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686 - REI DA RÁDIO

por Fernando Ramos, em 31.10.17

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  • REI DA RÁDIO
  •  
  • É um artista, da música ligeira
    Vai p’la estrada, cantando por aí
    Usa penteados à vedeta de feira 
    O mulherio, gosta dele assim
  • Sabe encantar, p’ra várias gerações
    E seus corações ficam desfeitos
    Nas meninas, espalha ilusões
    Com sua voz de amores perfeitos
  •  
  • Quando o vêem, gritam e choram
    Andam loucas, com seu trovar 
    Ele diz que as ama, elas adoram
    Mas nenhuma com ele, vai ao altar
  • Ouvem-no na rádio com emoção
    Sonham com ele em mil segredos
    Faz vibrar tanto coração
    Mas ama-los, causa-lhe medos
  •  
  • É o rei da rádio, p’ra todas elas
    E suas canções andam a beber
    Canta-lhes, que são frescas e belas
    E ele assim as anda a entreter
  • É um artista da música ligeira
    Vai p’la estrada, cantando por aí
    Usa penteados à vedeta de feira 
    O mulherio, gosta dele assim
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:30


685 - MOMENTOS EMOCIONADOS

por Fernando Ramos, em 30.10.17

 

 

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  • MOMENTOS EMOCIONADOS
  • Bons momentos trazem emoção
    São como orquestra bem afinada
    Eles, nos confortam o coração
    Numa melodia de génio, consertada
  •  
  • As pautas sem notas, não produzem som
    Da bela melodia, que não se ouve, e reparte
    Já outros momentos, são como um dom
    Do génio que compõem fina arte
  •  
  • Ele cria belas pautas, de notas pretas
    Prós tais momentos emocionados 
    Ouvindo-se lindas sinfonias completas
  •  
  • Tocadas por artistas bem Orquestrados
    Estremecendo corações sensibilizados 
    Dum publico, na plateia deslumbrados
  •  
  • De Fernando Ramos

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publicado às 14:46


684 - O BORDEL DA VIDA

por Fernando Ramos, em 29.10.17

 

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  • O BORDEL DA VIDA
  •  
  • Os dias passam velozmente
    Entrando p’la porta do Bordel
    Trazendo mágoas repletas
    De histórias da vida
    Lá dentro, marionetes do poder
    Obedecem como prostitutas baratas
    Ao seu amo explorador
    Que ao mesmo tempo é seu rei
    Rei da podridão que produz
    Poluindo o ambiente de ódio lamacento 
    Onde esse reizinho se sente muito bem
    Talvez bem de mais
  • É um lugar perfeito 
    Para este personagem único!
    É como um figurante de um
    Livro da banda desenhada,
    Onde o terror se rabisca 
    P’la ponta de um lápis.
  •  
  • A vingança, a destruição, e o mal,
    São gravados na folha de papel 
    Com a mesma precisão de um tiro 
    Dado por este péssimo personagem
    Mostrando ele, a suja miséria causadora
    da destruição da nossa sociedade 
    Vivida no exterior do bordel
  • Lá dentro, essas prostitutas da desgraça,
    Deixam muito a desejar ás outras
    Que buscam apenas alguns trocos
    P’ra viver, apenas isso.

  • As prestitutas do terror
  • Vão servindo seus clientes,
    Com a distribuição, não de carinho e amor
    Mas sim do que aqueles homens 
    Tem de mais nefasto à sua própria vida 
    Que são as armas de todo o tipo de fogo
    O importante é que sejam do último modelo
    Daquelas que qualquer senhor da guerra
    Ambiciona e sonha ter em suas próprias mãos
    P’ra acarinhar e vincar bem o seu poder 
    E desprezo p’lo seu semelhante, e irmão
    E o mundo da paz, pergunta assustado:
    Mas não será possível fechar 
    Todos os bordeis da desgraça humana?
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 12:33


683 - SOBREIRO DOS BONS

por Fernando Ramos, em 29.10.17

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  • SOBREIRO DOS BONS
  •  
  • Á sombra quente do velho sobreiro
    No latejar silêncio da tarde
    Uma avezinha, procura o poleiro
    Fugindo de um caçador cobarde
  • Aquele sobreiro, que é abrigo de tantos
    Nele buscam sua graciosa protecção
    Para um puro acolhimento de Santos
    Evitando uma morte cruel e sem razão
  •  
  • As aves se protegem neste seu amigo
    Nas melancólicas fins de tarde de Verão
    Porque alguém mais afoito e decidido
    Se resolve, as caçar sem perdão
  • O sobreiro magnifico está presente
    Na reserva protegidas da caça
    Lá, as aves gorjeiam ao medo ausente
    Porque ali não há maldade que se faça
  •  
  • Mas se um dia, no azul da felicidade
    O sobreiro dos bons já ali não existir
    Foi o homem, que o abateu sem piedade
    Não podendo as avezinhas lhes acudir
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:26


682 - MENTIRA NO MEU AMOR

por Fernando Ramos, em 28.10.17

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  • 682 - MENTIRA NO MEU AMOR
  •  
  • Por belas que sejam tuas magias
    E me deixem perdida p’ra te amar
    Apenas são meras fantasias
    Durando só, até meu despertar
  •  
  • Tens-me, sem teres amor 
    Num doce frenesi de loucura
    Sei que depois vem a dor
    Dessa falsidade que tortura
  •  
  • Não é assim que sonho viver
    Contigo a meu lado p'ra sempre
    Essa esperança em mim vai morrer
    No meu coração, triste e ausente
  •  
  • São meras ilusões que choram a dor
    E ideias, que depois se deitam fora
    Por favor, não enganes mais o meu amor
    Essa mentira nele, tem de ir embora
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:11

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  • 681 - A LOUCURA DO HOMEM BRANCO – (COROA DE SONETOS)

    1

    A loucura do homem Branco
    Nos séculos intensos de escravidão
    Cometeu actos que envergonham tanto
    Que ao saber-se, provoca emoção

    Negros, em tombadilhos eram levados
    Nas condições mais miseráveis
    Muitos chegavam despedaçados
    Os vivos, em estados deploráveis

