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FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

30
Set18

876 - OS BRINQUEDOS DA JOANA

Fernando Ramos

876.jpg

 

  • OS BRINQUEDOS DA JOANA
  •  
  • Joana,
  • Guardamos teus brinquedos
  • As tuas bonecas lindíssimas
  • E outros que guardam teus segredos
  • Mais as tuas doces caricias       
  • E até a estrela que pintaste
  • Em cartolina branquinha
  • E por ela riste e choraste
  • Quando andavas na escolinha
  •  
  • Belos tempos minha filha
  • Que hoje envolvemos num abraço
  • Com um olhar que sorri e brilha
  • P´la lembrança que não dá cansaço
  • Sabes bem como te amamos
  • E por ti respiramos noite e dia
  • És a alvorada onde balançamos
  • No teu destino com alegria 
  •  
  • Os anos vão passando
  • E tu sempre a nossa menina
  • Nossas vidas vão acariciando
  • Teu céu de amor que não termina
  • Nossa filha, és nosso poema
  • E um grande coração sonhado
  • Teus olhos azuis de cinema
  • São nosso pedacinho encantado
  •  
  • De: Fernando Ramos
30
Set18

876 - OS BRINQUEDOS DA JOANA

Fernando Ramos

876.jpg

 

  • OS BRINQUEDOS DA JOANA
  •  
  • Joana,
  • Guardamos teus brinquedos
  • As tuas bonecas lindíssimas
  • E outros que guardam teus segredos
  • Mais as tuas doces caricias       
  • E até a estrela que pintaste
  • Em cartolina branquinha
  • E por ela riste e choraste
  • Quando andavas na escolinha
  •  
  • Belos tempos minha filha
  • Que hoje envolvemos num abraço
  • Com um olhar que sorri e brilha
  • P´la lembrança que não dá cansaço
  • Sabes bem como te amamos
  • E por ti respiramos noite e dia
  • És a alvorada onde balançamos
  • No teu destino com alegria 
  •  
  • Os anos vão passando
  • E tu sempre a nossa menina
  • Nossas vidas vão acariciando
  • Teu céu de amor que não termina
  • Nossa filha, és nosso poema
  • E um grande coração sonhado
  • Teus olhos azuis de cinema
  • São nosso pedacinho encantado
  •  
  • De: Fernando Ramos
28
Set18

875 - BALADA DE MAU MOMENTO

Fernando Ramos

875 (2).jpg

 

  • 875 - BALADA DE MAU MOMENTO
  •  
  • Hoje não chega lírios nem a estrela
  • Que me aquecem o coração
  • E alegria quente nem vê-la
  • Só a rebeldia p´lo meu violão
  •  
  • Sou levado a estar de sentinela
  • Percorrendo noites de breu
  • Neste meu inverno vejo a flor amarela
  • Caída num chão, tão murcha como eu
  •  
  • Sei lá porque vou dorido
  • Neste caminhar do destino
  • Quero dar um grito que vai sumido
  • No meu jardim de vida pouco florido
  •  
  • E neste azedume que me deixa frio
  • Apenas habita a desilusão
  • Que nas veias corre-me como um rio
  • P´ras marés de choro da depressão
  •  
  • Meu coração agora está a doer
  • Mas lutando vou tentar ser feliz
  • Pensando que amargura vai desaparecer
  • E que vou perder penosa cicatriz
  •  
  • E nesta balada de mau momento
  • Aparecerá o arco-íris depois do trovão
  • Virá colorido de belo sentimento
  • Bastando um poema, bastando uma canção
  •  
  • De: Fernando Ramos
26
Set18

874 - ASSISTIMOS E FAZEMOS DE CONTA

Fernando Ramos

 

874 - 1.jpg

 

874 - 2 (1) (1).jpg

 

