Minha Poesia

20
Jan 18

 

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  • DOCE VOZ DE MAGIA
  •  
  • Na tua doce voz de magia
    Nos poemas poemas de bonitos amores
    Por ela passa pedaços de fantasia 
    Em rimas de muitos autores
  •  
  • Tua voz lê com brandura 
    Desgostos gastos num tempo
    Cantas na tua boca de formosura
    Poemas inspirados de alento
  •  
  • Nela a vida dança livremente
    Sem obedeceres à partitura
    É poesia bela e resplandecente
  •  
  • Gravada nas palavras vagabundas      
    Cheias de paixão e candura 
    Que de amor corações inundas    
  •  
  • De: Fernando Ramos
publicado por Fernando Ramos às 12:47

19
Jan 18

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  • MEU BOCAGE
  •  
  • Hoje, num dia bravo de Inverno
    Por uma rua do meu bairro
    Caminho p’la calçada da velha cidade
  • Em meu pensamento Vai a lembrança 
    De um livro que me ofertaram
    Num natal passado
  • É uma antologia de Poesias
    Do grande Barbosa Du Bocage
  •  
  • Como eu gosto deste danado 
    Poeta escritor
    Que andou p’la Índia
  • E irreverentemente passou seu tempo 
    Pela boémia da minha bela cidade
    Onde nunca perdia a oportunidade
    De expor a sua forma satírica
    Sempre numa frase que servia
    Venenosamente para atormentar
    Os maus espíritos dos bem pensantes
    Dessa longínqua época
  •  
  • Como ele adorava moças de mil atributos
    Como gozava à sua maneira 
    A vida estúpida de preconceitos
    Ah grande Bocage
    Meu, Manuel Maria Barbosa Du Bocage
    Como tu escrevias a verdade, 
    Quando estavas mais pachorrento
  •  
  • Se fosse hoje, até eu te convidava
    Para irmos beber umas ginjinhas
    Ali pró Rossio, e passarmos 
    P’la casa do teu amigo Nicola
    P’ra atormentares, como só tu sabes
  • Os espíritos de agora 

  • de: Fernando Ramos
publicado por Fernando Ramos às 10:05

18
Jan 18

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  • ESTRELA DE DEUS
  •  
  • Nasceu o menino, lá na terra longínqua
    Cantam os anjos de tanta alegria 
    Reis magos e pastores, de alma infinita
    Seguem a estrela que tão bem os guia
  •  
  • Reis, levam rendas de belo bordado
    O pastor humilde, sua ovelha branca 
    Para o menino nas palhas deitado
    Com seu olhar que a tantos encanta
  •  
  • E Jesus sorri, de rosto iluminado
    Prós olhos brilhantes de sua mãe Maria
    Por todos é querido e muito bem mimado
    Recebendo esse calor dentro da estrebaria
  •  
  • Ao mundo veio p’ra nos livrar da dor
    Traz felicidade, e nos oferece a paz
    Conforta os pobres com tanto amor
    Porque esse milagre só ele é capaz
  •  
  • Tantos não percebem, seu primeiro olhar
    Que foi aos humildes que ele destinou 
    Sofre por eles, quando os vão maltratar 
    lacrimejando a estrela que Deus enviou
  •  
  • de: Fernando Ramos 
publicado por Fernando Ramos às 22:35

17
Jan 18

 

 

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  • NO CÉU TOCA O SINO
  •  
  • No céu toca o sino
    Sorrindo estrelas no seu brilhar
    Nasceu o Deus menino
    Que o povo vai abençoar

  • Nos seus cânticos de amor
    Pedem paz e felicidade
    Que é rara, neste mundo de dor
    Onde a guerra é banalidade
  •  
  • Os anjos anunciam o menino
    Pró mundo se alegrar
    Ele é um Deus pequenino
    Que p’lo natal vai chegar

  • Vem de amor e alegria
    Mais a caridade que seduz
    Traz-nos o bem, por magia
    Como milagre de Jesus
  •  
  • De: Fernando Ramos
publicado por Fernando Ramos às 17:50

16
Jan 18

 

 

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DOCE PICA

 

Vou andando pela rua
De olhos pregados ao chão
Parece que vou na lua
Mas não vou na lua não

 

É que, a vida me faz pensar
No tédio que é ser drogado
Vou andando de cabeça no ar
Ansioso do ópio amaldiçoado

 

Mas que poderei fazer
P’ra deixar tal triste tentação
Essa vontade é raro aparecer
Nesta miséria sem solução

 

Vivo na doce pica da desgraça
Penhorando meu futuro
Haverá cura abençoada
P’ra este pobre vagabundo?

 

Minha morte irá aparecer
De mansinho, ou na agitação
Certamente da droga irei morrer
Bem escondido da multidão

 

Vou andando pela rua
De olhos pregados ao chão
Parece que vou na lua
Mas não vou na lua não

 

