Minha Poesia

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77 - OS INCENDIOS

 

 Vem o fogo traiçoeiro

alguns bens roubar

Tantos olham com indignação

para as labaredas

que se vão espalhar

 

É uma impotência total

ver a mata arder

Ninguém põe os incendiários

na ordem, e ainda comentam

"nada mais há a fazer"

Diz-se que é fogo posto

e está difícil apanhar alguém

O incendiário sempre escapa

e outros fogos vai atear

 

As populações gritam bem alto

por justiça que está a tardar

Depois será a desgraça, porque

um dia alguém vai aparecer

na fogueira que andou atear

Depois virão por aí dizer

que esta justiça 

não se deve aceitar

levando o povo a desconfiar

em quem se deve acreditar 

 

Não é uma justiça correcta

todos nós sabemos isso

Mas o incendiário pela certa

estava a pedir tal juizo 

e foi chamuscado como chouriço

Até pode servir de lição

para muitos que por aí andam

E tão cansado anda o povo 

Que já não mais aguenta

a inércia dos que mandam

 

de: fernando ramos
24.7.2005

publicado por Fernando Ramos às 21:50

 

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  • A PONTE
  •  
  • A ponte do nosso rio
  • todos temos de atravessar
  • vamos ter algum cuidado
  • para nela não tropeçar
  •  
  • A pé eu atravesso
  • se tiver algum tempo
  • pressa não posso ter
  • É que depois não aguento
  •  
  • Nesta ponte onde vou
  • onde há muita aragem,
  • grande pressa tenho eu
  • de chegar à outra margem
  •  
  • Minha ponte bonita és
  • e que vais de um lado ao outro,
  • da janela eu te vejo
  • nesta linda cidade do Porto
  •  
  • Minha vida é como a ponte
  • que nela caminharei
  • Atenção terei de ter
  • se não, nela me perderei
  •  
  • de: fernando ramos
    22.7.2005
  •  
publicado por Fernando Ramos às 12:49

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