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823 - DOR DE CASTIGO

por Fernando Ramos, em 30.03.18

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  • DOR DE CASTIGO
  • (soneto)
  •  
  • A dor vem no limbo do escuro
    Numa intensidade não liberta
    Traz tormento bem seguro
    Ao corpo que para ela desperta
  •  
  • É melancolia que não trás brisa
    É dor de tanto castigo
    Para uma vida, que bem ajuíza
    Seu passado de tanto perigo
  •  
  • À dor a claridade não chega
    Vai num mau fim que se avizinha
    E no escuro deixa a vida cega
  •  
  • Tendo a morte como final
    P’ra um céu, onde se caminha
    Livre de tanto sofrimento total
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 22:11


822 - CAMPO SILVESTRE DO CORAÇÃO

por Fernando Ramos, em 29.03.18

 

  • CAMPO SILVESTRE DO CORAÇÃO
  • 822 (2).jpg

     

  • O vento suavemente deixa a flor
    E no campo silvestre fica quieta
    Onde Deus deposita amor
    P’ra pura inspiração do poeta
  • Que busca nas pétalas graciosas
    Seu saber e esplendor
  •  
  • Quanta maravilha
    Vai nos trilhos do campo
    Onde a pureza empregna a natureza
    Quanta maravilha
    Cobre as papoilas o manto de Deus
    Que as engrandece de beleza
  •  
  • Esse é o ar puro, que se realça
    Do Santo Divino da paixão
    Esse é o ar puro que rescreve
    Notas pretas p ‘ra uma valsa
    Tocadas num palco de emoção
    E dançadas no campo silvestre
    Do coração
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 19:12


821 - LISBOA DO POVO E DO TURISTA

por Fernando Ramos, em 28.03.18

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  • LISBOA DO POVO E DO TURISTA
  •  
  • Lisboa, paraíso de sete colinas
  • Desperta aos raios da manhã
  • Brilha o sol nas casas Pombalinas
  • Da bela cidade amiga e cortesã
  •  
  • Nas ruas a liberdade pulula por ali
  • Desde cedinho sob um céu majestoso
  • O povo diz que a cidade é parte de si
  • Abençoada p’lo seu Santo fervoroso
  •  
  • À noite, a lua p’las janelas entra em cheio
  • Nos becos e vielas do fado submisso
  • O turista espreita as tascas, e de permeio
  • Apaixona-se p’la guitarra de timbre castiço
  •  
  • É nesta Capital mágica de mil sois
  • O visitante se move alegremente
  • Nas esplanadas prova pratinhos de caracóis
  • Saboreando-os com cerveja perdidamente
  •  
  • De dia, o estrangeiro Lisboa visita
  • As belezas aquecidas p’lo sol encantado
  • E à noite se perde pela voz da fadista
  • Que lhes dedica o fado de amor perfumado
  •  
  • É assim a maravilhosa Lisboa
  • Que o alfacinha tem p´ra oferecer
  • Tantos a querem como sua fada boa
  • E os turistas já mais a irão esquecer
  •  
  • E no eléctrico turístico vermelho e amarelo
  • Passeia-se p’la Cidade cosmopolita e amena
  • Deslumbrando-se próximo do céu, no Castelo
  • Olhando o Tejo e suas margens que são poema
  •  
  • O turista, calcorreia os bairros populares
  • Deambulando por ali sem alguma maçada  
  • O povo lhes oferece, em faustos jantares
  • Vinho tinto e a bela Sardinha assada
  •  
  • Pelas calçadas vai criando suas ilusões
  • Nesta cidade que para si é um espanto
  • Falam-lhes do grande poeta Camões
  • E da poesia que lhes dá tanto encanto
  •  
  • Na hora do visitante ir embora
  • A tristeza bate com ansiedade
  • Já amam Lisboa conhecida em boa hora
  • Levando no peito a palavra SAUDADE
  •  
  • E a cidade para eles bem se agita
  • Com amor e o calor do céu azul
  • Gritando muito feliz o turista
  • “Lisboa é bela como as ilhas do mar do sul”
  •  
  • De: Fernando Ramos

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820 - LIBERDADE RAPTADA

por Fernando Ramos, em 27.03.18

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  • LIBERDADE RAPTADA

Cai o silêncio na minha noite

E nela vejo sombras

Que não passam de fantasmas

Perseguidores p’lo meu

Tumultuoso mundo de emoções

 

Este silencio nocturno e triste

Me agiganta na límpida solidão

E faz, que cada vez esteja mais só

Perdido em penosos pensamentos

Que anseiam p’la liberdade de amar

Que me foi raptada

Levada, não sei p´ra onde

E por quem!

