Minha Poesia

08
Fev 17

 

 

 

ADVINHAR O AMOR

 

Quase sempre se advinha o amor
P’lo sorriso, ou pelo afagar dum olhar
São momentos de enorme esplendor
Deles, nos queremos regalar

 

Então, sentimos o coração 
Serpenteando apressadamente 
Num bom caminho de sofreguidão
Fazendo-nos amar estupidamente

 

Nossos sentidos vão perceber
Que em nossa alma ficou tatuada
Um sorriso, que nunca vamos esquecer

 

Ele, nos ligará em exuberância 
Numa bela longa vida amada
Como lindas pétalas em abundância

 

De: fernando ramos

 

publicado por Fernando Ramos às 19:24

 

 

SAUDADE DA PARTIDA

 

Saudade, palavra triste e exótica
A sinto com emoção e beleza
Recorda minha vida caótica
De um tempo tido, em dureza

 

A saudade fica gravada na vida
Quando a despedida chega
De alguém que foi de partida
Que meu coração aconchega

 

Saudade, foi o que restou
Depois dessa partida precoce
Minha tristeza ai começou
Meu peito, dela tomou posse

 

A saudade irá num cavalo a galope
Para as belas pradarias sem fim
Só lhe desejo boa sorte
Se ela não voltar p´ra mim
 

E a saudade, irá acabar
E minha nostalgia também
Porque quem partiu vai voltar 
E meu coração ficará bem

 

De: fernando ramos

 

publicado por Fernando Ramos às 16:11

 

 

PESCA DA TAINHA

 

O pescador vai na sua arte à tainha
Lançando a linha na onda de vai e vem
No horizonte alguém se presta à Sardinha
Naquele mar aberto em que se está bem

 

No brando balouçar de seu barco
Entretem-se na sua artesanal pesca
A tainha é o seu fiel prato
Que à mesa, a quer sempre fresca

 

E vem nuvens celestiais de água
Para esse mar de parco peixe
No pescador aparece uma mágoa
Indo embora, e ali, sua arte deixe

 

Caem bátegas de chuva num barco
Que no horizonte pesca a sardinha
A faina por ali, não tem sido farto
E o pescador já não leva a tainha

 

E por lá, ficou sua pesca por fazer
Deixando a tainha e outros peixes mais 
Novo chamamento do mar irá ter 
Observando agora, a outra faina, do cais

 

De: fernando Ramos

 

publicado por Fernando Ramos às 12:30

  

 

 

 

 

FADISTA APAIXONADA

 

Arrasta a voz com tanta emoção
Nas difíceis palavras de desamor
Bem choradas no silêncio do coração
Tão cruas, vestidas em rigor

 

Sua rouquidão atravessa a madrugada
E nos ombros ajeita o xaile de cetim 
Uma mágoa, p’ra ela vai destinada
Num fado, de memórias sem fim

 

E no absoluto silêncio de cumplicidade
Escuta-se a fadista que rói a saudade 
Seu fado murmura a verdade
Da separação ocorrida na cidade 

 

Naquela tasca, ouvem seu grito
Sumindo na voz de infelicidade
Na mesa, alguém se sente aflito
P’lo sentimento de tanta intensidade

 

Ela canta, e sua tristeza engrandece
E a guitarra sofrida a quer acarinhar
Buscando amor, p’ra quem tanto padece
De paixão, que no peito se foi desalojar

 

Suas lágrimas, são pétalas de flores
Caindo p´lo rosto apaixonado
Perdeu um amor de mil sabores
Vacilando o coração tão despedaçado

 

E no poema cantado em esplendor
Correa a branda nostalgia do momento
Por ter perdido o seu grande amor
Canta a vida, do seu sofrimento

 

De: fernando ramos

 

 

publicado por Fernando Ramos às 10:11

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