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550 - PORTUGAL À BOLINA

por Fernando Ramos, em 28.02.17

  

 

PORTUGAL À BOLINA

 

Para onde vais Portugal,
Andas ao sabor da bolina
O Zé povo, por aí vive mal
Bebendo lágrimas em surdina

 

Partiste com Santos nas Caravelas
E destes grandes lições ao mundo
Agora os escondes nas Capelas
Rezando p’ro país, não ir ao fundo

 

Ai Portugal, Portugal
A vida aqui está preta
O povo não acha normal
Seus impostos irem p’la valeta

 

Alguém deles se aproveita
E não é o povo, que pouco tem
À sua sina, mal se ajeita
De pagar tudo, com o parco vintém

 

Vê lá bem meu Portugal
O que andas a fazer
Tens um povo sem igual
Que pobremente anda a viver

 

Faz caça aos corruptos

Que o país andam a envergonhar
Distribuem-se por aí em grupos
P´ra impunemente nos roubar

 

 

Vamos lá p´ra frente Portugal

Correr com Politicos que nos enganou

Tu tens uma história sem igual

E um povo que sempre acreditou

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 11:03


549 - ÁRVORES MALTRATADAS

por Fernando Ramos, em 27.02.17

  

 

ARVORES MALTRATADAS

 

As arvores não tem alma
Nas estradas, num jardim ou num trilho
À sua sombra de tarde calma
Alguém as trata como um filho

Será mãe, ou será pai
Que a beija sem cobardia
Mas a árvore não dá um ai
Apenas sombra e simpatia

Alguém de rosto feio
Ousa, a retalhar sem paixão
Quem a rega, e de permeio
Não deixa de lhe dar um sermão

 

Pró ambiente é a crueldade
E todos os anos é assim
Pisam-na sem dó nem piedade
E sua bondade p´ra nós é sem fim

As árvores não são p´ra maltratarem
Mas sim dar-lhes carinho e amor
É que, apesar de não falarem
Também morrem tristes de dor

 

 

De: Fernando Ramos

 

 

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publicado às 12:02


548 - LISBOA E OS PREGOEIROS

por Fernando Ramos, em 26.02.17

    

 

LISBOA E OS PREGOEIROS

 

Ao fim da noite fria
Aparece o sol p’la aurora
Banhando Lisboa de alegria
P´ra se ouvir pregões dessa hora

 

Brilhavam tantos corações,
Ao se apregoar a linda Sardinha
Mais, da Fava Rica das ilusões
E do grito, “Olha a Baunilha”

 

Na Lisboa de outra era
Também havia o Funileiro
A Língua da Sogra, que não era fera
E a sorte grande do Cauteleiro

 

Não faltavam sonhos, nem fantasia
Aos bonitos pregões dos Alfacinhas
Era a Mouraria em perfeita magia
Cantada em fados, nas Tasquinhas

 

Lá estava o Ferro Velho, cantor
Mais o da Palha Barata
O Queijo Saloio, e o Amolador
Dessa Lisboa pouco farta

 

Não faltava petiscos p´ra bem comer    
E apregoava-se Bolinhas de Berlim,
Tantas iguarias p’ra Vender
Como o Carapau do mar sem fim    

 

E o Azeiteiro vinha de burro
Apregoar Azeite, e petróleo 
Vendia luz num sussurro
Com mãos bezuntadas de óleo

 

Também se ouvia na voz rouca
“Quem quer figos, quem quer almoçar
Ó figuinho da capa rota”
E como era bonito, o povo trautear

 

E as senhoras lá das ruas,
Curvavam-se todas ás janelas
Olhavam no Tejo as faluas,
Quem as via, gostava delas

 

Era assim Lisboa de outras épocas
Na sua limitada liberdade
Pregoeiros, eram de horas certas
Hoje não existem, ficou a saudade

 

Esta bela música Lisboa perdeu
E quase se foi a rica tradição
O povo sem ela emudeceu
Vivendo órfão do bonito pregão

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 19:01


547 - MAR DA CAPARICA

por Fernando Ramos, em 26.02.17

  

 

 

MAR DA CAPARICA

 

Caminha-se nos areais da Caparica
Debaixo de um sol abrasador
É bem forte, e até pica
A pele macia de bela cor

 

À beira do mar se espera
Boa onda que vai molhar
Vem fria, mas quem nos dera
Que a nosso corpo nunca vá faltar

 

E p´la finíssima areia cor de ouro
O mar desliza vagarosamente
Sua limpidez é o nosso tesouro
Que estimaremos eternamente

 

E o sol quente de um dia de verão
Faz do mar da Costa um paraíso
Muitos se banham com a ilusão
Que bem conserva-lo é preciso

 

Oh Costa, beleza de Cristo
Bem ás portas de Lisboa
Em tuas águas eu me visto
Salpicado por tua areia boa

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 14:36


546 - O MEU SONHO

por Fernando Ramos, em 25.02.17

 

 

O MEU SONHO

 

Meu sonho, é pedaço do céu
Que guardo no coração
É tão lindo, e é só meu
E com ele vivo na ilusão

 

Quem vai dizer ao coração
Que é apenas uma tontaria
Se o perco, perco a razão
Só a tristeza me restaria

 

Ele, é o meu grande rio,
Que vai correndo p’ro mar
E me surgiu num dia frio

 

Esse sonho que aconteceu 
Nele, vi uma linda mulher de amar
E por ela, meu coração embeveceu

 

de: Fernando Ramos

 

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publicado às 20:46


545 - ATITUDE

por Fernando Ramos, em 25.02.17

 

 

ATITUDE

 

Vou tomar uma atitude,
Como decisão consensual
Dizemos nós na juventude
Quando, a algo reagimos mal

Mas depois mais crescidinhos
Já não pensamos assim
Elas se tomam aos bocadinhos
Porque senão, não teriam fim

 

E ao dizermos isto
Nossa vida queremos mudar
Estamos cansados, está visto
O destino tentamos modificar

 

Atitudes todos tomamos
E algumas sem razão
Das dos outros, até falamos
Mas das nossas é que não

Não daremos o braço a torcer
Se ela tiver um mau final
Ficaremos sempre a perder
Por tomada atitude tal

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 14:47


544 - AMORES PERFEITOS

por Fernando Ramos, em 24.02.17

 

 

AMORES PERFEITOS

 

Lentamente vou caminhando
pela rua de todos os meus segredos
Segredos guardados em cada pedra
da calçada que formam a história de vida
de muitos como eu,

que ali depositam todos os dissabores,
ou momentos mágicos que eles
também lhes oferece


Serpenteando, calcorreio meio ébrio
a pedra agreste deste meu chão sagrado,
apesar de ser tão agreste e frio
como esta noite,
onde a brisa rasgada pelo vento
gélido e sem dó, se entrega a meu
pobre rosto, velho e cansado

 

Mais uma fim de tarde 
passada próximo de companheiros,
que como eu,

estupidamente se entregam a beber,
como acontece quase todos os dias
Juntos tentamos embebedar nossas mágoas
de vida difícil , só as suportando

com o agridoce do néctar de Baco,

que nos vai ajudando na luta que travamos

na fábrica onde trabalhamos,
junto de um patrão insensível e sem coração, 
que não percebe ou não quer perceber
as nossas más vivências e desgostos

 

Lucrando ele um bom dinheiro,
e pagando-nos com míseros cobres
que mal chegam para manter a família,
que dado à pobreza existente,

se vai desagregando pouco a pouco,

onde uns numa ânsia infinita de seguir

seus sonhos que lhes trazem fartura,
esquecendo-se que a vida passa num instante,
e esse instante é muito pouco tempo para sonhar,
não se sabendo bem p´ra onde 
seus sonhos os quer levar
Se calhar, não à riqueza desejada, mas sim ao fel,
que ele, sem nós esperarmos o oferece

 

Em casa, minha mulher espera,
como acontece todas as noites
Ela tem sido o meu farol, e o meu livro aberto,
que noite após noite vê entrar as amarguras,
por nossa porta a dentro
Ela, é o meu destino sobrevivente,

e a minha felicidade, que com dedicação e carinho,

me faz sentir bem,
oferecendo um brilhozinho maroto a meu olhar.

