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656 - BELA É A NATUREZA

por Fernando Ramos, em 30.09.17

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  • BELA É A NATUREZA
  •  
  • Bela é a natureza
    Que nos oferece o sol
    O luar, o esplendor da vida
    Que a seu lado é uma festa
    Deixa-nos amar, e viver dentro dela
    Sem melancolia, sem poréns,
    Sem ódio, sem discriminação,

  • Só que... 
  • Depois estragamos tudo
    Eu quero a natureza 
    P’ra mim, e para ti
    Vamos estima-la, ama-la, bebe-la
    Ela nos possui com paixão
    Na sua brandura de querer
    Que bela é a natureza
  • E que bom senti-la com prazer!
  •  
  • De Fernando Ramos

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publicado às 12:44


655 - QUANTO EU DARIA

por Fernando Ramos, em 29.09.17

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  • QUANTO EU DARIA
  •  
  • Quanto eu daria
    P’ra voltar a ter
    A mulher que me tem deixado 
    A vida num desassossego
    Quanto eu daria p´ra ver, 
    Nem que fosse pela ultima vez
    Quanto eu daria p’ra sentir 
    Novamente seu perfume,
    Seus lábios, ou beijar seus seios
    Outra vez
    Estou a ser severamente castigado
    P’la minha insensatez
    Deixei-a partir por causa
    Da arrogância que me consome
    E não ter percebido que ela
    É só, a mulher que amo
    A mulher que vive gravada 
    Na minha alma desassogada
    Quanto eu daria, meu Deus!
  •  
  • de::Fernando Ramos

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publicado às 10:01


654 - MUNDO SEM JUIZO

por Fernando Ramos, em 28.09.17

 

 

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  • MUNDO SEM JUIZO
  •  
  • Da minha janela,
    Avisto árvores que se agitam
    Cercadas p´lo vento 
    Ouço o seu forte soprar
    Como falando comigo
    Com elas vem as mágoas do mundo
    E eu, na minha triste solidão
    Apercebo-me de seus dizeres 
    Que mais uma vez 
    Não trazem novidades 
    E me fazem ver
  • E sentir os lamentos 
    Da vida humana

    Pressinto o sofrimento 
    Do outro lado do mundo,
    Igualzinho aos deste lado de cá
    Vejo crianças angustiadas p´la fome 
    E mães, que no choro me dizem 
    Tanto do seu sofrimento 
    Isto, dá enorme pancada no coração
    E penso "Como é possível meu Deus
    Andares tão frio, e distraído!" 

    Vejo os sem abrigo, sem sustento
    Iguais aos da minha cidade,
    Deste lado de cá do mundo
    Vejo mortos que se espalham 
    Como numa grotesca cena de Dante
    Aqui, a guerra mostra as garras 
    Do seu mal com todo o seu cinismo

    O vento vai-me falando, falando, falando
    E mostrando a miséria da vida humana
    Eu, em silencio o escuto sem vacilar,
    E vou deitando lágrimas de raiva
    Por este pobre mundo desfeito
    Que dos dois lados vive sem juízo
  •  
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 20:25


653 - BELAS PALAVRAS

por Fernando Ramos, em 27.09.17
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  • BELAS PALAVRAS
  •  
  • Tantas palavras se dizem
    Que algumas merecem
    Ser sempre lembradas
  • E então procura-se palavras
  • Bonitas p´ra se dizer ou se pensar
    Como as que descrevem 
    Estados de espírito
    Talvez as mais bonitas 
    Que se diz, ou se gravam
    Na memória, como:

  • “Hoje é o dia mais belo 
    da minha vida”

  • Ou como outras:

  • “Estou apaixonado pela vida 
    E pelos outros”

  • E até como:

  • "P’ra ti chovem beijos de prata 
    Meu amor"

  • São palavras que nos enchem 
    A alma, como recadinhos
    Do destino que as queremos 
    Bem vincar
    Elas, sabem bem dizer, e ouvir 
    Purificam-nos o coração
  •  
  • de: fernando Ramos

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publicado às 19:35


652 - A VOZ

por Fernando Ramos, em 26.09.17

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  • A VOZ
  •  
  • Sua voz rouca um dia se silenciou
    E a bela arte se empobreceu
    Foi à vida que a ofertou
    P’ra ela, simplesmente morreu
  •  
  • O Seu xaile tanto deslizou 
    Por ombros dóceis e cansados
    Perdeu-se no fim dos escombros
    A doce voz de amores sonhados
  •  
  • Tantos tombos Amália sofreu
    Num ciúme triste falado
    E foi por amor que muito deu
  •  
  • Sua paixão tão sofrida
    Vivida em peito calado 
    Deu tudo, até a preciosa vida
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:03