    Ali, dignidade humana não existia
    P'ra aqueles pobres infelizes, coitados
    Cujo seu futuro nas viagens morria

    Nem podiam gemer ou gritar seus ais
    Suportados p'los seus corações chorados
    Por serem tratados como animais

    2

    Por serem tratados como animais
    E não por simples boa gente
    Uns, teriam mortes brutais
    Mas p’ro Branco era indiferente

    Nas sanzalas, esperava-lhes o tronco
    E vil chibatadas sem fim
    Dadas por um feitor bronco
    Ordenadas p’lo seu senhor, ruim

    Ali, multidões de negros cambaleavam
    Dançando e fugindo da maldita chibata
    E, enganando a fome que a vida roubava

    Serviam, desbravadores e colonizadores
    Que os compravam a negreiros de vida farta
    Como bons escravos e óptimos trabalhadores

    3

    Como bons escravos e óptimos trabalhadores
    Suportavam em desprezo a fúria do algoz
    Que contratava loucos matadores
    P’ra lhes dar louca perseguição feroz

    Por vezes, algumas fugas sucediam
    Procurando os caminhos do quilombo
    Capitães do mato os perseguiam
    Com o estalar da chibata, em seu lombo

    Capturados, iam prós cativeiros
    Onde lhes esperava farta tortura
    Das vergastadas, seus companheiros

    Com tal acto, o Branco, seu senhor
    Escrevia o horrível destino da loucura
    Por linhas tortas, no livro da imensa dor

    4

    Por linhas tortas, no livro da imensa dor
    Registaram-se actos de total crueldade
    Hoje imagina-se como era aterrador
    Envergonhando a nossa sociedade

    P’ra quem vivia nos cativeiros senhoriais
    Nada era mais importante que a liberdade
    A fuga eram momentos bem especiais
    Prós Negros guerreiros, e sua irmandade

    Com instrumentos de ferro, torturavam
    Os pobres infelizes, da pele de outra cor
    Que no tronco, carrascos os matavam

    Sem dó, nem piedade e razão
    Sob as ordens de tão mau senhor
    Que era dono, e rei da escravidão

    5

    Ele era dono, e rei da escravidão
    E servia panos p’rás mortalhas
    Dos Negros desprezados, por sua mão
    Que morriam de ódio, nas esteiras de palhas

    Seu senhor, tanto desamor distribuía
    Por aqueles infelizes de cor diferente
    Que suas alforrias não conseguia
    Mas chibatadas, recebiam de presente

    A raiva crescia, crescia como erva daninha
    Em Negras que pariam filhos já cativos
    P’ra serem roubados por triste gentinha

    E negociados por negreiros manhosos
    A outros senhores de corações perdidos
    De muito dinheiro, e todos poderosos

    6

    De muito dinheiro, e todos poderosos
    Compravam porões de navios negreiros
    Vindos da pátria dos Negros saudosos
    Que não voltariam aos seus terreiros

    Novos e velhos vinham amontoados
    Em estados miseráveis p’rás suas vidas
    Chegavam de mares, muito maltratados
    Alguns morriam, por causa das feridas

    Os mais saudáveis, valiam bom dinheiro
    Enchendo o bornal dos comerciantes
    Que enriqueciam à conta do cativeiro

    Do infeliz Negro, tanto escravizado
    Como ele, nunca fora antes
    P’ra graça dum futuro arruinado

    7

    P’ra graça dum futuro arruinado
    Nos Engenhos do novo patrão
    Onde labutavam sem direitos dado
    Recebendo em troca má alimentação

    Todos os dias trabalhavam de sol a sol
    Comandados p’las chibatadas do feitor
    Que não tinha coração mole
    E os açoitava sem qualquer pudor

    P’ra total vergonha do homem Branco
    Que deixava cometer tal crueldade
    Nestes infelizes que sofriam tanto

    Roubando-lhes pureza, e dignidade
    Fazendo-os sofrer, por tal maldade
    Elevando-lhes desprezo, e animosidade

    8

    Elevando-lhes desprezo, e animosidade
    Que os fazia, aprender a lutar: A capoeira
    Sua arma de esperança e liberdade
    Quando fugiam da Sanzala matreira

    Onde por vezes a porta não tinha retorno
    Por causa de lutas com o capitão do mato
    Vencendo, ou morrendo nas mãos do dono
    Seu rei e senhor, causador de tão mau trato

    E em fuga, nos rios banhavam a dor
    Que lhes consumia a alma humana
    Lamentando sua sina, e aquele terror

    Que em cânticos, bem o descreviam
    Nos rituais, da lembrança Africana
    Cujo seus corações, nunca esqueciam

    9

    Cujo seus corações, nunca esqueciam
    Chorando nas danças de roda, sua dor
    E ao som do batuque, lágrimas vertiam
    De volta da fogueira, sob o olhar do feitor

    Se ódio a mais, atrapalha corações
    Nas Sanzalas, os Negros assim viviam
    Guardavam-no, p’ra certas ocasiões
    Ofertando ao carrasco, quando podiam

    Prós Negros, a tortura era companheira
    E também tristeza, sua solidão
    Confessada nas noites à lua faceira

    Que tudo espiava, com as estrelas coloridas
    Olhando em baixo, a chibata sem razão
    E as lágrimas das Negras, mantidas cativas

    10

    E as lágrimas das Negras, mantidas cativas
    São pétalas de lindos poemas, que rolam
    Nos rostos amargurados de fadigas
    P’la perda de filhos, que não as consolam

    Seus paradeiros, elas desconheciam
    Por negociantes os terem vendidos
    A sanzalas, onde outros padeciam
    Da loucura dos espíritos de rumos perdidos

    Mãe Negra, transportava sua vida tristonha
    Onde por vezes de escrava, era amante
    Do senhor, que as emprenhava sem vergonha

    Destruindo-lhes, a doce e bonita pureza
    De sua juventude bela e ofegante
    Roubada p’lo patrão, de baixa esperteza

    11

    Roubada p’lo patrão, de baixa esperteza
    Aumentando-lhes o desejo de resistir
    E num grande acto de bravura e nobreza
    Conseguiam por vezes, das fazendas fugir

