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931 - MINHAS MANAS FAZEM ANOS

por Fernando Ramos, em 31.07.16

931.jpg

 

MINHAS MANAS FAZEM ANOS

 

MANAS, fazem anos

É uma bênção do céu

E logo as duas ao mesmo tempo

Foi um acto generoso

Que Deus deu a nossos pais

E hoje mais um aniversário vosso

Que seja passado com muita saúde

Na companhia de quem mais amam

Do vosso mano, e manos

Beijos de Felicidades

 

Para minhas irmãs

Paula e sofia

12.11.2013

 

De; Fernando Ramos

 

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publicado às 22:12


930 - ABISMO INFINITO

por Fernando Ramos, em 31.07.16

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ABISMO INFINITO

 

Procuro o abismo infinito

Onde possa largar a raiva

E o pesadelo da tristeza

Da dor e da escuridão

Nele busco um futuro bonito

Não sabendo se a mim chegará

 

E no abismo infinito que busco

Quero encontrar um abraço fraterno

Ou um sonho do desejo que procuro

E nesta baderna de vontades

Sinto a loucura a fugir

Num colapso de sentidos

Persentindo que não tem mais jeito

Se não cair maldito abismo infinito

 

Ganhando talvez a liberdade

E a ansia de voltar a ser feliz

Feliz com nunca estive antes

Chamando sorrateiramente a claridade 

P´ra encher de cor e animação

Meu mundo escuro

 

de; Fernando Ramos

 

 

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929 - PECADO É TENTAÇÃO

por Fernando Ramos, em 31.07.16

 

929 (1).jpg

 

PECADO É TENTAÇÃO

 

Passamos tempos malvados

Cuja a moral na vida fez pausa
Seguem-se destinos errados
Numa rebeldia sem causa


Julga-se que o fácil é um ganho
Esquecendo-se que o pecado é tentação
Desprezam a vida, e falta trabalho

E alguns roubam a quem ganha pão

Outros sem pensar agem por diversão, 
Outros ainda por pura necessidade
Grita-se que a lei abandonou a razão  
Desconfia-se que terminou a Liberdade

Pobres aqueles seres de espírito mau
Muitos ricos de orgulho e vaidade
São filhos gerados pelo mal

Ou pobres vítimas da sociedade

 

De Fernando Ramos

7.10.2013

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publicado às 16:35


928 - AMOR DE CRISTO

por Fernando Ramos, em 31.07.16
  • 928 fr.jpg



  • AMOR DE CRISTO
  •  
  • Percorro ruas de vários locais
  • Vendo gentes do meu País
  • Vejo diferenças abismais
  • E ainda mais do que não quis
  •  
  • E entre multidões desiguais
  • Vejo sombras de várias cidades
  • Parecendo fantasmas ancestrais
  • Em rostos sem esperança e sem idades
  •  
  • Vejo idosos abandonados
  • E crianças com alguma graça
  • Alguns jovens  afortunados
  • Mas mais, de futuros desgraçados
  •  
  • Este é hoje meu País de tantos ais
  • Dos grandes heróis de muita história
  • E na tristeza amargurada, vejo de mais
  • Pessoas deambulando sem glória
  •  
  • Palmilhando cada esquina, cada espaço
  • Vejo desempregados tristes por aí
  • Buscando sorrisos ou um abraço
  • E o que encontram é desespero sem fim
  •  
  • P´ra quem caminha à deriva
  • Infelizes, sem esperança e cansados
  • Resta o amor de Cristo na sua vida
  • Que em seu coração os tem abrigados
  •  
  • De:_ Fernando Ramos
  •  

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publicado às 12:42


927 - VIDA MENTIROSA

por Fernando Ramos, em 31.07.16

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VIDA MENTIROSA

 

Vive-se numa sociedade

Falsa e do parecer bem

Sufocando um futuro

Querendo o que não se pode ter

Havendo alguns comprando

O que não precisam

Com dinheiro que não se tem

Correndo a um consumismo 

Só p´ra impressionar e se mostrar

O que na realidade não se é

Esta é a vida mentirosa dos tolos

Que por caminhos tortuosos

Tantos teimam viver

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 10:15


926 - ANSEIO UM ABRAÇO

por Fernando Ramos, em 30.07.16

 

926.jpg

 

ANSEIO UM ABRAÇO

 Dentro da cadeia de minha vida

Entre grades e paredes escuras

Apenas anseio um abraço

P´ra abraçar a dor da solidão

Nas minhas noites sombrias

 

Nelas sinto tristeza e mágoa

Com o medo escondido

Nas curvas da saudade

Que me desassossega e assalta

Que me arde, e faz doer

Dentro das grades de minha vida

 

E eu carente de amor

E do respeito que perdi

Resta-me apenas

Os donos do mundo

Incapazes de amarem

Dentro das artérias por onde

circula o quente sangue

Da liberdade dum forte abraço

E entre ferozes sentimentos

De nostalgia que me rodeiam

Aguardo minha hora

Bem dentro

Da cadeia de minha vida

 

De Fernando Ramos

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publicado às 22:28


925 - MINHA FILHA

por Fernando Ramos, em 30.07.16

925 2 (2).jpg

 

MINHA FILHA

 

Sei que nunca mudarei teu passado

Nem teu futuro num tempo justo e certeiro

Mas quando precisares de mim

P´ra juntos olharmos o amanhã

Estarei cá sempre com a mesma alegria

Amizade e infinito amor 

Não te falarei dos limites que deves procurar

Mas dar-te  ei espaço para escolheres

E saberes com mestria o que queres para ti

 

Não posso dizer como vai ser teu amanhã

Mas já te tenho dito o que ele poderia ser

Somente te posso amar e dizer-te

Que estarei contigo 

E que contarás comigo ajudando-te a segurar

Com tuas mãos as oportunidades da vida

Deves escutar teu coração nos teus silencios

Aconselhando-te a que nunca o traias

Minha filha querida

 

Acreditando sempre nos caminhos

Que Deus traçou na tua vida

Basta apenas que queiras e deixes correr

O teu tempo, como ele te destinou

Para mim basta que me aceites como sou

E se nas tuas lágrimas sobrevoar a saudade

Lembra-te que serás sempre

O meu eterno amor

E a minha melhor amiga

Obrigada por seres minha filha

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 17:44


924 - MEU IRMÃO FAZ ANOS

por Fernando Ramos, em 30.07.16

 

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MEU IRMÃO FAZ ANOS

 

Meu irmão faz anos

Não digo quantos mas já são alguns
Goza o dia em felicidade
 E nunca te esqueças irmão

Só envelhecemos quando se deixa

De sonhar, porque apesar

De todas as tempestades

Todas as lágrimas

Temos sempre de acreditar

Que o melhor na nossa vida

Ainda vem por aí

E o mais importante é a saúde

E o amor dos que nos rodeiam

Porque é preciso gostar de todos

Como se não houvesse amanhã

PARABÉNS MANO!

 

De: Fernando Ramos

5.8.2013

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publicado às 14:19


923 - O DESTINO DA VIDA

por Fernando Ramos, em 30.07.16


O DESTINO DA VIDA

 

Por nós na brisa do tempo

As horas vão passando
Completando um dia
É a vida fazendo sua travessia
São horas que não mais voltam
E os dias também passando
E completam a semana,
É a vida e a sua rotina diária
Com momentos marcantes
E as semanas passam
Fazendo um mês
Sendo bom escrever o que se fez
As palavras escritas é que ficam

Mesmo que falem do silencio das águas

Correndo p´ra limpidez da manhã

Até a quentura do sol raiar


E os meses na sua ordem vão deslizando
E ao fim de doze completam um ano
Com mistérios e dramas do destino
E as histórias da vida vão continuando

E por nós os anos se vão sucedendo

Levando-nos a um final

Que nenhum de nós escapa

Isto é a vida no seu destino

Nas horas, nos dias, nas semanas

Nos meses e nos anos

Que por vezes teimam

Seguir na vida dura

Ou cheia de glamour e doçura

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 10:12


922 - O UNIVERSO

por Fernando Ramos, em 29.07.16

 

 

O UNIVERSO

 

O universo é um mundo, meu e teu

E o amor a única flor de todos os cheiros

O amor deixa um coração, que tanto doeu

Em pedaços despedaçados voltarem a ser inteiros

 

O universo poderá ter o tamanho do mundo

Os sonhos poderão ter todo universo

Mas nunca terá o tamanho do homem imundo

Que mata, destrói e faz da dor um modo perverso

 

O universo é a natureza que nos move

Deste mundo que tanto nos rodeia

Contempla-lo o sonho da vida sobe

Pró infinito que o coração ateia

 

O Universo é muito maior e forte

Que os homens que o destroem

Ele é de todos, mesmo os de sem sorte

Que p´la vida louca se consomem

 

Fernando Ramos

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publicado às 21:27


921 - VIRTUOSA MUSA

por Fernando Ramos, em 29.07.16

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VIRTUOSA MUSA

 

Ofereço flores de amor

A quem o coração acha que merece

Elas levam sorrisos de tanta cor

Do arco Iris que no céu aparece

 

P´ra virtuosa musa, uma rosa

Ou um bonito malmequer

E numa bonita prosa

Vai meu corpo que tanto a quer

 

E as bonitas palavras de amor

São ditas na bravura do meu olhar

Que deita desejos sem dor

P´ra mulher que tanto quero amar

 

A ela me prendo numa rede

Num desejo que vai num sopro

Levando loucuras da minha sede

Beijando todos seu belo corpo

 

De: Fernando Ramos

 

 

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publicado às 18:41


920 - APRENDI NA VIDA

por Fernando Ramos, em 29.07.16

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APRENDI NA VIDA

 

Aprendi que ninguém é mais perfeito

Só por andar dia a dia a trabalhar

É que na vida fácil, nela não me deito

Porque as oportunidades estão ali ao virar

 

Aprendi que as palavras devem ser boas

Porque depois também as poderei ouvir  

E desse feito nunca gritarei loas

Porque elas, embora também podem ir

 

Aprendi também a gostar do mar

E do pôr-do-sol na tarde de verão

Essa hora é boa para me entregar

Às ondas de mar de bom chão

 

A prendi que a vida é bem dura

Porque os problemas fazem parte de nós

E nela, as oportunidades não perdura

Já era assim com os nossos avós

 

 De: Fernando Ramos

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publicado às 17:17


919 - ACREDITAR NA CRUZ

por Fernando Ramos, em 29.07.16

 

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Acreditar na cruz

 

Apareci à mais de dois mil anos

E a na terra a bondade preguei

O povo comigo não vive de enganos

Mas de amor e da fé que deixei

 

Sou o Deus do amor e do bem

O mundo em mim acredita

Minhas palavras o livro tem

Que os povos nele medita

 

O sinal da vida está na Igreja

E nela rezo com emoção

para este mundo que enseja

Puro amor no coração

 

Sou o filho de Deus bem sabem

E a sua fé é p´ra acreditar na cruz

Que vai nos caminhos que sobem

Até aos Santos do Reino da Luz

 

de: Fernando Ramos

 

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publicado às 15:48


918 - DISPO AS PALAVRAS

por Fernando Ramos, em 28.07.16

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DISPO AS PALAVRAS

 

Dispo as palavras

Da força do amor

Dando atenção e solicitude

Na entrada dos seus silêncios

Nas emoções contidas

Em momentos de paixão

Com a grandeza da reciprocidade

Das minhas palavras

Que se despem p´la loucura

Dos desejos

 

Não importa que sinta aos poucos

A falta das palavras que despi

E não dissolvo os laços

Das ligações suaves e decentes

Que as mesmas palavras

Representam na minha imaginação

Rodeadas de flores do meu jardim secreto

Elas são musas de minha paixão

E nelas habitam minhas dores

Por as palavras despidas não

Serem aceites por quem amo

Que agora reside bem longe

Do meu mar de desencantos

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 21:20


917 - SAUDADE DE MÃE E PAI

por Fernando Ramos, em 28.07.16
  • 917 (1).jpg

     

  • SAUDADE DE MÃE E PAI
  •  
  • A saudade deles tem rosto
  • Nome, perfume, gosto e harmonia
  • E uma doida vontade de sua presença
  • Essa saudade é brisa de dor que não passa
  • É ausência que incomoda 
  • E maltrata um coração
  • Esta Saudade é a prova
  • Que há pessoas que valem a pena
  • E só assim a saudade, amizade e o amor
  • Fazem sentido
  • P´ra que um dia no céu de Deus
  • Quem amamos se chegue 
  • Para bem perto nós
  •  
  • De: Fernando Ramos
  •  

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publicado às 19:44


916 - A ALMA DA MADRAGOA

por Fernando Ramos, em 28.07.16

 

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  • A ALMA DA MADRAGOA
  •  
  • Vou à Madragoa aos fados
  • Sentir alegria e a vadiagem
  • Em poemas bem cantados
  • Por fadistas residentes ou de passagem
  •  
  • E ao som da guitarra nesse ambiente
  • Entra p´la alma um poema novo
  • São lágrimas de luz que a vida consente
  • Espreitando o coração dum povo
  •  
  • São olhares que a Madragoa embriaga
  • P´la voz oferecida por Deus
  • Que o fadista serenamente consagra
  • A tristeza varrendo os olhos seus
  •  
  • No olhar sente-se a solidão e o pranto
  • Como momentos trágicos dum passado
  • Encobrindo o sofrimento por um manto
  • Tantas vezes vagarosamente dobrado
  •  
  • No bairro convive-se na alegria com afoito     
  • Enlaçando leves sabores a maça
  • Correndo recordações p´lo coração doido
  • Como se nunca houvesse um amanhã
  •  
  • De Fernando Ramos

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publicado às 17:22


915 - SÓ O TEMPO É QUE NOS DIRÁ

por Fernando Ramos, em 28.07.16

 

 