Pacientemente ela, vai assistindo à minha má vontade
p’ra com este mundo, tão avaro
de presas fáceis como eu, dizendo-me
que apesar dos largos anos de vivência comum
ainda me quer, e ainda sente a chama,
aquela chama que a faz aguardar impacientemente
por mim todas as noites
Fazendo com que nosso amor continue fervilhando
em alguma magia
Sussurrando-lhe eu, que por ela meus sentimentos
tem tantos meandros como os rios,
só é preciso é o seu coração segui-los
E que numa das margens,

estarei sempre à sua espera
com um lindo ramo de flores azuis, 
de amores perfeitos

 

de: fernando ramos

 

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publicado às 18:15


543 - POEMA PARA UMA MÃE

por Fernando Ramos, em 22.02.17

 

 

POEMA PARA UMA MÃE

 

Seu soldadinho foi embora
Deixou no peito a dor que custa
Foi p’ra Guerra dum povo que chora
P’la Pomba Branca de causa justa

 

A mãe anseia tanta felicidade
Pró fim dessa guerra feia
Sofre triste e de saudade,
P´lo filho em guerra alheia

 

Seu coração anda partido
O tesouro da vida está fora
A Deus, apenas deixa um pedido
Traga o filho em paz, e agora

 

Das areias do medo vai voltar
Porque Deus assim o quer
De novo ele vai abraçar
O coração da pobre mulher

 

São os senhores da guerra
Que por dinheiro, a alimentam
Quer-se longa paz na terra
P’ra tantos, que dela se atormentam

 

As guerras, só trazem dor
Angústias, tristezas e desilusão
Uns vivem deste terror
Por falta de amor no coração

 

Será a mãe, mais abençoada
Se Deus deitar seu bom olhar
Naquela guerra infernizada
E fazer seu menino, de lá voltar

 

Num poema p’ra uma mãe
Andam tambores a rufar
Pianos tocam Mozartt, tão bem
P'lo final da guerra, que está tardar

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 11:49


1081 - VERSOS MEUS E DE DEUS

por Fernando Ramos, em 21.02.17

 

1081.jpg

 

1081 - VERSOS MEUS E DE DEUS

 

Levo comigo o canto triste do adeus
E a gota da chuva das meias palavras

Que não nascem á sorte 

Ditas à luz do entardecer
Dum pensamento que surge

No meio dos odores dum jardim
Cheio de flores que aguardam p`la chegada

Das madrugadas frias e passageiras.

Onde apenas se ouve o silencio

Do vento que dança cheio de assombro

Talvez aguardando a Pimavera de Deus

Que teima em chegar 
Deixo meus pensamentos entregues a mim
E a meu corpo velho e cansado

E ao meu coração que sofre de saudade

Do bom tempo que tarda

Dizendo-me a razão

Que não entende esta ansiedade

Além das lágrimas caídas e deixadas

Nas agruras da vida

Indo muito além da poesia  

Carregada de versos meus e de Deus

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 18:46


542 - LETRAS QUE DANÇAM

por Fernando Ramos, em 18.02.17

 

 

LETRAS QUE DANÇAM

 

Dançam fartas letras
Por minha pobre imaginação
São rápidas como cometas
Pousando num universo de razão

 

As vou colocando aos pedaços
Na folha branca, com minha pena
Sílabas não levam traços
Em estrofes que dão poema

 

E sua dança continua
Em belos sonetos de amor
Quadras e tercetos de alma nua
Dão rimas surgidas em rigor

 

A poesia vai crescendo
No papel branco da ilusão
Escrevo o amor que vai padecendo
De outro, que busca um coração

 

Meu poema está terminado
E outros mais farei nascer
Os editarei em algum lado
P’ra alguém um dia, os ler

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 19:41


541 - MINHA CARTA

por Fernando Ramos, em 18.02.17

 

 

 

MINHA CARTA

 

Escrevo esta carta, meu amor
Cheia de esperança e vontade
Estou só como um perdedor
Na companhia de imensa saudade

 

Ao escrever estas linhas, sofro
Porque levam minha infelicidade
Se não o fizer sei que morro
Entre palavras escritas em liberdade

 

Liberdade de te amar e querer
Do meu mundo, agora entristecido
Saíste de meu peito, estou a sofrer
Se não voltas mais sei que não vivo

 

Esta ansiedade me agita
E escrever-te é como fazer amor
Volta que meu coração ressuscita
Indo embora minha penosa dor

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 12:10


540 - A PAIXÃO É MUITO IMPORTANTE

por Fernando Ramos, em 17.02.17

 

 

A PAIXÃO É MUITO IMPORTANTE

 

Um dia, alguns irão declamar
Poesia que escrevi
De lá do céu irei espreitar
Se dela alguém se ri

 

A poesia, é um gosto meu
Que deixo para sonhares
Está escrita para um amor teu
Convém dela não maltratares

 

Não troces do que não sentes
A paixão é muito importante
Alguns tem amores ausentes
E dele, sofre teu semelhante

 

Bom é gostar de alguém
ir com o destino, até à partida 
Nem que seja amar a mãe
Que nos dá o sopro da vida

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 22:18


539 - ACASOS DA VIDA

por Fernando Ramos, em 17.02.17

  

 

ACASOS DA VIDA

 

A vida por vezes, é nos injusta,
insensível, ou descuidada
Poderá ser ingrata, fraca, 
estúpida, ou de desilusão
Mas, é o tal farol

que nos leva ancorar, 
num porto e nos poderá fazer feliz,

ou infeliz
Lá, geralmente encontramos

outras vidas que sofrem

dos mesmos dilemas, ou desilusões

totalmente incompreendidas

 

Achamos que ela nos prega partidas
E quase sempre poderá ser verdade,
ou talvez não
Teremos de ser justos para com ela
pois ela tem momentos 
belos de virtuosidade, especialmente

quando nos apaixonamos 
e nos unimos a outra vida
Algumas vezes desse amor, nossos sonhos 
são magias de ouro e completam-se
Criando outra, ou outras vidas que nos
enche de orgulho e nos faz viver em perfeita 
harmonia com ela própria, ou talvez não…

 

Aí, é quando aparece o seu mistério perverso,
mas quando o não, não existe,

apesar de encontros, desencontros, e reencontros 
A vida é o mel da luz de Deus
Mas se persiste esse não,

ele nos traz a dor que é como uma teia

que nos vai tecendo
Temos de encontrar forças no fundo de nós
e ir serpenteando brandamente para contrariar 
esse trilho mais penoso,

que nos anda a embebedar na sua fatalidade,

o que nos leva aos acasos menos bons,

que só de existirem 
significa criar a imagem negativa 
da própria vida

 

de: fernando ramos

 

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publicado às 11:46


538 - UMA ESTRELA EM MIM

por Fernando Ramos, em 15.02.17

  

 

UMA ESTRELA EM MIM

 

Há uma estrela em mim
Que ilumina a noite calma
Deixa-me viver feliz por aí
Cintilando-me doçura na alma

 

Não é um sol qualquer
Que dá luz a meu coração
Ela me trouxe a mulher
Que comigo vive em perdição

 

Seus raios são minha vida
Dão-me calor e bom momento
Como à Deusa que me é querida
Que ao altar levei em casamento

 

Esta estrela não posso perder
Pois é fonte de minha inspiração
Com ela ficarei enquanto viver
Mais a dona de meu coração

 

P’ra mim, ela é um poema
Belo e não tristonho
Faz-me da vida uma linda cena
Tão perfeita como meu sonho

 

de: fernando ramos

 

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publicado às 17:37


537 - POR TEU AMOR VIVEREI

por Fernando Ramos, em 15.02.17

 

 

POR TEU AMOR VIVEREI

 

