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48 - FUGIR DE MIM

por Fernando Ramos, em 30.09.16

48 (1).jpg

 

  • 48 - FUGIR DE MIM
  • Sinto que a noite
    de mim está fugindo
    talvez, para que
    eu não ame
    quem meu ser deseja 

    Este amor tem sido
    o companheiro na minha
    imensa escuridão
    e não deixa que a solidão
    tome conta de mim
  • Amanhã pela aurora 
    o sol vai aparecer
    na crista de uma onda
    de mares procurados
    E nela virá amores desavindos
    que se encontram perdidos
    nas noites que outrora fugiram
    mas que se vão encontrando
    num tempo não distante
  • E no sol sentirei seu calor
    que fará que eu não deixe
    de me entregar ao meu amor
    que é a musa das noites
    que agora me querem deixar 


  • de: fernando ramos

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publicado às 22:41


1057 - PROCURO A PAZ

por Fernando Ramos, em 30.09.16

 

1057.jpg

 

1057 - PROCURO A PAZ

 

Procuro a Paz para puder sorrir

Preciso dela p´ra saber amar

Se não a encontrar sei que vou partir

P´ra outro destino, p´ra outro lugar

 

Vivo num silencio tão triste

Mas já sorri de felicidade

E recordo esse sorriso

Na dor da minha saudade

 

P´lo meu rosto marcado

Corre meu olhar triste

Parecendo um condenado

Que à incerteza da Paz resiste

 

E meus olhos não querem ver ninguém

Apenas querem a Paz da noite calma

Porque meu cansaço não vai mais além

Dentro da tristeza que me doi na alma

 

Procuro a Paz para puder sorrir

Preciso dela p´ra saber amar

Se não a encontrar sei que vou partir

P´ra outro destino, p´ra outro lugar

 

de; Fernando Ramos

 

 

 

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publicado às 21:45


47 - MEU ROSTO VELHO

por Fernando Ramos, em 30.09.16

47 (1).jpg

 


MEU ROSTO VELHO

Desculpem meu rosto velho
Que se arrasta no tempo
Fazendo esboçar a revolta
P’la falta de compreensão
Dos invernos passados
Por todos os rostos enrugados
Desculpem meu rosto velho
E o que vai na alma, de quem
Ofereceu muito aos outros
E como retribuição recebeu
A solidão desesperante nas noites
Que teimam em não chegar ao fim

Desculpem meu rosto velho
E da falta de esperança
Num bom amanhã, que nunca teve
Porque se foi escapando entre
Dedos das mãos, a quem a vida
Não perdoa pelo tempo gasto

Desculpem meu rosto velho
E o de todos os outros
Que se encontram abandonados
À sua triste sorte
Nas solitárias rugas da vida
Que o tempo não perdoou

Desculpem meu rosto velho
Como um dia alguém terá
De desculpar o vosso rosto
E pela falta do vosso amanhã
Em que sofrerão a mesma solidão
Que só vos deixará no vosso fim

DE: FERNANDO RAMOS

 

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publicado às 16:26


46 - CARTAS DE AMOR

por Fernando Ramos, em 30.09.16

46 (1).jpg

 

 
46 - CARTAS DE AMOR
 
Cartas de amor escritas
com tanta paixão
são cartas que chegam 
ao destinatário que reside
em teu coração
Cartas de amor
são espelhos do 
teu rosto vagueando
intensamente 
em meus pensamentos
Cartas de amor simples
e belas são aquelas
que levam beijos, 
que zelam por ti
a todo momento
Cartas de amor,
são beijos de partida
que veem de ti,
nunca beijos de chegada
que residem em mim
Cartas de amor 
escritas com alma
são verdadeiras sem
cor, sem credo
e sem Raça

Cartas de amor
nunca deveriam 
ser fechadas sem 
primeiro serem beijadas
com muito ardor
 

de: fernando ramos

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publicado às 12:02


45 - DUVIDAS

por Fernando Ramos, em 29.09.16

 

45.jpg

 

DUVIDAS

 

Um dia,
alguém irá dizer
que existe paixão
Em actos de afectos
dados com coração,
Sim
Será que alguém,
um dia dirá que não
existe magia numa relação
Duvido
Porque se o amor existe
Existe uma razão!
de: fernando ramos
06.07.2005
 

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publicado às 22:22


44 - A MANTILHA PRETA ESPANHOLA

por Fernando Ramos, em 29.09.16

44 (1).jpg

 

 44 - A MANTILHA PRETA ESPANHOLA

 

Gosto de te ver
mulher graciosa e esbelta
com a tua mantilha
Cobrindo o rosto de olhares
indiscretos, como dando
sinal que outro amor
te pertence
Mesmo assim gosto de te ver
ao passares por mim
Não sei compreender
por que isso acontece
será por alguma magia
que possui a tua mantilha
Sei que teu coração tem dono
e não tenho ilusões
de alguma traição possas cometer
Mas resta-me a esperança
de alguma vez já não usares
a tua mantilha preta Espanhola
para que teus lábios
eu possa olhar
E um dia quem sabe
sentir quanto doces
eles são
Gosto de te ver
quando passas por mim
 

fernando ramos

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publicado às 16:17


1056- - MOMENTOS SERENOS

por Fernando Ramos, em 29.09.16

1056.jpg

 

1056 - MOMENTOS SERENOS

 

Meu amor, meu amor como esquecer
Aqueles nossos dias cinzentos
Se foram eles que nos fizeram merecer
O sol dos felizes e ternos momentos

 

Como esquecer algumas derrotas
Que a vida também nos presenteou
Hoje são vitórias que nos dão risotas
Porque no amor a gente sempre acreditou

 

Como esquecer tantos, e tantos erros
Comentados entre lagrimas e abraços
Deram-nos lições e alguns segredos
Aproveitados em íntimos pedaços

 

Como esquecer a triste solidão
Que por ocasiões a vida nos brindou
Percebemos aí a mensagem do coração
Que nos palpitava p´la bela união que criou

 

Como esquecer fugazes chamas de tristeza
Que estiveram presentes no dia, a dia
Tudo isso guardamos num baú como riqueza
E não fracassos de música de má melodia

 

Como esquecer meu amor, meu amor
Tais momentos grandes e pequenos
São as histórias vividas no ardor
Dos tempos rebeldes e serenos

 

De: Fernando Ramos
 

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publicado às 16:01


43 - AMIZADE PERTURBANTE

por Fernando Ramos, em 29.09.16

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  • 43 - AMIZADE PERTURBANTE
  • Ela mais uma vez não está,
    já todos sabiam
    Mas volta, volta sempre,
    dizem amigos de ocasião
    que gostam dela,
    e do seu jeito intimista
    Ela não os desilude
    quando está presente
    Sua sensualidade é perturbante
    de mais para seus dois amigos,
    que angustiados olham
    para tanta beleza de seu corpo,
    cuja as formas os faz sonhar
    Os dois a amam,
    mas ela é como as aves,
    sem poiso que seguem
    por vezes seu caminho
    para os mares do sul,
    e só voltam quando o vento
    muda de direcção
    E de vez enquando,
    o vento muda,
    e seus amigos tem esperança,
    mas ela depois volta sempre
    para lá com as aves,
    nunca fica
    Tornando esta amizade
    cada vez mais perturbadora
     
  • fernando ramos

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publicado às 11:26


42 - REVIVER O PASSADO

por Fernando Ramos, em 28.09.16

 

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42 - REVIVER O PASSADO
 
Recordar minha vida
É quase como voltar ao tempo 
Do preto e branco
Não que ela não tenha
Algumas cores
Mas também não a troco
Por outra, por muito
mais colorida possa ficar
E nem por mais um dia de ilusão
Só de me lembrar
De quando era menino,
E minha mãe me encostava
A seu peito, e eu baixinho
Dizia de como gostava dela
Dá uma grande saudade
Pedir para ela voltar
Impossível é, e eu sei que é 
Mas se o regresso acontecer
Para minha mãe aqui vou estar
Oferecendo-lhe flores de todas 
As cores, donde brotam infinitos
Odores de amor de suas pétalas
E eu, pedindo novamente 
O colo que perdi
Esperando que ela
Nos meus ouvidos, sussurrando 
Me dê conselhos de mãe
Que tanta falta me estão fazendo
Reviver o passado
Torna-se penoso
Porque o passado não volta
E minha mãe
Jamais aqui vai estar
Oxalá eu ande enganado
 

fernando ramos

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publicado às 21:45


1055 - GENTES RENDIDAS AO BELO E AO AMOR

por Fernando Ramos, em 28.09.16

 

1055.jpg

 

GENTES RENDIDAS AO BELO E AO AMOR

 

A corda da guitarra chora
Lágrimas tiradas na dor
Atreve-se o coração na hora
Oferecendo o palpitar de amor

 

E o poeta p’ra guitarras compõe
Poemas de seu belo prazer
Elas trinam melodias que expõem
Fadistas suas poesias dizer

 

E no canto da garganta afinada
Corre fado soberbo e encantador
É de letras de vida realizada
Em pingos de puro candor

 

E o guitarrista muito se atreve
A dedilhar na gostosa emoção
Vai-lhe o grito no caminho breve
Na garupa dum cavalo alazão

 

O poeta que seu poema escreve
P’ra fadistas exaltarem a vida
Com guitarras que a arte serve
Numa paixão soberba e desmedida

 

E no acto artístico de total esplendor
Nasce nova primavera de dons
P'ra gentes rendidas ao belo e ao amor
P’lo fado, o escrever e novos sons

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 17:11


41 - SAUDADE DE INVERNO

por Fernando Ramos, em 28.09.16

 

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41 - SAUDADE DE INVERNO
O inverno chegou
A chuva miudinha bate 
Na vidraça de minha janela
O vento assobia como se fosse
Por magia, anunciando
Os dias tristes
Que se aproximam
Este é sempre um sinal
De que o Inverno começou
Lembrando o passado
De anos próximos
Em que meus pais no início 
Da época das chuvas e do frio
Me aconchegavam, 
Junto da janela 
Onde eu repetidamente 
Olhava a chuva
Ouvindo o ruidoso vento
Que saudades eu tenho deles
E destes belos momentos
O bom Deus
Os chamou ainda cedo
Deixando-me só na casa
Onde todos os dias
À minha lareira
Junto da ombreira da porta 
Os recordo
E, ao ouvir o vento
Como neste Inverno
Me lembro da voz de minha mãe 
Gritando para não me aproximar 
Da velha porta da rua
Porque o vento, e a chuva
Daquela altura do ano
Poderia trazer-me doenças
Próprias de Inverno
Pai e mãe!
Deixaram-me só 
Com a preciosa recordação 
Dos nossos Invernos 
Mas o velho vento
E a chuva miudinha
Que sempre bate
Na nossa vidraça
Esses ficaram
Para outros Invernos
Como minhas lembranças futuras

Fernando ramos

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publicado às 15:32


40 - A VERDADE DE EXISTIR

por Fernando Ramos, em 28.09.16

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 A VERDADE DE EXISTIR
É verdade que não existes
Enquanto houver quem não te veja
Porque se existir quem te veja
A verdade de existires
É verdadeira
Alguém me diz que te encontrou
E aí eu acreditei
Foi o meu anjo 
Portador da boa nova
Da verdade que sempre existes
Porque te escondes da verdade
Se dela não deves ter medo
Quem se esconde atrás da verdade
Não quer da verdade saber
Se é verdade que dela te escondes
Qual o motivo verdadeiro
É porque existes
Se não tiveres motivo
Deixa a verdade acontecer

de: fernando ramos

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publicado às 10:26


39 - FELICIDADE

por Fernando Ramos, em 27.09.16

39 (1).jpg

 

