Minha Poesia

19
Jan 21

 

 

DESTRUIÇÃO

 

Bombistas para a forca já...

gritam os povos e com razão

Tais terroristas mais não fazem

que oferecerem ao mundo, destruição

 

São pessoas sem coração

que levam ódio a tudo

Não sabem viver em comunhão

só querem destruir o mundo

 

Com eles a morte anda perto

e é difícil combater

Não se pode viver com esta gente

e muita atenção, se tem de ter

 

Julgam-se senhores da razão

mas isso não é verdade

Podem ter os seus motivos

mas não é a luta p´la liberdade

 

Senhores da guerra

acabem com este frenesi

Estão a destruir a terra

e que também será o vosso fim

 

de: fernando ramos

publicado por Fernando Ramos às 19:32

18
Jan 21

 

 

AS CORTINAS DA JANELA


As cortinas da minha janela

São de xita e não tem renda

Elas me protegem do sol

Que de manhã chega como prenda

 

São alegres e muito coloridas

Com flores da primavera

Devem ser das mais floridas

Diz a minha vizinha Vera

 

A Vera é muito amorosa

Porque das cortinas gosta

Ela comigo até fez uma aposta

Como a xita veio da Costa

 

De onde ela veio, não sei

Se da Costa ou de Lisboa

Mas na xita verifiquei

Que era de qualidade boa

 

Tenho umas lindas cortinas

Que na janela ficam bem

Tantos gostam muito delas

E isso eu também já sei


Na janela vou ficar

Com as cortinas lá postas

Toda  gente as vai olhar

E pedirem-me umas amostras

 

De: fernando ramos

publicado por Fernando Ramos às 10:19

17
Jan 21

 

 

FLOR DO MONTE


Minha flor selvagem

que cresces no cimo do monte

Um dia farei aí uma paragem

e contigo contemplarei o horizonte


Tuas pétalas viçosas

de cheiros sem fim

Algumas parecem rosas

que nascem por aí

 

Minha flor do monte

és a alegria de meu olhar

Ainda te levarei à fonte

para na água te banhar


E meu amor irás ver

e quem é, tu nem suspeitas

Seu coração embriagado irá bater

pelo perfume que deitas

 

de: fernando ramos

publicado por Fernando Ramos às 18:36

16
Jan 21

 

 

AMANTES

 

Se os verdadeiros amantes são

os que partilham acto de amar

Talvez não seja eu, por quem tu

decerto um dia irás chorar

 

E tu meu amor sabes bem

porque isso vai acontecer

Estás sempre tão ausente

no meu triste amanhecer

 

Nós há muito vivemos

uma bonita secreta sedução

Hoje, está bem longe

e já não tem resolução

 

Nós deixámos de ser amantes

de prometida paixão eterna

Fostes tu que quiseste

que terminasse sem alguma espera

 

Dessa loucura de amar

Já não sobram emoções

Agora vai apenas restar

no meu desejo, breves recordações

 

de: fernando ramos

publicado por Fernando Ramos às 16:05

15
Jan 21

 

 

A MINHA AMIGA FADISTA


Minha amiga cantarolava

poesia de fantasia

Ela que tanto amava

cantigas de muita alegria

 

Nos becos de Lisboa

era por onde andava

Passava p´las vielas na boa

e alguém por ela chamava

 

As janelas da Madragoa

se abriam de par em par

E de lá as pessoas pediam

um bonito fado fosse cantar

 

Policias e sopeiras

ouviam-na com emoção

Varinas e lavadeiras

choravam sem razão

 

Quando minha amiga cantava

na tasca de noites de lua cheia

A sardinha assada saltava

na brasa, pela hora da ceia


E naquelas noites de trova

muitos sorrisos havia

Por causa do vinho da uva nova

que o Zé Taberneiro vendia


E quando a manhã chegava

então tudo terminava

O pregão do carapau voltava

e a tasca do taberneiro fechava

 

de: fernando ramos

publicado por Fernando Ramos às 10:12

14
Jan 21

 

 

CONVERSA PUXA CONVERSA


P´la tasca hoje passei

Para beber um bom vinho

Estava a Céu que já namorei

E com ela fui p´ra um cantinho


Da vida nós falámos

E de copos também

Por amigos perguntámos

E ela, p´la minha mãe

 

E conversa, puxa conversa

Que mais vinho bebemos

Rimo-nos duma amiga Vanessa

E por ela, pastelinhos comemos


Tão bom era aquele ambiente

Com a minha antiga namorada

A noite também ia quente

Que os copos terminaram de madrugada

 