    Daquelas ignóbeis vidas escravizadas
    Que eram seus destinos consumados
    Fazendo surgir revoltas bem preparadas
    Não sendo mais no tronco, flagelados

    Acabando a escravidão em alguns lugares
    Onde senhores não mais atemorizavam
    Vidas que eram tristes e tão irregulares

    Dos Negros, que conquistaram liberdade
    Aos senhores que os escravizavam
    Começando aí, a vitória da igualdade

    12

    Começando aí, a vitória da igualdade
    P’ra homens, e mulheres de Negra cor
    Que sofreram más doenças da sociedade
    Espalhando miséria, nesse tempo de pavor

    E nas orvalhadas gélidas das noites
    Havia almas que tremiam de frio
    Só de recordarem os estalares dos açoites
    Dados por reles feitores, dias a fio

    Os espíritos dos seus antepassados
    Também bailavam ao som da dor
    Do batuque dos Negros castigados

    Registando-se nos livros da história
    A incrível mão pesada do vil senhor
    Gravada com tristeza na nossa memória

    13

    Gravada com tristeza na nossa memória
    Lembrando os açoitados até à morte
    Que só queriam ser livres, p’ra sua glória
    E voar como pássaros, rumo a nova sorte

    Buscando o destino de novos ninhos
    Sonhando, sonhando, com a liberdade
    Não a conseguindo, os Negros cativos
    Suas alforrias perdidas na adversidade

    O Negro era tratado como um animal
    Que dos senhores, era sua propriedade
    Vendiam ao trocavam-nos, e tudo era legal

    P’ra estes esclavagistas de tanto terror
    Que tratava o irmão com inferioridade
    Escrita na história em letras de horror

    14

    Como a história descreve, em letras de horror
    Juntamente com escravizados, da antiguidade
    Que eram Brancos, e sofriam da mesma dor
    P’lo desrespeito do homem, e da sua bestialidade

    Aí, Negros e Brancos viviam em solidões feridas
    Perdendo a mística de suas doutrinas
    Aprendidas em infâncias, puras e cristalinas
    Castradas por maldades então distribuídas

    P’los mesmos odiosos que a história fala
    Deixando más memórias, que hoje dói
    Perturbando-nos a alma, que não se cala

    Causando manchas descobertas de pranto
    Á vida humana, onde a grande culpa foi
    Da horrivel loucura do Homem Branco

    De: Fernando Ramos

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publicado às 14:21


680 - PORQUÊ TANTAS MENTIRAS?

por Fernando Ramos, em 26.10.17

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  • PORQUÊ TANTAS MENTIRAS?
  •  
  • Lá fora, e cá dentro
    Um mundo cruel e egoísta
    Mente com enorme naturalidade
    Mente, porque os homens falam de paz
    E por interesses que se advinha 
    Ela não acontece
  •  
  • Porquê tantas mentiras?
    Se todos sabemos, que de paz só se fala
  • E a desenham em pedras de gelo
  • Morrem inocentes, crianças, velhos e pobres
  • Por bombas colocadas na desgraça humana
    Em nome de bonitos ideais
    Precisamente, por alguns que apregoam a paz
    Mas mais não fazem, que lutar p’la defesa 
    Dos seus magnânimos interesses
    E vejam... 
    Até se grita por paz 
    Quando loucos tudo destroem, 
    Matam, e falam em nome de Deus
  •  
  • Porquê tantas mentiras?
    Se é mais verdadeiro
    O amor das borboletas p’las flores
    Se é mais verdadeiro o mel
    Que as abelhas nos presenteiam
    Se é mais verdadeiro o voo do condor
    Se é mais verdadeiro 
    O olhar piedoso do supremo Cristo, 
    Crucificado por nós na cruz
  •  
  • Porquê tantas mentiras? 
    Se lá fora, continua o troar dos canhões
    Se lá fora, e cá dentro 
    Ouço o choro e o grito da pobreza
    Se lá fora, a chuva do mal 
    Não pára de salpicar de morte, a vida
  • Que não leva qualquer chançe de futuro
  •  
  • Porquê tantas mentiras?
  • Se nos andamos a enganar,
    Se a paz p’ra tantos, só chega na morte
  • E cedo de mais para tantos milhões
  • Que o que mais desejam 
  • É a felicidade de seu irmão
  •  
  • Porquê tantas mentiras?
    Porque nos enganam 
    Os senhores do poder
    Com promessas cheias de esperança,
    Vivendo em palácios
    Repletos de opulência, 
    E dum futuro sempre risonho só p’ra eles
    Se apenas, e só apenas
    Nos prometem a vil mentira
  • Suportando o choro do pranto
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 15:23


1088 - SAUDADE ANGUSTIA DE HOJE

por Fernando Ramos, em 25.10.17

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SAUDADE ANGUSTIA DE HOJE

 

Saudade, doi em nós

Carregando a tristeza

A ditancia e a ausencia 

Ela não tem cheiro

Cor, doce sabor ou forma

Não se vê mas sente-se

Tornando-se infinita 

Porque sempre dura, e dura

Na Saudade acreditamos

Porque ela representa amor

Mas também a triste solidão

Trazendo lágrimas sentidas

Guardando no tempo

O que tem de ser guardado

Alojando-se num lugar só nosso

Onde ficam as lembranças, sorrisos

E memórias de quem vive a dor

Dor que nasce e se sente

E desmaia no coração 

Em momentos, que são vida

Na angustia de um hoje

Dum hoje que na Saudade

É para sempre

 

Fernando Ramos

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publicado às 18:06


679 - NOSSA ESTRADA

por Fernando Ramos, em 25.10.17

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  • NOSSA ESTRADA
  •  
  • Caminhamos p’la estrada da vida
    Como um batedor de florestas e matas
    Se encontrarmos desvios só com ida
    Tudo poderá cair em cascatas
  • Se a caminhada, for de boa partida
    O berço foi de óptimo sucesso
    Então, o começo será de boa saída
    E na vida talvez não haja retrocesso
  •  
  • P’la estrada, iremos crescendo
    Diversos cruzamentos aparecerão
    Alguns atalhos se irãi conhecendo
    P’ra que nunca nos falte o pão
  • A estrada da vida é bem cumprida
    Bem ou mal, a vamos fazendo
    Aparecerá uma companhia divertida
    Que connosco a irá percorrendo
  •  
  • Desse divertimento nascerá alguém
    Que se junta no nosso caminhar
    Ensinaremos tudo, mais o bem
    Que mais tarde, decerto irá precisar
  • Na longa viagem, nada vamos temendo
    Passamos montes e mares até ao areal
    Com ires e voltares, vamos vivendo 
    Dentro dos princípios da boa moral