39 - FELICIDADE


Alguém sabe o que é a felicidade? 
Penso que a felicidade é amor 
Bem aventurados aqueles 
Que sabem o que é a felicidade e o amor 
Saber amar, é amar muito, é desejar, 
É ser desejado e ter alguém que também o ame 
Mas amar não é possuir, ou ser possuído 
Isso é sentir um desejo profundo de querer 
Amar é estar com quem se quer amar 
E saber que o outro sabe de nós
E que nos ama quando precisamos 
De ser amados
A amar é sentir a felicidade
E a felicidade é amor

de: fernando ramos

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publicado às 23:00


38 - A COLINA

por Fernando Ramos, em 27.09.16

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A COLINA

Ao subir a longa colina
No meio, fui descansar
Estava tão exausto
Que por ali tive de ficar
Passado algum tempo
Ganhei forças para andar
Subi mais um pouco
Mas acabei por parar
Estava eu, a voltar andar
Quando para cima olhei
E ao ver o cimo da colina
Tão preocupado fiquei
Não é que a minha amiga colina
Muito cumprida, ela é
Ainda vou perder algumas horas
Para ao cimo, chegar a pé
E vou por ali acima de abalada
Que de forças já estou capaz
Ao estar próximo da chegada
Vi lá um grande cartaz
O tal cartaz dizia assim:
Vieste tu por aí fora
E como prémio te digo
Adeus, ó vai-te embora

Pensava que ir ao topo da colina
Era preciso persistência e arte
Afinal, não passou de tolice
Para não dizer um disparate

de: fernando ramos

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publicado às 17:55


1054 - BRILHOZINHO MISTERIOSO

por Fernando Ramos, em 27.09.16

1054.jpg

 

 

1054 - BRILHOZINHO MISTERIOSO

 

Quando te vi pela primeira vez
Meu coração pousou no teu
Palpitou tanto até que fez
Ele amar perdidamente o meu
Como foi bom e valeu a pena
Essa paixão tão determinada
Poetas inspiraram-se nesta cena
Versejando arte terna e aveludada

 

Hoje meu corpo no teu se atreve
Entregando todo malicioso sabor
E tu me queres em suspiros breve
Depositando em mim todo esse ardor
E tanto vibramos nesta paixão
Tocada ao som ritmado dum tambor
Quanto mais a ela nos entregamos
Mais forte é o nosso louco amor

 

Desde que te vi por esse tempo
O coração em ti está refastelado
Desde aí não perdemos um momento
Amando-nos num leito apaixonado
No céu um brilhozinho misterioso
Mostra as estrelas a sorrir de nós


Sabem que este é um amor curioso
Que até a Lua nunca nos deixa sós

E no adormecer da noite estrelada
Entrelaçados por ali nos deixamos
Saboreamos a paixão talhada
Do momento que nele bem dançamos
E nossos lábios aos prazeres se entregam
Soltando murmúrios e puros beijos
Que p'los ondulados corpos navegam
Aportando no cais de nossos desejos


De: Fernando Ramos

 

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publicado às 17:15


37 - MINHA CORAGEM

por Fernando Ramos, em 27.09.16

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MINHA CORAGEM

Tenha eu coragem
De viver um dia de cada vez
Na doce loucura De te amar
Deus faça com que eu nunca
Te esqueça, apesar da saudade
Me fazer perder a razão
Nas noites vazias
E que me deixe amar
Sem odiar tuas ofensas
Tenha eu sempre vontade
De procurar minha alma em ti
E que a solidão
Nunca me sirva
De má companhia
Para momentos de pecado
Meu Deus,
Tenha eu coragem para viver
Sem esta dor
E que este amor
Nunca fuja de ti

de: fernando ramos

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publicado às 11:01


1053 - FADO DO POVO

por Fernando Ramos, em 26.09.16

1053.jpg

 

1053 - FADO DO POVO

 

O povo canta a musica dele
Com a emoção junto à saudade
Ele sente-a, e não é aquele
Que ama a poesia sem liberdade

 

O fado é a sua nobre canção
Que se ouve alto e baixinho
Traz da garganta e do coração
Letras dedilhadas devagarinho

 

Elas dão melodias simples e bela
Que entra na alma emocionada
Alguma tristeza também vai nela
Com sua solidão condicionada

 

A fadista puxa, puxa pela voz
Deixando cair em seu regaço
Poemas livres de dor atroz
Cabendo inteirinhos nesse pedaço

 

E na sua garra que atordoa
Chora a saudade que gira nela
De si sai um poema que magoa
Num fado que se escuta na viela

 

Ele é a alma poética e a raça dum povo
Gravado em preciosos pergaminhos
Deles se inspiram p’ro poema novo
Oferecendo ao fado futuros destinos

 

De: Fernando Ramos
 

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publicado às 21:49


36 - EU TE PROCUREI

por Fernando Ramos, em 26.09.16

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EU TE PROCUREI
 
No mundo perdido andei
E por vários mares naveguei
Procurei-te por todo lado
E às estrelas por ti perguntei
De lá, elas disseram
Que ao mundo tu vieste
Porque tinhas de me amar
E eu, passei longo tempo
Sem alguma vez te encontrar
Minha vida não tem mais sentido
Por todo lado andei
E até nas montanhas do norte
Eu te procurei
Onde andas meu amor?
 

De: fernando ramos

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publicado às 21:35


35 - TENHO PRESSA

por Fernando Ramos, em 26.09.16

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35 - TENHO PRESSA
 
Tenho pressa de partir
Para lugares bem longínquos
Por lá quero ficar 
E nova vida encontrar
Tenho pressa de partir
E desta solidão fugir
Encontrar novos caminhos
E a meu Deus poder servir
Tenho pressa de partir
Do destino que me persegue
Não ter como companheira 
A tristeza que me segue
Tenho pressa de partir,
Ó vento levai-me para norte
Para as terras do meu amor
Onde mora minha sorte
Tenho pressa de partir
Para num novo mundo viver
Lá começar tudo de novo
Mudar de vida, tem de ser

de: fernando ramos

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publicado às 14:25


34 - BORBOLETA DE MIL CORES

por Fernando Ramos, em 26.09.16

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34 - BORBOLETA DE MIL CORES
Borboleta que não paras de voar 
Pela roseira do meu jardim
Vais de ramo em ramo
Procurando um bonito lugar ali
Voa, voa, linda borboleta
enche-me a alma de alegria
O teu voar é tão bonito
Quanto minha alma queria
Minhas rosas ficam lindas
Quando a elas chegares
Teu pousar tem mais graça
depois do lugar encontrares
borboleta de mil cores
Que caminho procurais 
Não gostas do meu roseiral
Ou são picos demais
Linda borboleta de tantas cores 
Já vais cansada de voares
Minhas rosas ficam tristes
Se à minha roseira não voltares
Ó borboleta minha
Mais de mil cores tinhas tu
Voavas pelas as minhas rosas
Como em mais jardim algum
Deus levou-te para outros voos
E a linda roseira deixas-te,
Tristes todos nós ficamos
Porque para outro jardim voaste

de: fernando ramos

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publicado às 10:20


33 - EXTREMISMO NÃO

por Fernando Ramos, em 25.09.16

 

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33 - EXTREMISMO NÃO!

O mal do ser humano 
É o seu extremismo absurdo
Que em algumas situações 
Leva à loucura total
Alguns são fanáticos
Outros radicais loucos
Que só espalham o mal
Por países cada vez
Mais miseráveis
À gente que mata por 
Ideologias estúpidas e sem nexo
Quem sofre é sempre o mesmo
Os mais desfavorecidos 
Deste mundo incompreendido
Deus no seu imenso coração
Nos perdoe a todos
E nos conceda outro mundo melhor
Porque este, está farto
Dos extremistas loucos 
Em que o valor humano
Não conta, a não ser
Para estatísticas
Que de nada servem
Para bem dos mais infelizes
E de muitos outros
Que mais se pode fazer
Para evitar as loucuras
De alguns fanáticos 
Que só se preocupam 
Em espalhar o terror 
Destruição e morte
Extremismo não
Grita-se por esse mundo fora 
Onde o povo está a sofrer
De uma guerra atroz
Que não termina 
Por interesses económicos
De gente sem coração

de: fernando ramos

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publicado às 22:37


1052 - MUNDO INQUIETO

por Fernando Ramos, em 25.09.16

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1052 - MUNDO INQUIETO
(soneto)

 

O mundo vive tão inquieto
Ele se agita e não pára
Morre o homem num gueto
Deitado na ferida que não sara

 

Pobre mundo para onde vais
Nas tuas tragédias de horror
Tantas mortes tão brutais
A natureza vinga sua dor

 

Destruição por todo lado
Vê-se por aí todos os dias
O presente estará envenenado

 

Só Deus sabe no seu infinito
Será que virá novo Messias
Nessa sabedoria acredito

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 18:12


32 - A ALMA NAS ESTRELAS

por Fernando Ramos, em 25.09.16

 

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A ALMA NAS ESTRELAS

 

Se minha alma
Ás estrelas chegar
É porque viaja num tempo
Que não termina
Procurando a verdade jamais vivida
E se, outras almas
De várias cores 
A minha encontrar
Fico sabendo que a alma 
Não tem raça nem cor
Mas sim vida divina
 

de: Fernando Ramos

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publicado às 16:21


31 - POLÍTICOS

por Fernando Ramos, em 25.09.16

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POLITICOS

Ser político é preciso ter arte

E não o é, quem quer
Muitas promessas se fazem
Depois é o que Deus quiser

Os políticos falam, falam
O que o povo quer ouvir
Depois é que são elas
Com promessas por cumprir

As ofertas são tantas
Que não dá para perceber
Elas não se cumprem
Vá lá o povinho entender

Nas campanhas eleitorais
Não dês vivas de vitórias
Porque se tu não ganhas 
És um contador de histórias

Toma atenção ao que dizes
Porque pode ser perigoso
É que se não cumprires
Não passa de mentiroso

Meu político amigo
Não prometas, se não podes dar
As pessoas não te perdoam
E tua honra vão manchar

Se honesto e nada prometeis
E tem cuidado com o que dizes
Porque isto da política
Não é para aprendizes

de: Fernando Ramos

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publicado às 10:22


1051 - FURACÕES

por Fernando Ramos, em 24.09.16

 

 

1051.jpg

 

1051 - FURACÕES

 

Surgem devastadores furacões
Correndo cidades que se infernizam
Levam bens e almas de gerações
P’ra um infinito onde se eternizam

 

E a história tristemente registará
Este rosário total de destruição
Procissões o povo p’los locais fará
Orando a Deus na sua fiel devoção

 

P’ra que os furacões não regressem
A Terras de triste memória
Onde na miséria ainda padecem

 

Gentes em lágrimas e gritos
Brotando a consternação obrigatória
Das suas penosas vidas de aflitos

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 22:25


30 - ESTRELA

por Fernando Ramos, em 24.09.16

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ESTRELA

 

No berço do tempo, teu sorriso vejo
No céu da bela estrela cintilante
E olhando p´ra ela
Sinto em teus lábios sentimentos

Que são mel em meus lábios
Que me abraçam 
Com as boas recordações
Dos longos beijos trocados
Entre suspiros apaixonados
E, em teu corpo esculpido
Preso ao meu, prazeres mil sinto
P´las noites de ternura intensa
E nele, p´ra sempre prisioneiro fiquei
Com a estrela da luz de teu sorriso
Bem no centro das alegrias do teu brilho
Onde perdidamente

