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841 - MEU MUNDO

por Fernando Ramos, em 11.06.18

  

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MEU MUNDO

Este meu mundo não tem segredo

Nem é pertença de outro lugar

Seu amar vai correndo sem medo

Em veias de amizade sabendo perdoar

 

Percorro sua estrada desde nascença

Onde o sol se põem ao anoitecer

E no fim da noite a aurora não pensa

O que o mundo nesse dia vai oferecer

 

E ele desperta p’la alvorada sorrindo

Não escondendo a sua teia feia

À minha vida, nunca foi mentindo

Mostrou sempre a miséria em cadeia

 

Nele nunca terei medo de amar

Mesmo que vá p’la estrada sinuosa

Quero que me leve p´ra um lugar

Junto da paz e da beleza virtuosa

 

Dizem que o mundo já é do passado

Mas ele é de agora e será do futuro

Nem que seja rebelde e envergonhado

Jamais viro as costas a este meu mundo

 

De:  Fernando Ramos

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publicado às 19:09


840 - MAGIA GUARDADA

por Fernando Ramos, em 10.06.18

 

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MAGIA GUARDADA

Se por amor voares tão de perto

À estrela mais alta chegarás
Tua vida vai no voo certo
P´ra um destino, onde pousarás

 

Presa nas tuas asas vai p´lo ar
Toda a doce melancólica fantasia
Leva a firme vontade de amar
Um coração de liberdade apetecida

 

Ele te aguarda em tonta paixão
Ansioso p’la tua vaidosa chegada
Quer-te tanto, tanto com emoção

 

Na sua esperada loucura desesperada
Por esse voo de magia deslumbrada
Ansiada por seu peito, sem mágoa

De: Fernando Ramos

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publicado às 17:44


839 - INCENDIÁRIO TRAIÇOEIRO

por Fernando Ramos, em 08.06.18

 

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  • INCENDIÁRIO TRAIÇOEIRO

 Alguém disse um dia:

Portugal é um jardim

À beira mar plantado!

Mas será que é verdade?

Não será tão bonito assim?


O país, está bem queimado
A incúria grassa por aí

No verão temos a seca
E ruinosa é a destruição
Das florestas não conservadas
Mais a serra, bem careca
E tantas vidas arruinadas

 

Portugal é um Jardim em festa!
Que nos dera essa verdade assim!
A devastação é tão desonesta
Por ela rolam lágrimas sem fim


Da tão grande maldade

O incendiário traiçoeiro
Espalha a miséria demente
P’la mata, a troco de dinheiro
Num acto reles e indecente

 

Este louco, pouco se importa
Com tamanha insensatez
E a tristeza, o coração corta
P’la tão estúpida malvadez

 

Deita fogo em tanto lado
Onde a natureza chora
E o povo, passa um mau bocado

Acordai senhores 

Está na hora!

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 16:00


838 - O QUINTAL

por Fernando Ramos, em 07.06.18
  • 838 (2).jpg

     

  • O QUINTAL
  •  

  • Visitamos a casa de uns amigos
  • Daqueles amigos do peito
  • E da janela até conseguimos
  • Desfrutar o Tejo a preceito
  •  
  • Que paisagem admirável 
  • Da minha linda cidade!
  • Bela imagem incontestável 
  • Sorrindo ao rio da felicidade
  •  
  • E quando a tarde já vai finda
  • Surge um bem consensual
  • É um pedaço que a natureza brinda
  • Ao entardecer num belo quintal
  •  
  • Que bem se está naquele regaço 
  • Por debaixo da sombra calma
  • Do abacateiro de algum cansaço 
  • Que nos vai purificando a alma
  •  
  • E nesse lugar de algumas flores
  • Respira-se o ar de fértil pureza   
  • Semeando bem estar e bons odores
  • Repletos de amor e gentileza
  •  
  • Deste maravilhoso espaço de bem
  • Meus amigos não fazem segredo
  • A outros que os visitam num vaivém   
  • Ofertando-lhes seu lugar soberbo
  •  
  • Ali, a poesia se espalha p’lo ar
  • No meio de tanto prazer
  • Goza-se o momento até se ficar
  • Inspirado p´ra tanto saber
  •  
  • Aos meus amigos ternuramente
  • Agradecemos este miminho especial
  • E o que queremos agora e sempre
  • É desfrutar seu maravilhoso quintal
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 15:34


837 - NOSSO CÉU AZUL

por Fernando Ramos, em 03.06.18

 

837.jpg

 

  • NOSSO CÉU AZUL
  • Esta noite fomos ás nuvens azuis
    E lá estava o luar cor de marfim
    Acariciei teus peitos de truz
    Por debaixo do pijama de cetim
  •  
  • E bem agarradinhos no nosso leito
    Imaginámo-nos pombas a esvoaçar
    Desapertei teu cetim com tanto jeito
    E nos tivemos como aves acasalar
  •  
  • E nesse magnifico poético esplendor
    Cânticos se ouviram melosamente
    Consagrando o ninho do nosso amor
    Nas nuvens azuis de tons resplandecente
  •  
  • Pró céu azul embevecidos olhámos
    De olhos felizes e flamejantes
    E p’lo colorido divino suspirámos
    Felizes p´los belos momentos cativantes
  •  

de: Fernando Ramos

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publicado às 12:41


836 - LUGAR NENHUM

por Fernando Ramos, em 02.06.18

 

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LUGAR NENHUM

Hoje recordo quando te ouvia a fala

E tanto me beijavas sem demora

Como belo é o silencio que exala

Estas minhas lembranças agora

 

Nem a folha que lá fora se agita

Me faz esquecer esses doces tempos

Mesmo que o vento traga a saudade aflita

E nem que meu peito grite seus lamentos    

 

Este é um desejo consumido

Nos subúrbios da louca paixão

Mas nunca é um momento perdido

Que navega em águas de minha desilusão

 

Agora vejo como um magnifico clarão

O que passa por minha memória

Desses tempos que te roubei o coração

Que juntinho ao meu era a melosa glória

 

Hoje todas estas recordações

São como notas de música estranha

Composta na pauta de lamentações

Que p’la minha alma se entranha

 

Sofro por tua longa ausência

Que a lugar nenhum me conduz

Fica ao abandono toda a vivência

Que nem se resguarda na minha cruz

 

  De: Fernando Ramos

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publicado às 10:22


835 - À CHUVA

por Fernando Ramos, em 01.06.18

 

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À CHUVA

Fico parado sem sentir o tempo

E a chuva cai em meu corpo envelhecido

Alguém p´ra mim olha, e eu não sinto

O que importa mesmo é o momento

Que ao frio da agua, me dá um arrepio

Mas eu não lamento

Fazendo-me recordar tempos idos

Da minha meninice

E a chuva atrevida vai em queda

Sem cessar, sem cessar

Passando por meu corpo

Como um acto divino da natureza

 

De: Fernando Ramos 

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publicado às 19:03


834 - SE EU PUDESSE

por Fernando Ramos, em 30.05.18

 

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  • SE EU PUDESSE
  •  
  • Se eu tivesse o dom do vento
  • Soprava amor a todo momento
  • Fazia voar p´ra longe a injustiça
  • Tirava a dor do pensamento
  • E acabaria com a má preguiça
  •  
  • Mas se eu tivesse todos os dons
  • Terminaria com as guerras
  • Pintava a paz de lindos tons
  • E a todos oferecia férteis terras
  •  
  • Ai se eu pudesse... Deitava fora
  • O orgulho, a mentira e a miséria
  • Decretava leis sem demora
  • P’ra política ser coisa séria
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 19:46


833 - FUTURO CANALHA

por Fernando Ramos, em 29.05.18

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FUTURO CANALHA

Os excluídos calcorreiam as ruas costumeiras

Bem pertinhas de suas casas

Eles são os filhos da inconsciência

De quem Governa seu ganha pão

Estas são as virtudes de um governo sábio

Tão sábio que deixa homens e mulheres

Perto dos cinquenta anos de idade ou mais

ou ainda mais novos

Entregue ás mãos de um patrão esperto

Afinal mais esperto que os governos sábios

Metidos em redomas de vidro onde se fecham

 

Eles se aproveitam de pequenos pormenores

Até os mais escondidos

Nas leis elaboradas p’los tais sábios governos

Que dizem aprovar estas ditas leis

Em defesa da estabilidade e da liberdade

Mas qual Liberdade?

Quando pessoas vivem à mingua e à sorte

E outros se aproveitam da sua fragilidade!

Sabe-se lá com que interesses...

 

Não são certamente o destes excluídos 

Que sussurram p´las esquinas das cidades

A seu pobre coração sobre a falta de afectos

Dos misteriosos governos sábios

Que maquiavelicamente

Em determinadas alturas da vida

Tem sido fieis causadores 

Dos maus momentos de tristes destinos

 

Os dias dos excluídos se confundem

Uns com os outros

Como se fossem um relógio

Sem ponteiros que nunca se adianta

Nem nunca se atrasa

E eles mergulhados nesta verdade feia

Pensam que são demasiados novos

Para receber a sua reforma conquistada

Em longos anos de labor

E demasiado velhos para trabalharem

Como um direito que vem escrito

Em todos os manuais da vida humana

E afinal não passa de uma farsa bem ferida

 

Este não é aquele favo de mel tão doce

Como doce era o sabor de se sentirem úteis

P´ra sua meia idade como sempre aspiraram

Este é um pesadelo dos mais sinistros

Que agora vive em todos os excluídos

E que amanhã, infelizmente

Continuará a viver com outros sem sorte

Que terão as mesmas ruas

As mesmas esquinas

Para olharem  para um horizonte

Onde certamente e calmamente

Passeará o dinheiro dos espertos

E o absurdo puder dos sábios

Num futuro canalha

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 18:39


832 - PULOS DE FELICIDADE

por Fernando Ramos, em 28.05.18

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PULOS DE FELICIDADE

Pobre mundo que nos rodeia

Vivendo ao sabor do vento

Triste futuro desencadeia

Faz-nos sofrer no seu tempo

Será preciso... Outro encontrar

Mais amante, solidário e seguro

Tanta ajuda se irá precisar

Nesse trilho longo e escuro

 

Serão relâmpagos de desilusão

Que na caminhada irão aparecer

Encontra-se pedras de alucinação

Dum duro chão, a percorrer

Mas anseia-se por um sonho lindo

Como mares de preciosos corais

Para trás ficará um mundo findo

Outro nascerá... De novos rituais

 

Ouvir-se à corações a sussurrar

Não por falta de novos afectos

Mas sim p’lo fim do triste caminhar

Que terminarão com longos desertos     

O amor, o amor de novo voltará

Sorrindo no aconchego da liberdade

A paz outro caminho percorrerá

Onde se pulará na imensa felicidade

 

Este é um gracioso desejo

Se acontecer... Esse futuro eu beijo!

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 16:16


831 - AMOR SEM JUÍZO

por Fernando Ramos, em 27.05.18

 

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  • AMOR SEM JUÍZO

Eu preciso de te falar

De beber teu sorriso

Já não sei como calar

Meu amor sem juízo

 

Tive um erro imperdoável

Cometi a traição num impulso

Dei-te a dor insuportável

Sofres deste meu abuso

Não ando nesta vida

Sem primeiro a razão escutar

Não a ouvi, germina a ferida

Da verdade difícil de aceitar

 

Eu preciso de te falar

De beber teu sorriso

Já não sei como calar

Meu amor sem juízo

 

Tanto abracei p’ra te proteger

De alguma insensatez voraz

Mas acabei por te perder

Não sei como fui capaz

Vivemos um belo amor

E te fiz juras sem ilusão

Trai-te... Agora sobra a dor

Jamais concedes teu perdão

 

Eu preciso de te falar

De beber teu sorriso

Já não sei como calar

Meu amor sem juízo

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 15:29


830 – DOCE MÃE

por Fernando Ramos, em 23.05.18

 

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DOCE MÃE

Na beira do rio sob a gratidão infinda

A doce mãe seu filho adormece

E naquele silencio a flor mais linda

Fragrâncias de sonho à noite tece

 

Na noite bela, tão bela como uma borboleta    

A Senhora mãe a seu menino sorri

No horizonte imaginado se abre uma greta

Mostrando à mãe um mundo ruim

 

Pensando ela... É mais bonito a beira do rio!