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  • SÓ O TEMPO É QUE NOS DIRÁ
  •  
  • Quando nascermos dizem:
  • Já trazemos o destino marcado
  • Tão marcado que o destino
  • Segue o caminho da vida
  • E a vida se encarregará
  • De nos dar o lugar certo
  • Traçando um futuro
  • De altos e baixos
  • Do nosso destino
  • Sabendo nós
  • Que o que nos vai acontecendo
  • Diáriamente, mes a mes ou ano a ano  
  • Nada é por acaso
  • E só o tempo é que nos dirá
  •  
  • E quando observamos a vida
  • Pelo nosso caminhar dos anos 
  • Verificamos que o destino
  • Nunca é uma questão
  • De boa ou má sorte
  • Mas sim uma questão
  • Da nossa escolha
  • Que por vezes essa escolha
  • Poderá não ser amiga da vida
  • E nada à a fazer
  •  
  • Quando a nossa vida
  • Tem de cumprir
  • O Destino que Deus nos entregou 
  • Pelo caminho do virar da página
  • Só temos de seguir a vontade 
  • Dos dias da nossa evolução
  • E se vivermos cada dia
  • Como se fosse o nosso último
  • Certamente esse último dia
  • Nunca será igual
  • A todos os outros dias
  • Do nosso destino já
  • deixado para trás
  • Entre tempestades e bonança
  • Da nossa existencia
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 12:41


914 - CANTAR GRANDOLA

por Fernando Ramos, em 28.07.16


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  • CANTAR GRANDOLA
  •  
  • Grândola Vila Morena
  • Cantada por “homenzinhos”
  • Soa a mentalidade pequena
  • De quem nos suga aos pedacinhos
  •  
  • Terra Livre e de bondade  
  • Deixa, o politico a cantar sozinho
  • Dizem que é a arma da liberdade
  • Que não cala o Zé Povinho
  •  
  • Por isso suas gargantas têem
  • A canção de luta e solidariedade
  • Prós Governos filhos da mãe
  • Que ao povo não deixam saudade
  •  
  • Politicos estupidos cheios de confiança
  • Com promessas nunca alcançadas
  • Grita na rua o povo pela mudança
  • Com Grandola Vila Morena, de mão dada
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:30


913 - AVÓ

por Fernando Ramos, em 27.07.16

 

913.jpg

 

  • AVÓ
  •  
  • Ser Avó, é ser duas vezes mãe
  • Um tesouro para se guardar
  • Muitos a querem, e só alguns a têm
  • Porque a vida nos leva
  • Esse bem de amar
  • Avó, coração ardente
  • Todos a beijamos pela vida fora
  • Dá-nos um colo doce e quente
  • Bem guardado em nossa memória
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 21:19


912 - TEU BEBÉ

por Fernando Ramos, em 27.07.16

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TEU BEBÉ

 

Quando teu bebé te der

Pela primeira vez

Seu choro e seu dedinho

É o seu grito de emoções

Caminhando direitos

A, teu coração

E tu sorris de felicidade

Ao bebé lhe dizes que és

Seu puro e eterno amor

E seus olhinhos te dizem:

“Nasci mãe, sou fruto do vosso amor”

E orgulhosamente gritas ao mundo

Fixando seu rosto pequenino

“É o meu bebé, é a minha vida”

E teu coração irá ama-lo sempre

Como se não houvesse um amanhã

De pequenos momentos

Porque um dia orientarás

O voo do seu futuro

E irás perceber

Como esses momentos eram grandes

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 19:37


911 - Sr. DR. DUPUTADO DA NAÇÃO

por Fernando Ramos, em 27.07.16

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911 - SR. DR. DEPUTADO DA NAÇÃO

 

Sr. Dr. Deputado da Nação

Que bem que vós falais

Diz mentiras sem razão

Não nos prometa mais

 

Estamos fartos de promessas

É fartura de tanta ilusão

Tudo isso são só conversas

Que ao povo faz confusão

 

O que diz vai de lambreta

 Pró lugar que o povo sabe

É tudo conversa da treta

Que em eleições já não cabe

 

Uma mentira aqui, e outra ali

Já todos sabemos como é

As falsidades vagueiam por ai

Julgando que o povo é a ralé

 

Está enganado Sr, Doutor

Não somos assim tão parvos

Suas leis são um horror

P'ra quem não tem centavos

 

Essa de fingir marcar o ponto

Quando chega a Sexta Feira

Só engana quem é tonto

 Ou não passa de brincadeira

 

Vamos lá mudar o discurso

Está na hora da sinceridade

O povo não é urso

Só lhe exige a verdade

 

 De: Fernando Ramos

 

  

 14.12.2008

 

 

 

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publicado às 17:43


910 - MUITOS PASSOS

por Fernando Ramos, em 27.07.16


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MUITOS PASSOS

 

O amor dá-se

E recebe-se do mesmo jeito

 

Assim:

Prós que me amam

Do fundo do coração

Uma delicia de amor

P´ra todos eles

 

Prós que me invejam

A perder de vista

OUTRA

 

Porque a vida é mesmo assim 

Construída de MUITOS  passos

De amor até doer

E de muitos nadas

De doidos varridos

 

De: Fernando Ramos

9.3.2013

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publicado às 14:59


909 - DOR GRANDE E FRIA

por Fernando Ramos, em 27.07.16

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DOR GRANDE E FRIA

 

Meu caminho foi desviado

Pró teu coração de amor

Foi um passo que dei errado

Hoje sofro a dolorosa dor

 

Enganas o meu amor

A toda hora sem parar

É um tempo bem sofredor

E rápido quero terminar

 

Não mais sinto prazer

Dos nossos lábios unidos

Era poesia p´ra meus olhos dizer

Como os teus eram-me queridos

 

Se comigo não mais viveres

A dor será grande e fria

Irei embora e sem saberes

De ti fugirei noite e dia

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 12:06


908 - O POVO ANDA NA RUA

por Fernando Ramos, em 27.07.16

 

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O POVO ANDA NA RUA

 

O povo anda Rua

A gritar por seu  País

Os Políticos vivem na Lua

E não percebem o que ele diz

 

Julgam que sua Democracia é eterna

E não querem saber da dor dum povo

Só p´ra alguns esta gente governa

Não percebendo o desejo de Abril Novo

 

Canta-se Grândola Vila Morena

O hino da luta e da razão

Sabendo o povo que vale a pena

Dar força à voz do coração

 

Políticos, ouçam e se cuidem bem

Portugal anda mal Governado

Não percebem a força que o povo tem

Quando vai p´ra rua muito zangado

 

O que nos está acontecer é medonho

E nada disto é natural

O povo vive p´ra um belo sonho

Só quer ser feliz em Portugal

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 10:27


907 - MEU FADO EM PALAVRAS DE AMOR

por Fernando Ramos, em 26.07.16

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MEU FADO EM PALAVRAS DE AMOR

 

O meu fado é a luz do momento

Girando em palavras de carinho

É o símbolo do ardor e do lamento

Bebido p´la vida devagarinho

Ele é o principio e o fim da alma

E as lembanças arquivadas na dor

É silencio p´la inspiração salva

Ou simplesmente palavras de amor

 

O fado é alegria e sofrimento

Ciúme, paixão e lágrima chorada

É poesia elevada de alento

Escrita p´la imaginação abençoada

Ele vem em palavras de amor

Beijando segredos em alto mar

Canta-se com garra e tanto ardor

Deixando-se ir nas marés p´ra não naufagar

 

O meu fado é o abraço bem apertado

Pró sentimento feliz e de amargura

É desgosto não mais esperado

Dum ritmado coração rico de ternura

Ele é o principio e o fim da alma

E a lembranças arquivadas na dor

É silencio p´la inspiração salva

 

de:Fernando Pinto Ramos

19.2.2013

 

 

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publicado às 10:51


906 - BOA HORA

por Fernando Ramos, em 26.07.16

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BOA HORA

 

Quando a boa hora

Tocar em teu coração

No nascimento de teu filho

Não te assuste

É apenas ele

A beijar-te de amor

Amor de filho

Que nasce a partir desse dia

E para toda a vida

O levarás de beijos

Com o vermelho dos teus lábios

E lhe darás a mão do coração

Que o irá segurar

Todo o seu destino.

E a sua maior certeza

È que tu o amarás sempre

E estarás sempre com ele

Porque a sua vida

Será um conjunto

De circunstancias

Que a brisa do tempo

P´ra ele escolherá

 

De: Fernando Ramos

30,1,2013

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publicado às 05:15


905 - OUTROS TEMPOS

por Fernando Ramos, em 25.07.16

 

 

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  • 905 - OUTROS TEMPOS
  •  
  • Fui menino, e nesse tempo, eu e os meus irmãos
  • não tínhamos Computador ou outras tecnologias
  • Tínhamos as ruas da nossa Lisboa vazias de carros,
  • lá para os lados do Bairro de Alvalade
  • Onde, alguns de nós brincávamos descalços no alcatrão,
  • Depois de comer a sopa na Escola
  • E à tarde até à noitinha lá estávamos jogando à bola
  • Com outros meninos companheiros das brincadeiras
  • E da pobreza da vida, correndo atrás dum sonho
  • de bons jogadores de futebol, que nos enchia de orgulho
  • Nesse tempo minha mãe não tinha telemóvel
  • para nos chamar
  • Simplesmente ia à Janela gritar por mim
  • e pelos meus irmãos que também por ali brincavam
  • E nós com muito custo lá deixávamos os amigos
  • Das brincadeiras, tão felizes como nós
  • Lá íamos para casa, ainda ajudar os nossos pais
  • Em algum trabalho de colar caixas de cartão
  • ou envelopes, que o meu pai levava para casa
  • Para ajudar a compor economicamente
  • o magro salário que ele recebia
  • Outros tempos bem diferentes de agora
  • Mas as saudades que eu tenho desses tempos…
  • Só dos nossos pais, dos meus irmãos pequenos
  • Da restante família, e das ruas vazias
  • das loucas brincadeiras do jogo da bola
  •  
  • De: Fernando Ramos
  • 26.12.2012

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publicado às 21:53


904 - MÁQUINAS DE FAZER POBRES

por Fernando Ramos, em 25.07.16

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MÁQUINAS DE FAZER POBRES

 

Este é um País de gente honrada

e trabalhadora

Este é um País de heróis

Que desbravaram mundo

Sem receios dos percalços do destino

Este é um País

Onde alguns políticos sem escrúpulos

Tentam tratar o seu povo 

Como atrasados mentais

Jogando num tabuleiro de interesses

Que se entrelaçam

Numa perversidade sórdida

Beneficiando dos lugares

Que ocasionalmente ocupam

Levando ao empobrecimento

E embrutecimento com sua

Baixeza de vida

Gente que ama este País

Este é um País donde por vezes 

Aparecem uns figurões que não passam

De reles Máquinas de criar

Pobres e Miseráveis

Protegendo sempre quem tem fortunas

Consideráveis por vias duvidosas

Esquecendo-se, que um dia

Os Miseráveis não tendo

Qualquer forma de se alimentarem

Lá terão de passar a comer os ricos

Que Deus proteja este pobre País

De quem não ama a sua gente

 

De: Fernando Ramos

 10.12,2012

 

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publicado às 18:22


903 - ISTO VAI ACABAR MAL

por Fernando Ramos, em 25.07.16

 

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ISTO VAI ACABAR MAL

 

Aparece gente com triste lamento

Por seus trabalhos serem sumidos

A maioria, da Rua de S.Bento

Aprova decretos com empregos perdidos

 

Dizem que a culpa é da Troika má

Que vai provocando fome e miséria

O povo grita que dinheiro não há

Porque a corrupção não é causa séria

 

Enquanto na fome o povo se revolta

Por sua liberdade andar ameaçada

Outros enriqueceram e estão à solta

Gozando vida boa à custa desgraçada

 

E o desemprego dá um fim triste

Gritando-se na rua que “Isto vai acabar mal”

Porque um povo a mais não resiste

E o que virá por aí, é um mau final

 

Abram os olhos gente indecente

Antes que vá mais longe a vossa ganancia        

O mundo muda e não mais consente            

A exploração que a muitos cansa  

 

De: Fernando Ramos

15.9.2012

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publicado às 16:50


902 - LISBOA DO RIO

por Fernando Ramos, em 25.07.16

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LISBOA DO RIO

 

Minha Lisboa

Sempre linda

Sempre boa

Terra de bonita gente

Que canta seu nome

Nos fados que entoa

 

Lisboa amada

Lisboa chorada

Lisboa encantada

E dos sorrisos

Que valem tesouros

Terra de mil feitos

E do sol que sorri

Beijando sua Beleza

E brilhando prós corvos

Desenhados na bandeira

Do alfacinha

 

Lisboa dos pregões

Da calçada Portuguesa

E dos bairros castiços

Dos turistas que a levam

E a guardam no coração

Como um amor de poeta

 

Lisboa das noites

De Santo António

E da sardinha fresca bonita

Lisboa do rio

E das ondas de vai e vem

E das marés

Que ás lindas margens veem

 

Lisboa da poesia

E dos trovadores

Das mansardas vaidosas

E das janelas airosas

Lisboa da música

Dos Jardins e das flores

E das cores de Deus

 

Lisboa minha terra

Lisboa meu amor

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 13:59


901 - PALAVRAS PRECIPITADAS

por Fernando Ramos, em 25.07.16

901.jpg

 

  • PALAVRAS PRECIPITADAS
  •  
  • Na força da nossa razão
  • Teremos de perceber
  • O sentido do que por vezes dizemos
  • Pois as palavras têm a leveza do vento
  • E a força das tempestades
  • E o maior presente que poderemos
  • Oferecer é não entrar na tempestade
  • Com alguém que amamos
  • E por aí fazemos a diferença
  • Na vida desse nosso amor
  • E nunca valerá a pena
  • Ser menos gentil com quem mora
  • Bem dentro do nosso coração
  • Porque o arrependimento
  • De dizer algo que pode magoar
  • Não é um mau caminho
  • E o silencio desses momentos
  • É a coragem da diferença
  • Nas nossas palavras precipitadas
  •  
  • De: Fernando Ramos
  •  

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publicado às 12:32


900 - EUROPA

por Fernando Ramos, em 25.07.16

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900 - EUROPA

 

As manifestações no dia 14.11.2012, em vários

Países Europeus, é o caminho que estamos

A percorrer para o abismo se nada mudar.