Teus doces lábios beijo

 

de: fernando ramos

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publicado às 20:04


29 - PEQUENOS NADAS

por Fernando Ramos, em 24.09.16

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PEQUENOS NADAS

De pequenos nadas crescem
Ideias bem luminosas
De pequenos nadas nascem
Algumas descobertas perigosas
De outros nadas também
Alguns amores aparecem
E por outros pequenos nada
Alguns também desaparecem
De pequenos nadas tive
Paixões de rir e chorar
Com esses mesmos nadas
Outras mulheres fui encontrar
E venham mais alguns nadas
Para na nossa vida se encantar
Porque tantos nadas juntos
Um dia nos fazem casar
E aqui vão mais uns nadas
Para a festa continuar
É que vão por aí uns senhores
Que a nossa vida andam a estragar
Prometem tudo ao pobre povo
Até o poder alcançar
Depois de lá se instalarem
Pouco ou nada vão dar
E o povo protesta na rua
Por pequenos nadas que lhes dão
A vida está tão dura
Que já não se ganha para o pão
Aos Bombeiros, policias e a outros,
Pequenos nadas também lhes dão
Tem todos de reconhecer
Os bons profissionais que são
Vamos lá então virar isto
Com ajuda dos pequenos nadas
Porque esta vida é difícil
E o futuro não é de fadas
Com os nadas de agora
Estas brincadeiras escrevi
E vai ser dos mesmos nadas
Que vou ficando por aqui

de: fernando ramos

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publicado às 16:35


28 - LÁ NAS TERRAS DO SUDÃO

por Fernando Ramos, em 24.09.16

 

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LÁ NAS TERRAS DO SUDÃO
No Sudão, a guerra e a morte 
Andam de mãos dadas
O mundo assiste 
Como se nada fosse 
À miséria permissível 
E mantida por interesses
Dos senhores das armas
Que querem fazer 
Dos refugiados 
Criminosos de guerra
Mas onde não passam
De vítimas do terror
Lá, morre mais gente
Diariamente, que por metro
Quadrado de cereais ali plantados 
Mulheres, crianças e velhos
São sequestrados
Têm as mãos cheias de nada
E a morte como companheira
Que prematuramente por ali anda
Naquela terra a vida nada vale
E nós de mansinho a tudo
Assistimos como se nada fosse
Como se tudo, se passasse
Em casa do vizinho
Cuja porta da desgraça 
Humana se mantém fechada
Evitando assim 
Olhares indiscretos
Países ricos e poderosos
Negoceiam a venda de armas
Aos senhores da guerra do Sudão
Que fabricam a miséria e a morte
A um povo que só pede paz, pão
E um metro de chão 
Para enterrar seus mortos
Que não conseguiram
Sobreviver a este terror
Colectivo
Pobre mundo, para onde caminhas?

de: fernando ramos
27.6.2005


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publicado às 11:51


27 - AMIGOS DE INFÂNCIA

por Fernando Ramos, em 23.09.16

27 (1).jpg

 

AMIGOS DE INFANCIA

Alguns anos se passaram
E os meninos da minha infância
Se foram perdendo no tempo
Porquê? 
Pergunta estranha...
Cumplicidades, tínhamos 
Porque alguns de nós não 
Conseguiam ser miúdos
Crescendo demasiado cedo
Sofríamos algumas misérias da vida
A solidariedade não se afirma
Pratica-se constantemente
E isso pouco acontecia
Sei de alguns, que não os encontro
Talvez devido
A contingências diversas,
Que facilmente adivinharei
Meninos pobres, 
Éramos quase todos
Mas vivíamos felizes naquelas ruas
E esquinas, que eram como companheiras
Da inocência da nossa infância
Amigos dessa época
Se perderam nos anos
Onde estão eles?
Saudades eu tenho 
Dessas amizades
Mais, daqueles meninos
Que nunca o foram
Que, como eu em criança 
Sofrerem dos nadas 
Que a vida ofereceu
Amigos de infância, 
Pobres de nós
Nunca nos deixaram 
Ser meninos!

fernando ramos

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publicado às 21:14


1050 - HRIZONTE FINAL

por Fernando Ramos, em 23.09.16

 

905 (2).jpg

 

  • HORIZONTE FINAL
  •  
  • Sigo a vida serenamente
  • Pela natureza dos enganos
  • E lá vou calmamente
  • Carregando no peito tantos danos
  •  
  • Aflito, vou até ao horizonte da esquina
  • Porque tua sombra me persegue
  • E eu na esperança de ver finda
  • Uma união que já não ferve
  •  
  • Corro a dobrar essa esquina 
    Cheio de tristeza e ansiedade
  • Porque nossa vida é sofrida
  • E já nem mora a saudade
  •  
  • Tudo entre nós acabou
  • Nunca houve amor total
  • Foi um sonho que findou
  • Cedo, num horizonte final
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 20:00


26 - TANTA COISA PARA ESCREVER

por Fernando Ramos, em 23.09.16

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26 - 2 (1).jpg

 

26 - TANTA COISA PARA ESCREVER
Tenho pressa de escrever
Muito tempo já perdi
Vou brincar com as palavras
Lembrando o que vai por aí
Posso escrever da natureza
E de alguma coisa minha
Até posso escrever, ainda
Da minha bela vizinha
Então escrevo desta
E das suas belas curvas
Bem formosinha ela é
Que me deixa as vistas turvas
De outras coisas escrevo mais 
Como de olhares ocultos
Mas agora de manhã eu escrevo
Dos nossos transportes públicos
Então, falemos deles,
Um taxi que vai a passar
Leva alguém por gentileza
Com muita pressa de chegar
No Metro de Lisboa
Apertados, todos vão
Aquilo até assusta
É uma grande confusão
Ou escrevo sobre passarinhos
Que na minha janela estão
Algum tempo esperam eles 
Que lhes dê algum pão
Da falta de trabalho
Também se pode escrever
São tantos no desemprego
Que muito têm a temer
Ou da fome que por aí vai
Em locais pouco afamados,
E muitos não querem falar
Nos países desgraçados
Outras coisas poderei escrever
Como da guerra e da paz
A escolha pouco interessa
Uma ou outra tanto faz
E porque não de refugiados
que pela pobre África, vão
Já viram a miséria
Lá para as terras do Sudão
Destas vidas que se perdem
Vou então delas escrever
Teremos de ser mais solidários
Para esta gente melhor viver
Ó ricos, de cofre cheio bem fundo
Os refugiados estão primeiro
É um povo muito carente
Que precisa desse dinheiro
Vê tu mundo para onde vais
É que assim estás acabar
Tantos problemas se passam
Que não parecem terminar
Como estão a perceber
Há tanta coisa para dizer
deixem de ser preguiçosos
Vamos lá todos escrever

de fernando ramos

 

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publicado às 16:05


25 - AS CARAVELAS ESTÃO A REGRESSAR

por Fernando Ramos, em 23.09.16

25 (1).jpg

 

 

25 - AS CARAVELAS ESTÃO A REGRESSAR

Avisto três Caravelas

Que ao Tejo vão aportar
Trazem pedras preciosas
E saudades para deixar

Desejos intensos nelas virão
Que os heróis trazem do mar
Seus amores por eles esperam
É só as Caravelas, acostar

Os nossos marinheiros
Bem aventurados sejam
Por feitos que Portugal merece
Em mares que um dia navegaram
E só a eles a pátria agradece

As Caravelas quinhentistas
Célebres, elas eram em tudo
Pelos tesouros que traziam
Das suas voltas ao mundo

Em oceanos de águas profundas
Grandes tempestades passaram
Por mares muito agitados
Nossas Caravelas navegaram

Já perto vejo as Caravelas 
Que prestes estão a regressar
E ao leme os nosso marinheiros
Com muita pressa de chegar

As noivas, seus homens esperam
Que ao altar as vão levar
Porque eles lhes prometeram
Que no regresso iriam casar

Muito mais noivas esperam
Por seus marinheiros heróis
Outras vão continuar a esperar
Só três Caravelas vão atracar
Das seis que se fizeram ao mar

Estas noivas sedutoras
Outros heróis irão amar
Um dia, por outras Caravelas 
As donzelas irão aguardar

fernando ramos

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publicado às 10:37


24 - A PRAIA

por Fernando Ramos, em 22.09.16

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 A PRAIA
Hoje fui à praia
E fui só
Aquela praia que dizias
Ser só nossa, lembras-te?
Agora é só minha
Tu partiste e me deixaste
Dizes que tua alma e coração
Já é pertença de outro
Percebo isso, mas não esqueço
Que foi nessa praia
Por entre murmúrios
Que nos amámos perdidamente 
Pela primeira vez à beira mar 
Num verão escaldante
Tudo agora são recordações
Mas não deixo de pensar
Nas loucuras que passámos 
Bem juntinhos nesse areal
E com estas lembranças
Irei viver sempre 
Por isso hoje voltei à praia
e estava tão só

fernando ramos

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publicado às 21:21


1049 - UM SOL PARA MIM

por Fernando Ramos, em 22.09.16

 

1049.jpg

 

 

1049 - UM SOL PARA MIM
(soneto)

 

Se houvesse um sol só para mim
Eu amaria como uma estrela cadente
Andaríamos de mão dada por aí
Distribuindo calor a tanta gente

 

Seria o meu sublime e total orgulho
E companheiro de boa viagem
Iríamos além do bojador em Julho
Prestar a homens bons, vassalagem

 

Se tivesse um sol só para mim
Ai meu Deus... quem me dera
Daria tempo à esperança sem fim

 

Jardins seriam sempre primavera
Para o sem abrigo nosso irmão
E ofertava-lhe palavras, amor e pão

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 18:26


23 - TENHO UM ANJO

por Fernando Ramos, em 22.09.16

23 (1).jpg

 

TENHO UM ANJO
Eu, tenho um Anjo superior
Que é muito meu amigo
É ele que me protege
Enquanto sonho contigo
Sonhos bons terei sempre
Desde que o Anjo esteja comigo
Com ele, bem posso contar
Mesmo que vá perdido
É o Anjo da minha luz
Que faz minha alma brilhar
Leva-me por bons caminhos
Apesar de não ter nada para dar
Ó Anjo nunca me abandones
Até meu final chegar
Quando para o céu partir
Ao teu lado quero estar
E no Paraíso, ao entrar
Quero ter-te conselheiro amigo
Que Deus, sempre me proteja
E que tu estejas comigo

de: fernando ramos

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publicado às 14:34


22 - MINHA VARANDA DA CAPARICA

por Fernando Ramos, em 22.09.16

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MINHA VARANDA DA CAPARICA
Da varanda de minha casa
Alcanço a falésia da Caparica
Da varanda até lá
Outras casas não se fabrica

Naquele espaço de terreno
Há diverso gado a pastar
É coisa rara perto de Lisboa
Que é um regalo para o olhar
Na varanda à noitinha
De lá também vejo o mar
Apanho a brisa marítima
Em belas noites de luar
Na Costa de Caparica,
Na varanda quero estar
Apreciando a falésia e o mar
Que mais, Deus me pode dar
E lá estar, eu já sei
Que a tranquilidade é ouro
E muito próximo da cidade
Aquela paz é um tesouro
Mas que bela varanda tenho
Para os lados da Costa
Falésia, mar e sol 
Deste lugar, quem não gosta
Nesta bonita terra
Há pessoas boas e más
Os bons são muito mais
Que nos ofertam bela paz
Digam lá se não gostavam
de ter um horizonte assim
Deus deu-me esta varanda
Todinha só para mim

de: fernando ramos

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publicado às 11:35


21 - DIZER FAZ FAVOR

por Fernando Ramos, em 21.09.16

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21 - Dizer faz favor
 
É uma regra de boa educação
Se todos fossem educados
Seria uma boa razão
A Cidade do faz favor
Deve ser uma coisa boa
E esta deveria de ser
A nossa linda Lisboa
Vamos lá todos dizer
Agora e sempre em rigor
Nesta terra de educados
Se deve dizer, faz favor
E os amigos dizem assim:
Faz favor para aqui
Faz favor para ali
E faz favor também para ti
E a família também diz
Faz favor à mãe
Faz favor à filha
Faz favor ao pai também
 

de: fernando ramos

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publicado às 22:17


20 - AMO

por Fernando Ramos, em 21.09.16

20 (2).jpg

 

