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FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

FERNANDO RAMOS

Minha Poesia

11
Ago18

863 - DANÇO AO AMOR

Fernando Ramos

 

 

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 DANÇO AO AMOR

 

Preciso ao som do velho violino

Dançar em passos de sedução

Desvendar num ondular de bailarino

Como invadir preciosa imaginação

 

Quero rodopiar sem parar

P´ra com magia tanto amar

E ao som da melodia balançar

p´ra um coração poder acordar

 

Quero ao som desse coração

Recônditos segredos entregar        

Nele perder toda a razão

Em desejos que nos vão saciar

 

Danço ao amor, esse milagre da vida

E amarei em silencio até não poder mais

Bailarei em seu corpo como pétala perdida                

Num mar de paixões correndo pró cais

 

 de: Fernando Ramos

10
Ago18

862 - CHEGOU A HORA

Fernando Ramos

 

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862 - CHEGOU A HORA

 

Eu te amei, e como te amei

Amei-te tanto, parte da vida

O quanto, nem eu sei bem

Só sei que foi ilusão vencida

 

Amei-te por becos e ruelas

Encostados ás paredes da paixão

Hoje me sinto triste com sequelas

Que moram bem fundo do coração

 

Sentado na mesa, sentindo pena

Relembro os momentos em clamor     

Bebendo copos p´ra mágoa serena 

Esquecendo por momentos tal dor

 

Já não me dás sinal algum

E procurei-te por toda a parte

Não te encontrei em lado nenhum

E esta paixão, vejo que parte

 

Ditoso meu coração carente

Das lembranças da doce aurora

Já temo menos as dores que sente

Porque pró final, chegou a hora

 

Eu te amei, e como te amei

Amei-te tanto, parte da vida

O quanto, nem eu sei bem

Só sei que foi ilusão vencida

 

de: Fernando Ramos

07
Ago18

861 - CORAÇÃO AMADO

Fernando Ramos

 

 

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861 - CORAÇÃO AMADO

 

Tive um sonho lindo

Que jurei dele não contar

Mas não resisto sorrindo

Porque p´ra lua vou falar

 

Minha lua branca amiga

Meu segredo te vou dizer

Sonhei com uma cantiga

P´ra alguém que fui conhecer

 

Cantei que p´lo céu voava

Procurando uma paixão

Seria ela a minha amada

P´ras nuvens do meu coração

 

O céu me abençoou

Por esse amor procurado

Uma Estrela de mim se abeirou

Beijando meu coração amado

 

Com a Estrela p´lo céu fiquei

Tornando-se de mim ansiosa

Meu sonho lindo, abandonei

Presenteando à Lua curiosa

 

De: Fernando Ramos

06
Ago18

860 - OS AMIGOS DA POBREZA

Fernando Ramos

 

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  • 860 - OS AMIGOS DA POBREZA - 1
  •  
  • Os Banqueiros do mundo inteiro
  • Decidiram num um acto de coragem
  • Organizar um evento
  • Resolvendo convidar a sumidade
  • Da alta finança e da sacanagem
  • Para alimentar a pobreza
  •  
  • A mesma pobreza que anos a fio
  • Não deixa de entregar
  • As suas parcas moedas,
  • Provenientes dos seus magros salários
  • À guarda dos referidos Banqueiros
  • Pessoas impolutas e insuspeitas
  • Afirmo eu desde já!
  • P´ra que, caridosamente se ajuda-se os pobres
  • A gerirem sua vida de forma agradável, como:
  • Empestando-lhes dinheiro, e mais dinheiro
  • Nem Mais!
  • E, entregando-lhes cartões de crédito
  • Se possível, em quantidade apreciável
  • Sempre a troco de pouca coisa
  • Só… da hipoteca da sua habitação
  •  
  • Os Banqueiros então resolveram
  • Generosamente organizar um grande
  • Jantar dançante
  • E para os ajudar nas despesas
  • Que iriam ter com os pobres
  • Convidaram uns amigos!
  • Alguns Presidentes e ministros,
  • Que são, quem sempre está disponível
  • Em ajudar com o dinheiro dos impostos
  • Da pobreza (claro!).
  • Algum Banqueiro que esteja em dificuldade
  • Para não levar o banco à falência
  •  
  • Convidaram também, e merecidamente diga-se
  • Quase todos os especuladores,
  • E até alguns traficantes de toda a espécie,
  • Tudo gente de elevado nível, social e até cultural
  • E tudo isto em homenagem aos pobres
  • Quem generosamente tem engordado
  • Anos, e anos seguidos… os Banqueiros.
  •  

