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FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

31
Out17

686 - REI DA RÁDIO

Fernando Ramos

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  • REI DA RÁDIO
  •  
  • É um artista, da música ligeira
    Vai p’la estrada, cantando por aí
    Usa penteados à vedeta de feira 
    O mulherio, gosta dele assim
  • Sabe encantar, p’ra várias gerações
    E seus corações ficam desfeitos
    Nas meninas, espalha ilusões
    Com sua voz de amores perfeitos
  •  
  • Quando o vêem, gritam e choram
    Andam loucas, com seu trovar 
    Ele diz que as ama, elas adoram
    Mas nenhuma com ele, vai ao altar
  • Ouvem-no na rádio com emoção
    Sonham com ele em mil segredos
    Faz vibrar tanto coração
    Mas ama-los, causa-lhe medos
  •  
  • É o rei da rádio, p’ra todas elas
    E suas canções andam a beber
    Canta-lhes, que são frescas e belas
    E ele assim as anda a entreter
  • É um artista da música ligeira
    Vai p’la estrada, cantando por aí
    Usa penteados à vedeta de feira 
    O mulherio, gosta dele assim
  •  
  • De: Fernando Ramos
30
Out17

685 - MOMENTOS EMOCIONADOS

Fernando Ramos

 

 

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  • MOMENTOS EMOCIONADOS
  • Bons momentos trazem emoção
    São como orquestra bem afinada
    Eles, nos confortam o coração
    Numa melodia de génio, consertada
  •  
  • As pautas sem notas, não produzem som
    Da bela melodia, que não se ouve, e reparte
    Já outros momentos, são como um dom
    Do génio que compõem fina arte
  •  
  • Ele cria belas pautas, de notas pretas
    Prós tais momentos emocionados 
    Ouvindo-se lindas sinfonias completas
  •  
  • Tocadas por artistas bem Orquestrados
    Estremecendo corações sensibilizados 
    Dum publico, na plateia deslumbrados
  •  
  • De Fernando Ramos
29
Out17

684 - O BORDEL DA VIDA

Fernando Ramos

 

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  • O BORDEL DA VIDA
  •  
  • Os dias passam velozmente
    Entrando p’la porta do Bordel
    Trazendo mágoas repletas
    De histórias da vida
    Lá dentro, marionetes do poder
    Obedecem como prostitutas baratas
    Ao seu amo explorador
    Que ao mesmo tempo é seu rei
    Rei da podridão que produz
    Poluindo o ambiente de ódio lamacento 
    Onde esse reizinho se sente muito bem
    Talvez bem de mais
  • É um lugar perfeito 
    Para este personagem único!
    É como um figurante de um
    Livro da banda desenhada,
    Onde o terror se rabisca 
    P’la ponta de um lápis.
  •  
  • A vingança, a destruição, e o mal,
    São gravados na folha de papel 
    Com a mesma precisão de um tiro 
    Dado por este péssimo personagem
    Mostrando ele, a suja miséria causadora
    da destruição da nossa sociedade 
    Vivida no exterior do bordel
  • Lá dentro, essas prostitutas da desgraça,
    Deixam muito a desejar ás outras
    Que buscam apenas alguns trocos
    P’ra viver, apenas isso.

  • As prestitutas do terror
  • Vão servindo seus clientes,
    Com a distribuição, não de carinho e amor
    Mas sim do que aqueles homens 
    Tem de mais nefasto à sua própria vida 
    Que são as armas de todo o tipo de fogo
    O importante é que sejam do último modelo
    Daquelas que qualquer senhor da guerra
    Ambiciona e sonha ter em suas próprias mãos
    P’ra acarinhar e vincar bem o seu poder 
    E desprezo p’lo seu semelhante, e irmão
    E o mundo da paz, pergunta assustado:
    Mas não será possível fechar 
    Todos os bordeis da desgraça humana?
  •  
  • de: Fernando Ramos
29
Out17