 

AMO
Amo as nossas noites de amor
Amo teu corpo entrelaçado em mim
Amo teus olhos verdes
Amo teu cabelo ao vento
Amo ver os morangos nos teus lábios
Amo teu corpo nu e sensual
Amo morder teus lábios
Amo quando te vejo na primavera
Amo quando me olhas apaixonadamente
Amo beijar-te com intensidade
Amo sentir que estás comigo
Amo ...
Amo ...
Amo ...

fernando ramos

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publicado às 15:00


1048 - LINGUA PORTUGUESA

por Fernando Ramos, em 21.09.16
  • 1048.jpg

     

  • LINGUA PORTUGUESA

  • Minha língua é a Portuguesa
  • Eu tanto a amo e ela me delicia
    Tenho dela a feliz subtileza
    De fazer poesia que é minha iguaria
  •  
  • É a mais bela e liberta Bandeira
    Desfraldada p’lo mundo fora
    Quem a fala não faz fronteira
    Mas amizades a toda a hora
  •  
  • Esta língua é o encanto do mundo
    E de povos que vão e vêem
    Oferecendo um abraço profundo
  •  
  • A outras línguas enormes, bem sei
    Sua fonética é suave e bem atraente
    E tão melosa p’ra um coração envolvente

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 12:22


19 - MEU CAMINHO

por Fernando Ramos, em 21.09.16

19 (1).jpg

 

MEU CAMINHO
Sei que existo,
E vou por aí caminhando
Olhando a natureza de Deus
Sei que um dia vou morrer
E meu espirito vai continuar
Procurando a perfeição
Outras vidas haverá?
Não sei,
A dúvida me persegue
Na esperança de um dia voltar
Para outras certezas saber
 

de: fernando ramos

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publicado às 11:10


18 - MINHA LISBOA ENCANTADA

por Fernando Ramos, em 20.09.16

 

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MINHA LISBOA ECANTADA

Mais de mil artistas pintaram 
Minha Lisboa de encantar
Poetas, tanto dela registaram 
Em poesia de dor, e amar
Desta nobre e linda cidade
Muito já se escreveu
Sente amor e saudade
Quem no seu meio viveu
Linda terra de marinheiros
Que partiram aos descobrimentos
Levando a cidade e seus cheiros
Nos convés de sentimentos
Caravelas ao Tejo chegavam
Da viagem muita custosa 
Traziam heróis que amavam
Sua Lisboa maravilhosa
De Alfama à Mouraria
A cidade famosa ficou
Vai ao Bairro Alto com Alegria
O turista que p’la Madragoapassou
Avenidas, ruas, e vielas
Largos, e pátios se construíram
Mais chafarizes, lagos e jardins
Na minha Lisboa floriram
Ainda mais, que por magia
Deus, deu-nos um sol brilhante
Nesta Lisboa lindíssima
Temos artistas e um Infante

Digam lá se não gostavam
De viver nesta terra boa.
Nós amamos nossa cidade
A encantada querida Lisboa

de fernando ramos

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publicado às 21:49


1047 - PELA NOITE DENTRO

por Fernando Ramos, em 20.09.16

 

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PELA NOITE DENTRO

 

Pela noite dentro
Eu te vejo a ler um livro
Sendo o silencio quebrado
Apenas quando passas as folhas
Que lês com toda atenção

 

Esse silencio amplo e mudo
Por alguns momentos quebrado
Desperta-me pensamentos
Que ocorrem nos tempos
No tempo que meu coração
Generosamente e gostosamente
Ainda palpita pelo amor
Que por ti sente

 

Esse amor continua
E meu coração palpita, palpita
Com a mesma intensidade
De amantes
Que pelas noites dentro
E bem dentro do seu silencio
Faz que nossos corpos
Procurem o caminho
Da nossa felicidade
Porque teu corpo tem
O que o meu te pede
E porque o meu tem
O que o teu deseja
E nem, paginas dum livro
Lido no absoluto silencio
Consegue transmitir
A beleza desta gostosa paixão

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 19:24


17 - VOLTA MEU AMOR

por Fernando Ramos, em 20.09.16

 

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17 -  VOLTA MEU AMOR

Ao acordar, junto de mim
Não estavas
Como tantas vezes acontecia 
Tua presença em êxtase me deixava
De tal modo que noites
De insónias passei
Olhando teu rosto que me
perturbava
Foste embora, eu sei 
Mas a saudade, a saudade
Está castigando 
Esta minha louca paixão
Porque me abandonaste? 
Por esse desamor meu coração
Diz que não vai suportar
Amor volta depressa
Tua falta me causa angústia 
E traz lembranças de teu corpo
Enlaçado no meu
Onde agora já não me deixa
Dar aquela volta louca
Como se um tango dançássemos
A falta de tua presença
Me deixa sofrido
E esta solidão me consome
Sendo o fim de um belo poema
De amor que se encontra
Gravado no meu intimo
 
Volta meu amor, volta
Para meus braços 
Perdoa-me porque
Não consigo perceber 
O motivo porque te foste
E me deixaste de amar
Outro amor encontraste
Dizes que a outro pertences 
E perdi-te para sempre
Ai se esta dor matasse
Meu corpo já teria caído
E depressa meu sofrimento
Terminado
Volta meu amor, volta,
Para as nossas auroras 
Radiosas que tanta falta
Me fazem
Nem quero acreditar
Que te foste embora
Como numa simples
Carta escreveste
Volta por favor para
As nossas noites infinitas
Onde nossos corpos ardendo
De paixão se entregavam 
Como ondas se encontrando
Em mares longínquos
fernando ramos
21.06.2005

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publicado às 17:30


16 - PROCURAR

por Fernando Ramos, em 20.09.16

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PROCURAR
Não me procures
Junto à fonte do desejo
Não ando por aí
Procura-me no cimo
Da montanha
Onde subindo duros caminhos
Fui em busca de desejos teus
Não me encontras,
Se não tiveres
Desejos de mim
Mas se voltares amar
Meu coração ainda
Espera um sinal de ti
Mesmo que voltes sempre
Sem me amares
É escusado
Não me vais encontrar
Só me encontras
Se tiveres desejos
de mim.

de: fernando ramos

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publicado às 11:02


15 - O MEU BAIRRO

por Fernando Ramos, em 19.09.16

15.jpg

 

 

 O MEU BAIRRO
Ao passar nas ruas de meu bairro 
Gratas recordações 
Por mim vagueiam 
Minha infância é ali revivida 
Nos amores de outrora nascidos 

Poucas alterações meu bairro sofreu 
Mas os amores
Esses estão ficando Desvanecidos 
No tempo 
Pelas esquinas 
Das ruas que então ficaram 
Meu espírito inquieto se revolta
Pela falta dos amores infinitos
Na minha rua, pedaços de mim
Tem tantas histórias para contar
Algumas eram meus festins
Na companhia de amigos de infancia
hoje, ao relembrá-las me fazem corar
pela desfaçatez 
Que era, ser rapazes atrevidos
São factos que ainda banham
meus olhos com um brilhozinho 
bem gostoso desses tempos
Tempos, e que tempos
Que agora se vão sumindo
Porque passou tão depressa
Mas desses tempos
Hoje ainda me sinto vaidoso
Precisamente por ser filho
daquele meu bairro
Bonito, tranquilo, onde as pessoas
se cumprimentavam
com um olá, apenas
Ou um aperto de mão 
Que acompanhava sempre um sorriso
honesto, sincero de felicidade
Só por ser aquele 
O nosso bairro
Hoje nada existe 
Se não uma leve emoção errante 
E uma lágrima de saudade 
Que teimava sair 
Finalmente vê seu caminho Aberto... 
E cai
Como se fosse uma gota de chuva 
Que no passado 
Procuravam as vidraças de minha casa 
Que ainda resiste no bairro 
Apenas a casa resiste...

Fernando Ramos



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publicado às 21:09


14 - RETORNO

por Fernando Ramos, em 19.09.16

14.jpg

 

14 - RETORNO
 
Se houver um caminho de retorno
Eu voltarei p´ra ti
Quando isso acontecerá
não sei
Nem que tenha de caminhar
por labirintos desconhecidos
Virei com o mesmo ardor de antes
Por isso espera por mim
meu amor
 

Fernando Ramos

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publicado às 16:34


1046 - MOMENTO DE SOLIDÃO

por Fernando Ramos, em 19.09.16

1046.jpg

 

MOMENTO DE SOLIDÃO

 

Carrego o sossego do silêncio

Na tristeza do momento

O meu momento de solidão

Que não dá cor a meu olhar

E nesta melancolia que fica

Tão longe e ao mesmo tempo tão perto

Ouço a melodia das nuven

Carregadas de chuva

Que vão caíndo no infinito mundo

Da minha solidão

E meus silencios vão abraçando o vento

Que teima em não levar a triste saudade

Que vai morando na minha vida

Não curando as feridas que ela tem

Deixando apenas em mim

O olhar dum condenado

Enchendo meu espaç0 fechado

  

de: Fernando Ramos

 

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publicado às 14:06


13 - EU E OS LIVROS

por Fernando Ramos, em 19.09.16

 

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EU E OS LIVROS
Talvez não serei de tanta cultura 
E isso nunca me importou
Mas gosto de escrever 
Por isso há escrita me dou
Se calhar até tinha piada
Escrever um triste fado
E assim faço o que gosto
A mais não sou obrigado
Vejam lá os meus poemas 
E meus livros também
Se não gostarem, deitem fora 
Para mim, também está bem
Já escrevi alguns livros
Este não será o terceiro 
Vamos ver o que sai daqui
Se não for bom, não é primeiro
Isto para ser escritor 
Não é preciso ter massa 
Escrevam lá vocês 
E digam se não tem graça
Se calhar estarei enganado
Mas já estou como o outro
Vou escrevendo umas letras 
Deixem lá, não façam pouco

de: fernando ramos 

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publicado às 10:17


12 - VENTO DO NORTE

por Fernando Ramos, em 18.09.16

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 VENTO DO NORTE
Se tivesse escutado o vento do norte
Agora meu amor estaria comigo
Trocando olhares maliciosos 
Que me enlouqueciam
E desfeito de prazer ficava em seu regaço
Ela partiu para as montanhas do gelo
E eu fiquei triste nesta solidão imensa
Por não o ter escutado o vento 
Hoje não tenho seu sorriso resplandecente
Que via pelas manhãs de outrora
Meu amor foi embora
E sua magia me persegue
Em pensamentos constantes 
Que me fustigam
Na lembrança de longos beijos ardentes
Ai se eu o tivesse escutado 
Talvez agora ainda seríamos
Amantes entrelaçados em nossos
Corpos enlouquecidos 
Que apaixonadamente
Se perdiam no tempo
Ai se eu tivesse escutado 
O vento do norte

de: fernando ramos

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publicado às 18:30


11 - FRASES DITAS SEM PENSAR

por Fernando Ramos, em 18.09.16

 