Amar, eu quero loucamente
Este é um desígnio de Deus
Acariciar, e sentir-te docemente
Perdendo-me entre braços teus

 

Beijar, beijar ardentemente
Anseiam meus lábios nos teus
Amar, amar, estupidamente
Confortar-te de desejos meus

 

Desta paixão posso morrer
Se não sentir amor teu
Deixar isso acontecer
É a ordem, que o Divino deu

 

Por teu amor viverei
E irás na minha eternidade
Se não me amas, não sei que farei
De ti, morrerei entre a saudade

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 12:09


536 - CRAVO VERMELHO

por Fernando Ramos, em 14.02.17

 

 

CRAVO VERMELHO

 

Hoje ofereci um cravo vermelho
ao mendigo da minha Avenida
perguntou, e pediu um conselho
Se o cravo mudaria sua vida

 

Olhei para ele, e emudeci
Resposta esperava com ansiedade
Disse-lhe que nem não, nem sim
Mas falei-lhe de Liberdade

 

Ele deu uma gargalhada
E aí, eu não percebi
É que a dele, tinha sido roubada
Porque nunca a viu por ali

 

E ainda me disse mais
Liberdade é não mendigar
É amor, solidariedade, e outros tais
Que a ele não deixavam chegar

 

Mas ficou com o cravo vermelho
Com a esperança da vida mudar
E se hoje alguém se vir ao espelho
Aquele rosto pousadamente irá encontrar

 

de: fernando ramos

 

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publicado às 14:25


535 - NOBRE E LEAL BOCAGE

por Fernando Ramos, em 14.02.17

  

 

NOBRE E LEAL BOCAGE

 

Regressou da Índia exuberante
O poeta do amor e de fino traje
Escreveu lá triste vida errante
Que o fez, Nobre e Leal Bocage

 

Sua Setúbal nunca o esqueceu
E seus amores também não
Destes, muito ele escreveu
Perfeita poesia de sua razão

 

Grande mestre de muito saber
E de amores transcendentes
Alguns, veio a perder
Por atitudes inconsequentes

 

Setúbal e Nicola, perdeu seu poeta
Que amava a ilustre Nação
Recebia do cupido, a seta certa
Presenteando seu coração

 

E Bocage, ficou na história
Como um poeta maior, de Portugal
Declamava seus poemas em gloria
Não existindo mais, poeta genial

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 10:20


534 - GRANDIOSA FEITICEIRA

por Fernando Ramos, em 13.02.17

  

 

GRANDIOSA FEITICEIRA

 

Vejo o florir da primavera
Sentindo paixões inspiradas
Vão pró jardim, que a rosa lidera
Onde se colhe belas flores encantadas

 

Lá, a feiticeira oferece o mel das luas 
Bem próximo da casa dos amores
Juntinho ás arvores quase nuas
À paixão deixei flores e seus odores

 

Foi um lapso complicado, 
As entreguei a quem não devia
Não estava meu amor esperado 
Mas disso, o coração não sabia

 

Pedi à grandiosa feiticeira
Que desfizesse tal engano
Ela me disse que havia maneira
Se aguardasse p’ra aí, um ano

 

E foi o que aconteceu
Por outra primavera esperei
Novas flores o coração ofereceu
Ao amor,de quem me inspirei

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 15:10


533 - É BOM REVER AMIGOS

por Fernando Ramos, em 13.02.17

  

 

É BOM REVER AMIGOS

 

É bom rever tanto amigo
Sentir muitas cores de amizade
O tempo passou, e já não consigo
Suportar esta saudade

 

Hoje, aqui estou convosco
Sentindo tanta felicidade
Alguns, não estão connosco
Talvez na próxima oportunidade

 

É bom rever, tantos amigos
E ver seus olhos brilhar
Mostram um amor sem perigos
Da nossa amizade terminar

 

Este é um momentos muito feliz
De estarmos com quem gostamos
O encontro, foi Deus que quis
Porque sabe que nos amamos

É bom rever tantos amigos
Que são poesia na nossa vida
Cá estaremos, distribuindo mimos
Quando todos, formos de partida

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 10:17


1080 - LUGAR PRÓ NOSSO AMOR

por Fernando Ramos, em 12.02.17

 

1080.jpg

  

1080 - LUGAR PRÓ NOSSO AMOR

 

Numa altura de tristeza

Surgem lembranças 

Do amor que não queria

Nada comigo

Tudo perdia na doce melodia do amor

Procurasse onde procurasse

Acordando sempre na solidão sofrida

Dentro da vida não vivida

Só queria alguém que me ouvisse

E chorei quando te conheci

Foi Deus que me ouviu

Tu és um amor que não resisto

E quero ver se pela vida

Não me esqueces

Deixando fazer o que fazes em mim

Escrevendo eu, poemas

Para a nossa canção de amor

Guardados sempre

Bem dentro do meu peito

Num lugar escondido pró nosso amor

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 18:33


532 - APENAS UM POEMA

por Fernando Ramos, em 12.02.17

  

 

APENAS UM POEMA

 

Hoje é um dia feliz
chegou a divina inspiração poética
Vem forte, alegre, descontraída

Faz-me passar para um papel,
palavras que completam quadras 
em rimas, ou não

 

Hoje vou escrever poesia
Este é um bonito dia para se ter
um sinal de inspiração

Não sei se vai ser alegre ou triste,
sei apenas que me vai dizer que está cá,
e seja o que ela quiser

 

Escrevo, e vem frases arrebatadoras
que entontecem um coração,
e vejam lá, até o meu
As silabas surgem,

vão bailando no cérebro, 
parecendo estar a representar 
num palco de espectáculos circenses

 

Bonito dia hoje para a poesia
Faço o que muito amo
Escrevo minha inspiração,
que sai límpida, simples, 
cristalina sem rendilhados,
escrevo apenas um poema

 

de: Fernando Ramos

 

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publicado às 18:01


531 - PRECISO DE TE FALAR AMIGO

por Fernando Ramos, em 12.02.17

 

  

 

PRECISO DE TE FALAR AMIGO

 

Com lágrimas, 
percorrendo meu rosto
Busco de um lugar
onde se encontre um amigo
Com ele quero desabafar
meu desespero,
e lhe falar de meu erros, 
e das minhas recordações

 

Contar-lhe o passado, 
cujas memórias não encontro 
meio de controlar, sendo este 
o sinal de minha angústia
Quero falar-lhe dos meus amores,
e desamores de quando jovem
Ou até dos meus pobres 
momentos de criança

 

Preciso de te falar amigo,
dos trilhos por onde andei
e de alguns pecados cometidos,
das injustiças que pratiquei
Do descontrole total 
de minha vida a dois,
que terminou nesta solidão,
sendo agora minha companheira

 

Olho em meu redor,
procuro o amigo de há muito 
por mim abandonado, 
e esquecido nos caminhos 
de minha vida
Quando ele deveria

de ser a ancora,
p’ra me aconselhar a parar, 
da minha insensatez

 

Mas sei, que agora 
que de ti bem preciso 
Estás por ai p’ra me escutares, 
e te rires das minhas parvas 
loucuras, e asneiras
Obrigado amigo por existires,
e que apesar de eu estar

tão longe de ti, 
tu afinal, andavas bem perto

 

de: fernando ramos

 

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publicado às 13:41


530 - BRINDAR À VIDA

por Fernando Ramos, em 12.02.17

 

 

BRINDAR À VIDA

 

Quando não complicamos,
a vida é um céu azul 
Que nos inspira, 
e promove a festa ao coração, 
que nos vai enchendo 
de felicidade e amor

Ela é feita de laços, afectos,
pequenos gestos e carinhos
Porquê então pensar que nada 
de positivo nos acontece,
e que o bom 
só está próximo dos outros

 

Se quisermos não é bem assim, 
as oportunidades da vida 
também nos caem nas mãos
Só as temos de agarrar,
com a força de quem é vencedor 
e não o vencido da batalha

