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FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

30
Mar18

823 - DOR DE CASTIGO

Fernando Ramos

823 (2).jpg

 

  • DOR DE CASTIGO
  • (soneto)
  •  
  • A dor vem no limbo do escuro
    Numa intensidade não liberta
    Traz tormento bem seguro
    Ao corpo que para ela desperta
  •  
  • É melancolia que não trás brisa
    É dor de tanto castigo
    Para uma vida, que bem ajuíza
    Seu passado de tanto perigo
  •  
  • À dor a claridade não chega
    Vai num mau fim que se avizinha
    E no escuro deixa a vida cega
  •  
  • Tendo a morte como final
    P’ra um céu, onde se caminha
    Livre de tanto sofrimento total
  •  

De: Fernando Ramos

29
Mar18

822 - CAMPO SILVESTRE DO CORAÇÃO

Fernando Ramos

 

  • CAMPO SILVESTRE DO CORAÇÃO
  • 822 (2).jpg

     

  • O vento suavemente deixa a flor
    E no campo silvestre fica quieta
    Onde Deus deposita amor
    P’ra pura inspiração do poeta
  • Que busca nas pétalas graciosas
    Seu saber e esplendor
  •  
  • Quanta maravilha
    Vai nos trilhos do campo
    Onde a pureza empregna a natureza
    Quanta maravilha
    Cobre as papoilas o manto de Deus
    Que as engrandece de beleza
  •  
  • Esse é o ar puro, que se realça
    Do Santo Divino da paixão
    Esse é o ar puro que rescreve
    Notas pretas p ‘ra uma valsa
    Tocadas num palco de emoção
    E dançadas no campo silvestre
    Do coração
  •  

De: Fernando Ramos

28
Mar18

821 - LISBOA DO POVO E DO TURISTA

Fernando Ramos

821 (2).jpg

 

  • LISBOA DO POVO E DO TURISTA
  •  
  • Lisboa, paraíso de sete colinas
  • Desperta aos raios da manhã
  • Brilha o sol nas casas Pombalinas
  • Da bela cidade amiga e cortesã
  •  
  • Nas ruas a liberdade pulula por ali
  • Desde cedinho sob um céu majestoso
  • O povo diz que a cidade é parte de si
  • Abençoada p’lo seu Santo fervoroso
  •  
  • À noite, a lua p’las janelas entra em cheio
  • Nos becos e vielas do fado submisso
  • O turista espreita as tascas, e de permeio
  • Apaixona-se p’la guitarra de timbre castiço
  •  
  • É nesta Capital mágica de mil sois
  • O visitante se move alegremente
  • Nas esplanadas prova pratinhos de caracóis
  • Saboreando-os com cerveja perdidamente
  •  
  • De dia, o estrangeiro Lisboa visita
  • As belezas aquecidas p’lo sol encantado
  • E à noite se perde pela voz da fadista
  • Que lhes dedica o fado de amor perfumado
  •  
  • É assim a maravilhosa Lisboa
  • Que o alfacinha tem p´ra oferecer
  • Tantos a querem como sua fada boa
  • E os turistas já mais a irão esquecer
  •  
  • E no eléctrico turístico vermelho e amarelo
  • Passeia-se p’la Cidade cosmopolita e amena
  • Deslumbrando-se próximo do céu, no Castelo
  • Olhando o Tejo e suas margens que são poema
  •  
  • O turista, calcorreia os bairros populares
  • Deambulando por ali sem alguma maçada  
  • O povo lhes oferece, em faustos jantares
  • Vinho tinto e a bela Sardinha assada
  •  
  • Pelas calçadas vai criando suas ilusões
  • Nesta cidade que para si é um espanto
  • Falam-lhes do grande poeta Camões
  • E da poesia que lhes dá tanto encanto
  •  
  • Na hora do visitante ir embora
  • A tristeza bate com ansiedade
  • Já amam Lisboa conhecida em boa hora
  • Levando no peito a palavra SAUDADE
  •  
  • E a cidade para eles bem se agita
  • Com amor e o calor do céu azul
  • Gritando muito feliz o turista
  • “Lisboa é bela como as ilhas do mar do sul”
  •  
  • De: Fernando Ramos
27
Mar18

820 - LIBERDADE RAPTADA

Fernando Ramos

820 (2).jpg

 

  • LIBERDADE RAPTADA

Cai o silêncio na minha noite

E nela vejo sombras

Que não passam de fantasmas

Perseguidores p’lo meu

Tumultuoso mundo de emoções

 

Este silencio nocturno e triste

Me agiganta na límpida solidão

E faz, que cada vez esteja mais só

Perdido em penosos pensamentos

Que anseiam p’la liberdade de amar

Que me foi raptada

Levada, não sei p´ra onde

E por quem!