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 FRASES DITAS SEM PENSAR
Frases, são como finos cristais
Que deslizam na tua pele
Algumas são cruéis, outras fatais
Que nela sabem a fel
Frases ditas sem pensar
São como uma pomba perdida 
Frases que correm em teus lábios
São beijos dados de partida
Frases feitas com o coração
Essas sim, me fazem amar
Frases belas com paixão
São as que levam a perdoar
Outras frases poderás dizer
No teu peito não terão amargura 
Porque lá poderás esconder
Meu Sentimento de muita ternura
Frases ditas para quê
Quando estás junto de mim
Mais frases não digas meu amor
Porque já sofro tanto assim

fernando ramos

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publicado às 15:58


1045 - VIDA TÃO BONITA

por Fernando Ramos, em 18.09.16

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VIDA TÃO BONITA 

 

A vida é tão bonita

Mas veloz e de passagem 

Por vezes sofremos demais

Por erros nossos tatuados

Na solidão do tempo

Não merecendo a vida

O sofrimento na madrugada da dor

Porque um dia, tudo termina

Na anotomia dos silêncios

Queiramos nós ou não

O importante é viver em paz

connosco e com os outros

Mesmo nas horas

Onde a vida nos doe mais

Porque se vivemos

A olhar para trás

Lá se foi a vida, tudo se acaba

E nossos olhos jamais choram

A poesia da vida

 

de: Fernando Ramos 

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publicado às 12:38


10 - AMOR PERDIDO

por Fernando Ramos, em 18.09.16

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 AMOR PERDIDO

Fosse eu, o teu amor perdido
Em meu lugar te falaria 
Mas por me teres esquecido
Não poderei pensar em ti
E perdidamente me apetece 
Tentar dar-te o grito de revolta
E de espanto sentido

Seja eu esse poeta cantor 
Que te faça amar loucamente
E cantaria ao mundo meus poemas
Que para ti escrevi loucamente 
Nas longas noites de solidão
Assim, a minha paixão terá de viver
Num mundo de sonhos desfeitos
E os poemas soltos e sensuais
Ficarão na minha gaveta esquecidos
Na esperança de um dia a velha pena
Os voltar a rescrever

Olhando o brilho de teus olhos
Vejo meus sonhos poéticos 
Que os guardo naquelas tardes
De marés calmas, numa praia
De finíssima espuma verde e azul
E lá repousarei minhas fantasias
Que correm por cima de castelos
Feitos de barras de ouro maciço

Talvez serei um pescador de sonhos
Perdidos no mar, que em ofertas
Minha poesia cantarei
P’ra teu corpo e alma sentirem 
O amor que se perde
No tempo, e na intimidade 
De dois seres de paixão intensa
E com isso prendendo-te
P’ra sempre em meus braços
Que te apertam desesperadamente

fernando ramos

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publicado às 10:51


9 - UM PAÍS DE DEUS

por Fernando Ramos, em 17.09.16

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UM PAÍS DE DEUS

Nós somos um país de Deus

Onde muito de bom aconteceu
Tivemos a Revolução que venceu
Num Portugal que tanto padeceu

O povo vagueava protestando
Senhores diziam, ser o lado errado 
Até que num bom ano, Abril apareceu
E logo, logo tudo foi mudado

Este é um bonito país de Abril
Por cá não foi só a rosa que floresceu 
As gentes são felizes por anos mil
Na liberdade que o povo mereceu

Soltaram-se os presos do contra 
E muitos ficaram contentes
Os festejos davam belas montras 
E as orquestras estavam presentes

O povo sonhava na lua 
E eram muitos, muitos mil
Cantavam trovas na rua 
Em poemas só de Abril

Neste país do herói marinheiro 
Que já fez parte dos coitados
Homens e Mulheres em cativeiro 
À muito nele viviam angustiados

O Zé veio para a estrada
Com cantigas de glória
Foi a época doce e doirada 
E lá se mudou a triste história

Entrámos na Europa da frente
O povo foi cantando feliz
O tempo, esse foi passando
E quase tudo ficou por um triz

 

Todos vivíamos sorrindo contentes

E entramos na CEE do progresso
Alguns actos foram imprudentes 
Houve medo, e receio do retrocesso
Mas meu povo não temeis
Dizem políticos pelo seguro
Nós estamos na Europa
E lá, é que mora o futuro
É preciso continuar a lutar
Porque é difícil a vitória
Teremos sempre de lembrar 
Que Portugal é de luta e história
Só temos de ter paciência
Não fazendo tudo às pressas
Os países evoluem sua consciência 
Com gentes de poucas promessas
Temos sempre de acreditar
Que Portugal vai crescer
E os governos têm de apostar
Nos Portugueses para vencer
Portugal lá entrou no futuro
Porque é um país de feitos
Devemos dar, um confiar seguro
Aos nos nossos políticos eleitos
 
de: Fernando Ramos

fernando ramos

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publicado às 21:26


1044 - MEU LOUCO SONHO

por Fernando Ramos, em 17.09.16

1044.jpg

 

  MEU LOUCO SONHO


Hoje sonhei que era dono do mundo
Dono das árvores, dono dos rios
Dos mares, e das montanhas
E vejam lá, até sonhei
Que era dono do Polo Norte
Polo Sul e da Amazónia


Sonhei que era dono do desemprego
Por isso ele não existia, não era real
Era dono dos excluídos, e sonhei
Que a fome era passado
E eu não a deixava voltar
Editando leis, leis, leis, leis...


Sonhei que era dono das mais belas
Pinturas, Esculturas, e de toda Arte
Exposta em todos os museus do mundo
E que também era dono
Da liberdade de todos os povos
Por isso decretei, decretei, decretei...
Às Nações Unidas que todas as leis
Tinham de ser minhas


Sonhei que era dono
Das mais belas cidades do planeta
Lisboa, Paris, Rio de Janeiro, Caracas
Nova Iorque, Londres, Genebra
Atenas, Buenos Aires
Barcelona, Amsterdão
Veneza, Tóquio, Bangkoke
E tantas, tantas outras e em todas elas
Mandei pintar o céu nas cores do arcos Íris
Porque todas as cidades eram minhas


Sonhei que era dono das florestas
De todos os animais, dos frutos
Dos cereais e de todo pão do universo
E tantos se alimentavam com ele
Também sonhei que era
Dono de toda a solidão do mundo
E dei ordens, ordens, ordens, ordens...
Para que saíssem leis
E todos tivessem a felicidade
De ver voar o colibri, o Flamingo
A Águia Real, e ouvir o canto do Rouxinol


E até sonhei que todos viam jogar e ganhar
Os Clubes do seu coração
Com respeito, transparência e dignidade
E viam o meu Benfica.
Jogar, jogar, jogar
Com as estrelas do céu
Como se fosse uma criança
Brincando com sua bola


Apenas só sonhei...
E isto é o meu louco sonho
Tão louco que hoje me faz sorrir
E é tão pouco, tão pouco
Comparado com o que Deus
Na sua Infinita Bondade
Tem para nos oferecer


Meu irmão, minha irmã
Não sonhes esta loucura como eu
Tu e eu não somos nada
Segue apenas os desígnios de Deus
Que te dará a felicidade eterna
Sem fronteiras, sem decretos
Mas com afectos e amor no coração


De: Fernando Ramos

 

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publicado às 17:07


8 - A ARCA DA MINHA AVÓ

por Fernando Ramos, em 17.09.16

 

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A ARCA DA MINHA AVÓ

 Na arca da minha avó
Recordações velhas lá andarão

Talvez tristezas da vida
Coisas boas não sei se serão

Quando eu abrir a arca
Tudo sairá cá para fora
É que a arca já não se abre
Desde os tempos de outrora

A arca é muito bonita
Mas está suja de pó
Lá tem tanta magia
Já dizia a minha avó

A arca não é muito grande
E até, tem um senão
Tem de se ter muito cuidado
Quando eu abrir, com a mão

Já minha avó me dizia,
Para abrir a arca bem cedo
É que se levo muito tempo
um dia iria ter medo

Então lá abri a arca
Coisa de pasmar encontrei
Eram flores de papel de marca
Quantas lá estavam não sei

Olha lá, ó minha querida avó
Tanta curiosidade me causaste
Que faço das flores cheias de pó
Porque da arca não me desfaço

fernando ramos

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publicado às 14:41


7 - OUTONOS

por Fernando Ramos, em 17.09.16

 

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 OUTONOS
Já tudo dissemos na rua do tempo
E aqui continuamos nós lado a lado
Em todas as estações do ano
Até nas frias manhãs de Outono
Onde nossos lábios cansados 
Ainda trocam beijos roubados 
Como, se fossemos adolescentes
Meu amor, apesar dos anos
Que por nós vão passando
Ainda nos admiramos das palavras
Já há muito gastas
Aquelas onde suavemente dizemos 
Que ainda nos amamos
E ao olharmos o céu azul 
Aos fins de tarde
Trocamos sorrisos coniventes
Murmurando que estamos juntos
Como no princípio dos tempos 
Então passados
Tempos, que nos foram fortalecendo
Para outros Outonos da nossa vida
Que ainda chegarão
Juntos, caminharemos continuamente 
Vergados pelo cansaço
E também p’la felicidade 
De outros amanhãs 
Onde nos amaremos perdidamente
Dentro de lençóis que guardam
Nossos segredos nus de pudor
E trocaremos sílabas de promessas 
De outros Outonos vindouros
Que nos vão deixar para sempre 
Ligados até ao nosso final 
Ao final, que nós não queremos
Mas onde a vida de mansinho 
Irá deixar acontecer

fernando ramos

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publicado às 11:16


6 - ADEUS POETA

por Fernando Ramos, em 16.09.16

 

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ADEUS POETA
Foi embora um poeta
Desta vida de mil poderes
Com ele imensa cultura foi
Para a terra dos saberes
Volta poeta, volta 
P’ra ouvirmos teus dizeres
Porque tudo que sabemos
De ti, nós aprendemos
Tudo aquilo que perdemos
Jamais iremos perceber
Mais pobres de arte ficamos 
Com a falta do teu conhecer
Porquê meu amigo poeta
Tão cedo te foste embora
Porquê essa pressa amigo
Naquele dia pela aurora
O povo chora baixinho 
Lágrimas caídas na dor
O poema se sente perdido 
Na ausência do seu criador
O poeta jamais volta 
De outro lugar de viver
A cultura seus ais solta 
Nos tempos de empobrecer
O poeta não volta, não
Para mal da árdua liberdade
Todos ficaram mais pobres
Mergulhados na saudade

fernando ramos

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publicado às 22:32


1043 - AFLIÇÃO

por Fernando Ramos, em 16.09.16

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 AFLIÇÃO

 

Por ti pouco a pouco me envolvi
E mergulhas-te em meu tonto coração
Mas alcançar teu amor não consegui
É tão grande esta estranha confusão

 

Agora que farei eu não sei bem
Oro a Deus para ele me guiar
Nesta dor que mal ajuizei
Nas mil indiferenças de teu amar

 

Que melancólica é esta desventura
E vai-me consumindo de paixão
Anseio por teus olhares de ternura

 

Se não morro na voraz solidão
Que comigo em alvoroço vive
Em total e pesarosa aflição

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 17:44


5 - POBRE DA VERDADE

por Fernando Ramos, em 16.09.16

 

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POBRE DA VERDADE

 Pobrezinho eu serei
Com muita dignidade
A vida me ensinou
Falar sempre verdade

A verdade dói a todos
Talvez com muita razão
Mas carrega muito saber
A um pobre de tostão

Nesta vida pobre sou
Com altiva emoção
Em outra, alguém rico ficou
Mas pobre de solidão

