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FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

28
Fev17

550 - PORTUGAL À BOLINA

Fernando Ramos

  

 

PORTUGAL À BOLINA

 

Para onde vais Portugal,
Andas ao sabor da bolina
O Zé povo, por aí vive mal
Bebendo lágrimas em surdina

 

Partiste com Santos nas Caravelas
E destes grandes lições ao mundo
Agora os escondes nas Capelas
Rezando p’ro país, não ir ao fundo

 

Ai Portugal, Portugal
A vida aqui está preta
O povo não acha normal
Seus impostos irem p’la valeta

 

Alguém deles se aproveita
E não é o povo, que pouco tem
À sua sina, mal se ajeita
De pagar tudo, com o parco vintém

 

Vê lá bem meu Portugal
O que andas a fazer
Tens um povo sem igual
Que pobremente anda a viver

 

Faz caça aos corruptos

Que o país andam a envergonhar
Distribuem-se por aí em grupos
P´ra impunemente nos roubar

 

 

Vamos lá p´ra frente Portugal

Correr com Politicos que nos enganou

Tu tens uma história sem igual

E um povo que sempre acreditou

 

De: Fernando Ramos

 

27
Fev17

549 - ÁRVORES MALTRATADAS

Fernando Ramos

  

 

ARVORES MALTRATADAS

 

As arvores não tem alma
Nas estradas, num jardim ou num trilho
À sua sombra de tarde calma
Alguém as trata como um filho

Será mãe, ou será pai
Que a beija sem cobardia
Mas a árvore não dá um ai
Apenas sombra e simpatia

Alguém de rosto feio
Ousa, a retalhar sem paixão
Quem a rega, e de permeio
Não deixa de lhe dar um sermão

 

Pró ambiente é a crueldade
E todos os anos é assim
Pisam-na sem dó nem piedade
E sua bondade p´ra nós é sem fim

As árvores não são p´ra maltratarem
Mas sim dar-lhes carinho e amor
É que, apesar de não falarem
Também morrem tristes de dor

 

 

De: Fernando Ramos

 

 

26
Fev17

548 - LISBOA E OS PREGOEIROS

Fernando Ramos

    

 

LISBOA E OS PREGOEIROS

 

Ao fim da noite fria
Aparece o sol p’la aurora
Banhando Lisboa de alegria
P´ra se ouvir pregões dessa hora

 

Brilhavam tantos corações,
Ao se apregoar a linda Sardinha
Mais, da Fava Rica das ilusões
E do grito, “Olha a Baunilha”

 

Na Lisboa de outra era
Também havia o Funileiro
A Língua da Sogra, que não era fera
E a sorte grande do Cauteleiro

 

Não faltavam sonhos, nem fantasia
Aos bonitos pregões dos Alfacinhas
Era a Mouraria em perfeita magia
Cantada em fados, nas Tasquinhas

 

Lá estava o Ferro Velho, cantor
Mais o da Palha Barata
O Queijo Saloio, e o Amolador
Dessa Lisboa pouco farta

 

Não faltava petiscos p´ra bem comer    
E apregoava-se Bolinhas de Berlim,
Tantas iguarias p’ra Vender
Como o Carapau do mar sem fim    

 

E o Azeiteiro vinha de burro
Apregoar Azeite, e petróleo 
Vendia luz num sussurro
Com mãos bezuntadas de óleo

 

Também se ouvia na voz rouca
“Quem quer figos, quem quer almoçar
Ó figuinho da capa rota”
E como era bonito, o povo trautear

 

E as senhoras lá das ruas,
Curvavam-se todas ás janelas
Olhavam no Tejo as faluas,
Quem as via, gostava delas

 

Era assim Lisboa de outras épocas
Na sua limitada liberdade
Pregoeiros, eram de horas certas
Hoje não existem, ficou a saudade

 

Esta bela música Lisboa perdeu
E quase se foi a rica tradição
O povo sem ela emudeceu
Vivendo órfão do bonito pregão

 

De: Fernando Ramos

 

