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750 - TRADICIONAL NATAL

por Fernando Ramos, em 31.12.17

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TRADICIONAL NATAL

 

Jesus nasceu p’ra nos amar
Do Santo ventre de Maria
Bem longe se ouviu o sino tocar
Anunciando a boa nova de alegria

E o céu, p’los Anjos enviou recadinhos
Pró mundo, nesse Dezembro celestial
Enfeitam-se bonitos pinheirinhos
Em honra de Jesus p’lo seu natal

 

Vieram pastores, e outras artes belas
Por longos caminhos, de noite e de dia 
O mundo se uniu acendendo velas
Em nome da paz, na mais pura magia

Hoje nas igrejas, observam-nos os Santos 
Pejados de tanto amor celestial
Deus os enviou, com seus belos cantos 
P’ra abençoarem o tradicional natal

 

De: Fernando Ramos
10.12.2006

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publicado às 22:59


749 - TRISTEZA DE AMOR

por Fernando Ramos, em 31.12.17

 

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TRISTEZA DE AMOR

 

No rosto cai a lágrima

No coração vem a dor
Na alma chega a tristeza
E a desilusão do amor

Dói Bem saber este pavor

 

Meu coração canta teu nome
Partiste sem rumo e chorei
Pedido a Deus p´ra que te ajude

 

Neste tempo triste de véus
Foi uma lança que entrou de mais
Choro gritando aos céus
P´ra que eu não sofra mais

 

De ti, nada eu sei
Pouco interessa isso a alguém 
Mas a mim me cativou
Essa forma de ser bem

O teu motivo de viver
Esse que eu não sou

Deixa-me os dias frustrado 
Por viver travesso fado


Sem escolha ou opção
Grandes conquistas vivi
Mas rendido a ti
Entrego meu pobre coração

 

No rosto cai a lágrima
No coração vem a dor
Na alma chega a tristeza
E a desilusão do amor
Dói Bem saber este pavor

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 10:23


748 - TEU NOME

por Fernando Ramos, em 31.12.17

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  • TEU NOME

    Direi teu nome sem devassa
    E nunca será palavras vãs
    Ele, em meu peito se enlaça
    E, é meu sol p’las manhãs
  •  
  • Esse nome que eu adoro
    Manter-se-á dentro de mim calado
    Manuela, por dize-lo quase choro
    Lágrimas de prazer reencontrado
  •  
  • Teu nome, é a esperança levada à cena
    Dize-lo é um acto que não cansa
    Mas estar contigo, valerá mais a pena
    Porque assim o coração tanto amansa
  •  
  • És a boa razão do meu sonhar 
    E serás minha chama vida fora
    Perdendo-te, quando meu final chegar
    Quando esse esse momento vier na hora
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 09:41


747 - RAZÕES SECRETAS

por Fernando Ramos, em 30.12.17

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  • RAZÕES SECRETAS
  •  
  • Mulheres de tristes razões secretas
    Aguardam à janela em orações completas
    Que os Santos da procissão por ali passem
    Abençoando-as como se de puras se tratassem

    São exaltadas mulheres pecadoras
    Com a malícia que as fizeram sonhadoras 
    Nas noites de todos os enlaços
    Ansiando a felicidade em seus pedaços

    Estas mulheres de suas ilusões escondidas
    Entre a crença e a tentação vão divididas
    Não sabendo p´ra onde caminha a razão
    Aguardando às janelas o piadoso perdão

    Que limpidamente o divino poderá conceder
    P’ra que num céu de amor, não possam padecer
    Desesperando seus corações p´la Santa chama

  • Erguendo suas almas, onde tudo se derrama
  • Bem longe de outras vidas geradas de incêndio
    Percebendo que pecar será mau dispêndio
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 22:14


