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FERNANDO RAMOS

Minha Poesia


27.10.19

 

1049.jpg

 

 

1049 - UM SOL PARA MIM
(soneto)

 

Se houvesse um sol só para mim
Eu amaria como uma estrela cadente
Andaríamos de mão dada por aí
Distribuindo calor a tanta gente

 

Seria o meu sublime e total orgulho
E companheiro de boa viagem
Iríamos além do bojador em Julho
Prestar a homens bons, vassalagem

 

Se tivesse um sol só para mim
Ai meu Deus... quem me dera
Daria tempo à esperança sem fim

 

Jardins seriam sempre primavera
Para o sem abrigo nosso irmão
E ofertava-lhe palavras, amor e pão

 

De: Fernando Ramos

 


26.10.19

  • 1048.jpg

     

  • LINGUA PORTUGUESA

  • Minha língua é a Portuguesa
  • Eu tanto a amo e ela me delicia
    Tenho dela a feliz subtileza
    De fazer poesia que é minha iguaria
  •  
  • É a mais bela e liberta Bandeira
    Desfraldada p’lo mundo fora
    Quem a fala não faz fronteira
    Mas amizades a toda a hora
  •  
  • Esta língua é o encanto do mundo
    E de povos que vão e vêem
    Oferecendo um abraço profundo
  •  
  • A outras línguas enormes, bem sei
    Sua fonética é suave e bem atraente
    E tão melosa p’ra um coração envolvente

 

De: Fernando Ramos

 


26.10.19

 

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PELA NOITE DENTRO

 

Pela noite dentro
Eu te vejo a ler um livro
Sendo o silencio quebrado
Apenas quando passas as folhas
Que lês com toda atenção

 

Esse silencio amplo e mudo
Por alguns momentos quebrado
Desperta-me pensamentos
Que ocorrem nos tempos
No tempo que meu coração
Generosamente e gostosamente
Ainda palpita pelo amor
Que por ti sente

 

Esse amor continua
E meu coração palpita, palpita
Com a mesma intensidade
De amantes
Que pelas noites dentro
E bem dentro do seu silencio
Faz que nossos corpos
Procurem o caminho
Da nossa felicidade
Porque teu corpo tem
O que o meu te pede
E porque o meu tem
O que o teu deseja
E nem, paginas dum livro
Lido no absoluto silencio
Consegue transmitir
A beleza desta gostosa paixão

 

De: Fernando Ramos

 


26.10.19

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MOMENTO DE SOLIDÃO

 

Carrego o sossego do silêncio

Na tristeza do momento

O meu momento de solidão

Que não dá cor a meu olhar

E nesta melancolia que fica

Tão longe e ao mesmo tempo tão perto

Ouço a melodia das nuven

Carregadas de chuva

Que vão caíndo no infinito mundo

Da minha solidão

E meus silencios vão abraçando o vento

Que teima em não levar a triste saudade

Que vai morando na minha vida

Não curando as feridas que ela tem

Deixando apenas em mim

O olhar dum condenado

Enchendo meu espaç0 fechado

  

de: Fernando Ramos

 


25.10.19

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VIDA TÃO BONITA 

 

A vida é tão bonita

Mas veloz e de passagem 

Por vezes sofremos demais

Por erros nossos tatuados

Na solidão do tempo

Não merecendo a vida

O sofrimento na madrugada da dor

Porque um dia, tudo termina

Na anotomia dos silêncios

Queiramos nós ou não

O importante é viver em paz

connosco e com os outros

Mesmo nas horas

Onde a vida nos doe mais

Porque se vivemos

A olhar para trás

Lá se foi a vida, tudo se acaba

E nossos olhos jamais choram

A poesia da vida

 

de: Fernando Ramos 


25.10.19

1044.jpg

 

  MEU LOUCO SONHO


Hoje sonhei que era dono do mundo
Dono das árvores, dono dos rios
Dos mares, e das montanhas
E vejam lá, até sonhei
Que era dono do Polo Norte
Polo Sul e da Amazónia


Sonhei que era dono do desemprego
Por isso ele não existia, não era real
Era dono dos excluídos, e sonhei
Que a fome era passado
E eu não a deixava voltar
Editando leis, leis, leis, leis...


Sonhei que era dono das mais belas
Pinturas, Esculturas, e de toda Arte
Exposta em todos os museus do mundo
E que também era dono
Da liberdade de todos os povos
Por isso decretei, decretei, decretei...
Às Nações Unidas que todas as leis
Tinham de ser minhas


Sonhei que era dono
Das mais belas cidades do planeta
Lisboa, Paris, Rio de Janeiro, Caracas
Nova Iorque, Londres, Genebra
Atenas, Buenos Aires
Barcelona, Amsterdão
Veneza, Tóquio, Bangkoke
E tantas, tantas outras e em todas elas
Mandei pintar o céu nas cores do arcos Íris
Porque todas as cidades eram minhas


Sonhei que era dono das florestas
De todos os animais, dos frutos
Dos cereais e de todo pão do universo
E tantos se alimentavam com ele
Também sonhei que era
Dono de toda a solidão do mundo
E dei ordens, ordens, ordens, ordens...
Para que saíssem leis
E todos tivessem a felicidade
De ver voar o colibri, o Flamingo
A Águia Real, e ouvir o canto do Rouxinol


E até sonhei que todos viam jogar e ganhar
Os Clubes do seu coração
Com respeito, transparência e dignidade
E viam o meu Benfica.
Jogar, jogar, jogar
Com as estrelas do céu
Como se fosse uma criança
Brincando com sua bola