As cargas policiais que diariamente vamos assistindo,

não é mais do que eu aqui já tinha escrito.

A EUROPA NÃO PODE CONTINUAR A SER GERIDA

POR PESSOAS QUE SE ESTÃO BORRIFANDO

PARA OS PAISES MAIS PEQUENOS ECONÓMICAMENTE

Estamos a ser espoliados por uma economia

Que a sua única meta é sacar mais que puder em Juros

Aos países mais débeis economicamente, e que vivem

Do dinheiro do exterior para sobreviver
Porque à base da promessa de Europa Unida e próspera,

acabaram-se com os seus meios de produção

Agrícola, Marítimos e Industriais

Como é o caso de PORTUGAL

Á custa de milhões de euros que para cá enviaram

para ajudar o país a crescer, o povo pouco recebeu

Quem os aproveitou foi a corrupção que se instalou

à volta do poder, sobrando para o povo

O DESEMPREGO E A MISÉRIA que pouco a pouco

se vai verificando e que nos empurra para o abismo.

Não é possível continuar nesta caminhada

galopante do desemprego, que está a levar

à ruína milhões de familias na Europa

E o Governo Alemão está mais preocupado 

De ganhar à conta dos mais fracos

Não estaremos a caminhar

para uma nova forma de NAZISMO

controlando os paises pela economia?

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 10:42


899 - MARGARIDA

por Fernando Ramos, em 24.07.16

 

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899 - MARGARIDA

 

Hoje nasceu a MARGARIDA

Parabéns aos pais e aos avós

Foi nesta tarde colorida

Que Deus presenteou todos nós

 

Parabéns MARGARIDA, sejas bem vinda

À nossa família muito babada

Do nosso jardim és a nova flor mais linda

E a doce menina por todos amada

 

São tantos familiares que bem te querem

P´ra felicidade do jardim deles    

Serás menina e um dia Mulher

Que amarás o carinho de todos eles

 

Prós vaidosos Papás

Serás sempre a “nossa menina”

E no céu uma estrela brilhará      

P´ra Margarida que Deus ilumina

 

Para a minha feliz sobrinha

Que hoje nasaceu

De: Fernando Ramos

13.11.2012

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publicado às 22:37


898 -QUEM AMA PORTUGAL NÃO ESTRAGA

por Fernando Ramos, em 24.07.16

  

 

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  • QUEM AMA PORTUGAL NÃO ESTRAGA
  •  
  • Portugal não deve ser gerido
  • Por incompetentes, por trafulhas, por corruptos
  • O povo sabe que a nação já não é um país gerido por Heróis
  • Gente que escrevia a história por linhas direitas
  • Agora tiram-nos tudo, cobrando uma divida
  • Que os mais pobres não fizeram
  • E pagam de juros anuais
  • Quase tanto como o orçamento anual
  • Do Serviço Nacional de Saúde
  • É um susto ver governantes gerirem um pequeno País
  • Como se fosse uma quinta de poderosos, e de agiotas
  • Que vão escrevendo a nossa história por linhas tortas,
  • E já somos um povo que não aguente mais
  • Porque o que o povo precisa é de ser governado por
  • Pessoas apaixonadas por Portugal, porque quem ama
  • Não estraga, e andam a estragar este pequeno País
  • Precisamos de voltar acreditar em bons políticos
  • Porque acreditar em gente séria é essencial,
  • Mas ter essa atitude é que faz a diferença
  •  
  • De: Fernando Ramos
  • 12.11.2012

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publicado às 16:43


897 - FORÇA À FELICIDADE

por Fernando Ramos, em 24.07.16

 

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  • FORÇA À FELICIDADE
  •  
  • O amor não se vende
  • Não se promete
  • Não se dá de presente
  • Amar é paixão a dois
  • Um encontro de vontades
  • Para a vida fora
  • O amor ilumina caminhos
  • Que terão de ser percorridos
  • Por ambos
  • Que se querem tanto
  • Amar, é colocar paz no coração
  • E um sorriso de esperança
  • Que dá força á felicidade
  • Que deleita a alma
  • De suspiros entre abraços
  • Amar, amar sempre
  • De dentro para fora
  • Do coração de cada um
  • É como um sol
  • P´ra quem o merece
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:46


896 - DEIXA O TEMPO PASSAR

por Fernando Ramos, em 24.07.16

 DEIXA O TEMPO PASSAR

 

 

Todo ser humano
Num tempo mal passado e mal vivido
Só envelhece prematuramente
Parece que nunca quis bem amadurecer
E então, não está aberto às novas ideias
Tudo que é novo lhe faz confusão!
Tudo que é diferente, o torna radical
E diz repetidamente que é da idade
Até que para alguns ser novo é um susto

 

O ser humano ainda se torna mais velho
Quando demasiadamente pensa em si
Não querendo saber dos outros
Sendo por vezes o egoísmo
Um mal que é seu fiel companheiro
E que o leva sempre à eterna solidão

 

Torna-se ainda mais idoso
Quando deixa de lutar
Esquecendo-se que brigar
Pode ser uma janela
Que a vida presenteia
E com o passar do tempo
O torna sabedor das coisas
Do sofrimento e da alegria
E ajuda-o a compreender
Como vale a pena lutar por algo
que o faz melhor viver

 

Quando ainda é novo
Vai aprendendo o bem e o mal
Com o passar dos anos
E na memória guarda um
passado, bem ou mau vivido
E então é ai que se torna
Como os bons vinhos velhos

 

Se aproveitar o melhor da vida
Aí sim será de boas castas
E senão tira bom proveito da vida
terá dela certamente más colheitas

 

Muita idade nunca é preocupante
Se a ver com bons velhos
E se calhar outros até aprendem
Com as gentes de muita idade


Preocupante é se são mesmo velhos
Nas ideias, nas atitudes nos métodos
E recusarem sempre a mudança
Que a vida indica como algo natural

 

Se o ser humano for positivos ou generoso
Com o passar dos tempos seus olhos
Pulam naquele brilhozinho malandro do amor
De quando eram novos
Que os fazia arder na chama imensa da paixão
Por isso nunca se deve deixar
Que a tristeza do passado e o medo ao novo
Termine com a sua alegria
Pelo presente, e pelo futuro
O tempo que por todos vai passando
Devem ser sempre uma bela conquista
E não algo que se vai perdendo na idade

 

 

de: Fernando Ramos
 

 

 

 

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publicado às 11:57


896 - A DOR DO DESEMPREGO

por Fernando Ramos, em 24.07.16

 

896.jpg

 

 

  • A DOR DO DESEMPREGO
  •  
  • Pior que a dor de estar sem emprego
  • É a dor de saber que ele não surge
  • Mesmo que os Políticos
  • O prometam diariámente
  • E não imaginam alguns deles
  • Do que essa dor é capaz
  • De fazer à mentira
  • Que consome as pessoas
  • Que perdem tempo em acreditar
  • E a noção desse mau tempo
  • Um dia poderá levar
  • Os desempregados acordarem
  • E os maus Governantes
  • Deixarão de mentir
  • E poder dormir
  • De consciência tranquila
  • E talvez passem a ter
  • Uma pequena atitude certa
  • De serem honestos
  • E falarem de olhos nos olhos
  • Para quem tem a dor do desemprego
  • O que fará uma grande diferença
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 10:03


895 - AME

por Fernando Ramos, em 23.07.16

 

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AME

 

  • Ame, ame sempre
  • A vida. a família
  • Os amigos e os animais
  • E especialmente
  • Apaixone-se loucamente
  • Pela natureza e por si mesmo
  • Porque esse amor
  • Faz pedaços despedaçados
  • Voltarem a fazer parte  
  • Da razão da sua vida
  • E da alma velada
  • Que permanece ardendo
  • Secretamente na mansidão
  • Do desejo
  •  
  • De; Fernando Ramos

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publicado às 22:53


894 - A GANANCIA DO DINHEIRO

por Fernando Ramos, em 23.07.16
 

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894 - A GANANCIA DO DINHEIRO

 

Quando um Governo eleito

Se julga eficiente

E Governa contra

O bem estar de seu povo

É um Governo que não merece

O respeito de quem

Ainda pensa representar

E esse mesmo Governo

Que é lesto aplicar eficazmente

Leis sobre pequenos e médios delitos

Por vezes se torna preguiçoso

Para elaborar leis para perseguir

A grande corrupção

Que em alguns casos é praticada

Por Ex Governantes ou por

Parceiros do poder económico

Que suga quem trabalha.

Quem nos governa dorme sobre isso

E o povo é totalmente abandonado

E o futuro das próximas gerações

É totalmente depenada

Por gente que apenas

Lhes interessa o presente

E a ganância do dinheiro

 

DE: Fernando Ramos

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publicado às 20:01


893 - FAZ SENTIDO MEU AMOR

por Fernando Ramos, em 23.07.16

 

893.jpg

 

893 - FAZ SENTIDO MEU AMOR

 

Faz sentido meu amor

Amar-te loucamente

Pelas ruas caladas do silencio

Na aurora do nosso destino

Fixando o olhar de amor

No horizonte de nossos corações

 

Faz sentido meu amor

Viver intensamente

Cada momento da nossa união

Num devaneio continuo

Da nossa louca paixão sem medos

Dos tempos de sofrimento

 

Faz sentido meu amor

Que Deus nunca permita

Que se perca o romantismo

E que fiquemos juntos

Até a vida terminar

Num sopro de alegria

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 18:50


892 - BELEZA DO LUAR

por Fernando Ramos, em 23.07.16

 

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  • BELEZA DO LUAR
  •  
  • O dia vai-se esgueirando
  • Entre caminhos e árvores
  • Como a fugir não sabe de quê
  • E entre a penumbra e entre galhos
  • Vai surgindo a noite fria
  • Com o brilhar da lua curiosa
  • E a Lua grandiosa
  • Mostra ao mundo seu domínio
  • No céu azul de nuvens de veludo
  • P´ra maravilhosa terra enfeitar
  • Com toda sua preciosa imponência
  • E o homem que vagarosamente
  • Vive entre os medos adormecidos
  • Pelas circunstancias da vida
  • Se deslumbra com o momento
  • Buscando na beleza do Luar
  • A essência da natureza
  • Que não cansa seu feliz olhar
  • E que o inspira pró amor em verso
  • Desse momento imortal
  • Rodeado dum silencio
  • Que com ele vai p´lo caminho
  • Até à aurora de outro dia
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 17:37


891 - NÃO TRAGAS PROMESSAS

por Fernando Ramos, em 23.07.16

 

891 (2).jpg

 

 

  • NÃO TRAGAS PROMESSAS
  •  
  • Não tragas promessas ao nosso leito
  • Não quero mais mentiras no pecado
  • Não parece bonito nem grato
  • Tua incerteza de amor em meu peito 
  •  
  • Não tragas promessas ao nosso leito
  • Não te percas no caminho do triste fado
  • Nosso amor ali, é um belo acto
  • Por não estarmos juntos de qualquer jeito
  •  
  • Não tragas promessas ao nosso leito
  • Um oceano de amor que nos é farto             
  • P´ra um destino colorido e perfeito 
  •  
  • Não tragas promessas ao nosso leito
  • Meu coração espera um bom trato     
  • Pró abraço calado não ser desfeito      
  •  
  •  de: Fernando Ramos

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publicado às 14:11


890 - AMO-TE

por Fernando Ramos, em 23.07.16

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AMO-TE

 

Esta é a palavra mais extraordinária

De se ouvir

A que mais gostamos de ler num olhar

Ela é a mais quente e mais brilhante

De toda a nossa vida

É o fogo brando do calor humano

Com ela não existe ódio, guerra

Ou qualquer outra maldade que nos

Aparece entre pedras no caminho

Ela é o sentido verdadeiro da Democracia

Da Liberdade de cada um de nós

É a palavra mais abençoada e produtiva

Que a Natureza nos pode ofertar

Ela é a paixão, duma mãe, dum pai

Duns avós, ou restante família

Nós devemos gritar ao mundo

Que o amamos

E apenas ansiar que o mundo

Nos ame a nós

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 11:50


889 - QUANDO

por Fernando Ramos, em 23.07.16

 

 

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889 - QUANDO

 

Quando o sol não brilhar

Quando o vento não assobiar

Quando o rio secar

Quando as flores murcharem

Quando o machado cortar

A última árvore

Quando deixares de respirar

 

Vai servir de muito

A ganância pelo dinheiro

 

Quando a memória

Não aflorar em dias de melancolia

Quando os poetas não escreverem

Quando as crianças

Não poderem perguntar

Quando se deixar de viver na verdade

E não se poder falar das mágoas

 

Morre tudo…

E o amor deixa de se alcançar

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 10:09


888 - SONHO DE LUAR

por Fernando Ramos, em 22.07.16

 

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SONHO DE LUAR

 

Quero um dia gritar ao mundo inteiro

Ouvindo os sons da natureza

Sorrir à vida e ser o barqueiro

Dum céu de estrelas de tanta grandeza

E nelas procurar a esperança perdida

Deitado nas aveludadas nuvens atordoadas

Olhando a lua derramando prata derretida

Aclamando poemas em rimas delicadas

E na minha solidão do firmamento azul

Grito ao mundo terra, ouvindo minha voz

Ali sou feliz como era nos mares do sul

Escrevendo poesia p´ra lua de todos nós

E uma lágrima órfã alojada no pensamento

Cai nas estrelas que moram em meu olhar

E por entre um pensar latejante do momento

Aparece a esperança lavando meu sonho de luar

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 23:14


887 - MAU PEDAÇO

por Fernando Ramos, em 22.07.16

 

 

887 (2).jpg

 