 

E num desespero solitário

Sinto meus fantasmas

Como uma espada que penetra

Em minha carne

Acompanhada p’la musica da dor

Que é pura ausência de amor

Habitando em minha vasta solidão

 

E neste temeroso caminho

Simplesmente aguardo

Que os fantasmas partam

E me deixem ficar

Cada vez mais só

Em meus impenetráveis

Pensamentos

Aguardando ansiosamente

Pela liberdade de amar

Então raptada

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 15:51


819 - PERDÃO PARA A MÃE

por Fernando Ramos, em 26.03.18

 

 

819.jpg

 

PERDÃO PARA A MÃE

 

Minha mãe foi rezar

Na Igreja da Virgem Maria

P’ra Virgem perdoar

O pecado que na alma lhe ia

 

Senhora perdoai minha mãe

Que é uma Santa mulher  

Os pecados que ela tem

Seu pobre coração fere

  

Carregamos a alma pecadora

Fazendo vida desgraçada

Perdoai-nos Santa Senhora

E que o céu seja boa morada

 

A Virgem perdoa sempre

Na sua piedosa Divindade

Adoramo-la eternamente

Jurando-lhe fidelidade

 

Na igreja, minha mãe reza

Pelo o mundo e p’la família

Quando lá vai, leva a promessa

De amor à Virgem Maria

 

E a Virgem bem a escuta

Nas suas tristezas da vida

Senhora, protege-a nessa luta

P’ra que nunca se sinta perdida

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 12:42


818 - CHOVEM BEIJOS DE AMOR

por Fernando Ramos, em 25.03.18

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CHOVEM BEIJOS DE AMOR

Teu sorriso soa em minha alma

Na harmonia que o maestro levanta

Inunda meu peito e o palpitar se acalma

Em tanta angustia melada, tanta... tanta

 

Esse teu sorriso que me dá perdição

Murmura ao vento levantando vagas

Num mar de amor pertinho do coração

Esconde beijos vestidos de pratas

 

De mil raios chovem desejos de amor

Perdidos em teus lábios gostosos

Caindo por terra num forte tremor

Aromas teus, como beijos melosos

 

É com espanto e tanta fantasia

Que meu penetrante olhar bem vigia

A tua boca bela de minha tontaria

P’lo brilhar da noite até ao raiar do dia

     

E no imenso azul de total luar

Beijamo-nos rendidos de olhos cerrados

Com nossos lábios quase a murmurar

Doces momentos tão perfumados

 

E uiva o vento num feliz tormento

Buscando beleza em teu sorriso maroto

Desfraldam velas e Naus não aguentam

O mar de beijos que por teus lábios solto

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 16:39


817 - LEVARAM MEU ANJO

por Fernando Ramos, em 24.03.18
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  • LEVARAM MEU ANJO
  •  

    Levaram meu Anjo
    Levaram-me a vida
    Ficou a maldita dor
    A raiva, o desespero

    Mas Porquê?


    Porquê esta loucura
    Porquê esta brutalidade!

    Meu coração sangra
    Como lava incandescente
    De um vulcão sangrando ódio
    Por quem não conheço

     

    Porquê, meu Deus
    Mas Porquê esta tortura?
    Pararam minha existência
    Pararam meu tempo
    Pararam meu sopro

    Resta-me a esperança
    Só a esperança


    Que o coração cruel
    Devolva meu Anjo

    Roubou-me a liberdade
    A minha estrela
    Roubou-me o sal da vida
    Trouxe-me a dor
    Que baila em meu olhar

     

    Porquê, meu Deus?

    Mas porquê
    Este sofrimento
    Porquê este gostar
    De fazer doer
    Porquê este prazer mórbido
    De quem não sabe
    O que é o amor?

     

    (P'ra mães 
    de filhos raptados)

     

  • De: Fernando Ramos

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publicado às 22:18


816 -TEU AMOR É O RUM

por Fernando Ramos, em 23.03.18

 

816.jpg

 

