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FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

31
Jan18

774 - TEUS NEGROS OLHOS

Fernando Ramos

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  • TEUS NEGROS OLHOS
  •  
  • Teus olhos, de tão negros
    Fazem as noites bailar
    São felizes e sem medos
    Que encantam meu sonhar

    Dão feitiços ao luar
    Que os meus avassalam
    Não os quero ver deitar
    Lágrimas que me calam
  •  
  • Tornam meu mundo rico 
    Num intenso voltear
    Esse negro tão bonito
    Propenso ao meu beijar
  •  
  • Veiem em vagas d’amor
    Em sentimentos de arfar
    Eu os beijo com amor
    P’ra esses olhos gostar
  •  
  • E de tão negros que são
    Me inspiram no versar
    Dão palavras de razão 
    Rimadas em teu olhar
  •  
  • De: Fernando ramos
30
Jan18

1089 - A GUERRA DOS HOMENS MAUS

Fernando Ramos

1089.jpg

 GUERRA DOS HOMENS MAUS 

 

Nas minAhas memórias nunca adormecidas

Vão surgindo por vezes imagens duma Guerra

Por onde andei e que ninguém venceu

Apenas perdendo gente, dum lado e de outro

Em combates estúpidos e sem sentido

Onde a morte ganhava quase sempre

 

Os homens maus que mandavam gente

Para aquela guerra julgavam  

Que ela iria mudar seu mundo

Nunca viram o corpo do soldado estilhaçado

Cujos os seus sonhos ali cairiam na terra vermelha

Suja de sangue, e da maldade dos homens

Que o enviou para a morte 

Mais que certa para uns tantos

Passando a ser as memórias mais feias

Das loucuras do homem mau

Dizendo fazer a guerra em nome da paz

Que os levou a manter a Guerra

Por tempo demais, tempo demais

Fingindo enorme consternação

Junto das mães enganadas

Que num vai, e um vem

Por causa deles, seus filhos

Tombavam num capim, no meio do nada

 

Talvez um dia o homem rebelde

Perceba que nem eles nas guerras

Nunca serão vencedores justos

Que dela apenas se servem

Para desgraçar vidas de soldados

Que no susurrar do vento

Lamentavam andar de arma na mão 

E cuja beleza da Paz voava por seu coração

Paz essa, que esses filhos do Povo nunca tiveram

 

de: Fernando Ramos

 

 

29
Jan18

773 - PORTAS

Fernando Ramos

773 (1) (1).jpg

 

 

  • PORTAS
  •  
  • Bati em algumas portas
    Nem uma só se abriu
    Não foi em horas mortas
    Nem esse era um dia de frio
    Em outra, depois fui bater
    De dentro respondeu uma voz
    “A porta não abrirei, ficas já saber
    Que aqui mora um sofrimento atroz”

  • E numa corrida sem tamanho
    Dali, logo, logo, fui partir
    De dor, já basta a que tenho
    Prefiro viver por aí a sorrir
    Ás portas não volto a bater
    Não se sabe o que lá vai dentro
    Não vá, eu também um dia sofrer
    O resto da vida em lamento
  •  
  • De: Fernando Ramos
28
Jan18

772 - GENTE BONITA

Fernando Ramos

772 fr

         GENTE BONITA

Num belo Abril floresce o bonito cravo 

De pétalas empregnadas de conquista
P’ra muitos, e muitos, é um feliz fado
Na rouquidão da voz, do grande artista
Nasceu numa boa manhã de Abril novo
Num Portugal onde a paz já se grita
Abriram-se prisões, soltou-se um povo
Da terra abençoada, de gente bonita

 

Vieram trovadores, e todas as artes 
Cantar na rua a balada bem catita 
Partiram pró estrangeiro, alguns trastes 
Fugindo na crista da ganância banida 
Lançaram-se foguetes por tanta glória
Chorou-se a poesia à muito escrita 
Ecoaram das almas gritos de vitória
Da terra abençoada, de gente bonita

 

Espera-se que todos saibam conservar
Tal grandeza da extraordinária pepita
Cravos de amor, muitos se irão plantar
P'ra que ao povo, não falte preciosa sopita
Apareceu esta paz, julgada perdida
Nos bons corações amarrados por guita
Cantou-se Abril, na garganta ferida
Da terra abençoada, de gente bonita

 

Desfraldaram-se bandeiras de tanto amor
De pura fazenda, que não era de chita
Ofereceu-se pão, a quem comeu a dor
Nos bairros tragados p’la miséria dita
Somos um povo que jamais se irá curvar
Ao déspota carrasco, da mágoa aflita
Contra ele, a injustiça irá bem lutar 
Na terra abençoada, de gente bonita

 

Oh! Como é bom viver, assim liberto
Na heróica pátria, em páginas descrita
P’lo ilustre Camões, num belo livro aberto
Na terra pisada por gente bonita

 

E hoje não sabemos se Abril é memória

Porque gentes de vintem o vão destruindo

Chora o povo por pão, trabalho e gloria

e por outro Abril que se irá construindo 

 

De: Fernando Ramos

27
Jan18

771 - SORRIR DE SAUDADE

Fernando Ramos

771 fr (2).jpg

 

 