Onde reside o amor a viver em bonança  

E naquele quadro não bate o beijo frio       

Apenas p’ra seu filho a fiel segurança

 

A Mãe daquela beira jamais quer partir

Ali onde escuta o conversar das flores

Que por vezes muito a fazem sorrir

Enviando pró vento, maravilhosos odores

 

Naquele berço coberto pelo céu

A mãe sussurra ás estrelas que a cativa

Pede-lhes o amor quente dum seio seu

P’ra que seu menino em pureza viva

 

Depois do entardecer quando o sol já ia

Um poema se escreveu p’ra  seu espanto

À beira do rio o declamou na orvalhada fria

Empregnando ao momento, tanto, tanto encanto

 

E já na noite cativante de azul comovente

Olhando pró infinito das profundezas do luar

A doce mãe, ao menino oferece seu seio quente

Murmurando-lhe no rosto canções de embalar

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 11:54


829 - TROVAS DO BANDARRA NA GUITARRA

por Fernando Ramos, em 22.05.18

 

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  • TROVAS DO BANDARRA NA GUITARRA
  • Trinam trovas na velha guitarra
    Numa castiça viela de Alfama
    Do poeta sapateiro, o Bandarra
    Que o povo deste país aclama
  • No dedilhar da nota inspirada
    Surge o desvaneio precioso
    Numa profecia à muito contada
    Do famoso Bandarra, de Trancoso
  •  
  • E guitarras murmuram em liberdade
    Trovas do ano de mil e quinhentos
    Que um poeta escreveu com felicidade
    Ofertando-nos hoje belos momentos
  • Foi a mestria popular do Bandarra
    Que a vil inquisição um dia castigou
    Hoje, ela é lembrada p’la velha guitarra
    Tocando profecias que Portugal herdou
  •  
  • Foi perseguido maltratado e preso
    Pelo regime que não o levou a sério
    Este génio rebelde duro e teso
    Que profetizou o Quinto Império
  • Ouvem-se tantas trovas excelentes
    Na noite bela e serena
    No ar bailam gemidos comoventes
    De guitarras a chorar de pena
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 16:42


828 – CATARINA

por Fernando Ramos, em 21.05.18

 

828

 

  • CATARINA
  • Tu Catarina, uma lição deste
    Ao esbirro do poder, que te mataria
  •  
  • Grávida por um amor que tiveste
    Enfrentaste o fascismo que consumia
  •  
  • Esta pátria de impuros que te esquece
    Pouco se importa com tua valentia
  • Mas o povo
  • O povo que te ama
    Não esmorece
  • Que como tu
  • Luta p’la justiça noite e dia!!!
  •  
  • De: Fernando Ramos

    (Catarina Eufémia) 

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publicado às 09:47


827 - O POVO DESEMPREGADO

por Fernando Ramos, em 05.04.18

 

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  • O POVO DESEMPREGADO
  • Vejam o povo
    Que vai na praça
    Gritando a fome
    Que o espirito não acalma
    Choram a miséria
    Num sol de Maio
    Com a raiva livre
    Bailando na alma
  •  
  • Cantam entre amigos
    A dor da fome
    Em baladas ao vento
    Que desfraldam velas
    Ouvem a brisa
    No murmúrio lento
    Sacudindo a morte
    Debruçando-se
    P’las janelas
  •  
  • É o povo desempregado
    Na sua negra tormenta
    Suplica por migalhas
    Do magro salário
    Que o pobre estômago
    Não lhes alimenta
    Restando a rua
    Como Santuário
  •  
  • Juntos, na malévola
    Pobreza tristonha
    Mostram com raça
    Sua determinação
    Lutando de pé
    A injustiça enfadonha
    Chegando-lhes à pele
    A prisão sem fé
  • Que p’ra eles estranha não é
  •  
  • E as pálidas nuvens
    Negras silenciosas
    Se abatem sobre a razão
    Em noites bem misteriosas
    Matando um povo
  • Que apenas pede
    Trabalho e pão
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 18:50


826 - DEIXEM-NO RIR

por Fernando Ramos, em 04.04.18

 

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  •   DEIXEM-NO RIR
  •  
  • Ao final da tarde
  • Quando o sol vai de abalada
  • Dá um prazer danado
  • Escutar algumas pérolas
  • De Jorge Palma
  • E nesse doce entardecer
  • A melodia entra sem bater
  • Sem precisar de se anunciar
  • Numa rádio qualquer
  •  
  • O artista deambula seu gozo  
  • E vai dizendo a alma poeta
  • Só como ele a espreita
  • É assim a velha estrada
  • De sua musica aromática
  • Que ao piano, ou à guitarra
  • Mostra a raça e o coração
  • Em teimosos poemas
  • Ao amor, e á vida
  •  
  • Vai suplicando pelos dedos
  • Num teclado de piano
  • Para o deixarem rir
  • Na voz que engrandece os génios
  • Tocando e escrevendo
  • O que nós ouvimos como
  • Uma perpétua sinfonia
  • Que passa por toda a existência
  • A nossa existência
  •  
  • E ao som de pura liberdade
  • De compor
  • Vai soluçando magia
  • No melhor que pode oferecer
  • Como se fosse um fetiche
  • De emoções dentro de sonhos
  • Que se vão ouvir e ler
  • Através dos tempos
  • E ele num espirito de saudade
  • Vai suplicando arduamente
  • Para o deixarem rir 
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:50


825 - SAUDADE QUE VAI BATER

por Fernando Ramos, em 03.04.18

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  • SAUDADE QUE VAI BATER
  •  
  • Um dia
    Eu sei que de ti me vou separar
    E recordarei todos os momentos
    Bons e maus
    Recordarei todas as nossas conversas
    Talvez as mais engraçadas
    Recordarei todos os nossos sonhos
    Recordarei momentos partilhados
    Se calhar nessa altura
    A lágrima teimosa lá irá cair
    Pela saudade que irá bater
  •  
  • Um dia
    Cada um de nós irá para seu lado
    Talvez o Divino, ai não nos queira juntos
    Talvez, seja esse o nosso destino futuro
    E nesse infinito tempo
    Recordarei como foi bom
    A nossa vida aqui
    Como foi bom todos os momentos que
    Estivemos juntos
    Como foi bom tratarmos todos
    Do mesmo modo, brancos, negros
    De todas as raças
    Como foi bom sermos amigos da natureza
    Que tanto nos deu e nunca nos fez doer
    De ingratidão
    Como foi bom todas as ânsias
    Todos os problemas
    Todas as alegrias,
    Todas as nossas faltas de vergonha
    Para aqueles pedaços mais íntimos
    Que só nós sabemos
  •  
  • Um dia
    Se calhar irei recordar isso tudo
    Mas agora que estou junto de ti
    Quero apenas estar contigo
    Porque o meu futuro mais próximo
    É o meu amor sem poréns,
    Contigo
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 12:20


824 - ÁUREAS INSPIRADAS

por Fernando Ramos, em 02.04.18

 

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  • ÁUREAS INSPIRADAS
  • (soneto)

     

    Lanças palavras ao ar
    Empregnadas de belos momentos
    Deslumbras, quem te está a escutar
    Sem ferires seus sentimentos

     

    São poemas de emoção
    Escritos no teu recanto
    Tocam fundo um coração
    Ao momento dão encanto

     

    Dizes a vida com alegria
    E p’ra um peito é boa aragem
    Vinda de ti com simpatia

     

    São inspirações escolhidas e rebuscadas
    Que atravessam p’ra outra margem
    A margem das áureas inspiradas

     

  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:27


823 - DOR DE CASTIGO

por Fernando Ramos, em 30.03.18

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  • DOR DE CASTIGO
  • (soneto)
  •  
  • A dor vem no limbo do escuro
    Numa intensidade não liberta
    Traz tormento bem seguro
    Ao corpo que para ela desperta
  •  
  • É melancolia que não trás brisa
    É dor de tanto castigo
    Para uma vida, que bem ajuíza
    Seu passado de tanto perigo
  •  
  • À dor a claridade não chega
    Vai num mau fim que se avizinha
    E no escuro deixa a vida cega
  •  
  • Tendo a morte como final
    P’ra um céu, onde se caminha
    Livre de tanto sofrimento total
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 22:11


822 - CAMPO SILVESTRE DO CORAÇÃO

por Fernando Ramos, em 29.03.18

 

  • CAMPO SILVESTRE DO CORAÇÃO
  • 822 (2).jpg

     

  • O vento suavemente deixa a flor
    E no campo silvestre fica quieta
    Onde Deus deposita amor
    P’ra pura inspiração do poeta
  • Que busca nas pétalas graciosas
    Seu saber e esplendor
  •  
  • Quanta maravilha
    Vai nos trilhos do campo
    Onde a pureza empregna a natureza
    Quanta maravilha
    Cobre as papoilas o manto de Deus
    Que as engrandece de beleza
  •  
  • Esse é o ar puro, que se realça
    Do Santo Divino da paixão
    Esse é o ar puro que rescreve
    Notas pretas p ‘ra uma valsa
    Tocadas num palco de emoção
    E dançadas no campo silvestre
    Do coração
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 19:12


821 - LISBOA DO POVO E DO TURISTA

por Fernando Ramos, em 28.03.18

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  • LISBOA DO POVO E DO TURISTA
  •  
  • Lisboa, paraíso de sete colinas
  • Desperta aos raios da manhã
  • Brilha o sol nas casas Pombalinas
  • Da bela cidade amiga e cortesã
  •  
  • Nas ruas a liberdade pulula por ali
  • Desde cedinho sob um céu majestoso
  • O povo diz que a cidade é parte de si
  • Abençoada p’lo seu Santo fervoroso
  •  
  • À noite, a lua p’las janelas entra em cheio
  • Nos becos e vielas do fado submisso
  • O turista espreita as tascas, e de permeio
  • Apaixona-se p’la guitarra de timbre castiço
  •  
  • É nesta Capital mágica de mil sois
  • O visitante se move alegremente
  • Nas esplanadas prova pratinhos de caracóis
  • Saboreando-os com cerveja perdidamente
  •  
  • De dia, o estrangeiro Lisboa visita
  • As belezas aquecidas p’lo sol encantado
  • E à noite se perde pela voz da fadista
  • Que lhes dedica o fado de amor perfumado
  •  
  • É assim a maravilhosa Lisboa
  • Que o alfacinha tem p´ra oferecer
  • Tantos a querem como sua fada boa
  • E os turistas já mais a irão esquecer
  •  
  • E no eléctrico turístico vermelho e amarelo
  • Passeia-se p’la Cidade cosmopolita e amena
  • Deslumbrando-se próximo do céu, no Castelo
  • Olhando o Tejo e suas margens que são poema
  •  
  • O turista, calcorreia os bairros populares
  • Deambulando por ali sem alguma maçada  
  • O povo lhes oferece, em faustos jantares
  • Vinho tinto e a bela Sardinha assada
  •  
  • Pelas calçadas vai criando suas ilusões
  • Nesta cidade que para si é um espanto
  • Falam-lhes do grande poeta Camões
  • E da poesia que lhes dá tanto encanto
  •  
  • Na hora do visitante ir embora
  • A tristeza bate com ansiedade
  • Já amam Lisboa conhecida em boa hora
  • Levando no peito a palavra SAUDADE
  •  
  • E a cidade para eles bem se agita
  • Com amor e o calor do céu azul
  • Gritando muito feliz o turista
  • “Lisboa é bela como as ilhas do mar do sul”
  •  
  • De: Fernando Ramos

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820 - LIBERDADE RAPTADA

por Fernando Ramos, em 27.03.18

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  • LIBERDADE RAPTADA

Cai o silêncio na minha noite

E nela vejo sombras

Que não passam de fantasmas

Perseguidores p’lo meu

Tumultuoso mundo de emoções

 

Este silencio nocturno e triste

Me agiganta na límpida solidão

E faz, que cada vez esteja mais só

Perdido em penosos pensamentos

Que anseiam p’la liberdade de amar

Que me foi raptada

Levada, não sei p´ra onde

E por quem!

 

E num desespero solitário

Sinto meus fantasmas

Como uma espada que penetra

Em minha carne

Acompanhada p’la musica da dor

Que é pura ausência de amor

Habitando em minha vasta solidão

 

E neste temeroso caminho

Simplesmente aguardo

Que os fantasmas partam

E me deixem ficar

Cada vez mais só

Em meus impenetráveis

Pensamentos

Aguardando ansiosamente

Pela liberdade de amar

Então raptada

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 15:51


819 - PERDÃO PARA A MÃE

por Fernando Ramos, em 26.03.18

 

 

819.jpg

 

PERDÃO PARA A MÃE

 

Minha mãe foi rezar

Na Igreja da Virgem Maria

P’ra Virgem perdoar

O pecado que na alma lhe ia

 

Senhora perdoai minha mãe

Que é uma Santa mulher  

Os pecados que ela tem

Seu pobre coração fere

  

Carregamos a alma pecadora

Fazendo vida desgraçada

Perdoai-nos Santa Senhora

E que o céu seja boa morada

 

A Virgem perdoa sempre

Na sua piedosa Divindade

Adoramo-la eternamente

Jurando-lhe fidelidade

 

Na igreja, minha mãe reza

Pelo o mundo e p’la família

Quando lá vai, leva a promessa

De amor à Virgem Maria

 

E a Virgem bem a escuta

Nas suas tristezas da vida

Senhora, protege-a nessa luta

P’ra que nunca se sinta perdida

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 12:42


818 - CHOVEM BEIJOS DE AMOR

por Fernando Ramos, em 25.03.18

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CHOVEM BEIJOS DE AMOR

Teu sorriso soa em minha alma

Na harmonia que o maestro levanta

Inunda meu peito e o palpitar se acalma

Em tanta angustia melada, tanta... tanta

 

Esse teu sorriso que me dá perdição

Murmura ao vento levantando vagas

Num mar de amor pertinho do coração

Esconde beijos vestidos de pratas

 

De mil raios chovem desejos de amor

Perdidos em teus lábios gostosos

Caindo por terra num forte tremor

Aromas teus, como beijos melosos

 

É com espanto e tanta fantasia

Que meu penetrante olhar bem vigia

A tua boca bela de minha tontaria

P’lo brilhar da noite até ao raiar do dia

     

E no imenso azul de total luar

Beijamo-nos rendidos de olhos cerrados

Com nossos lábios quase a murmurar

Doces momentos tão perfumados

 

E uiva o vento num feliz tormento

Buscando beleza em teu sorriso maroto

Desfraldam velas e Naus não aguentam

O mar de beijos que por teus lábios solto

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 16:39


817 - LEVARAM MEU ANJO

por Fernando Ramos, em 24.03.18
  • 817 1 (2).jpg

     

  • LEVARAM MEU ANJO
  •  

    Levaram meu Anjo
    Levaram-me a vida
    Ficou a maldita dor
    A raiva, o desespero

    Mas Porquê?


    Porquê esta loucura
    Porquê esta brutalidade!

    Meu coração sangra
    Como lava incandescente
    De um vulcão sangrando ódio
    Por quem não conheço

     

    Porquê, meu Deus
    Mas Porquê esta tortura?
    Pararam minha existência
    Pararam meu tempo
    Pararam meu sopro

    Resta-me a esperança
    Só a esperança


    Que o coração cruel
    Devolva meu Anjo

    Roubou-me a liberdade
    A minha estrela
    Roubou-me o sal da vida
    Trouxe-me a dor
    Que baila em meu olhar

     

    Porquê, meu Deus?

    Mas porquê
    Este sofrimento
    Porquê este gostar
    De fazer doer
    Porquê este prazer mórbido
    De quem não sabe
    O que é o amor?