  •  TEU AMOR É O RUM
  •  
  • "Diz lá, diz lá meu bem
    Porque bebes tanto Rum
    O ciúme te persegue, bem sei
    Mas o meu amor, és tu"
  •  
  • Nesse teu mergulhar em bebida
    Fazes-me sofrer sem razão
    Há muito me sinto perdida
    Por fazeres doer meu coração
  • Porquê, porquê tua tristeza
    Se desde novinha que sou tua
    Hoje penso que não foi beleza
    Quando me tinhas à luz da lua
  •  
  • "Diz lá, diz lá meu bem
    Porque bebes tanto Rum
    O ciúme te persegue, bem sei
    Mas o meu amor, és tu"
  •  
  • Estranha tua  atitude tortuosa
    Que me faz cair na solidão
    Agora a noite passa vagarosa
    Quando antes era só emoção
    Meu desespero é tão cruel
    Falta-me tua confiança
    Esse ciúme na nossa vida é fel
    Vai matando o amor de criança
  •  
  • "Diz lá, diz lá meu bem
    Porque bebes tanto Rum
    O ciúme te persegue, bem sei
    Mas o meu amor, és tu"
  •  
  • Agora, teu amor é o Rum
    Bebida da tua destruição
    Ele te consome, e não sofre só um
    Pois eu vivo em total consternação
    Esta maldita maleita te alcançou
    Como lamina de dor na nossa vida
    Toda esta angústia me cansou
    E o coração, não sara esta ferida
  •  
  • "Diz lá, diz lá meu bem
    Porque bebes tanto Rum
    O ciúme te persegue, bem sei
    Mas o meu amor, és tu"
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 18:53


815 - GUITARRA VAIDOSA

por Fernando Ramos, em 22.03.18

 

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  •  GUITARRA VAIDOSA
  •  
  • A nossa guitarra é vaidosa
  • Põem-se bonita ao trinar
  • Para a doce voz virtuosa
  • Que dela se faz acompanhar
  •  
  • Suas cordas são puro ouro
  • Tão macias como cetim
  • Dedilha-se este belo tesouro
  • Em fados de amor e dor ruim
  •  
  • Tanta riqueza, trina a coragem        
  • Diz o povo sentindo-a nos fados
  • Poetas oferecem vassalagem       
  • Em poemas de amores agitados
  •  
  • Do Tejo partiram Naus e Caravelas
  • Levando guitarras e guitarristas
  • Pró mundo novo à luz das velas
  • Ouvirem os Marinheiros fadistas
  •  
  • Que num brioso e castiço fado
  • Cumpriam a nobre missão
  • Tocavam a dor, o amor e o pecado
  • Que lhes morava pertinho do coração
  •  
  • Os bairros amam a sua guitarra
  • E os fadistas choram com ela
  • Uma voz ardente a ela se amarra
  • P’lo povo que a bebe à janela
  •  
  • E na sua vaidade de trinar
  • Ela sorri p’ra noite e pró dia
  • Com fadistas a maravilhar
  • O turista, o povo e a fidalguia
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:56


814 - BEIJOS PELA TARDINHA

por Fernando Ramos, em 21.03.18

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  • BEIJOS PELA TARDINHA
  • (SONETO)
  • Deste-me beijos pela tardinha
    Por esse encanto me fiquei
    E, em tua boca tão docinha
    Entre suspiros balancei
  •  
  • Nela, subi ao firmamento
    Tal era minha felicidade
    Quero teus lábios todo momento
    E que sabe... P’ra eternidade
  •  
  • Tua boca, é a doce loucura
    E fonte de mel do meu viver
    Teus beijos são pura ternura
  •  
  • P’ra meu doido peito ofegante
    Por tão assombroso prazer
    Que perdido está neste instante
  •  

de: Fernando Ramos

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publicado às 12:37


813 - NÃO CHORAIS MAIS

por Fernando Ramos, em 20.03.18

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  • NÃO CHORAIS MAIS
  • Ó vento, não chorais mais
    Minha dor já foi embora
    Tristeza, jamais me calais
    Porque sou feliz nesta hora
  •  
  • Não importa a lágrima que cai
    Não inunda mais minha dor
    Agora é de felicidade que vai
    Na asa do magnifico condor
  •  
  • Momentos maus foram passados
    Em tempos de torpes ilusões
    Nunca mais serão lembrados
    Em meu palco de emoções
  •  
  • Ó vento não chorais mais
    Meus olhos fitam a esperança
    Um amor me aguarda no cais
    P’ra vida me encher de bonança
  •  

de: Fernando Ramos

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publicado às 10:00


812 - FEIRA DE VELHARIAS E NOVIDADES

por Fernando Ramos, em 19.03.18

 

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  • FEIRA DE VELHARIAS E NOVIDADES
  •  
  • Toca a lira, trombetas e o oboé
    Na feira de velharias e novidades
    Grita a cigana “chinelas pró pé
    E roupinhas p’ra tantas vaidades”

     

    No mercado tudo é de bom preço
    Dizem feirantes em sua roda viva
    Comprar ali, já é um bom começo
    Mas p’ra alguns uma causa perdida


    As senhoras, regateiam suas compras
    Os maridos, prestam-lhes atenção
    Donzelas, vêem rapazes e ficam tontas
    Elas p’ra eles, são a nobre tentação

     

    Toca a lira, trombetas e o oboé
    Na feira de velharias e novidades
    Grita a cigana “chinelas pró pé
    E roupinhas p’ra tantas vaidades”