  • MAU PEDAÇO

    A lua espreita por detrás da montanha
    Iluminando toda sua redondeza
    A brisa traz uma saudade tamanha
    No meu coração que carrega tristeza
  •  
  • Contemplo a triste lua soluçando
    Pertinho das estrelas a brilhar
    A saudade faz a lua por mim penando
  • P´la mulher que não me quer amar
  •  
  • E toco meu violão devagarinho
  • Num lamento bem choradinho ao luar
  • P´la mulher que me deixa sozinho
  • Com angústia que em mim está a entrar
  •  
  • Neste mau pedaço o tempo vai sumindo
    E o amor na viola vai caindo sem voltar
  • Observando a lua, meus pensamentos vão fugindo
  • Da mulher que meu dia nunca deixa clarear
  •  
  • Emergem pedaços partidos de paixão
  • De um amar que nunca será meu
  • E Deuses me dizem da mulher da ilusão
  • Que o seu florido jardim até seria eu
  •  
     De: Fernando Ramos 

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publicado às 20:54


886 - OS CARRIS DA VIDA

por Fernando Ramos, em 22.07.16

886 (2).jpg

 

  • CARRIS DA VIDA 
  • Pelos longos carris da vida
  • A viagem leva-nos a um cantinho
  • Uma ou outra paragem de saída
  • Nos indicará a sorte do destino
  • E por largos desconhecimentos
  • Desafiamos caminhos coloridos
  • Deciframos tantos cruzamentos
  • Em lugares por aí desconhecidos  
  •  
  • Se não se conseguir a sorte apanhar
  • No comboio que passa pela vida
  • Entre olhares e palavras vamos dar
  • Ao percurso da bela aurora apetecida
  • E se o comboio por ela não passar
  • É Deus que decide, e não eu
  • E quando ao infinito um dia chegar
  • Abre-se as portas do céu que é seu
  •  
  • De: Fernando Ramos 

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publicado às 18:53


885 - MARIA

por Fernando Ramos, em 22.07.16

 

885.jpg

 

885 - MARIA

 

Maria, vou passar pela baixa

Subir a calçada ao Bairro Alto

Beber um tinto de fina caixa

Gozando o prazer sem sobressalto

 

Sabes bem que sou boémio

E disso nunca te enganei

Sei que sou fraco prémio

Pró teu coração que ateei

 

Maria, és a minha doce paixão

E completas toda a minha vida

Mas à tasca não digo não

É lá, minha chegada e partida

 

Sabes as noites frias que passo lá

Com satisfação que dá cansaços

E que entre copos de lá para cá

Vou saboreando a vida aos pedaços

 

O Bairro alto é outra paixão

Desde que era muito novo

E lá entrego minha consolação

Bem juntinho ao vinho novo

 

Foi lá que te encontrei

E meu coração em ti se perdeu

Hoje te digo que sempre te amei

Mas o triste vício me acolheu

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 17:34


884 - MÁGOA PERDIDA

por Fernando Ramos, em 22.07.16

 

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  •  884 - MÁGOA PERDIDA
  •  
  • Lá vai a mágoa, e vai perdida
  • Leva muito p’ra chorar
  • É de uma dura vida, vencida
  • Que ficou sem um meloso amar
  •  
  • Se sente bastante traída
  • E sem nada a esconder
  • Sofreu boa parte da vida
  • E p´ra um papiro vai escrever
  •  
  • Foram tantas horas escondidas
  • E sua noite nunca amanheceu
  • Até as estrelas andaram fugidas
  • Do brilho que ela não se envolveu     
  •  
  • E a mágoa perdida cai
  • Seguindo o trilho da tristeza
  • Deixa a dor que entra e sai
  • Dum coração batido p´la dureza
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:49


883 - OLHAR O MUNDO

por Fernando Ramos, em 22.07.16

 

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  • OLHAR O MUNDO
  •  
  • Vou por aí e não tenho pressa
  • Vou olhando o mundo tal como ele é
  • Observando pessoas que por mim passam
  • E com elas vai uma história e um destino
  • E ao vê-las, julgo que a felicidade
  • Já ali não mora, tal como me acontece
  •  
  • Todos os dias, todas as manhãs
  • Faço o meu caminho cheirando os dias
  • E as estações do ano
  • Que por mim vão esperando
  • Na longa estrada que conheço
  • Rodeada de todas as árvores
  • E dos males do universo
  • Que fazem parte da minha vida
  • E também da minha história
  • Que morrerá na poeira do tempo
  •  
  • É preciso observar o mundo
  • Que faz da alma um jardim em flor
  • E que apesar de nele, eu ir devagar
  • Para mim sorri, e para mim se entrega
  • De amor, e de amor eu me oferto a ele
  • Aos outros e à natureza
  • Que tão generosa é para nós
  • Sendo apenas necessário
  • Que homens e mulheres ganhem coragem
  • Para virar a esquina do medo
  • Pedindo a Deus outra direcção ao mundo
  • Com crença, verdade e paixão
  • Para que ele não se destrua
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 11:29


882 - MÃE, DOCE BRILHAR

por Fernando Ramos, em 22.07.16

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  • MÃE, DOCE BRILHAR
  •  
  • Mãe, nossa mais querida amiga
  • Mulher que nos quiseste por bem
  • És o poema da rosa mais florida
  • No jardim do Deus do além
  •  
  • Um dia, levou-te por amor
  • Por seres a Santa de teus filhos
  • Em nós ficou um penoso temor
  • Da perdição dos maus caminhos
  •  
  • Nossa mãe que adoças o céu      
  • No maravilhoso paraíso de Deus
  • Olha por nós nas noites de breu
  • Com o puro amor dos olhos teus
  •  
  • Nós ansiamos p´lo teu doce brilhar
  • No silêncio da tua poesia
  • P´ra que nunca nos deixes pecar
  • Recebendo o calor da tua magia
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:30


881 - MÁ VIDA PASSADA

por Fernando Ramos, em 21.07.16

  

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881 - MÁ VIDA PASSADA

 

P´ra ti mãezinha, minha flor

Que vives no meu coração

Faço uma declaração de amor

Beijando-te de ternura e paixão

 

Tu és toda a minha vida

E recebes minha adoração

Sei que tua vida foi sofrida

Com o infinito eco da tua razão       

 

Perdoa-me querida mãe

Por meu vicio ser magoado               

Mas Deus, e tu sabem bem

Ser este meu destino traçado

 

Não percebo as chamas deste pecar

Talvez por má vida passada

Sofro muito por te mal tratar

No silencio da dor desgraçada

 

Sabes que me quero redimir

Mas a droga é minha tortura 

Acabo sempre por te mentir

Com a profundeza da amargura

 

De: Farnando Ramos

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publicado às 22:07


880 - FILHOS DE GENTE POBRE

por Fernando Ramos, em 21.07.16

 

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FILHOS DE GENTE POBRE

 

Somos filhos de gente pobre

E batemos o chão descalço

Nosso olhar via a fome

E o pão era nosso encalço

 

Somos filhos de gente feliz

Gente que Deus sempre amou          

Deu-nos o destino que quis

Prós caminhos, que a vida doou           

 

Somos filhos de boa gente

Gente de enorme afeição

E nos silêncios que o coração sente

As lembranças são nossa emoção

 

Somos filhos de tanto amor

De chama viva muito extensa

Na nossa união brilha a cor

Da pura amizade tão imensa

 

De: Fernando Ramos

21.9.2012

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publicado às 19:48


879 - PERDIDO DE AMOR

por Fernando Ramos, em 21.07.16

 

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  • 879 -  PERDIDO DE AMOR
  •  
  • A dor silenciou minha alma um dia
  • Por estar de ti embriagado de amor
  • Fazendo dele música de bela melodia        
  • Deixando-me presioneiro e sonhador 
  •  
  • Já não sei mais o que fazer
  • P´ra me soltar deste destino   
  • Tão apertado por tanto te querer
  • Desfazendo minha vida que arruino
  •  
  • Perdido de ti, em louca paixão
  • Em mim gira um carrossel de ansiedade    
  • Numa doce ondulada bela emoção
  • Esperando que sintas minha vontade  
  •  
  • Meu amor por ti é um recitar de fascínio
  • E a luz soberba da poesia de abraços
  • Que escrevo p´ra ti em desatino
  • Em folhas que guardo atadas em laços     
  •  
  • De Fernando Ramos

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publicado às 17:30


878 - DE TAÇA NA MÃO

por Fernando Ramos, em 21.07.16

 

878.jpg

 

  • 878 - DE TAÇA NA MÃO
  •  
  • No meu bairro junto à casa
  • Do homem negro
  • Critica-se quem nos governa.
  • E ali no restaurante do homem de bem
  • Apetece chorar e ninguém chora
  • Apetece falar e poucos falam
  • E o preto de taça na mão
  • Observa à sua porta
  • Aquela gente que se junta
  • Dentro do desespero do momento
  • Murmurando porque elegerem
  • Quem lhes mentiu e faz mal
  •  
  • E este triste acto dá vontade
  • De falecer a quem vive
  • Dentro da miséria
  • Porque é nesse estado
  • Que caminha um povo
  • Que traçava rotas sem desvios
  • E que mais uma vez acreditou
  • Já tendo esquecido um passado
  • Que nunca imaginava que voltaria
  • Mergulhado nas lágrimas da fome
  • Perdendo mais uma vez
  • O perfume da esperança
  • E a oportunidade da mudança
  •  
  • Somos um povo
  • Que não deixa de acreditar e sonhar
  • P`ra que seu sonho se realize
  • No galho mais alto
  • Do ambicionado ninho da liberdade
  • Tantas vezes ansiada
  • Na casa do preto de taça na mão
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:12


877 - LÁGRIMAS DE CRISTAL

por Fernando Ramos, em 21.07.16

 

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  • 877 - LÁGRIMAS DE CRISTAL
  •  
  • Choras lágrimas de cristal
  • Pela tua terrível dor
  • Elas caíram por esse mal
  • Vir dum coração sofredor
  •  
  • Recebe suspiros quem não deve
  • Já há muito sabias disso
  • Só teu peito é que perde
  • Por esse amor submisso
  •  
  • Parte para outra minha amiga
  • Porque a vida contínua
  • Dá a paixão dele por perdida
  • Porque ela nunca foi tua
  •  
  • Tuas lágrimas de cristal
  • Deixam cair a solidão
  • Porque de forma natural
  • Lavam a dor do coração
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 15:40


876 - OS BRINQUEDOS DA JOANA

por Fernando Ramos, em 21.07.16

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  • OS BRINQUEDOS DA JOANA
  •  
  • Joana,
  • Guardamos teus brinquedos
  • As tuas bonecas lindíssimas
  • E outros que guardam teus segredos
  • Mais as tuas doces caricias       
  • E até a estrela que pintaste
  • Em cartolina branquinha
  • E por ela riste e choraste
  • Quando andavas na escolinha
  •  
  • Belos tempos minha filha
  • Que hoje envolvemos num abraço
  • Com um olhar que sorri e brilha
  • P´la lembrança que não dá cansaço
  • Sabes bem como te amamos
  • E por ti respiramos noite e dia
  • És a alvorada onde balançamos
  • No teu destino com alegria 
  •  
  • Os anos vão passando
  • E tu sempre a nossa menina
  • Nossas vidas vão acariciando
  • Teu céu de amor que não termina
  • Nossa filha, és nosso poema
  • E um grande coração sonhado
  • Teus olhos azuis de cinema
  • São nosso pedacinho encantado
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:49


875 - BALADA DE MAU MOMENTO

por Fernando Ramos, em 21.07.16

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  • 875 - BALADA DE MAU MOMENTO
  •  
  • Hoje não chega lírios nem a estrela
  • Que me aquecem o coração
  • E alegria quente nem vê-la
  • Só a rebeldia p´lo meu violão
  •  
  • Sou levado a estar de sentinela
  • Percorrendo noites de breu
  • Neste meu inverno vejo a flor amarela
  • Caída num chão, tão murcha como eu
  •  
  • Sei lá porque vou dorido
  • Neste caminhar do destino
  • Quero dar um grito que vai sumido
  • No meu jardim de vida pouco florido
  •  
  • E neste azedume que me deixa frio
  • Apenas habita a desilusão
  • Que nas veias corre-me como um rio
  • P´ras marés de choro da depressão
  •  
  • Meu coração agora está a doer
  • Mas lutando vou tentar ser feliz
  • Pensando que amargura vai desaparecer
  • E que vou perder penosa cicatriz
  •  
  • E nesta balada de mau momento
  • Aparecerá o arco-íris depois do trovão
  • Virá colorido de belo sentimento
  • Bastando um poema, bastando uma canção
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 12:55


874 - ASSISTIMOS E FAZEMOS DE CONTA

por Fernando Ramos, em 21.07.16

 

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  • 874 - ASSISTIMOS E FAZEMOS DE CONTA
  •  
  • Já assisti a varias situações na vida
  • Assisti quando muito novo
  • Que as pessoas eram mais honestas
  • Educadas, leais e dignas
  •  
  • Depois assisti a época de ter
  • E das aparências, como ter dinheiro
  • Viver bem era a fase de ter tudo,
  • Se possível mais que os outros
  •  
  • Agora e passados uns bons anos
  • Assisto à fase do faz de conta
  • Que os pais educam bem os filhos
  • E que os filhos fazem de contam
  • Que aprendem muito na escola
  • È que á noite quando saiem,
  • Que vão para casa de amigos
  • Quando realmente vão para vidas
  • Por nós os mais velhos
  • Nunca imaginadas
  •  
  • Os políticos fazem de conta
  • Que são francos, honestos
  • E merecedores do nosso voto
  • Porque dizem ter remédio  
  • P´ra resolver a miséria do povo
  • Que cresce como erva daninha
  • E que estão a resolver o problema
  • P´ra que o mundo viva em paz
  •  
  • E o que assistimos é, que
  • Num lugar não muito longe
  • Ao bem perto de nós
  • Nossos irmãos sofrem
  • Com a Guerra que nunca acaba
  • E nós acreditamos nos políticos
  • E depois somos brindados
  • Com alguns corruptos e com
  • Uma justiça, que só funciona
  • Para os pobres, porque
  • Para os outros há sempre
  • Um chapéu de aba larga que os protege
  •  
  • E nós não queremos ver
  • Ou fechamos os olhos
  • A tudo que se passa
  • E fazemos de conta
  • Que está tudo Bem
  • E este infelizmente para mim
  • E para muitos, é o mundo actual
  • Que vivemos
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:10