683 - SOBREIRO DOS BONS

Fernando Ramos

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  • SOBREIRO DOS BONS
  •  
  • Á sombra quente do velho sobreiro
    No latejar silêncio da tarde
    Uma avezinha, procura o poleiro
    Fugindo de um caçador cobarde
  • Aquele sobreiro, que é abrigo de tantos
    Nele buscam sua graciosa protecção
    Para um puro acolhimento de Santos
    Evitando uma morte cruel e sem razão
  •  
  • As aves se protegem neste seu amigo
    Nas melancólicas fins de tarde de Verão
    Porque alguém mais afoito e decidido
    Se resolve, as caçar sem perdão
  • O sobreiro magnifico está presente
    Na reserva protegidas da caça
    Lá, as aves gorjeiam ao medo ausente
    Porque ali não há maldade que se faça
  •  
  • Mas se um dia, no azul da felicidade
    O sobreiro dos bons já ali não existir
    Foi o homem, que o abateu sem piedade
    Não podendo as avezinhas lhes acudir
  •  
  • De: Fernando Ramos
28
Out17

682 - MENTIRA NO MEU AMOR

Fernando Ramos

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  • 682 - MENTIRA NO MEU AMOR
  •  
  • Por belas que sejam tuas magias
    E me deixem perdida p’ra te amar
    Apenas são meras fantasias
    Durando só, até meu despertar
  •  
  • Tens-me, sem teres amor 
    Num doce frenesi de loucura
    Sei que depois vem a dor
    Dessa falsidade que tortura
  •  
  • Não é assim que sonho viver
    Contigo a meu lado p'ra sempre
    Essa esperança em mim vai morrer
    No meu coração, triste e ausente
  •  
  • São meras ilusões que choram a dor
    E ideias, que depois se deitam fora
    Por favor, não enganes mais o meu amor
    Essa mentira nele, tem de ir embora
  •  
  • De: Fernando Ramos
27
Out17

681 - A LOUCURA DO HOMEM BRANCO - (coroa de sonetos)

Fernando Ramos

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  • 681 - A LOUCURA DO HOMEM BRANCO – (COROA DE SONETOS)

    1

    A loucura do homem Branco
    Nos séculos intensos de escravidão
    Cometeu actos que envergonham tanto
    Que ao saber-se, provoca emoção

    Negros, em tombadilhos eram levados
    Nas condições mais miseráveis
    Muitos chegavam despedaçados
    Os vivos, em estados deploráveis

    Ali, dignidade humana não existia
    P'ra aqueles pobres infelizes, coitados
    Cujo seu futuro nas viagens morria

    Nem podiam gemer ou gritar seus ais
    Suportados p'los seus corações chorados
    Por serem tratados como animais

    2

    Por serem tratados como animais
    E não por simples boa gente
    Uns, teriam mortes brutais
    Mas p’ro Branco era indiferente

    Nas sanzalas, esperava-lhes o tronco
    E vil chibatadas sem fim
    Dadas por um feitor bronco
    Ordenadas p’lo seu senhor, ruim

    Ali, multidões de negros cambaleavam
    Dançando e fugindo da maldita chibata
    E, enganando a fome que a vida roubava

    Serviam, desbravadores e colonizadores
    Que os compravam a negreiros de vida farta
    Como bons escravos e óptimos trabalhadores

    3

    Como bons escravos e óptimos trabalhadores
    Suportavam em desprezo a fúria do algoz
    Que contratava loucos matadores
    P’ra lhes dar louca perseguição feroz

    Por vezes, algumas fugas sucediam
    Procurando os caminhos do quilombo
    Capitães do mato os perseguiam
    Com o estalar da chibata, em seu lombo

    Capturados, iam prós cativeiros
    Onde lhes esperava farta tortura
    Das vergastadas, seus companheiros

    Com tal acto, o Branco, seu senhor
    Escrevia o horrível destino da loucura
    Por linhas tortas, no livro da imensa dor

    4

    Por linhas tortas, no livro da imensa dor
    Registaram-se actos de total crueldade
    Hoje imagina-se como era aterrador
    Envergonhando a nossa sociedade

    P’ra quem vivia nos cativeiros senhoriais
    Nada era mais importante que a liberdade
    A fuga eram momentos bem especiais
    Prós Negros guerreiros, e sua irmandade

    Com instrumentos de ferro, torturavam
    Os pobres infelizes, da pele de outra cor
    Que no tronco, carrascos os matavam

