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FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

30
Mai18

834 - SE EU PUDESSE

Fernando Ramos

 

834 (2).jpg

 

  • SE EU PUDESSE
  •  
  • Se eu tivesse o dom do vento
  • Soprava amor a todo momento
  • Fazia voar p´ra longe a injustiça
  • Tirava a dor do pensamento
  • E acabaria com a má preguiça
  •  
  • Mas se eu tivesse todos os dons
  • Terminaria com as guerras
  • Pintava a paz de lindos tons
  • E a todos oferecia férteis terras
  •  
  • Ai se eu pudesse... Deitava fora
  • O orgulho, a mentira e a miséria
  • Decretava leis sem demora
  • P’ra política ser coisa séria
  •  
  • De: Fernando Ramos
29
Mai18

833 - FUTURO CANALHA

Fernando Ramos

833 (2).jpg

 

FUTURO CANALHA

Os excluídos calcorreiam as ruas costumeiras

Bem pertinhas de suas casas

Eles são os filhos da inconsciência

De quem Governa seu ganha pão

Estas são as virtudes de um governo sábio

Tão sábio que deixa homens e mulheres

Perto dos cinquenta anos de idade ou mais

ou ainda mais novos

Entregue ás mãos de um patrão esperto

Afinal mais esperto que os governos sábios

Metidos em redomas de vidro onde se fecham

 

Eles se aproveitam de pequenos pormenores

Até os mais escondidos

Nas leis elaboradas p’los tais sábios governos

Que dizem aprovar estas ditas leis

Em defesa da estabilidade e da liberdade

Mas qual Liberdade?

Quando pessoas vivem à mingua e à sorte

E outros se aproveitam da sua fragilidade!

Sabe-se lá com que interesses...

 

Não são certamente o destes excluídos 

Que sussurram p´las esquinas das cidades

A seu pobre coração sobre a falta de afectos

Dos misteriosos governos sábios

Que maquiavelicamente

Em determinadas alturas da vida

Tem sido fieis causadores 

Dos maus momentos de tristes destinos

 

Os dias dos excluídos se confundem

Uns com os outros

Como se fossem um relógio

Sem ponteiros que nunca se adianta

Nem nunca se atrasa

E eles mergulhados nesta verdade feia

Pensam que são demasiados novos

Para receber a sua reforma conquistada

Em longos anos de labor

E demasiado velhos para trabalharem

Como um direito que vem escrito

Em todos os manuais da vida humana

E afinal não passa de uma farsa bem ferida

 

Este não é aquele favo de mel tão doce

Como doce era o sabor de se sentirem úteis

P´ra sua meia idade como sempre aspiraram

Este é um pesadelo dos mais sinistros

Que agora vive em todos os excluídos

E que amanhã, infelizmente

Continuará a viver com outros sem sorte

Que terão as mesmas ruas

As mesmas esquinas

Para olharem  para um horizonte

Onde certamente e calmamente

Passeará o dinheiro dos espertos

E o absurdo puder dos sábios

Num futuro canalha

 

De: Fernando Ramos

28
Mai18

832 - PULOS DE FELICIDADE

Fernando Ramos

832.jpg

 

PULOS DE FELICIDADE

Pobre mundo que nos rodeia

Vivendo ao sabor do vento

Triste futuro desencadeia

Faz-nos sofrer no seu tempo

Será preciso... Outro encontrar

Mais amante, solidário e seguro

Tanta ajuda se irá precisar

Nesse trilho longo e escuro

 

Serão relâmpagos de desilusão

Que na caminhada irão aparecer

Encontra-se pedras de alucinação

Dum duro chão, a percorrer

Mas anseia-se por um sonho lindo

Como mares de preciosos corais

Para trás ficará um mundo findo

Outro nascerá... De novos rituais

 

Ouvir-se à corações a sussurrar

Não por falta de novos afectos

Mas sim p’lo fim do triste caminhar

Que terminarão com longos desertos     

O amor, o amor de novo voltará

Sorrindo no aconchego da liberdade

A paz outro caminho percorrerá

Onde se pulará na imensa felicidade

 

Este é um gracioso desejo

Se acontecer... Esse futuro eu beijo!