     

    (P'ra mães 
    de filhos raptados)

     

  • De: Fernando Ramos

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publicado às 22:18


816 -TEU AMOR É O RUM

por Fernando Ramos, em 23.03.18

 

816.jpg

 

  •  TEU AMOR É O RUM
  •  
  • "Diz lá, diz lá meu bem
    Porque bebes tanto Rum
    O ciúme te persegue, bem sei
    Mas o meu amor, és tu"
  •  
  • Nesse teu mergulhar em bebida
    Fazes-me sofrer sem razão
    Há muito me sinto perdida
    Por fazeres doer meu coração
  • Porquê, porquê tua tristeza
    Se desde novinha que sou tua
    Hoje penso que não foi beleza
    Quando me tinhas à luz da lua
  •  
  • "Diz lá, diz lá meu bem
    Porque bebes tanto Rum
    O ciúme te persegue, bem sei
    Mas o meu amor, és tu"
  •  
  • Estranha tua  atitude tortuosa
    Que me faz cair na solidão
    Agora a noite passa vagarosa
    Quando antes era só emoção
    Meu desespero é tão cruel
    Falta-me tua confiança
    Esse ciúme na nossa vida é fel
    Vai matando o amor de criança
  •  
  • "Diz lá, diz lá meu bem
    Porque bebes tanto Rum
    O ciúme te persegue, bem sei
    Mas o meu amor, és tu"
  •  
  • Agora, teu amor é o Rum
    Bebida da tua destruição
    Ele te consome, e não sofre só um
    Pois eu vivo em total consternação
    Esta maldita maleita te alcançou
    Como lamina de dor na nossa vida
    Toda esta angústia me cansou
    E o coração, não sara esta ferida
  •  
  • "Diz lá, diz lá meu bem
    Porque bebes tanto Rum
    O ciúme te persegue, bem sei
    Mas o meu amor, és tu"
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 18:53


815 - GUITARRA VAIDOSA

por Fernando Ramos, em 22.03.18

 

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  •  GUITARRA VAIDOSA
  •  
  • A nossa guitarra é vaidosa
  • Põem-se bonita ao trinar
  • Para a doce voz virtuosa
  • Que dela se faz acompanhar
  •  
  • Suas cordas são puro ouro
  • Tão macias como cetim
  • Dedilha-se este belo tesouro
  • Em fados de amor e dor ruim
  •  
  • Tanta riqueza, trina a coragem        
  • Diz o povo sentindo-a nos fados
  • Poetas oferecem vassalagem       
  • Em poemas de amores agitados
  •  
  • Do Tejo partiram Naus e Caravelas
  • Levando guitarras e guitarristas
  • Pró mundo novo à luz das velas
  • Ouvirem os Marinheiros fadistas
  •  
  • Que num brioso e castiço fado
  • Cumpriam a nobre missão
  • Tocavam a dor, o amor e o pecado
  • Que lhes morava pertinho do coração
  •  
  • Os bairros amam a sua guitarra
  • E os fadistas choram com ela
  • Uma voz ardente a ela se amarra
  • P’lo povo que a bebe à janela
  •  
  • E na sua vaidade de trinar
  • Ela sorri p’ra noite e pró dia
  • Com fadistas a maravilhar
  • O turista, o povo e a fidalguia
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:56


814 - BEIJOS PELA TARDINHA

por Fernando Ramos, em 21.03.18

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  • BEIJOS PELA TARDINHA
  • (SONETO)
  • Deste-me beijos pela tardinha
    Por esse encanto me fiquei
    E, em tua boca tão docinha
    Entre suspiros balancei
  •  
  • Nela, subi ao firmamento
    Tal era minha felicidade
    Quero teus lábios todo momento
    E que sabe... P’ra eternidade
  •  
  • Tua boca, é a doce loucura
    E fonte de mel do meu viver
    Teus beijos são pura ternura
  •  
  • P’ra meu doido peito ofegante
    Por tão assombroso prazer
    Que perdido está neste instante
  •  

de: Fernando Ramos

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publicado às 12:37


813 - NÃO CHORAIS MAIS

por Fernando Ramos, em 20.03.18

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  • NÃO CHORAIS MAIS
  • Ó vento, não chorais mais
    Minha dor já foi embora
    Tristeza, jamais me calais
    Porque sou feliz nesta hora
  •  
  • Não importa a lágrima que cai
    Não inunda mais minha dor
    Agora é de felicidade que vai
    Na asa do magnifico condor
  •  
  • Momentos maus foram passados
    Em tempos de torpes ilusões
    Nunca mais serão lembrados
    Em meu palco de emoções
  •  
  • Ó vento não chorais mais
    Meus olhos fitam a esperança
    Um amor me aguarda no cais
    P’ra vida me encher de bonança
  •  

de: Fernando Ramos

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publicado às 10:00


812 - FEIRA DE VELHARIAS E NOVIDADES

por Fernando Ramos, em 19.03.18

 

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  • FEIRA DE VELHARIAS E NOVIDADES
  •  
  • Toca a lira, trombetas e o oboé
    Na feira de velharias e novidades
    Grita a cigana “chinelas pró pé
    E roupinhas p’ra tantas vaidades”

     

    No mercado tudo é de bom preço
    Dizem feirantes em sua roda viva
    Comprar ali, já é um bom começo
    Mas p’ra alguns uma causa perdida


    As senhoras, regateiam suas compras
    Os maridos, prestam-lhes atenção
    Donzelas, vêem rapazes e ficam tontas
    Elas p’ra eles, são a nobre tentação

     

    Toca a lira, trombetas e o oboé
    Na feira de velharias e novidades
    Grita a cigana “chinelas pró pé
    E roupinhas p’ra tantas vaidades”

     

    E a música na feira é um regalo
    P’ra menina, e pró menino que passa
    Na confusão, ao avô pisam o calo
    Dando ais, p’la pisadela sem graça


    E naquele rodopiar de tempo
    Há de tudo, e outras coisas mais
    Até alegria, que vai no passo lento
    Do militar, e de mais outros tais

    Toca a lira, trombetas e o oboé
    Na feira de velharias e novidades
    Grita a cigana “chinelas pró pé
    E roupinhas p’ra tantas vaidades”

     

  • De: Fernando Ramos

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publicado às 22:50


811 - TEU DOCE AMAR

por Fernando Ramos, em 18.03.18

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TEU DOCE AMAR

Meu peito é teu ninho
Por ti ousa, tanto arfar
Nele te deitas devagarinho
Como é doce teu amar

 

Eu tenho um secreto sonho
De contigo um dia viver
Será um engano medonho
Se tal não suceder
Sentirei dor insuportável
Se abandonar este meu querer
Dum amor incomensurável
Que nunca o irei ceder

Meu peito é teu ninho
Por ti ousa, tanto arfar
Nele te deitas devagarinho
Como é doce teu amar

Meu corpo é tua luz
Dizes entre suspiros e beijos
Esse querer tanto me seduz
Numa loucura de desejos
E ouço belas trombetas
Quando estamos bem juntinhos
Nossas noites são notas pretas
Musicando todos os caminhos

 

Meu peito é teu ninho
Por ti ousa, tanto arfar
Nele te deitas devagarinho
Como é doce teu amar

De: Fernando Ramos

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publicado às 19:52


810 - VAIS EMBORA

por Fernando Ramos, em 17.03.18

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  • VAIS EMBORA
  • Vais embora minha bela flor
    Sem me dizeres, sem um olhar
    Não mais terei o doce esplendor
    De teus beijos p’ra desfrutar
  •  
  • Partes, fica apenas o recordar
    Bem propenso à minha dor
    Onde a lágrima se irá estatelar
    Em meu rosto sofrido de amor
  •  
  • Meu mundo fica mais pobre
    Vai embora meu enlace
    Perderei a razão nobre
    Que será meu disfarce
  •  
  • Eternamente me lembrarei
    Dos bons pedaços já tidos
    E de saudades chorarei
    P’los bons tempos idos
  •  
  • Fica só meus pobre coração
    E essa tua vontade não muda
    Dizes adeus à minha ilusão
    E a tristeza, meu ser inunda
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 18:31


809 - VIVER NUM CIRCO DE FERAS

por Fernando Ramos, em 16.03.18

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  • VIVER NUM CIRCO DE FERAS
  • Tu ó preso, jamais souberas
    O que é ser arrependido
    Vives num circo de feras
    Como pobre diabo ferido
  •  
  • Viajas entre grades feias
    Tantos bons momentos acesos
    Que se somem p’las cadeias
    P´la mente de tantos presos
  •  
  • A saudades da ilimitada liberdade
    Vagabundeia num espaço pequeno
    Embebida p´la criminalidade
  •  
  • Daqueles homens, agora serenos
    A quem seus futuros traz o medo
    Servido em cálices de venenos
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:12


808 - ABRIL

por Fernando Ramos, em 15.03.18

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  • ABRIL
  •  
  • Chegou Abril, meu amor
    Ele foi o começo
    Do nosso enlace
    Já passaram alguns anos
    Que este mês representa 
    A nossa união
    Foi uma nova aventura 
    Na vida, p’ra nós
    Este é também, um tempo 
    De liberdade 
    O mês de todas as liberdades
    Como o recordo, sorrindo
    Por esta altura do ano
  • Começou precisamente em Abril
    Toda a esplendorosa vida a dois
    Meu coração dilacera de dor
    Só de pensar no sofrimento
    Que poderei sentir 
    Se um dia neste mês, ou 
    Num outro mês qualquer
    Eu te perder
  • Deus me ouça, e me leve
    Primeiro p’ra junto de si, 
    E que lá me faça esperar
    Pela tua chegada
    P’ra te abraçar, e recordar 
    Que foi num mês de Abril
    Que beijei o mundo inteiro
    Só pela felicidade
    De te conhecer
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:13


807 - LISBOA O NOSSO AMOR

por Fernando Ramos, em 14.03.18

 

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  • LISBOA O NOSSO AMOR
  •  
  • Minha cidade do sol encantado
    Brilhas a alma de quem te ama
    Por ti de amor, te cantam no fado
    Os alfacinhas de quem és Dama
  •  
  • Lisboa, és um amor p’ra toda a vida
    Sorris aos olhos do fiel turista
    Cai-lhes a lágrima na partida
    Resta-lhes a saudade, sua conquista
  •  
  • Tanta magia aquece os corações
    Nos teus lindos lares, ó cidade 
    És a riqueza das nossas gerações
    Que brincam contigo em liberdade
  •  
  • Nos descobrimentos eras menina
    Pró mundo tornas-te formosa mulher
    És cidade bela e bem feminina 
    Onde as gentes p´lo coração te quer
  •  
  • Na colina, sorri o velho Castelo
    Espreitando o Tejo com felicidade
    O seu olhar ternurento e belo
    Vai-te memosiando maravilhosa cidade
  •  
  • És Deusa de bonitos olhos de safira
    E para todos um rico tesouro
    Dizer que és feia é pura mentira
    Isso são ciúmes bordados a ouro
  •  
  • O povo em ti se enrola de encanto
    Linda Lisboa de tanto esplendor
    O mundo sorri e pára de espanto 
    Ao ver que contigo fazemos amor
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 11:10


806 - MINHA CABANINHA

por Fernando Ramos, em 13.03.18

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  • MINHA CABANINHA
  •  
  • Construí uma cabaninha 
    Junto ao mar calmo e salgado
    À entrada na sua portinha
    Desenhei um amor sonhado
  •  
  • Vivo dentro da cabaninha
    Na minha praia de mil sois
    E lá, na areia fininha
    Vejo-me acariciar lindos caracóis
  •  
  • E Nesse sonhar de simpatia
    Beijo, perfeitos olhos verdinhos 
    É na cabaninha cheia de magia 
    Que escondo estes segredinhos
  •  
  • Aí, imagino meu mundo de ilusões
    Escondido no imenso universo
    E num feitiço de sensações
    Acho-o tão bonito e perverso
  •  
  • Prefiro a praia dos mil sois
    Onde construí a cabaninha
    E á noite deitado entre lençóis
    Sonho o amor até de manhãzinha
  •  
  • Esta é a minha vida ansiada
    Também sonhada como futuro
    Dentro da cabaninha engraçada 
    Aguardo por um doce amor puro
  •  
  • Um dia, do mar ele surgirá 
    Será uma sereia bonitinha
    Comigo, decerto se casará
    E felizes, viveremos na cabaninha
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 09:43


805 - TEU FUTURO

por Fernando Ramos, em 12.03.18

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  • TEU FUTURO
  •  
  • Disseste-me que ias ao encontro
    De teu futuro
    Sorri,
    E em ti acreditei!
    Não julgues que o procurar, 
    Não é bem duro
    Porque isso é, e eu bem sei
  • Tens um enorme mundo, p’la frente 
    E por ai, o vais encontrar
    Mas será que tudo em ti, irá mudar?
    Ou apenas o teu acreditar,
    Deseja nova oportunidade
  • Para dela desfrutar

    Ao dares com o teu futuro 
    Lembra-te dos teus fantasmas brancos
    Porque apesar do teu partir
    Eles, vão andar por aí, 
    Sempre por aí, p’los cantos
    Decerto, os irás sentir no teu porvir
  • Sei que queres viajar 
    P’lo mundo inteiro
    À descoberta do sonho,
    E outras gentes conheceres
    Mas recordo-te, que na vida 
    Está primeiro as tuas origens,
    Que te ofertaram bons saberes
  •  
  • E se na procura do teu futuro, ansiado
    Decidires voltares, para meu espanto!
    Ficarás meu amigo, já avisado
    Que as coisas por aqui, 
    Não mudaram assim tanto
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 23:09