    Sem dó, nem piedade e razão
    Sob as ordens de tão mau senhor
    Que era dono, e rei da escravidão

    5

    Ele era dono, e rei da escravidão
    E servia panos p’rás mortalhas
    Dos Negros desprezados, por sua mão
    Que morriam de ódio, nas esteiras de palhas

    Seu senhor, tanto desamor distribuía
    Por aqueles infelizes de cor diferente
    Que suas alforrias não conseguia
    Mas chibatadas, recebiam de presente

    A raiva crescia, crescia como erva daninha
    Em Negras que pariam filhos já cativos
    P’ra serem roubados por triste gentinha

    E negociados por negreiros manhosos
    A outros senhores de corações perdidos
    De muito dinheiro, e todos poderosos

    6

    De muito dinheiro, e todos poderosos
    Compravam porões de navios negreiros
    Vindos da pátria dos Negros saudosos
    Que não voltariam aos seus terreiros

    Novos e velhos vinham amontoados
    Em estados miseráveis p’rás suas vidas
    Chegavam de mares, muito maltratados
    Alguns morriam, por causa das feridas

    Os mais saudáveis, valiam bom dinheiro
    Enchendo o bornal dos comerciantes
    Que enriqueciam à conta do cativeiro

    Do infeliz Negro, tanto escravizado
    Como ele, nunca fora antes
    P’ra graça dum futuro arruinado

    7

    P’ra graça dum futuro arruinado
    Nos Engenhos do novo patrão
    Onde labutavam sem direitos dado
    Recebendo em troca má alimentação

    Todos os dias trabalhavam de sol a sol
    Comandados p’las chibatadas do feitor
    Que não tinha coração mole
    E os açoitava sem qualquer pudor

    P’ra total vergonha do homem Branco
    Que deixava cometer tal crueldade
    Nestes infelizes que sofriam tanto

    Roubando-lhes pureza, e dignidade
    Fazendo-os sofrer, por tal maldade
    Elevando-lhes desprezo, e animosidade

    8

    Elevando-lhes desprezo, e animosidade
    Que os fazia, aprender a lutar: A capoeira
    Sua arma de esperança e liberdade
    Quando fugiam da Sanzala matreira

    Onde por vezes a porta não tinha retorno
    Por causa de lutas com o capitão do mato
    Vencendo, ou morrendo nas mãos do dono
    Seu rei e senhor, causador de tão mau trato

    E em fuga, nos rios banhavam a dor
    Que lhes consumia a alma humana
    Lamentando sua sina, e aquele terror

    Que em cânticos, bem o descreviam
    Nos rituais, da lembrança Africana
    Cujo seus corações, nunca esqueciam

    9

    Cujo seus corações, nunca esqueciam
    Chorando nas danças de roda, sua dor
    E ao som do batuque, lágrimas vertiam
    De volta da fogueira, sob o olhar do feitor

    Se ódio a mais, atrapalha corações
    Nas Sanzalas, os Negros assim viviam
    Guardavam-no, p’ra certas ocasiões
    Ofertando ao carrasco, quando podiam

    Prós Negros, a tortura era companheira
    E também tristeza, sua solidão
    Confessada nas noites à lua faceira

    Que tudo espiava, com as estrelas coloridas
    Olhando em baixo, a chibata sem razão
    E as lágrimas das Negras, mantidas cativas

    10

    E as lágrimas das Negras, mantidas cativas
    São pétalas de lindos poemas, que rolam
    Nos rostos amargurados de fadigas
    P’la perda de filhos, que não as consolam

    Seus paradeiros, elas desconheciam
    Por negociantes os terem vendidos
    A sanzalas, onde outros padeciam
    Da loucura dos espíritos de rumos perdidos

    Mãe Negra, transportava sua vida tristonha
    Onde por vezes de escrava, era amante
    Do senhor, que as emprenhava sem vergonha

    Destruindo-lhes, a doce e bonita pureza
    De sua juventude bela e ofegante
    Roubada p’lo patrão, de baixa esperteza

    11

    Roubada p’lo patrão, de baixa esperteza
    Aumentando-lhes o desejo de resistir
    E num grande acto de bravura e nobreza
    Conseguiam por vezes, das fazendas fugir