873 - CHEGOU A HORA

por Fernando Ramos, em 20.07.16

 

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873 - CHEGOU A HORA

 

Eu te amei, e como te amei

Amei-te tanto, parte da vida

O quanto, nem eu sei bem

Só sei que foi ilusão vencida

 

Amei-te por becos e ruelas

Encostados às paredes da paixão

Hoje, me sinto triste dessas sequelas

Que moram bem fundo do coração

 

Sentado na mesa, sentindo pena

Relembro os momentos em clamor     

Bebendo copos p´ra mágoa serena 

Esquecendo por momentos tal dor

 

Já não me dás sinal algum

E procurei-te por toda a parte

Não te encontrei em lado nenhum

E esta paixão vejo que parte

 

Ditoso meu coração carente

Das lembranças da doce aurora

Já temo menos as dores que sente

Porque pró final, chegou a hora

 

Eu te amei, e como te amei

Amei-te tanto, parte da vida

O quanto, nem eu sei bem

Só sei que foi ilusão vencida

 

de: fernando ramos

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publicado às 23:22


872 - DEUSES DO MUNDO

por Fernando Ramos, em 20.07.16

 

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872 - DEUSES DO MUNDO

Os Deuses dos povos do mundo

São de paz, esperança e amor

Dizem os homens ao segundo

Mas o que se vê por aí é a dor

 

Deus é o Santo do amor

A ele se reza parte do dia

P´ra que nunca caia o terror

A este mundo de gente fria

 

A vida está numa confusão

E não há maneira de se entender

A fome corta o coração

A quem tudo faz p´ra resolver

 

Os Deuses dos povos do mundo

São de paz, esperança e amor

Dizem os homens ao segundo

Mas o que se vê por aí é a dor

É a guerra da noite escura

Que a natureza vai sofrendo

Não há na terra quem a segura

E os povos vão morrendo

 

Triste sina da nossa vida

Que nos dá desgosto profundo

A paz é a oportunidade perdida

Desde que o mundo é mundo

 

Deus é o Santo do amor

A ele se reza parte do dia

P´ra que nunca caia o terror

A este mundo de gente fria

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 20:15


871 - DESFEITO EM CARINHO

por Fernando Ramos, em 20.07.16

 

 

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871 - DESFEITO EM CARINHO

 

Sinto teu corpo bonito

Ondulando em meu gostar

A tua voz corre num grito

Por mim a murmurar

 

Dizendo bem devagarinho

“É tão bom fazer amor”

E eu desfeito em carinho

Beijando-te minha flor

 

És a minha forte adoração

Num lugar perfeito que nunca resisti

Quero-te com tanto amor

Melosamente em silêncio por ti

 

Ao beijar teu pescoço fino

É tão grandioso o que consegui

Meu coração bate em desatino

Porque um doce de teu corpo, eu senti

 

É maravilhoso o tanto que vi

E nosso vaivém, vai perto do fim

A magia corre loucamente de ti p´ra mim

E, é tão gostoso, aquilo que senti

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 18:12


870 - O CONTADOR DE HISTÓRIAS

por Fernando Ramos, em 20.07.16

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870 - O CONTADOR DE HISTÓRIAS

 

Cruzei-me na rua com um contador de histórias

Tinha os lábios secos por tantas histórias contar

Ele contava-me olhando para as nuvens

Que elas eram brancas e brilhavam tanto

Por causa da luz do sol

Do divino sol que nos aquece a todos

E o que ele conta, com todo o respeito

É apenas o que ele conta nas suas histórias

Falando das suas preciosas viagens

E do mundo que bem conhecia

Tão bem como os navegadores de outrora

Falou-me do muito mar que já viu

E das estrada que suas

Velhas pernas já pisaram

Falava-me dos caminhos e dos trilhos da vida

Da felicidade e da solidão que nunca

Sentiu por este mundo fora

Mas que sabe que muito por aí vai escondida

Disse-me que, desde que o mundo é mundo

Foi desenhado e escrito por Deus

E que sempre existiram percalços na vida

De momentos mal passados

Das coisas e das pessoas

E que ser feliz não é viver apenas

Bons momentos de alegria

Mas enfrentar a tristeza com sabedoria

Falou-me das conchinhas que já tinha

Encontrado à beira mar

Bem como dos montes

Que para ele não tinham segredos

Ou como dos abraços que foi deixando

Sem expressar palavras

Falou-me do mal e do bem

Que a humanidade religiosamente guarda

Este é um contador de histórias

Do nosso tempo onde tudo tem preço

E nada tem valor, por falta de amor

Dum tempo que, ó muito me engano

Precisará cada vez mais

Dos andarilhos da vida contadores de histórias

 

de. Fernando Ramos

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publicado às 16:10


869 - IRMÃOS

por Fernando Ramos, em 20.07.16

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869 - IRMÃOS

 

Somos todos irmãos

Diz Cristo nos Evangelhos

Ele pede que se dê as mãos

E seguir seus conselhos

 

Mas alguns são tão pecadores

Que deixam Cristo magoado

Dizendo-se soberanos senhores

De seu irmão encarcerado

 

Outros irmãos são do bem

E Cristo os ama por isso

São como a luz de Belém

Num mundo perfeito de juízo

 

Irmãos, seremos como Cristo quiser

Na sua piedosa misericórdia

A paz que chegue ao final que se quer

P´ra nas famílias terminar a discórdia  

 

Oh Cristo meu redentor

Faz do irmão por todos, amado

P´ra terminar penosa dor

Neste mundo massacrado

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 12:12


868 - FOLHAS SEM DONO

por Fernando Ramos, em 20.07.16

 

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FOLHAS SEM DONO

 

Sei, que caí as folhas sem dono

Vorazmente, p´lo vento arremessadas

De dia à tarde ou nas madrugadas

Nos límpidos meses de Outono

 

Sei que voam no vai vem do vento

Pelos campos, pisadas p´la garotada

Passando pelo mau tempo da geada

Que no olhar dum velho vai doendo

 

E do nada constroem os sonhos

Dos pintores inspirados pelas folhas

Fazendo aguarelas nada tristonhas

Deixando tantos e tantos olhos risonhos

 

E as folhas caídas são metades iguais

Para as vidas que por elas passam

Que sem lhes tocar não ameaçam

As suas longas viagens naturais

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 10:45


867 - BEIJO SUMIDO

por Fernando Ramos, em 19.07.16

 

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BEIJO SUMIDO

 

Faço tudo por teu beijo

Nem que suba às montanhas da lua

Sabes bem o quanto desejo

Sentir o calor da minha pele, na tua

 

Teus lábios, me levam em perdição

Ao docemente os beijar

Não sei porquê, nem porque não     

Por eles morrerei a desejar

 

Dá-me o beijo que tanto ensejo

Se for preciso vou p´lo mundo perdido

Se não mo dás, eu prevejo

Ser um beijo p´ra sempre sumido

 

Beija-me, beija-me docemente

Tua boca na minha, é união     

Por ela escreverei eternamente

Pela pena que balança na minha mão

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 22:59


866 - DESEJOS ACORDADOS

por Fernando Ramos, em 19.07.16

 

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 DESEJOS ACORDADOS

 

Juntas-te a mim em laços de ternura

Juntei-me a ti em laços de amor

Eu prisioneiro de ti, é a loucura

Tu prisioneira de mim, és resplendor

 

Já não sabemos que fazer

P´ra desatar nossos nós

Bem apertados por tanto querer

No nosso leito, deitados sós

 

E Perdidos de fascínio e paixão

Nossos corpos se fintam

Numa doce pura emoção

Prós olhos que felizes tilintam

 

E nosso amor é um recitar de fascínio

Num poema ofegante de laços

Poéticos, loucos em desatino

Escrito por desejos abençoados

 

De Fernando Ramos

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publicado às 21:28


865 - CONFINS DA MADRUGADA

por Fernando Ramos, em 19.07.16

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CONFINS DA MADRUGADA

 

É nos confins da madrugada

Que medito na minha vida

E vejo que vai amargurada

Por triste causa perdida

 

Em noites ao relento

A boémia vai-me matando

Por pecados que não leva o vento

Que de mansinho me vão levando

 

Oh madrugada que vais parindo a má sorte

Tu, vais me levar ao mau final

Diz madrugada se queres minha morte

Ou que adormeça como outro igual

 

Por favor madrugada

Faz-me feliz, dá-me boas auroras  

Deixa-me viver a vida ofertada

Todas as noites e todas as horas 

 

Minha fiel noite amiga

Aconchega-me de amor p´la madrugada

Se não, meu destino é causa perdida

E minha vida, infeliz e desgraçada

 

De: Fernando Ramos 

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publicado às 17:10


864 - FADISTA PREFERIDO

por Fernando Ramos, em 19.07.16

 

 

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 FADISTA PREFERIDO

 

Preparo a minha actuação,

Observando a assistência

E ensaio minha voz

Junto dos meus músicos

Dedilhando guitarradas

 

Observo o público

Tentando adivinhar

A ansiedade ou a descrença

Nos seus olhares

E nessa inquietude

Penso se serei capaz

De agarrar esse publico

Que me aguarda

Envolvido na áurea fadista

 

E minha incerteza cresce

Como um mistério inexplicável

Canto o meu fado,

E nele coloco palavras

De paixão e de sofrimento

De ingratidão e inveja

E de mais outras

Que vão saindo por minha garganta

Já cansada por tantas noites de fascínio

 

Peço a quem me ouve

No silêncio da sala cheia de assombro

P´ra me acompanhar num,

Ou noutro Fado mais conhecido

E minha ansiedade vai desaparecendo

E o meu medo vai de fugida

O público aplaude

E eu me sinto o fadista preferido

Das palavras imaginadas

P´lo poeta num banco de Jardim

A beirinha de um passado

De alegrias e tristezas

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 14:04


863 - DANÇO AO AMOR

por Fernando Ramos, em 19.07.16

 

 

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 DANÇO AO AMOR

 

Preciso ao som do velho violino

Dançar em passos de sedução

Desvendar num ondular de bailarino

Como invadir preciosa imaginação

 

Quero rodopiar sem parar

P´ra com magia tanto amar

E ao som da melodia balançar

p´ra um coração poder acordar

 

Quero ao som desse coração

Recônditos segredos entregar        

Nele perder toda a razão

Em desejos que nos vão saciar

 

Danço ao amor, esse milagre da vida

E amarei em silencio até não poder mais

Bailarei em seu corpo como pétala perdida                

Num mar de paixões correndo pró cais

 

 de: Fernando Ramos

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publicado às 12:27


862 - CHEGOU A HORA

por Fernando Ramos, em 19.07.16

 

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862 - CHEGOU A HORA

 

Eu te amei, e como te amei

Amei-te tanto, parte da vida

O quanto, nem eu sei bem

Só sei que foi ilusão vencida

 

Amei-te por becos e ruelas

Encostados ás paredes da paixão

Hoje me sinto triste com sequelas

Que moram bem fundo do coração

 

Sentado na mesa, sentindo pena

Relembro os momentos em clamor     

Bebendo copos p´ra mágoa serena 

Esquecendo por momentos tal dor

 

Já não me dás sinal algum

E procurei-te por toda a parte

Não te encontrei em lado nenhum

E esta paixão, vejo que parte

 

Ditoso meu coração carente

Das lembranças da doce aurora

Já temo menos as dores que sente

Porque pró final, chegou a hora

 

Eu te amei, e como te amei

Amei-te tanto, parte da vida

O quanto, nem eu sei bem

Só sei que foi ilusão vencida

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 09:42


861 - CORAÇÃO AMADO

por Fernando Ramos, em 18.07.16

 

 

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861 - CORAÇÃO AMADO

 

Tive um sonho lindo

Que jurei dele não contar

Mas não resisto sorrindo

Porque p´ra lua vou falar

 

Minha lua branca amiga

Meu segredo te vou dizer

Sonhei com uma cantiga

P´ra alguém que fui conhecer

 

Cantei que p´lo céu voava

Procurando uma paixão

Seria ela a minha amada

P´ras nuvens do meu coração

 

O céu me abençoou

Por esse amor procurado

Uma Estrela de mim se abeirou

Beijando meu coração amado

 

Com a Estrela p´lo céu fiquei

Tornando-se de mim ansiosa

Meu sonho lindo, abandonei

Presenteando à Lua curiosa

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 22:16


860 - OS AMIGOS DA POBREZA

por Fernando Ramos, em 18.07.16

 

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  • 860 - OS AMIGOS DA POBREZA - 1
  •  
  • Os Banqueiros do mundo inteiro
  • Decidiram num um acto de coragem
  • Organizar um evento
  • Resolvendo convidar a sumidade
  • Da alta finança e da sacanagem
  • Para alimentar a pobreza
  •  
  • A mesma pobreza que anos a fio
  • Não deixa de entregar
  • As suas parcas moedas,
  • Provenientes dos seus magros salários
  • À guarda dos referidos Banqueiros
  • Pessoas impolutas e insuspeitas
  • Afirmo eu desde já!
  • P´ra que, caridosamente se ajuda-se os pobres
  • A gerirem sua vida de forma agradável, como:
  • Empestando-lhes dinheiro, e mais dinheiro
  • Nem Mais!
  • E, entregando-lhes cartões de crédito
  • Se possível, em quantidade apreciável
  • Sempre a troco de pouca coisa
  • Só… da hipoteca da sua habitação
  •  
  • Os Banqueiros então resolveram
  • Generosamente organizar um grande
  • Jantar dançante
  • E para os ajudar nas despesas
  • Que iriam ter com os pobres
  • Convidaram uns amigos!
  • Alguns Presidentes e ministros,
  • Que são, quem sempre está disponível
  • Em ajudar com o dinheiro dos impostos
  • Da pobreza (claro!).
  • Algum Banqueiro que esteja em dificuldade
  • Para não levar o banco à falência
  •  
  • Convidaram também, e merecidamente diga-se
  • Quase todos os especuladores,
  • E até alguns traficantes de toda a espécie,
  • Tudo gente de elevado nível, social e até cultural
  • E tudo isto em homenagem aos pobres
  • Quem generosamente tem engordado
  • Anos, e anos seguidos… os Banqueiros.
  •  