        Foi também convidado para a festança

  • A imprensa, escrita e televisionada
  • Pois o mundo deveria de ter conhecimento
  • de tal acto generoso promovido pelos Banqueiros.
  • Tudo em directo para todos os países
  •  
  • Realizou-se o Jantar e dançou-se o Rock,
  • O Fank, o Tango, o Tiro-liro-liro e até o Samba
  • E ficou acordado entre os Banqueiros
  • Que o dinheiro ali realizado, (claro depois de deduzida
  • As respectivas despesas), seria para ser
  • Investido num fundo a 20 anos,
  • Para no fim desse tempo, se ainda houvesse dinheiro
  • Se comprar arroz, legumes, batatas e pilhas eléctricas
  • Para auxiliar a pobreza, e se ainda sobra-se
  • Uns dinheiritos, os Banqueiros por cortesia
  • Abriam uma conta nos seus bancos
  • A todos os pedintes, sem abrigos e arrumadores
  • A fim de depositarem as suas economias diárias.
  •  
  • Realizou-se o jantar, dançou-se comeu-se muito bem
  • Bebeu-se whisky, uns conhaques
  • Um champanhe Francês, e ainda
  • Se ofereceu-se umas “ganzas” à mistura,
  • Tudo em favor dos pobrezinhos do planeta
  • Foi muito bonito e comovente ver os Banqueiros felizes,
  • Por terem realizado com êxito tamanha solidariedade
  • No final da Jantarada dançante cantou-se o hino do Capital
  • E gritou-se vivas e loas aos grandes amigos
  • Da pobreza... OS BANQUEIROS
  •  
  • de: Fernando Ramos
04
Ago18

859 - ACORDAR

Fernando Ramos

 

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  • 859 - ACORDAR
  •  
  • Haverá uma noite
  • Que nos roubarão as estrelas
  • Outra, que nos roubarão a Lua
  • Haverá um dia
  • Que nos roubarão as arvores,
  • As mimosas, as rosas
  • e até o Jasmim
  •  
  • Haverá noites
  • Que nos irão roubar a música,
  • As telas dos Pintores
  • Os livros do conhecimento,
  • A nossa alegria das tertúlias poéticas
  • E alegria das gentes de bem
  • Que sem nada em troca
  • Entregam solidariedade
  •  
  • Haverá noites que irão roubar
  • Os beijos, os abraços e as histórias
  • Que as mães contam aos filhos
  • E nós povo cordial e calmo
  • Assistiremos a todos estes roubos
  • Que quando acordarmos,
  • Já nos roubaram a paz
  •  
  • E cercados por abutres
  • Que em noites e dias
  • Nos desnudaram
  • E nos sugaram sem piedade
  • Ficaremos sem trabalho
  • Sem voz, sem cidadania
  • E sem amor
  •  
  • Acorda povo
  • E grita aos Deuses da liberdade
  • Antes que seja demasiado tarde
  •  
  • De: Fernando Ramos
02
Ago18

858 - A VALSA

Fernando Ramos

 

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  • A VALSA
  •  
  • A calçada da vida, nós muito pisámos
  • Nos anos que por nós, correram sem dores
  • Construímos o lar, onde tanto nos amámos
  • E com o tempo não caímos em desamores
  •  
  • Nunca irei buscar num fado
  • A saudade triste como breu
  • Apenas fico calado
  • Prós Santos não te amarem, mais do que eu
  •  
  • Riamos e brincávamos da nossa tontaria
  • E a valsa dançávamos lá no salão
  • Foram belos tempos cheios de fantasia
  • E agora me resta a penosa desilusão
  •  
  • Hoje olho os pássaros num populoso ninho
  • Nos verdes jardins que calcorreio sozinho
  • Admiro as flores que acariciavas com carinho
  • Até que Deus te levou pró celestial caminho
  •  
  • Solitário, vejo o tempo passar
  • E como é difícil tua ausência aceitar
  • Aguardo que Deus brevemente me vá levar
  • P´ra que outra valsa contigo, eu dançar 
  •  
  • Nunca irei buscar num fado
  • A saudade triste como breu
  • Apenas fico calado
  • Prós Santos não te amarem, mais do que eu
  •  
  • De: Fernando Ramos
30
Jul18

857 - A FRASE

Fernando Ramos
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  • A FRASE
  •  
  • Numa frase vou saber
  • E dar voz ao meu sentir
  • Nela vou descrever
  • A pérola por descobrir
  •  
  • E quero que aconteça agora
  • Que a frase saia da mente
  • Porque acho que está na hora
  • A minha ansiedade ser diferente
  •  
  • E com um belo sorriso
  • Já não vou de rua em rua
  • E p´la frase não será mais preciso
  • Continuar andar na lua
  •  
  • De outra frase já não quero saber
  • Porque é de sentido vago e pequeno
  • Esse drama, jamais voltarei a viver
  • Essa frase nunca mais vou escrever
  •  
  • De: Fernando Ramos
28
Jul18

