Minha Poesia

11
Jan 18

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MEU EU

 

No silencio da vida
Vivo com meu eu
Esse eu desconhecido
Que comigo troca ideias
E sua autoridade

nunca se perdeu

Pelos caminhos da vida
Da minha vida

Ele, é quem tudo digo
E tudo pergunto, 
Até os segredos mais profundos
Mesmo num momento sofrido
O eu, que vive e se esconde
Dentro de mim

Ele é o meu melhor amigo, 
Sempre o melhor amigo
Está presente quando mais preciso
Dele, não tenho vergonha
De fazer o que apetece
Ou dizer o que me vai na alma 
Ele nada pergunta
Mesmo quando o caminho 
Que piso não é o mais certeiro
O meu eu, está lá sempre
Até para aqueles momentos
Mais ou menos bons 
O eu, é o meu Anjo da guarda
Obrigado, meu eu!

 

De: Fernando Ramos

publicado por Fernando Ramos às 16:54

10
Jan 18

 

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COMO TRISTE É O NATAL PARA ALGUNS

  • Triste é o natal, quando nesta quadra
  • o faz de conta atinge seu esplendor
    De repente, mais rápido que um comenta 
    Muitos se tornam simpáticos
    Alguns, até se imaginam Santos 
    Oferecendo amizade, paz, pão, 
    e tanta ternura, não passando 
    de hipócritas carpideiras
    Porque no resto do ano,
    vão distribuindo indiferença,
    egoísmo, e mais outros ismos,
    até em alguns casos, 
    tirando tudo a quem mais precisa
    Como triste é o natal desta gente,
    que mais não fazem com estas súbitas 
    boas vontades senão pedir perdão 
    a eles próprios p’la hipocrisia 
    que vivem no seu dia a dia
    Estarei errado?
    Digam que estou errado, 
    e eles decerto 
    dormirão melhor!
  •  
  • De: Fernando Ramos
publicado por Fernando Ramos às 14:27

09
Jan 18

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 MINHA SINFONIA

 

Componho minha musica
Sentado num teimoso piano
E nele vou dedilhando as notas
Num prazer transcendental
Que me conforta a alma
Trazendo a clarividência
Necessária para aquela nota 
Intima que teima não cair 


Na tecla do velho piano
Será meu fracasso de inspiração
Se não conseguir compor 
Minha obra, a minha pobre obra
Que p´la batuta de um maestro
Lhe dará vida numa orquestra
Com a força de todos os instrumentos 
Que beberão o ritmo existente 
Da minha insignificante sinfonia
Que numa entoação melodiosa 
Vai suavizando a alma 
De quem a sente

 

de: Fernando Ramos

 

publicado por Fernando Ramos às 12:01

08
Jan 18

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  • A AVE
  •  
  • Gorjeia a ave,
    no entardecer 
    Esperando a lua
    E seguindo um caminho 
    sem controle
    Aguarda p’la noite 
    fria, e nua
    Que em suas penas 
    será confortável lençol

  • E na sua melancolia 
    sem norte
    Esta ave solitária
    procura um refugio, 
    no silencio da sua sorte
    Donde, num poleiro
    de estabilidade oportuna, 
    adormece com a orvalhada
    que não se compadece
    da sua solidão nocturna
  •  
  • De: Fernando Ramos 
publicado por Fernando Ramos às 10:54

01
Jan 18

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BRILHOZINHO MISTERIOSO

 

Quando te vi pela primeira vez
Meu coração pousou no teu
Palpitou tanto até que fez
Ele amar perdidamente o meu
Como foi bom e valeu a pena
Essa paixão tão determinada
Poetas inspiraram-se nesta cena
Versejando arte terna e aveludada

 

Hoje meu corpo no teu se atreve
Entregando todo malicioso sabor
E tu me queres em suspiros breve
Depositando em mim todo esse ardor
E tanto vibramos nesta paixão
Tocada ao som ritmado dum tambor
Quanto mais a ela nos entregamos
Mais forte é o nosso louco amor

 

Desde que te vi por esse tempo
O coração em ti está refastelado
Desde aí não perdemos um momento
Amando-nos num leito apaixonado
No céu um brilhozinho misterioso
Mostra as estrelas a sorrir de nós


Sabem que este é um amor curioso
Que até a Lua nunca nos deixa sós

E no adormecer da noite estrelada
Entrelaçados por ali nos deixamos
Saboreamos a paixão talhada
Do momento que nele bem dançamos
E nossos lábios aos prazeres se entregam
Soltando murmúrios e puros beijos
Que p'los ondulados corpos navegam
Aportando no cais de nossos desejos


De: Fernando Ramos

 

publicado por Fernando Ramos às 18:04

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