 

E num desespero solitário

Sinto meus fantasmas

Como uma espada que penetra

Em minha carne

Acompanhada p’la musica da dor

Que é pura ausência de amor

Habitando em minha vasta solidão

 

E neste temeroso caminho

Simplesmente aguardo

Que os fantasmas partam

E me deixem ficar

Cada vez mais só

Em meus impenetráveis

Pensamentos

Aguardando ansiosamente

Pela liberdade de amar

Então raptada

 

De: Fernando Ramos

26
Mar18

819 - PERDÃO PARA A MÃE

Fernando Ramos

 

 

819.jpg

 

PERDÃO PARA A MÃE

 

Minha mãe foi rezar

Na Igreja da Virgem Maria

P’ra Virgem perdoar

O pecado que na alma lhe ia

 

Senhora perdoai minha mãe

Que é uma Santa mulher  

Os pecados que ela tem

Seu pobre coração fere

  

Carregamos a alma pecadora

Fazendo vida desgraçada

Perdoai-nos Santa Senhora

E que o céu seja boa morada

 

A Virgem perdoa sempre

Na sua piedosa Divindade

Adoramo-la eternamente

Jurando-lhe fidelidade

 

Na igreja, minha mãe reza

Pelo o mundo e p’la família

Quando lá vai, leva a promessa

De amor à Virgem Maria

 

E a Virgem bem a escuta

Nas suas tristezas da vida

Senhora, protege-a nessa luta

P’ra que nunca se sinta perdida

 

De: Fernando Ramos

25
Mar18

818 - CHOVEM BEIJOS DE AMOR

Fernando Ramos

818 (2).jpg

 

CHOVEM BEIJOS DE AMOR

Teu sorriso soa em minha alma

Na harmonia que o maestro levanta

Inunda meu peito e o palpitar se acalma

Em tanta angustia melada, tanta... tanta

 

Esse teu sorriso que me dá perdição

Murmura ao vento levantando vagas

Num mar de amor pertinho do coração

Esconde beijos vestidos de pratas

 

De mil raios chovem desejos de amor

Perdidos em teus lábios gostosos

Caindo por terra num forte tremor

Aromas teus, como beijos melosos

 

É com espanto e tanta fantasia

Que meu penetrante olhar bem vigia

A tua boca bela de minha tontaria

P’lo brilhar da noite até ao raiar do dia

     

E no imenso azul de total luar

Beijamo-nos rendidos de olhos cerrados

Com nossos lábios quase a murmurar

Doces momentos tão perfumados

 

E uiva o vento num feliz tormento

Buscando beleza em teu sorriso maroto

Desfraldam velas e Naus não aguentam

O mar de beijos que por teus lábios solto

 

De: Fernando Ramos

24
Mar18

817 - LEVARAM MEU ANJO

Fernando Ramos
  • 817 1 (2).jpg

     

  • LEVARAM MEU ANJO
  •  

    Levaram meu Anjo
    Levaram-me a vida
    Ficou a maldita dor
    A raiva, o desespero

    Mas Porquê?


    Porquê esta loucura
    Porquê esta brutalidade!

    Meu coração sangra
    Como lava incandescente
    De um vulcão sangrando ódio
    Por quem não conheço

     

    Porquê, meu Deus
    Mas Porquê esta tortura?
    Pararam minha existência
    Pararam meu tempo
    Pararam meu sopro

    Resta-me a esperança
    Só a esperança


    Que o coração cruel
    Devolva meu Anjo

    Roubou-me a liberdade
    A minha estrela
    Roubou-me o sal da vida
    Trouxe-me a dor
    Que baila em meu olhar

     

    Porquê, meu Deus?