26
Fev17

547 - MAR DA CAPARICA

Fernando Ramos

  

 

 

MAR DA CAPARICA

 

Caminha-se nos areais da Caparica
Debaixo de um sol abrasador
É bem forte, e até pica
A pele macia de bela cor

 

À beira do mar se espera
Boa onda que vai molhar
Vem fria, mas quem nos dera
Que a nosso corpo nunca vá faltar

 

E p´la finíssima areia cor de ouro
O mar desliza vagarosamente
Sua limpidez é o nosso tesouro
Que estimaremos eternamente

 

E o sol quente de um dia de verão
Faz do mar da Costa um paraíso
Muitos se banham com a ilusão
Que bem conserva-lo é preciso

 

Oh Costa, beleza de Cristo
Bem ás portas de Lisboa
Em tuas águas eu me visto
Salpicado por tua areia boa

 

De: Fernando Ramos

 

25
Fev17

546 - O MEU SONHO

Fernando Ramos

 

 

O MEU SONHO

 

Meu sonho, é pedaço do céu
Que guardo no coração
É tão lindo, e é só meu
E com ele vivo na ilusão

 

Quem vai dizer ao coração
Que é apenas uma tontaria
Se o perco, perco a razão
Só a tristeza me restaria

 

Ele, é o meu grande rio,
Que vai correndo p’ro mar
E me surgiu num dia frio

 

Esse sonho que aconteceu 
Nele, vi uma linda mulher de amar
E por ela, meu coração embeveceu

 

de: Fernando Ramos

 

25
Fev17

545 - ATITUDE

Fernando Ramos

 

 

ATITUDE

 

Vou tomar uma atitude,
Como decisão consensual
Dizemos nós na juventude
Quando, a algo reagimos mal

Mas depois mais crescidinhos
Já não pensamos assim
Elas se tomam aos bocadinhos
Porque senão, não teriam fim

 

E ao dizermos isto
Nossa vida queremos mudar
Estamos cansados, está visto
O destino tentamos modificar

 

Atitudes todos tomamos
E algumas sem razão
Das dos outros, até falamos
Mas das nossas é que não

Não daremos o braço a torcer
Se ela tiver um mau final
Ficaremos sempre a perder
Por tomada atitude tal

 

De: fernando ramos

 

24
Fev17

544 - AMORES PERFEITOS

Fernando Ramos

 

 

AMORES PERFEITOS

 

Lentamente vou caminhando
pela rua de todos os meus segredos
Segredos guardados em cada pedra
da calçada que formam a história de vida
de muitos como eu,

que ali depositam todos os dissabores,
ou momentos mágicos que eles
também lhes oferece


Serpenteando, calcorreio meio ébrio
a pedra agreste deste meu chão sagrado,
apesar de ser tão agreste e frio
como esta noite,
onde a brisa rasgada pelo vento
gélido e sem dó, se entrega a meu
pobre rosto, velho e cansado

 

Mais uma fim de tarde 
passada próximo de companheiros,
que como eu,

estupidamente se entregam a beber,
como acontece quase todos os dias
Juntos tentamos embebedar nossas mágoas
de vida difícil , só as suportando

com o agridoce do néctar de Baco,

que nos vai ajudando na luta que travamos

na fábrica onde trabalhamos,
junto de um patrão insensível e sem coração, 
que não percebe ou não quer perceber
as nossas más vivências e desgostos

 

Lucrando ele um bom dinheiro,
e pagando-nos com míseros cobres
que mal chegam para manter a família,
que dado à pobreza existente,

se vai desagregando pouco a pouco,

onde uns numa ânsia infinita de seguir

seus sonhos que lhes trazem fartura,
esquecendo-se que a vida passa num instante,
e esse instante é muito pouco tempo para sonhar,
não se sabendo bem p´ra onde 
seus sonhos os quer levar
Se calhar, não à riqueza desejada, mas sim ao fel,
que ele, sem nós esperarmos o oferece

 

Em casa, minha mulher espera,
como acontece todas as noites
Ela tem sido o meu farol, e o meu livro aberto,
que noite após noite vê entrar as amarguras,
por nossa porta a dentro
Ela, é o meu destino sobrevivente,

e a minha felicidade, que com dedicação e carinho,

me faz sentir bem,
oferecendo um brilhozinho maroto a meu olhar.

