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FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

30
Set16

48 - FUGIR DE MIM

Fernando Ramos

48 (1).jpg

 

  • 48 - FUGIR DE MIM
  • Sinto que a noite
    de mim está fugindo
    talvez, para que
    eu não ame
    quem meu ser deseja 

    Este amor tem sido
    o companheiro na minha
    imensa escuridão
    e não deixa que a solidão
    tome conta de mim
  • Amanhã pela aurora 
    o sol vai aparecer
    na crista de uma onda
    de mares procurados
    E nela virá amores desavindos
    que se encontram perdidos
    nas noites que outrora fugiram
    mas que se vão encontrando
    num tempo não distante
  • E no sol sentirei seu calor
    que fará que eu não deixe
    de me entregar ao meu amor
    que é a musa das noites
    que agora me querem deixar 


  • de: fernando ramos

30
Set16

1057 - PROCURO A PAZ

Fernando Ramos

 

1057.jpg

 

1057 - PROCURO A PAZ

 

Procuro a Paz para puder sorrir

Preciso dela p´ra saber amar

Se não a encontrar sei que vou partir

P´ra outro destino, p´ra outro lugar

 

Vivo num silencio tão triste

Mas já sorri de felicidade

E recordo esse sorriso

Na dor da minha saudade

 

P´lo meu rosto marcado

Corre meu olhar triste

Parecendo um condenado

Que à incerteza da Paz resiste

 

E meus olhos não querem ver ninguém

Apenas querem a Paz da noite calma

Porque meu cansaço não vai mais além

Dentro da tristeza que me doi na alma

 

Procuro a Paz para puder sorrir

Preciso dela p´ra saber amar

Se não a encontrar sei que vou partir

P´ra outro destino, p´ra outro lugar

 

de; Fernando Ramos

 

 

 

30
Set16

47 - MEU ROSTO VELHO

Fernando Ramos

47 (1).jpg

 


MEU ROSTO VELHO

Desculpem meu rosto velho
Que se arrasta no tempo
Fazendo esboçar a revolta
P’la falta de compreensão
Dos invernos passados
Por todos os rostos enrugados
Desculpem meu rosto velho
E o que vai na alma, de quem
Ofereceu muito aos outros
E como retribuição recebeu
A solidão desesperante nas noites
Que teimam em não chegar ao fim

Desculpem meu rosto velho
E da falta de esperança
Num bom amanhã, que nunca teve
Porque se foi escapando entre
Dedos das mãos, a quem a vida
Não perdoa pelo tempo gasto

Desculpem meu rosto velho
E o de todos os outros
Que se encontram abandonados
À sua triste sorte
Nas solitárias rugas da vida
Que o tempo não perdoou

Desculpem meu rosto velho
Como um dia alguém terá
De desculpar o vosso rosto
E pela falta do vosso amanhã
Em que sofrerão a mesma solidão
Que só vos deixará no vosso fim

DE: FERNANDO RAMOS

 
30
Set16

46 - CARTAS DE AMOR

Fernando Ramos

46 (1).jpg

 

 
46 - CARTAS DE AMOR
 
Cartas de amor escritas
com tanta paixão
são cartas que chegam 
ao destinatário que reside
em teu coração
Cartas de amor
são espelhos do 
teu rosto vagueando
intensamente 
em meus pensamentos
Cartas de amor simples
e belas são aquelas
que levam beijos, 
que zelam por ti
a todo momento
Cartas de amor,
são beijos de partida
que veem de ti,
nunca beijos de chegada
que residem em mim
Cartas de amor 
escritas com alma
são verdadeiras sem
cor, sem credo
e sem Raça

Cartas de amor
nunca deveriam 
ser fechadas sem 
primeiro serem beijadas
com muito ardor
 

de: fernando ramos

29
Set16

45 - DUVIDAS

Fernando Ramos

 

45.jpg

 

DUVIDAS

 

Um dia,
alguém irá dizer
que existe paixão
Em actos de afectos
dados com coração,
Sim
Será que alguém,
um dia dirá que não
existe magia numa relação
Duvido
Porque se o amor existe
Existe uma razão!
de: fernando ramos
06.07.2005
 
29
Set16

44 - A MANTILHA PRETA ESPANHOLA

Fernando Ramos

44 (1).jpg

 

 44 - A MANTILHA PRETA ESPANHOLA

 

Gosto de te ver
mulher graciosa e esbelta
com a tua mantilha
Cobrindo o rosto de olhares
indiscretos, como dando
sinal que outro amor
te pertence
Mesmo assim gosto de te ver
ao passares por mim
Não sei compreender
por que isso acontece
será por alguma magia
que possui a tua mantilha
Sei que teu coração tem dono
e não tenho ilusões
de alguma traição possas cometer
Mas resta-me a esperança
de alguma vez já não usares
a tua mantilha preta Espanhola
para que teus lábios
eu possa olhar
E um dia quem sabe
sentir quanto doces
eles são
Gosto de te ver
quando passas por mim
 

fernando ramos

29
Set16

1056- - MOMENTOS SERENOS

Fernando Ramos

1056.jpg

 