Como se tivessemos a disputar 
uma partida de xadrez, 
jogando as pedras certas, 
nas casas respectivas,
que nos faz dar o cheque mate 
à fatalidade

 

O melhor portanto,
é não nos metermos 
por maus atalhos, não complicar, 
e brindar ao prazer da vida, 
que até poderá ser
com um bom nectar Porto Vintage

 

de: fernando ramos

 

 

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publicado às 10:37


529 - LEMBRANÇAS E DESESPERO

por Fernando Ramos, em 11.02.17

   

 

LEMBRANÇAS E DESESPERO

 

Foi embora o Outono,
e não me deixa saudades
Suas noites são frias,
melancólicas, e silenciosas
E junto à lareira, no calor 
de sua fornalha, adormeço 
preso a um livro de acção,
por vezes tão sombrio 
como a noite

As noites de Outono 
não me trazem boas memórias
Foi numa delas, que perdi aquela 
que era o meu doce viver 
Agora, me resta apenas um livro, 
e a brasa da minha lareira, 
que não aquece meu coração 
cheio de cicatrizes

 

Por vezes sussurro a Deus,
zangado por sua insensibilidade
que trouxe esta solidão,
que me leva, à absoluta dor
“És tão cruel meu Deus"
porque não me levas
para junto de quem me trazia
a quentura da alma”

Aqui estou só, nestas noites frias 
onde rasgo lembranças de desespero 
num grito alvoraçado,
que vai em busca da louca paixão
Que se encontra no seu 
porto seguro da eternidade, 
e me deixa aqui a morrer 
de perene saudade

 

Vivo no sonho de encontrar
a luz para ir no seu caminho 
Meu amor partiu, 
e deixou a perplexidade
no fundo de mim, 
como uma dança oculta,
que é constante na minha vida
Dela apenas desejo um abraço
outra vez, puro Indivisível 
como a flor
É a minha paixão
de manifesta, lucidez

 

de: fernando ramos

 

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528 - MULHER, A NINFA ADORADA

por Fernando Ramos, em 11.02.17

 

 MULHER, A NINFA ADORADA

 

A mais bela mulher
É a brasa da nossa chama
Não é de um qualquer
Mas de quem seu coração ama

  

Tem charme, graça, determinação
Como um poema de deslumbrar
Ao amor, entrega-se em sedução
Pró seu homem, a bem amar

 

Ela encanta-o, que tanto fascina
Levando-o ao louco prazer
É a divina que Deus ilumina
P’ra fazer outra vida acontecer

 

Ela é como um violino maroto 
Que faz bailar a fantasia
Entrega-se ao companheiro devoto
Em completa ternura e alegria

 

É a bela ninfa adorada
De tantos que a querem em união
Deus, a esculpiu com mão de fada
Sendo a sua mais perfeita criação

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 16:25


527 - VAI À LUTA

por Fernando Ramos, em 11.02.17

  

 

VAI À LUTA

 

Ouve, fala-me de ti
Porque te escondes num manto
Tua vida é uma fuga sem fim
Que me causa algum espanto

 

Só tens de prestar contas a Deus
Pouco importa, o que te vão cobrar
Não fujas de pecados teus
Só a ele, os terás de confessar

 

E se o súbito inesperado te acontece
Quando os dramas te passem à frente
Sofres, porque um amor te entristece
E seu coração, o teu não consente

 

Não corras por um mau sonho
Mais tarde irás sofrer
Espera, o amor não é enfadonho
Contigo um dia, ele irá ter

 

Sei que a vida, é o teu lamento
E contigo não tem sido generosa
Mas aparece sempre um momento
Que te deixará de ser caprichosa

 

Não procures fantasmas negros
Eles não te perseguem, nem de perto
Guarda num baú teus maus segredos
E vai à luta, de peito aberto

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 12:31


526 - MINHA GUITARRA

por Fernando Ramos, em 11.02.17

 

 

MINHA GUITARRA

 

Meus dedos percorrem a guitarra
Que chora um fado tristonho
Ao momento, o fadista se agarra
Com dor, que p´ra ele é medonho

 

Ele canta este difícil lamento
Em sua voz rouca, e segura
No poema deixa seu alento
Roubado da alma, de vida dura

 

A guitarra vai no timbrezinho
Com outras violas, e violas baixo
Tocam a traição, que mora pertinho
Deixando o fadista muito embaixo

 

E no magico ambiente castiço
Minha guitarra chora baixinho
O fadista me agradece sem feitiço
Por tocar o fado tão choradinho

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 09:57


525 - OLHA PARA MIM

por Fernando Ramos, em 10.02.17

  

 

 

OLHA PARA MIM

 

Ela não me viu,
ao passar por aqui
Esperei horas por ela
e nem sequer deu por mim
Tenho uma breve ilusão,
que me vai amar sem fim
Quero seu coração,
mas ela, não quer saber de mim

 

Para ela toco meu saxo
Na viela da cidade, que fica por aí
Esperando sua atenção despertar
Mas ela nem olha para mim
E são dias de paixão,
Onde vou sofrendo, por aqui e por ali,
Até me embebedando de amor
Mas ela não pensa em mim

 

Ainda me resta a leve esperança
Que parece uma bizarraria, sim
Que no meu frenesi silenciado
Se aproxime até aqui, e eu
Com o meu saxo de nota só
Na viela, toco uma melodia para si 
Vivendo no belo sonho que apenas, 
mas só apenas, ela olhe para mim

de: fernando ramos

 

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publicado às 23:14


524 - É PRECISO

por Fernando Ramos, em 10.02.17

 

 

 

É PRECISO

 

É preciso não ter medo
É preciso dizer não
À exploração que começa cedo
E a quem mata nosso irmão

 

É preciso lutar
É preciso estar atento
A quem nos quer matar
E nos tira o sustento

 

É preciso desconfiar
É preciso não acreditar
Dos que nos andam a maltratar
E de quem nos quer enganar

 

É preciso um mundo melhor

É preciso acabar a guerra
Para quem vive na dor
E da fome, sua vida encerra

 

É preciso amar a vida
É preciso ser solidário
P´ra tantos, o puder castiga
E é só simples operário

 

É preciso dar amor
É preciso ter esperança
P´ra quem vive no horror
E não tem o sorriso da criança

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 12:55


523 - TEJO DA SAUDADE

por Fernando Ramos, em 10.02.17

 

 

TEJO DA SAUDADE

 

Meu Tejo, lindo e precioso
Rio de alegria e felicidade
Nas margens, um povo receoso
Há anos, lutava por liberdade

 

És dos Botes, e das Fragatas 
Do Varino, da Falua, e da Canoa
Das correntes, e das marés fartas
Que por amor abraçam Lisboa

 

Tens nas águas os Cacilheiros
Que se esgueiram p’la maré
Trazem trabalhadores guerreiros 
Desembarcando no Cais Sodré

 

Tejo do pescador matreiro
E do nosso Navegador herói
Percorres o horizonte costeiro
Ali, onde o futuro se constrói

 

Oh rio, das boas lusas gentes
Que amam a sua Cidade
Tuas águas levaram valentes 
Desaguando em fraternidade

 

Meu Rio Tejo da Saudade
Caravelas tu viste partir
Com marinheiros de liberdade
P’ra um mundo melhor, descobrir

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 10:14


522 - POBRE MULHER

por Fernando Ramos, em 09.02.17

 

 

POBRE MULHER

 

Pobre mulher,
que já foste feliz
Tiveste sonhos, e homens
que teus a pés se deitavam

 

Pobre mulher,
que foste soberba
Tiveste a beleza

da natureza como aliada

 

Pobre mulher,
que a vida por ti passou
Tiveste o amor,
A formesura e o dinheiro

 

Pobre mulher,
que tiveste tudo
Hoje restam lembranças,
e a sabedoria da vida, 
apenas isso

 

de: fernando ramos

 

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publicado às 22:07


521 - VÊ...

por Fernando Ramos, em 09.02.17

 

 

VÊ...