  • SORRIR DE SAUDADE
  •  
  • Tenho saudades de quando estudante
    E de algumas moçoilas que namorei
    Para quem era, seu cavaleiro andante 
    De tantos beijos, que lhes surripiei 
    Como era bonito esses tempos passados
    E de quando ia ás praias do mar do sul 
    Pisar a cristalina areia dos namorados
    Fascinando-me dos lindos tons do céu azul
  •  
  • Tenho saudades, das árvores que subia
    Para espreitar o ninho do rouxinol 
    Que para mim gorjeava em alegre mestria
    Ao chegar da noite, e ao fugir do sol
    Como era tão feliz por essa altura
    Onde p’los quintais apanhava a boa fruta
    Era criança, de infância muito dura
    Que p’la vida fora moldou a conduta
  •  
  • Tenho saudades, das brincadeiras de rua 
    E saltar o velho muro da escola
    Jogar à bola, até raiar a doida lua
    Descalço, porque nos pés não havia sola 
    Como era bom ser menino, e ter tempo 
    Que hoje bem recordo em liberdade
    Me cai a lágrima por esse puro momento 
    E de tudo isto, sorriu de saudade
  •  
  • De: Fernando Ramos
26
Jan18

770 - NOSSAS CARTAS

Fernando Ramos

770 (2).jpg

 

 

  • NOSSAS CARTAS
  •  
  • Fechas teu coração ao mundo 
    P’ra que o meu nunca o vá encontrar
    Agora, chora-me ele bem no fundo
    Mas um dia o lamento irá passar
  •  
  • Trocámos tantas cartas, meu amor
    Nelas desenhamos nossas estrelas
    Ás noites, são poemas de esplendor
    Que as vou recordando, ao lê-las
  •  
  • Não as rasgarei tira, a tira
    Numa doce ansia que regresses 
    Teu perfume nelas por mim gira
    Ao rogar a Deus, nas minhas preces
  •  
  • Abre teu quente coração, ao meu
    E guardarei todas as cartas num baú
    Nelas conservo um beijo teu
    Roubado, quando p’ra ti era tabu
  •  
  • Nossas zangas sempre veem, e vão
    Levando-me a esperar-te, amor 
    De algumas, me culpas com razão 
    Trazendo sofrimento e tanta dor
  •  
  • de: Fernando Ramos
25
Jan18

769 - TRAGO SONHOS

Fernando Ramos

769 (2).jpg

 

 

  • TRAGO SONHOS
  •  
  • Trago no olhar o desejo
    Nos lábios teu sabor
    No rosto um doce beijo 
    Na pele, teu brando calor
  •  
  • Trago nos sonhos fantasia
    De ilimitada sedução 
    Na esperança, tanta alegria
    Na alma o calor da emoção
  •  
  • Trago doces dias como lembrança
    E no peito tua imagem gravada,
    Preservada como herança
  •  
  • Trago felicidade que encadeia 
    E à tanto tempo ansiada 
    Por tua paixão que me rodeia
  •  
  • De: Fernando Ramos
24
Jan18

768 O DITADOR

Fernando Ramos

 

768 (2).jpg

 

  •  DITADOR
  •  
  • Lutai. Lutai, ilustre torpe desbravador
    Que lá bem alto a insensatez te chama
    Vives da impostura e trazes dor
    E Deus um dia, tua culpa reclama
  • Ouves a lira, no teu ódio obscuro
    Lês a nota preta na pauta adornada
    Levas vidas, pró silencio puro
    Que lhes espera a paz abençoada
  • Vais chorar a dor, triste guerreiro
    Da tua desventura cavernosa
    No inferno de Dante, não serás primeiro
    Lá te aguarda, a chama invernosa
  •  
  • No teu trono temeroso e horrendo
  • Vai rodeando a boa esperança
    Daqueles que na espada vão padecendo
    P’la liberdade ganha como herança
  • E no horrível sepulcro da tua existência
    Os vivos lamentam sua pouca sorte
    És um ditador de vil demência
    Que à existência só trazes morte
  •  
  • De: Fernando Ramos
23
Jan18

767 - PORQUÊ MEU AMOR?

Fernando Ramos

767.jpg

  • PORQUÊ MEU AMOR?
  •  
  • Quero esquecer que existes
    E não consigo
    Quero esquecer tuas palavras luminosas
    E não consigo
    Quero esquecer nossos momentos
    E não consigo
    Quero esquecer que te quero
    E não consigo
    Quero esquecer as madrugadas de sonho
    E não consigo
  •  
  • Porquê, meu amor ?
    Porque não consigo?
  •  
  • Estás permanentemente no pensamento
    Vives eternamente no meu coração
    O que falhou meu amor
    P’ra esta afrontosa desilusão?
  •  
  • És a fantasia do meu desejo
    És a saudade que dói
    És um sonho que sinto, fugir
    Porquê meu amor?
    Porquê?
  •  
  • Porquê, esta dor que não cala
    Porquê, este silencio que fala
    Porquê meu amor?
  •  
  • De: Fernando Ramos
22
Jan18

766 - MANTO DA VERGONHA

Fernando Ramos

766 (2).jpg

 

 

  • MANTO DA VERGONHA
  •  
  • Cometi erros imperdoáveis
    É uma atitude inesquecível
    Andei por guerras censuráveis
    Banhando-me no pecado apetecível
    Peço perdão por tal facto
    Que tantos decepcionou
    Se for concedido, serei grato
    A quem a má fortuna perdoou
  •  
  • Estou amargurado, pálido e cansado
    Desta minha triste ousadia
    Jamais voltarei a tal pecado
    É um desejo, e não tontaria
    Devotadamente ao divino rogo
    P’ra jamais cair em tal tentação
    Sou p’la paz, e pelo diálogo
    E não p’la guerra sem razão
  •  
  • Hoje choro de arrependimento
    Por da insânia não ter fugido 
    Minha vida foi um triste momento
    Neste passado que exijo sumido
    E no xadrez da noite escura 
    Lembro esta atitude medonha
    É uma mágoa que perdura
    Coberta p’lo manto da vergonha
  •  
  • De: Fernando Ramos

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