mas a praia fica bem perto
  • Talvez a um quilómetro
  • Para o ano volto de certo
  • Quando subir o termómetro
  •  
  • Nas férias, ao Martinica vou
  • Porque é próximo da praia
  • Se fores lá agora, eu não estou
  • Talvez ande por Santa Eulália
  •  
  • De: fernando ramos - 191

publicado por Fernando Ramos às 09:47

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