     

    E a música na feira é um regalo
    P’ra menina, e pró menino que passa
    Na confusão, ao avô pisam o calo
    Dando ais, p’la pisadela sem graça


    E naquele rodopiar de tempo
    Há de tudo, e outras coisas mais
    Até alegria, que vai no passo lento
    Do militar, e de mais outros tais

    Toca a lira, trombetas e o oboé
    Na feira de velharias e novidades
    Grita a cigana “chinelas pró pé
    E roupinhas p’ra tantas vaidades”

     

  • De: Fernando Ramos

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publicado às 22:50


811 - TEU DOCE AMAR

por Fernando Ramos, em 18.03.18

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TEU DOCE AMAR

Meu peito é teu ninho
Por ti ousa, tanto arfar
Nele te deitas devagarinho
Como é doce teu amar

 

Eu tenho um secreto sonho
De contigo um dia viver
Será um engano medonho
Se tal não suceder
Sentirei dor insuportável
Se abandonar este meu querer
Dum amor incomensurável
Que nunca o irei ceder

Meu peito é teu ninho
Por ti ousa, tanto arfar
Nele te deitas devagarinho
Como é doce teu amar

Meu corpo é tua luz
Dizes entre suspiros e beijos
Esse querer tanto me seduz
Numa loucura de desejos
E ouço belas trombetas
Quando estamos bem juntinhos
Nossas noites são notas pretas
Musicando todos os caminhos

 

Meu peito é teu ninho
Por ti ousa, tanto arfar
Nele te deitas devagarinho
Como é doce teu amar

De: Fernando Ramos

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publicado às 19:52


810 - VAIS EMBORA

por Fernando Ramos, em 17.03.18

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  • VAIS EMBORA
  • Vais embora minha bela flor
    Sem me dizeres, sem um olhar
    Não mais terei o doce esplendor
    De teus beijos p’ra desfrutar
  •  
  • Partes, fica apenas o recordar
    Bem propenso à minha dor
    Onde a lágrima se irá estatelar
    Em meu rosto sofrido de amor
  •  
  • Meu mundo fica mais pobre
    Vai embora meu enlace
    Perderei a razão nobre
    Que será meu disfarce
  •  
  • Eternamente me lembrarei
    Dos bons pedaços já tidos
    E de saudades chorarei
    P’los bons tempos idos
  •  
  • Fica só meus pobre coração
    E essa tua vontade não muda
    Dizes adeus à minha ilusão
    E a tristeza, meu ser inunda
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 18:31


809 - VIVER NUM CIRCO DE FERAS

por Fernando Ramos, em 16.03.18

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  • VIVER NUM CIRCO DE FERAS
  • Tu ó preso, jamais souberas
    O que é ser arrependido
    Vives num circo de feras
    Como pobre diabo ferido
  •  
  • Viajas entre grades feias
    Tantos bons momentos acesos
    Que se somem p’las cadeias
    P´la mente de tantos presos
  •  
  • A saudades da ilimitada liberdade
    Vagabundeia num espaço pequeno
    Embebida p´la criminalidade
  •  
  • Daqueles homens, agora serenos
    A quem seus futuros traz o medo
    Servido em cálices de venenos
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:12


808 - ABRIL

por Fernando Ramos, em 15.03.18

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  • ABRIL
  •  
  • Chegou Abril, meu amor
    Ele foi o começo
    Do nosso enlace
    Já passaram alguns anos
    Que este mês representa 
    A nossa união
    Foi uma nova aventura 
    Na vida, p’ra nós
    Este é também, um tempo 
    De liberdade 
    O mês de todas as liberdades
    Como o recordo, sorrindo
    Por esta altura do ano
  • Começou precisamente em Abril
    Toda a esplendorosa vida a dois
    Meu coração dilacera de dor
    Só de pensar no sofrimento
    Que poderei sentir 
    Se um dia neste mês, ou 
    Num outro mês qualquer
    Eu te perder
  • Deus me ouça, e me leve
    Primeiro p’ra junto de si, 
    E que lá me faça esperar
    Pela tua chegada
    P’ra te abraçar, e recordar 
    Que foi num mês de Abril
    Que beijei o mundo inteiro
    Só pela felicidade
    De te conhecer
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:13


807 - LISBOA O NOSSO AMOR

por Fernando Ramos, em 14.03.18

 