 

Vê o sol que passa
Por teu rosto cansado
Vê o coração que sofre
Por um amor que partiu

 

Vê a lágrima sofrida
Caída na imensidão
Vê a vida que se some
Numa dor sem cura

 

Vê o mundo que se perde
Numa guerra sem razão
Vê a paz que não acontece
Trazendo tristeza e desilusão

 

Vê teu irmão que chora
P’lo emprego que perdeu
Vê os povos sem futuro
Pela intolerância do homens

 

Vê o voar da pomba branca
Buscando felicidade e amor
Vê a criança que brinca
Num jardim em flor

 

Mas vê, vê com olhos de ver
Porque esta é a realidade
Uns pensam em apenas ter
E não ver a verdade

 

De: fernando ramos
 

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publicado às 19:10


520 - LUA CURIOSA

por Fernando Ramos, em 09.02.17

 

 

LUA CURIOSA

 

No universo das nossas noites de vigília
vemos se abrirem portas na lua nova, 
que nos espreita
Lua essa, que traz a calmaria,
de bem amar, embriagando-nos   
com sua cálida luz

 

Temo-la como testemunha
dos abraços, das caricias, dos ais
e dos nossos murmúrios nocturnos
Ela nos observa num céu 
de tantos encantos,
dando brilho a teus cabelos
como se estrelas douradas fossem 
Eles que se movem sobre meu peito,
onde os afago

 

E por tuas costas 
deslizam suavemente meus dedos,

explorando impunemente
teus segredos, e subtilmente 
entramos num jogo de prazer sublime
que nos deixa um dentro do outro
E a nossa lua de curiosidade

absoluta e rara beleza,

colhe o mel do nosso gozo,
como um poema cristalino,
de pura declaração de vida,
de esperança e de amor 

Silenciosamente em meu corpo
deixas beijos que me fascinam, 
fazendo desejar-te cada vez mais,
e que, entendes bem no fundo de ti

E a lua, uma musa curiosa

lá está parindo claridade
com seu brilho fascinante,
como que, a sorrir para nós

brindado ao que sentimos

e ao que vivemos

 

de: fernando ramos

 

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publicado às 12:34


519 - SE A ROSA...

por Fernando Ramos, em 09.02.17

 

 

SE A ROSA...

 

Se a rosa não envelhece
Meu amor por ti, também não
O coração, do teu padece
E te deseja sem ilusão

 

Se a rosa não mais viver
Deito lágrimas no momento
Teu amor vou perder
Esta vida, eu lamento

 

Se a rosa chorar
Sofrerei sem pudor
Mas eu não vou deixar 
Cair lágrimas ao amor

 

Se a rosa um dia sonhar
Terei no peito uma paixão
Que por ti irá arfar
Querendo só teu coração

 

Se a rosa por mim for beijada
Muita ternura vais ter
És uma mulher desejada 
P’lo meu ser, que te vai querer

 

de: fernando ramos

 

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publicado às 10:53


518 - ADVINHAR O AMOR

por Fernando Ramos, em 08.02.17

 

 

 

ADVINHAR O AMOR

 

Quase sempre se advinha o amor
P’lo sorriso, ou pelo afagar dum olhar
São momentos de enorme esplendor
Deles, nos queremos regalar

 

Então, sentimos o coração 
Serpenteando apressadamente 
Num bom caminho de sofreguidão
Fazendo-nos amar estupidamente

 

Nossos sentidos vão perceber
Que em nossa alma ficou tatuada
Um sorriso, que nunca vamos esquecer

 

Ele, nos ligará em exuberância 
Numa bela longa vida amada
Como lindas pétalas em abundância

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 19:24


517 - SAUDADE DA PARTIDA

por Fernando Ramos, em 08.02.17

 

 

SAUDADE DA PARTIDA

 

Saudade, palavra triste e exótica
A sinto com emoção e beleza
Recorda minha vida caótica
De um tempo tido, em dureza

 

A saudade fica gravada na vida
Quando a despedida chega
De alguém que foi de partida
Que meu coração aconchega

 

Saudade, foi o que restou
Depois dessa partida precoce
Minha tristeza ai começou
Meu peito, dela tomou posse

 

A saudade irá num cavalo a galope
Para as belas pradarias sem fim
Só lhe desejo boa sorte
Se ela não voltar p´ra mim
 

E a saudade, irá acabar
E minha nostalgia também
Porque quem partiu vai voltar 
E meu coração ficará bem

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 16:11


516 - PESCA DA TAINHA

por Fernando Ramos, em 08.02.17

 

 

PESCA DA TAINHA

 

O pescador vai na sua arte à tainha
Lançando a linha na onda de vai e vem
No horizonte alguém se presta à Sardinha
Naquele mar aberto em que se está bem

 

No brando balouçar de seu barco
Entretem-se na sua artesanal pesca
A tainha é o seu fiel prato
Que à mesa, a quer sempre fresca

 

E vem nuvens celestiais de água
Para esse mar de parco peixe
No pescador aparece uma mágoa
Indo embora, e ali, sua arte deixe

 

Caem bátegas de chuva num barco
Que no horizonte pesca a sardinha
A faina por ali, não tem sido farto
E o pescador já não leva a tainha

 

E por lá, ficou sua pesca por fazer
Deixando a tainha e outros peixes mais 
Novo chamamento do mar irá ter 
Observando agora, a outra faina, do cais

 

De: fernando Ramos

 

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publicado às 12:30


515 - FADISTA APAIXONADA

por Fernando Ramos, em 08.02.17

  

 

 

 

 

FADISTA APAIXONADA

 

Arrasta a voz com tanta emoção
Nas difíceis palavras de desamor
Bem choradas no silêncio do coração
Tão cruas, vestidas em rigor

 

Sua rouquidão atravessa a madrugada
E nos ombros ajeita o xaile de cetim 
Uma mágoa, p’ra ela vai destinada
Num fado, de memórias sem fim

 

E no absoluto silêncio de cumplicidade
Escuta-se a fadista que rói a saudade 
Seu fado murmura a verdade
Da separação ocorrida na cidade 

 

Naquela tasca, ouvem seu grito
Sumindo na voz de infelicidade
Na mesa, alguém se sente aflito
P’lo sentimento de tanta intensidade

 

Ela canta, e sua tristeza engrandece
E a guitarra sofrida a quer acarinhar
Buscando amor, p’ra quem tanto padece
De paixão, que no peito se foi desalojar

 

Suas lágrimas, são pétalas de flores
Caindo p´lo rosto apaixonado
Perdeu um amor de mil sabores
Vacilando o coração tão despedaçado

 

E no poema cantado em esplendor
Correa a branda nostalgia do momento
Por ter perdido o seu grande amor
Canta a vida, do seu sofrimento

 

De: fernando ramos

 

 

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publicado às 10:11


514 - RUGIDO DE ENCANTO

por Fernando Ramos, em 07.02.17

  

 

RUGIDO DE ENCANTO

 

A leoa, anda bela e vigorante
Vagueando entre capim e folhagem
Seduz seu macho possante
Satisfazendo ali, sua libertinagem

 

Inquietos, cumprindo seu cio
Os animais se unem como amantes
Dá-lhes prazer cómodo e sem frio
Que várias vezes, os deixam ofegantes

 

E em rugidos de grande encanto
Se entregam, há animalesca vontade
Os leões, seu mel saboreiam tanto 
No gozo total de sua intimidade

 

Nesses dias irrequietos, de sem medo
Nada os fazem parar na sua postura
Satisfazendo-se de um prazer soberbo
Onde rugem por gozar tanta doçura

 

Acabando prostrados na relva
Termina ali, sua total ternura
Continuando seus destinos p’la selva
Até outro cio, p’ra nova loucura

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 23:12


513 - MUNDO ENTRE PORTAS

por Fernando Ramos, em 07.02.17

 

MUNDO ENTRE PORTAS

 

Entre nós, existe um mundo
Onde portas se fecham, e abrem
Por lá, se vai vivendo ao segundo
E tantos seu futuro não sabem