804 - SOLIDÃO COMPANHEIRA

por Fernando Ramos, em 11.03.18

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  • SOLIDÃO COMPANHEIRA
  •  
  • As palavras não se soltam
    Da minha garganta
    Soluços secos abanam meu corpo
    Como uma árvore ao vento
    Na minha frente vejo um mendigo
    E um nó na alma se revolta
    Por este triste quadro 
    Que me retalha o coração
  • Olho o pobre deitado no chão 
    E o que vejo, são dias difíceis
    E vou meditando
    Sobre a miséria humana 
    Como é possível!
  •  
  • Pessoas, por ele vão passando
    E nem sequer o olham 
    Nem fazem um mínimo esforço
    Para ver o infeliz homem
  • Que lhe falta um mundo
  • Com olhos de amor e de verdade
    Metido naquele quadro tão solitário
  • Ele, deitado numa caixa de cartão
    Que é seu leito do momento
  • Num dia frio de Outono 
  •  
  • Nem faz o mínimo movimento 
    E nem deverá pensar em dali partir
  • Sabendo que se o fizer
  • Apenas lhe espera as indeterminaveis
  • Linhas tortas da vida
    Mesmo que queira partir
    Daquela solidão, certamente
    não poderá
    Mas para onde iria o pobre infeliz?
    Pergunto a mim mesmo!
  •  
  • O mundo gira, gira à sua volta
    Com correrias para cima, e para baixo
    Sem que as pessoas
    Dêem umas pelas outras
    Mostrando que apenas 
    Estarão tão sós como o homem 
    Ali deitado na calçada
  • Mergulhado na louca dor
  • que nunca lhe será curada
    Sentindo o futuro fugir-lhe
    Para algum lado sem regresso
    Sobrando-lhe apenas 
    A solidão companheira
    Pobre mundo que tratas tão mal
    Os teus filhos!
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 20:11


803 - A ESTRELA DO CÉU DE MARIA

por Fernando Ramos, em 10.03.18

 

 

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  • A ESTRELA DO CÉU DE MARIA
  •  
  • Todos disseram p’ra ir em frente
    E nem sequer olhar pró lado
    Porque Maria 
    Vive a vida à beira do precipício
    E eu curioso 
    Cismei nessa observação
    E de cismar em cismar
    Finalmente disse a Maria
    P´ra poupar sua vida 
    Desse abismo nefasto
    Ela olhou para mim
    Sorriu, e deu o passo em frente
    Sem ainda me dizer:

  • "Aquele precipício
    Era a sua estrela do céu
    E o seu magnifico absurdo"
  •  
  • Morrendo Maria, sozinha
  • Sem glória, sem perdão
  • Com a dor da desilusão
  • No estranho silêncio da cobardia
  •  
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:41


802 - INCERTEZA POÉTICA

por Fernando Ramos, em 09.03.18

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  • INCERTEZA POÉTICA
  •  
  • Voando na minha cálida poesia
    Lembro bons momentos, e de turbilhão
    São dilemas, factos, ou alegria
    Ocorridos p´la pobre inspiração
  •  
  • Na mente, disperso dados reais
    Ou então, a mais pura imaginação
    Ela é aberta a momentos fulcrais 
    Que navegam na lágrima da emoção
  •  
  • Vão sobrevivendo em meus versos
    Estrofes criadas em meu olhar
    Trazem luz, e enredos dispersos
    Que apenas pretendo divulgar
  •  
  • Mas serão boas as minhas fantasias
    Que na poesia transformo em ilusões 
    Ocorre-me dúvidas nas margens frias
    Dos sonhos semeados nas inspirações
  •  
  • E nesta divagante incerteza poética
    Vai crescendo uma feliz vontade
    De escrever mais, p’ra gente céptica
    As ideias que giram p´la minha liberdade
  •  
  • Só assim direi ao céptico mundo
    Como é extraordinário sonhar
    Que se preparem, porque os inundo
    Com meus versos, de vida e pensar
  •  
  • Assim vou passando os dias
    Na boa vontade de escrever
    Transformando poemas, em guias
    P'ra esses, que andam mal sem saber
  •  
  • De: Fernando Ramos
  •  

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publicado às 16:24


801 - DIAS DE POESIA

por Fernando Ramos, em 08.03.18

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  • DIAS DE POESIA
  •  
  • Levanto-me cedo
    E olho para o céu
    Umas vezes o vejo limpo
    Outras, negro, dum negro opaco
    Agarro num papel e lápis, e escrevo
    Expressando em poesia
    Ideias, lamentos e alegrias
    É a minha coragem 
    P’ra desabafar, e alertar
    É o meu silêncio de dizer
    Que me deixa ver a vida sem ilusão
    Fazendo-me lembrar, e passar 
    Pró papel branco, todos os momentos 
    Bons, e menos bons
    E aqueles que perduram no coração

  • Lá fora, bátegas de água alagam jardins
    E vejo a chuva bater, bater, bater
    No vidro da janela
    São gotas de água, a desmaiar
    Não se sabendo bem para onde vão
    E o sol, vai espreitando, espreitando
    Com vontade de me aquecer
    E ouço o vento medonho dizer:
    “Não vás por aí, não corras
    Pára, e contempla a natureza
    Que transporta alegria, e fragrâncias 
    P’ra corações quentes e abertos 
    Repletos de dias de poesia” 

  • Dias de poesia... 
    São sonhos, conduzindo a vida
    Até ao fim do prazer mais soberbo
  • O prazer da paixão, espreitando
  • A imaginação da arte mais pura
  •  
  • DE: Fernando Ramos

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publicado às 14:31


800 - BARCOS DE SOLDADOS

por Fernando Ramos, em 06.03.18

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  • BARCOS DE SOLDADOS
  •  
  • Vejo barcos ao longe, vejo barcos
    Nas ondas que bailam na fina espuma
    Leva magotes de soldados magros
    Que a injustiça enrola na bruma
  •  
  • São homens de bem, como outros
    Cujo seu mal foi nascer pobre
    As espingardas os esperam nos portos
    Que p’las pontas tantas vidas consome
  •  
  • Tantos barcos repletos de medo
    Tantas vidas de destino fugido 
    Tantos ódios que vão batendo 
    Tantas almas de futuro perdido
  •  
  • Os homens são todos iguais
    Mas a cor do dinheiro, senhores a cor!
    Divide o mundo em partes desiguais
    Chorando a vida, peçonhento pavor
  •  
  • Sua esperança, essa não tem fim
    Neste mundo de amanhã incerto
    Ela é um sonho livre voando por aí
    Nos bons, que deste mal vai desperto
  •  
  • Tantos barcos repletos de medo
    Tantas vidas de destino fugido 
    Tantos ódios que vão batendo 
    Tantas almas de futuro perdido
  •  
  • O mundo nesta miséria gira
    Tanto sangue escorre a seus pés
    O senhor do mal vai tocando a lira
    E os soldados suplicando no convés 

    de: Fernando Ramos

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publicado às 19:14


799 - ERAMOS TANTOS

por Fernando Ramos, em 05.03.18

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  • ERAMOS TANTOS
  •  
  • Há certas alturas na vida, que a saudade 
    Nos dá uma pancada forte no coração
    Que nos vai deixando de rastos
    Porque fios de memória nos assaltam
    Vindos não se sabendo bem de onde
    Na minha juventude, em minha casa 
    Ali para os lados de Alvalade
    Éramos tantos, muitos mesmo
    Éramos dezassete, e por vezes mais 
    Quando mais alguém aparecia
  • Éramos uma verdadeira família, 
    Apesar de muitos
    Não éramos a família perfeita
    Como nenhuma é
    Mas éramos uma família no sentido
    Mais lato da palavra
    Irmãos, éramos nove, mais pai e mãe
    Avó, três primos, tio e tia
    Era o que se pode dizer, uma casa cheia
    E até, também nos fazia companhia
    Um ou outro cão rafeiro, que
    Nós os miúdos levávamos lá para casa
    Já não falando da passarada
    Que nos pareciam tão felizes como nós
  • Todos se sentavam à mesma mesa
    E escusado será dizer, que era uma festa
    Éramos os reis da vida, pobres mas reis
    Hoje dava tudo só p’la felicidade 
    Desse quadro da altura
    Agora, ainda me lembro 
    De como éramos tão unidos
    Apesar de lá em casa entrar 
    Parcas moedas dos salários 
    Dos meus pais, e tios 
    Fazendo eles autênticos milagres 
    Para dar de comer a tanta boca
    Hoje já quase que não se pode dizer
    Como dizia minha mãe: 
    “Onde comem dois... Comem três”
    Mas ali, esse número 
    Era sempre a multiplicar
    Hoje já não somos tantos 
    Pais, tios e avós já não estão cá
    E nós, irmãos e primos, cada um
    Tem a sua vida e seus filhos
    E já vai sendo mais difícil 
    Vermo-nos todos ao mesmo tempo
    A não ser, para um ou outro momento
    E por vezes, bem difícil é esse momento
    Que saudades eu tenho 
    Do tempo, onde éramos tantos
  • E tão felizes
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:43


798 - QUEM ÉS TU LUA

por Fernando Ramos, em 04.03.18

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  • QUEM ÉS TU LUA
  •  
  • Quem és, quem és lua branca
    Que p’ra todos, sorris com teu espreitar
    Não és feitiço, e esse olhar encanta
    Tantos seres prontos p’ra amar
  •  
  • Nunca serás rosa, nem pura mulher
    Mas és o brilho que o mundo aceita
    E de ti, um grande amor quer
    Teu observar que bem o deleita      
  •  
  • És a lua nova, ou lua cheia
    Em noites soberbas de alegria 
    Vista por ti, a paixão semeia 
    Eterna vida de formosa magia
  •  
  • És a lua de todos os vencedores
    E alumias os jardins das ruas 
    Onde namorados anseiam amores
    Embriagados em paixões lindas e nuas
  •  
  • Teu futuro é relido nas estrelas
    Que também são graciosas
    De dia não se consegue vê-las
    Mas contigo na noite, são bem curiosas
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 21:15


797 - POESIA DE AMOR

por Fernando Ramos, em 03.03.18

 

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  • POESIA DE AMOR
  •  
  • Ainda se escreve poemas de amor
    Como se escrevia antigamente
    Alguns são cantados p’lo trovador
    Com fervoroso sentimento ardente

    A poesia leva a beber a emoção
    Já foi no passado, e é no presente
    Inspirada na ilimitada paixão
    Da chama imensa incandescente

    É a pura satisfação maior 
    Do poeta sábio e inspirador
    Torna a tristeza um fim menor
    Com mensagens de esplendor

    O poema é a brasa que não morre
    E vai aconchegando um coração
    O amor, dele se socorre
    Nos dias negros de solidão

    Não há poemas inspirados à toa
    Porque o amor, por eles padece 
    É escrita errante terna e boa 
    Que ao poeta tanto envaidece

    Na poesia vai a beleza de viver
    E doces momentos p’ra desfrutar
    Vêem do génio do bem escrever
    A imaginação do saber e do amar   

    Poesia será sempre a voz da ânsia
    Num querer sem ilusão
    Nela a esperança não se cansa
    E mora bem pertinho do coração
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 17:36


796 - NOSSOS FILHOS

por Fernando Ramos, em 02.03.18
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  • NOSSOS FILHOS
  •  
  • Os filhos amam-se assim que 
    Que se sente a sua existência
    Acarinham-se até demais 
    Desde esse momento
    Porque aí, o único sentido
    É o amor permanente 
    Com que os confortamos
    Dá-se lhe mimos desde o nascimento
    Até eles mais tarde nos dizerem, chega!
  •  
  • Mas nós num cantinho do cérebro 
    Reservamos sempre o colo para eles
    Nosso amor é dado a todas as horas,
    Minutos, segundos, é sempre dado 
    Está lá sempre o nosso amor
    Mesmo que depois,
    E por algum tempo 
    Nos falte a sua retribuição
  •  
  • Preocupamo-nos p’los seus
    Choros, p’las suas ânsias, 
    P’los seus sonhos
    E vejam lá... Por momentos 
    Até pelos seus sorrisos de paixão
    E por vezes, doentiamente 
    Por todos os seus gestos 
    Que são quase o nosso viver
    E ficamos demasiadamente felizes 
    Quando os vemos contentes
    Com a nossa presença, 
    Ou com o nosso carinho

    Nosso coração vive permanentemente
    Na presença deles, mesmo que não 
    Estejam junto de nós
    Mentalmente, e em algumas ocasiões 
    Estupidamente da maneira obsessiva
    Queremos os ter sempre à nossa volta
    Esquecendo que eles crescem 
    Mas nós, vemo-los do mesmo modo 
    São sempre os nossos Anjos 
    Independentemente da idade
  •  
  • Para nós, os filhos desconhecem
    Toda a malícia da vida, e a maldade
    E pensamos que se nos dizem uma mentira
    É sempre e apenas uma "mentirinha"
    Sem qualquer tipo de importância

  • Ficamos felizes, mas mesmo felizes
    É quando eles nos dizem 
    O que queremos ouvir por toda a nossa vida
    “Eu vos amos, pai e mãe”
  • É aquele momento mágico
    Que mexe com todo nosso interior 
    Por vezes, cheio de mágoas e injustiças
    Porque em certos momentos
    Somos brindados injustamente 
    Por aqueles quem mais amamos 
    Os nossos filhos!
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 20:23


795 - NOSSA LUA CHEIA

por Fernando Ramos, em 01.03.18

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  • NOSSA LUA CHEIA
  •  
  • Ouvir tua voz 
    É melaço em meu peito
    É um doce de cereja
    Que se desfaz na boca
    Um dia ao ouvir-te,
  • Todo meu mundo 
    Se virou do avesso
  • E jurei que te amaria p’ra sempre
    E ainda agora quando te ouço 
    Meu coração dispara 
    Num torvelinho endoidecido

  • É como se regressasse ao tempo 
    De quando te conheci,
    Que sobre a chuva impiedosa
    Num jardim da cidade
    Te disse p’la primeira vez
    Que te queria
  • Nunca me canso de te amar,
  • Meu amor
    E apesar de já ter passado
    Algum tempo, nossas noites
    Continuam a ser como da primeira
    E sem poréns, tontamente 
  • Nossos corpos passam de dois,
  • A ser apenas um 
    Num sentimento puro e guloso
  •  
  • Te quero tanto, meu amor
    Quero apenas,
    Mais momentos de felicidade
    E que a tua presença, 
    Seja uma lua cheia p’ra minha vida
    A nossa lua cheia
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 11:32


794 - AMO AS ÁRVORES

por Fernando Ramos, em 28.02.18

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  • AMO AS ÁRVORES
  •  
  • Quero beijar todas as árvores
    Abraçar todas as árvores
    Ama-las como se ama a natureza
    Elas são o meu respirar 
    E vou sempre deseja-las
  • Desde a raiz até ao topo