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  • LISBOA O NOSSO AMOR
  •  
  • Minha cidade do sol encantado
    Brilhas a alma de quem te ama
    Por ti de amor, te cantam no fado
    Os alfacinhas de quem és Dama
  •  
  • Lisboa, és um amor p’ra toda a vida
    Sorris aos olhos do fiel turista
    Cai-lhes a lágrima na partida
    Resta-lhes a saudade, sua conquista
  •  
  • Tanta magia aquece os corações
    Nos teus lindos lares, ó cidade 
    És a riqueza das nossas gerações
    Que brincam contigo em liberdade
  •  
  • Nos descobrimentos eras menina
    Pró mundo tornas-te formosa mulher
    És cidade bela e bem feminina 
    Onde as gentes p´lo coração te quer
  •  
  • Na colina, sorri o velho Castelo
    Espreitando o Tejo com felicidade
    O seu olhar ternurento e belo
    Vai-te memosiando maravilhosa cidade
  •  
  • És Deusa de bonitos olhos de safira
    E para todos um rico tesouro
    Dizer que és feia é pura mentira
    Isso são ciúmes bordados a ouro
  •  
  • O povo em ti se enrola de encanto
    Linda Lisboa de tanto esplendor
    O mundo sorri e pára de espanto 
    Ao ver que contigo fazemos amor
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 11:10


806 - MINHA CABANINHA

por Fernando Ramos, em 13.03.18

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  • MINHA CABANINHA
  •  
  • Construí uma cabaninha 
    Junto ao mar calmo e salgado
    À entrada na sua portinha
    Desenhei um amor sonhado
  •  
  • Vivo dentro da cabaninha
    Na minha praia de mil sois
    E lá, na areia fininha
    Vejo-me acariciar lindos caracóis
  •  
  • E Nesse sonhar de simpatia
    Beijo, perfeitos olhos verdinhos 
    É na cabaninha cheia de magia 
    Que escondo estes segredinhos
  •  
  • Aí, imagino meu mundo de ilusões
    Escondido no imenso universo
    E num feitiço de sensações
    Acho-o tão bonito e perverso
  •  
  • Prefiro a praia dos mil sois
    Onde construí a cabaninha
    E á noite deitado entre lençóis
    Sonho o amor até de manhãzinha
  •  
  • Esta é a minha vida ansiada
    Também sonhada como futuro
    Dentro da cabaninha engraçada 
    Aguardo por um doce amor puro
  •  
  • Um dia, do mar ele surgirá 
    Será uma sereia bonitinha
    Comigo, decerto se casará
    E felizes, viveremos na cabaninha
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 09:43


805 - TEU FUTURO

por Fernando Ramos, em 12.03.18

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  • TEU FUTURO
  •  
  • Disseste-me que ias ao encontro
    De teu futuro
    Sorri,
    E em ti acreditei!
    Não julgues que o procurar, 
    Não é bem duro
    Porque isso é, e eu bem sei
  • Tens um enorme mundo, p’la frente 
    E por ai, o vais encontrar
    Mas será que tudo em ti, irá mudar?
    Ou apenas o teu acreditar,
    Deseja nova oportunidade
  • Para dela desfrutar

    Ao dares com o teu futuro 
    Lembra-te dos teus fantasmas brancos
    Porque apesar do teu partir
    Eles, vão andar por aí, 
    Sempre por aí, p’los cantos
    Decerto, os irás sentir no teu porvir
  • Sei que queres viajar 
    P’lo mundo inteiro
    À descoberta do sonho,
    E outras gentes conheceres
    Mas recordo-te, que na vida 
    Está primeiro as tuas origens,
    Que te ofertaram bons saberes
  •  
  • E se na procura do teu futuro, ansiado
    Decidires voltares, para meu espanto!
    Ficarás meu amigo, já avisado
    Que as coisas por aqui, 
    Não mudaram assim tanto
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 23:09


804 - SOLIDÃO COMPANHEIRA

por Fernando Ramos, em 11.03.18

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  • SOLIDÃO COMPANHEIRA
  •  
  • As palavras não se soltam
    Da minha garganta
    Soluços secos abanam meu corpo
    Como uma árvore ao vento
    Na minha frente vejo um mendigo
    E um nó na alma se revolta
    Por este triste quadro 
    Que me retalha o coração
  • Olho o pobre deitado no chão 
    E o que vejo, são dias difíceis
    E vou meditando
    Sobre a miséria humana 
    Como é possível!
  •  
  • Pessoas, por ele vão passando
    E nem sequer o olham 
    Nem fazem um mínimo esforço
    Para ver o infeliz homem
  • Que lhe falta um mundo
  • Com olhos de amor e de verdade
    Metido naquele quadro tão solitário
  • Ele, deitado numa caixa de cartão
    Que é seu leito do momento
  • Num dia frio de Outono 
  •  
  • Nem faz o mínimo movimento 
    E nem deverá pensar em dali partir
  • Sabendo que se o fizer
  • Apenas lhe espera as indeterminaveis
  • Linhas tortas da vida
    Mesmo que queira partir
    Daquela solidão, certamente
    não poderá
    Mas para onde iria o pobre infeliz?
    Pergunto a mim mesmo!
  •  
  • O mundo gira, gira à sua volta
    Com correrias para cima, e para baixo
    Sem que as pessoas
    Dêem umas pelas outras
    Mostrando que apenas 
    Estarão tão sós como o homem 
    Ali deitado na calçada
  • Mergulhado na louca dor
  • que nunca lhe será curada
    Sentindo o futuro fugir-lhe
    Para algum lado sem regresso
    Sobrando-lhe apenas 
    A solidão companheira
    Pobre mundo que tratas tão mal
    Os teus filhos!
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 20:11