856 - LISBOA DE AMOR

Fernando Ramos

 

 

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  • LISBOA DE AMOR
  • Minha cidade é Lisboa
    De gentes de tanto vencer
    É terra onde a voz entoa
    Fados de poetas de bem saber
  •  
  • A cidade não tem salinas
    Nem sol de mau feitio
    Tem lindíssimas colinas
    Beijando o Tejo, que é o rio
  •  
  • Faz festas com os seus Santos
    E o António vai na marcha popular
    Tem clubes de seus encantos
    Lá para os lados da circular
  •  
  • Um é o Benfica do grande Eusébio
    Extraordinário artista de forte chuto
    Outro o Sporting que tem um génio
    Ronaldo, estrela maior do seu reduto
  •  
  • Lisboa tem varinas e o pregão
    Poetas e trovadores
    Tanto amor no coração
    Cantado em fados de ricos autores
  •  
  • Minha cidade não é o centro do mundo
    Nem de Marte nem da Lua
    Mas oferece um abraço profundo
    Ao turista, que lhe calcorreia a rua
  •  
  • Deixa corações depressa bater
    A quem a ama com alegria
    É pedaço de chão de enternecer
    Por ser tão bela e sem nostalgia
  •  
  • Já teve moinhos de maré
    E tem Camões seu grande poeta
    A fadista Amália, que ainda hoje é
    A voz da paixão, que no povo desperta
  •  
  • Minha Lisboa de amor
    Que o faz a toda a hora
    Dá beijos com tanto calor
    Ao seu passado, e agora
  •  

De: Fernando Ramos

26
Jul18

855 - A BRUMA NA CIDADE

Fernando Ramos
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  • A BRUMA NA CIDADE
  •  
  • Estaremos irremediavelmente sós
  • Se a bruma não sair da Cidade
  • Velhos, e operários gritarão a uma voz
  • Que à injustiça, chegou a dignidade
  •  
  • E tantos ficarão mais felizes
  • Pela boa nova extraordinária
  • Não mais acontecerá deslizes
  • Daqueles da ordem sumptuária
  •  
  • E o esqueleto do trabalhador incorrupto
  • Jamais terá sua pele suja e enrugada
  • Das maldades dum patrão bruto
  • Que lhe paga a miséria chorada
  •  
  • Serão novos ventos de liberdade
  • Que lhe vai moldar o fraco ganha-pão
  • Enganam-se, se acreditam na sinceridade
  • Do político que mente a seu irmão
  •  
  • Choremos pobres, choremos
  • Das mentiras que são prometidas
  • Porque decerto só comeremos
  • As migalhas no chão perdidas
  •  
  • Os operários à velha bigorna voltarão
  • Com a mesma ansiedade escondida
  • No ferro, a sua raiva baterão
  • Por causa da gloria mentida
  •  
  • E a bruma na cidade ficará
  • Como um pesadelo conquistado
  • O mal de senhores o mundo julgará
  • Por alguém nascido predestinado
  •  
  • Ao velho, a dor rasgará o ventre
  • Porque ainda acreditou na mudança
  • E o irmão operário, em união sente
  • A voz que apela por vingança
  •  
  • De volta à grossa turbina
  • Os operários não calam a revolta
  • Monta cavalos alados sem crina
  • P’ra correr num grito que se solta
  •  
  • De: Fernando ramos
24
Jul18

854 - LISBOA É MINHA E TUA

Fernando Ramos

 

854.jpg

 

 

LISBOA É MINHA E TUA

 

Lisboa cidade de encanto

Tanto em dias frios e quentes

Por ela a voz eu levanto

Quando mal diz tristes mentes

 

Vagueio por minha Lisboa

Calcorreando sua calçada

E ao fim da tarde boa

Eu a abraço com amizade

Vejo que a cidade dos poetas

É saudosamente chorada

Trespassando peitos como setas

Quando à distancia é lembrada

 

Na sua sábia sabedoria

Gentes se abeiram do Tejo, sua luz

Ali aguardam que a maresia

Chegue à bela cidade que seduz

Ela é a inspiração da vida

Que percorre o caminho do sol

Sua alma não vai sofrida

No rio que não é triste, nem mole

 

Lisboa do povo bom

Que bem longe foi descobridor

Para lá levava o rico dom

Do seu Tejo protector

 

Nesta terra de céu azul claro

Onde o sol distribui alegria

A ele ninguém faz mau reparo

Porque é da Lisboa linda e de magia

 

Lisboa é de gente, que ama gente

Que a visita e a leva na saudade

Como um tesouro porque sente

Seu coração arfando pela cidade 

 

Lisboa é minha, e tua

E de heróis de boa memória

À noite, beija as estrelas e a lua

Sorrindo p´ra sua bonita história

 

de: Fernando Ramos

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