  • Vou ama-las em toda a sua imensidão
    Amando seus troncos
    Que um dia serão tábuas
    Do meu refúgio na eternidade

  • Amo a árvore, e seus filhos
    Como se fossem meus
    Amo seus frutos 
    Que me saciam no mais belo manjar

  • Amo-as quando o sol já vai alto
    Poque são a sombra do meu viver
    Não as trocando por qualquer
  • Momento de ilusão

  • Bem sei que elas são agrestes
    E bravas como a serra
    Ao mesmo tempo são finas 
    Como as rosas 
    E tão dóceis como o amor

  • As árvores das florestas são pérolas 
    E um sorriso em mil palavras
    São um passado dentro do presente
    São o futuro dentro do mundo 
    E haja o que houver
    Vão estar sempre lá
  • P´ra dar o gozo deste mundo
  • De seres maravilhosos
  •  
  • DE: Fernando Ramos

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publicado às 09:53


793 - FLORES DESEJADAS

por Fernando Ramos, em 27.02.18

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  • FLORES DESEJADAS
  •  
  • Desejam-se jasmins e rosas
    Em cores graciosas e garridas
    São gotas frescas e vistosas
    Das primaveras floridas
  •  
  • Nascem em verdes jardins 
    Tantas flores de lindos tons 
    Mas são rosas, e jasmins 
    Que embelezam corações bons
  •  
  • São como melaço num peito
    Ofertadas com imenso amor 
    Vivido num sonho perfeito 
    Em aveludada noite de calor
  •  
  • P'’los jardins, elas são vistas
    Por quem, as tanto quer 
    Oferecem-nas em cores mistas 
    A uma doce e graciosa mulher
  •  
  • Lindas, flores desejadas
    Alegram toda uma vida
    Por alguém, são plantadas
    Na sua sabedoria desmedida

    E em vistosos exuberantes jardins 
    Repletoe de belas flores
    As rosas e os lindos jasmins
    Brotam fragrâncias infinitas de amores
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 22:47


792 - ANDA COMIGO MEU AMOR

por Fernando Ramos, em 20.02.18

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  • ANDA COMIGO MEU AMOR
  •  
  • Anda comigo meu amor
    Vamos ao céu, nosso ninho contemplar
    Lá num sol sentiremos o calor
    Dos sonhos que à terra nos faz voltar
  •  
  • Cá em baixo, junto da multidão
    À toa nos amaremos no meio dela
    Aí, não ganharemos a negra solidão
    Nem a tristeza nos deixará sequela

  • Assim a paixão, terá sua oportunidade
    De nos seguir p'la vida fora
    Desejamos ser eterna a felicidade
    Que nos fará amar, a toda a hora
  •  
  • "Anda comigo, meu amor
    Vamos ao céu nosso ninho contemplar
    Lá num sol sentiremos o calor
    Dos sonhos que à terra nos faz voltar!
  •  
  • Seremos tão felizes no nosso lar
    Ali, os filhos nos sucederão
    Teremos tempo p’ra no jardim desfrutar
    Toda a caminhada da nossa união

  • Deus será eterna testemunha
    Sua vontade é por nós superada
    Como a pauta que o maestro compunha
    Na sinfonia que nos estava destinada
  •  
  • "Anda comigo meu amor
    Vamos ao céu nosso ninho contemplar
    Lá num sol sentiremos o calor
    Dos sonhos que à terra nos faz voltar"
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 19:31


791 - AMOR VAGO

por Fernando Ramos, em 19.02.18

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  • AMOR VAGO

    Amor vago bem definido
    Será quimera de momento
    Numa utopia ficará diluído
    Trazendo ao coração, triste alento 

    Nascerá no lugar que se combina
    Com a luz, para um olhar infinito 
    Navegará num rio de água cristalina
    Onde o aclamarão num puro grito
  •  
  • Será numa onda, onde tudo se inicia
    Que nesse amor se verá claridade
    Tão branca, tão bela como a luz do dia
    Mas numa uma vida vincará a saudade

    Viverá num longínquo areal 
    Onde se afrontam sonhos de sedução 
    Será um momento, puro e irreal 
    Que perdurará na escuridão
  •  
  • O amor vago, se irá perder
    Na magia dum coração
    É no sonho que irá vencer
    Esse momento, de pura ilusão
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:26


790 - DOR QUE DESESPERA

por Fernando Ramos, em 18.02.18

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  • DOR QUE DESESPERA
  •  
  • Vem a doença que desespera
    E dela eu pobremente padeço 
    Chega quando não se espera
    É um mal que não mereço
  •  
  • Ela sufoca e me cala
    Em dias de tanto sofrer
    Vem num alento que exala
    Dor até enlouquecer
  •  
  • Esta ânsia em que ando
    São as trevas de minha vida
    Irá embora não sei quando
    A tristeza pálida e vencida
  •  
  • Oh! Dor que carrego
    Porque fazes mal viver
    Sentir-te, me deixa cego
    Pró final, que me irá vencer
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:18


789 - O ROSTO E AS NOITES

por Fernando Ramos, em 17.02.18

 

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  • O ROSTO E AS NOITES
  •  
  • Cai a noite triste e escura
    Em rosto ferido p’lo algoz
    Nesse tormento, paz se procura
    Sem juras de vingança feroz
    E na noite negra, negra como breu
    Ouve-se gemidos, alguém soluça
    Tem a solidão como ouro seu
    Na escuridão, que em si se debruça
  •  
  • Ela, os ombros não cobre
    Do orvalho da madrugada
    Findando na aurora do sol nobre
    Alumiando a vida desgraçada
    Será que o algoz terá perdão
    Da vitima que à sua mão morre
    O céu, não perdoará não
    Porque a lua lá, não dorme
  •  
  • As luas de sangue o vilão perseguem
    São guardiãs dos rostos sós
    Ofertando-lhes a paz que conseguem
    Nas noites límpidas e livres do algoz
    As barbáries desse mal, fazem parar 
    Lavando a face ferida, com a liberdade 
    Que todas as noites irá beijar 
    Os rostos cansados p´la ansiedade
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 12:49


788 - DEUS DE OURO

por Fernando Ramos, em 16.02.18

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  • DEUS DE OURO
  •  
  • Desço a montanha até ao vale
    No caminho de um Deus
    Não sei se o faço bem ou mal
    Mas ele o busco por sonhos meus
  •  
  • Não percebo esta ansiedade
    Nem meu tolo cepticismo
    Procuro alguma verdade
    No curto trilho pró abismo
  •  
  • Preciso de um Deus de ouro
    Que ouça meus anseios
    Quero tê-lo como tesouro
    P´ra terminar tantos receios
  •  
  • Ouve bem meu bom Deus
    Nesse confim bem bonito 
    Um dia junta-me aos filhos teus
    No grande rebanho do infinito
  •  
  • P’la montanha vai descendo
    Esta ideia que em mim soluça
    E o abismo não irá vencendo
    A vida que nele se debruça
  •  
  • Protege-me com teu manto de cetim
    E dá-me um abençoado olhar
    Sê um Deus de ouro p´r mim
    P’ra infelicidade ir, sem voltar
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 17:45


787 - MINHA PEQUENA LUA

por Fernando Ramos, em 15.02.18

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  • MINHA PEQUENA LUA
  •  
  • Olho a magnifica pequena lua
    P’la janela de minha sala
    É uma obra pura e nua
    Que a natureza não cala
  •  
  • Por seus finos segredos
    Passam páginas de cintilar 
    São fases da lua, sem medos 
    P'ra um silencioso desfrutar
  •  
  • E na cristalina nitidez airosa 
    Que é ninho de todos desejos
    A lua se move tão caprichosa
    Abençoando pares aos beijos
  •  
  • Seu brilho é belo pró olhar
    Nas noites de todos amores
    Nelas se ouve paixões murmurar 
    Suspiros em ais de clamores
  •  
  • E num prazer doce e refinado
    Esse brilho um rosto apanha 
    De alguém perdido por amar
    Um coração, que a lua banha
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 22:37


786 - A SOMBRA DAS PALAVRAS

por Fernando Ramos, em 14.02.18

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  • A SOMBRA DAS PALAVRAS
  •  
  • Pela noite dentro, sobe ao luar 
    Simples palavras de poesia 
    Como se fosse a vontade louca 
    E escondida do poeta
    Tão escondida e longe 
    Da estrela cintilante
    Que p’lo seu olhar curioso 
    Se acha só, tão só
    Como se fosse a única estrela 
    Do firmamento de palavras
    E no entanto, ainda bem mais longe
    A lua nova chama p’la alma
    Daquele mundo de sílabas e rimas 
    Que é tão passageiro
    Perdendo-se em baixo
  • Na onda do mar 
    Largo e profundo
    De um oceano de espuma 
    Repleto de outras palavras escritas 
    A duas mãos, e nunca ditas
    E no firmamento tão magistral 
    E infinito, se escondem 
    Essas palavras 
    Jamais citadas e gravadas 
    Num livro eterno e poético
    Que nem o tempo trará de volta
    Tanto saber puro e imaginado
    Que agora vai numa qualquer 
    lágrima de luz, nas noites 
    De todas as escrituras 
    Onde restará como sombra
    A sombra de palavras
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 18:03


785 - ESTAREI BEM PRÓXIMO DE TI

por Fernando Ramos, em 13.02.18

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  • ESTAREI BEM PRÓXIMO DE TI
  •  
  • Um dia, serei teu sol abrasador 
    Outro a arvore de tua sombra
    Serei geada que refresca teu rosto
    Ou a borboleta voando p’ra te beijar
    Serei o sol que te aquecerá no inverno
    Ou a estrela que no canto da noite
    Envergonhada, cintila ao infinito
  • Serei o mar da poética inspiração
    Ou a montanha de amores perfeitos 
    Serei a pomba branca que te elevará 
    Aos confins do firmamento
  • Um dia serei o cais de teu abrigo
    E lá estarei bem próximo de ti
    E nunca te esqueças meu amor
    Que serei sempre, sempre
    O teu melhor amigo
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:30


784 - TU LEMBRAS-TE?

por Fernando Ramos, em 12.02.18

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  • TU LEMBRAS-TE?

    Tu lembras-te do tempo ensolarado
    Ao passearmos na praia de mão dada?
    Salpicávamo-nos no mar esverdeado
    Abençoando a paixão, ali começada
  •  
  • Tu lembras-te do quanto nos rimos
    Das tonturas gaiatas engraçadas?
    Trocávamos carícias e mimos
    Que p’las ondas eram molhadas
  •  
  • Tu lembras-te como ali o vento soprava
    Fechavas os olhos e eu te beijava?
    Eram dias de sonho, que tanto se amava
    Mas a tristeza por lá, já nos espreitava
  •  
  • Tu lembras-te desses momentos de petizes
    Parecíamos avezinhas preparando seu ninho?
    O tempo passou já não somos tão felizes 
    O destino nos guiou por outro caminho
  •  
  • Tu lembras-te de tudo isso?
    Daqueles tempos da feliz verdade
    Separamo-nos desse compromisso
    Hoje apenas resta a saudade
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 12:36


783 - LONGE

por Fernando Ramos, em 11.02.18

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  • LONGE
  •  
  • Espreito-te de longe meu amor
    E sei que és um Anjo para mim
    Tua auréola, que é sol esplendor
    Banha meu olhar, ansioso de ti
  •  
  • Longe és preciosa como rosa
    Que vai florescendo, algures por aí
    Perfumando a lua curiosa 
    Que à noite, te alumia só p’ra mim
  •  
  • De perto és graciosa como a flor
    E a tua ternura me faz sorrir
    Despertas bem perto o meu amor
    Da sua vontade de correr, de ir
  •  
  • Na luz iluminada p’lo destino
    Ouso procurar prazer com emoção
    Serás o caminho que caminho 
    No jardim da flor, do teu coração
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:36


782 - VERDE FINO

por Fernando Ramos, em 10.02.18

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  • VERDE FINO
  •  
  • Teus olhos verdes, me tocam
    E de tão verdes que são
    Dão-me o brilhozinho que cortam
    Ais, deambulando no coração
  •  
  • Eles são meu desejo tranquilo
    Que saboreio em tua boca sincera
    Nem teu olhar me conta, aquilo
    Que a ave gorjeia na primavera
  •  
  • Olhando p’ra esse verde fino
    Sinto que é tão forte de emoção
    Como um sonho em transe divino
  •  
  • Com eles quero à noite adormecer
    E ouvir o palpitar do teu doce coração
    Que de amor, me deixa entontecer
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 20:14


781 - AMANTES

por Fernando Ramos, em 09.02.18

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  • AMANTES
  •  
  • Amantes eternos como nós 
    É o destino de alguns poucos
    Amamos demais, e quando sós
    O mundo é livre e nós loucos
  •  
  • É uma chama ardente em desejo
  • De quem tanto, tanto se quer
    E nós num abraço de beijo         
    Amamo-nos como o cupido quiser
  •  
  • Este nosso mundo é tão secreto
  • Puro e nu, e sem vaidade  
    Mantemo-lo distante e discreto 
    P’ra nunca entrar a infelicidade
  •  
  • Na nossa união de porto seguro
  • Abrigamos tantas cumplicidades
    Dentro da paixão construímos o futuro
    P´ra um amor quente de verdades
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:37


780 - LINHAS DE PENSAMENTO

por Fernando Ramos, em 09.02.18

 

780.jpg

  • LINHAS DE PENSAMENTO
  •  
  • As linhas que escrevo 
    dos meus poemas
    Todas estão guardadas 
    no meu baú de memórias
    P’ra mim elas são 
    como o sorriso dos Anjos
    que une a natureza.
    Assim como cada palavra,
    cada frase, une o meu amor
    p’la poesia
    Onde pouco, a pouco
    vou colocando a imaginação
    que apenas pretende mostrar 
    minha verdade, ou falar de amor
    Apesar de escrever, bem ao mal
    isso pouco importa
    O que eu escrevendo, é como um feitiço 
    de desejos e emoção que está em mim 
    Sei que não sou dono dos meus poemas, 
    como sei que eles não são de ninguém,
    mas sim do mundo que me vai lendo 
    Ao expor minha imaginação 
    em páginas e páginas, o faço numa 
    louca corrida, como se fosse ao lado
    de um cavalo sem brida,
    que velozmente vai galopando, 
    galopando, em direcção 
    não se sabe onde, nem porquê
    E eu apenas quero deixar 
    minhas frágeis linhas de pensamento
    nessas páginas que são caminhos, 
    que caminho num simples teclado 
    de computador
    A fim de se perderem 
    na imensidão do infinito
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 12:20


