Minha Poesia

10
Fev 17

  

 

 

OLHA PARA MIM

 

Ela não me viu,
ao passar por aqui
Esperei horas por ela
e nem sequer deu por mim
Tenho uma breve ilusão,
que me vai amar sem fim
Quero seu coração,
mas ela, não quer saber de mim

 

Para ela toco meu saxo
Na viela da cidade, que fica por aí
Esperando sua atenção despertar
Mas ela nem olha para mim
E são dias de paixão,
Onde vou sofrendo, por aqui e por ali,
Até me embebedando de amor
Mas ela não pensa em mim

 

Ainda me resta a leve esperança
Que parece uma bizarraria, sim
Que no meu frenesi silenciado
Se aproxime até aqui, e eu
Com o meu saxo de nota só
Na viela, toco uma melodia para si 
Vivendo no belo sonho que apenas, 
mas só apenas, ela olhe para mim

de: fernando ramos

 

publicado por Fernando Ramos às 23:14

 

 

 

É PRECISO

 

É preciso não ter medo
É preciso dizer não
À exploração que começa cedo
E a quem mata nosso irmão

 

É preciso lutar
É preciso estar atento
A quem nos quer matar
E nos tira o sustento

 

É preciso desconfiar
É preciso não acreditar
Dos que nos andam a maltratar
E de quem nos quer enganar

 

É preciso um mundo melhor

É preciso acabar a guerra
Para quem vive na dor
E da fome, sua vida encerra

 

É preciso amar a vida
É preciso ser solidário
P´ra tantos, o puder castiga
E é só simples operário

 

É preciso dar amor
É preciso ter esperança
P´ra quem vive no horror
E não tem o sorriso da criança

 

De: fernando ramos

 

publicado por Fernando Ramos às 12:55

 

 

TEJO DA SAUDADE

 

Meu Tejo, lindo e precioso
Rio de alegria e felicidade
Nas margens, um povo receoso
Há anos, lutava por liberdade

 

És dos Botes, e das Fragatas 
Do Varino, da Falua, e da Canoa
Das correntes, e das marés fartas
Que por amor abraçam Lisboa

 

Tens nas águas os Cacilheiros
Que se esgueiram p’la maré
Trazem trabalhadores guerreiros 
Desembarcando no Cais Sodré

 

Tejo do pescador matreiro
E do nosso Navegador herói
Percorres o horizonte costeiro
Ali, onde o futuro se constrói

 

Oh rio, das boas lusas gentes
Que amam a sua Cidade
Tuas águas levaram valentes 
Desaguando em fraternidade

 

Meu Rio Tejo da Saudade
Caravelas tu viste partir
Com marinheiros de liberdade
P’ra um mundo melhor, descobrir

 

De: fernando ramos

 

publicado por Fernando Ramos às 10:14

Fevereiro 2017
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3
4

5
6
7
8
9

16

19
20
21
23



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

subscrever feeds
mais sobre mim
pesquisar
 
blogs SAPO