651 - DESEJO

por Fernando Ramos, em 25.09.17

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  • DESEJO
  •  
  • Deixa-me ouvir palavras 
    Nunca ditas
    Guardadas em beijos 
    Que nunca demos
  • Diz-me acasos 
  • Nunca falados
    Ou teus poemas 
    Jamais publicados
  •  
  • Deixa ouvir tua voz
    Num fado vadio
    P’ra um amor 
    De ocasião
  • Deixa a paixão florescer
    No meu jardim de desejos
  •  
  • Deixa perder-me em ti
  • E conta-me, amor
  • Teus sonhos
    Entre murmúrios 
    Me embebedando
  • De beijinhos, beijinhos
  • Deixa-me advinhar 
    Em teus lábios
  • Os anseios dos meus
    Que nos teus  
    Não se perdem
  • Deixa-me amar-te 
    Só mais uma vez
    Meu amor
    Dá-me este desejo
  •  
  • De: fernando Ramos

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publicado às 17:40


650 - MORRER DE PAIXÃO

por Fernando Ramos, em 24.09.17

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  • MORRER DE PAIXÃO
  •  
  • Ando doido de amor
    E quase perco a razão
    Choro agora, minha dor
    Caiem lágrimas p’lo coração
  • Ela, flor de minha vida
    Foi embora com o vento
    Vai numa folha caída
    No Outono de sofrimento
  •  
  • A mágoa me rodeia
    Numa profunda desilusão
    Por ela, fui preso na cadeia
    De ciúme, e aflição
    Que vai ser agora de mim
    Deste pobre coitado
    Meu amor, caminha por aí
    E eu, triste e encarcerado
  •  
  • Tão intimo e profundo
    Era nosso puro amor
    Abandonou meu mundo
    Comigo agora resta a dor
    Sei que vou morrer de paixão
    Mas que tristeza sem igual 
    Longa é minha agitação
    Não suporto mais, meu final
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 17:21


649 - TEU VIOLINO

por Fernando Ramos, em 23.09.17

 

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  • TEU VIOLINO
  •  
  • Quero ser teu músico
    Tocando violinos!
    Apenas teu músico
    Tocar para ti, 
    Grandiosas obras de Mozartt, 
    Vivaldi, e Wagner
    Apenas quero ser 
    Teu músico de violinos!
    Este é o meu grito do momento
    Se puder ser
    Quero ser como um violino!

  • Tocar só para quem habita 
    Meu espaço de prazer
  • Só quero tocar p’ra ti, meu amor
    E tu, ao som do meu violino
    Danças para mim
    E eu, dentro de teu coração
    De pulsação, em pulsação
    Danço contigo
    Como se fossemos um só
  • Sentindo nós, o som divino
  • Do maravilhoso violino
    Que sempre tocarei p´ra ti
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 22:55


648 - FLAMINGO ROSA

por Fernando Ramos, em 22.09.17

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  • FLAMINGO ROSA
  •  
  • Flamingo rosa, minha alegria
    Regressas sempre p’la tardinha 
    Trazes beleza e simpatia 
    À natureza amiguinha
  •  
  • Minha ave de lindas cores 
    Que bonito é esse porte 
    Tua pena macia como flores
    Tornam meu coração bem forte
  •  
  • Ó flamingo, flamingo rosa
    Doce afago de minha alma 
    Fazes minha vida amorosa
  •  
  • Ofereces-me fiel calor
  • Com tua plumagem de cor calma 
    A meu coração palpitando amor
  •  
  • De: fernando Ramos

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publicado às 19:59


647 - SONHOS DE NAVEGAR

por Fernando Ramos, em 21.09.17

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  • SONHOS DE NAVEGAR
  •  
  • Vai por mil ondas a dentro 
    Um veleiro que avisto 
    Suas velas vão ao vento 
    Admirá-las, não resisto
  •  
  • Lembram-me outras eras 
    De oceanos prometidos 
    Para homens de quimeras
    Que p’lo mar eram retidos
  •  
  • Alguns chegavam ao porto 
    Com ouro, café e cetins 
    Um, ou outro, seria morto
    Por roubar vestes organdins
  •  
  • O barco do horizonte 
    Já não é a Caravela 
    É sonho levado de fronte
    De Homens anseiando por ela
  •  
  • Quero ser marinheiro dela 
    E irei para o alto mar 
    Ao vento solto a vela 
    Para os ventos me levar 
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:54


646 - PALAVRAS ESCONDIDAS DA MUSA

por Fernando Ramos, em 18.09.17

  

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  • PALAVRAS ESCONDIDAS DA MUSA
  •  
  • Não me peças por favor, ó musa
  • Que repita palavras ditas por sábios   
    Eles dirão como recusa
    Aquelas escritas por teus lábios   
  •  
  • Nem peças poemas p’ra balada
    Ou frases curtas vindas da alma
    Dão-te fadigas de dor chorada 
    Em madrugada de noite calma
  •  
  • Oh! Musa, beijas-me com ardor 
    E palavras aí são esquecidas
    Em meus lábios, pedindo amor
  •  
  • E as palavras já não são ditas
  • Por nos beijos serem escondidas
    E atadas ao coração por fitas
  •  
  • Fernando Ramos

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publicado às 14:57


645 - BRINCADEIRAS NA NOITE SERENA

por Fernando Ramos, em 17.09.17

 

 