1056 - MOMENTOS SERENOS

 

Meu amor, meu amor como esquecer
Aqueles nossos dias cinzentos
Se foram eles que nos fizeram merecer
O sol dos felizes e ternos momentos

 

Como esquecer algumas derrotas
Que a vida também nos presenteou
Hoje são vitórias que nos dão risotas
Porque no amor a gente sempre acreditou

 

Como esquecer tantos, e tantos erros
Comentados entre lagrimas e abraços
Deram-nos lições e alguns segredos
Aproveitados em íntimos pedaços

 

Como esquecer a triste solidão
Que por ocasiões a vida nos brindou
Percebemos aí a mensagem do coração
Que nos palpitava p´la bela união que criou

 

Como esquecer fugazes chamas de tristeza
Que estiveram presentes no dia, a dia
Tudo isso guardamos num baú como riqueza
E não fracassos de música de má melodia

 

Como esquecer meu amor, meu amor
Tais momentos grandes e pequenos
São as histórias vividas no ardor
Dos tempos rebeldes e serenos

 

De: Fernando Ramos
 

29
Set16

43 - AMIZADE PERTURBANTE

Fernando Ramos

43 (1) (1).jpg

 

 

  • 43 - AMIZADE PERTURBANTE
  • Ela mais uma vez não está,
    já todos sabiam
    Mas volta, volta sempre,
    dizem amigos de ocasião
    que gostam dela,
    e do seu jeito intimista
    Ela não os desilude
    quando está presente
    Sua sensualidade é perturbante
    de mais para seus dois amigos,
    que angustiados olham
    para tanta beleza de seu corpo,
    cuja as formas os faz sonhar
    Os dois a amam,
    mas ela é como as aves,
    sem poiso que seguem
    por vezes seu caminho
    para os mares do sul,
    e só voltam quando o vento
    muda de direcção
    E de vez enquando,
    o vento muda,
    e seus amigos tem esperança,
    mas ela depois volta sempre
    para lá com as aves,
    nunca fica
    Tornando esta amizade
    cada vez mais perturbadora
     
  • fernando ramos

28
Set16

42 - REVIVER O PASSADO

Fernando Ramos

 

42 (1).jpg

 

42 - REVIVER O PASSADO
 
Recordar minha vida
É quase como voltar ao tempo 
Do preto e branco
Não que ela não tenha
Algumas cores
Mas também não a troco
Por outra, por muito
mais colorida possa ficar
E nem por mais um dia de ilusão
Só de me lembrar
De quando era menino,
E minha mãe me encostava
A seu peito, e eu baixinho
Dizia de como gostava dela
Dá uma grande saudade
Pedir para ela voltar
Impossível é, e eu sei que é 
Mas se o regresso acontecer
Para minha mãe aqui vou estar
Oferecendo-lhe flores de todas 
As cores, donde brotam infinitos
Odores de amor de suas pétalas
E eu, pedindo novamente 
O colo que perdi
Esperando que ela
Nos meus ouvidos, sussurrando 
Me dê conselhos de mãe
Que tanta falta me estão fazendo
Reviver o passado
Torna-se penoso
Porque o passado não volta
E minha mãe
Jamais aqui vai estar
Oxalá eu ande enganado
 

fernando ramos

28
Set16

1055 - GENTES RENDIDAS AO BELO E AO AMOR

Fernando Ramos

 

1055.jpg

 

GENTES RENDIDAS AO BELO E AO AMOR

 

A corda da guitarra chora
Lágrimas tiradas na dor
Atreve-se o coração na hora
Oferecendo o palpitar de amor

 

E o poeta p’ra guitarras compõe
Poemas de seu belo prazer
Elas trinam melodias que expõem
Fadistas suas poesias dizer

 

E no canto da garganta afinada
Corre fado soberbo e encantador
É de letras de vida realizada
Em pingos de puro candor

 

E o guitarrista muito se atreve
A dedilhar na gostosa emoção
Vai-lhe o grito no caminho breve
Na garupa dum cavalo alazão

 

O poeta que seu poema escreve
P’ra fadistas exaltarem a vida
Com guitarras que a arte serve
Numa paixão soberba e desmedida

 

E no acto artístico de total esplendor
Nasce nova primavera de dons
P'ra gentes rendidas ao belo e ao amor
P’lo fado, o escrever e novos sons

 

De: Fernando Ramos

 

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