    E já vergados p’las primaveras da vida
    Depressa nos aproximamos da meta final
    Logo percebemos, que vamos de partida
    E prontos, p’ra iniciar a estrada celestial
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:25


678 - TUA VOZ DE MAGIA

por Fernando Ramos, em 24.10.17

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  • TUA VOZ DE MAGIA
  •  
  • Ouço tua voz plena de magia
    Acompanhada p’la velha guitarra
    Tocando p’ra ti com cortesia 
    Ás noites de fados vividas com garra
  •  
  • É de enorme gozo fiel e cristalino
  • Ouvir-te nos fados cheios de vida
    Fazes-me sonhar, um tango Argentino
    Bailando a voz em minh’alma bebida
  •  
  • Ela, é um beijo de sabor a morango 
    Deixando meus lábios desvairados 
    Que se perdem no sonho desse tango
    Fazendo-o dançar em passos trocados
  •  
  • Essa voz, saída das entranhas da carne
    Vem cheia de festa p’ra minha alma
    Eu a ouço, e  espero por um alarme 
    Do teu amor p´ra minha poesia calma
  •  
  • E as guitarras soam felizes trinados
    E te vão seguindo no doce cantar
    Em fados de amor, e de alguns pecados
    Cometidos por nós, no leito de amar
  •  
  • Ali a paixão é como sol nas águas
    Que nos aquece e faz entontecer
    Tua voz diz-me livre de mágoas
    Que p’ra mim vai cantar, até morrer
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:55


677 - CANTATAS PARA MARIA

por Fernando Ramos, em 23.10.17

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  • CANTATAS PARA MARIA
  •  
  • Na fresca manhã de primavera
    No maravilhoso jardim de Maria
    Chega a melodia 
    Ela se espalha, como o perfume
    Das flores mais belas do seu canteiro
    A melodia se vai aproximando
    Dando-se a conhecer aquele 
    Ambiente tão natural 
    Apresentando-se como uma obra
    Fantástica de Bach, tão fantástica
    Que vai deixando o coração 
    De qualquer um
    Num doce latejar de paixão
    P’lo fascínio de uma cantata de Bach,
    Que se ouve p’ra glória de Deus,
    Deixando deslumbrada Maria
    Tão deslumbrada, como se ela
    Fizesse parte das flores de seu jardim
    Onde lindas borboletas, nelas se vão 
    Maraposeando, pétala a pétala,
    Brotando fragrâncias extraordinárias
    Tão extraordinárias como um álbum
    Completo de cantatas maravilhosas
  • P'ra Maria,
  • Oferecidos pelo próprio Bach, 
    Naquela linda, e fresca manhã primaveril
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 18:30


1087 - OBRIGADO MÃE E PAI

por Fernando Ramos, em 23.10.17

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OBRIGADO MÃE E PAI

 

Mãe e Pai

Que por amor nos deste, vida.

E nos ensinaste a viver

Amando a Natureza

E todos, com dignidade

 

Nunca será suficiente

Nós irmãos vos agradecermos

Por sermos o que hoje somos

Para a vida, e uns para os outros

Que sabiamente, nos iluminaram

Como uma luz presente

Acesa de esperança, e de amor

Que sempre nos confortaram

 

Para que no nosso futuro

Retribuíssemos com os nossos filhos

E vossos netos

Com afeto, amor e mestria

O que de vós recebemos Pais

Convosco aprendemos a caminhar

Pela calçada do destino

Com fé, esperança

E sem medos dos amanhãs

Não basta todos os teus filhos

Dizerem muito obrigado, Pais

E que vos amaremos muito para sempre

Porque não existem palavras

Para agradecermos todo o bem 

Que nos deixaram por amor

Restando agora para nós,

Teus filhos amados 

A emoção da saudade

Levada nas palavras

Ditas bem fundo do coração

"Amamos-vos, Mãe e Pai".  

De: Fernando Ramos

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publicado às 10:38


676 - GANHAR A PAZ

por Fernando Ramos, em 22.10.17

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  • GANHAR A PAZ
  •  
  • Só se ganha a guerra contra o terrorismo
    Promovendo a paz, a paz dos espíritos
    A paz das almas, a paz dos homens
  • Não se pode promover a paz,
    Falando da guerra, cheirando a guerra
    Promovendo a guerra, p´la guerra
    A paz surge, quando o homem quiser
    A paz virá numa asa da cultura,
    Do amor, e de se respeitar o outro
  • A paz não é cara, cara é a guerra
    Os pobres não tem dinheiro p’ra guerra
    Mas tem para a paz, e pró amor
    É só o ser humano dar um jeito,
    Dar uma oportunidade, dar um sonho
    Deixar entrar a esperança, que vai batendo
  • Só se ganha a guerra, deixando todos,
    Mas todos, sonharem com a paz,
    Sonhar com a igualdade, solidariedade
    Vamos ganhar a paz, o sorriso da criança
    Ganhar a natureza que castigamos
    Ganhar o bem, distribuindo amor

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 16:01


114 POETA DA NET

por Fernando Ramos, em 22.10.17

114 - POETA DA NET


Sou um poeta da net

que escreve até se fartar

Ela tanto me diverte

e a ti faz gozar 


Aqui venho todos os dias

com alegria e prazer

Diz lá se tu não lias

uma prosa que irei escrever


Escrevo com muita lisura

meus poemas de brincar

Na net os deixo com ternura

para meu amor se deliciar


A net é uma paixão

para nós que aqui andamos

Foi uma óptima invenção

que dela todos gostamos


Digam lá senhores do mundo,

se na net não é melhor andar

A natureza não vai ao fundo

e as pessoas, não se vão matar


Deixem-se de guerras de morrer

e a natureza descansar

As pessoas precisam de bem viver

venham mas é à net todos teclar


de; fernando ramos

4.8.2005 

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publicado às 12:15


1086 - UM ANO PASSOU

por Fernando Ramos, em 22.10.17

leonor 1 ano 2017.png

 