779 - JOANA

por Fernando Ramos, em 08.02.18

 

779.png

 

 

  • JOANA
  •  
  • Em cada dia que passo contigo
    Dizes-me palavras, e tens gestos
    Que tocam fundo meu coração
    Vivo de quase nada
    E nada trago comigo
    Porque tudo te dou
    Até o meu sofrível, e insofrível amor
    Hei-de amar-te incondicionalmente
    Porque a razão move a força
    Deste sentido amor de pai, p’ra filha
  •  
  • Dei-te colo ao nasceres
    E voltarei a dar-te agora
    Mesmo quando não pedes
    Protejo-te sempre de tudo e de todos
    Tudo farei p’ra que sejas eternamente feliz
    Enquanto viver estarás em minha alma
    E toda a vida serás protegida
    Por mim, e p’los Anjos
    Agora que já és mulher, 
    Continuo amar cada lágrima tua
    Ou cada sorriso que possa cair 
    Na tristeza, ou na alegria de meu coração
  •  
  • Por uma desilusão que possas ter
    Estarei sempre cá minha filha 
    Como se ainda fosses a minha bebé
    E em meus braços de aconchego
    Estarei p’ra segurar tuas mágoas 
    E mesmo com estas mãos cheias de nada 
    Te acaricio docemente de amor por ti
    Não me importando estar 
    Eternamente comprometido contigo
    O meu compromisso és tu!
  •  
  • Mesmo que só agora percebas 
    Que a vida não tem os tons de rosa  
    Como sempre te fiz ver na adolescência, 
    Onde ias criando um mundo de sonhos 
    Um mundo de Joana
    E pouco acreditavas na minha razão
    Tu não és fruto de um amor fortuito
    Tu és o meu amor absoluto total 
    P´ra minha vida inteira
    Sim, p'ra toda a vida 
    Valendo a pena viver sempre, e sempre
    Nesta constante paixão
    Por ti minha filha
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 09:30


778 - A VIDA É COMO A CANOA NA TEMPESTADE

por Fernando Ramos, em 07.02.18

 

778.jpg

 

  • A VIDA É COMO A CANOA NA TEMPESTADE
  •  
  • A vida desliza na corrente do tempo
    Com mais ou menos ilusões
    Por vezes será um tormento
    Gerir tantas difíceis emoções
  •  
  • Ela é como a canoa em tempestade
    Que na água vai para cima, e p’ra baixo
    Subindo, navega-se na boa metade
    Ao descer é o remanso dum olímpico facho
  • Que nos iluminará esplendorosamente 
  • Até a um cais de desembarque por aí      
    Assim, o equilíbrio é um belo presente
    E saberemos que esse final não é um fim
  •  
  • A vida nos marca desde petizes
    E p’lo tempo fora virá ou não um desencontro 
    Mas se queremos estar bem e ser felizes
    Aceitemos sua arte um bom cais de encontro
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 20:52


777 - MÃE AUSENTE

por Fernando Ramos, em 03.02.18

777 (2).jpg

  

  • MÃE AUSENTE
  •  
  • Mãe, mãe 
    Eu imploro
    Por um gesto teu
    O mais simples, o mais banal
    Ou mesmo um à toa
    Apenas desejo um gesto teu
    Não sabes como anseio por ele
    Terno, suculento, bem lambuzado 
    De uma iguaria cheia de amor
    Que hoje, tanta falta me faz
  •  
  • Mãe, mãe 
    Porque te foste embora?
    Talvez não saibas 
    Mas estou tão só!
    Só, nas trevas da vida
    O meu desapontamento 
    É do tamanho do mundo
    Desde que Deus
    Me fez esta partida
  •  
  • Mãe, mãe
    Não imaginas
    Como sinto este vazio
    Esta falta do teu fiozinho
    De ternura que deliciava 
    Meu coração ao beijares-me 
    Como doces eram esses 
    Extraordinários momentos,
    Que avidamente os recordo
    Nesta imensidão de tempo
  •  
  • Mãe, mãe
    Eu te ofereço
    Cestos de rosas de fogo
    Que brotam das minhas lembranças
    Onde eternamente resides
    Num canto do meu pensamento
  •  
  • Mãe, mãe
    Uma vez por outra vou lá 
  • Ao nosso maravilhoso passado 
    Por um caminho 
    Que é o meu secreto roteiro
    Apenas p’ra te dizer que te amo
    E que serás sempre a minha mãe, 
    Ausente bem sei
    Mas és a minha mãe!
  •  
  • DE: Fernando Ramos

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publicado às 18:59


776 - BOXEUR BAILARINO

por Fernando Ramos, em 02.02.18

 

 

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  • BOXEUR BAILARINO

    Num bailado raro e bem vivo
    Distribui golpes no adversário
    Alguns caem num esforço aflitivo
    Ouvindo-se um grito de calvário

    É um bom boxeur dançarino
    Pasmando adversários p’la destreza
    De golpes, atrás de golpes de bailarino
    Mostra como a luta pode ser beleza

    E neste ritmado movimento
    A cadência da força vai morrendo
    Seu punho poderoso já é lento
    E a frescura dos murros perdendo

    E num combate algo impiedoso
    Recebe o último golpe bem potente
    Aí percebe como é doloroso
    Sofrer-se tanto até ficar demente

    Os Deuses, o estão abandonar
    Perdendo a sua brilhante glória
    É mais um atleta que vai deixar
    Os palcos loucos da vitória

    Agora vai socando a adversidade
    No ringue da vida, trago a trago
    Cai no fatídico assalto da verdade
    Estatelando-se no tapete seu afago

    E o boxeur não mais vai bailar
    À frente dum lutador perdedor
    Apenas sobra-lhe tristeza de arrasar
    No infinito tempo difícil de sua dor

    De: Fernando Ramos

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publicado às 14:53


775 - TRISTE DESPERTAR

por Fernando Ramos, em 01.02.18

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  • TRISTE DESPERTAR
  •  
  • Sonho ser um poeta do povo
    Escrevendo boas trovas pró artista
    Ele as cantará pró mundo novo
    E que a elas, ninguém lhes resista
  •  
  • Quero pura inspiração perfeita
    De poesia bela e cordial
    Com a pomba da paz que deleita
    Um mundo de amor sem igual
  •  
  • Sonho versos de vida atraente
    Que escreverei em algum lugar
    Serão p’ra gente, que ama gente
    Que mais tarde não os vá defraudar
  •  
  • Quero a poesia bem caprichada
    De sentimentos que todos lêem
    Seja livre e não amordaçada
    P'ra paz que todos a vêem
  •  
  • Do meu sonho, estou a despertar
    A vontade não foi abençoada
    Escrevo apenas, só por eu gostar
    Não, não sou o poeta, não sou nada!
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 12:52


774 - TEUS NEGROS OLHOS

por Fernando Ramos, em 31.01.18

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  • TEUS NEGROS OLHOS
  •  
  • Teus olhos, de tão negros
    Fazem as noites bailar
    São felizes e sem medos
    Que encantam meu sonhar

    Dão feitiços ao luar
    Que os meus avassalam
    Não os quero ver deitar
    Lágrimas que me calam
  •  
  • Tornam meu mundo rico 
    Num intenso voltear
    Esse negro tão bonito
    Propenso ao meu beijar
  •  
  • Veiem em vagas d’amor
    Em sentimentos de arfar
    Eu os beijo com amor
    P’ra esses olhos gostar
  •  
  • E de tão negros que são
    Me inspiram no versar
    Dão palavras de razão 
    Rimadas em teu olhar
  •  
  • De: Fernando ramos

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publicado às 10:47


1089 - A GUERRA DOS HOMENS MAUS

por Fernando Ramos, em 30.01.18

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 GUERRA DOS HOMENS MAUS 

 

Nas minAhas memórias nunca adormecidas

Vão surgindo por vezes imagens duma Guerra

Por onde andei e que ninguém venceu

Apenas perdendo gente, dum lado e de outro

Em combates estúpidos e sem sentido

Onde a morte ganhava quase sempre

 

Os homens maus que mandavam gente

Para aquela guerra julgavam  

Que ela iria mudar seu mundo

Nunca viram o corpo do soldado estilhaçado

Cujos os seus sonhos ali cairiam na terra vermelha

Suja de sangue, e da maldade dos homens

Que o enviou para a morte 

Mais que certa para uns tantos

Passando a ser as memórias mais feias

Das loucuras do homem mau

Dizendo fazer a guerra em nome da paz

Que os levou a manter a Guerra

Por tempo demais, tempo demais

Fingindo enorme consternação

Junto das mães enganadas

Que num vai, e um vem

Por causa deles, seus filhos

Tombavam num capim, no meio do nada

 

Talvez um dia o homem rebelde

Perceba que nem eles nas guerras

Nunca serão vencedores justos

Que dela apenas se servem

Para desgraçar vidas de soldados

Que no susurrar do vento

Lamentavam andar de arma na mão 

E cuja beleza da Paz voava por seu coração

Paz essa, que esses filhos do Povo nunca tiveram

 

de: Fernando Ramos

 

 

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publicado às 17:08


773 - PORTAS

por Fernando Ramos, em 29.01.18

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  • PORTAS
  •  
  • Bati em algumas portas
    Nem uma só se abriu
    Não foi em horas mortas
    Nem esse era um dia de frio
    Em outra, depois fui bater
    De dentro respondeu uma voz
    “A porta não abrirei, ficas já saber
    Que aqui mora um sofrimento atroz”

  • E numa corrida sem tamanho
    Dali, logo, logo, fui partir
    De dor, já basta a que tenho
    Prefiro viver por aí a sorrir
    Ás portas não volto a bater
    Não se sabe o que lá vai dentro
    Não vá, eu também um dia sofrer
    O resto da vida em lamento
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 21:04


772 - GENTE BONITA

por Fernando Ramos, em 28.01.18

772 fr

         GENTE BONITA

Num belo Abril floresce o bonito cravo 

De pétalas empregnadas de conquista
P’ra muitos, e muitos, é um feliz fado
Na rouquidão da voz, do grande artista
Nasceu numa boa manhã de Abril novo
Num Portugal onde a paz já se grita
Abriram-se prisões, soltou-se um povo
Da terra abençoada, de gente bonita

 

Vieram trovadores, e todas as artes 
Cantar na rua a balada bem catita 
Partiram pró estrangeiro, alguns trastes 
Fugindo na crista da ganância banida 
Lançaram-se foguetes por tanta glória
Chorou-se a poesia à muito escrita 
Ecoaram das almas gritos de vitória
Da terra abençoada, de gente bonita

 

Espera-se que todos saibam conservar
Tal grandeza da extraordinária pepita
Cravos de amor, muitos se irão plantar
P'ra que ao povo, não falte preciosa sopita
Apareceu esta paz, julgada perdida
Nos bons corações amarrados por guita
Cantou-se Abril, na garganta ferida
Da terra abençoada, de gente bonita

 

Desfraldaram-se bandeiras de tanto amor
De pura fazenda, que não era de chita
Ofereceu-se pão, a quem comeu a dor
Nos bairros tragados p’la miséria dita
Somos um povo que jamais se irá curvar
Ao déspota carrasco, da mágoa aflita
Contra ele, a injustiça irá bem lutar 
Na terra abençoada, de gente bonita

 

Oh! Como é bom viver, assim liberto
Na heróica pátria, em páginas descrita
P’lo ilustre Camões, num belo livro aberto
Na terra pisada por gente bonita

 

E hoje não sabemos se Abril é memória

Porque gentes de vintem o vão destruindo

Chora o povo por pão, trabalho e gloria

e por outro Abril que se irá construindo 

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 19:59


771 - SORRIR DE SAUDADE

por Fernando Ramos, em 27.01.18

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  • SORRIR DE SAUDADE
  •  
  • Tenho saudades de quando estudante
    E de algumas moçoilas que namorei
    Para quem era, seu cavaleiro andante 
    De tantos beijos, que lhes surripiei 
    Como era bonito esses tempos passados
    E de quando ia ás praias do mar do sul 
    Pisar a cristalina areia dos namorados
    Fascinando-me dos lindos tons do céu azul
  •  
  • Tenho saudades, das árvores que subia
    Para espreitar o ninho do rouxinol 
    Que para mim gorjeava em alegre mestria
    Ao chegar da noite, e ao fugir do sol
    Como era tão feliz por essa altura
    Onde p’los quintais apanhava a boa fruta
    Era criança, de infância muito dura
    Que p’la vida fora moldou a conduta
  •  
  • Tenho saudades, das brincadeiras de rua 
    E saltar o velho muro da escola
    Jogar à bola, até raiar a doida lua
    Descalço, porque nos pés não havia sola 
    Como era bom ser menino, e ter tempo 
    Que hoje bem recordo em liberdade
    Me cai a lágrima por esse puro momento 
    E de tudo isto, sorriu de saudade
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:07


770 - NOSSAS CARTAS

por Fernando Ramos, em 26.01.18

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  • NOSSAS CARTAS
  •  
  • Fechas teu coração ao mundo 
    P’ra que o meu nunca o vá encontrar
    Agora, chora-me ele bem no fundo
    Mas um dia o lamento irá passar
  •  
  • Trocámos tantas cartas, meu amor
    Nelas desenhamos nossas estrelas
    Ás noites, são poemas de esplendor
    Que as vou recordando, ao lê-las
  •  
  • Não as rasgarei tira, a tira
    Numa doce ansia que regresses 
    Teu perfume nelas por mim gira
    Ao rogar a Deus, nas minhas preces
  •  
  • Abre teu quente coração, ao meu
    E guardarei todas as cartas num baú
    Nelas conservo um beijo teu
    Roubado, quando p’ra ti era tabu
  •  
  • Nossas zangas sempre veem, e vão
    Levando-me a esperar-te, amor 
    De algumas, me culpas com razão 
    Trazendo sofrimento e tanta dor
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 12:26


