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FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

11
Jun18

841 - MEU MUNDO

Fernando Ramos

  

841 (2).jpg

 

 

MEU MUNDO

Este meu mundo não tem segredo

Nem é pertença de outro lugar

Seu amar vai correndo sem medo

Em veias de amizade sabendo perdoar

 

Percorro sua estrada desde nascença

Onde o sol se põem ao anoitecer

E no fim da noite a aurora não pensa

O que o mundo nesse dia vai oferecer

 

E ele desperta p’la alvorada sorrindo

Não escondendo a sua teia feia

À minha vida, nunca foi mentindo

Mostrou sempre a miséria em cadeia

 

Nele nunca terei medo de amar

Mesmo que vá p’la estrada sinuosa

Quero que me leve p´ra um lugar

Junto da paz e da beleza virtuosa

 

Dizem que o mundo já é do passado

Mas ele é de agora e será do futuro

Nem que seja rebelde e envergonhado

Jamais viro as costas a este meu mundo

 

De:  Fernando Ramos

10
Jun18

840 - MAGIA GUARDADA

Fernando Ramos

 

840 (1).jpg

 

 

MAGIA GUARDADA

Se por amor voares tão de perto

À estrela mais alta chegarás
Tua vida vai no voo certo
P´ra um destino, onde pousarás

 

Presa nas tuas asas vai p´lo ar
Toda a doce melancólica fantasia
Leva a firme vontade de amar
Um coração de liberdade apetecida

 

Ele te aguarda em tonta paixão
Ansioso p’la tua vaidosa chegada
Quer-te tanto, tanto com emoção

 

Na sua esperada loucura desesperada
Por esse voo de magia deslumbrada
Ansiada por seu peito, sem mágoa

De: Fernando Ramos

08
Jun18

839 - INCENDIÁRIO TRAIÇOEIRO

Fernando Ramos

 

839 (2).jpg

 

  • INCENDIÁRIO TRAIÇOEIRO

 Alguém disse um dia:

Portugal é um jardim

À beira mar plantado!

Mas será que é verdade?

Não será tão bonito assim?


O país, está bem queimado
A incúria grassa por aí

No verão temos a seca
E ruinosa é a destruição
Das florestas não conservadas
Mais a serra, bem careca
E tantas vidas arruinadas

 

Portugal é um Jardim em festa!
Que nos dera essa verdade assim!
A devastação é tão desonesta
Por ela rolam lágrimas sem fim


Da tão grande maldade

O incendiário traiçoeiro
Espalha a miséria demente
P’la mata, a troco de dinheiro
Num acto reles e indecente

 

Este louco, pouco se importa
Com tamanha insensatez
E a tristeza, o coração corta
P’la tão estúpida malvadez

 

Deita fogo em tanto lado
Onde a natureza chora
E o povo, passa um mau bocado

Acordai senhores 

Está na hora!

 

De: Fernando Ramos

07
Jun18

838 - O QUINTAL

Fernando Ramos
  • 838 (2).jpg

     

  • O QUINTAL
  •  

  • Visitamos a casa de uns amigos
  • Daqueles amigos do peito
  • E da janela até conseguimos
  • Desfrutar o Tejo a preceito
  •  
  • Que paisagem admirável 
  • Da minha linda cidade!
  • Bela imagem incontestável 
  • Sorrindo ao rio da felicidade
  •  
  • E quando a tarde já vai finda
  • Surge um bem consensual
  • É um pedaço que a natureza brinda
  • Ao entardecer num belo quintal
  •  
  • Que bem se está naquele regaço 
  • Por debaixo da sombra calma
  • Do abacateiro de algum cansaço 
  • Que nos vai purificando a alma
  •  
  • E nesse lugar de algumas flores
  • Respira-se o ar de fértil pureza   
  • Semeando bem estar e bons odores
  • Repletos de amor e gentileza
  •  
  • Deste maravilhoso espaço de bem
  • Meus amigos não fazem segredo
  • A outros que os visitam num vaivém   
  • Ofertando-lhes seu lugar soberbo
  •  
  • Ali, a poesia se espalha p’lo ar
  • No meio de tanto prazer
  • Goza-se o momento até se ficar
  • Inspirado p´ra tanto saber
  •  
  • Aos meus amigos ternuramente
  • Agradecemos este miminho especial
  • E o que queremos agora e sempre
  • É desfrutar seu maravilhoso quintal
  •  
  • De: Fernando Ramos
03
Jun18

837 - NOSSO CÉU AZUL

Fernando Ramos

 

837.jpg

 

  • NOSSO CÉU AZUL
  • Esta noite fomos ás nuvens azuis
    E lá estava o luar cor de marfim
    Acariciei teus peitos de truz
    Por debaixo do pijama de cetim
  •  
  • E bem agarradinhos no nosso leito
    Imaginámo-nos pombas a esvoaçar
    Desapertei teu cetim com tanto jeito
    E nos tivemos como aves acasalar
  •  
  • E nesse magnifico poético esplendor
    Cânticos se ouviram melosamente
    Consagrando o ninho do nosso amor
    Nas nuvens azuis de tons resplandecente
  •  
  • Pró céu azul embevecidos olhámos
    De olhos felizes e flamejantes
    E p’lo colorido divino suspirámos
    Felizes p´los belos momentos cativantes
  •  

de: Fernando Ramos

02
Jun18

836 - LUGAR NENHUM

Fernando Ramos

 

836 (2).jpg

 

LUGAR NENHUM

Hoje recordo quando te ouvia a fala

E tanto me beijavas sem demora

Como belo é o silencio que exala

Estas minhas lembranças agora

 

Nem a folha que lá fora se agita

Me faz esquecer esses doces tempos

Mesmo que o vento traga a saudade aflita

E nem que meu peito grite seus lamentos    

 

Este é um desejo consumido

Nos subúrbios da louca paixão

Mas nunca é um momento perdido

Que navega em águas de minha desilusão

 

Agora vejo como um magnifico clarão

O que passa por minha memória

Desses tempos que te roubei o coração

Que juntinho ao meu era a melosa glória

 

Hoje todas estas recordações

São como notas de música estranha

Composta na pauta de lamentações

Que p’la minha alma se entranha

 

Sofro por tua longa ausência

Que a lugar nenhum me conduz

Fica ao abandono toda a vivência

Que nem se resguarda na minha cruz

 

  De: Fernando Ramos

01
Jun18

835 - À CHUVA

Fernando Ramos

 

835 (2).jpg

 


 

À CHUVA

Fico parado sem sentir o tempo

E a chuva cai em meu corpo envelhecido

Alguém p´ra mim olha, e eu não sinto

O que importa mesmo é o momento

Que ao frio da agua, me dá um arrepio

Mas eu não lamento

Fazendo-me recordar tempos idos

Da minha meninice

E a chuva atrevida vai em queda

Sem cessar, sem cessar

Passando por meu corpo

Como um acto divino da natureza

 

De: Fernando Ramos 

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