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FERNANDO RAMOS

Minha Poesia


05.12.19

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9-UM PAÍS DE DEUS

 Nós somos um país de Deus

Onde muito de bom aconteceu
Tivemos a Revolução que venceu
Num Portugal que tanto padeceu

O povo vagueava protestando
Senhores diziam, ser o lado errado 
Até que num bom ano, Abril apareceu
E logo, logo tudo foi mudado

Este é um bonito país de Abril
Por cá não foi só a rosa que floresceu 
As gentes são felizes por anos mil
Na liberdade que o povo mereceu

Soltaram-se os presos do contra 
E muitos ficaram contentes
Os festejos davam belas montras 
E as orquestras estavam presentes

O povo sonhava na lua 
E eram muitos, muitos mil
Cantavam trovas na rua 
Em poemas só de Abril

Neste país do herói marinheiro 
Que já fez parte dos coitados
Homens e Mulheres em cativeiro 
À muito nele viviam angustiados

O Zé veio para a estrada
Com cantigas de glória
Foi a época doce e doirada 
E lá se mudou a triste história

Entrámos na Europa da frente
O povo foi cantando feliz
O tempo, esse foi passando
E quase tudo ficou por um triz

Todos vivíamos sorrindo contentes

E entramos na CEE do progresso
Alguns actos foram imprudentes 
Houve medo, e receio do retrocesso

Mas meu povo não temeis
Dizem políticos pelo seguro
Nós estamos na Europa
E lá, é que mora o futuro

É preciso continuar a lutar
Porque é difícil a vitória
Teremos sempre de lembrar 
Que Portugal é de luta e história

Só temos de ter paciência
Não fazendo tudo às pressas
Os países evoluem sua consciência 
Com gentes de poucas promessas

Temos sempre de acreditar
Que Portugal vai crescer
E os governos têm de apostar
Nos Portugueses para vencer

Portugal lá entrou no futuro
Porque é um país de feitos
Devemos dar, um confiar seguro
Aos nos nossos políticos eleitos

de: Fernando Ramos

 


04.12.19

 

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A ARCA DA MINHA AVÓ

 Na arca da minha avó
Recordações velhas lá andarão

Talvez tristezas da vida
Coisas boas não sei se serão

Quando eu abrir a arca
Tudo sairá cá para fora
É que a arca já não se abre
Desde os tempos de outrora

A arca é muito bonita
Mas está suja de pó
Lá tem tanta magia
Já dizia a minha avó

A arca não é muito grande
E até, tem um senão
Tem de se ter muito cuidado
Quando eu abrir, com a mão

Já minha avó me dizia,
Para abrir a arca bem cedo
É que se levo muito tempo
um dia iria ter medo

Então lá abri a arca
Coisa de pasmar encontrei
Eram flores de papel de marca
Quantas lá estavam não sei

Olha lá, ó minha querida avó
Tanta curiosidade me causaste
Que faço das flores cheias de pó
Porque da arca não me desfaço

fernando ramos


02.12.19

 

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 OUTONOS
Já tudo dissemos na rua do tempo
E aqui continuamos nós lado a lado
Em todas as estações do ano
Até nas frias manhãs de Outono
Onde nossos lábios cansados 
Ainda trocam beijos roubados 
Como, se fossemos adolescentes
Meu amor, apesar dos anos
Que por nós vão passando
Ainda nos admiramos das palavras
Já há muito gastas
Aquelas onde suavemente dizemos 
Que ainda nos amamos
E ao olharmos o céu azul 
Aos fins de tarde
Trocamos sorrisos coniventes
Murmurando que estamos juntos
Como no princípio dos tempos 
Então passados
Tempos, que nos foram fortalecendo
Para outros Outonos da nossa vida
Que ainda chegarão
Juntos, caminharemos continuamente 
Vergados pelo cansaço
E também p’la felicidade 
De outros amanhãs 
Onde nos amaremos perdidamente
Dentro de lençóis que guardam
Nossos segredos nus de pudor
E trocaremos sílabas de promessas 
De outros Outonos vindouros
Que nos vão deixar para sempre 
Ligados até ao nosso final 
Ao final, que nós não queremos
Mas onde a vida de mansinho 
Irá deixar acontecer

fernando ramos


01.12.19

 

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ADEUS POETA
Foi embora um poeta
Desta vida de mil poderes
Com ele imensa cultura foi
Para a terra dos saberes
Volta poeta, volta 
P’ra ouvirmos teus dizeres
Porque tudo que sabemos
De ti, nós aprendemos
Tudo aquilo que perdemos
Jamais iremos perceber
Mais pobres de arte ficamos 
Com a falta do teu conhecer
Porquê meu amigo poeta
Tão cedo te foste embora
Porquê essa pressa amigo
Naquele dia pela aurora
O povo chora baixinho 
Lágrimas caídas na dor
O poema se sente perdido 
Na ausência do seu criador
O poeta jamais volta 
De outro lugar de viver
A cultura seus ais solta 
Nos tempos de empobrecer
O poeta não volta, não
Para mal da árdua liberdade
Todos ficaram mais pobres
Mergulhados na saudade

fernando ramos

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