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FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

31
Out16

145 - AÇUCENAS DO TEU JARDIM

Fernando Ramos

AÇUCENAS DO TEU JARDIM

 

Ele é doido, desgraçado

e até apaixonado

Vive de ilusões

por teu corpo desejar

Ele até poderá ser um safado

que continua enamorado,

pelo que a vida lhe oferece

Ele é doido, 

porque cheira as açucenas 

do teu jardim,

e com vontade de lá viver

Ele ama a natureza 

com sentido de pobreza

e adora lhe tocar

Ele, é até infeliz! 

Mas essa, eu não acredito

porque quem cheira 

as açucenas do teu jardim, 

a natureza beija, 

teu corpo deseja,

e o destino engana

Portanto... Não é doido 

nem desgraçado, 

e engana o destino 

numa esperança perdida

Ele é simplesmente 

o eterno apaixonado por ti

p'la natureza, e pelas belas 

açucenas do teu jardim

 

de: fernando ramos

 

 
31
Out16

144 - O GUARDA

Fernando Ramos

O GUARDA

Sei bem quando estou a mais,
por isso saio
Mas fica tranquila,
que por ti zelarei sempre
mesmo quando pensas
que já não estou presente
Meu coração vai andar por aí,
a ti guardando à janela
do meu pensamento
derramando a lágrima mais triste
Na esperança de um dia
te poder guardar sempre
E dizer-te que não estás
só meu amor

 

de: Fernando Ramos

31
Out16

143 - À FLOR DA PELE

Fernando Ramos

 

À FLOR DA PELE


Venho pró quintal

da minha perdição 

mais uma vez cumprir um destino 

que me faz viver à flor da pele

Fumo meu cigarro

ouvindo o silencio da noite

olhando os arbustos que crescem 

desordenadamente 

em retorções de dor,

para me oferecerem raízes 

que irão nascer numa noite, 

talvez  de lua cheia, 

que chegará com a primavera

Sento-me num banco

e por detrás dos meus abrigos olhos

observo a solidão que me 

aconchega nesta noite mágica, 

onde vou viver mais 

uma vez em fuga

num patético manicómio

da minha invisivel máscara

Minha vida vai partida 

em pedaços incontáveis

Sou mulher de má vida,

que já não sente amor em mim,

e à noite recebo os clientes 

à porta do quintal de minha casa

Levando-os para meu quarto

onde os violo nas suas loucuras

de prazeres indefinidos 

E entre murmúrios 

soltam-se beijos perdidos 

e sem amor, 

mas no final, faço-os voltar sempre, 

e sempre ao meu recanto

Para mim resta seu pagamento, 

nada mais, e voltar para este quintal, 

fumar novo cigarro e esperar por outro

tão infeliz como eu, à sobra da noite

Sombra que faz parte de uma lista

de outras tantas, e tantas noites passadas 

deixando meu coração desesperado,

fazendo-me viver sempre, sempre

e sempre à flor da pele


de: Fernando Ramos


  

30
Out16

142 - PARTIDA PARA A GUERRA

Fernando Ramos

PARTIDA PARA A GUERRA


A guerra não tinha terminado

e pelo jovem soldado

seus camaradas de jornada

aguardam-no à porta de sua casa

Estão à espera!

Dizia o jovem combatente para sua mãe,

que naquela manhã de inverno escutava, 

o barulho da chuva que batia

copiosamente na janela

de sua velha casa

Tempos difíceis aqueles

Seu filho iria combater

numa guerra fratricida

A mãe sabia que muitos poucos 

tinham sobrevivido nos combates 

dos últimos dias

E com muita mágoa lhe disse

quase chorando:

Que zelaria por ele,

e estaria ali esperando para o embalar

como lhe fazia quando era criança

Ela continuava a fixar seu olhar 

nas vidraças, e pensando que era 

preferível fazer um pacto com o diabo

do que entregar seu filho 

aos senhores da guerra

E viu que lá fora o tempo continua 

invernoso como seu coração

Ela não faria pacto nenhum, 

porque ainda poderia residir

alguma esperança em seu intimo

O jovem despedindo-se,

lá partiu carregando seu fardo,

com os amigos de luta

Sua mãe ao dizer-lhe adeus

acabara de ter maus pressentimentos 

E na raiz do silencio

finalmente as lágrimas

soltaram-se como se fossem

as bátegas de água que lá fora

caíam sem parar

O tempo continuava tempestuoso,

como o coração da mãe


de: fernando ramos


30
Out16

141 - O FADO NAS CARAVELAS

Fernando Ramos

O FADO NAS CARAVELAS


Nas Caravelas quinhentistas

Já o fado era cantado

Lá, os poetas marinheiros escreviam

letras que deram vida ao fado


O amor que se tem por ele

muitos sabem que não é de agora

Já os nossos marinheiros o cantavam

nas Caravelas de outrora

Ali, os nossos heróis gostavam

de ouvir um bonito fado

Porque com ele nas Caravelas

não esqueciam Portugal amado


Naqueles mares nunca navegados

a saudade era a toda a hora

Cantava-se à desgarrada

para a tristeza ir embora 

Mas a tristeza não ia

e o fado continuavam a cantar

Para as puras donzelas amadas

que no Tejo sofriam de esperar


É na vida de solidão

que o fado ensina amar

Os marinheiros o cantavam 

até as Caravelas  aportar


de: fernando ramos

16.8.2005

30
Out16

140 - PERDIDO

Fernando Ramos

PERDIDO

 