 

UM ANO PASSOU 

 

Fez um ano

A nossa menina Leonor

De olhar inocente

E de risos que nos encantam

De felicidade e o nosso destino

Um ano passou

E foi tão rápido

E tão fascinante este tempo

 

O tempo corre tão depressa

E nosso tesouro de encanto

Cresce nesse tempo corrido

 

Um ano já passou

E nossas vidas sorriem

Por esta abastança de Deus

E por este amor eterno 

Que sustem o brilhar da nossa existencia

Deslumbrando nossos corações

Num verdadeiro vai e vem

De amor que tanto dá

Ao nosso tempo de avós 

 

de: Fernando Ramos

19.5.2017

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publicado às 09:32


675 - PALAVRAS BEBIDAS

por Fernando Ramos, em 21.10.17

675 fr.jpg

 

 

  • PALAVRAS BEBIDAS
  •  
  • São palavras,
    Palavras bebidas até seu final
    Palavras que nos dizem muito, 
    Ou quase nada
    Palavras, singelas, 
    Palavras de dor, raiva
    Palavras de amor
    Mas são sempre palavras
    De algo da nossa vida
    Ou até do momento
    Palavras que libertam um grito
    De revolta, terror, ou de humilhação
    São as meras palavras que enchem
    Um circulo de prazer, ou não
    Palavras soltas, 
    Compostas de quimeras
    Até mesmo de inspiração
    Não passam apenas 
    De palavras agridoce, 
    E bebidas pelo cálix da vida
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 19:11


1084 - REVIVER O PASSADO

por Fernando Ramos, em 20.10.17

1084.jpg

 

 

 

1084 - REVIVER O PASSADO

 

Silêncio pede o Guitarrista

Enquanto dedilha sua guitarra

A sala se aconchega pró fadista

Cantar o passado que lhe vai na Alma

 

O público se agita

P´lo precioso momento

Que lhe fala da saudade

Do amor, e do alento

Na voz límpida e quente 

Do artista presente

 

Ele canta o passado no fado

Por amor que, a ele tem

Nesta bendita terra de Deus

E Deus sabe também

Que o fadista não deixa de lado

O fado dos olhos seus

 

A noite persegue a Lua bonita

Deixando o momento acontecer

O povo ali feliz, canta e grita

"Vai fadista" faz-nos o passado reviver 

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 17:53


674 - PAZ CELESTINA

por Fernando Ramos, em 18.10.17

674 fr (1).jpg

 

674 - PAZ CELESTINA

(soneto)

Receberei da fé, a chama intensa
Que elevará o espirito ao firmamento
Ela se tronará, minha boa crença
Seguindo-me, até ao chamamento

Meu espirito segue a lei de Deus
Que faz de mim um melhor filho
Serei ovelha de rebanhos seus
Buscando estrada, de bom caminho

A procuro com enorme ansiedade
Na esperança de alcançar a paz celestina
Que me fará cristão em sua liberdade

Agradecerei p’ra sempre ao redentor
Por me acolher na sua graça divina
Onde serei fiel, ao Cristo Senhor

 

De: Fernando Ramos
11.9.2006

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publicado às 16:16


673 - POEMAS DE PAIXÃO

por Fernando Ramos, em 17.10.17

673 fr.jpg

 

  • POEMAS DE PAIXÃO
  •  
  • Se o fado cantasse na língua dos Anjos
    O ar dissipava poemas de paixão
    Seriam belos, e livres de arranjos
    P’ra não criarem triste desilusão
  • Assim... Canto na língua dos homens
    Minha pobre poesia burilada
    Ouvem-na alguns, e até os jovens
    Seja ela, mal ou bem cantada

    Esta língua, que é de Camões
    A canto, à doce pátria mãe
    Em fados, emociono corações
    Não dos Anjos, mas de alguém
  • E nas noites boémias da vida
    Eu quero é sempre o fado cantar
    Com guitarras de gente amiga
    P’ra que Anjos, possam escutar
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 12:26


672 - ATRAVESSAR O VELHO RIO TEJO

por Fernando Ramos, em 16.10.17

 

672 fr.jpg

 

  • ATRAVESSAR O VELHO RIO TEJO
  •  
  • Atravessar o velho rio Tejo
    É alcançar a grande cidade
    Nas margens, viveu-se o desejo
    Do bom sabor da liberdade
    P’la ponte se atravessa o rio
    E na portagem se tem de passar
    Muitos, fazem-no dias a fio
    P’ra no outro lado trabalhar
  •  
  • E nas gentes deste lado do rio
    Moram pedaços da esperança
    Caminha por vidas sem desvio
    Em busca de rica herança
    E os da outra margem (Lisboa)
    Vêem chegadas, em corrupio
    A capital recebe tanta coragem
    Dum povo que atravessa seu rio
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:28


1085 - LEONOR A NOSSA NETA

por Fernando Ramos, em 15.10.17

 

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LEONOR, A NOSSA NETA

 

Nossos filhos por amor adoçaram

Sua obra mais bonita

E da felicidade desses momentos de emoção

Nasceu a Leonor, nossa netinha

Seus Pais por anos e anos cheios de amor

Dão-lhe colo, colo que será eterno

Sabendo que a criar poderá ser fácil

Basta satisfazer-lhe as vontades

Edúca-la é que lhes dá trabalho e prazer

E têm a vida inteira p´rá trazer no coração

Sendo a medida do seu amor,

Amá-la sem medida

 

Leonor é o melhor presente

Que os nossos filhos nos podem dar

Ela nos preenche o coração

Cheio de amor puro verdadeiro e eterno

E nos deixa chorar de saudade

E de alegria por toda vida

Sendo uma bonita aventura

P´ra ser acarinhada

E um futuro para ser defendido

 