Aos tombos lá fomos embora

E dela já tenho saudades

Sinto que ainda me adora

Porque disse-me umas verdades

 

Agora estou a pensar

Em convida-la a tasca ir

Para a voltar, a namorar

E quem sabe, voltarmos a curtir


E já nenhum dia passa

Que não esteja com a Céu

Hoje bebemos copos em casa

Porque nosso amor se fortaleceu

 

de: Fernando Ramos

 

publicado por Fernando Ramos às 21:19

12
Jan 21

 

 

RECORDAÇÃO TRISTE


Recordações tuas vou tendo

na cor negra das noites

espreitando as estrelas

Esperando ansiosamente

teu regresso na saudade derradeira  

Em sonhos vejo-te montada

num cavalo alado

com teus longos cabelos

beijando a face bela do vento

vindo em minha direcção

num trote estonteante

que perturba as ternas fadigas de amor    

fazendo parar minha respiração

Difícil está esta espera anciosa    

por uma noite adormecer em teu regaço

Mas não passam de sonhos

Farei um pacto com Deus

envolvendo-me nos meus silencios  

Esquecendo-te por não poder passar mais

a minha vida nas quenturas da noite

sempre ansioso que voltes

e permanentemente com lembranças

dos nossos tímidos jogos de sedução

Meus dias passam ficando tristes e vazios

nas vermelhas passadeiras da ilusão  

De que serve esperar na solidão

e nas recordações sustentada da tristeza 

 

de: fernando ramos

 

 

publicado por Fernando Ramos às 11:35

11
Jan 21

 

 

A GAIVOTA E A VARINA

 

Uma gaivota p´lo tejo, voa

Num belo dia de primavera

Atravessa a bonita Lisboa

E a peixeira por ela espera

 

Nesta cidade Alfacinha

Há uma Varina muito airosa

No pregão é a rainha

E também a mais charmosa

 

A gaivota depressa quer chegar

Porque traz um recadinho

Vem da Nau que vai acostar

P´ra varina, tráz o maridinho

 

Chega a Nau, e a Caravela

E o amor da varina peixeira

Também, o ouro e a canela

P'ra gente rica que queira

 

O povo pode não ter dinheiro

P'ra estas maravilhas comprar

Mas ele está sempre primeiro

Quando a Nau ao Tejo atracar

 

E a peixeira já tem seu amor

E com ele vai amar na boa

Parte a gaivota sem pudor

P'lo céu azul da linda Lisboa

 

de: fernando ramos

publicado por Fernando Ramos às 10:03

10
Jan 21

 

 

  • ADEUS MAR

  • Sou um marinheiro com barco
  • Que navega em águas profundas
  • Do cais um dia parto
  • Procurando areias nada imundas
  •  
  • No mar desenharei estrelas quadradas
  • O lindo rosto da minha paixão
  • Ela, é o mel das manhãs douradas
  • Que aconchega o tonto coração

  • E ao Tejo vou chegar
  • Com pressa de beijar minha amada
  • Que por mim vai esperar
  • Como escreveu em carta fechada

  • Meu barco vou deixar
  • Nas aguas do Tejo, atracado
  • Com meu amor vou casar
  • Como já tinha planeado
  •  
  • Passo a marinheiro sem barco
  • Porque pró mar não vou voltar
  • Não serei marinheiro fraco
  • Só que... minha vida vai mudar
  •  
  • Adeus mares sem fim
  • P´ra ti não voltarei mais
  • Tenho meu amor ao pé de mim
  • Envolvendo-me de afectos e ais
  •  
  • Numa parede branca como papel
  • Registarei esta nova jornada
  • E esculpirei a golpes de cinzel
  • Meu barco afundado em nada
  •  
  • de: fernando ramos
publicado por Fernando Ramos às 19:19

09
Jan 21

 

 

  • MINHA ALDEIA MINHA CIDADE

  • Eu não sou da aldeia
  • Nasci na grande cidade
  • Mas era optima ideia
  • Ter passado lá, a mocidade
  •  
  • Há aldeias muito bonitas
  • Como há belas cidades
  • Todas são bem catitas
  • Em diversas localidades
  •  
  • O povo, nas suas aldeias
  • Realiza festas no verão
  • Come-se lá boas ceias
  • Em Agosto ao serão
  •  
  • E toca a banda local
  • Musicas p'ra sonhar
  • Depois pelo Natal
  • Vão todos, o festejar
  •  
  • Nossa aldeia, nosso amor
  • Nossa cidade, nossa paixão
  • Convosco vive Nosso Senhor
  • Ambas trago no coração
  •  
  • de: fernando ramos
publicado por Fernando Ramos às 16:43

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