    Daquelas ignóbeis vidas escravizadas
    Que eram seus destinos consumados
    Fazendo surgir revoltas bem preparadas
    Não sendo mais no tronco, flagelados

    Acabando a escravidão em alguns lugares
    Onde senhores não mais atemorizavam
    Vidas que eram tristes e tão irregulares

    Dos Negros, que conquistaram liberdade
    Aos senhores que os escravizavam
    Começando aí, a vitória da igualdade

    12

    Começando aí, a vitória da igualdade
    P’ra homens, e mulheres de Negra cor
    Que sofreram más doenças da sociedade
    Espalhando miséria, nesse tempo de pavor

    E nas orvalhadas gélidas das noites
    Havia almas que tremiam de frio
    Só de recordarem os estalares dos açoites
    Dados por reles feitores, dias a fio

    Os espíritos dos seus antepassados
    Também bailavam ao som da dor
    Do batuque dos Negros castigados

    Registando-se nos livros da história
    A incrível mão pesada do vil senhor
    Gravada com tristeza na nossa memória

    13

    Gravada com tristeza na nossa memória
    Lembrando os açoitados até à morte
    Que só queriam ser livres, p’ra sua glória
    E voar como pássaros, rumo a nova sorte

    Buscando o destino de novos ninhos
    Sonhando, sonhando, com a liberdade
    Não a conseguindo, os Negros cativos
    Suas alforrias perdidas na adversidade

    O Negro era tratado como um animal
    Que dos senhores, era sua propriedade
    Vendiam ao trocavam-nos, e tudo era legal

    P’ra estes esclavagistas de tanto terror
    Que tratava o irmão com inferioridade
    Escrita na história em letras de horror

    14

    Como a história descreve, em letras de horror
    Juntamente com escravizados, da antiguidade
    Que eram Brancos, e sofriam da mesma dor
    P’lo desrespeito do homem, e da sua bestialidade

    Aí, Negros e Brancos viviam em solidões feridas
    Perdendo a mística de suas doutrinas
    Aprendidas em infâncias, puras e cristalinas
    Castradas por maldades então distribuídas

    P’los mesmos odiosos que a história fala
    Deixando más memórias, que hoje dói
    Perturbando-nos a alma, que não se cala

    Causando manchas descobertas de pranto
    Á vida humana, onde a grande culpa foi
    Da horrivel loucura do Homem Branco

    De: Fernando Ramos
26
Out17

680 - PORQUÊ TANTAS MENTIRAS?

Fernando Ramos

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  • PORQUÊ TANTAS MENTIRAS?
  •  
  • Lá fora, e cá dentro
    Um mundo cruel e egoísta
    Mente com enorme naturalidade
    Mente, porque os homens falam de paz
    E por interesses que se advinha 
    Ela não acontece
  •  
  • Porquê tantas mentiras?
    Se todos sabemos, que de paz só se fala
  • E a desenham em pedras de gelo
  • Morrem inocentes, crianças, velhos e pobres
  • Por bombas colocadas na desgraça humana
    Em nome de bonitos ideais
    Precisamente, por alguns que apregoam a paz
    Mas mais não fazem, que lutar p’la defesa 
    Dos seus magnânimos interesses
    E vejam... 
    Até se grita por paz 
    Quando loucos tudo destroem, 
    Matam, e falam em nome de Deus
  •  
  • Porquê tantas mentiras?
    Se é mais verdadeiro
    O amor das borboletas p’las flores
    Se é mais verdadeiro o mel
    Que as abelhas nos presenteiam
    Se é mais verdadeiro o voo do condor
    Se é mais verdadeiro 
    O olhar piedoso do supremo Cristo, 
    Crucificado por nós na cruz
  •  
  • Porquê tantas mentiras? 
    Se lá fora, continua o troar dos canhões
    Se lá fora, e cá dentro 
    Ouço o choro e o grito da pobreza
    Se lá fora, a chuva do mal 
    Não pára de salpicar de morte, a vida
  • Que não leva qualquer chançe de futuro
  •  
  • Porquê tantas mentiras?
  • Se nos andamos a enganar,
    Se a paz p’ra tantos, só chega na morte
  • E cedo de mais para tantos milhões
  • Que o que mais desejam 
  • É a felicidade de seu irmão
  •  
  • Porquê tantas mentiras?
    Porque nos enganam 
    Os senhores do poder
    Com promessas cheias de esperança,
    Vivendo em palácios
    Repletos de opulência, 
    E dum futuro sempre risonho só p’ra eles
    Se apenas, e só apenas
    Nos prometem a vil mentira
  • Suportando o choro do pranto
  •  
  • De: Fernando Ramos
25
Out17

