Minha Poesia

11
Fev 17

   

 

LEMBRANÇAS E DESESPERO

 

Foi embora o Outono,
e não me deixa saudades
Suas noites são frias,
melancólicas, e silenciosas
E junto à lareira, no calor 
de sua fornalha, adormeço 
preso a um livro de acção,
por vezes tão sombrio 
como a noite

As noites de Outono 
não me trazem boas memórias
Foi numa delas, que perdi aquela 
que era o meu doce viver 
Agora, me resta apenas um livro, 
e a brasa da minha lareira, 
que não aquece meu coração 
cheio de cicatrizes

 

Por vezes sussurro a Deus,
zangado por sua insensibilidade
que trouxe esta solidão,
que me leva, à absoluta dor
“És tão cruel meu Deus"
porque não me levas
para junto de quem me trazia
a quentura da alma”

Aqui estou só, nestas noites frias 
onde rasgo lembranças de desespero 
num grito alvoraçado,
que vai em busca da louca paixão
Que se encontra no seu 
porto seguro da eternidade, 
e me deixa aqui a morrer 
de perene saudade

 

Vivo no sonho de encontrar
a luz para ir no seu caminho 
Meu amor partiu, 
e deixou a perplexidade
no fundo de mim, 
como uma dança oculta,
que é constante na minha vida
Dela apenas desejo um abraço
outra vez, puro Indivisível 
como a flor
É a minha paixão
de manifesta, lucidez

 

de: fernando ramos

 

publicado por Fernando Ramos às 19:17

 

 MULHER, A NINFA ADORADA

 

A mais bela mulher
É a brasa da nossa chama
Não é de um qualquer
Mas de quem seu coração ama

  

Tem charme, graça, determinação
Como um poema de deslumbrar
Ao amor, entrega-se em sedução
Pró seu homem, a bem amar

 

Ela encanta-o, que tanto fascina
Levando-o ao louco prazer
É a divina que Deus ilumina
P’ra fazer outra vida acontecer

 

Ela é como um violino maroto 
Que faz bailar a fantasia
Entrega-se ao companheiro devoto
Em completa ternura e alegria

 

É a bela ninfa adorada
De tantos que a querem em união
Deus, a esculpiu com mão de fada
Sendo a sua mais perfeita criação

 

De: fernando ramos

 

publicado por Fernando Ramos às 16:25

  

 

VAI À LUTA

 

Ouve, fala-me de ti
Porque te escondes num manto
Tua vida é uma fuga sem fim
Que me causa algum espanto

 

Só tens de prestar contas a Deus
Pouco importa, o que te vão cobrar
Não fujas de pecados teus
Só a ele, os terás de confessar

 

E se o súbito inesperado te acontece
Quando os dramas te passem à frente
Sofres, porque um amor te entristece
E seu coração, o teu não consente

 

Não corras por um mau sonho
Mais tarde irás sofrer
Espera, o amor não é enfadonho
Contigo um dia, ele irá ter

 

Sei que a vida, é o teu lamento
E contigo não tem sido generosa
Mas aparece sempre um momento
Que te deixará de ser caprichosa

 

Não procures fantasmas negros
Eles não te perseguem, nem de perto
Guarda num baú teus maus segredos
E vai à luta, de peito aberto

 

De: fernando ramos

 

publicado por Fernando Ramos às 12:31

 

 

MINHA GUITARRA

 

Meus dedos percorrem a guitarra
Que chora um fado tristonho
Ao momento, o fadista se agarra
Com dor, que p´ra ele é medonho

 

Ele canta este difícil lamento
Em sua voz rouca, e segura
No poema deixa seu alento
Roubado da alma, de vida dura

 

A guitarra vai no timbrezinho
Com outras violas, e violas baixo
Tocam a traição, que mora pertinho
Deixando o fadista muito embaixo

 

E no magico ambiente castiço
Minha guitarra chora baixinho
O fadista me agradece sem feitiço
Por tocar o fado tão choradinho

 

De: fernando ramos

 

publicado por Fernando Ramos às 09:57

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