Os anjos que este pobre tem
A ele dizem tanto respeito
São dos bons e mais de cem
Morando dentro de seu peito

Pobre e feliz fui aprender 
De algum saber e esperteza 
Que mais poderia querer
De tamanha gentileza

Pobre da verdade não estou
E p’ra mim é um céu formoso
De poucos bens, feliz eu sou
Em meu chão bem precioso

Fernando Ramos

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publicado às 14:25


4- PARTIDA

por Fernando Ramos, em 16.09.16

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4 - PARTIDA
Hoje partiu um amigo
Um amigo de verdade
Com ele foi uma vida
E também sua bondade
Em outros dias passados
Alguém se lembrou de ti,
E dos momentos de pecados
Que vivemos por aí
Adeus amigo que fugiste
Prós campos da eternidade
Deus quer que partamos
No espírito de humildade
Ó sinos do meu país,
Ó poetas da minha cidade
Tocai Trovas a Deus
Em poemas de saudade

fernando ramos

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publicado às 10:43


1042 - MIL MANHÃS DE ENCANTAR

por Fernando Ramos, em 15.09.16

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MIL MANHÃS DE ENCANTAR

 

Quero saber teus secretos desejos
Acordando preguiçosamente a teu lado
Fazer dos sonhos belos ensejos
No nosso leito quente e tão adoçado
Ter-te brilhante e feliz doidamente
Em meu corpo perdido de paixão
Beijando teus lábios docemente
Olhando-te p’ra dentro do coração

 

Quero mil manhãs de encantar
Ao fitar teu gracioso rosto
E que teus peitos me façam balançar
Quando os beijo, sentido esse encosto
Anseio ouvir-te vagarosamente prenunciar
Meu nome em tua melosa voz
E sentir-te no teu delicioso arfar
Quando a loucura toma conta de nós

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 21:50


3 - PARA UM GUERREIRO

por Fernando Ramos, em 15.09.16

 

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3 - PARA UM GUERREIRO

Não choro pelo guerreiro 
Que é meu herói 
Mas p’la sua ausência 
Porque é aí, que mais dói

O povo do meu país
Saudades dele, muitas tem
Porque sabe que o guerreiro
Do lado de lá, não vem

Ó lutas então travadas
O meu herói já não vem
O guerreiro jamais volta
Dos lados do além

Outrora ele voltou
Das masmorras do inferno
Trazia a esperança ao povo
Dum futuro bom e sério

Com ele veio a vitória
Duma guerra longa e escura
E de lá veio a esperança
Que ainda hoje perdura

Ninguém acreditou,
No meu herói guerreiro
Porque nos anos que passou
Tantos perderam no terreiro

fernando ramos

 

 

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publicado às 19:23


2 - ESPERANÇA NO CORONEL

por Fernando Ramos, em 15.09.16

 

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 2 - ESPERANÇA NO CORONEL

Foste um trovão de Abril
E quando o silencio,
E a tristeza teimava ficar
A tua alegria nos apareceu
Com honra e generosidade 
P’ra quem não tinha esperança
Obrigada p’la tua bondade
O povo, o teu povo
Jamais esquecerá teu heroísmo 
Neste inverno que se aproxima
Contigo um dia a esperança chegou
E com ela, a força da tua razão
E a Liberdade dum povo renasceu
E agora que partiste 
Nos deixas a lágrima que cai
P’lo militar que nos fez sorrir em Abril
Porque a saudade se aproxima
E com ela, novamente a solidão
(fernando ramos
12.06.2005)
(meu poema A Vasco Gonçalves - e Salgueiro Maia)

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publicado às 12:30


1041 - UM HOMEM UMA MULHER

por Fernando Ramos, em 15.09.16

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 UM HOMEM UMA MULHER

 

O homem, é um sonhador e companheiro
Quando amigo, é um sério e grande amigo
Não faz amizades verdadeiras por dinheiro
E quando tu estás mal, ele está contigo
A mulher, a mulher... É a musa, um poema um sol
É a fada cristalina que enfeita o caminho de seu amor
Com pétalas de rosas viçosas guiando-o como um farol
E sofre por ele em paciência, e no silencio da dor

 

O homem, é aquele doido cabeça no ar bem distraído
Mas está sempre lá, Quando ela precisa, está presente
E ama, ama muito, e por vezes por amor é vencido
Por uma paixão torpe e cruel que lhe mente
A Mulher não se engana e torna-se bem vivida
E quando te ama de verdade dá-te tudo, tudo
E sofre, sofre muito quando se sente traída
A loucura de sua paixão fá-la virar o mundo

 

O homem... Por vezes durão, outras carinhoso
Gosta de uma boa oportunidade de colher e vencer
E o seu clube é um mundo só seu, e é o mais virtuoso
Não tolera hipocrisia, mentira e se traído faz sofrer
Mas a mulher... É a graciosidade, a força a beleza
Que faz dela o ser mais fascinante do universo
Delicada e tão irreverente e também a boa surpresa
A mãe de nós, que constrói o mundo bom, e adverso

 

O homem, bem... o homem, é como a mulher
Gostam de uma boa conversa honesta, correcta
E sofrem os dois por uma paz de felicidade e saber
Mas uma paz que lhes traga amor, e que nada lhes afecta
Os dois juntos destroem barreiras com sua determinação
E com austera prepotência amam seu chão sagrado
Que é o seu bendito lar que lhes enche a alma e coração
E no seu gostoso leito vão às nuvem com seu bendito pecado

 

O homem, a mulher, este é o verdadeiro segredo de Deus
Porque os juntou... Porque os fez diferentes e tão iguais
E não passam um sem o outro, mesmo com graves erros seus
Tão bela é esta união que faz o mundo girar, e p’ra ele são leais

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 11:16


1 - POMBA PERDIDA

por Fernando Ramos, em 15.09.16

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1 - POMBA PERDIDA 


Nas asas da pura pomba 
Vai todo o meu amor 
Nelas voa minha vida 
E também meu pavor

Não sei o que pensar 
Se a Ave não chegar 
Será que vou morrer 
Por causa de a perder 


Ó pomba vem depressa 
E cura-me esta ferida 
Sem ti não irei viver 
Nesta selva perdida 


E, se ela não voltar 
Eu sei que vou sofrer 
Meu coração vai sangrar 
Por meu amor perder 


 Volta pomba por favor 
Tu tens a minha razão 
Sem ti perco o fulgor 
 E morro na triste solidão 


Fernando Ramos
5.06.2005 


(este foi o meu primeiro poema)

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publicado às 10:14


1040 - MARTÍRIO NEGRO

por Fernando Ramos, em 14.09.16

 

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1040 - MARTÍRIO NEGRO

 

Ao longe vislumbrava-se a Nau
Na negra sombra da noite
Corta ondas dum mar mau
Na crista da vaga seu açoite
No tombadilho ia o martírio negro
Eram escravos de sua negritude
Seus olhos choravam o medo
Caindo lágrimas de brutal virtude

 

Aguardam a sangrenta cidade
Que suas vistas já alcançam
Esperam dos senhores crueldade
E a chibata que p´la ponta dançam
E as aves canoras embalam
Cânticos de dor terrível
Para os escravos que não falam
Da sua raiva compreensível

 

Tambores retumbam a chagada
Das naus que vinham de África
Traziam miséria e a morte esperada
Como linha de montagem de fábrica
E naquela barbárie loucura
A razão não impôs seu juízo
O mundo não sabia dessa tortura
Que hoje devia ser dor e prejuízo

 

Como foi possível tal calamidade
Em séculos que se pensa passados
Mas hoje há outra montruosidade
Em seres igualmente mal abençoados
Que também partem p’ra longe
Em aviões modernos super lotados
Procuram vida que não é de monge
E encontram futuros confiscados

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 22:10


1039 - POVO DA SELEÇÃO

por Fernando Ramos, em 14.09.16

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1039 - POVO DA SELECÇÃO

   

Somos o povo da selecção

Que carrega este lindo país

Amamo-la com devoção

E com ela somos gente feliz

 

Eles correm, chutam e marcam

Golos de grande beleza

Nossos ídolos se desmarcam

Das derrotas com subtileza

 

Comovem-se por serem do povo  

De tanta história e gloria

É gente feliz num país novo

Quando alcançam nova vitória

 

Vamos de bandeiras ao vento

Gritando Portugal p'lo mundo fora

Nas ruas vai o contentamento

Da selecção que o povo adora

 

Jogadores de técnica apurada

Jogam com alma a toda a hora  

E o grito da vitória ambicionada

Dá o povo que por elas chora   

 

Lutamos de vitória em vitória

Vencemos em qualquer frente

Vibramos com feitos da história

Somos gente da Nação Valente

 

De: Fernando Ramos

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 17:49


1038 - VELHO BOM

por Fernando Ramos, em 14.09.16

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1038 - VELHO BOM

 

Pensa o velho na sua triste vida fria

Dum longínquo passado nada faustoso

Vê cenas onde o coração já lhe dizia 

Serem anos de futuro nebuloso 

 

A indiferença que lhe mancha a alma

É seu tormento e noites apocalípticas

Arde-lhe na velhice causando trauma

E com ele irá deitada nas tábuas fatídicas

 

Pobre velho que tantos, tantos te evitam

Nas ruas da miséria onde sentes amargura

Gentes que por ti passam, e mal te fitam

Julgam levar a riqueza que não é segura

 

E devagarinho lá vai em pensamentos

Que se perdem na calçada que pisa

O velho caminhante destes lamentos

Vai só, e pensando numa farta Suíça

 

Tudo prometem, ao velho bom

Até um outro futuro mais risonho

Pintado em telas de muito bom tom

Não passam de mentiras que o deixam tristonho

 

De: Fernando Ramos

 

 

 

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publicado às 14:36


1037 - PARECE

por Fernando Ramos, em 14.09.16

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1037 - PARECE

 

O ser humano parece que perdeu a moral

As boas consciências estão de fugida
O bom senso aqui e ali vai se corrompendo
Levado por caminhos pouco convenientes
Na cidade demasiada agitada vive a incerteza
Nada é seguro, nada está certo
A arte da escrita e da leitura está a perder
A vida parece um rascunho não aproveitado
A desordem está a ganhar ao silencio
A palavra dada, perdeu a sua oportunidade séria
A solidariedade pelo próximo desaparece
Parece que o medo e a insegurança se instalou
Para onde vais verdade
Para onde vais bom senso
A desonestidade não é o teu caminho final
Parece que é para lá que te empurram
E lá te querem manter quieto, sem acção
Tempos difíceis se aproximam
E tantos olhares se inquietam
Num silencio vazio de palavras
Parece que angustia é um nó bem apertado
Onde antes a vida era um mar de amor
Que navegava na tranquilidade

Oxalá que só pareça!