1088 - SAUDADE ANGUSTIA DE HOJE

Fernando Ramos

1088.jpg

 

 

SAUDADE ANGUSTIA DE HOJE

 

Saudade, doi em nós

Carregando a tristeza

A ditancia e a ausencia 

Ela não tem cheiro

Cor, doce sabor ou forma

Não se vê mas sente-se

Tornando-se infinita 

Porque sempre dura, e dura

Na Saudade acreditamos

Porque ela representa amor

Mas também a triste solidão

Trazendo lágrimas sentidas

Guardando no tempo

O que tem de ser guardado

Alojando-se num lugar só nosso

Onde ficam as lembranças, sorrisos

E memórias de quem vive a dor

Dor que nasce e se sente

E desmaia no coração 

Em momentos, que são vida

Na angustia de um hoje

Dum hoje que na Saudade

É para sempre

 

Fernando Ramos

25
Out17

679 - NOSSA ESTRADA

Fernando Ramos

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  • NOSSA ESTRADA
  •  
  • Caminhamos p’la estrada da vida
    Como um batedor de florestas e matas
    Se encontrarmos desvios só com ida
    Tudo poderá cair em cascatas
  • Se a caminhada, for de boa partida
    O berço foi de óptimo sucesso
    Então, o começo será de boa saída
    E na vida talvez não haja retrocesso
  •  
  • P’la estrada, iremos crescendo
    Diversos cruzamentos aparecerão
    Alguns atalhos se irãi conhecendo
    P’ra que nunca nos falte o pão
  • A estrada da vida é bem cumprida
    Bem ou mal, a vamos fazendo
    Aparecerá uma companhia divertida
    Que connosco a irá percorrendo
  •  
  • Desse divertimento nascerá alguém
    Que se junta no nosso caminhar
    Ensinaremos tudo, mais o bem
    Que mais tarde, decerto irá precisar
  • Na longa viagem, nada vamos temendo
    Passamos montes e mares até ao areal
    Com ires e voltares, vamos vivendo 
    Dentro dos princípios da boa moral

    E já vergados p’las primaveras da vida
    Depressa nos aproximamos da meta final
    Logo percebemos, que vamos de partida
    E prontos, p’ra iniciar a estrada celestial
  •  
  • De: Fernando Ramos
24
Out17

678 - TUA VOZ DE MAGIA

Fernando Ramos

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  • TUA VOZ DE MAGIA
  •  
  • Ouço tua voz plena de magia
    Acompanhada p’la velha guitarra
    Tocando p’ra ti com cortesia 
    Ás noites de fados vividas com garra
  •  
  • É de enorme gozo fiel e cristalino
  • Ouvir-te nos fados cheios de vida
    Fazes-me sonhar, um tango Argentino
    Bailando a voz em minh’alma bebida
  •  
  • Ela, é um beijo de sabor a morango 
    Deixando meus lábios desvairados 
    Que se perdem no sonho desse tango
    Fazendo-o dançar em passos trocados
  •  
  • Essa voz, saída das entranhas da carne
    Vem cheia de festa p’ra minha alma
    Eu a ouço, e  espero por um alarme 
    Do teu amor p´ra minha poesia calma
  •  
  • E as guitarras soam felizes trinados
    E te vão seguindo no doce cantar
    Em fados de amor, e de alguns pecados
    Cometidos por nós, no leito de amar
  •  
  • Ali a paixão é como sol nas águas
    Que nos aquece e faz entontecer
    Tua voz diz-me livre de mágoas
    Que p’ra mim vai cantar, até morrer
  •  
  • De: Fernando Ramos

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