803 - A ESTRELA DO CÉU DE MARIA

por Fernando Ramos, em 10.03.18

 

 

803 fr.jpg

 

  • A ESTRELA DO CÉU DE MARIA
  •  
  • Todos disseram p’ra ir em frente
    E nem sequer olhar pró lado
    Porque Maria 
    Vive a vida à beira do precipício
    E eu curioso 
    Cismei nessa observação
    E de cismar em cismar
    Finalmente disse a Maria
    P´ra poupar sua vida 
    Desse abismo nefasto
    Ela olhou para mim
    Sorriu, e deu o passo em frente
    Sem ainda me dizer:

  • "Aquele precipício
    Era a sua estrela do céu
    E o seu magnifico absurdo"
  •  
  • Morrendo Maria, sozinha
  • Sem glória, sem perdão
  • Com a dor da desilusão
  • No estranho silêncio da cobardia
  •  
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:41


802 - INCERTEZA POÉTICA

por Fernando Ramos, em 09.03.18

802 (2).jpg

 

  • INCERTEZA POÉTICA
  •  
  • Voando na minha cálida poesia
    Lembro bons momentos, e de turbilhão
    São dilemas, factos, ou alegria
    Ocorridos p´la pobre inspiração
  •  
  • Na mente, disperso dados reais
    Ou então, a mais pura imaginação
    Ela é aberta a momentos fulcrais 
    Que navegam na lágrima da emoção
  •  
  • Vão sobrevivendo em meus versos
    Estrofes criadas em meu olhar
    Trazem luz, e enredos dispersos
    Que apenas pretendo divulgar
  •  
  • Mas serão boas as minhas fantasias
    Que na poesia transformo em ilusões 
    Ocorre-me dúvidas nas margens frias
    Dos sonhos semeados nas inspirações
  •  
  • E nesta divagante incerteza poética
    Vai crescendo uma feliz vontade
    De escrever mais, p’ra gente céptica
    As ideias que giram p´la minha liberdade
  •  
  • Só assim direi ao céptico mundo
    Como é extraordinário sonhar
    Que se preparem, porque os inundo
    Com meus versos, de vida e pensar
  •  
  • Assim vou passando os dias
    Na boa vontade de escrever
    Transformando poemas, em guias
    P'ra esses, que andam mal sem saber
  •  
  • De: Fernando Ramos
  •  

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publicado às 16:24


801 - DIAS DE POESIA

por Fernando Ramos, em 08.03.18

801 (2).jpg

 

 

  • DIAS DE POESIA
  •  
  • Levanto-me cedo
    E olho para o céu
    Umas vezes o vejo limpo
    Outras, negro, dum negro opaco
    Agarro num papel e lápis, e escrevo
    Expressando em poesia
    Ideias, lamentos e alegrias
    É a minha coragem 
    P’ra desabafar, e alertar
    É o meu silêncio de dizer
    Que me deixa ver a vida sem ilusão
    Fazendo-me lembrar, e passar 
    Pró papel branco, todos os momentos 
    Bons, e menos bons
    E aqueles que perduram no coração

  • Lá fora, bátegas de água alagam jardins
    E vejo a chuva bater, bater, bater
    No vidro da janela
    São gotas de água, a desmaiar
    Não se sabendo bem para onde vão
    E o sol, vai espreitando, espreitando
    Com vontade de me aquecer
    E ouço o vento medonho dizer:
    “Não vás por aí, não corras
    Pára, e contempla a natureza
    Que transporta alegria, e fragrâncias 
    P’ra corações quentes e abertos 
    Repletos de dias de poesia” 

  • Dias de poesia... 
    São sonhos, conduzindo a vida
    Até ao fim do prazer mais soberbo
  • O prazer da paixão, espreitando
  • A imaginação da arte mais pura
  •  
  • DE: Fernando Ramos