746 - O BAILE DA VILA

por Fernando Ramos, em 30.12.17

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  • O BAILE DA VILA

  • Na vila, a festa vai ocorrer 
    E abrilhanta-se o baile de sábado
    Pares se juntam a conviver
    Pró pedaço gulosamente passado
  •  
  • É uma alegria contagiante
    E outro baile assim não há
    Por ali, a festa é estonteante
    Dançando-se a salsa, a rumba e o chá, chá, chá
  •  
  • Os bailarinos, num frenesim sem parar
    Vão prestando sua alegria à vila
    E é vê-los dançar, dançar, dançar
  • Aplaudidos por gente que fazem fila
  •  
  • Dança o policia, e o carteiro
    A dona de casa, e a sopeira
    Dança a peixeira, mais o funileiro
    O menino do coro, e a lavadeira
  •  
  • E num rodopiar harmonioso no palco
    Um par de idosos mais afoito
    Mostra num tango, sua perícia de estalo
  • Recebendo de todos uma nota oito
  •  
  • Ali, os dançantes bem se agitam
    Naquela tarde de enorme esplendor
  • Crianças brincam, e outras gritam
    P’la entrada no coreto, do artista cantor
  •  
  • Meninas casadoiras choram de alegria
  • E o imponente galã, para elas sorri
    Há quem suspire, por uma fantasia
    Sonhando que o cantor é só p´ra si
  •  
  • Toca a orquestra bem afinada
    E o pátio inquietou-se num instante
    Fica na cadeira, uma senhora encantada
    P’la voz doce, do romantico cantante
  •  
  • É a loucura, tudo salta e dança
    Numa alegria de deslumbrar
    A tarde vai longa, e não cansa
  • Todos querem, é na vila dançar
  •  
  • É uma alegria contagiante
    E outro baile assim não há
    Por ali, a festa é estonteante
    Dançando-se a salsa, a rumba e o chá, chá, chá
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 18:54


745 - SAUDADE DE AMORES

por Fernando Ramos, em 30.12.17

 

 

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  • SAUDADE DE AMORES
  •  
  • Teu rosto, é sonho meu já esquecido
    Teus murmúrios, ainda guardo nos ouvidos
  • É um som que me vai deixando vencido
    E na mente, resta apenas teus gemidos
  •  
  • Que os recordo tantas vezes em prantos 
    Na minha triste solidão atroz
    São prazeres, amores e encantos
    Tais momentos passados, quando sós
  •  
  • Desenhei teu nome em meu coração
    Agora é poema nos troncos do arvoredo
    São pedaços gravados de desilusão
    Que só de lembrar sinto medo
  •  
  • E nas planícies de verde frescura
    Procuro a linda flor vermelha açucena
    Que a beijarei com toda ternura 
    Como a ti beijava de manhã serena
  •  
  • Hoje, vem o choro destas lembranças
    Quando no campo olho as lindas flores
    Que com elas enfeitava tuas tranças
    Me resta agora a saudade desses amores
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:50


744 - RIO DE AMARGURAS

por Fernando Ramos, em 29.12.17

 

 

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  • RIO DE AMARGURAS
  •  
  • Sou um homem triste
    Que hoje à beira do desconforto 
    Vê o rio da minha existência 
    Paulatinamente correr 
    Nele, vão todas as boas ilusões
    Que a cada instante sinto um latejar 
    Que sempre me fizeram bem viver
  •  
  • É um rio, de bonitas 
    E boas recordações
    Que em minha memória
    Estarão sempre presentes
    E viverão alegremente bailando 
    Sobre a sua vontade de existirem
  •  
  • Haja o que houver em todo 
    Este percurso, as boas 
    Lembranças proibirão 
    O esvaziar do pensamento 
    Elas, permanecerão gravadas 
    Em meu coração 
    Como bocados de bons desejos
    Que em algumas situações 
    Mal foram cumpridos
    Deixando a mágoa ir em busca 
    De um final feliz, o meu final
    Que terminará na foz 
    Deste silencioso rio de amarguras
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 22:07


743 - JORNALISTA E O POETA

por Fernando Ramos, em 29.12.17

 

 

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  • JORNALISTA E O POETA
  •  
  • Surgem palavras p’ra poemas 
    Ou noticias, na imaginação fértil 
    De quem as escreve
    Elas, vêem cheias de acontecimentos 
    do nosso dia, a dia
    Vão dando noticias do momento
    Saídas p’la ponta do lápis de carvão
    Registando-se cada facto nas silabas
    Que vão garreando com ideias
    Para o pensamento as deixar cair 
    Numa folha branca
  •  
  • Que faltará afinal?
    Um elo, um rasto de informação 
    Pró criativo melhorar
  • o que escreve?
    Pobre do escritor, que p’la frente
    Ou por detrás de uma máscara, 
    Por vezes não lhe ocorre 
    As palavras certas
  •  
  • O Poeta e o Jornalista
  • Luta, estrebucha, e para quê?
  • Se nas palavras está toda a verdade
    Está lá tudo do pensamento humano
    Sem uma única falha
    Mesmo a inspiração fatigada
    Essa inspiração que por vezes 
    Vem com o cansaço 
    De quem as que escreve
  • Mas elas, as palavras 
    Vão surgindo uma a uma
    Pró escrivão, como poesia 
    De choros, onde lágrimas 
    São letras que anseiam p’lo final 
    do poema, ou da noticia
    Que sairá num livro,
    Ou num jornal do dia
  •  
  • Ó divino, como és generoso
    E dás a razão, e certeza do saber
    Ao jornalista, e ao inspirador
    Numa mistura de ideias
    Deixadas na folha de papel 
    Com a pequena diferença de inspiração
    Entre o jornalista, e o poeta
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:50