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  • BRINCADEIRAS NA NOITE SERENA
  •  
  • Minha casa era bem pequena 
    Ali habitavam tantos sonhos 
    Lembro alguns, na noite serena 
    Eram sorrisos, não actos tristonhos
  •  
  • Nas lindas noites, quentes de verão 
    Trauteava-se as canções da moda 
    Elas nos enchiam o coração 
    Nas nossas brincadeiras de roda
  •  
  • Nos chuvosos dias, à lareira 
    Como era tão bom ali estar 
    A conversa era de boa maneira
    Gargalhadas, perdiam-se no ar
  •  
  • Minha mente guarda esses serões 
    De anos, que passaram sem corte 
    Ficando só boas recordações 
    Agradeço ter tido essa sorte
  •  
  • Guardando-a muito bem no coração 
    Mas a saudade... Agora bate forte 
    Restando agora tanta emoção 
    Fazendo-me perder, o bom norte
  •  
  • Fernando Ramos

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publicado às 12:10


644 - CANSADO E PESADO

por Fernando Ramos, em 16.09.17

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  • CANSADO E PESADO
  •  
  • Um corpo velho e pesado,
    sentado num banco de jardim
    tem seus braços caídos
    sobre a madeira velha e podre,
    onde a vai acariciando
    Ele aprecia a fresca tarde da cidade,
  • e o movimento dela é como uma teia
  • que a vai rodeando

  • O velho saboreia o tempo,
    talvez o pouco tempo que lhe resta
    Seu rosto enrugado p’los dias, e anos
    já consumido de sua vida,
    mostra traços de sofrimento,
    bem vincados em sua pele
  • Ele olha o horizonte
    onde uma arvore teimosamente 
    faz sombra no seu caminho
    E no seu profundo olhar
    nota-se a solidão,
    solidão sua fiel companheira

  • E aquele corpo pesado, 
    e sem qualquer abrigo,
    recebe os pingos de chuva
  • de um inverno,
    tão agreste como sua existência
  • Em seus lábios um silêncio,
    um profundo silêncio de pedra
    tão brando como sua presença
    naquele banco de jardim
    Onde o desejo amargo da vida,
    se faz notar no seu olhar profundo, 
    bem profundo, 
    entristecendo mais o velho
    de corpo cansado e pesado
  •  
  • Fernando Ramos

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publicado às 17:40


643 - UM TRISTE FADO – COROA DE SONETOS

por Fernando Ramos, em 15.09.17
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     UM TRISTE FADO – COROA DE SONETOS

  •  1
  • Numa velha tasquinha de Lisboa
    Corações magoados choram saudade
    Um fadista rebelde de voz boa
    Canta um fado de muita ansiedade
  •   
  • É  uma tristeza dorida
    Numa história, simples e singela
    Cantada na casa castiça e colorida
    Por uma garganta rouca e bela
  •   
  • Aconteceu ali ao lado, na viela
    Um crime que está a ser muito falado
    Mataram o guitarrista João Catela

    O povo não se conforma
    Anda de coração chorado
    E acham a justiça um pró-forma
  •   
  • 2
    Acham a justiça um pró-forma
    Querem-na fazer com suas mãos
    Não podem aguardar p’la norma
    Do tribunal julgar o malandrão
  •  
  • Não sabem bem o que se passou
  • Fala-se de um marido enganado
    Que uma pistola bem manejou
    Caindo na viela, o João baleado
  •   
  • No bairro, aquele crime é bizarro
    A população vive em sobressalto
    O fadista vai fumando seu cigarro
  •  
  • Ouvindo o povo comentar
    Que próximo já houve um assalto
    E o medo já começou a chegar
  •  
  • 3
    E o medo já começou a chegar
    Pensa o mui nobre fadista
    A tasca depressa se vai esvaziar
    Terminando a noite p’ro artista