        Foi também convidado para a festança

  • A imprensa, escrita e televisionada
  • Pois o mundo deveria de ter conhecimento
  • de tal acto generoso promovido pelos Banqueiros.
  • Tudo em directo para todos os países
  •  
  • Realizou-se o Jantar e dançou-se o Rock,
  • O Fank, o Tango, o Tiro-liro-liro e até o Samba
  • E ficou acordado entre os Banqueiros
  • Que o dinheiro ali realizado, (claro depois de deduzida
  • As respectivas despesas), seria para ser
  • Investido num fundo a 20 anos,
  • Para no fim desse tempo, se ainda houvesse dinheiro
  • Se comprar arroz, legumes, batatas e pilhas eléctricas
  • Para auxiliar a pobreza, e se ainda sobra-se
  • Uns dinheiritos, os Banqueiros por cortesia
  • Abriam uma conta nos seus bancos
  • A todos os pedintes, sem abrigos e arrumadores
  • A fim de depositarem as suas economias diárias.
  •  
  • Realizou-se o jantar, dançou-se comeu-se muito bem
  • Bebeu-se whisky, uns conhaques
  • Um champanhe Francês, e ainda
  • Se ofereceu-se umas “ganzas” à mistura,
  • Tudo em favor dos pobrezinhos do planeta
  • Foi muito bonito e comovente ver os Banqueiros felizes,
  • Por terem realizado com êxito tamanha solidariedade
  • No final da Jantarada dançante cantou-se o hino do Capital
  • E gritou-se vivas e loas aos grandes amigos
  • Da pobreza... OS BANQUEIROS
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 19:29


859 - ACORDAR

por Fernando Ramos, em 18.07.16

 

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  • 859 - ACORDAR
  •  
  • Haverá uma noite
  • Que nos roubarão as estrelas
  • Outra, que nos roubarão a Lua
  • Haverá um dia
  • Que nos roubarão as arvores,
  • As mimosas, as rosas
  • e até o Jasmim
  •  
  • Haverá noites
  • Que nos irão roubar a música,
  • As telas dos Pintores
  • Os livros do conhecimento,
  • A nossa alegria das tertúlias poéticas
  • E alegria das gentes de bem
  • Que sem nada em troca
  • Entregam solidariedade
  •  
  • Haverá noites que irão roubar
  • Os beijos, os abraços e as histórias
  • Que as mães contam aos filhos
  • E nós povo cordial e calmo
  • Assistiremos a todos estes roubos
  • Que quando acordarmos,
  • Já nos roubaram a paz
  •  
  • E cercados por abutres
  • Que em noites e dias
  • Nos desnudaram
  • E nos sugaram sem piedade
  • Ficaremos sem trabalho
  • Sem voz, sem cidadania
  • E sem amor
  •  
  • Acorda povo
  • E grita aos Deuses da liberdade
  • Antes que seja demasiado tarde
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:18


858 - A VALSA

por Fernando Ramos, em 18.07.16

 

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  • A VALSA
  •  
  • A calçada da vida, nós muito pisámos
  • Nos anos que por nós, correram sem dores
  • Construímos o lar, onde tanto nos amámos
  • E com o tempo não caímos em desamores
  •  
  • Nunca irei buscar num fado
  • A saudade triste como breu
  • Apenas fico calado
  • Prós Santos não te amarem, mais do que eu
  •  
  • Riamos e brincávamos da nossa tontaria
  • E a valsa dançávamos lá no salão
  • Foram belos tempos cheios de fantasia
  • E agora me resta a penosa desilusão
  •  
  • Hoje olho os pássaros num populoso ninho
  • Nos verdes jardins que calcorreio sozinho
  • Admiro as flores que acariciavas com carinho
  • Até que Deus te levou pró celestial caminho
  •  
  • Solitário, vejo o tempo passar
  • E como é difícil tua ausência aceitar
  • Aguardo que Deus brevemente me vá levar
  • P´ra que outra valsa contigo, eu dançar 
  •  
  • Nunca irei buscar num fado
  • A saudade triste como breu
  • Apenas fico calado
  • Prós Santos não te amarem, mais do que eu
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 17:31


857 - A FRASE

por Fernando Ramos, em 18.07.16
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  • A FRASE
  •  
  • Numa frase vou saber
  • E dar voz ao meu sentir
  • Nela vou descrever
  • A pérola por descobrir
  •  
  • E quero que aconteça agora
  • Que a frase saia da mente
  • Porque acho que está na hora
  • A minha ansiedade ser diferente
  •  
  • E com um belo sorriso
  • Já não vou de rua em rua
  • E p´la frase não será mais preciso
  • Continuar andar na lua
  •  
  • De outra frase já não quero saber
  • Porque é de sentido vago e pequeno
  • Esse drama, jamais voltarei a viver
  • Essa frase nunca mais vou escrever
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:59


856 - LISBOA DE AMOR

por Fernando Ramos, em 18.07.16

 

 

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  • LISBOA DE AMOR
  • Minha cidade é Lisboa
    De gentes de tanto vencer
    É terra onde a voz entoa
    Fados de poetas de bem saber
  •  
  • A cidade não tem salinas
    Nem sol de mau feitio
    Tem lindíssimas colinas
    Beijando o Tejo, que é o rio
  •  
  • Faz festas com os seus Santos
    E o António vai na marcha popular
    Tem clubes de seus encantos
    Lá para os lados da circular
  •  
  • Um é o Benfica do grande Eusébio
    Extraordinário artista de forte chuto
    Outro o Sporting que tem um génio
    Ronaldo, estrela maior do seu reduto
  •  
  • Lisboa tem varinas e o pregão
    Poetas e trovadores
    Tanto amor no coração
    Cantado em fados de ricos autores
  •  
  • Minha cidade não é o centro do mundo
    Nem de Marte nem da Lua
    Mas oferece um abraço profundo
    Ao turista, que lhe calcorreia a rua
  •  
  • Deixa corações depressa bater
    A quem a ama com alegria
    É pedaço de chão de enternecer
    Por ser tão bela e sem nostalgia
  •  
  • Já teve moinhos de maré
    E tem Camões seu grande poeta
    A fadista Amália, que ainda hoje é
    A voz da paixão, que no povo desperta
  •  
  • Minha Lisboa de amor
    Que o faz a toda a hora
    Dá beijos com tanto calor
    Ao seu passado, e agora
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 12:12


855 - A BRUMA NA CIDADE

por Fernando Ramos, em 18.07.16
  • 855 (2).jpg

     

  • A BRUMA NA CIDADE
  •  
  • Estaremos irremediavelmente sós
  • Se a bruma não sair da Cidade
  • Velhos, e operários gritarão a uma voz
  • Que à injustiça, chegou a dignidade
  •  
  • E tantos ficarão mais felizes
  • Pela boa nova extraordinária
  • Não mais acontecerá deslizes
  • Daqueles da ordem sumptuária
  •  
  • E o esqueleto do trabalhador incorrupto
  • Jamais terá sua pele suja e enrugada
  • Das maldades dum patrão bruto
  • Que lhe paga a miséria chorada
  •  
  • Serão novos ventos de liberdade
  • Que lhe vai moldar o fraco ganha-pão
  • Enganam-se, se acreditam na sinceridade
  • Do político que mente a seu irmão
  •  
  • Choremos pobres, choremos
  • Das mentiras que são prometidas
  • Porque decerto só comeremos
  • As migalhas no chão perdidas
  •  
  • Os operários à velha bigorna voltarão
  • Com a mesma ansiedade escondida
  • No ferro, a sua raiva baterão
  • Por causa da gloria mentida
  •  
  • E a bruma na cidade ficará
  • Como um pesadelo conquistado
  • O mal de senhores o mundo julgará
  • Por alguém nascido predestinado
  •  
  • Ao velho, a dor rasgará o ventre
  • Porque ainda acreditou na mudança
  • E o irmão operário, em união sente
  • A voz que apela por vingança
  •  
  • De volta à grossa turbina
  • Os operários não calam a revolta
  • Monta cavalos alados sem crina
  • P’ra correr num grito que se solta
  •  
  • De: Fernando ramos

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publicado às 10:10


854 - LISBOA É MINHA E TUA

por Fernando Ramos, em 17.07.16

 

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LISBOA É MINHA E TUA

 

Lisboa cidade de encanto

Tanto em dias frios e quentes

Por ela a voz eu levanto

Quando mal diz tristes mentes

 

Vagueio por minha Lisboa

Calcorreando sua calçada

E ao fim da tarde boa

Eu a abraço com amizade

Vejo que a cidade dos poetas

É saudosamente chorada

Trespassando peitos como setas

Quando à distancia é lembrada

 

Na sua sábia sabedoria

Gentes se abeiram do Tejo, sua luz

Ali aguardam que a maresia

Chegue à bela cidade que seduz

Ela é a inspiração da vida

Que percorre o caminho do sol

Sua alma não vai sofrida

No rio que não é triste, nem mole

 

Lisboa do povo bom

Que bem longe foi descobridor

Para lá levava o rico dom

Do seu Tejo protector

 

Nesta terra de céu azul claro

Onde o sol distribui alegria

A ele ninguém faz mau reparo

Porque é da Lisboa linda e de magia

 

Lisboa é de gente, que ama gente

Que a visita e a leva na saudade

Como um tesouro porque sente

Seu coração arfando pela cidade 

 

Lisboa é minha, e tua

E de heróis de boa memória

À noite, beija as estrelas e a lua

Sorrindo p´ra sua bonita história

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 22:17


853 - GLORIOSO TANGO

por Fernando Ramos, em 17.07.16

 

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  • GLORIOSO TANGO

Dançamos o glorioso tango

Talvez o ultimo, meu amor

Enrolados nos compassos

Em doce malícia sem pudor

 

Dançamos, dançamos o tango

Que é meu, teu e do mundo

Cheios de ardor e afeição

Mergulhados no esplendor

Do sentimento terno e profundo

 

Ele é o puro símbolo final

De toda nossa consternação

Giramos, giramos em belos passos

Perdendo-se no palco da emoção

 

Dançamos, dançamos

Nosso último tango

Restando apenas sombras

De ondulados corpos

Nas paredes iluminadas p’lo luar

E no chão da curiosa Lua

Ficarão gravados os passos

Que no futuro irão despertar

A imaginação nua e crua

 

Dancemos, dancemos meu amor

Dancemos até à exaustão

Trocando passos ritmados

P’lo batuque sereno e cansado

De nosso pobre coração

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 19:40


852 - CHORO CONSUMIDO

por Fernando Ramos, em 17.07.16

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 CHORO CONSUMIDO

Dos valentes regista a história

A sua heróica postura

Da guerra de triste memória

Resta apenas raiva e loucura

 

E com mágoas se relembra

A Guerra que nunca é nula

Porquê, porquê tal contenda

Rica de ambição, desprezo e gula

 

Um louco na história apareceu

Na Europa que se julgava de bem

Matou esperanças mas não venceu

E o mundo apelou à razão, sua mãe

 

Agora longe desse tempo

Ainda se aguarda melhoras

E neste passar tão lento

Vai na memória más horas

 

Mil lágrimas caídas

Dessa máscara tão nocturna

Muitas vidas foram sumidas

Por negra repelente figura

 

Dessa guerra sem sentido

Uma geração foi perdida

No seu choro consumido

Gritava-se paz, então conseguida

 

Do homem fica o pesadelo

Do seu acto vil e feroz

Pacifista precisa saber sê-lo

Para não voltar a ferida tão atroz

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 17:28


851 - AQUELE TEMPO

por Fernando Ramos, em 17.07.16

 

 
 

851-1.jpg

 

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  • AQUELE TEMPO
  •  
  • Nasci num tempo onde a vida
  • Não era feita nesta correria infernal
  • Nasci no tempo onde se podia
  • Brincar na rua saltando à corda
  • Jogar à bola, ao berlinde, e até lançar o peão
  • Sou do tempo de ler o cavaleiro Andante
  • O mundo de Aventuras
  • Os heróis Bill the Kid, e o Bufalo Bill
  • Dum tempo que se passeava p´los campos
  • E se conversava rodeado de doces cheiros
  • De tranquilidade, e dos lindos pavões
  • Que em liberdade passeavam pelo
  • Jardim do Campo Grande de Lisboa
  •  
  • Nasci num tempo onde a natureza
  • Em cada pequeno pedaço nos oferecia
  • O prazer de olhar as lindas flores
  • E onde pares de namorados nos bancos
  • Do jardim confessavam seu eterno amor
  • Na braseira da paixão, sem incomodo
  • Sou do tempo...
  • Onde não havia comida enlatada
  • Congelada, e sem sabor
  • E tenho quase a certeza
  • Que não havia crianças tão gordas
  • E de falsa abastança
  •  
  • Nasci antes da informática,
  • Tantos tinham trabalho
  • Nem que fosse a cultivar
  • Aqueles figos, e aquelas ameixas tão gulosas
  • Que nós miúdos tanto gostávamos
  • Que bom ser do tempo onde os pêssegos
  • Cheiravam tão bem
  • Que bom que era ser do tempo da fruta saborosa
  • Ser do tempo onde tudo era descoberta
  • E nós gostávamos tanto, tanto
  • Do tempo do nascimento dos Beatles
  • Do aparecimento das calças de ganga
  •  
  • Sei que nasci num tempo de alguma fome
  • Mas será que hoje esse tempo não existe?
  • Será que hoje não haverá mais fome
  • A nova miséria não andará encoberta?
  • Nesse tempo estava tudo à vista
  • Tudo era claro, tudo era honesto
  • A palavra dada ou um aperto de mão valia ouro
  • Nasci naquele tempo...
  • Agora a lágrima cai só de nele pensar
  • Que aconteceu meu Deus!
  • Estarei tão velho que agora pergunto
  • Que é feito desse tempo
  • Que tempos são os de hoje?
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:16


850 - CHICA MORENA

por Fernando Ramos, em 17.07.16

 