742 - DÉSPOTAS

por Fernando Ramos, em 28.12.17

 

 

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  • DÉSPOTAS
  •  
  • Imaginam-se senhores esclarecidos
    Julgam-se reis, e de todo poder
    São apenas seres agressivos
    Que a tantos, tantos dão mau viver
  •  
  • Senhores, que alguns são de guerra
  • Pensam serem iluminados p’lo divino
    Enganam-se... Porque cá na terra
    São simples déspotas pobres de tino
  •  
  • E na mais pura soberba arrogância
    Anseiam por regimes de má memória
    Elevam sua desmesurada ganância
    Na esperança da eterna gloria
  •  
  • E tais déspotas incorrigíveis
    Senhoreiam-se do que não lhes pertence
    São ambições sempre apetecíveis
    Que só os incautos convencem
  •  
  • Dizem-se espíritos cheios de clareza
    Mas afinal são de pensamentos fechados
    Sua ignorância, pró mundo são a tristeza
    De ideologias feudais de séculos passados
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:41


741 - CAOS

por Fernando Ramos, em 28.12.17

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  • CAOS
  •  
  • Difícil este mau tempo que passa
    Onde o destino, a alguns traça a miséria
    Que é o extermínio que os enlaça
    Sejam eles Brancos, ou outra cor
  • Que grassa neste planeta fértil
  • De pérfidos contrastes
    Onde apenas importa, a sórdida ambição 
    De senhores, que não passam de trastes
    É gente sem dó, nem coração
  • Chafurdando na mentira que mata
  •  
  •  
  • Em volta de mim olho, e o que vejo!
    Caos, violência, decadência sem razão
    Tenho apenas, um puro e simples desejo
    De não viver nesta triste confusão
    Já a mitologia, a história ou a lenda
    Nos relata este mesmo percurso passado
    Mas agora, não se sara a fenda
    Dum pobre mundo tão mal venerado
  •  
  • Onde no seu luxuoso Palácio da vida 
  • Alguns, na posse do ouro se tornam sinistros
  • Para quem sofre, e acalenta a esperança
    Suplicando que o mundo gire em sistemas mistos
    Para que piadosamente apenas recebam
  • A felicidade como herança
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:14


740 - MINHA MÃE, MINHA TERRA

por Fernando Ramos, em 27.12.17

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  • MINHA MÃE, MINHA TERRA
  •  
  • Vou indo para a minha terra
    Por caminhos floridos de bom chão
    À sua beira vou colhendo à mão
    Lindas flores que perfumam a serra
  •  
  • Foi com amor que as plantei
    E que a natureza regou 
    P’ra minha mãe as levarei
    Preciosa oferta que Deus criou
  •  
  • São p’ra ela, que está gravida
    Dum irmãozinho que vai nascer
    E dum amor de tanto querer 
    Concedeu-lhe Deus bonita dávida
  •  
  • Quando chegar à minha aldeia
    Grande festa irei fazer
    Que se prolongará até à ceia
    Com minha mãe, a me enternecer
  •  
  • A ela sempre amarei
    Seu coração bem no fundo
    E, à minha terra, sempre voltarei
    Enquanto meu mundo, for mundo
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 11:37


739 - ESPERO O AMANHÃ

por Fernando Ramos, em 26.12.17

 

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  • ESPERO O AMANHÃ
  •  
  • Já nada me sobra deste tempo
    Outra vida, melhor teria sido 
    Agora vou em meu passo lento
    Calcando o passado já vencido
  •  
  • Apenas restam lamentações
    Do meu mundo outrora sumido
    Foram imensas as tentações
    Aproveita-las, foi imerecido
  •  
  • Nova aurora p’ra mim aconteceu 
    Na adiantada idade que se some 
    Senti-la, meu corpo estremeceu
    Agarrado ao futuro que consome
  •  
  • No meu difuso quebranto
    A mente, ainda se encontra sã
    E num emaranhado espanto
    Serenamente espero, o amanhã