    Todos regressam à sua casinha
    Trocando segredinhos do acontecido
    Fala-se que foi por causa da Aninha 
    Que Catela, ali perto tenha morrido
  •   
  • Diziam que boa moça era Aninha!
    Casada com o Zé Marinheiro
    Mas com o João,  já a viu uma vizinha
  •   
  • Não imaginando o crime cometido 
  • Até que o defunto não era “arruaceiro”
    Era bom homem, trabalhador e amigo
  •   
  • 4
    Era bom homem, trabalhador e amigo
    Mas foi o ciúme a causa daquela desgraça
    Amou quem não devia, estava perdido
    P’ro coração do Zé, era uma ameaça
  •   
  • O povo agora não fala de mais nada 
    Senão da Ana, do Zé e do João
    É uma desgraça acontecida p’la calada 
    Sofrendo a população pela traição
  •  
  • Lá no bairro são todos muito amigos
    Até Marcham nos Stos. Populares 
    Agora sentem-se tristes e perdidos
  •   
  • E por causa do crime que é o primeiro 
  • O povo regressa cedo aos lares
  • Com medo do que fez Zé Marinheiro
  •  
  • 5
    Com medo do que fez  Zé marinheiro
    Perdeu a cabeça num acto tresloucado
    Arrependido está o amigo e companheiro
    Era tão bom marujo, e cometeu vil pecado
  •   
  • O Zé, por mares muito navegava
    Deixando no cais  Aninha triste e só
    Ela, que nas partidas muito chorava
    Cometeu a traição, sem pena nem dó
  •   
  • Por ele, mais lágrimas não vai deitar
    Zé, vai p’ra cela suja sem saída
    Por alguns anos o vão encarcerar
  •  
  • Triste, este destino que aconteceu
    Aninha ficará na mágoa bem sofrida
    E o pobre do João por amor morreu
  •  
  • 6
    E o pobre do João por amor morreu
    Um guitarrista de poemas talhados 
    O povo está triste p’lo que aconteceu
    Tocava tão bem na casa de fados
  •  
  • Era um homem bonito e todo gingão
    Diz a vizinhança, que por ele suspirava
    Zé, era traído sem dor no coração
    Por Aninha, que com João se deitava
  •  
  • Este artista de tão grave pecado
    Nas guitarras já pouco tocará
    Mas não fica órfão do seu amigo fado
  •  
  • Irá continuar nesta cidade castiça
    Onde a paz ao bairro voltará 
    Quando p’lo João se fizer justiça
  •  
  • 7
    Quando p’lo João se fizer justiça
    Já o Zé cumpre pena no degredo
    Aninha, terá outro homem que a cobiça
    Não é mulher de andar só, e com medo
  •  
  • Das ruas da amargura foi resgatada
    P’lo seu marido Zé Marinheiro
    Era prostituta da rua mal frequentada 
    Por mulheres que amavam por dinheiro
  •  
  • Aninha, na vida tem um mau passado
    Seu homem bom, da lá, a tirou
    E como gratidão, com o João  atraiçoou
  •  
  • É um pecado que não vai ser perdoado
    P’los vizinhos, que dele muito fala
    Causando a dor que o povo não cala
  •  
  • 8
    Causando a dor que o povo não cala
    E que os poetas está a inspirar
    Dará poesia que se cantará numa sala
    Em fados que fará o coração sangrar
  •  
  • Guitarras chorarão baixinho
    Poemas de sangue e dor
    P’ra um fadista que cantará certinho
    O triste destino traído por amor
  •  
  • Ela voltou p’ra tristeza traçada
    E na rua procura outra oportunidade
    Que decerto não lhe será ofertada
  •  
  • Por outro homem que a poderia amar
    Aninha, sente-se só nesta cidade
    E no rosto, não há lágrimas a deslizar
  •   
  • 9
    E no rosto, não há lágrimas a deslizar
    Os remorsos a estão a consumir
    No bairro conhecem seu pecar
    E de lá, querem-na ver partir
  •  
  • Aninha, vive nas ruas da amargura
    Suplica ao vento p’ra levar seu inverno
    O tempo que lhe perdoe a grande loucura
    Senão, jamais esquecerá seu pecado eterno
  •  
  • Agora, nas acordadas madrugadas
    Assaltam-lhe pensamentos do Diabo
    Cobrando-lhe suas dores desbragadas
  •  
  • P’ra seu mundo de inferno permanente
    Já escrito em poesia para um fado
    Cantado p’lo fadista, pausadamente
  •  
  • 10
    Cantado p’lo fadista, pausadamente
    No silêncio das noites de bom tino
    Este drama triste e pungente
    Apenas seguiu por mau destino
  •  
  • Nos três amigos, suas vidas se alterou 
    Um morreu, outro já está preso
    E outra, sua vida p’ra trás voltou
    Recebendo a paga de total desprezo
  •  
  • Por toda população local
    Que jamais esquece o sucedido
    Numa atitude correcta e natural
  •  
  • Condenando tal acto vivido
    Onde o futuro do amigo foi perdido
    Porque o João, por eles era querido
  •  
  • 11
    Porque o João, por eles era querido
    Sendo na guitarra um virtuoso
    Acompanhava fadistas, agradecido
    De modo sempre afectuoso
  •  
  • Até que o ciúme lhe apareceu
    Dando lhe um fim triste e brutal
    Como uma vertigem de breu
    Surge a visão terrível e infernal
  •  
  • Agora gemem as guitarras
    Em outras mãos generosas
    Dedilhando poesia sem amarras
  •  
  • Desta tristeza, de dor, e morte
    Chorada por pessoas carinhosas
    Com rancor desta má sorte
  •   
  • 12
    Com rancor desta má sorte
    Acontecida na viela ao lado
    Onde a dor ali bateu forte
    Nos corações dum povo desolado
  •  
  • Trovas se começam a escrever
    P’los poetas que as estão aprimorar
    Em rimas exuberantes de saber
    Acontecendo poesia de acicatar
  •  
  • P’ra tantos que se vão deslumbrar
    Pela escrita que traz tanto sofrer
    Muitos, dela se vão sempre lembrar
  •  
  • Que o ciúme só traz desgraça
    A vidas que se podem perder 
    Neste mundo fértil de devassa
  •  
  • 13
    Neste mundo fértil de devassa
    Onde de boca, em boca voa a miséria
    De acontecimentos que ultrapassa
    O bom senso, de forma vil e pouco séria
  •  
  • Hoje já se cantam poemas de dor
    Nas mais afamadas tabernas finas
    Em vozes generosas de ardor
    Cantados em fados de tristes sinas
  •  
  • Como o poema dos três amigos
    Cujo o crime os maltratou
    Hoje, do futuro se encontram perdidos
  •  
  • A Ana, que era tratada por Aninha
    À rua da má vida ela voltou
    Perdendo aí a sua boa estrelinha
  •  
  • 14
    Perdendo aí, a sua boa estrelinha
    Como castigo da muita má sorte
    Cumprindo esta pena p’la tardinha
    Num ritual que a vai levar à morte
  •  
  • E o fadista rebelde, de voz rouca
    Canta p’ra clientes sensibilizados
    O ciúme que deixou a vida louca
    A três amigos outrora respeitados
  •  
  • Apenas agora resta a saudade
    Naquele bairro de bom viver
    De gentes que ama a sua cidade
  •  
  • Como um poema que bem soa 
    Na voz do fadista de bem o dizer
    Na tasquinha dum bairro de Lisboa
  •  
  • De: Fernando Ramos