    Mas porquê
    Este sofrimento
    Porquê este gostar
    De fazer doer
    Porquê este prazer mórbido
    De quem não sabe
    O que é o amor?

     

    (P'ra mães 
    de filhos raptados)

     

  • De: Fernando Ramos

23
Mar18

816 -TEU AMOR É O RUM

Fernando Ramos

 

816.jpg

 

  •  TEU AMOR É O RUM
  •  
  • "Diz lá, diz lá meu bem
    Porque bebes tanto Rum
    O ciúme te persegue, bem sei
    Mas o meu amor, és tu"
  •  
  • Nesse teu mergulhar em bebida
    Fazes-me sofrer sem razão
    Há muito me sinto perdida
    Por fazeres doer meu coração
  • Porquê, porquê tua tristeza
    Se desde novinha que sou tua
    Hoje penso que não foi beleza
    Quando me tinhas à luz da lua
  •  
  • "Diz lá, diz lá meu bem
    Porque bebes tanto Rum
    O ciúme te persegue, bem sei
    Mas o meu amor, és tu"
  •  
  • Estranha tua  atitude tortuosa
    Que me faz cair na solidão
    Agora a noite passa vagarosa
    Quando antes era só emoção
    Meu desespero é tão cruel
    Falta-me tua confiança
    Esse ciúme na nossa vida é fel
    Vai matando o amor de criança
  •  
  • "Diz lá, diz lá meu bem
    Porque bebes tanto Rum
    O ciúme te persegue, bem sei
    Mas o meu amor, és tu"
  •  
  • Agora, teu amor é o Rum
    Bebida da tua destruição
    Ele te consome, e não sofre só um
    Pois eu vivo em total consternação
    Esta maldita maleita te alcançou
    Como lamina de dor na nossa vida
    Toda esta angústia me cansou
    E o coração, não sara esta ferida
  •  
  • "Diz lá, diz lá meu bem
    Porque bebes tanto Rum
    O ciúme te persegue, bem sei
    Mas o meu amor, és tu"
  •  

De: Fernando Ramos

22
Mar18

815 - GUITARRA VAIDOSA

Fernando Ramos

 

815 1 (2).jpg

 

  •  GUITARRA VAIDOSA
  •  
  • A nossa guitarra é vaidosa
  • Põem-se bonita ao trinar
  • Para a doce voz virtuosa
  • Que dela se faz acompanhar
  •  
  • Suas cordas são puro ouro
  • Tão macias como cetim
  • Dedilha-se este belo tesouro
  • Em fados de amor e dor ruim
  •  
  • Tanta riqueza, trina a coragem        
  • Diz o povo sentindo-a nos fados
  • Poetas oferecem vassalagem       
  • Em poemas de amores agitados
  •  
  • Do Tejo partiram Naus e Caravelas
  • Levando guitarras e guitarristas
  • Pró mundo novo à luz das velas
  • Ouvirem os Marinheiros fadistas
  •  
  • Que num brioso e castiço fado
  • Cumpriam a nobre missão
  • Tocavam a dor, o amor e o pecado
  • Que lhes morava pertinho do coração
  •  
  • Os bairros amam a sua guitarra
  • E os fadistas choram com ela
  • Uma voz ardente a ela se amarra
  • P’lo povo que a bebe à janela
  •  
  • E na sua vaidade de trinar
  • Ela sorri p’ra noite e pró dia
  • Com fadistas a maravilhar
  • O turista, o povo e a fidalguia
  •  
  • De: Fernando Ramos
21
Mar18

814 - BEIJOS PELA TARDINHA

Fernando Ramos

814 (2).jpg

 

 

  • BEIJOS PELA TARDINHA
  • (SONETO)
  • Deste-me beijos pela tardinha
    Por esse encanto me fiquei
    E, em tua boca tão docinha
    Entre suspiros balancei
  •  
  • Nela, subi ao firmamento
    Tal era minha felicidade
    Quero teus lábios todo momento
    E que sabe... P’ra eternidade
  •  
  • Tua boca, é a doce loucura
    E fonte de mel do meu viver
    Teus beijos são pura ternura
  •  
  • P’ra meu doido peito ofegante
    Por tão assombroso prazer
    Que perdido está neste instante
  •  

de: Fernando Ramos

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