A Leonor será sempre beijada

Por nosso doçe olhar que a contempla      

Buscando p´ra nossa neta 

A felicidade p´ra sua vida  

Luz pró seu caminho

E paz pró seu coração

Neste universo sem fim

Agradecendo nós, a Deus

O dom desta felicidade

E da continuidade da vida

Sê bem vinda Leonor

Serás sempre muito amada

Por teus Pais, Avós

E por todos que muito te querem

 

de: Fernando ramos

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publicado às 21:16


671 - VOZ ATREVIDA (meu poema p'ra Mariza)

por Fernando Ramos, em 15.10.17

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  • VOZ ATREVIDA 
  •  
  • O xaile, afaga-lhe seu corpo franzino 
    E ela, como uma borboleta vaidosa 
    Mariposeia-se num fado cristalino
    Movendo o rosto, lindo como a rosa
  •  
  • Vive bem na Lisboa de seus sonhos
    Onde a dor na sua voz é um hino
    Cantando alguns poemas tristonhos
    Bem bebidos num cálix divino
  •  
  • Mariza, no seu orgulho artista 
    Presenteia-nos poesia à vida
    E num grande fervor fadista 
    Enlaça a melodia na voz atrevida   
  •  
  • Trauteando bonitos fados famosos
    Passeia por vielas, e becos apetecidos
    Acena ao povo em gestos formosos
    Ofertando graça em poemas sentidos

    No fado, emana charme e carisma
    Quando se expõe à velha guitarra
    Oferece sensualidade sem sofisma
    Em poemas que seu cantar agarra
  •  
  • E no bairro boémio da Mouraria
    Mariza, é rainha da noite encantada
    Muitos a ouvem até ser dia
    Chorando ela amor, emocionada 

    De: Fernando Ramos

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publicado às 17:46


670 - A LOUCURA NO OÁSIS

por Fernando Ramos, em 14.10.17

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  • A LOUCURA NO OÁSIS
  •  
  • À entrada do Oásis, no médio Oriente
    espalham-se gritos de desespero
    A morte ronda p’lo cérebro de outros
    que de tirania, em tirania, chegam à guerra
    mais suja, mais hipócrita e mais cínica,
    que a humanidade em outros tempos 
    também já tem conhecido
    E naquele Oásis, vai-se de má política,
    em má política, até chegarem ao túmulo
    como um ritual, onde os actores do mal 
    geralmente são sempre os mesmos
    Ali, o perdão parece não existir
  • E em cada rebentamento, 
    por cada corpo tombado
    floresce mais ódio dentro do Oásis,
    bem dentro dos trilhos
    demasiados perigosos, 
    p’ra homens de boa vontade
    E os vivos de paz, 
    escondidos em escombros pensam 
    que todos os dias vão morrer, 
    lamentando-se da sua triste existência,
  • pobres existencias.
  • A compaixão de alguns, 
    não passa de salpicos de inverno 
    que vê jorrar o sangue dos inocentes,
    não se querendo aparceber dos suplícios,
    e dos gemidos de adultos e crianças,
    que se fazem ouvir naquele inferno,
    onde a loucura tomou conta da primeira
    fila do átrio podre da guerra,
    que se vai desenvolvendo em espiral
    Num pesadelo estúpido, e delirante,
    promovido p’los senhores todos poderosos.
  • Ali, soldados de botas cardadas de crime
    vagueiam dentro do seu terror, 
    causando o apocalipse daquele território,
    aos inocentes que nada querem ter a ver 
    com a guerra, e que apenas pedem paz 
    A paz dos silêncios que demora em chegar 
    Esperando e insistindo sempre na 
    boa vontade dos homens, 
    que vão querendo gerir o mundo,
    no sentido contrário aquele horror.
  • Na porta de passagem para o Oásis, 
    ansiosamente por entrar
    está alguma esperança,
    também ela querendo dar mais 
    uma oportunidade a sonhos de vidas 
    que lá dentro, tontamente são perdidos
    Acontecendo isto, de dinastia em dinastia 
    até chegarem ao ódio, 
    que cada vez mais leva a mais ódio
    nunca promovendo a paz,
  • Oxalá eu me engane!
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 19:18


669 - VIAJANDO PELO DESTINO

por Fernando Ramos, em 13.10.17

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  • VIAJANDO PELO DESTINO
  •  
  • Nosso destino é uma viagem
    Longa, muito longa, ou menos longa
    Seja de avião, comboio, charrete, 
    Carro, ou outro transporte qualquer
    Sempre repleto de embarques,
  • Ou desembarques 
    E pelo tempo, sempre surgem novidades
  • Das confusões da vida 
    Umas agradáveis, outras desagradáveis 
  • Nas estações, ou aeroportos onde se pára
    Trazendo quase sempre aquela surpresa 
    Triste, ou alegre, tudo depende...
  •  
  • Quando subimos pró transporte do destino
    Encontramos outras pessoas, 
    Que como nós, nada sabem 
    Do que vão encontrar
    Estando connosco na mesma incerteza 
    De viagem, sendo até os nossos queridos pais
    Que numa estação próxima, o destino nos faz 
    Uma partida!
  • Pára onde não deve, e os faz sair
    Abrindo um enorme vazio na nossa vida
    Perdemos seu amor, carinho, amizade
    Ficando nós, privados, da sua 
    Companhia insubstituível
  •  
  • Em outros cais, aeroportos ou estações,
    Por vezes entram pessoas que acabam 
    Por serem também muito importantes
  • p’ra nós, e até especiais,
  • Muito especiais mesmo 
    Que nos acompanham até à saída 
    Do fim da nossa estação 
    Terminando aí, o nosso desafio
    Da viagem de avião, ou de outro transporte
    Nosso destino é como uma viagem que Deus
    Marca no nosso roteiro de vida
    Só temos é de nos instalarmos, e de partir 
    Ao encontro do que ele nos reservou
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 19:06