  • 874 - ASSISTIMOS E FAZEMOS DE CONTA
  •  
  • Já assisti a varias situações na vida
  • Assisti quando muito novo
  • Que as pessoas eram mais honestas
  • Educadas, leais e dignas
  •  
  • Depois assisti a época de ter
  • E das aparências, como ter dinheiro
  • Viver bem era a fase de ter tudo,
  • Se possível mais que os outros
  •  
  • Agora e passados uns bons anos
  • Assisto à fase do faz de conta
  • Que os pais educam bem os filhos
  • E que os filhos fazem de contam
  • Que aprendem muito na escola
  • È que á noite quando saiem,
  • Que vão para casa de amigos
  • Quando realmente vão para vidas
  • Por nós os mais velhos
  • Nunca imaginadas
  •  
  • Os políticos fazem de conta
  • Que são francos, honestos
  • E merecedores do nosso voto
  • Porque dizem ter remédio  
  • P´ra resolver a miséria do povo
  • Que cresce como erva daninha
  • E que estão a resolver o problema
  • P´ra que o mundo viva em paz
  •  
  • E o que assistimos é, que
  • Num lugar não muito longe
  • Ao bem perto de nós
  • Nossos irmãos sofrem
  • Com a Guerra que nunca acaba
  • E nós acreditamos nos políticos
  • E depois somos brindados
  • Com alguns corruptos e com
  • Uma justiça, que só funciona
  • Para os pobres, porque
  • Para os outros há sempre
  • Um chapéu de aba larga que os protege
  •  
  • E nós não queremos ver
  • Ou fechamos os olhos
  • A tudo que se passa
  • E fazemos de conta
  • Que está tudo Bem
  • E este infelizmente para mim
  • E para muitos, é o mundo actual
  • Que vivemos
  •  
  • De: Fernando Ramos
24
Set18

873 - CHEGOU A HORA

Fernando Ramos

 

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873 - CHEGOU A HORA

 

Eu te amei, e como te amei

Amei-te tanto, parte da vida

O quanto, nem eu sei bem

Só sei que foi ilusão vencida

 

Amei-te por becos e ruelas

Encostados às paredes da paixão

Hoje, me sinto triste dessas sequelas

Que moram bem fundo do coração

 

Sentado na mesa, sentindo pena

Relembro os momentos em clamor     

Bebendo copos p´ra mágoa serena 

Esquecendo por momentos tal dor

 

Já não me dás sinal algum

E procurei-te por toda a parte

Não te encontrei em lado nenhum

E esta paixão vejo que parte

 

Ditoso meu coração carente

Das lembranças da doce aurora

Já temo menos as dores que sente

Porque pró final, chegou a hora

 

Eu te amei, e como te amei

Amei-te tanto, parte da vida

O quanto, nem eu sei bem

Só sei que foi ilusão vencida

 

de: fernando ramos

17
Set18

872 - DEUSES DO MUNDO

Fernando Ramos

 

872 (2).jpg

 

872 - DEUSES DO MUNDO

Os Deuses dos povos do mundo

São de paz, esperança e amor

Dizem os homens ao segundo

Mas o que se vê por aí é a dor

 

Deus é o Santo do amor

A ele se reza parte do dia

P´ra que nunca caia o terror

A este mundo de gente fria

 

A vida está numa confusão

E não há maneira de se entender

A fome corta o coração

A quem tudo faz p´ra resolver

 

Os Deuses dos povos do mundo

São de paz, esperança e amor

Dizem os homens ao segundo

Mas o que se vê por aí é a dor

É a guerra da noite escura

Que a natureza vai sofrendo

Não há na terra quem a segura

E os povos vão morrendo

 

Triste sina da nossa vida

Que nos dá desgosto profundo

A paz é a oportunidade perdida

Desde que o mundo é mundo

 

Deus é o Santo do amor

A ele se reza parte do dia

P´ra que nunca caia o terror

A este mundo de gente fria

 

de: Fernando Ramos

17
Set18

871 - DESFEITO EM CARINHO

Fernando Ramos

 

 

871.jpg

 

871 - DESFEITO EM CARINHO

 

Sinto teu corpo bonito

Ondulando em meu gostar

A tua voz corre num grito

Por mim a murmurar

 