Apenas só sonhei...
E isto é o meu louco sonho
Tão louco que hoje me faz sorrir
E é tão pouco, tão pouco
Comparado com o que Deus
Na sua Infinita Bondade
Tem para nos oferecer


Meu irmão, minha irmã
Não sonhes esta loucura como eu
Tu e eu não somos nada
Segue apenas os desígnios de Deus
Que te dará a felicidade eterna
Sem fronteiras, sem decretos
Mas com afectos e amor no coração


De: Fernando Ramos

 


24.10.19

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 AFLIÇÃO

 

Por ti pouco a pouco me envolvi
E mergulhas-te em meu tonto coração
Mas alcançar teu amor não consegui
É tão grande esta estranha confusão

 

Agora que farei eu não sei bem
Oro a Deus para ele me guiar
Nesta dor que mal ajuizei
Nas mil indiferenças de teu amar

 

Que melancólica é esta desventura
E vai-me consumindo de paixão
Anseio por teus olhares de ternura

 

Se não morro na voraz solidão
Que comigo em alvoroço vive
Em total e pesarosa aflição

 

De: Fernando Ramos

 


24.10.19

1042.jpg

 

 

  • MIL MANHÃS DE ENCANTAR
  •  
  • Quero saber teus secretos desejos
    Acordando preguiçosamente a teu lado
    Fazer dos sonhos belos ensejos
    No nosso leito quente e tão adoçado
    Ter-te brilhante e feliz doidamente
    Em meu corpo perdido de paixão
    Beijando teus lábios docemente
    Olhando-te p’ra dentro do coração
  •  
  • Quero mil manhãs de encantar
    Ao fitar teu gracioso rosto
    E que teus peitos me façam balançar
    Quando os beijo, sentido esse encosto
    Anseio ouvir-te vagarosamente prenunciar
    Meu nome em tua melosa voz
    E sentir-te no teu delicioso arfar
    Quando a loucura toma conta de nós
  •  
  • De: Fernando Ramos

 


23.10.19

1041.jpg

 

 UM HOMEM UMA MULHER

 

O homem, é um sonhador e companheiro
Quando amigo, é um sério e grande amigo
Não faz amizades verdadeiras por dinheiro
E quando tu estás mal, ele está contigo
A mulher, a mulher... É a musa, um poema um sol
É a fada cristalina que enfeita o caminho de seu amor
Com pétalas de rosas viçosas guiando-o como um farol
E sofre por ele em paciência, e no silencio da dor

 

O homem, é aquele doido cabeça no ar bem distraído
Mas está sempre lá, Quando ela precisa, está presente
E ama, ama muito, e por vezes por amor é vencido
Por uma paixão torpe e cruel que lhe mente
A Mulher não se engana e torna-se bem vivida
E quando te ama de verdade dá-te tudo, tudo
E sofre, sofre muito quando se sente traída
A loucura de sua paixão fá-la virar o mundo

 

O homem... Por vezes durão, outras carinhoso
Gosta de uma boa oportunidade de colher e vencer
E o seu clube é um mundo só seu, e é o mais virtuoso
Não tolera hipocrisia, mentira e se traído faz sofrer
Mas a mulher... É a graciosidade, a força a beleza
Que faz dela o ser mais fascinante do universo
Delicada e tão irreverente e também a boa surpresa
A mãe de nós, que constrói o mundo bom, e adverso

 

O homem, bem... o homem, é como a mulher
Gostam de uma boa conversa honesta, correcta
E sofrem os dois por uma paz de felicidade e saber
Mas uma paz que lhes traga amor, e que nada lhes afecta
Os dois juntos destroem barreiras com sua determinação
E com austera prepotência amam seu chão sagrado
Que é o seu bendito lar que lhes enche a alma e coração
E no seu gostoso leito vão às nuvem com seu bendito pecado

 

O homem, a mulher, este é o verdadeiro segredo de Deus
Porque os juntou... Porque os fez diferentes e tão iguais
E não passam um sem o outro, mesmo com graves erros seus
Tão bela é esta união que faz o mundo girar, e p’ra ele são leais

 

De: Fernando Ramos


22.10.19

 

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1040 - MARTÍRIO NEGRO

 

Ao longe vislumbrava-se a Nau
Na negra sombra da noite
Corta ondas dum mar mau
Na crista da vaga seu açoite
No tombadilho ia o martírio negro
Eram escravos de sua negritude
Seus olhos choravam o medo
Caindo lágrimas de brutal virtude

 

Aguardam a sangrenta cidade
Que suas vistas já alcançam
Esperam dos senhores crueldade
E a chibata que p´la ponta dançam
E as aves canoras embalam
Cânticos de dor terrível
Para os escravos que não falam
Da sua raiva compreensível

 

Tambores retumbam a chagada
Das naus que vinham de África
Traziam miséria e a morte esperada
Como linha de montagem de fábrica
E naquela barbárie loucura
A razão não impôs seu juízo
O mundo não sabia dessa tortura
Que hoje devia ser dor e prejuízo

 

Como foi possível tal calamidade
Em séculos que se pensa passados
Mas hoje há outra montruosidade
Em seres igualmente mal abençoados
Que também partem p’ra longe
Em aviões modernos super lotados
Procuram vida que não é de monge
E encontram futuros confiscados

 

De: Fernando Ramos

 

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