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 10:30


1036 - DONDE VEM

por Fernando Ramos, em 13.09.16

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1036 - DONDE VEM

 

Donde vem esta saudade
Que mergulha nas minhas recordações
Donde vem tantos pensamentos
Que navegam em lembranças sem autorização
Donde vem a Angustia que me aperta a alma
E já vai sendo tarde para se sumir
Donde vem minhas preocupações e indecisões
Que só trazem medo do amanhã

Num torvelhinho de más emoções infinitas
Donde vem a insegurança que leva os afectos
Por caminhos que meu coração não escolheu
Donde vem a intuição que meu coração lê
carregando boas horas e outras não
Donde vem bons pressentimentos
Que são minha chama imensa de viver
Donde vem a vontade de brindar ao amor
Que tanto ensejo nestes tempos
Donde vens tu vida
Que és meu sopro e o meu grito

 

De: Fernando Ramos
 

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publicado às 22:55


1035 - ADORO TEU SORRISO

por Fernando Ramos, em 13.09.16

 

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1035 - ADORO TEU SORRISO

 

Adoro teu lindo sorriso

Que me deixa desorientado
Mas sabes, é bem por isso
Que por ti estou apaixonado

 

Falo dele por aí a toda a hora

Neste mundo que nos rodeia
E vou tonto por aí fora
Gritando o tanto que me incendeia

 

Teu sorriso me deixa arrepiado
É tão doce e tão quente
Afaga meu coração maravilhado

 

Nas bonitas noites brilhantes
Onde nos amamos loucamente
Deitados nas estrelas deslumbrantes

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 19:56


1034 - SOFRER DE SOLIDÃO

por Fernando Ramos, em 12.09.16

 

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 1034 -  SOFRER DE SOLIDÃO

  

Não procurar novos caminhos
Não olhar o sorriso das crianças,
Ou não ouvir o cantar do rouxinol
Certamente sofre de solidão

 

Quem percorre as mesmas ruas
Os mesmos lugares
E não tem o prazer de sentir emoção
De uma obra de Mozartt
Certamente sofre de solidão

 

Quem nunca muda
Mesmo com o passar dos tempos
E se transforma um ser desconfiado
Rebelde, e de mau humor constante
Certamente sofre de solidão

 

Quem não sente a chama da paixão
Ou não amou uma única vez
Ou não teve um sonho de prazer
Pobre coitado...
Certamente sofre de solidão

 

Não sofras mais de solidão
Abre teu coração ao mundo
Abre teu sorriso à natureza
E vem ouvir o riacho
Que se calhar esteve sempre lá
Bem próximo de tua porta
Vem ver o doce florescer das orquídeas
O esplendoroso amanhecer na primavera
Vem ver a cor do arco Íris
Que a vida também nos presenteia

 

Ouve teu coração, vem ouvir os outros
Que não sofrem o teu isolamento
Procura ser feliz nas pequenas coisas
Que a vida nos regala, e certamente

Nunca terás  o sofrimento da solidão!

  

De. Fernando Ramos
 

 

 

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1033 - SÓ ME PEDIAM EXPERIENCIA

por Fernando Ramos, em 12.09.16

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SÓ ME PEDIAM EXPERIENCIA

 

Subi as arvores quando menino

E comia seus saborosos frutos
Como doces iogurtes
E quando menino comecei a trabalhar
E ainda sonhava ser tanta coisa... Tanta coisa
Até bombeiro, Mágico e Policia
E quem não o queria ser quando menino?

Subi e desci montanhas por trilhos diferentes
Talvez os menos certos
Roubei beijos de paixão e outros de ocasião
Fiz juras de amor que nunca cumpria
E hoje meu coração bate
Ao compasso dessa saudade
Comi o pão que o Diabo amassou
Que a mim fez bem, e mal
Mas me moldou como homem

Chorei com meus pais nas lamentações
Tentando conforta-los mas não conseguia
Já bebi até cair num poço de amargura
E tive amigos e alguns inimigos
E lutei para conseguir um ganha pão
E já fui feliz por coisas de nada

Já percorri alguns malefícios da vida
Já me aconselhei com a noite escura
Já perguntei às Estrelas pela minha paz
Já senti a guerra bem perto
E o cheiro da desgraça
Já vi o sangue que não era meu
Numa luta estúpida que levou a nada
Já fui infeliz por pequenas coisas

Conheci mundo ingrato e reles
Já tive receio de sombras e fantasmas
Deles fugi de medo e com respeito
Já senti o agridoce da maldade
Da insegurança, da solidão e da fúria
Já trabalhei tanto para sobreviver
Fazendo tudo que devia e não devia

Já fui jardineiro em meus jardins de sonhos
E em sua relva me deitei até amanhecer
Já fui expulso e explorado na dignidade
Já chorei por amigos do coração
E tanto naveguei num mar de ir e vir
Procurando um porto
Talvez o meu bom porto

Tanto corri em busca de um salário
Pisando a calçada da vida      
Suplicando apenas por um trabalho
E só me pediam experiência
Mas qual experiência?

 

De: Fernando Ramos
 

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publicado às 17:57


1032 - AMIGOS DE TODA A EXISTENCIA

por Fernando Ramos, em 12.09.16

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1032 - AMIGOS DE TODA A EXISTENCIA

Cruzam-se pessoas p’la nossa vida

E a casualidade desse caminho
Por vezes nos deixam felizes
Algumas delas seguem a nosso lado
Fazendo parte de nossa existência
Que se prolonga pelo tempo
que arduamente percorremos

 

Todas elas são verdadeiros amigos
Intimamente, ou apenas amigos
E entre elas há todo tipo de amizades
Que são como folhas
Da árvore que nós somos
E as mais fortes tornam-se mesmo
Troncos dessa mesma árvore

 

As árvores mais preciosas e valiosas
São os nossos pais
Esses que em qualquer momento
Em qualquer situação nos contemplam
São eles os mais fieis e fortes amigos
São eles que nos mostram o agridoce
De toda a nossa vida desde o inicio
Da nossa existência até nos tornarmos
Outra árvore bem sustentada

 

E nesse percurso por vezes surgem
Outros ramos, ou seja novos
E fortes ramos da nossa árvore
Que são os irmãos e os filhos
E estes quando recém nascidos
Nos seguram com altiva impaciência
O nosso dedo
Admirando-nos em silencio
Tendo-nos presos p'ra toda a vida

 

E nós com eles partilhamos
O nosso espaço para que floresçam
E se tornem fortes como novas árvores
Desta natureza humana
Eles são as folhas que atravessam
O nosso tempo, que vendo bem
É tão curto, e nós os respeitamos
Num olhar que por vezes
Diz mais que um jorro de palavras
Distribuído brilho carinho e amor

 

O destino leva-nos a conhecer
Outros amigos que aparecem
Os quais nem imaginávamos
Que os iríamos conhecer
Muitos deles fazem parte da alma
Da nossa árvore e que moram
Bem dentro do nosso coração
Alguns conhecem-nos tão bem
Que nas nossas muitas fadigas
Sabem qual é a altura
Que precisamos de seu ombro
Sendo eles nossos amigos sinceros
Que trazem brilho a nossos olhos
E um sorriso a nossos lábios
Sempre que se encontram juntos de nós
E quando estão bem longe
Por vezes sorrimos na mesma
Sempre na esperança que apareça
Essa folha que guardamos no coração
E anda por aí ao sabor da ventania
Que é o percurso de suas vidas

 

Nosso tempo vai passando
Entre primaveras e Invernos
E nesse percurso aprendemos
Que se nos importámos
Com rancores e amarguras
A felicidade vai para outra árvore
Se calhar menos envolvente
Bem menos importante

 

E no Outono da nossa vida
Nossa árvore está mais frágil
Passando nós, a folha vagabunda
Que vai no vento eterno
A caminho de outras estações
Aguardando nós
Que nossos troncos, ramos e folhas
Mais tarde se alojem profundamente
Na nossa raiz eterna

Fernando Ramos
10.10.2008

 

 
 

 

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publicado às 10:23


1031 - TER BOM SENSO

por Fernando Ramos, em 11.09.16

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1031 - TER BOM SENSO

 

Hoje bem difíceis são os tempos
Na vida de todas as pessoas
Muitos problemas, muitos lamentos
E nada é fácil p’ra certas coisas boas
Que ofereceriam algum bem estar
Coisas que não chegam e vão rareando mais
E o bom senso era um bem, e está a faltar
Em momentos tão importantes e capitais

 

Ele é a melhor e maior lição de vida
Que a raça humana pode contar
Com o bom senso vem magia contida
De sabermos escutar, ver e aceitar
E as regras são fáceis e normais
E  não lhes atribuímos o devido valor
Criamos situações, algumas imorais
Em oportunidades de menos senso e pudor

 

Bom senso, é que se deveria ter
Quando analisadas difíceis ocasiões
Quase sempre precipitamo-nos sem saber
E num futuro aparecem as lamentações
Mas a confiança é sinal de bom senso
E ela nos dá quase a certeza
De um julgamento que é propenso
Pró bom senso sustentar sua grandeza

 

Fernando Ramos
 

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publicado às 19:51


1030- O OUTONO E A VIDA

por Fernando Ramos, em 11.09.16

 

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O OUTONO E A VIDA

Outono, estação da melancolia

Dizem alguns
Mas se observar bem...
Celebre cada seu dia
Entrando em contacto com a Natureza
Toque-a, respeite-a e ame-a
Ao faze-lo, estará a fazer o mesmo consigo
Respeite-se, e ame sempre 
Mesmo no Outono da sua vida
Se o fizer, verá que esses dias
Não serão de tédio
Nem tão pouco melancólicos assim
Nesses dias de negras nuvens seja criativo
Sempre ajuda a preparar metas
Alcançáveis dessa estação
Como olhar o mar em dias de chuva
Ouvindo o sussurro das ondas
Ou admirar o silêncio
Lembrando-se de um acorde
Duma partitura famosa
Ou até passear por lugares onde não vai
Nem nas outras estações do ano
Verá, e descobrirá que o Outono
Não estará assim na funda melancolia

Como alguns amigos nos querem fazer querer

Nesta Estação, onde a folha caí

Plante otimismo, alegrias e esperança
Procurando um lugar só para si
E medite saboreando dias menos soalheiros
Medite olhando os jardins, e verá
Que acaba por encontrar a paz interior
Num Outono que também é dono
De dias de sol formoso
Dias que uma vida inteira procurou
Relaxe e descubra a alegria
Nos pequenos nadas
Que nunca notou na esplendorosa Primavera
Brinque no Outono, brinque com ele
Porque se pensar bem, deve precisar
Para encarar um tempo frio que se aproxima
E isso certamente o ajudará a ultrapassar barreiras
Que lhe parecem intransponíveis no Inverno
E vá buscar o prazer de se encontrar consigo
Lembrando-se sempre... No Outono
Ou em qualquer outra estação do ano
Nunca deve perder o gozo de se encantar

Nem carregue aos ombros o mau humor

Tristezas, ou o nó bem apertado
Da tal melancolia que dizem ser do Outono

Sorria, porque sorrir espanta a tristeza
Ele, é só mais uma Estação, apaixone-se
Seja feliz nele, e isso só depende de si
Mais do que pensa
E verá que o começo do Outono
É só o prenúncio do final do Verão
Nas suas faces belas
Que aparece para perseguir o ciclo da vida
Da sua vida

 

de : Fernando Ramos
 

 

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publicado às 16:12


1029 - SE TIVESSE TEMPO

por Fernando Ramos, em 11.09.16

1029.jpg

 

SE TIVESSE TEMPO

Se tivesse tempo

Lia e relia imagens de bons autores
Escrevia a alma, a vida e a noite
Declamava poetas do meu tempo
E passeava por belos caminhos
De sentido único
Que me levavam a todo lado
E a lugar nenhum p´los relógios do sol
Sorria e meditava do passado
Transmitindo toda essa experiência
Pintava as mais lindas aguarelas
Nas cores do arco Íris com cheiro da vida
E da natureza agora amordaçada
E ao som dum sussurro de amor
Escutava o coração

 

Se tivesse tempo
Procurava o sentimento
Do escultor e do poeta
Cinzelava e escrevia
As mais lindas letras do universo
Escutava o vento e olhava a chuva
Num inverno de solidão
Entre vidros perfeitos de transparência
Chorava para que a alma não doa
Ao ver o mendigo abandonado
Olhava as púrpuras folhas rosas
E me deslumbrava por tanta beleza
Tentava não morrer cansado
De ingratidão, e da injustiça
Que me acompanha na apocalipse
Do lamento no dia a dia
E não teria nenhuma pressa
De chegar a novo mundo
Na eternidade esperada