Vai-se morrendo sem dó nem piedade
Nesse mundo de parco viver
Alguns entregam por caridade
O pão, que uns poucos vão comer

 

Lá, por vezes não é importante 
Saber qual o amanhã que vai chegar
Ele virá triste e desconfortante
Até um final, não ser possível adiar

 

Quem vive nesse mundo entre portas
Que p´ra muitos estão abertas ou fechadas
Suas esperanças, dentro delas estão mortas
E curtas vidas desencontradas

O povo, que desse mundo não pode sair
Resta-lhes apenas um sonho preciso
P’ro infinito, rapidamente querem partir
Onde Deus os espera, em Santo Paraíso

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 20:56


512 - BENFICA NO SEU ESTÁDIO DE OURO

por Fernando Ramos, em 07.02.17

  

 

BENFICA NO SEU ESTÁDIO DE OURO

 

Esperam por ti no Estádio de ouro
Lá, a lealdade não é palavra vã
O Benfica tem na força seu tesouro 
Inspirando-se nela p´ra vitória sã
Este clube é o açúcar do povo
E na elegância tem a honra dum campeão 
Se ganhar, não é nada de novo
E a história registará mais essa lição

 

Esperam por ti no campo de ouro
Com vitórias que pulam de emoção
Correm e jogam, chutando no couro
Entrando na baliza mais um golão
Mas se a bola for bem caprichosa
E nas redes não quiser entrar
Faz-se outra jogada fina e espantosa
E o golo acabará por ir lá morar

 

A vitória surgirá naturalmente
Ao Benfica, levando dedicação 
Pró povo que vibra árduamente
P’lo glorioso clube do coração
Choram e sofrem com ousada admiração
Seus fiéis adeptos, por tanto encanto
E p´la sua Águia, que é a pura paixão
Guardam belas vitórias tidas em campo

 

Este é o clube que o mundo aclama
Quando os atletas entram em cena
Nas camisolas berrantes que se ama
Vai o emblema num canto de poema
E outra página da história é virada
P’lo Vermelho e Branco, seu tesouro
Toda a equipa que joga é brindada
P'los adeptos no seu palco de ouro

 

De: fernando ramos

 

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511 - MEU VIOLÃO

por Fernando Ramos, em 07.02.17

 

 

MEU VIOLÃO

 

Toco o meu violão
com prazer e fantasia
As cordas deslizam

por minha mão 
valsando notas,

de esperança e alegria
Vai comigo p’ra todo lado,
e dele nunca me vou separar
Componho musicas

de algum pecado,
que delas alguém vai gostar

O violão é a minha vida,
e não o quero perder
Tomei uma atitude decidida,
que só o deixarei quando morrer
Meu violão, meu grande amor,
se vais embora eu vou sofrer
Nunca me causes tal dor,
porque de ti não quero padecer

Tu és o meu doce enlevo,
que me fazes arfar, arfar
Teus acordes me mantém sereno
com vontade de te acompanhar
Fazes de mim um virtuoso
e por tuas notas ando a vaguear
Tocas um chorinho carinhoso
P’ra nossas vidas deslumbrar

 

de: fernando ramos

 

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publicado às 16:03


510 - SEDE DE DEUS

por Fernando Ramos, em 07.02.17

 

 

SEDE DE DEUS

 

Vivi na longa escuridão
E p’lo Divino fui iluminado
Comigo morava a solidão
E agora de fé, estou tocado
Ele mostrou-me, o que não queria ver
E fiquei deveras preocupado
Por tanto tempo andar a perder
Sem seu amor então encontrado

 

Neste meu brando despertar
Minha vida totalmente mudou
A luz que minha alma veio habitar 
Faz-me revelar, que só não estou
Agradeço ao Altíssimo Deus
Por tanta bondade sua
Amo outros irmãos meus
E a escuridão por mim recua

 

Agora, sou escravo da alegria
E pró futuro despertei
Terminou minha agonia
Em solidão não mais viverei
Na minha busca de verdade
A sede de Deus fui encontrar
A ele, devo minha liberdade
P’ra sempre o irei amar

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 12:32


509 - SOMOS FILHOS DE OPERÁRIOS

por Fernando Ramos, em 07.02.17

 

 

SOMOS FILHOS DE OPERÁRIOS

 

Somos filhos de operários,

com muito orgulho
E comemos o pão que o diabo amassou
Meus pais, laboraram bem no duro

Até à velhice, que infelizmente terminou


Eram operários, e os filhos criaram
Nossos pais de absoluto amor
Por nós, muito se sacrificaram
Dando-nos o difícil pão do seu labor

 

Recordamo-los

Com incomensurável saudade

E seu amor p’ra nós era a voz de Deus
Deixaram em meu coração sua bondade
Como a todos os outros, irmãos meus

 

Seus exemplos, é a nossa esperança
E um dia, os voltaremos abraçar
No céu, Deus lhes oferece a bonança
Que a vida cá, não lhes soube dar
Foram operários toda a sua vida
Com dignidade, honra, e gratidão
Deram-nos tudo, até à sua partida 
Herdando nós,

Um mar de amor no coração

 

de: fernando ramos

 

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publicado às 10:26


508 - ESPELHO SEM DÓ

por Fernando Ramos, em 06.02.17

  

 

 

ESPELHO SEM DÓ

 

Estás sentada, 
e na tua frente o espelho
Olhas o rosto, 
e reparas nas tuas rugas, 
e pensas: 
Como o tempo passou meu Deus!
E notas que ruga após ruga
há nelas histórias de tua vida,
escritas num livro 
onde diariamente deixas momentos 
vencedores e vencidos,
até o inicio de vida a dois lá está

quando eram ingênuos, e daí?...

pensas!

 

Um grande amor te aconteceu
e contigo vive até hoje,
apesar de já ter passado alguns anos
Anos de muitos altos e baixos,
anos que trazem lembranças 
de bons e menos bons registos
Olhas p’ro lado do espelho
e vês fotos de quando eras 
muito mais nova
Uma lágrima cai no teu infinito,
e voa numa leve brisa de tristeza

De repente, te lembras dos filhos, 
aí sorris... 
Sentes saudades das suas meninices, 
ou quando em bebés te sugavam os seios,
na sua sofreguidão de viver , 
oferecendo-te um feliz natal à vida
Isso por momentos te conforta,
mas novamente a tristeza surge

em teu rosto 
Outra ruga que teimosamente se vinca 
na tua pele, traz mais recordações 
menos positivas, 
como quando foi a saída 
dos filhos do teu lar, 
porque também eles 
encontraram o seu grande amor

 

E outra lágrima acontece, 
mas esta não chega 
ao teu infinito diário de recordações
Porque apesar de estares menos jovem,
contigo ainda está o amor de tua vida,
que o preservas como um acto de posse
e que, ainda te preenche as noites 
e te as torna sempre doces, 
nem que seja só

p´ra te aconchegares a seu peito 

e sentires seu calor, e o seu respirar,

recordando que e só tu e ele

sabem dos tantos enlaços 

E, então, com um sorriso 
lembras-te que na morna luz da tarde,
com ele passeias todos os dias 
p’lo parque verde do bairro, 
onde tantas, e tantas vezes se amaram, 
como um poema de Florbela Espanca

 

Maldito espelho sem dó, 
pensas:
Porque me envelheces?
E outra lágrima cai 
no teu colorido jardim 
de lembranças

De: fernando ramos

 

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publicado às 16:15


507 - A LUA E AS MADRUGADAS

por Fernando Ramos, em 06.02.17

 

 

A LUA E AS MADRUGADAS

 

Vejo o raiar da lua
Ao nascer da escuridão bela
A noite é minha é tua
E da lua, todos gostamos dela

 

É alegria das madrugadas
Nelas definimos juras de amor
A lua, e elas são felizardas
Assistem ao nosso esplendor

 

Guardamos a lua no coração
E as madrugadas no sentimento
Quando a olhamos, sentimos emoção