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publicado às 17:38


642 - DESFRALDAMOS A BANDEIRA

por Fernando Ramos, em 14.09.17

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  • DESFRALDAMOS A BANDEIRA

    Desfraldamos a bandeira ao vento
    Festejando as brilhantes vitórias
    Elas dão garra, e o alento
    À pátria de tantas glorias 
    Do grito do nosso coração
    Vem a força e perseverança 
    O povo honra com dedicação
    Os heróis da nossa esperança
    Somos gloriosos e valentes
    Com sonhos, que felizes nos faz 
    Vivemos amando os ausentes 
    Que o mundo fizeram de paz
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 21:25


641 - PAGINAS BRANCAS

por Fernando Ramos, em 13.09.17

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  • PÁGINAS BRANCAS
  •  
  • Vou folheando, páginas brancas 
    que vão por meus pensamentos
    Não reajo com qualquer azedume a elas
    Meu triunfo está em outras páginas,
    aquelas que marcam a história 
    da minha vida
    Que eu gostaria que um dia, 
    um editor não as colocasse 
    num escaparate da minha cidade
    Isso me dá alento para prosseguir, 
    contando cada peripécia,
    especialmente as que me enchem 
    de orgulho
    Aquelas que saem 
    da inspiração da vida,
    onde cada cena
  • gravarei no livro do destino
    São factos reais,
    e não palavras inventadas
    com as sílabas certas para um soneto
    Lá, estará a minha paixão,
    em frases escritas que simbolizam
    o meu amor p’la vida, pela escrita, 
    e pela arte, como um acto de posse 
    E na certeza que só muitos
    poucos as conhecerão
  •  
  • Fernando Ramos

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publicado às 20:08


640 - VELHO VELEIRO DE RECORDAÇÕES

por Fernando Ramos, em 12.09.17
  • 640.jpg

     

  • VELHO VELEIRO DE RECORDAÇÕES
  •  
  • O som repercutido das ondas
    trazem-me á memória
  • lembranças de outras viagens
    em meu veleiro
    Comigo, numa dessas viagens
    ia Manuela,
    hoje a minha formosa musa

  • Em pleno mar, largo e sem fim 
    que dá colo a seus filhos
    Nós olhávamos o horizonte
    aos fins de tarde sentindo a vaga
  • no despertar das horas tardias
  • Convidando-nos ali
  • nos amarmo-nos 
    num encontro de quem vai,
  • e de quem sai, 
    do manso vai vem da onda
  • Já passou algum tempo
    dessas nossas agradáveis viagens, 
    tendo entretanto casado com a musa 

  • Agora sozinho,
    aqui vou no meu velho veleiro 
    cumprindo mais um programa
    de trabalho ligado ao estudo do mar,
    que me obriga a esta solidão
    e vai parindo a saudade, 
    do amor obsessivo que é um latejar 
    permanente em meu peito
  •  
  • Essa tremenda saudade de Manuela,
    me faz ansiar a chegada ao cais,
    levando meu coração seguir um caminho
    tão rápido quanto possível,
    para a sentir em meus braços, 
    e em seus lábios me saciar
    E quem sabe, 
    ela retribuir-me toda a sua 
    loucura de saudade, 
    tão intensa e carente de afagos, 
    como a que se espalha por este 
    velho veleiro de recordações
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 18:31


639 - VITORIA DA SELECÇÃO

por Fernando Ramos, em 11.09.17

639.jpg

  • VITORIA DA SELECÇÃO
  •  
  • Nossa vitórias são históricas e belas
    E ao mundo oferecemos uma lição
    Somos felizes, e ansiamos por elas 
    Viva a lendária gloriosa selecção

  • É a vitória árdua, e bem difícil
    Que Portugal vai por aí conquistar
    Marcamos golos de forma subtil
    E o povo por ela sorri a chorar

  • Sofremos muito por aí 
    Todos nós gritamos até doer
    Bons pedaços surgem por fim     
    Com a nossa força de vencer