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publicado às 14:31


800 - BARCOS DE SOLDADOS

por Fernando Ramos, em 06.03.18

800 fr.jpg

 

 

  • BARCOS DE SOLDADOS
  •  
  • Vejo barcos ao longe, vejo barcos
    Nas ondas que bailam na fina espuma
    Leva magotes de soldados magros
    Que a injustiça enrola na bruma
  •  
  • São homens de bem, como outros
    Cujo seu mal foi nascer pobre
    As espingardas os esperam nos portos
    Que p’las pontas tantas vidas consome
  •  
  • Tantos barcos repletos de medo
    Tantas vidas de destino fugido 
    Tantos ódios que vão batendo 
    Tantas almas de futuro perdido
  •  
  • Os homens são todos iguais
    Mas a cor do dinheiro, senhores a cor!
    Divide o mundo em partes desiguais
    Chorando a vida, peçonhento pavor
  •  
  • Sua esperança, essa não tem fim
    Neste mundo de amanhã incerto
    Ela é um sonho livre voando por aí
    Nos bons, que deste mal vai desperto
  •  
  • Tantos barcos repletos de medo
    Tantas vidas de destino fugido 
    Tantos ódios que vão batendo 
    Tantas almas de futuro perdido
  •  
  • O mundo nesta miséria gira
    Tanto sangue escorre a seus pés
    O senhor do mal vai tocando a lira
    E os soldados suplicando no convés 

    de: Fernando Ramos

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publicado às 19:14


799 - ERAMOS TANTOS

por Fernando Ramos, em 05.03.18

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799-2.jpg

 

 

  • ERAMOS TANTOS
  •  
  • Há certas alturas na vida, que a saudade 
    Nos dá uma pancada forte no coração
    Que nos vai deixando de rastos
    Porque fios de memória nos assaltam
    Vindos não se sabendo bem de onde
    Na minha juventude, em minha casa 
    Ali para os lados de Alvalade
    Éramos tantos, muitos mesmo
    Éramos dezassete, e por vezes mais 
    Quando mais alguém aparecia
  • Éramos uma verdadeira família, 
    Apesar de muitos
    Não éramos a família perfeita
    Como nenhuma é
    Mas éramos uma família no sentido
    Mais lato da palavra
    Irmãos, éramos nove, mais pai e mãe
    Avó, três primos, tio e tia
    Era o que se pode dizer, uma casa cheia
    E até, também nos fazia companhia
    Um ou outro cão rafeiro, que
    Nós os miúdos levávamos lá para casa
    Já não falando da passarada
    Que nos pareciam tão felizes como nós
  • Todos se sentavam à mesma mesa
    E escusado será dizer, que era uma festa
    Éramos os reis da vida, pobres mas reis
    Hoje dava tudo só p’la felicidade 
    Desse quadro da altura
    Agora, ainda me lembro 
    De como éramos tão unidos
    Apesar de lá em casa entrar 
    Parcas moedas dos salários 
    Dos meus pais, e tios 
    Fazendo eles autênticos milagres 
    Para dar de comer a tanta boca
    Hoje já quase que não se pode dizer
    Como dizia minha mãe: 
    “Onde comem dois... Comem três”
    Mas ali, esse número 
    Era sempre a multiplicar
    Hoje já não somos tantos 
    Pais, tios e avós já não estão cá
    E nós, irmãos e primos, cada um
    Tem a sua vida e seus filhos
    E já vai sendo mais difícil 
    Vermo-nos todos ao mesmo tempo
    A não ser, para um ou outro momento
    E por vezes, bem difícil é esse momento
    Que saudades eu tenho 
    Do tempo, onde éramos tantos
  • E tão felizes
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:43


798 - QUEM ÉS TU LUA

por Fernando Ramos, em 04.03.18

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  • QUEM ÉS TU LUA
  •  
  • Quem és, quem és lua branca
    Que p’ra todos, sorris com teu espreitar
    Não és feitiço, e esse olhar encanta
    Tantos seres prontos p’ra amar
  •  
  • Nunca serás rosa, nem pura mulher
    Mas és o brilho que o mundo aceita
    E de ti, um grande amor quer
    Teu observar que bem o deleita      
  •  
  • És a lua nova, ou lua cheia
    Em noites soberbas de alegria 
    Vista por ti, a paixão semeia 
    Eterna vida de formosa magia
  •  
  • És a lua de todos os vencedores
    E alumias os jardins das ruas 
    Onde namorados anseiam amores
    Embriagados em paixões lindas e nuas
  •  
  • Teu futuro é relido nas estrelas
    Que também são graciosas
    De dia não se consegue vê-las
    Mas contigo na noite, são bem curiosas
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 21:15


797 - POESIA DE AMOR

por Fernando Ramos, em 03.03.18

 