 

Perpetuando o acontecimento
A lua será o nosso aconchego 
As madrugadas, o desassossego

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 13:08


506 - EM NOME DA DEMOCRACIA DELES

por Fernando Ramos, em 06.02.17

 

 

 

EM NOME DA DEMOCRACIA DELES

 

Vieram juizes, e homens ilustres
Sábios de lacinho e cartola
Conselheiros, e mais tretas embustes
Maus políticos, e outros tristes de estola

 

E nas entrelinhas do terror

Todos vieram em nome

da democracia deles

 

Vieram os Algozes e seus cães de guarda
Pulhas, corruptos, e mentirosos à carta
Vieram os profetas da desgraça parda
Trazendo o desemprego, a fome,

e a miséria farta

 

E entre rios fragmentados de tristeza

Foi tudo em nome da democracia deles

 

E levaram:
Os católicos, Muçulmanos, Protestantes
Hindus, Budistas e outros Santos

 

E mergulhados no meio da esperteza saloia

Fizeram tudo em nome da democracia deles

 

E levaram:
Os Operários, Agricultores, Professores
As artes, o Desporto, e os Sonhadores

 

E levaram:
Comunistas, Democratas, Socialistas 
Gente de bem e até os Campistas

 

E levaram:
Os pobres, Velhos, Crianças,
Funcionários Públicos, Pastores,
A mim, e todos os outros sem aliança

 

E tudo, mas tudo

Em nome da democracia deles

 

Agora já pouco resta

Pobre Democracia que
em teu nome, tudo fazem,
tudo permitem
e se preparam para nos
dar o inferno

Mas o povo, o povo 
na sua velha sabedoria
Simplesmente diz:

NÃO, NÃO, E NÃO !!!

 

de: fernando ramos

 

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publicado às 11:56


505 - EUROMILHÕES DA FELICIDADE

por Fernando Ramos, em 06.02.17

 

 

EUROMILHÕES DA FELICIDADE

 

A sorte é para que é,
diz o povo na sua razão
Alguns prometem Fátima a pé
se ganharem muito tostão
Então, jogam no Euromilhões
os apostadores matreiros
À espera de uns milhões,
para serem ricos de dinheiros

 

A sorte não se tem,
a sorte tem de se procurar
É que, com pouco vintém
muito se pode ganhar
Na certa, até a vais encontrar
no mais simples pormenor
Num sorriso, ou num olhar
em alguém que te dá o melhor

 

E nessa amizade podes apostar,
porque ai, a riqueza é experta
Tudo que tens podes jogar
e arrecadas muito pela certa 
Joga forte e com amor,
e ganhas o teu passaporte 
Viajarás na felicidade sem dor,
e eu, te desejo boa sorte

De: fernando ramos

 

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publicado às 10:27


504 - CONTESTATÁRIO

por Fernando Ramos, em 05.02.17

  

 

CONTESTATÁRIO

 

Contestatário, eu sei que sou
mas que posso fazer,
se grande parte de minha vida 
andei no leme à bolina,
procurando um farol que
me indicasse um porto 
p´ra mergulhar minha âncora

 

Minha vida foi como trepar 
Por uma calçada acima,
hora a hora, dia a dia
num grande sofrimento de ciclista
que procura a sua meta,

onde a vitória por vezes não sorri,
mas nem é tão vital pró destino

 

Nasci no após guerra,
e agradeço a Deus por me salvar
dos seus malefícios
Mas encontrei outra guerra,
não tão mortífera claro,
mas a guerra da sobrevivência
Tudo tem o seu começo,
o meu foi na infância,
e só Deus e eu, é que sabemos 
como foi subir a tal colina da vida

onde fui apanhando daqui, e dali,
parecendo mais um boneco,
mas sempre em pé
Construindo meu futuro
como se constrói melodias,
não as de Chopin,
ou uma opera de Verdi,
ou até as loucuras de Mozartt,
mas aquele futuro, em que a música 
por vezes é bem desafinada

 

Noutras alturas, minha sobrevivência
era mais uma autêntica poesia 
de expor a alma
Com sonetos de tristeza, 
sofrimento, e até por vezes
alguma felicidade,
que hoje p´ra mim, toda 
esta arte poderá ser o meu ego,
ou um lindo poema de vida

 

de: fernando ramos

 

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publicado às 20:08


503 TEU SORRISO, O MEU FAROL

por Fernando Ramos, em 05.02.17

 

 

TEU SORRISO, O MEU FAROL

 

Longas são as horas,
os dias, e até os anos
Mas neste percurso de tempo,
teu sorriso enche minha alma 
Ele, é envolvido numa auréola,
que sem esforço e dedicação
me embebeda de prazer
Sinto um mundo brilhante
em teu sorriso,
e só de o olhar
construo meu caminho
num mimo perfeito e sem dor

 

Nele, apenas procuro o fácil 
e o rápido de alcançar
o sabor da vida 
Aquele sabor que nos deixa feliz 
por ter esse sorriso livre de más 
vontades e de rancor
Pobres aqueles, que não sonham 
sequer com um sorriso desses
que é para sempre meu, 
o meu farol

Ele me indica o caminho certo 
do teu bom porto, 
onde irei ancorar
E me fará sempre ir mais além,
em busca da felicidade a teu lado,
que se vai cimentando no teu
exuberante sorriso

 

de: fernando ramos

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publicado às 18:47


502 - AMAR SEM PECADO

por Fernando Ramos, em 05.02.17

 

 

AMAR SEM PECADO

 

Cristo morreu na cruz
Deixando o amor como sua luz
Por nós ele muito padeceu
E foi morto por um ateu

 

Transmitia o seu amor
E por nós morreu na dor
Passando tal sacrifício
Aos cristãos, desde seu inicio

 

Que Deus perdoe o mundo
Por tão grande ingratidão
E oferte seu amor profundo

 

A todos por si criado
Trazendo-nos luz ao coração,
P´ra amar-mos sem pecado

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 16:26


501 - O ESTORNINHO

por Fernando Ramos, em 05.02.17

O ESTORNINHO

 

Ando por aqui perdida
Não encontro meu poleiro
Sou ave, em busca de comida
Ainda sofro um tiro certeiro

 

E neste meu voar baixinho,
Minha vida é de perigos sem fim
Sou um Estorninho pequenino
Que voa, voa, voa por ai

 

Vou de galho em galho
Procurando meu conforto
Assim um caçador baralho
Senão ainda apareço morto

 

Quero construir meu ninho
Bem juntinho ao mar
Lá, a brisa vem de mansinho,
E não virá ninguém me caçar

 

Ali morarei, e irei viver,
Mais tempo que o normal
Por lá arranjarei de comer,
E nenhum tiro me será fatal

 

de: fernando ramos

 

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publicado às 14:19


500 - SANTA UNÇÃO

por Fernando Ramos, em 05.02.17

 

 

SANTA UNÇÃO
 
Este é o momento final
E já vejo a luz bem pertinho
É Deus que dá o sinal
Indicando-me seu caminho
 
Preso à vida ainda estou
Aguardando a Santa Unção
Murmúrios meus lábios rezou
Por minha pena, e perdão
 
Ouço trinados celestiais
Numa guitarra vadia
Chorando lágrimas mortais
Num fado que ela gemia
 
Os Anjos me estão a chamar
E no Evangelho está na hora
Meu coração vai parar
Num paraíso que adora
 
Neste momento da partida
Eu me entrego ao Criador
A alma, do corpo vai de saída
Num um último suspiro sem dor
 
E no céu de felicidade
Encontro Deus e sua razão
Os Santos por caridade
Me deram a Santa Unção
 
de: fernando ramos

 

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publicado às 10:06


499 - PRIMAVERAS FRESCAS

por Fernando Ramos, em 04.02.17

 

 

PRIMAVERAS FRESCAS

 

A primavera na estação aparece

Num suave jardim silvestre
E o fresco florir acontece
Com a bonita magia campestre