769 - TRAGO SONHOS

por Fernando Ramos, em 25.01.18

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  • TRAGO SONHOS
  •  
  • Trago no olhar o desejo
    Nos lábios teu sabor
    No rosto um doce beijo 
    Na pele, teu brando calor
  •  
  • Trago nos sonhos fantasia
    De ilimitada sedução 
    Na esperança, tanta alegria
    Na alma o calor da emoção
  •  
  • Trago doces dias como lembrança
    E no peito tua imagem gravada,
    Preservada como herança
  •  
  • Trago felicidade que encadeia 
    E à tanto tempo ansiada 
    Por tua paixão que me rodeia
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:18


768 O DITADOR

por Fernando Ramos, em 24.01.18

 

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  •  DITADOR
  •  
  • Lutai. Lutai, ilustre torpe desbravador
    Que lá bem alto a insensatez te chama
    Vives da impostura e trazes dor
    E Deus um dia, tua culpa reclama
  • Ouves a lira, no teu ódio obscuro
    Lês a nota preta na pauta adornada
    Levas vidas, pró silencio puro
    Que lhes espera a paz abençoada
  • Vais chorar a dor, triste guerreiro
    Da tua desventura cavernosa
    No inferno de Dante, não serás primeiro
    Lá te aguarda, a chama invernosa
  •  
  • No teu trono temeroso e horrendo
  • Vai rodeando a boa esperança
    Daqueles que na espada vão padecendo
    P’la liberdade ganha como herança
  • E no horrível sepulcro da tua existência
    Os vivos lamentam sua pouca sorte
    És um ditador de vil demência
    Que à existência só trazes morte
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 22:25


767 - PORQUÊ MEU AMOR?

por Fernando Ramos, em 23.01.18

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  • PORQUÊ MEU AMOR?
  •  
  • Quero esquecer que existes
    E não consigo
    Quero esquecer tuas palavras luminosas
    E não consigo
    Quero esquecer nossos momentos
    E não consigo
    Quero esquecer que te quero
    E não consigo
    Quero esquecer as madrugadas de sonho
    E não consigo
  •  
  • Porquê, meu amor ?
    Porque não consigo?
  •  
  • Estás permanentemente no pensamento
    Vives eternamente no meu coração
    O que falhou meu amor
    P’ra esta afrontosa desilusão?
  •  
  • És a fantasia do meu desejo
    És a saudade que dói
    És um sonho que sinto, fugir
    Porquê meu amor?
    Porquê?
  •  
  • Porquê, esta dor que não cala
    Porquê, este silencio que fala
    Porquê meu amor?
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 20:09


766 - MANTO DA VERGONHA

por Fernando Ramos, em 22.01.18

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  • MANTO DA VERGONHA
  •  
  • Cometi erros imperdoáveis
    É uma atitude inesquecível
    Andei por guerras censuráveis
    Banhando-me no pecado apetecível
    Peço perdão por tal facto
    Que tantos decepcionou
    Se for concedido, serei grato
    A quem a má fortuna perdoou
  •  
  • Estou amargurado, pálido e cansado
    Desta minha triste ousadia
    Jamais voltarei a tal pecado
    É um desejo, e não tontaria
    Devotadamente ao divino rogo
    P’ra jamais cair em tal tentação
    Sou p’la paz, e pelo diálogo
    E não p’la guerra sem razão
  •  
  • Hoje choro de arrependimento
    Por da insânia não ter fugido 
    Minha vida foi um triste momento
    Neste passado que exijo sumido
    E no xadrez da noite escura 
    Lembro esta atitude medonha
    É uma mágoa que perdura
    Coberta p’lo manto da vergonha
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:53


765 - IDEAIS SUBTRAIDOS

por Fernando Ramos, em 21.01.18

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IDEAIS SUBTRAIDOS

 

Meus mil ideais foram outrora subtraídos
Por guerras vergonhosas de inóspitos lugares
Aconteceu nas viagens de desejos lá vencidos
Na costa Africana, de longínquos mares

 

Ideais os perdi nesses infernos carregados
Numa África, filha de dó, herdeira de nada
Buscando a paz descrita em poemas chorados
Inspirados por mim, enviados p’ra minha amada

 

Ela me espera desta aventura vagante
E por outros ideais já combati
Como minha perene fortuna errante

 

E por uma razão achada omnipotente
Cheguei a um final, onde sempre perdi
Numa guerra criada por gente demente

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 14:48


764 - DOCE VOZ DE MAGIA

por Fernando Ramos, em 20.01.18

 

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  • DOCE VOZ DE MAGIA
  •  
  • Na tua doce voz de magia
    Nos poemas poemas de bonitos amores
    Por ela passa pedaços de fantasia 
    Em rimas de muitos autores
  •  
  • Tua voz lê com brandura 
    Desgostos gastos num tempo
    Cantas na tua boca de formosura
    Poemas inspirados de alento
  •  
  • Nela a vida dança livremente
    Sem obedeceres à partitura
    É poesia bela e resplandecente
  •  
  • Gravada nas palavras vagabundas      
    Cheias de paixão e candura 
    Que de amor corações inundas    
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 12:47


763 - MEU BOCAGE

por Fernando Ramos, em 19.01.18

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  • MEU BOCAGE
  •  
  • Hoje, num dia bravo de Inverno
    Por uma rua do meu bairro
    Caminho p’la calçada da velha cidade
  • Em meu pensamento Vai a lembrança 
    De um livro que me ofertaram
    Num natal passado
  • É uma antologia de Poesias
    Do grande Barbosa Du Bocage
  •  
  • Como eu gosto deste danado 
    Poeta escritor
    Que andou p’la Índia
  • E irreverentemente passou seu tempo 
    Pela boémia da minha bela cidade
    Onde nunca perdia a oportunidade
    De expor a sua forma satírica
    Sempre numa frase que servia
    Venenosamente para atormentar
    Os maus espíritos dos bem pensantes
    Dessa longínqua época
  •  
  • Como ele adorava moças de mil atributos
    Como gozava à sua maneira 
    A vida estúpida de preconceitos
    Ah grande Bocage
    Meu, Manuel Maria Barbosa Du Bocage
    Como tu escrevias a verdade, 
    Quando estavas mais pachorrento
  •  
  • Se fosse hoje, até eu te convidava
    Para irmos beber umas ginjinhas
    Ali pró Rossio, e passarmos 
    P’la casa do teu amigo Nicola
    P’ra atormentares, como só tu sabes
  • Os espíritos de agora 

  • de: Fernando Ramos

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publicado às 10:05


762 - ESTRELA DE DEUS

por Fernando Ramos, em 18.01.18

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  • ESTRELA DE DEUS
  •  
  • Nasceu o menino, lá na terra longínqua
    Cantam os anjos de tanta alegria 
    Reis magos e pastores, de alma infinita
    Seguem a estrela que tão bem os guia
  •  
  • Reis, levam rendas de belo bordado
    O pastor humilde, sua ovelha branca 
    Para o menino nas palhas deitado
    Com seu olhar que a tantos encanta
  •  
  • E Jesus sorri, de rosto iluminado
    Prós olhos brilhantes de sua mãe Maria
    Por todos é querido e muito bem mimado
    Recebendo esse calor dentro da estrebaria
  •  
  • Ao mundo veio p’ra nos livrar da dor
    Traz felicidade, e nos oferece a paz
    Conforta os pobres com tanto amor
    Porque esse milagre só ele é capaz
  •  
  • Tantos não percebem, seu primeiro olhar
    Que foi aos humildes que ele destinou 
    Sofre por eles, quando os vão maltratar 
    lacrimejando a estrela que Deus enviou
  •  
  • de: Fernando Ramos 

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publicado às 22:35


761 - NO CÉU TOCA O SINO

por Fernando Ramos, em 17.01.18

 

 

761 (2).jpg

 

  • NO CÉU TOCA O SINO
  •  
  • No céu toca o sino
    Sorrindo estrelas no seu brilhar
    Nasceu o Deus menino
    Que o povo vai abençoar

  • Nos seus cânticos de amor
    Pedem paz e felicidade
    Que é rara, neste mundo de dor
    Onde a guerra é banalidade
  •  
  • Os anjos anunciam o menino
    Pró mundo se alegrar
    Ele é um Deus pequenino
    Que p’lo natal vai chegar

  • Vem de amor e alegria
    Mais a caridade que seduz
    Traz-nos o bem, por magia
    Como milagre de Jesus
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 17:50


760 - DOCE PICA

por Fernando Ramos, em 16.01.18

 

 

760 fr.jpg

 

 

DOCE PICA

 

Vou andando pela rua
De olhos pregados ao chão
Parece que vou na lua
Mas não vou na lua não

 

É que, a vida me faz pensar
No tédio que é ser drogado
Vou andando de cabeça no ar
Ansioso do ópio amaldiçoado

 

Mas que poderei fazer
P’ra deixar tal triste tentação
Essa vontade é raro aparecer
Nesta miséria sem solução

 

Vivo na doce pica da desgraça
Penhorando meu futuro
Haverá cura abençoada
P’ra este pobre vagabundo?

 

Minha morte irá aparecer
De mansinho, ou na agitação
Certamente da droga irei morrer
Bem escondido da multidão

 

Vou andando pela rua
De olhos pregados ao chão
Parece que vou na lua
Mas não vou na lua não

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 20:41


759 - O OUTRO NATAL

por Fernando Ramos, em 15.01.18
  • 759.jpg

     

  • O OUTRO NATAL
  • Junto à lareira, na companhia
    Do crepitar das brasas arder
    Vou olhando p´ra rua
  • Sinto o tempo frio, e vou pensando...
    O que estará lá fora acontecer!
  • Meu cérebro, é um filão de imaginação
    Mostra-me a verdade que ele alcança
    E nesse espaço vejo por uma sua janela,
  • P´ra minha desilusão
    Que na paz lá fora afinal,
    Nela ninguém descansa
  • Ao som de sinos, e de coros
    Desperto p’ra nefasta realidade
    Do carnaval endoidecido que nos cerca
    E vejo vidas retalhadas como toros
    De arvores queimadas p’la maldade
  • Dizem que ´há um feliz  natal,
  • Mas qual natal?
    O faz de conta reina neste período
    Parece que todos são felizes por igual
    Esquecendo-se dum ano mau e surdo
  • Não veêm nemquerem ouvir o grito
    Da mulher, do idoso e da criança maltratada
    Precisamente por aquele, que p’lo natal nem parece aflito
    Com o seu egoismo e crueldade,
    Em todo ano praticada
  • Da minha janela, contemplo os raios de sol
    E o orvalho da vida, nas folhas a desaparecer
    Caindo como goteiras num telhado dum farol
    Que vai guiando a mentira e a hipocrisia
    Com o que está acontecer
  • Mas é natal, é natal. é natal, dirão os felizes
    Mas qual natal, o do bem estar?
    Perguntarão os outros que no resto do ano são infelizes
    Esses, apenas imploram ao menino Jesus
    Um mundo p´ra eles melhor
  • E os saiba amar     
  •  
  • De: Fernando Ramos
    22.12.2006

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publicado às 11:36


758 - NATAL ABENÇOADO

por Fernando Ramos, em 14.01.18

758 (2) (1).jpg

 

 

  • NATAL ABENÇOADO

  •  
  • Em fartas mesas de iguarias deliciosas
    A beira de lindas arvores iluminadas
    Sentam-se gentes de bem, e famosas
    Exibindo fartas opulências requintadas
  •  
  • O vizinho dum bairro ao lado
    Que não tem tão boa mansão
    De momento até está desempregado
    Faltando a sua família um pouco de pão
  •  
  • Os outros, causadores desta infelicidade
    Durante o ano esbanjam sua farta riqueza
    Não se incomodando com tal precariedade
  •  
  • Esquecendo-se, que o vizinho é rico de amor
    E que apesar de tanta pobreza
    Seu natal é abençoado, p’lo Deus Senhor
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:01


757 - IDEAIS ESCONDIDOS

por Fernando Ramos, em 13.01.18

757 (2).jpg

 

 

IDEAIS ESCONDIDOS
(soneto)

 

Tantos anos passaram pela minha vida
E os ideais se esconderam na solidão
Minha alma torturada andou perdida
Julgando viver um tempo de maldição

 

Hoje penso nesta triste loucura
Sentindo pena p’lo tempo vencido 
Foram os anos de minha frescura
Restando apenas, o orgulho ferido

 

Malditos sejam meus ideais fugidos
Que um dia, por eles não soube lutar
Agora, os sinto de novo renascidos

 

Dentro de mim, para os bem guardar
Onde a mente, não mais os irá apagar 
E o coração de novo, os saberá escutar

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 22:29


756 - REGAÇO DE AMOR

por Fernando Ramos, em 12.01.18

756 (2).jpg

 

 

REGAÇO DE AMOR

 

Bates à porta de meu peito.
E de coração aberto
Te recebo com ansiedade
Donde vens meu amor?
Ouves o grito das emoções
Da minha paixão sofrida
E da saudade que se perde 
No silencio do vazio das noites
Da minha solidão calada
Onde imagino o suave rumor 
De teus passos
E sinto o subtil sabor quente
De teus beijos

 

Ah! como foi bom tu chegares
E defronte dum espelho
Ver teu rosto junto do meu
Num aperto, onde nossos olhos 
Se banham em desejos harmoniosos
Numa apoteose de felicidade

 

Como é bom beijar teus lábios 

Numa sensualidade mundana

Sempre que meu coração apeteça
Unindo-se a um total prazer
Que enlaça nossos corpos
Na louca ânsia transbordada
Em doce e bela melodia, 
Num clarão ardente de amor

E nossas bocas choram 
A sede louca
Que devoram beijos em chamas
Levando-nos a gemidos 
Nos anseios de nossos corpos 
Que de amor, vêem e vão 
Em paixão infinita