De: Fernando Ramos

publicado por Fernando Ramos às 20:41

15
Jan 18
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  • O OUTRO NATAL
  • Junto à lareira, na companhia
    Do crepitar das brasas arder
    Vou olhando p´ra rua
  • Sinto o tempo frio, e vou pensando...
    O que estará lá fora acontecer!
  • Meu cérebro, é um filão de imaginação
    Mostra-me a verdade que ele alcança
    E nesse espaço vejo por uma sua janela,
  • P´ra minha desilusão
    Que na paz lá fora afinal,
    Nela ninguém descansa
  • Ao som de sinos, e de coros
    Desperto p’ra nefasta realidade
    Do carnaval endoidecido que nos cerca
    E vejo vidas retalhadas como toros
    De arvores queimadas p’la maldade
  • Dizem que ´há um feliz  natal,
  • Mas qual natal?
    O faz de conta reina neste período
    Parece que todos são felizes por igual
    Esquecendo-se dum ano mau e surdo
  • Não veêm nemquerem ouvir o grito
    Da mulher, do idoso e da criança maltratada
    Precisamente por aquele, que p’lo natal nem parece aflito
    Com o seu egoismo e crueldade,
    Em todo ano praticada
  • Da minha janela, contemplo os raios de sol
    E o orvalho da vida, nas folhas a desaparecer
    Caindo como goteiras num telhado dum farol
    Que vai guiando a mentira e a hipocrisia
    Com o que está acontecer
  • Mas é natal, é natal. é natal, dirão os felizes
    Mas qual natal, o do bem estar?
    Perguntarão os outros que no resto do ano são infelizes
    Esses, apenas imploram ao menino Jesus
    Um mundo p´ra eles melhor
  • E os saiba amar     
  •  
  • De: Fernando Ramos
    22.12.2006
publicado por Fernando Ramos às 11:36

14
Jan 18

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  • NATAL ABENÇOADO

  •  
  • Em fartas mesas de iguarias deliciosas
    A beira de lindas arvores iluminadas
    Sentam-se gentes de bem, e famosas
    Exibindo fartas opulências requintadas
  •  
  • O vizinho dum bairro ao lado
    Que não tem tão boa mansão
    De momento até está desempregado
    Faltando a sua família um pouco de pão
  •  
  • Os outros, causadores desta infelicidade
    Durante o ano esbanjam sua farta riqueza
    Não se incomodando com tal precariedade
  •  
  • Esquecendo-se, que o vizinho é rico de amor
    E que apesar de tanta pobreza
    Seu natal é abençoado, p’lo Deus Senhor
  •  
  • De: Fernando Ramos
publicado por Fernando Ramos às 10:01

13
Jan 18

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IDEAIS ESCONDIDOS
(soneto)

 

Tantos anos passaram pela minha vida
E os ideais se esconderam na solidão
Minha alma torturada andou perdida
Julgando viver um tempo de maldição

 

Hoje penso nesta triste loucura
Sentindo pena p’lo tempo vencido 
Foram os anos de minha frescura
Restando apenas, o orgulho ferido

 

Malditos sejam meus ideais fugidos
Que um dia, por eles não soube lutar
Agora, os sinto de novo renascidos

 

Dentro de mim, para os bem guardar
Onde a mente, não mais os irá apagar 
E o coração de novo, os saberá escutar

 

de: Fernando Ramos

publicado por Fernando Ramos às 22:29

12
Jan 18

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REGAÇO DE AMOR

 

Bates à porta de meu peito.
E de coração aberto
Te recebo com ansiedade
Donde vens meu amor?
Ouves o grito das emoções
Da minha paixão sofrida
E da saudade que se perde 
No silencio do vazio das noites
Da minha solidão calada
Onde imagino o suave rumor 
De teus passos
E sinto o subtil sabor quente
De teus beijos

 

Ah! como foi bom tu chegares
E defronte dum espelho
Ver teu rosto junto do meu
Num aperto, onde nossos olhos 
Se banham em desejos harmoniosos
Numa apoteose de felicidade

 

Como é bom beijar teus lábios 

Numa sensualidade mundana

Sempre que meu coração apeteça
Unindo-se a um total prazer
Que enlaça nossos corpos
Na louca ânsia transbordada
Em doce e bela melodia, 
Num clarão ardente de amor

E nossas bocas choram 
A sede louca
Que devoram beijos em chamas
Levando-nos a gemidos 
Nos anseios de nossos corpos 
Que de amor, vêem e vão 
Em paixão infinita

És um sol, chegado do céu 
À porta de meu coração
E agora na tua pele perfumada
Guardo tudo de mim,
E adormeço no teu meloso 
Regaço de amor

 

De: Fernando Ramos

publicado por Fernando Ramos às 19:51

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  • PEDAÇOS DE MAGIA
  •  
  • O Natal chega e com ele a grande ilusão
    Que ao fim de tantos anos ainda persiste
    Num Pai natal, de saco vermelho de algodão
    Cheio de esperança p’ra este mundo triste
  •  
  • Alguns acreditam que este velho existe
    Especialmente em lares, de lauto festim
    O homem da rua, ao natal já não assiste
    Ele não aquece sua alma de cetim
  •  
  • O pobre não quer organdins, ouro ou pratas
    Mas apenas aguarda por uma boa luz
    P´ra que todos vivam de alegrias fartas
    De riquezas, que a ele já não seduz
  •  
  • O ancião sente a desilusão embriagada
    Estampada no rosto daquele coitado
    Busca na sacola sonhos que afaga
    O coração do pobre, no chão deitado
  •  
  • Natal assim não é natal de amor
    E o homem de vermelho isso bem sabe
    Ao infeliz se junta na sua dor
    Tirando do saco alguma felicidade
  •  
  • O pobre sorri, por tanta bondade
    E o velho das barbas transborda de alegria
    Diz que do mundo irá embora a vaidade
    Tornando as noites, bons pedaços de magia
  •  
  • De: Fernando Ramos
publicado por Fernando Ramos às 18:45

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