E nuvens, se vão sumindo no tempo
Com primaveras frescas de rosas mil
Que brotam fragrâncias ao vento
P´las chuvas de Março e Abril

 

Bem hajam jardins floridos
Repletos de tantas flores
Oferecidas a corações coloridos

Chainhos de puros amores

 

A primavera é sinal da vida
E causa-nos algum bem estar
É como a paixão sentida
Nascida para quem vai amar

Ela tem o Verão há porta
Que de mansinho deixará entrar
Nele a primavera se conforta
No seu calorzinho de abrasar

 

De: fernando ramos

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publicado às 22:14


498 - O VELHO DA CALÇADA DE ALFAMA

por Fernando Ramos, em 04.02.17

 

 

O VELHO DA CALÇADA DE ALFAMA

 

Num passo lento e seguro
A calçada é subida por magia
Por um homem velho, mas duro
Que nela vai sem nostalgia

 

Aquela calçada de algum engano
Onde o tempo, é o seu dono
Ao velho causa desassossego e dano
Na subida que o leva ao trono

 

E dia após dia, o ritual é cumprido
Num cansaço que não desaparece
Mas naquele absurdo silêncio sumido
O velho de Alfama, não esmorece

 

No seu caminhar de absoluta beleza
O homem velho, sonatas de amor oferece
Aos novos que o olham com subtileza
p´la calçada onde o sonho não padece

 

E ele, vagarosamente por ali acima vai
Conhecendo cada pedra da calçada
Uma lágrima do seu rosto, cai
No chão, da sua vida caminhada

 

de: fernando ramos

 

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publicado às 18:10


497 - OS NARCISOS DO NOSSO JARDIM

por Fernando Ramos, em 04.02.17

  

 

OS NARCISOS DO NOSSO JARDIM

 

Olho os Narcisos do nosso jardim,
e tu dizias: 
Eles são o nosso 
puro sentimento de amor,
que nos acompanharão 
p´ra sempre

 

Agora à mesma hora do dia,
estou por aqui 
desde que meu coração 
ficou só, e na espera 
que se torna eterna

 

Aqui, onde planeámos,
beijamo-nos, e nos amámos,
numa mitiga esperança 
de vivência comum,
deixadas em eternas

juras de amor,
tínhamos os lindos

Narcisos silvestres
como testemunhas 
da nossa ternurenta 
paixão sem pecado


Lembro-me em cada pétala
das nossas juras,
das gargalhadas de felicidade,
dos nossos murmúrios
sem dogmas e sem leis

 

Agora, meu coração sangra
por ti, na companhia 
dos nossos Narcisos amarelos
neste jardim dos gloriosos 
dias que juntos sonhávamos

 

Hoje, o tempo para mim parou
Partiste com os Anjos
para a glorificação 
eterna de Deus
E eu, eu fiquei só, tão só, 
e até que os Narcisos 
já não apresentam 
a mesma frescura


O nosso jardim entristeceu

E eu espreito o horizonte 
com uma réstia de esperança,
aguardando que os Anjos 
também me levem p’ra junto de ti,
onde te entregarei alguns

dos nossos maravilhosos Narcisos

 

de: fernando ramos

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publicado às 12:05


496 - TUAS PÁGINAS NÃO LIDAS

por Fernando Ramos, em 04.02.17

 

 

TUAS PÁGINAS NÃO LIDAS

 

Ao ler o livro de teu corpo
Encontro folhas perdidas
Murmúro a revolta num sopro
P´las páginas não lidas

 

Leio-as todas no nosso leito
Com o entusiasmo de sempre
Passarei uma, a uma, do mesmo jeito
Quando de paixão te deixo ardente

 

Nesse teu livro de amor
Eu, o vou ler em fervor
Sentindo tua doce emoção

 

Como um trampolim de sonhos
Que não traz dias tristonhos 
Ao meu pobre e feliz coração

 

De: fernando ramos

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publicado às 10:14


495 - GOLPE INFELIZ

por Fernando Ramos, em 03.02.17

 

 

GOLPE INFELIZ

 

Num golpe infeliz e despropositado
Nesta guerra besta e sem lei
Alguém por mim foi baleado
E minha fuga não preparei

 

Na garupa de um cavalo branco,
Fujo montado de raiva e desespero
Com a crueldade, e ódio, que é tanto
Desta guerra aniquilada de exagero

 

Peço aos guardiões de meu inferno
Que não me falem no destino traçado 
Estupidamente matei neste inverno
Num acto triste e consumado

 

Sei que me espera a solidão,
Nem o purgatório me salvará
A Deus imploro seu perdão,
Meu espirito jamais matará

 

E num campo de narcisos brancos
Quero que meu corpo seja sepultado
Junto de heróis vencidos por uns quantos 
Dum lugar que tristemente me sinto culpado

 

De: fernando ramos

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publicado às 21:57


494 - TEMPOS DE CHUVA

por Fernando Ramos, em 03.02.17

494 (1).jpg

 

TEMPOS DE CHUVA 

 

O Inverno se aproxima normalmente,
com o continuar da vida
Sempre do mesmo modo naturalmente,
como a onda que à areia chega vencida

São tempos de chuva que aí estão,
seguindo as estações do ano
Depois do Outono, que é seu irmão
chega o Inverno que causa dano

Nós também temos nosso Inverno,
que paulatinamente chega no tempo
Para alguns, por vezes é um inferno
na sua solidão de passo lento

Esses, são os nossos tempos de chuva
que a idade não perdoa
Onde alguns a vida é mais turva,
porque a miséria a eles, lhes soa

E neste Inverno da vida,
pouco mais resta que esperar
A família, ás vezes não é uma saída
para quem precisa tanto de amar

de: fernando ramos
25.3.2006

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publicado às 19:21


493 - AMO A PÁTRIA

por Fernando Ramos, em 03.02.17

 

 

AMO A PÁTRIA

 

Amo esta pátria que é a minha,
é tua, e de muitos outros 
que acolhe com simpatia
Ela me dá prazer, desilusão,
dissabores, e por vezes revolta
Mas que fazer... 
Amo esta Pátria! 
Deus que me explique porquê
este desamor e amor,
se ela é a dor, e o doce 
no meu viver
Ela é a minha alma,
que um dia se vai soltar 
de meu pobre corpo que fica
Mas a pátria... 
A minha pátria,
vai no meu espírito alegremente, 
como se fosse um divertimento 
de Mozartt

 

de: fernando ramos

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publicado às 17:49


492 - UM NÃO PURO

por Fernando Ramos, em 02.02.17

 

492.jpg

 

 

UM NÃO PURO

 

Uma nuvem de pó negro,

cobre os raios solares da tarde

que entra por uma janela da cadeia 

E junto dela amarram 

quem não é cobarde    

É alguém que lá vive com a esperança,

a sua única réstia de liberdade

Que a persegue, e não se cansa,

porque a procura de vontade

 

Quem o prende, são os abutres do terror

Jogam sua vida num inferno profundo

obrigando-o a um refugiou de pavor,

com medo que ele fale ao mundo

Está sitiado na sua cidade,

não sai porque lhe espera a morte

Talvez a sua chave de liberdade

e por tudo que sofre, a sua sorte

 

É indesejado porque diz sua razão,

que não é a do poder instituído

Que lhe rouba, prende e maltrata sem a noção,

de ser a sina dos insatisfeitos de orgulho ferido

Diz que é preciso dizer não, um não puro

ao analfabetismo, à miséria e à justiça perdida

Eles o torturam, e o rodeiam com um muro,

que lhe ocultam o sol, o amor, 

a solidariedade, e a vida

 

São os esbirros que nada constroem,

nem o saber, a cultura, ou uma cena de teatro, 

São os odiosos que tudo destroem,

só merecem desprezo e pena

E nesta prisão sem lei constituída,

padece um lutador de estigmas impostos

Que ama a vida, e quer a pátria renascida 

Pró povo que à luta, estão dispostos

 

de: fernando ramos

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publicado às 12:21


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