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 14:37


738 - BRANCAS MORTALHAS

por Fernando Ramos, em 25.12.17

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 BRANCAS MORTALHAS

  •  
  • Surgem mortalhas p’ra corpos
    São de algodão, e grosso corte
    Vestem tantos sem sorte
    Que deambulavam no pecado forte 
    Terminando assim, inertes e mortos
  •  
  • Irão p’ro céu? Não se sabe!
    O inferno talvez seja o destino
    Eram pecadores de pouco tino
    Num lugar triste e pouco fino
    Onde, o bom futuro lá não cabe
  •  
  • Agora, são almas sem regresso
    Cobertas de mortalhas p’ra conforto
    Cobrindo o corpo frio e morto
    A caminho dum além, nascido torto
    Que em vida não mereceram sucesso
  •  
  • Mas afinal, esperam-lhes o céu!
    Num paraíso de paz celestial
    São almas felizes, e é consensual
    Que ir pró inferno, era irreal
    Subiram ás nuvens, vestidos de véu
  •  
  • E as mortalhas foram-lhes retiradas
    Daqueles corpos mal enfeitados
    Deus perdoou tédios pecados
    Abrindo sua porta, aos pobres coitados
    Enlaçando-lhes felicidades desejadas
  •  
  • P’ra traz, ficaram tristes destinos
    Foram embora as brancas mortalhas
    Chegou paz, a espíritos sem malhas
    Vividos em profundos meios de palhas
    Que ansiavam por Anjos bem vindos
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:36


737 - ESCREVO

por Fernando Ramos, em 24.12.17

 

 

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  • ESCREVO
     
  • P’ra ti, escrevo de mil cuidados
    Poemas de minha alvura
    São pedaços de vida inspirados
    Em palavras de breve cultura
  •  
  • Pensamentos deitados num livro
    Que só p’ra ti, apenas para ti, editarei
    Em palavras endoidecidas sem castigo
    Que no meu coração são lei
  •  
  • Escrevo, e para ti rescrevo sem fim
    Poesia de amor e emoção
    São breves, e vão voando por aí
  •  
  • Buscando no vento, seu poiso manso
    Que, se não encontrar cairão no chão
    Mas escreverei na mesma, e não canso
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 19:40


736 - VALE COLORIDO

por Fernando Ramos, em 24.12.17

 

 

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  • VALE COLORIDO
  •  
  • No vale colorido, vejo a montanha ao longe
    Sinto o cheiro das flores, e o voo das aves
    Ouço o rio bem perto, correndo p’ra foz
    O ar é doce, e desliza vagarosamente 
    Enchendo-me de caricias perfumadas
    Olho o céu, e vejo vagas 
    De nuvens que correm
    P’ra noite que se aproxima no entardecer
    E naquele vale de mil prazeres
    Penso nos outros
    Que estão mais sós do que eu
    No seu desencontro com a vida 
    Vivendo num enorme tédio fatal
  •  
  • E eu, aqui tão bem acompanhado 
    P’la natureza, aguardando apenas 
    A passagem deste meu tempo
    E a porta de meu coração se escâncara 
    Para receber o sublime prazer 
    De tudo que me rodeia
    Parece um conto de fadas 
    Este meu presente, mas...
  •  
  • Apenas não passa de um sonho! 
    Um sonho que terminou
    No preciso momento
    Que a realidade presente me alerta
    Para o mundo em que se vive
    Que me retira esta guloseima de bom viver
    Pobre mundo...
    Que estúpida é a tua incerteza!
    O desespero bate forte em muitas vidas
    Que não conhecem este meu sonho 
    do vale colorido,
    Nem verseja as floridas minhas imagens 

    De: Fernando Ramos

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publicado às 15:15


735 - ROSTO BRANCO COMO NEVE

por Fernando Ramos, em 23.12.17

 

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  • ROSTO BRANCO COMO NEVE
  •  
  • Aprecio teu rosto num pergaminho
    E como bonito fica o desenhar
    Ao olha-lo, vou por um caminho
    Que um dia nos levará ao altar
  •  
  • Esse rosto, é fino como as açucenas
    Que na primavera vão desabrochar 
    E tão leve como as penas
    Dum colibri a despontar
  •  
  • Teu rosto branco como neve
    De tanta singeleza sem igual
    Em meu coração ele escreve 
    A sua beleza pura e natural
  •  
  • Ao querer beijá-lo ouço violinos
    Numa orquestra bem afinada
    Em acordes místicos e divinos
    Gravando-os na alma enamorada
  •  
  • Sua enorme beleza celeste
    Que acalenta o meu amar
    Traz boa auréola, que veste
    O dia, que iremos casar
  •  
  • Faz-me seu fiel escravo
    E meus lábios nele pensam
    No seu sabor de bom travo
    Que p’ra mim é uma benção
  •  
  • Der: Fernando Ramos

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publicado às 14:05


734 - VENTOS DA PRAIA

por Fernando Ramos, em 21.12.17

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  • VENTOS DA PRAIA
  •  
  • Quero fugir da solidão
    Aproveitando os ventos da praia
    Eles beijam o mar chão
    Na crista da onda catraia
  •  
  • Os ventos são boa companhia
    Nas vagas do mar salgado
    Seu sopro não dá nostalgia
    E p’la água, sei que é escutado
  •  
  • Deliciam a onda boa
    Na esperança que se enamora
    No oceano não sopram à toa
    Em velas que aguardam a hora
  •  
  • A praia espera por mim
    E só o vento me vai lá levar
    Chegarei vestido de cetim
    Pelas brandas marés, ao raiar
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:31