668 - SUSPIRAR À LUA

por Fernando Ramos, em 12.10.17
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  • SUSPIRAR À LUA
  •  
  • Suspirei à lua, minha amiga na noite
    Fiz poemas à rosa, que encontrei na rua 
    Ouvi escravos falarem, do vil açoite
    E da fome, sua doença nua
  • Sob o olhar da lua, eu vislumbrei
    Noites boas, que me trazem emoção
    Ofereci poemas à lua, e também chorei
    P’la liberdade dos escravos, que é ilusão
  •  
  • Se a escravidão acabar, eu cantarei
    À Lua, por quem ando a suspirar 
    E em noites de inspiração, também farei 
    Mais poesia à rosa, pró trovador cantar
  • Suspiro à lua, e estou gostando 
    As suas noites são de enorme paixão
    Poemas à rosa vou declamando
    Mas, à boca dos escravos, não chega pão
  •  
  • Por isso sua fome não tem fim à vista 
    Nem há mais noites de luar, inspiradas 
    A rosa murchou, nem à poesia que resista 
    À hipocrisia do mundo, de lágrimas deitadas
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:44


667 - SOLITÁRIA

por Fernando Ramos, em 11.10.17

 

 

667 fr.jpg

 

 

  •  SOLITÁRIA
  •  
  • Andar só, e perdida
    É como um barco à deriva
    Navegando ao sabor da bolina
    Na onda da maré viva
  • E bem no meio da maré
    A solidão vai presente
    O coração perde a fé
    E sinto o meu Deus ausente
  •  
  • Esta desilusão é enorme
    Minha vida dá que pensar
    Rogo p’ra que ele me conforme
    E não deixe, neste mar desdenhar
  • Decerto serei escutada
    Na minha prece diária
    Deus não me deixará desolada
    Nem neste oceano, solitária
  •  
  • Vai trazer-me um marinheiro
    Que comigo fará vida 
    Num destino, feliz e certeiro
    E com ele encontrarei a fé perdida
  •  
  • De: Fernando Ramos 

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publicado às 14:24


666 - FINTAR O DESTINO

por Fernando Ramos, em 10.10.17

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  • FINTAR O DESTINO
  •  
  • Na orvalhada da madrugada 
    Isabel finta seu destino traçado
    E num acto de coragem, ali na calçada
    Ela decide o abandono de seu pecado
    Tido aos pedaços p’las noites fora
    Onde pica o ponto de sua miséria

  • Homens, com ela se deitam na hora
    Sonhando nos braços, da galdéria
  • Que a desejam ardentemente
    Nessa vida de loucos momentos

  • Ela agora, vai fintar o destino presente
    Abençoando o fim de seus tormentos
    Porque a coragem a levou a tal decisão
    E p’ra ela, outro mundo sorri
    Ofertando-lhe boas vindas ao coração
    Com um novo e feliz destino p’ra si
  •  
  • Isabel, batia as madrugadas de solidão
    Com seu corpo fino e gracioso
    Hoje finta o destino, de vidas de ilusão
    Num aprumo certo e precioso
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 12:05


665 - CAIXA DE SEGREDOS

por Fernando Ramos, em 09.10.17

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  • CAIXA DE SEGREDOS
  •  
  • Abri a nossa caixa de segredos
    Não sentindo qualquer receio
    Vi velhos livros, sem medos
    Que estavam lá p’lo meio
  • Li também as nossas cartas
    E tanta paixão se escrevem nelas
    Frases lindas nunca fartas
    Já relidas em tardes belas
  •  
  • E nós, agora no velho jardim
    Recordamos tudo isso
    Sorrimos quando lemos no fim
    "Beijos de amor sem juízo"
  • E na caixa de coisas bonitas guardadas       
    Lá estão também algumas promessas
    Umas cumpridas, outras não encontradas   
  • Mas destas já tivemos conversas
  •  
  • Ao remexer melhor na caixa
    Num livro, encontrei uma bela flor
    Que comprei um dia na baixa
    Hoje, é o símbolo do nosso puro amor
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:28


664 - EU TOCO MEU AMOR

por Fernando Ramos, em 08.10.17

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  • EU TOCO MEU AMOR
  •  
  • Por teu sorriso de pureza
    Por esse olhar celestial
    Por murmúrios de gentileza
    Eu toco meu amor
    P’ra sentir essa alegria
    P’ra tua virtude Angelical
    P’ra te amar com sabedoria
    Eu toco meu amor
    Porque vais em meus sonhos
    Porque somos um feliz casal
    Porque gostamos de dias risonhos
    Eu toco meu amor
    Quando caminhamos P´lo jardim
    Quando escutamos o vendaval
    Quando da vida fazemos um festim
  • Quando ela é o nosso bom astral  
  • Eu toco meu amor
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:40


663 - O ESTALAR DA CHIBATA

por Fernando Ramos, em 07.10.17

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  • O ESTALAR DA CHIBATA
  •  
  • As praias Africanas
    Recordam linhas tortas escritas na história
    Em livros, conta-se o trafico dos escravos 
    Levados durante centenas de anos
    Nos tombadilhos das Naus e Caravelas
    Repletos de legiões de homens, e mulheres 
    Cujo seu único crime era de serem negros
  •  
  • P´la ponta da chibata eram dominados
    Sem qualquer respeito p’la vida humana
    Por caçadores negociantes que os venderiam
    Aos senhores de dinheiro de vários locais
    Como das Antilhas, da América e da Europa
  • Seus donos de chicote na mão os compravam
    A negreiros para trabalharem nos engenhos 
    Nas minas ou nas sanzalas
  • E sem qualquer escrúpulo pelo seu irmão 
    De cor diferente, "os ditos senhores"
  • Os tratava pior que ‘coisas’, 
    Tirando-lhes a vida num prazer sarcástico
    Difícil de entender
  •  
  • Estes seres cuja a diferença era a cor negra 
    Viviam sem fé, sem esperança, e sem sorriso
    Acumulando apenas ódio 
    P’lo seu senhor e patrão 
    Que lhes matava a liberdade, a família,
  • E a dignidade, sob o estalar da chibata

  • Eram arrancados de sua terra mãe 
    E levados sem regresso, perdendo-se pelo mundo
  • Homens e mulheres da cor de sua desgraça
    Que eram negociados a belo prazer pelos seus
    Todos poderosos proprietários
    Que não passavam de “reles” homens brancos
    Que os roubavam para serem escravizados 
    Nas sanzalas, e reprodutores de mais escravos
  • Que depois seriam retirados 
    A suas mães, mal que nasciam 
    A fim de serem negociados p´ra estupidez 
    Dos senhores das roças
    Que eram o símbolo louco, da altura
  •  
  • Será que foi só um acto miserável 
    Cometido nessa época?
    Ou será que hoje
    Aí num lugar qualquer sem Deus 
    Ainda haverá a mesma
    Loucura do homem branco?
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 19:20