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  • CHICA MORENA
  • Na Adega da Chica, morena
    Passo horas de ricos momentos
    Ali ambiciono a paz serena
    Mergulhando em bons pensamentos
  •  
  • Agarrado à minha viola
    Canto, canto até o dia raiar
    Na noite meu espirito se consola
    Em quadras que a morena está amar
  •  
  • Chica, não chores das minhas baladas
    Elas são dores da alma, e meu receio
    P’ra ti as canto p’las velhas calçadas
    Entre o povo que é o nosso meio
  •  
  • De meus lábios brotam poemas
    Em frases embriagadas e desvairadas
    Que são para ti Chica... E apenas
    Os guardes como páginas sagradas
  •  
  • Elas são nossos beijos, e doces gemidos
    Trocados quando sós na velha adega
    Deles ficamos tontos e tão unidos
    Tornando-se poesia que a vida carrega
  •  
  • E nessa adega de meu canto
    Ouves as baladas de meu clamor
    São a minha vida num belo pranto
    P’ra teu coração feliz de amor
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 12:04


849 - DEUSA

por Fernando Ramos, em 17.07.16

 

849.jpg

 

 

  • DEUSA
  • Vejo a deusa dum templo Grego
  • Banhando-se nos raios da lua
  • É a mais linda da noite nua
  • Entre estrelas em desassossego
  •  
  • Em meu coração vai um suplício
  • Por olhar tal quadro cativante
  • Dessa linda Deusa deslumbrante
  • Que me leva de amor ao precipício
  •  
  • Vão ânsias dentro de mim
  • Pela sublime Deusa desejada
  • E numa noite desesperada
  • Uma estrela e a lua p´ra mim sorri  
  •  
  • Neste meu aconchego solitário
  • Não esqueço a graça e simplicidade
  • Que na Deusa não será casualidade  
  • Mas para mim é a eterna felicidade
  •  
  • De Fernando Ramos

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publicado às 10:22


848 - NOITE DE PRIMAVERA

por Fernando Ramos, em 15.07.16

 

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  • NOITE DE PRIMAVERA

 Numa noite de primavera

Andei por Lisboa

Percorrendo as velhas vielas e calçadas

E nesse mês de florescerem 

As sementes na terra

Ouvi na tasca bem velhinha

Desta briosa e linda cidade

O som da guitarra

Chorar teimosos trinados

As gentes ouviam

E se emocionavam

Num fado triste e negro

Tão negro como um céu sem luar

E no final da noite de primavera

P’la manhãzinha

Quando o sol desponta

As primeiras flores sorriam

Sorriam de felicidade

Da vida, da guitarra, e da fadista

Da tão castiça Lisboa

E o povo aquela hora

Ainda mal desperto

Vai num vaivém

Pró seu destino intimista

Fazendo contas, e murmurando

Como dando os bons dias à vida

E à doce manhã que chega

Pelo final da noite de primavera

Depois de tanta coisa boa ter acontecido

 

De Fernando Ramos

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publicado às 21:49


847 - UM BOCADINHO, ASSIM

por Fernando Ramos, em 15.07.16

 

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  • UM BOCADINHO ASSIM

À loucura falta um bocadinho assim

Para se encontrar na alegria e no amor

E de braço dado com a vida vai por aí

Com a timidez, a insegurança e a dor

 

Também leva euforia e o medo

Neste manicómio que é a vida

Traz tantos dissabores e enredo

Até à morte que vem ligeira e decidida

 

A timidez, timidamente aparece

Nesta encruzilhada de sentimentos

É envergonhada e por vezes lhe apetece

Esconder-se dos tristes maus momentos

 

A loucura lá segue bem acompanhada

Surgindo percalços aqui, acolá e ali

Leva a esperança que é companheira e fada

E lhe mostra o amor, no tal bocadinho assim

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 19:04


846 – PERGAMINHOS

por Fernando Ramos, em 15.07.16

 

846 (2).jpg

 

 

  • PERGAMINHOS
  •  
  • A minha violência de paixão
  • Não faz parte de teus caminhos
  • Meu peito sofrendo, bateu na ilusão
  • Gravou a carência em pergaminhos
  •  
  • Neste meloso assombro de amor
  • Esperei, esperei perdidamente
  • Não me quiseste, veio a dor
  • Dizes que te sou indiferente
  •  
  • P`ra mim,  nada mais resta
  • Senão a penosa consternação
  • Quando poderia ter sido uma festa
  •  
  • P’ra meu amor que dá poema
  • Rejeitado por teu coração
  • Soluçando agora por tanta pena
  •  
  • De: Fernando ramos

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publicado às 17:41


845 - PRAIA DA COELHA

por Fernando Ramos, em 15.07.16

 

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PRAIA DA COELHA

Meus olhos se fixam no mar

Que enrola na areia sem dor

Vai deliciando meu olhar

Com sua cor de primor

 

E no vai, vai da onda

Acabando na praia pequena

Trás espuma curta e longa

Na maresia de ouro, e serena

 

A praia da coelha é mansa

Lá o mar lava a alma

Ali se passa um dia de truz

Calcorreando a areia que não cansa

Porque é fina doirada e seduz

 

E no caminho que nos leva de volta

Para trás fica a coelha de ouro

De satisfação nosso coração solta

Um ai, ai p’la praia de rico tesouro

 

Neste regresso a casa

Evadidos somos p’la saudade

A coelha em nosso peito laça

O dia gozado em liberdade

 

E a noite chega de mansinho

Na praia de tanta alegria

Onde a onda leva devagarinho

O sonho na crista de fantasia

 

Minha doce praia da coelha

Do nativo e do turista amigo

Teu destino a natureza aconselha

Magia num amor correspondido

 

Nesta baia bela de rochas nas pontas

De entardeceres soberbos e brilhantes

Deixam as cigarras felizes e tontas

Maravilhando-nos com seus cantantes

 

Ó minha linda praia amiga

Belo pedaço de Deus

Nos presenteias sem fadiga

A beleza amada por olhos meus

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 14:45


844 - VAIVÉM DE PALAVRAS

por Fernando Ramos, em 15.07.16

 

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  • VAIVÉM DE PALAVRAS
  • Estou por aí num vaivém
    De palavras de beber
    E de tanto entristecer
    Elas rolam na lágrima
    Do meu pouco saber
    E se mascaram na dor
    Na dor que faz doer
  •  
  • Nesse vaivém, vou por aí
    Procurando a paz que é utopia
  • Encontra-la num meio perdido
    De palavras não é fácil
    Não sei se sou capaz
    Esse é um segredo escondido
    Que vai p´la tristeza que temia
  •  
  • E agora Estou por aqui
    Na cauda da solidão
    Das palavras que me estão a ver
    Aguardando apenas
    Que eu não vá por aí
    Pelo impossível que é feitiço
    E que me leva sem saber
  •  
  • E ando de coração ao alto
    Rebuscando um fiozinho
    De bonança mágica
    P’ra que o amanhã me faça sorrir
    Deste sonho e meu momento
    Que no fim é uma dança trágica
    Mas também de esperança
    Nas palavras que me fazem andar
    Andar por aqui neste vaivem
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 11:01


843 - MENTIRAS SEM SENTIDO

por Fernando Ramos, em 15.07.16

 

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  • MENTIRAS SEM SENTIDO
  • Quem nos oferta amanhãs
  • Que podem dar bom destino
  • Não queremos palavras vãs
  • Que só levam ao desatino
  • Não façam mais promessas
  • São mentiras sem sentido
  • E num tabuleiro de jogar são peças
  • Dum xadrez p´ra mate perdido
  •  
  • O mundo gira ao contrário
  • Do sentido vasto da paz
  • Vai-se p’lo caminho precário
  • E lá amar torna-se incapaz
  • Não nos ofereçam ilusões
  • São pecados que não amansa
  • Não calem mais os corações
  • Porque engana-los já cansa
  •  
  • Diga-se do mundo, o que se disser
  • Não passam de opiniões sumidas
  • Mas se um dia o homem quiser
  • Serão verdades bem entendidas
  • Que vai dar vidas sãs
  • A gentes de muito amor
  • Que respeitarão as vidas cristãs
  • Ofertando pão, carinho, e calor
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 09:31


842 - POESIA PARA TI

por Fernando Ramos, em 14.07.16

 

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  • POESIA PARA TI
  • Cada poema que escrevo
    Leva um pedaço de amor p’ra ti
    Ele se envaidece sem medo
    Porque ao escreve-lo
    Sabe que faz bem a mim
  •  
  • Ao leres não sei se te encantas
    Talvez nem seja isso que ensejo
    Nele não vão promessas tantas
    Nem é por aí que te cortejo 
  •   
  • Minha poesia sai como um rio
    Em marés de fios de pura água
    Esta inspiração jamais alguém sentiu
    Com isso vivem na eterna mágoa
  •  
  • Cada palavra que p’ra ti escrevo
    Minha alma tanto se engrandece
    É um acto de amor soberbo
    P´ra este tonto coração
    Que do teu muito padece
  •  
  • P’ra mim teu amor é um abrigo
    Onde guardas meus poemas
    Fazes da minha poesia um amigo
    Pintada em telas de airosas cenas
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 21:50


841 - MEU MUNDO

por Fernando Ramos, em 14.07.16

  

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MEU MUNDO

Este meu mundo não tem segredo

Nem é pertença de outro lugar

Seu amar vai correndo sem medo

Em veias de amizade sabendo perdoar

 

Percorro sua estrada desde nascença

Onde o sol se põem ao anoitecer

E no fim da noite a aurora não pensa

O que o mundo nesse dia vai oferecer

 

E ele desperta p’la alvorada sorrindo

Não escondendo a sua teia feia

À minha vida, nunca foi mentindo

Mostrou sempre a miséria em cadeia

 

Nele nunca terei medo de amar

Mesmo que vá p’la estrada sinuosa

Quero que me leve p´ra um lugar

Junto da paz e da beleza virtuosa

 

Dizem que o mundo já é do passado

Mas ele é de agora e será do futuro

Nem que seja rebelde e envergonhado

Jamais viro as costas a este meu mundo

 

De:  Fernando Ramos

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publicado às 19:09


840 - MAGIA GUARDADA

por Fernando Ramos, em 14.07.16

 

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MAGIA GUARDADA

Se por amor voares tão de perto

À estrela mais alta chegarás
Tua vida vai no voo certo
P´ra um destino, onde pousarás

 

Presa nas tuas asas vai p´lo ar
Toda a doce melancólica fantasia
Leva a firme vontade de amar
Um coração de liberdade apetecida

 

Ele te aguarda em tonta paixão
Ansioso p’la tua vaidosa chegada
Quer-te tanto, tanto com emoção

 

Na sua esperada loucura desesperada
Por esse voo de magia deslumbrada
Ansiada por seu peito, sem mágoa

De: Fernando Ramos

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publicado às 17:44


839 - INCENDIÁRIO TRAIÇOEIRO

por Fernando Ramos, em 14.07.16

 

839 (2).jpg

 

  • INCENDIÁRIO TRAIÇOEIRO

 Alguém disse um dia:

Portugal é um jardim

À beira mar plantado!

Mas será que é verdade?

Não será tão bonito assim?


O país, está bem queimado
A incúria grassa por aí

No verão temos a seca
E ruinosa é a destruição
Das florestas não conservadas
Mais a serra, bem careca
E tantas vidas arruinadas

 

Portugal é um Jardim em festa!
Que nos dera essa verdade assim!
A devastação é tão desonesta
Por ela rolam lágrimas sem fim


Da tão grande maldade

O incendiário traiçoeiro
Espalha a miséria demente
P’la mata, a troco de dinheiro
Num acto reles e indecente

 

Este louco, pouco se importa
Com tamanha insensatez
E a tristeza, o coração corta
P’la tão estúpida malvadez

 

Deita fogo em tanto lado
Onde a natureza chora
E o povo, passa um mau bocado

Acordai senhores 

Está na hora!

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 16:00


838 - O QUINTAL

por Fernando Ramos, em 14.07.16
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  • O QUINTAL
  •  

  • Visitamos a casa de uns amigos
  • Daqueles amigos do peito
  • E da janela até conseguimos
  • Desfrutar o Tejo a preceito
  •  
  • Que paisagem admirável 
  • Da minha linda cidade!
  • Bela imagem incontestável 
  • Sorrindo ao rio da felicidade
  •  
  • E quando a tarde já vai finda
  • Surge um bem consensual
  • É um pedaço que a natureza brinda
  • Ao entardecer num belo quintal
  •  
  • Que bem se está naquele regaço 
  • Por debaixo da sombra calma
  • Do abacateiro de algum cansaço 
  • Que nos vai purificando a alma
  •  
  • E nesse lugar de algumas flores
  • Respira-se o ar de fértil pureza   
  • Semeando bem estar e bons odores
  • Repletos de amor e gentileza
  •  
  • Deste maravilhoso espaço de bem
  • Meus amigos não fazem segredo
  • A outros que os visitam num vaivém   
  • Ofertando-lhes seu lugar soberbo
  •  
  • Ali, a poesia se espalha p’lo ar
  • No meio de tanto prazer
  • Goza-se o momento até se ficar
  • Inspirado p´ra tanto saber
  •  
  • Aos meus amigos ternuramente
  • Agradecemos este miminho especial
  • E o que queremos agora e sempre
  • É desfrutar seu maravilhoso quintal
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 15:34


837 - NOSSO CÉU AZUL

por Fernando Ramos, em 14.07.16

 

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  • NOSSO CÉU AZUL
  • Esta noite fomos ás nuvens azuis
    E lá estava o luar cor de marfim
    Acariciei teus peitos de truz
    Por debaixo do pijama de cetim
  •  
  • E bem agarradinhos no nosso leito
    Imaginámo-nos pombas a esvoaçar
    Desapertei teu cetim com tanto jeito
    E nos tivemos como aves acasalar
  •  
  • E nesse magnifico poético esplendor
    Cânticos se ouviram melosamente
    Consagrando o ninho do nosso amor
    Nas nuvens azuis de tons resplandecente
  •  
  • Pró céu azul embevecidos olhámos
    De olhos felizes e flamejantes
    E p’lo colorido divino suspirámos
    Felizes p´los belos momentos cativantes
  •  

de: Fernando Ramos

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publicado às 12:41


836 - LUGAR NENHUM

por Fernando Ramos, em 14.07.16

 