733 - TRISTEZA QUE PERSEGUE

por Fernando Ramos, em 20.12.17

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  • TRISTEZA QUE PERSEGUE
  •  
  • É infinita a tristeza
    Que amarra tanto tormento
    Não vai embora sua firmeza
    Só a solidão, é seu sustento
  •  
  • Ela faz muito padecer
    Na dor que não termina
    É companheira de mau viver
    Em destinos que desencaminha
  •  
  • Sua voz intima de dor
    Deixa a alma em pedaços
    Tem a morte como horror
    E infernos consumados
  •  
  • Vale a coragem do ser humano
    Para voltear tal sofrimento
    Vivem, com ela no desengano
    Que já não gemem seu lamento
  •  
  • Tristeza, porque persegues
    Vais num caminho sem volta
    Não vês que só tu consegues
    Levares corações à revolta
  •  
  • Um dia chegará teu final
    Aí, findará o desassossego
    Será um paraíso sem igual
    Ninguém sentirá mais medo

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 10:56


732 - O SOPRO DO VENTO

por Fernando Ramos, em 19.12.17

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  • O SOPRO DO VENTO
  •  
  • Vão embalados no sopro do vento
    Buscando um amanhã glorioso
    De noite, olham as estrelas ao relento
    No seu brilho rebelde e preguiçoso
  •  
  • Os homens, aguardam delas bom sinal
    Que a seu olhar leva tempo a chegar
    Cintilando as estrelas, cores sem igual 
    Enfeitando-se ao vento para encantar
  •  
  • E nesse precioso deslumbrar
    Os homens lá vêem o futuro almejado
    Como poemas de tanto sonhar
    Que aguardam das estrelas terno brilhar
  •  
  • E lindas mulheres de deslumbrar
    Se escondem através duma vidraça
    Aguardando com eles, um dia casar
    Mesmo que o vento, se desfaça
  •  
  • E, a cor das estrelas passa a ouro
    Por tão feliz, e oportuna alegria
    Guardando elas, nos corações este tesouro
    Que lhes ofertará, longa vida em magia
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:29


731 - BEIJOS GUARDADOS NO BAÚ

por Fernando Ramos, em 18.12.17

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  • BEIJOS GUARDADOS NO BAÚ
  • Guardo teus beijos num baú
  • Eles são minha razão de existir
    Por vezes vou lá buscar um
    Por me ser difícil resistir
  •  
  • São o bem mais precioso
    Que me acalenta o coração
    Esses beijos de amor gostoso
    Que saboreio com emoção
  •  
  • O baú, deles está repleto
    E quando lá vou, vou feliz
    Roubar um beijo indiscreto
  •  
  • P’ra meu amor calar o desejo
    Senão, ficará infeliz
    Por teus lábios, que tanto almejo
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 19:07


730 - DANÇA DA CHUVA

por Fernando Ramos, em 17.12.17

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DANÇA DA CHUVA

 

Cai a chuva, do agreste Inverno
Numa dança de pingos descoordenados
Inundando campos, que é um inferno
P’ra tantos seres desatinados

 

Essas águas impuras até doer
Causam dramas a gente desesperada
Vêem os bens, na corrente desaparecer
Levando-lhes uma vida, na enxurrada

 

E esta catástrofe de enlouquecer
Está na mão do homem, como é natural
Ele é o culpado, por tal suceder 
Numa vergonhosa atitude irracional

 

Esta dança, de chuva fria
Traz a companhia do forte vento
Bailando pingos de noite, e dia
Que para a terra, é seu sustento

 

Na ruidosa tempestade invernosa
Escuta-se o vento a falar à chuva
Pedindo ao tempo sua mão bondosa
Pró sol aparecer, leve como a luva

 

Nos campos, encharcados de fria água
Que oferecem à vida, um bom seleiro 
Vai desaparecendo a triste mágoa 
Em corações dum tempo companheiro

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 16:17


729 - BONITO

por Fernando Ramos, em 16.12.17

 

729.jpg

 