662 - MEUS POEMAS

por Fernando Ramos, em 06.10.17

662.jpg

 

 

  • MEUS POEMAS
  •  
  • Vós que leis meus poemas
    De sentimento e emoção
    Não trazem penosas algemas
    São minha pura imaginação
  •  
  • São de vidas sem igual
    Esta é uma verdade
    Pousam em folhas sem final 
    Brotando alegria e saudade
  •  
  • Apenas escrevo com alma
    Palavras repletas de ternura
    Poderão ser de poesia calma
    P’ró dia-a-dia de loucura
  •  
  • Vós que leis meus poemas
    Agradeço essa gentileza
    Tento descrever razões amenas 
    Imaginadas com nobreza
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 17:18


661 - VIDA SEM ESPINHOS

por Fernando Ramos, em 05.10.17

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  • VIDA SEM ESPINHOS
  •  
  • Agradeço eternamente a Deus
    P'lo bom que me acontece
    São ofertas de bens seus
    Que na minha vida floresce
  •  
  • Mas quando isso não sucede
    Choro de tristeza sem fim
    Porquê, porquê, isto acontece?
    Pergunta tonta de mim
  •  
  • Respostas surgem no dia, a dia
    O bom é difícil ser oferecido
    É o sacrifício que o cria
    O mau é fácil, e não apetecido
  •  
  • Nossa passagem tem espinhos
    Nem tudo é arco-íris de mil cores
    Só temos de ir por bons caminhos
    P'ra receberemos a vida, sem dores
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 12:02


660 - SE EU DOMINASSE O MUNDO

por Fernando Ramos, em 04.10.17

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  • SE EU DOMINASSE O MUNDO
  •  
  • Se eu dominasse o mundo
    Terminava com a "coisa má" 
  • Penhorava meu sorriso profundo
    Ao bem que a natureza dá 
    P´ra corações de bem fecundo
  • Ganharia o dom da profecia 
    Ofertava a Paz pró sustento à vida 
    E o mal deste mundo varreria 

  • A justiça assim venceria 
    À guerra que seria corrida
  • O nosso mundo muito se amaria 
    E o choro da mãe terminaria 
  • Decretava Santa alegria 
    E amarem-se, eu obrigaria 
    Em jardins de muita magia
  • E a curiosa lua sorriria
  •  
  • Se eu dominasse o mundo 
    Haveria sempre boa comida 
    A miséria iria ao fundo 
    A paz seria bem sucedida 
    A iinveja se perdia num segundo
  •  
  • De : Fernando Ramos

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publicado às 18:38


659 - NOVO TESOURO

por Fernando Ramos, em 03.10.17

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  • NOVO TESOURO
  •  
  • Escrevo partilhando a emoção 
    que hoje sinto
    Entrou p’la minha porta da casa 
    alguém que não via
    faz algumas primaveras
    Foi como se tivesse recebido um doce, 
    o melhor doce do mundo
    A mais saborosa iguaria que alguma vez 
    alguém ofereceu num dia sem esperança
  • E da maneira algo majestosa vos digo, 
    foi um momento mágico!
    Único p’ra meu pobre coração
    que tem andado a beber a dor aos tragos
  •  
    Alguém regressou
    p’ra minha casa, a sua casa!
    Que tanto tempo esperou por ela,
    derramando seu perfume
  • se mantém empregnado
  • Estou muito feliz!
    Ela perdeu-se nas teias da má vida,
    p’las casas de chuto da maldita droga 
    de sonhos fáceis
    Mas o bom Deus, lhe mostrou a luz
    E a colocou no seu bom caminho 
    Sou um homem feliz, tão feliz
    como se descobri-se novo tesouro
  •  
  • De: fernando Ramos

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publicado às 22:12


658 - ENCONTREI MINHA LUZ

por Fernando Ramos, em 02.10.17

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  • ENCONTREI MINHA LUZ
  •  
  • Frequentei maus trilhos da vida
    Vagueava sem rumo, sem lutar
    Vivi no inferno, que dava ferida
    Sem ter ninguém para amar
  • Tantos, tantos, eram meus dilemas
    Com poucas, ou com muitas razões
    Não sei quantos mil problemas
    Repletos de negrejantes ilusões
  •  
  • Depois de enormes caminhadas
    Cansei o horizonte de andar a pé
    Registando todas as pegadas
    Sem nunca, nunca encontrar a fé
  • O enorme mundo quis agarrar
    Era o meu sonho profundo
    Nele andei sempre a pecar
    Choro este acto, vil e imundo
  •  
  • Finalmente encontrei minha luz
    Nas asas do Anjo amigo
    Agradeço o fim da triste cruz
    Deixei de ser o vagabundo perdido
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 19:32


657 - MEU POEMA

por Fernando Ramos, em 01.10.17

   

 

657 fr.jpg

 

 

  • MEU POEMA
  •  
  • No despertar da minha inspiração,
    E de olhos bem cansados
    P’la noite dentro surge um poema 
    Que vai tecendo nas teias  
    Dos meus pareceres de vida 

  • Vou escrevendo em palavras
  • O sentimento que vai soluçando 
    Em letras de tinta preta
    Expremindo o amor, a solidão, 
    E a indiferença que me perturba
    Que vou desenhando em poesia 
    Num papel branco, 
    Tão branco como a pomba da paz,
    Que minha mente tanto almeja
  •  
  • Por momentos repouso
  • E meus dedos impacientemente 
  • Vão aguardando que a inspiração 
    Surja rápida como cometa,
  • P’ra escrever em letras de ouro,
  • Palavras simbolizadas
  • E não desfocadas
    Da realidade que me cerca
    Eles, que me façam escrever 
    Sem parar até ao final 
    Da minha pobre poesia,
  • Parando só nas altas horas
  • da madrugada
  • Deixando a inspiração descansar
  • Até ao próximo momento
  • Que lhe apeteça
  • P´ra uma longa vontade
  • desmedida

  • de: fernando Ramos

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publicado às 17:00


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