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LUGAR NENHUM

Hoje recordo quando te ouvia a fala

E tanto me beijavas sem demora

Como belo é o silencio que exala

Estas minhas lembranças agora

 

Nem a folha que lá fora se agita

Me faz esquecer esses doces tempos

Mesmo que o vento traga a saudade aflita

E nem que meu peito grite seus lamentos    

 

Este é um desejo consumido

Nos subúrbios da louca paixão

Mas nunca é um momento perdido

Que navega em águas de minha desilusão

 

Agora vejo como um magnifico clarão

O que passa por minha memória

Desses tempos que te roubei o coração

Que juntinho ao meu era a melosa glória

 

Hoje todas estas recordações

São como notas de música estranha

Composta na pauta de lamentações

Que p’la minha alma se entranha

 

Sofro por tua longa ausência

Que a lugar nenhum me conduz

Fica ao abandono toda a vivência

Que nem se resguarda na minha cruz

 

  De: Fernando Ramos

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publicado às 10:22


835 - À CHUVA

por Fernando Ramos, em 13.07.16

 

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À CHUVA

Fico parado sem sentir o tempo

E a chuva cai em meu corpo envelhecido

Alguém p´ra mim olha, e eu não sinto

O que importa mesmo é o momento

Que ao frio da agua, me dá um arrepio

Mas eu não lamento

Fazendo-me recordar tempos idos

Da minha meninice

E a chuva atrevida vai em queda

Sem cessar, sem cessar

Passando por meu corpo

Como um acto divino da natureza

 

De: Fernando Ramos 

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publicado às 22:03


834 - SE EU PUDESSE

por Fernando Ramos, em 13.07.16

 

834 (2).jpg

 

  • SE EU PUDESSE
  •  
  • Se eu tivesse o dom do vento
  • Soprava amor a todo momento
  • Fazia voar p´ra longe a injustiça
  • Tirava a dor do pensamento
  • E acabaria com a má preguiça
  •  
  • Mas se eu tivesse todos os dons
  • Terminaria com as guerras
  • Pintava a paz de lindos tons
  • E a todos oferecia férteis terras
  •  
  • Ai se eu pudesse... Deitava fora
  • O orgulho, a mentira e a miséria
  • Decretava leis sem demora
  • P’ra política ser coisa séria
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 19:46


833 - FUTURO CANALHA

por Fernando Ramos, em 13.07.16

833 (2).jpg

 

FUTURO CANALHA

Os excluídos calcorreiam as ruas costumeiras

Bem pertinhas de suas casas

Eles são os filhos da inconsciência

De quem Governa seu ganha pão

Estas são as virtudes de um governo sábio

Tão sábio que deixa homens e mulheres

Perto dos cinquenta anos de idade ou mais

ou ainda mais novos

Entregue ás mãos de um patrão esperto

Afinal mais esperto que os governos sábios

Metidos em redomas de vidro onde se fecham

 

Eles se aproveitam de pequenos pormenores

Até os mais escondidos

Nas leis elaboradas p’los tais sábios governos

Que dizem aprovar estas ditas leis

Em defesa da estabilidade e da liberdade

Mas qual Liberdade?

Quando pessoas vivem à mingua e à sorte

E outros se aproveitam da sua fragilidade!

Sabe-se lá com que interesses...

 

Não são certamente o destes excluídos 

Que sussurram p´las esquinas das cidades

A seu pobre coração sobre a falta de afectos

Dos misteriosos governos sábios

Que maquiavelicamente

Em determinadas alturas da vida

Tem sido fieis causadores 

Dos maus momentos de tristes destinos

 

Os dias dos excluídos se confundem

Uns com os outros

Como se fossem um relógio

Sem ponteiros que nunca se adianta

Nem nunca se atrasa

E eles mergulhados nesta verdade feia

Pensam que são demasiados novos

Para receber a sua reforma conquistada

Em longos anos de labor

E demasiado velhos para trabalharem

Como um direito que vem escrito

Em todos os manuais da vida humana

E afinal não passa de uma farsa bem ferida

 

Este não é aquele favo de mel tão doce

Como doce era o sabor de se sentirem úteis

P´ra sua meia idade como sempre aspiraram

Este é um pesadelo dos mais sinistros

Que agora vive em todos os excluídos

E que amanhã, infelizmente

Continuará a viver com outros sem sorte

Que terão as mesmas ruas

As mesmas esquinas

Para olharem  para um horizonte

Onde certamente e calmamente

Passeará o dinheiro dos espertos

E o absurdo puder dos sábios

Num futuro canalha

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 18:39


832 - PULOS DE FELICIDADE

por Fernando Ramos, em 13.07.16

832.jpg

 

PULOS DE FELICIDADE

Pobre mundo que nos rodeia

Vivendo ao sabor do vento

Triste futuro desencadeia

Faz-nos sofrer no seu tempo

Será preciso... Outro encontrar

Mais amante, solidário e seguro

Tanta ajuda se irá precisar

Nesse trilho longo e escuro

 

Serão relâmpagos de desilusão

Que na caminhada irão aparecer

Encontra-se pedras de alucinação

Dum duro chão, a percorrer

Mas anseia-se por um sonho lindo

Como mares de preciosos corais

Para trás ficará um mundo findo

Outro nascerá... De novos rituais

 

Ouvir-se à corações a sussurrar

Não por falta de novos afectos

Mas sim p’lo fim do triste caminhar

Que terminarão com longos desertos     

O amor, o amor de novo voltará

Sorrindo no aconchego da liberdade

A paz outro caminho percorrerá

Onde se pulará na imensa felicidade

 

Este é um gracioso desejo

Se acontecer... Esse futuro eu beijo!

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 16:16


831 - AMOR SEM JUÍZO

por Fernando Ramos, em 13.07.16

 

831 (2).jpg

 

  • AMOR SEM JUÍZO

Eu preciso de te falar

De beber teu sorriso

Já não sei como calar

Meu amor sem juízo

 

Tive um erro imperdoável

Cometi a traição num impulso

Dei-te a dor insuportável

Sofres deste meu abuso

Não ando nesta vida

Sem primeiro a razão escutar

Não a ouvi, germina a ferida

Da verdade difícil de aceitar

 

Eu preciso de te falar

De beber teu sorriso

Já não sei como calar

Meu amor sem juízo

 

Tanto abracei p’ra te proteger

De alguma insensatez voraz

Mas acabei por te perder

Não sei como fui capaz

Vivemos um belo amor

E te fiz juras sem ilusão

Trai-te... Agora sobra a dor

Jamais concedes teu perdão

 

Eu preciso de te falar

De beber teu sorriso

Já não sei como calar

Meu amor sem juízo

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 15:29


830 – DOCE MÃE

por Fernando Ramos, em 13.07.16

 

830 (2).jpg

 

DOCE MÃE

Na beira do rio sob a gratidão infinda

A doce mãe seu filho adormece

E naquele silencio a flor mais linda

Fragrâncias de sonho à noite tece

 

Na noite bela, tão bela como uma borboleta    

A Senhora mãe a seu menino sorri

No horizonte imaginado se abre uma greta

Mostrando à mãe um mundo ruim

 

Pensando ela... É mais bonito a beira do rio!

Onde reside o amor a viver em bonança  

E naquele quadro não bate o beijo frio       

Apenas p’ra seu filho a fiel segurança

 

A Mãe daquela beira jamais quer partir

Ali onde escuta o conversar das flores

Que por vezes muito a fazem sorrir

Enviando pró vento, maravilhosos odores

 

Naquele berço coberto pelo céu

A mãe sussurra ás estrelas que a cativa

Pede-lhes o amor quente dum seio seu

P’ra que seu menino em pureza viva

 

Depois do entardecer quando o sol já ia

Um poema se escreveu p’ra  seu espanto

À beira do rio o declamou na orvalhada fria

Empregnando ao momento, tanto, tanto encanto

 

E já na noite cativante de azul comovente

Olhando pró infinito das profundezas do luar

A doce mãe, ao menino oferece seu seio quente

Murmurando-lhe no rosto canções de embalar

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 11:54


829 - TROVAS DO BANDARRA NA GUITARRA

por Fernando Ramos, em 13.07.16

 

829.jpg

 

  • TROVAS DO BANDARRA NA GUITARRA
  • Trinam trovas na velha guitarra
    Numa castiça viela de Alfama
    Do poeta sapateiro, o Bandarra
    Que o povo deste país aclama
  • No dedilhar da nota inspirada
    Surge o desvaneio precioso
    Numa profecia à muito contada
    Do famoso Bandarra, de Trancoso
  •  
  • E guitarras murmuram em liberdade
    Trovas do ano de mil e quinhentos
    Que um poeta escreveu com felicidade
    Ofertando-nos hoje belos momentos
  • Foi a mestria popular do Bandarra
    Que a vil inquisição um dia castigou
    Hoje, ela é lembrada p’la velha guitarra
    Tocando profecias que Portugal herdou
  •  
  • Foi perseguido maltratado e preso
    Pelo regime que não o levou a sério
    Este génio rebelde duro e teso
    Que profetizou o Quinto Império
  • Ouvem-se tantas trovas excelentes
    Na noite bela e serena
    No ar bailam gemidos comoventes
    De guitarras a chorar de pena
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 09:42


828 – CATARINA

por Fernando Ramos, em 12.07.16

 

828

 

  • CATARINA
  • Tu Catarina, uma lição deste
    Ao esbirro do poder, que te mataria
  •  
  • Grávida por um amor que tiveste
    Enfrentaste o fascismo que consumia
  •  
  • Esta pátria de impuros que te esquece
    Pouco se importa com tua valentia
  • Mas o povo
  • O povo que te ama
    Não esmorece
  • Que como tu
  • Luta p’la justiça noite e dia!!!
  •  
  • De: Fernando Ramos

    (Catarina Eufémia) 

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publicado às 21:47


2 - O EXPECTÁCULO DA ÁGUIA

por Fernando Ramos, em 05.07.16

  

O EXPECTÁCULO DA ÁGUIA

 

No céu de brilho suave
Da esplendorosa casa de luz
A águia forte e altiva
Elegante e majestosa
Voa garbosamente
Seguida p´los olhares
Da multidão que se agita
Que em lágrimas se seduz
Vestida na cor quente
Da púrpura gloriosa
 
E naquele ameno voo
Puro e perfumado
Mensageiros celestes
Tecem a bela partitura
De um vibrante hino
Do vermelho aveludado
Que equipa o BENFICA
Por Deus abençoado
 
São lindas as imagens
De doçura divinal
Da Águia que se eleva
Em pura harmonia
E num fascinante fascínio
Ensina dignos adversários
A Respeitar tais magias
Nas amenas noites
Como nos cálidos dias
 
Os vibrantes adeptos
Vivem o suave encanto
Ouvindo a sinfonia
Do seu clube colossal
Deixando Adversários
Num total pranto
Com mais uma vitória
Do clube da Águia Imperial
 
Os fieis gloriosos sócios
De coração generoso
Observam em silêncio
Suculenta cena rica
Da esplendorosa Ave
Em seu voo sumptuoso
P’ra que sua alma nunca
Nunca doa pelo BENFICA
 
E no final do generoso voo
Desce ao seu tesouro
Perante olhares felizes
Que em sorrisos brilham
Por vê-la depenicando
Seu manjar de Ouro
Num magnifico espectáculo
Que Deuses e o povo Partilham
 
 
2-  De: fernandoramos


 

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1 - A ÁGUIA RAINHA DAS ALTURAS

por Fernando Ramos, em 04.07.16

 

 

 

  

1 - A ÁGUIA RAINHA DAS ALTURAS

 

  

 

Há tanto para dizer

 

Da Ave esplendorosa

 

E do encantamento à sua volta

 

Que na sua força e poder

 

Ostenta um símbolo de enaltecer

 

 

 

A exuberância é parte de si

 

E seus olhos de cristais

 

Transparentes como Diamantes

 

Guiam o adepto  

 

Que com ela anseia voar p´lo céu

 

Vistoso e colorido

 

Entre as nuvens que o merece

 

Buscando um destino apetecido

 

 

 

Foi Deus que a escolheu

 

E lhe ofereceu o dom de ser Benfica

 

Majestosa, bela e admirável

 

Rainha da luz e das alturas

 

No estádio que a glorifica

 

Nesse seu ninho de amor

 

Onde a chama imensa

 

Vibra e se ateia

 

 

 

Lá onde ele voa mais alto

 

Num tempo que com ela voa

 

No céu de segredo celestial

 

Onde nada ali se compara

 

Em tanta imponência Real

 

 

 

A Águia simplesmente Águia

 

Domina com o esvoaçar divinal

 

Porque a Majestade é ela

 

Poderosa e de fina postura

 

Que a multidão bem enaltece

 

A sua ave altiva e garbosa

 

Símbolo de farta bravura

 

  

 

1 - de: Fernando Ramos

 

 

 

 

 

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publicado às 19:25


151 - POVO, POVO

por Fernando Ramos, em 04.07.16

 

 

151 FR.jpg

 

 

POVO, POVO 

 

Povo, povo que estás na rua
MAIS UM TÍTULO ANDAS A FESTEJAR
Ergue a bandeira vermelha à luz da lua
Porque teu  povo a quer beijar

 

Eis BENFICA

teus adeptos vibrando à bandeira 
Que não sai de nosso olhar 
Flutuando ao Vento que a beija 

E ao sol que a deixa brilhar

BENFICA és o nosso amor

Que nos deixas felizes ao vencer

Por ti gritamos com tanto fervor

Tanto a sol como a chover 

 

Povo, povo que estás na rua
MAIS UM TÍTULO ANDAS A FESTEJAR
Ergue a bandeira vermelha à luz da lua
Porque teu  povo a quer beijar

 

de: Fernando Ramos

 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:05


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