 

De: Fernando Ramos

27
Mai18

831 - AMOR SEM JUÍZO

Fernando Ramos

 

831 (2).jpg

 

  • AMOR SEM JUÍZO

Eu preciso de te falar

De beber teu sorriso

Já não sei como calar

Meu amor sem juízo

 

Tive um erro imperdoável

Cometi a traição num impulso

Dei-te a dor insuportável

Sofres deste meu abuso

Não ando nesta vida

Sem primeiro a razão escutar

Não a ouvi, germina a ferida

Da verdade difícil de aceitar

 

Eu preciso de te falar

De beber teu sorriso

Já não sei como calar

Meu amor sem juízo

 

Tanto abracei p’ra te proteger

De alguma insensatez voraz

Mas acabei por te perder

Não sei como fui capaz

Vivemos um belo amor

E te fiz juras sem ilusão

Trai-te... Agora sobra a dor

Jamais concedes teu perdão

 

Eu preciso de te falar

De beber teu sorriso

Já não sei como calar

Meu amor sem juízo

 

De: Fernando Ramos

23
Mai18

830 – DOCE MÃE

Fernando Ramos

 

830 (2).jpg

 

DOCE MÃE

Na beira do rio sob a gratidão infinda

A doce mãe seu filho adormece

E naquele silencio a flor mais linda

Fragrâncias de sonho à noite tece

 

Na noite bela, tão bela como uma borboleta    

A Senhora mãe a seu menino sorri

No horizonte imaginado se abre uma greta

Mostrando à mãe um mundo ruim

 

Pensando ela... É mais bonito a beira do rio!

Onde reside o amor a viver em bonança  

E naquele quadro não bate o beijo frio       

Apenas p’ra seu filho a fiel segurança

 

A Mãe daquela beira jamais quer partir

Ali onde escuta o conversar das flores

Que por vezes muito a fazem sorrir

Enviando pró vento, maravilhosos odores

 

Naquele berço coberto pelo céu

A mãe sussurra ás estrelas que a cativa

Pede-lhes o amor quente dum seio seu

P’ra que seu menino em pureza viva

 

Depois do entardecer quando o sol já ia

Um poema se escreveu p’ra  seu espanto

À beira do rio o declamou na orvalhada fria

Empregnando ao momento, tanto, tanto encanto

 

E já na noite cativante de azul comovente

Olhando pró infinito das profundezas do luar

A doce mãe, ao menino oferece seu seio quente

Murmurando-lhe no rosto canções de embalar

 

De: Fernando Ramos

22
Mai18

829 - TROVAS DO BANDARRA NA GUITARRA

Fernando Ramos

 

829.jpg

 

  • TROVAS DO BANDARRA NA GUITARRA
  • Trinam trovas na velha guitarra
    Numa castiça viela de Alfama
    Do poeta sapateiro, o Bandarra
    Que o povo deste país aclama
  • No dedilhar da nota inspirada
    Surge o desvaneio precioso
    Numa profecia à muito contada
    Do famoso Bandarra, de Trancoso
  •  
  • E guitarras murmuram em liberdade
    Trovas do ano de mil e quinhentos
    Que um poeta escreveu com felicidade
    Ofertando-nos hoje belos momentos
  • Foi a mestria popular do Bandarra
    Que a vil inquisição um dia castigou
    Hoje, ela é lembrada p’la velha guitarra
    Tocando profecias que Portugal herdou
  •  
  • Foi perseguido maltratado e preso
    Pelo regime que não o levou a sério
    Este génio rebelde duro e teso
    Que profetizou o Quinto Império
  • Ouvem-se tantas trovas excelentes
    Na noite bela e serena
    No ar bailam gemidos comoventes
    De guitarras a chorar de pena
  •  

De: Fernando Ramos

21
Mai18

828 – CATARINA

Fernando Ramos

 

828

 

  • CATARINA
  • Tu Catarina, uma lição deste
    Ao esbirro do poder, que te mataria
  •  
  • Grávida por um amor que tiveste
    Enfrentaste o fascismo que consumia
  •  
  • Esta pátria de impuros que te esquece
    Pouco se importa com tua valentia
  • Mas o povo
  • O povo que te ama
    Não esmorece
  • Que como tu
  • Luta p’la justiça noite e dia!!!
  •  
  • De: Fernando Ramos

    (Catarina Eufémia) 

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