  • A história diz que somos dos maiores 
    Registando todo o nosso valor
    O mundo sabe que somos os melhores 
    Ganhando com raça, verdade e ardor
  •  
  • Fernando Ramos

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publicado às 16:18


638 - A PROFECIA E OS RICOS

por Fernando Ramos, em 10.09.17

 

 

638.jpg

 A PROFECIA E OS RICOS

  •  
  • Se tivesse o dom da profecia
    Conhecia os seus mistérios
    Mesmo assim não sei se queria 
    Falar a língua dos ricos ditos sérios
  •  
  • Eles que são de muito dinheiro
    Pouco retribuem a seu irmão
    Fazem das notas mau companheiro
    Nem lhes sobram, p’ra distribuir pão
  •  
  • Se tivesse o dom da profecia
    Faria chover esperança e amor
    Pró mundo viver em alegria
    Não, na terrível incerteza e dor
  •  
  • Ainda que essa chuva não parasse
    Prós lados dos privilegiados e bonitos 
    Não sei, se algum dia, o rico escutasse
    A miséria dos pobres aflitos
  •  
  • Se tivesse o dom da profecia
    E visse ricos distribuir bens e sustento
    Total felicidade me acontecia
    Neste mundo egoísta, que lamento
  •  
  • Se eles se tornassem mais humanos
    Seu dinheiro teria um doce tilintar
    O pobre não viveria de enganos
    E do seu futuro, não se iria enganar
  •  
  • Se tivesse o dom da profecia...
    Sua magia para mim não era segredo
    Daria a paz, que o mundo exigia
    E as diferenças, amaria sem medo
  •  
  • Fernando Ramos

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publicado às 19:40


637 - PRATINHO DE OURO

por Fernando Ramos, em 09.09.17

 

 

637.jpg

  • PRATINHO DE OURO
  •  
  • De quem eu tenho pena,
    não é daquele pequeno príncipe
    que recusa junto de sua mãe
    comer o bom bifinho,
    que ela com tanto amor,
    carinho, e seu saber, 
    o preparou como sempre acontece

  • De quem eu tenho pena,
    é daquele menino de sorriso 
    franco, limpo e maroto
    que diz a sua mãe, 
    não querer comer mais
    do seu pratinho de farinha
  • porque ela não tem 
    do seu manjar p’ra comer

  • A mãe, sentiu fria tristeza
    por seu menino, 
    e resolveu comer também 
    do seu pratinho de ouro
    Ele feliz,
    oferece-lhe um sorriso
    dos mais bonitos,
    daqueles sorrisos
    que fazem parar o mundo
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 17:05


636 - O CORVO TABERNEIRO

por Fernando Ramos, em 08.09.17

636.jpg

 

  • O CORVO TABERNEIRO
  •  
  • Nesta bela cidade de colinas e poetas
    Os Corvos da sua bandeira
    São aves vindas desde as descobertas
    Que os lisboetas, delas faziam brincadeira
  •  
  • O corvo, era estimado p’lo taberneiro
    E que bem poisava nas carvoarias
    É preto, preto, e bom matreiro
    Vivia entre o carvão, e destilarias
  •  
  • Baptizaram-no de corvo Vicente
    Nos tempos da Lisboa malandra e sabida
    Brincavam com ele, e ficava contente
    Alegrava a cidade antiga e colorida
  •  
  • Era um corvo taberneiro e simpático
    E na capital deixou saudade
    Partiu num tempo sorumbático
    Um dia esperamos vê-lo p’la cidade
  •  
  • Em seu poleiro olhava os vizinhos
    No meio dos pregões da cidade
    Nas tabernas bebiam-se uns copinhos
    E cantava-se um fado p´la liberdade
  •  
  • Esta ave, o símbolo dos alfacinhas
    E não é substituída por mais nenhuma
    Volta corvo, p’rás Marchas tuas vizinhas
    Porque St. António quer cá tua pluma
  •  
  • de:Fernando Ramos

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publicado às 17:14


635 - MEU MUNDO GIRA AO CONTRÁRIO

por Fernando Ramos, em 07.09.17

 

635.jpg

  • MEU MUNDO GIRA AO CONTRÁRIO
  •  
  • Escuto o vento, sussurrando lá fora 
    Cá dentro em desassossego, sinto a solidão 
    Anseio p’lo amor que demora 
    Chorando magoado meu coração
    Preso a um cristalino copo de vinho
    Aguardo por tua chegada
    O tempo passa tão devagarinho
    Tornando tão grande minha noitada
  •  
  • Esta espera me deixa cansado 
    Nela vou perdendo a razão 
    Estou só, parecendo um coitado 
    Como é triste este meu fim de verão 
    E quando chega o anoitecer 
    P’ra mim o mundo gira ao contrário
    Estou quase, quase a enlouquecer 
    Tendo o tempo como adversário

    Um dia, tu virás para mim
    Correndo pró meu coração
    As noites depressa terão seu fim
    Indo embora a leveza da escuridão
    E não mais vinho, eu beberei
    Que embriaga a minha tristeza
    P´ra ti, p´ra ti meu amor, eu só viverei
    Envolvido em esperança, e na certeza
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 19:54