797 (2).jpg

 

  • POESIA DE AMOR
  •  
  • Ainda se escreve poemas de amor
    Como se escrevia antigamente
    Alguns são cantados p’lo trovador
    Com fervoroso sentimento ardente

    A poesia leva a beber a emoção
    Já foi no passado, e é no presente
    Inspirada na ilimitada paixão
    Da chama imensa incandescente

    É a pura satisfação maior 
    Do poeta sábio e inspirador
    Torna a tristeza um fim menor
    Com mensagens de esplendor

    O poema é a brasa que não morre
    E vai aconchegando um coração
    O amor, dele se socorre
    Nos dias negros de solidão

    Não há poemas inspirados à toa
    Porque o amor, por eles padece 
    É escrita errante terna e boa 
    Que ao poeta tanto envaidece

    Na poesia vai a beleza de viver
    E doces momentos p’ra desfrutar
    Vêem do génio do bem escrever
    A imaginação do saber e do amar   

    Poesia será sempre a voz da ânsia
    Num querer sem ilusão
    Nela a esperança não se cansa
    E mora bem pertinho do coração
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 17:36


796 - NOSSOS FILHOS

por Fernando Ramos, em 02.03.18
  • 796.jpg

     

  • NOSSOS FILHOS
  •  
  • Os filhos amam-se assim que 
    Que se sente a sua existência
    Acarinham-se até demais 
    Desde esse momento
    Porque aí, o único sentido
    É o amor permanente 
    Com que os confortamos
    Dá-se lhe mimos desde o nascimento
    Até eles mais tarde nos dizerem, chega!
  •  
  • Mas nós num cantinho do cérebro 
    Reservamos sempre o colo para eles
    Nosso amor é dado a todas as horas,
    Minutos, segundos, é sempre dado 
    Está lá sempre o nosso amor
    Mesmo que depois,
    E por algum tempo 
    Nos falte a sua retribuição
  •  
  • Preocupamo-nos p’los seus
    Choros, p’las suas ânsias, 
    P’los seus sonhos
    E vejam lá... Por momentos 
    Até pelos seus sorrisos de paixão
    E por vezes, doentiamente 
    Por todos os seus gestos 
    Que são quase o nosso viver
    E ficamos demasiadamente felizes 
    Quando os vemos contentes
    Com a nossa presença, 
    Ou com o nosso carinho

    Nosso coração vive permanentemente
    Na presença deles, mesmo que não 
    Estejam junto de nós
    Mentalmente, e em algumas ocasiões 
    Estupidamente da maneira obsessiva
    Queremos os ter sempre à nossa volta
    Esquecendo que eles crescem 
    Mas nós, vemo-los do mesmo modo 
    São sempre os nossos Anjos 
    Independentemente da idade
  •  
  • Para nós, os filhos desconhecem
    Toda a malícia da vida, e a maldade
    E pensamos que se nos dizem uma mentira
    É sempre e apenas uma "mentirinha"
    Sem qualquer tipo de importância

  • Ficamos felizes, mas mesmo felizes
    É quando eles nos dizem 
    O que queremos ouvir por toda a nossa vida
    “Eu vos amos, pai e mãe”
  • É aquele momento mágico
    Que mexe com todo nosso interior 
    Por vezes, cheio de mágoas e injustiças
    Porque em certos momentos
    Somos brindados injustamente 
    Por aqueles quem mais amamos 
    Os nossos filhos!
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 20:23


795 - NOSSA LUA CHEIA

por Fernando Ramos, em 01.03.18

795 (2).jpg

 

  • NOSSA LUA CHEIA
  •  
  • Ouvir tua voz 
    É melaço em meu peito
    É um doce de cereja
    Que se desfaz na boca
    Um dia ao ouvir-te,
  • Todo meu mundo 
    Se virou do avesso
  • E jurei que te amaria p’ra sempre
    E ainda agora quando te ouço 
    Meu coração dispara 
    Num torvelinho endoidecido

  • É como se regressasse ao tempo 
    De quando te conheci,
    Que sobre a chuva impiedosa
    Num jardim da cidade
    Te disse p’la primeira vez
    Que te queria
  • Nunca me canso de te amar,
  • Meu amor
    E apesar de já ter passado
    Algum tempo, nossas noites
    Continuam a ser como da primeira
    E sem poréns, tontamente 
  • Nossos corpos passam de dois,
  • A ser apenas um 
    Num sentimento puro e guloso
  •  
  • Te quero tanto, meu amor
    Quero apenas,
    Mais momentos de felicidade
    E que a tua presença, 
    Seja uma lua cheia p’ra minha vida
    A nossa lua cheia
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 11:32


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