Minha Poesia

02
Fev 17

 

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UM NÃO PURO

 

Uma nuvem de pó negro,

cobre os raios solares da tarde

que entra por uma janela da cadeia 

E junto dela amarram 

quem não é cobarde    

É alguém que lá vive com a esperança,

a sua única réstia de liberdade

Que a persegue, e não se cansa,

porque a procura de vontade

 

Quem o prende, são os abutres do terror

Jogam sua vida num inferno profundo

obrigando-o a um refugiou de pavor,

com medo que ele fale ao mundo

Está sitiado na sua cidade,

não sai porque lhe espera a morte

Talvez a sua chave de liberdade

e por tudo que sofre, a sua sorte

 

É indesejado porque diz sua razão,

que não é a do poder instituído

Que lhe rouba, prende e maltrata sem a noção,

de ser a sina dos insatisfeitos de orgulho ferido

Diz que é preciso dizer não, um não puro

ao analfabetismo, à miséria e à justiça perdida

Eles o torturam, e o rodeiam com um muro,

que lhe ocultam o sol, o amor, 

a solidariedade, e a vida

 

São os esbirros que nada constroem,

nem o saber, a cultura, ou uma cena de teatro, 

São os odiosos que tudo destroem,

só merecem desprezo e pena

E nesta prisão sem lei constituída,

padece um lutador de estigmas impostos

Que ama a vida, e quer a pátria renascida 

Pró povo que à luta, estão dispostos

 

de: fernando ramos

publicado por Fernando Ramos às 12:21

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