Não sei para onde vou

nem domar os meus sentidos

só sei que este não

é o caminho

que te vai encontrar

Não sei porque aqui estou

mas sei que te vim procurar

e não encontro meio

de te falar


Não vou por outro atalho

ou outro trilho serpententear

porque este não

é o meu destino

Deus me guie

ao teu encontro

porque por aqui

ando perdido

 

Poderá ser uma tragédia

até mais que dramático

tenho de te encontrar,

esse é o meu sentido


Não sei para onde vou

mas sei que não é por aqui,

minha alma não te vê

nesta imensa escuridão


De: fernando ramos

17.8.2005

 

 


 

29
Out16

139 - TEMPO ESTRANHO

Fernando Ramos

TEMPO ESTRANHO


Tudo em nosso redor

quase sempre

tem uma explicação,

ou não será bem assim!

O tempo é muitas vezes estranho

Umas vezes está muito quente

outras muito frio

outras até assim, assim


Umas vezes muito nublado.

outras de céu aberto

Umas vezes os dias são tristes

Outras muito alegres

Outras vezes os dias

estão muito claros

até outros muito escuros

Outras vezes

está muito sol de manhã

outras chove torrencialmente

à tarde


Outras vezes as noites

parecem longas 

até outras não

ou não será assim?

Ninguém percebe agora o tempo,

tudo anda estranho

Até nós por vezes estamos

como ele, e então tudo desatina


de: fernando ramos

17.8.2005

 

29
Out16

138 - LÁBIOS DOCES

Fernando Ramos

LÁBIOS DOCES


Nascemos para amar, bem sei

dando beijos de muita ternura

Meu amor me encanta de mais,

Me ofertando momentos de loucura


Ela me cativa e seduz

com toda sua formosura

Seus beijos tão doces são

em minha boca uma doçura


Neles fico bem perdido

num clarão intenso de paixão

Quanto mais a beijo, mais quero

até que ela diga não


E meu amor nunca diz que não

e eu a continuo a beijar

Aquela mulher tão linda

por quem me fui apaixonar


Seus lábios são poemas

que escrevo ao entardecer

neles me perco de beijos

que me fazem enlouquecer


Óh Deus porque és tão generoso

por esta mulher me teres dado

Eu não sei quantas já tive

mas nenhuma assim me tinha beijado


Neste bem bom, eu quero estar

e nele toda a vida viver

por seus lábios serem tão doces

com ela fico até morrer 


Ao seu lado eu fico bem

beijando-a até mais não

Mais nenhuma quero amar

A ela entrego meu coração


de: fernando ramos

16.08.2005

 

29
Out16

137 - LISBOA DE SANTOS

Fernando Ramos

LISBOA DE SANTOS


Lisboa cidade Santa

alguns ela tem

Uns estão na igreja

outros em marchas também


Os Santos da Capital

andam por letras de canções

Eles se vão cantando por aí

outros percorrem procissões


Lisboa de Santo António

padroeiro da cidade

casamenteiro és tu

meu santo da liberdade


Os santos desta cidade

todos tem vida boa

Alguns polulam nas festas 

desta velha Lisboa


Há por aí em Lisboa

uns bonitos lugares

Grandes festas lá se fazem

nos Santos populares


Lisboa minha cidade

tens Santos de muita idade

Santo António em primeiro

p´las festas da cidade


de: fernando ramos

16.8.2005

 

28
Out16

136 - O CÉU DOS FADISTAS

Fernando Ramos

O CÉU DOS FADISTAS


Cantai, fadistas, cantai

que os Anjos vos vão ouvir

lá no céu para onde a gente vai

outros fados se vão pedir

Cantai, fadistas, cantai

que S.Pedro vai aplaudir   


Grandes fadista lá estão

desde o verão à primavera   

Comendo azeitonas e pão

ouvindo fados da Severa

E montado no seu alazão

está Deus à vossa espera


Fazem dos Anjos fadistas 

todos aqueles que lá estão

Eles são grandes artistas

com seus fados de sedução 

Até cantam fados bairristas

à desgarrada com S. João 


Cantai, fadistas, cantai

os fados de muito amar  

Óh povo, por eles chorai

que no céu se vai cantar

Cantai, fadistas, cantai

Porque Deus está a gostar


O Marceneiro canta tão bem

com a Hermínia acompanhar

Amália canta também

de fazer o povo chorar

Cantai, fadistas cantai

que todos vós, vamos recordar


de: fernando ramos 

15.08.2005 

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