  • BONITO
  •  
  • O bom sentimento que vem 
    Do nosso interior
    É tão bonito como um sorriso 
    Ou como o brilhozinho dos olhos 
    De alguém apaixonado
  •  
  • Tão bonito, como bonito
    É o sol que nos ilumina
    Até nos momentos menos bons
    Ou como aqueles 
    Pedaços de felicidade
    Que nos enchem a alma 
    Quando somos úteis para alguém 
    Que por vezes não vai 
    No bom sentido da vida
  •  
  • Bonito é olhar o céu
    E dar-mos graças a Deus 
    Por tudo que nos propeciona 
    No nosso dia, a dia
    Como a saúde, ou a sorte
    De termos alguém que
    Nos ama, e podemos amar
    Ou ter a felicidade de olhar 
    Um pôr de sol no entardecer
  •  
  • Bonito é gostarmos de viver
    De bem com nós próprios,
    Gostarmos dos outros
    Com a mesma intensidade 
    Que Deus gosta de nós,
  • E o bonito é Deus gostar de nós
  •  
  • de:Fernando Ramos

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publicado às 14:17


728 - O REGRESSO DA LUA

por Fernando Ramos, em 15.12.17

728.jpg

 

  • O REGRESSO DA LUA
  • No breu da noite profunda
  • Entre madrugadas de sono
    Surge a sombra vagabunda 
    Alertar que houve um abandono
  •  
  • Foi a lua das noites boas
    Que no firmamento se perdeu
    Deixando triste tantas pessoas
    Que por ela o amor conheceu
  •  
  • E naquela triste desilusão
    Já mora a velha ansiedade 
    Chorando-se no silencio da emoção
  •  
  • E a Lua, de novo voltou
    P’ra outras noites de felicidade 
    P´ra quem de saudade chorou  
  •  
  • de: Fernando Ramos  
  •  
  •  

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publicado às 16:24


727 - VIELA DOS NAMORADOS

por Fernando Ramos, em 14.12.17

727.jpg

 

 

  • VIELA DOS NAMORADOS
  •  
  • Trinai, trinai guitarras velhinhas
    Fados da castiça cidade
    O povo suplica com ansiedade
    O perdão de Deus, nas capelinhas
  •  
  • E gargantas de bem cantar
    Entoam poemas de vida e amor
    Acalentando a saudade, e a dor 
    De peitos sofridos por amar
  •  
  • E na voz generosa dos fadistas
    Geme a solidão fértil e bizarra
    Que nos acordes da velha guitarra
    Comovem o povo e os guitarristas

    Ouvem-se murmúrios ao coração
    Vindos da viela dos namorados
    Anunciando o perdão aos bocados
    Em poemas de saudade e emoção
  •  
  • Cantai, cantai nossos artistas
    O perdão p´la poesia dos poetas
    Inspirada nas descobertas
    P’ra deleite dos brilhantes fadistas
  •  
  • Tocai, tocai, noite e dia
    Guitarristas do nosso povo
    Fadistas cantai um fado novo
    P´ra vidas parcas de alegria
  •  
  • E na viela dos namorados bairristas
    Deus, concedeu perdão em boa hora
    O pecado partiu dali p’ra fora
    Trinando as guitarras dos fadistas
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 13:24


726 - O LIVRO

por Fernando Ramos, em 13.12.17

726.jpg

 

  • O LIVRO
  •  
  • O livro, é um belo tesouro
    Quando lido com excitação
    Tem pedaços de puro ouro
    Que pró escritor é paixão
  •  
  • Lê-lo, é um gosto bem aceite
    Esgotando-nos de prazer
    Rico em frases de lindo enfeite
    Compostas de bem saber
  •  
  • É imaginação, e entretenimento
    Que se ensaia nos bastidores 
    Dá-nos gozo e conhecimento
    Completando nossos valores
  •  
  • O livro bom é comprado 
    Como tributo ao pensador 
    É relido, e bem guardado
    P’ra deleite do escritor
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 22:25


725 - FAINA SOLITÁRIA

por Fernando Ramos, em 13.12.17

725.jpg

 

 

  • FAINA SOLITÁRIA
  •  
  • Vai o pescador devagarinho
    No rio onde a vaga é de graça
    Navega num bote pequenino
    Nas margens o povo o abraça
  •  
  • O barquinho de madeira
    É também seu doce lar
    Passa junto duma traineira
    Onde o mestre lhe vai acenar
  •  
  • Das margens vem a pergunta
    “Ó mestre p’ra onde vais?”
    Olha que o bote a ti se junta
    Leva a traineira p’ro cais
  •  
  • Seu bote é muito pobre
    Mas rico de bons momentos
    O rio, ao pescador sacia a fome
    Nele pesca seus alimentos
  •  
  • E lá vai o bote de mansinho
    P’ra a sua pesca diária
    Num local bem pertinho
    Onde a faina é solitária
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 12:19


724 - AFRICA DO MEU AMOR

por Fernando Ramos, em 11.12.17

724.jpg

 