634 - SER AMIGO

por Fernando Ramos, em 06.09.17

634.jpg

 

  • SER AMIGO
  •  
  • Ser amigo, é estar presente
    Sentirmos o abraço que falta
    Ajudar-nos, a ser resistente
    Quando a dor nos fere a alma
  •  
  • È estar lá quando é preciso
    Gritar bem alto nossa defesa
    Apoiar com seu sorriso
    Não nos deixar só, na tristeza
  •  
  • Caminhar a nosso lado
    P’las feias ruas da amargura
    Ajudar-nos no desespero chorado
    A não perdermos a compostura
  •  
  • Amigo, é ser maior e fiel
    Portador da firmeza e ternura
    Dar-nos colo no nosso fel 
    Fazer sua razão, nossa cobertura
  •  
  • É dar, sem nada receber
    É a mão p’ra nos segurar
    É o ânimo que queremos merecer
    É amizade que não vai faltar
  •  
  • Fernando Ramos

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publicado às 16:27


633 - NOSSA BANDEIRA É PORTUGAL

por Fernando Ramos, em 05.09.17

633.jpg

 

 

NOSSA BANDEIRA É PORTUGAL

 

Nossa pátria, é Portugal
Temos orgulho na sua glória
Cantamos bem alto, o hino Nacional
Gravamos nossa bonita memória

Vamos de vitória em vitória
Com toda a força e determinação

Enriquecemos sempre a história
Somos um país lindo, e campeão

Sofremos até à gota final
Com nosso espírito de guerreiros 
A bandeira é PORTUGAL
No mundo somos primeiros

 

É enorme o orgulho de ser Português
Grita o povo nos corações   
Somos lutadores, p’la pátria que Deus fez
Neste canto belo, de Camões 

Fernando Ramos

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publicado às 10:06


632 - SARAMAGO

por Fernando Ramos, em 04.09.17

  

632 cffr.jpg

 

  • SARAMAGO
  •  
  • Saramago, o escritor
    Português dos sete costados
    Sábio e grande senhor
    Escreveu pró mundo de letrados
  •  
  • Eles, os que gostam da leitura
    E do saber deste grande escritor
    Sabem que outros, poucos em fartura
    O trataram mal, mas não lhe causou dor
  •  
  • E ele, como um bom escritor matreiro
    Pouco ligou a tais indecências
    Deu-lhes com um bom livro certeiro
    Que lhes castra as maledicências
  •  
  • Na sua ignorância vasta da escritura
    Esta gente, tem é ciúmes
    Porque ele é Nobel da literatura
    E eles, ricos em azedumes
  •  
  • Saramago, o escritor maior
    Nos livros oferece seu carisma 
  • Na sua escrita, só a pena é menor
    E o povo, o ama, sem sofisma
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 11:20


631 - PERDI MINHA POESIA

por Fernando Ramos, em 03.09.17

 

631.jpg

  • PERDI MINHA POESIA
  •  
  • Partiu de mim, a poesia
    Levaram todas as palavras já ditas
    Era pura imaginação que escrevia
    Fiquei privado dela, preso por fitas
  •  
  • Para mim, era a palavra brilhante
    E voava loucamente até à estrela
    Num licito sentimento cintilante
    Vejam lá! Acabei por perde-la
  •   
  • Palavras que eu inventava
    Que agora flutuam por ai
    Perdi poemas que amava
    A tristeza cresce em mim 
  •  
  • Minha alma, chora a solidão
  • Parte de mim foi embora
    Foi-me roubada do coração
    Deus por favor, que faço agora?
  •  
  • Estou sem minha fantasia,
    Sem meus sonhos, e minha vida
    Deixou-me só, sem alegria
    Vagueia por aí, anda perdida
  •  
  • E neste silêncio de saudade
    Te rogo, ó meu bom Cristo
    Ela é a minha esperança, e liberdade
    Se a poesia não vem, não resisto!
  •  
  • Fernando Ramos

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publicado às 10:08


630 - MINHAS MULHERES

por Fernando Ramos, em 02.09.17

630 fr.jpg

 

 

 MINHAS MULHERES

  •  
  • Mulheres, a minha perdição
    Brancas, Mulatas, e de outras cores
    Por todas, quase morri de tentação
    E por algumas tive dissabores
    Eram de sonho, e pouco as amei
    Mas seus segredos, eu os guardo
    Deram-me tudo na vida, bem sei
    Até seus colos como meu resguardo
  •  
  • Mulheres, que por minha vida passaram
    Nos seus regaços muito sonhei
    Em tantos leitos, todas me amaram
    Em seus lindos corpos, me aconcheguei 
    Depois... Todas elas me deixaram
    E meu coração continua sem dona
    Sofreram, porque por mim se apaixonaram
    Acabei por ficar só nesta vida tristonha
  •  
  • Às minhas Mulheres, de tantos clamores 
    Meu coração, nunca lhes entreguei 
    Deram-me tudo, tudo, com mil ardores 
    E seus murmúrios, os guardei
    Hoje, a grande tristeza me invade
    Porque delas eu tanto desfrutava 
    Agora, apenas resta-me a saudade 
    Se voltasse atrás, o coração lhes entregava