És um sol, chegado do céu 
À porta de meu coração
E agora na tua pele perfumada
Guardo tudo de mim,
E adormeço no teu meloso 
Regaço de amor

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 19:51


755 - PEDAÇOS DE MAGIA

por Fernando Ramos, em 12.01.18

755 (2).jpg

 

 

  • PEDAÇOS DE MAGIA
  •  
  • O Natal chega e com ele a grande ilusão
    Que ao fim de tantos anos ainda persiste
    Num Pai natal, de saco vermelho de algodão
    Cheio de esperança p’ra este mundo triste
  •  
  • Alguns acreditam que este velho existe
    Especialmente em lares, de lauto festim
    O homem da rua, ao natal já não assiste
    Ele não aquece sua alma de cetim
  •  
  • O pobre não quer organdins, ouro ou pratas
    Mas apenas aguarda por uma boa luz
    P´ra que todos vivam de alegrias fartas
    De riquezas, que a ele já não seduz
  •  
  • O ancião sente a desilusão embriagada
    Estampada no rosto daquele coitado
    Busca na sacola sonhos que afaga
    O coração do pobre, no chão deitado
  •  
  • Natal assim não é natal de amor
    E o homem de vermelho isso bem sabe
    Ao infeliz se junta na sua dor
    Tirando do saco alguma felicidade
  •  
  • O pobre sorri, por tanta bondade
    E o velho das barbas transborda de alegria
    Diz que do mundo irá embora a vaidade
    Tornando as noites, bons pedaços de magia
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:45


754 - MEU EU

por Fernando Ramos, em 11.01.18

754 (2).jpg

 

 

MEU EU

 

No silencio da vida
Vivo com meu eu
Esse eu desconhecido
Que comigo troca ideias
E sua autoridade

nunca se perdeu

Pelos caminhos da vida
Da minha vida

Ele, é quem tudo digo
E tudo pergunto, 
Até os segredos mais profundos
Mesmo num momento sofrido
O eu, que vive e se esconde
Dentro de mim

Ele é o meu melhor amigo, 
Sempre o melhor amigo
Está presente quando mais preciso
Dele, não tenho vergonha
De fazer o que apetece
Ou dizer o que me vai na alma 
Ele nada pergunta
Mesmo quando o caminho 
Que piso não é o mais certeiro
O meu eu, está lá sempre
Até para aqueles momentos
Mais ou menos bons 
O eu, é o meu Anjo da guarda
Obrigado, meu eu!

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 16:54


753 - COMO TRISTE É O NATAL PARA ALGUNS

por Fernando Ramos, em 10.01.18

 

753 (2).jpg

COMO TRISTE É O NATAL PARA ALGUNS

  • Triste é o natal, quando nesta quadra
  • o faz de conta atinge seu esplendor
    De repente, mais rápido que um comenta 
    Muitos se tornam simpáticos
    Alguns, até se imaginam Santos 
    Oferecendo amizade, paz, pão, 
    e tanta ternura, não passando 
    de hipócritas carpideiras
    Porque no resto do ano,
    vão distribuindo indiferença,
    egoísmo, e mais outros ismos,
    até em alguns casos, 
    tirando tudo a quem mais precisa
    Como triste é o natal desta gente,
    que mais não fazem com estas súbitas 
    boas vontades senão pedir perdão 
    a eles próprios p’la hipocrisia 
    que vivem no seu dia a dia
    Estarei errado?
    Digam que estou errado, 
    e eles decerto 
    dormirão melhor!
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:27


752 - MINHA SINFONIA

por Fernando Ramos, em 09.01.18

752 (2).jpg

 

 MINHA SINFONIA

 

Componho minha musica
Sentado num teimoso piano
E nele vou dedilhando as notas
Num prazer transcendental
Que me conforta a alma
Trazendo a clarividência
Necessária para aquela nota 
Intima que teima não cair 


Na tecla do velho piano
Será meu fracasso de inspiração
Se não conseguir compor 
Minha obra, a minha pobre obra
Que p´la batuta de um maestro
Lhe dará vida numa orquestra
Com a força de todos os instrumentos 
Que beberão o ritmo existente 
Da minha insignificante sinfonia
Que numa entoação melodiosa 
Vai suavizando a alma 
De quem a sente

 

de: Fernando Ramos

 

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publicado às 12:01


751 - A AVE

por Fernando Ramos, em 08.01.18

751 (1).jpg

 

 

  • A AVE
  •  
  • Gorjeia a ave,
    no entardecer 
    Esperando a lua
    E seguindo um caminho 
    sem controle
    Aguarda p’la noite 
    fria, e nua
    Que em suas penas 
    será confortável lençol

  • E na sua melancolia 
    sem norte
    Esta ave solitária
    procura um refugio, 
    no silencio da sua sorte
    Donde, num poleiro
    de estabilidade oportuna, 
    adormece com a orvalhada
    que não se compadece
    da sua solidão nocturna
  •  
  • De: Fernando Ramos 

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publicado às 10:54


1054 - BRILHOZINHO MISTERIOSO

por Fernando Ramos, em 01.01.18

1054.jpg

 

 

BRILHOZINHO MISTERIOSO

 

Quando te vi pela primeira vez
Meu coração pousou no teu
Palpitou tanto até que fez
Ele amar perdidamente o meu
Como foi bom e valeu a pena
Essa paixão tão determinada
Poetas inspiraram-se nesta cena
Versejando arte terna e aveludada

 

Hoje meu corpo no teu se atreve
Entregando todo malicioso sabor
E tu me queres em suspiros breve
Depositando em mim todo esse ardor
E tanto vibramos nesta paixão
Tocada ao som ritmado dum tambor
Quanto mais a ela nos entregamos
Mais forte é o nosso louco amor

 

Desde que te vi por esse tempo
O coração em ti está refastelado
Desde aí não perdemos um momento
Amando-nos num leito apaixonado
No céu um brilhozinho misterioso
Mostra as estrelas a sorrir de nós


Sabem que este é um amor curioso
Que até a Lua nunca nos deixa sós

E no adormecer da noite estrelada
Entrelaçados por ali nos deixamos
Saboreamos a paixão talhada
Do momento que nele bem dançamos
E nossos lábios aos prazeres se entregam
Soltando murmúrios e puros beijos
Que p'los ondulados corpos navegam
Aportando no cais de nossos desejos


De: Fernando Ramos

 

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publicado às 18:04


750 - TRADICIONAL NATAL

por Fernando Ramos, em 31.12.17

750 (2).jpg

 

 

TRADICIONAL NATAL

 

Jesus nasceu p’ra nos amar
Do Santo ventre de Maria
Bem longe se ouviu o sino tocar
Anunciando a boa nova de alegria

E o céu, p’los Anjos enviou recadinhos
Pró mundo, nesse Dezembro celestial
Enfeitam-se bonitos pinheirinhos
Em honra de Jesus p’lo seu natal

 

Vieram pastores, e outras artes belas
Por longos caminhos, de noite e de dia 
O mundo se uniu acendendo velas
Em nome da paz, na mais pura magia

Hoje nas igrejas, observam-nos os Santos 
Pejados de tanto amor celestial
Deus os enviou, com seus belos cantos 
P’ra abençoarem o tradicional natal

 

De: Fernando Ramos
10.12.2006

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publicado às 22:59


749 - TRISTEZA DE AMOR

por Fernando Ramos, em 31.12.17

 

749.jpg

TRISTEZA DE AMOR

 

No rosto cai a lágrima

No coração vem a dor
Na alma chega a tristeza
E a desilusão do amor

Dói Bem saber este pavor

 

Meu coração canta teu nome
Partiste sem rumo e chorei
Pedido a Deus p´ra que te ajude

 

Neste tempo triste de véus
Foi uma lança que entrou de mais
Choro gritando aos céus
P´ra que eu não sofra mais

 

De ti, nada eu sei
Pouco interessa isso a alguém 
Mas a mim me cativou
Essa forma de ser bem

O teu motivo de viver
Esse que eu não sou

Deixa-me os dias frustrado 
Por viver travesso fado


Sem escolha ou opção
Grandes conquistas vivi
Mas rendido a ti
Entrego meu pobre coração

 

No rosto cai a lágrima
No coração vem a dor
Na alma chega a tristeza
E a desilusão do amor
Dói Bem saber este pavor

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 10:23


748 - TEU NOME

por Fernando Ramos, em 31.12.17

748 (2).jpg

 

 

  • TEU NOME

    Direi teu nome sem devassa
    E nunca será palavras vãs
    Ele, em meu peito se enlaça
    E, é meu sol p’las manhãs
  •  
  • Esse nome que eu adoro
    Manter-se-á dentro de mim calado
    Manuela, por dize-lo quase choro
    Lágrimas de prazer reencontrado
  •  
  • Teu nome, é a esperança levada à cena
    Dize-lo é um acto que não cansa
    Mas estar contigo, valerá mais a pena
    Porque assim o coração tanto amansa
  •  
  • És a boa razão do meu sonhar 
    E serás minha chama vida fora
    Perdendo-te, quando meu final chegar
    Quando esse esse momento vier na hora
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 09:41


747 - RAZÕES SECRETAS

por Fernando Ramos, em 30.12.17

747 (2).jpg

 

  • RAZÕES SECRETAS
  •  
  • Mulheres de tristes razões secretas
    Aguardam à janela em orações completas
    Que os Santos da procissão por ali passem
    Abençoando-as como se de puras se tratassem

    São exaltadas mulheres pecadoras
    Com a malícia que as fizeram sonhadoras 
    Nas noites de todos os enlaços
    Ansiando a felicidade em seus pedaços

    Estas mulheres de suas ilusões escondidas
    Entre a crença e a tentação vão divididas
    Não sabendo p´ra onde caminha a razão
    Aguardando às janelas o piadoso perdão

    Que limpidamente o divino poderá conceder
    P’ra que num céu de amor, não possam padecer
    Desesperando seus corações p´la Santa chama

  • Erguendo suas almas, onde tudo se derrama
  • Bem longe de outras vidas geradas de incêndio
    Percebendo que pecar será mau dispêndio
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 22:14


746 - O BAILE DA VILA

por Fernando Ramos, em 30.12.17

746.jpg

 

  

  • O BAILE DA VILA

  • Na vila, a festa vai ocorrer 
    E abrilhanta-se o baile de sábado
    Pares se juntam a conviver
    Pró pedaço gulosamente passado
  •  
  • É uma alegria contagiante
    E outro baile assim não há
    Por ali, a festa é estonteante
    Dançando-se a salsa, a rumba e o chá, chá, chá
  •  
  • Os bailarinos, num frenesim sem parar
    Vão prestando sua alegria à vila
    E é vê-los dançar, dançar, dançar
  • Aplaudidos por gente que fazem fila
  •  
  • Dança o policia, e o carteiro
    A dona de casa, e a sopeira
    Dança a peixeira, mais o funileiro
    O menino do coro, e a lavadeira
  •  
  • E num rodopiar harmonioso no palco
    Um par de idosos mais afoito
    Mostra num tango, sua perícia de estalo
  • Recebendo de todos uma nota oito
  •  
  • Ali, os dançantes bem se agitam
    Naquela tarde de enorme esplendor
  • Crianças brincam, e outras gritam
    P’la entrada no coreto, do artista cantor
  •  
  • Meninas casadoiras choram de alegria
  • E o imponente galã, para elas sorri
    Há quem suspire, por uma fantasia
    Sonhando que o cantor é só p´ra si
  •  
  • Toca a orquestra bem afinada
    E o pátio inquietou-se num instante
    Fica na cadeira, uma senhora encantada
    P’la voz doce, do romantico cantante
  •  
  • É a loucura, tudo salta e dança
    Numa alegria de deslumbrar
    A tarde vai longa, e não cansa
  • Todos querem, é na vila dançar
  •  
  • É uma alegria contagiante
    E outro baile assim não há
    Por ali, a festa é estonteante
    Dançando-se a salsa, a rumba e o chá, chá, chá
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 18:54


745 - SAUDADE DE AMORES

por Fernando Ramos, em 30.12.17

 

 

745 (2).jpg

 

  • SAUDADE DE AMORES
  •  
  • Teu rosto, é sonho meu já esquecido
    Teus murmúrios, ainda guardo nos ouvidos
  • É um som que me vai deixando vencido
    E na mente, resta apenas teus gemidos
  •  
  • Que os recordo tantas vezes em prantos 
    Na minha triste solidão atroz
    São prazeres, amores e encantos
    Tais momentos passados, quando sós
  •  
  • Desenhei teu nome em meu coração
    Agora é poema nos troncos do arvoredo
    São pedaços gravados de desilusão
    Que só de lembrar sinto medo
  •  
  • E nas planícies de verde frescura
    Procuro a linda flor vermelha açucena
    Que a beijarei com toda ternura 
    Como a ti beijava de manhã serena
  •  
  • Hoje, vem o choro destas lembranças
    Quando no campo olho as lindas flores
    Que com elas enfeitava tuas tranças
    Me resta agora a saudade desses amores
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:50


744 - RIO DE AMARGURAS

por Fernando Ramos, em 29.12.17

 

 

744 (2).jpg

 

  • RIO DE AMARGURAS
  •  
  • Sou um homem triste
    Que hoje à beira do desconforto 
    Vê o rio da minha existência 
    Paulatinamente correr 
    Nele, vão todas as boas ilusões
    Que a cada instante sinto um latejar 
    Que sempre me fizeram bem viver
  •  
  • É um rio, de bonitas 
    E boas recordações
    Que em minha memória
    Estarão sempre presentes
    E viverão alegremente bailando 
    Sobre a sua vontade de existirem
  •  
  • Haja o que houver em todo 
    Este percurso, as boas 
    Lembranças proibirão 
    O esvaziar do pensamento 
    Elas, permanecerão gravadas 
    Em meu coração 
    Como bocados de bons desejos
    Que em algumas situações 
    Mal foram cumpridos
    Deixando a mágoa ir em busca 
    De um final feliz, o meu final
    Que terminará na foz 
    Deste silencioso rio de amarguras
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 22:07


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