  • AFRICA DO MEU AMOR
  •  
  • Nos meus tempos de soldado
    Procurei a paz dos honestos
    Na África do meu amor
    Ali na terra vermelha e fértil
    Da savana Africana
  •  
  • Nas margens dos rios 
    De todas as ofertas da natureza, 
    Os animais buscam sua presa
    A fim de saciarem a fome
    Como se ali fosse a única 
    Parte do mundo onde Deus passou
    Deixando um rasto de beleza
  • E de perfume celestial
  • Naquelas terras que fazem bater
  • Mais forte os corações de todos
  •  
  • Por vezes numa aldeia qualquer 
    Duma terra Africana
    Ao som do velho batuque 
    Meninas de lábios gulosos 
    E meninos de modos de desejo 
    Bailavam como se aquela
    Fosse a última dança 
    A dança do resto de suas vidas
    Na esperança que a paz, 
    A paz dos justos,
    Voltasse a esse lugar sagrado
    Onde os homens são mais irmãos
  •  
  • Tudo isto me encanta
    E tudo isto me marcou
  • Porque lá, há sempre alguem
  • Que nos mostra que naquele meio
  • Ainda vale a pena sorrir
  • Enchendo-nos o coração de ternura 
    Recordando eu, hoje e sempre
    Com satisfação e orgulho 
    Esta África do meu amor
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 16:07


723 - OS PUTOS DE ALVALADE

por Fernando Ramos, em 10.12.17

 

723 fr.jpg

 

 

  • OS PUTOS DE ALVALADE
  •  
  • Eram os Índios do bate bola
    Jogavam até de madrugada
    Enganavam o estômago
    E não corriam de cartola
    Brincavam descalços na estrada
  •  
  • Outros, não eram índios de bola
    E no Vává, falavam de amores
    Também jogavam, calçados de sola
    Alguns deram poetas e bons cantores
  •  
  • Os putos indios de forma desprendida
    Chutavam a bola pelos cantos
    Num chão batido, com pés em ferida
    Parecendo pardais, pois eram tantos
  •  
  • E estes miudos do bairro de Alvalade
    Todos os dias jogavam à bola
    Numa irmandade de feliz vontade
    Marcavam golos de alta escola
  •  
  • Hoje, os índios, já lá não estão
    E como era tão bonito vê-los correr
    Nos bolsos não guardavem tostão
    Mas sim muita vontade de vencer
  •  
  • Por vezes, num drible de mestre
    Alguns saiam de sua pobreza
    Os outros, de vida menos agreste
    Eram amigos na sua tristeza
  •  
  • E na boa vontade de Deus
    Os putos entre eles jogavam
    Uns pobres, outros de dinheiros seus
    Mas o futebol, a vida a todos ensinava
  •  
  • Estas crianças, leves como a pena
    Pela brincadeira não se perdia
    Em dias e noites era a bela cena
    Vê-los no bairro jogar de alegria
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 20:50


722 - BECO DO BEM SABER

por Fernando Ramos, em 10.12.17

722 fr.jpg

 

  • BECO DO BEM SABER
  •  
  • No beco do bem saber
    Ivone leva tristeza no coração
    Que de olhos colados ao chão
    Murmura p’lo seu tanto querer
  • Na pura e cristalina aflição
  •  
  • E no parapeito de sua janela
    Sente-se a frescura do alecrim
    Todos o cheiram com cautela
    Não passe seu amor por ali
    Ao encontro da outra, na viela
  •  
  • No Beco, se abrem janelas
    P’ra anunciar a procissão
    Alguém com flores amarelas 
    Informa o povo da decisão
    Preparada p’lo prior,
  • À noite à luz das velas
  •  
  • Para a bendita procissão
    O Beco se vai engalanar
    Ivone, reza sua consternação
    Ao amor que anda a enganar
    Seu pobre e infeliz coração
  •  
  • Foi no domingo à tardinha
    A procissão levou o povo p’ra rua
    No andor pousa uma andorinha
    Que traz a verdade nua e crua 
    P’ra Ivone que vai à igreja velhinha
  •  
  • E gorjeia que a outra está chorosa
    Por lhe ter acontecido o mesmo drama
    Foi enganada de maneira horrorosa
    P’lo homem que a levou p’ra cama
    Causando-lhe aflição dolorosa
  •  
  • E naquele afamado bairro de Alfama
    Um amor perdido encontrou a razão
    Pois é Ivone, a sua preciosa Dama
    Que lhe preenche o doido coração
  •  
  • Na velha igreja junto ao altar
    Lá estava a mentira desgostosa 
    Chorando a lágrima do perdão
    Suplicando nova vida amorosa

  • Tudo não passava de sua ilusão
  • E no Beco, se acendeu nova chama
    P’ra felicidade de um coração
    É Ivone que ele muito ama
    Terminando ali sua confusão
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 12:25


721 - DESERTO DE MEDOS

por Fernando Ramos, em 09.12.17

721 fr.jpg

 