Pacientemente ela, vai assistindo à minha má vontade
p’ra com este mundo, tão avaro
de presas fáceis como eu, dizendo-me
que apesar dos largos anos de vivência comum
ainda me quer, e ainda sente a chama,
aquela chama que a faz aguardar impacientemente
por mim todas as noites
Fazendo com que nosso amor continue fervilhando
em alguma magia
Sussurrando-lhe eu, que por ela meus sentimentos
tem tantos meandros como os rios,
só é preciso é o seu coração segui-los
E que numa das margens,

estarei sempre à sua espera
com um lindo ramo de flores azuis, 
de amores perfeitos

 

de: fernando ramos

 

22
Fev17

543 - POEMA PARA UMA MÃE

Fernando Ramos

 

 

POEMA PARA UMA MÃE

 

Seu soldadinho foi embora
Deixou no peito a dor que custa
Foi p’ra Guerra dum povo que chora
P’la Pomba Branca de causa justa

 

A mãe anseia tanta felicidade
Pró fim dessa guerra feia
Sofre triste e de saudade,
P´lo filho em guerra alheia

 

Seu coração anda partido
O tesouro da vida está fora
A Deus, apenas deixa um pedido
Traga o filho em paz, e agora

 

Das areias do medo vai voltar
Porque Deus assim o quer
De novo ele vai abraçar
O coração da pobre mulher

 

São os senhores da guerra
Que por dinheiro, a alimentam
Quer-se longa paz na terra
P’ra tantos, que dela se atormentam

 

As guerras, só trazem dor
Angústias, tristezas e desilusão
Uns vivem deste terror
Por falta de amor no coração

 

Será a mãe, mais abençoada
Se Deus deitar seu bom olhar
Naquela guerra infernizada
E fazer seu menino, de lá voltar

 

Num poema p’ra uma mãe
Andam tambores a rufar
Pianos tocam Mozartt, tão bem
P'lo final da guerra, que está tardar

 

De: Fernando Ramos

 

21
Fev17

1081 - VERSOS MEUS E DE DEUS

Fernando Ramos

 

1081.jpg

 

1081 - VERSOS MEUS E DE DEUS

 

Levo comigo o canto triste do adeus
E a gota da chuva das meias palavras

Que não nascem á sorte 

Ditas à luz do entardecer
Dum pensamento que surge

No meio dos odores dum jardim
Cheio de flores que aguardam p`la chegada

Das madrugadas frias e passageiras.

Onde apenas se ouve o silencio

Do vento que dança cheio de assombro

Talvez aguardando a Pimavera de Deus

Que teima em chegar 
Deixo meus pensamentos entregues a mim
E a meu corpo velho e cansado

E ao meu coração que sofre de saudade

Do bom tempo que tarda

Dizendo-me a razão

Que não entende esta ansiedade

Além das lágrimas caídas e deixadas

Nas agruras da vida

Indo muito além da poesia  

Carregada de versos meus e de Deus

 

de: Fernando Ramos

18
Fev17

542 - LETRAS QUE DANÇAM

Fernando Ramos

 

 

LETRAS QUE DANÇAM

 

Dançam fartas letras
Por minha pobre imaginação
São rápidas como cometas
Pousando num universo de razão

 

As vou colocando aos pedaços
Na folha branca, com minha pena
Sílabas não levam traços
Em estrofes que dão poema

 

E sua dança continua
Em belos sonetos de amor
Quadras e tercetos de alma nua
Dão rimas surgidas em rigor

 

A poesia vai crescendo
No papel branco da ilusão
Escrevo o amor que vai padecendo
De outro, que busca um coração

 

Meu poema está terminado
E outros mais farei nascer
Os editarei em algum lado
P’ra alguém um dia, os ler

 

De: fernando ramos

 

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