    De: Fernando Ramos

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publicado às 21:26


1082 - FILHA

por Fernando Ramos, em 02.09.17

 

1082.jpg

 

 

1082 - FILHA

 

Sabes bem quanto és importante para nós

E quanto és o conforto pró nosso coração

P´ra nós és sempre valiosa e especial,  

Guardando sempre nós lembranças

Dos teus sorriso e de todos momentos, filha

Sabemos bem que o amor de pais

É sublime e divino. É a história de amor

Mais bonita que o destino escreve para nós

E o aconchego do teu olhar

É o consolo da nossa vida

A distância pode impedir os abraços e os beijos

Mas nunca irá impedir o nosso amor por ti

Sabemos que tudo irá dar certo na tua vida

E acabar bem, e estaremos sempre cá para te apoiar 

Apesar da saudade que aperta nossos corações

Conta, que cuidaremos sempre bem de ti

E mesmo no fundo dos nossos silencios

Te amaremos sempre

Por toda a nossa vida,

Filha

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 09:38


629 - O DIVINO VOU SERVINDO

por Fernando Ramos, em 01.09.17

629.jpg

 

 

  • O DIVINO VOU SERVINDO

  • A vida, me deu mais do que pedi
  • Nem sei bem quanto lhe estou grato 
    Deus foi muito generoso p´ra mim
    Por aí, a vou retribuindo do meu prato
  •  
  • Sou apenas um servo de Deus
    Cumprindo um tortuoso caminho
    Tento aliviar a frágua a irmãos meus
    Assim o Divino, vou servindo
  •  
  • Um dia para ele partirei
    E vou de consciência tranquila
    Por meu destino ter sido a sua lei
  •  
  • Espero por sua decisão, agora
    E sua graça, não, irei feri-la 
    Apenas aguardo, p'la minha hora
  •  
  • Fernando Ramos

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publicado às 18:42


628 - O REGRESSO DO MEU SOLDADINHO

por Fernando Ramos, em 01.09.17

 

628.jpg

 

 

  • O REGRESSO DO MEU SOLDADINHO
  •  
  • A paixão me envolve
    Em sonhos que me deixam feliz
    Posso sorrir, e voar como o colibri
    Ou dançar um tango de Gardel
    Onde num passo mais exuberante,
    Sinto a quente saudade de ti
    Meu Soldadinho, meu amor

    Partiste p’ra guerra, de causa injusta
    E eu fiquei só, apenas só 
    Com tua imagem
  • E tuas lembranças 
    Que agora são meus loucos sonhos
  • Neles, vejo teu sorriso 
    Que é a centelha do meu coração 
    Alumiando-me o adormecer no nosso leito 
    Sentindo a tua presença,
  • Como se ela fosse real                
  •   
  • Tua imagem é o meu prazer
  • Que se prolonga p’las madrugadas
    E meu corpo, se sente envolvido 
    Por pétalas de rosas vermelhas 
    Oferecidas por tua boca
    Que em beijos, depositam
    Pedaços de amor em meus lábios
  •  
  • Como sofro de saudade...
    Que a escrevo em poemas de amor
    Saídos de mim num bailado 
    De emoções, que são minha vida
  • Envolvida nesta paixão
  • E choro, e rio
    Existindo leves fragrâncias 
    De sedução, em mim
    Esperando num ardor ansioso 
    P’lo regresso do meu soldadinho
  •   
  • Fernando Ramos

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publicado às 16:33


627 - PRIMEIRO BEIJO ROUBADO

por Fernando Ramos, em 01.09.17

627.jpg

 

  • PRIMEIRO BEIJO ROUBADO
  •  
  • Vou só, pela nossa rua
    Contando as pedras da calçada
    Que tanta vez por nós foram pisadas
    E me lembro que foi ao caminhar nelas
    Que te roubei o primeiro beijo,
    O nosso primeiro beijo!

  • Também me recordo, que nós
    Com os olhos humedecidos de satisfação, 
    Jurámos amor eterno
    Que teu coração sempre o procurou,
    Dizes tu, agora no doce manso das tardes
    E eu, em resposta te digo sempre o mesmo 
    Desde esse dia: 
    Que ele seja eternamente doce,
  • Querendo continuar a fazer contigo, 
    O que a primavera oferece às cerejas
  •  
  • Tantos anos já passaram
    Desde esse primeiro beijo dado de fugida 
    E nós, ainda continuamos juntos. 
    Ele foi o inicio da nossa paixão, 
    Que no jardim próximo de nossa casa,
    Que agora o lembramos
  • Na suavidade do entardecer
    Pedindo nós, ao Redentor 
    P’ra que este amor, nem termine no paraíso 
    Que está tão próximo
    E que seja como as cerejas na primavera
    Que se não chover,
    Deus as fará crescer muito saborosas

    Fernando Ramos

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publicado às 12:25


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