  • DESERTO DE MEDOS
  •  
  • Atravesso o Deserto
    Como se fosse em peregrinação 
    À terra prometida
    Ele, é a minha esperança, 
    E também o meu cansaço
  • Nele, vou encontrando 
    Nuvens de areia
    Que são grãos finos instalando-se
    Na minha vida repleta
    De ilusões, e de amores
    Não conseguidos
  •  
  • Neste deserto, levo a esperança 
    Como única companheira
    E como minha ancora 
    Que me irá fazer parar na caminhada
    E terminar com os 
    Generosos dissabores da vida
  •  
  • Percorro seu chão escaldante
    E tão movediço como meus sonhos 
    que me corrói de dor, de rejeição
    De abandono, e da perda
    De paz, a minha paz
  • Maldito deserto que não consolas
    Esta sede de esperança,
    E me levas para um caminho
    Sem direcção certa,
    E de futuro pouco brilhante
  •  
  • Agora, neste mau deserto
    Aguardo apenas o sinal de Deus
    Que me irá conduzir na sua nuvem 
    Sem desespero, e sem mágoa
    Mas encharcada na paz divina
  • Onde me levará a juntar 
    A outros peregrinos
    Também eles vivendo 
    Num deserto de medos
    E que comigo caminharão
    Lado, a lado na nova travessia,
    Direito à esperança celestial
  •  
  • De: Fernando Ramos
  •  
  •  

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publicado às 19:25


720 - A CEIA

por Fernando Ramos, em 08.12.17

720 fr.jpg

 

  • A CEIA
  •  
  • A vida será um repasto
    De óptimas iguarias
    Servida em farto prato
    Alimenta-nos os dias
  •  
  • Dá ceia bem confeccionada 
    Que bem nos delicia, ou não
    Porque se for mal temperada
    Tudo não passará de ilusão
  •  
  • É um repasto que se serve
    Mas por vezes, dá confusão
    Se for bom momento que se perde
    Dará má digestão
  •  
  • E antes que nos faça mal
    Tem de ser bem preparada
    A vida à noite não é ceia total
    Se cozinhada em água salgada
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:52


719 - BOTE DE VELAS QUEBRADAS

por Fernando Ramos, em 07.12.17

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  • BOTE DE VELAS QUEBRADAS
  •  
  • O bote desliza no mar salgado
    Por ondas valiosas como ouro em pó
    E um pescador de rosto enrugado
    Olha as redes, fazendo-lhe dó
  •  
  • São tristezas salpicadas de choro
    Naquele seu mar, a poente
    Ali o peixe é pouco, e não é ouro
    Já outras fainas o deixavam contente
  •  
  • E no seu bote de velas quebradas
    O pobre mestre insiste na pescaria
    Enclausurado naquele mar talhado
    Pede a Deus uma faina de alegria
  •  
  • Embalado p’lo sopro do vento
    Vai amaldiçoando sua má pesca
    Por isso, Deus não lhe dá alento
    Vai ele pecando à faina que resta
  •  
  • Seu Senhor, o arrependimento não ouve
    De seus pecados já cometidos
    Não mostrou pena, e Deus soube
    Não havendo mais, já tempos idos
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 11:45


718 - A VIDA ESPANTA-SE

por Fernando Ramos, em 06.12.17

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 A VIDA ESPANTA-SE


  • Dão-nos castigos, ásperos, e ferozes
  • Vem a dor, e o grito da alma
    Surge a bomba, em tarde calma
    Chora o mundo, p´lo feito dos algozes
  •  
  • O silêncio dos justos é perturbado
    A paz estremece, mas não cai
    Uma criança, p’ra sua mãe já não vai
    A solidariedade e o amor, foi baleado
  •  
  • Foram ordens do chantagista!
    Que o homem bomba respeitou
    É um acto cobarde, de mau artista
  •  
  • Lá fora... O mundo levanta-se
    O terrorismo estúpido não ganhou
    A própria vida, espanta-se!
  • De: Fernando Ramos
  •  

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publicado às 19:02


717 - ESPERANÇA NO AMOR

por Fernando Ramos, em 05.12.17

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  • ESPERANÇA NO AMOR

  • Olhei p’ra dentro de mim
    Vi um torvelinho de sentimentos
    Esperando por amor sem fim
    Rodeando meus pensamentos
  •  
  • E no céu apareceu um sol
    Dizendo p’ra ter esperança
    Ele agora é o meu farol
    Em meu mar de bonança
  •  
  • Fiz uma espera sem fim
    P’lo amor, sem tormentos
    E ele, não apareceu por aí
  •  
  • De longe olho p’ra estrela
    Lembrando esses momentos 
    Agora a esperança, nem vê-la
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 20:07


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