Dizendo bem devagarinho

“É tão bom fazer amor”

E eu desfeito em carinho

Beijando-te minha flor

 

És a minha forte adoração

Num lugar perfeito que nunca resisti

Quero-te com tanto amor

Melosamente em silêncio por ti

 

Ao beijar teu pescoço fino

É tão grandioso o que consegui

Meu coração bate em desatino

Porque um doce de teu corpo, eu senti

 

É maravilhoso o tanto que vi

E nosso vaivém, vai perto do fim

A magia corre loucamente de ti p´ra mim

E, é tão gostoso, aquilo que senti

 

De: Fernando Ramos

16
Set18

870 - O CONTADOR DE HISTÓRIAS

Fernando Ramos

870 - 1.jpg

 

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870 - O CONTADOR DE HISTÓRIAS

 

Cruzei-me na rua com um contador de histórias

Tinha os lábios secos por tantas histórias contar

Ele contava-me olhando para as nuvens

Que elas eram brancas e brilhavam tanto

Por causa da luz do sol

Do divino sol que nos aquece a todos

E o que ele conta, com todo o respeito

É apenas o que ele conta nas suas histórias

Falando das suas preciosas viagens

E do mundo que bem conhecia

Tão bem como os navegadores de outrora

Falou-me do muito mar que já viu

E das estrada que suas

Velhas pernas já pisaram

Falava-me dos caminhos e dos trilhos da vida

Da felicidade e da solidão que nunca

Sentiu por este mundo fora

Mas que sabe que muito por aí vai escondida

Disse-me que, desde que o mundo é mundo

Foi desenhado e escrito por Deus

E que sempre existiram percalços na vida

De momentos mal passados

Das coisas e das pessoas

E que ser feliz não é viver apenas

Bons momentos de alegria

Mas enfrentar a tristeza com sabedoria

Falou-me das conchinhas que já tinha

Encontrado à beira mar

Bem como dos montes

Que para ele não tinham segredos

Ou como dos abraços que foi deixando

Sem expressar palavras

Falou-me do mal e do bem

Que a humanidade religiosamente guarda

Este é um contador de histórias

Do nosso tempo onde tudo tem preço

E nada tem valor, por falta de amor

Dum tempo que, ó muito me engano

Precisará cada vez mais

Dos andarilhos da vida contadores de histórias

 

de. Fernando Ramos

15
Set18

869 - IRMÃOS

Fernando Ramos

869 fr.jpg

 

869 - IRMÃOS

 

Somos todos irmãos

Diz Cristo nos Evangelhos

Ele pede que se dê as mãos

E seguir seus conselhos

 

Mas alguns são tão pecadores

Que deixam Cristo magoado

Dizendo-se soberanos senhores

De seu irmão encarcerado

 

Outros irmãos são do bem

E Cristo os ama por isso

São como a luz de Belém

Num mundo perfeito de juízo

 

Irmãos, seremos como Cristo quiser

Na sua piedosa misericórdia

A paz que chegue ao final que se quer

P´ra nas famílias terminar a discórdia  

 

Oh Cristo meu redentor

Faz do irmão por todos, amado

P´ra terminar penosa dor

Neste mundo massacrado

 

de: Fernando Ramos

14
Set18

868 - FOLHAS SEM DONO

Fernando Ramos

 

868.jpg

 

FOLHAS SEM DONO

 

Sei, que caí as folhas sem dono

Vorazmente, p´lo vento arremessadas

De dia à tarde ou nas madrugadas

Nos límpidos meses de Outono

 

Sei que voam no vai vem do vento

Pelos campos, pisadas p´la garotada

Passando pelo mau tempo da geada

Que no olhar dum velho vai doendo

 

E do nada constroem os sonhos

Dos pintores inspirados pelas folhas

Fazendo aguarelas nada tristonhas

Deixando tantos e tantos olhos risonhos

 

E as folhas caídas são metades iguais

Para as vidas que por elas passam

Que sem lhes tocar não ameaçam

As suas longas viagens naturais

 

De: Fernando Ramos

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