 

De: Fernando Ramos

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1028 - BEM ESTAR DAS PALAVRAS

por Fernando Ramos, em 10.09.16

1028.jpg

 

1028 - BEM ESTAR DAS PALAVRAS

Aparecem belas palavras

Na luz eterna e deslumbrante
Separadas por um ponto
Ou uma pequena virgula
Onde algumas caem em frases
De enorme esplendor

E no fim de um dia agreste

Surgem em pensamento
Palavras que se erguem num poema
Simples mas rico de amor
Sobre um fundo espiritual 

 

É assim o bem estar das palavras
Povoadas e ditas de coração
Aberto e solidário
É como poesia simples
Que se compõe na imaginação
Dum poeta errante apaixonado

 

Ele apenas reclama entregar
Um pouco do seu raro talento
Para alguém que num dia
Ou numa noite o espera
Rodeada de estrelas brilhantes

 

Nem que seja também na noite
De finíssima orvalhada
Onde as belas palavras
Se estende por um campo silvestre
Onde se sentem bem
E timidamente sonantes

 

Mas também se sentem puras
E dão abrigo a um coração
Que aguarda por um pouco
Dessas belas palavras
Escritas num livro
No calor da poesia

 

de: Fernando Ramos
 

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1027 - DIGAM O QUE DISSEREM

por Fernando Ramos, em 10.09.16

1027 fr.jpg

 

1027 - DIGAM O QUE DISSEREM

 

Digam de mim o que disserem

Que pouco me importarei

Invejoso, aldrabão, calão e filho da mãe

Pouco me importa tamanho desdém

 

Eles que ardem na vergonhosa Injustiça

Que pouco me importarei

Não serei o que de mim disserem

Hipócrita, mentiroso e até bêbado

Isso pouco me importará

Nunca serei o que disserem 

E a calúnia não admitirei

Não passam de falsas mentiras

 

Serem desonesto é que não permitirei

Não aceito que envenenem

Minha honra e dignidade

O resto do que mal disserem

São apenas palavras abstratas    

 

Quanto mais mal de mim falarem

Mais eu engradeço em sériedade

As vossas mentiras leva-as o vento

As verdades ficarão sempre comigo

E a maldade fica-vos dentro

Bem dentro do desprezo que merecem

E digam de mim o que disserem

A minha verdade p´ra eternidade continuará!

 

de: Fernando Ramos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 18:09


1026 - CARTA DOS EX-COMBATENTES

por Fernando Ramos, em 09.09.16

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1026 - CARTA DOS EX-COMBATENTES

 Fomos soldados da Pátria imortal

Heróis dum nobre povo valente
Suportámos políticos num pedestal
P’las brumas da memória comovente
Eles hoje não elevam sua voz
Em defesa dos rostos agora caídos
Oferecem-nos injustiça atroz
Quando precisamos, somos preteridos

No combate fomos guiados à vitória
E ainda p’la pátria lutamos, lutamos
Hoje resta o sonho dessa glória
E na luta contra o infortúnio, Marchamos, Marchamos
Ex-Combatentes, erguem seu grito bem alto
Libertando do coração a verdade brutal
Espera-lhes a indiferença neste feio asfalto
Quando apenas, defenderam Portugal

E nesta Nação por nós tão amada
Oportunistas dela, pouco se importam
Oferecem a promessa dissimulada
Que nossa dignidade não confortam
Demos o peito, a alma e o coração
Como em anos se encontram registados
Já choramos a lágrima desta razão
Na gloriosa farda de Militares honrados

De: Fernando Ramos
 

 

 

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publicado às 17:40


1025 - A COMPANHIA DA LUA - passar poema

por Fernando Ramos, em 08.09.16

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1025 . A COMPANHIA DA LUA

 

Sou um homem livre

E a rua é meu casario

Ela que nunca se prive

Da liberdade que é meu rio

Vivo desamparado e triste

Na rua de gente séria

E o luar da noite assiste

Á minha terrivel miséria

 

Ela me faz tremer de frio

É um inferno a toda a hora

Nele fico gelado e não rio

É dor que não vai embora

Até a ave que livre voa

Á noite vai pró seu ninho

E eu num final de tarde boa

Apenas me resta um cantinho

 

Que não é longe nem perto

Mas ele é meu destino

Só desejo que seja o certo

Senão a noite é um desatino

 

Nela vejo uns olhos bonitos

Duma clareza de arrepiar

São da Lua e deixa os meus aflitos

Porque seu olhar me faz pensar

 

Sua beleza é de tal maneira

Que meus olhos deslumbra

Aquele Luar faz brincadeira

Dançando com os meu a rumba

 

E nesta liberdade da rua viver

Resta-me a companhia da Lua

É a única que está a saber

Da minha pobreza nua e crua

 

Neste meu constante desespero

É a liberdade que me faz viver

A rua é o meu aconchego

E a lua não me dixa morrer

 

de: Fernando Ramos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:04


1024 - SENHORES DA GUERRA

por Fernando Ramos, em 07.09.16

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 SENHORES DA GUERRA

 

A guerra é um mal ao homem bom

Surge rapidamente de tudo e nada

Lá longe já se ouve o som

Das tropas a formarem na parada

Soldados vão para a guerra

Sem saberem o que o destino reserva

São crianças roubadas de terra em terra

Esperados pela armas sua rainha e serva

 

Cai a geada nas veias do soldado

Cai a dor na face da mãe

Cai a lágrima do rosto chorado

Cai o ódio, e a maldade também

 

E na triste batalha sem final

Tomba o soldado com rosto de horror

Luta contra um irmão seu igual

Recrutado pelos o algozes da dor

Suas armas são  a desgraça humana

Oferecidas pelos Senhores do puder

Que com sorrisos e voz desumana

Lhes ordena que a guerra é p´ra fazer

 

Cai a geada nas veias do soldado

Cai a dor na face da mãe

Cai a lágrima do rosto chorado

Cai o ódio, e a maldade também

 

Injusta Pátria que na guerra manda

Injusto mundo que nela gira

Injusta morte que de mal treanda

No corpo caído p´lo Senhor da lira

 

A guerra jamais, jamais termina

Sabem os povos sem Liberdade

Paga o soldado por trite sina

E sua mãe por infelicidade

 

Cai a geada nas veias do soldado

Cai a dor na face da mãe

Cai a lágrima do rosto chorado

Cai o ódio, e a maldade também

 

de: Fernando Ramos

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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publicado às 18:03


1023 - PAPOILAS A MARCAR

por Fernando Ramos, em 06.09.16

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1023 - PAPOILAS A MARCAR

 

 Ao bater a noite iniciada

Entra no relvado o glorioso
Nessa hora de tarde arrumada
Desce a Águia num voo fabuloso

 

Olhai bom povo olhai
A graciosidade vai no ar
Brinda à multidão num vem e vai
Batendo asas a confraternizar

 

E Já a bola está a rolar
Naquele estádio majestoso
Com as papoilas logo a marcar
Um belo golo bem precioso

 

Gritam gargantas a uma só voz
Golo do Benfica!!! Na rede que balançou
Correm Jogadores de todos nós
Agradecer à Águia que os inspirou

 

A noite é linda e sumptuosa
O Benfica mais uma vez ganhou
Aconteceu arte bela e misteriosa
Naquele jogo que o povo amou

 

A multidão abandona o Estádio
Juntos e felizes sorrindo à vitória
Alguns ouvem bem na sua rádio
Jogadas gravadas em boa memória

 

Este é o Benfica das vitórias puras
E nas derrotas mostra sua grandeza
Nessas... não faz tristes loucuras
Como os infiéis de triste esperteza

 

E nossa Águia de tanta bravura
Voa p´ra casa dentro do Estádio
Nem as luzes na fria noite escura
A fazem partir desse Ninho sagrado

 

De; Fernando Ramos
poema 56 do site Aguia Poeta (meu) 

 

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publicado às 11:50


1022 - FEITIÇO

por Fernando Ramos, em 05.09.16

1022.jpg

1022 - FEITIÇO

 

Quanta saudade vai em meu peito

Que nem consigo bem imaginar

Traz meu pensamento desfeito

Da tua imagem que não se vai apagar

 

Essa saudade de ti meu amor

Meu lábios a andam a murmurar

O coração não cala esta dor

Dor que só a morte irá levar

 

Esta é a saudade que intristece

Dela, nem a alma vai escapar

Minha vida agora se esmorece

P´la falta desse teu doce amar

 

Será paixão ou será feitiço

Que me faz andar neste quebrando

O que será não sei mas é por isso

Que te amo tanto, que não sei quanto

 

de: Fernando Ramos

9.12.2006

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publicado às 17:59


1021 - MEUS ERROS

por Fernando Ramos, em 04.09.16

1021.jpg

 

MEUS ERROS

Já tive erros imperdoáveis

Com pessoas inesquecíveis
Foram erros que hoje
Me decepcionam
Foram com aqueles amigos
Que seriam p´ra sempre
Perdi esses amigos
Precisamente por esses erros
Hoje tenho medo
De os voltar a cometer
E de perder mais amigos
Que já são tão poucos
Choro por esses erros
Já tentei me aproximar
Com ousadia porque não posso
Perder os amigos
Que tanto gosto e que me
Fazem viver na ansiedade
Que me consome dia, a dia
Voltem amigos
Porque minha noite é escura
E só amanhecerá
Com o vosso sorriso
E o sol do vosso perdão

 

De: Fernando Ramos
 

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publicado às 14:40


1020 - MÚSICAS DE AMOR

por Fernando Ramos, em 03.09.16

 

1020.jpg

 

 

MÚSICAS DE AMOR

 

Tocam músicas de amor

Muitas do tempo do meu belo pedaço

Recordo a felicidade de um belo namoro

Por quem toda vida fiquei enamorado

 

Sinto-me feliz nas notas de tão belas canções

E como é bom ouvi-las por quem sabe cantar

Fizeram palpitar tantos corações

A jovens da época que pulavam por se apaixonar

 

Mas a vida não é só feita de canções

Que nos fizeram muito amar

São momentos tocando nos corações

Que na poesia da vida nos faz meditar

 

Lembra amores que nos entonteceram 

Nos tempos que hoje tráz saudade

Muitas musicas nunca se perderam 

E ainda hoje são cores do arco-iris na felicidade

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 18:48


1019 - PINTURA INACABÁVEL

por Fernando Ramos, em 02.09.16

1019.jpg

 

PINTURA INACABÁVEL

 

Quero amar-te eternamente
Como o pintor ama sua obra
E delinear por minha arte
Acentuando em pinceladas firmes
Os contornos de teu corpo

 

E na tela vou pingando teu sorriso
Em cores de minha inspiração
P'ra nele poder levemente beijar
Os traços de teus lábios de mel
Que me torturam de amor

 

Quero amar-te, amar-te
Amar-te sempre e delicadamente
Deslumbrando-me com o teu amor
Na pintura da obra perfeita
Sombreada a leves tons do arco Íris
Encontrados na minha imaginação

 

E apenas vou aguardando
Com todo este ardor profundo
Que me deixes salpicar teu mundo
Na minha pintura inacabável

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 19:35


1018 - JARDINS CINZENTOS

por Fernando Ramos, em 01.09.16

1018.jpg

 

JARDINS CINZENTOS

 Já rimos e sonhámos juntos

Enquanto a primavera entrava
Passeávamos p’los seus jardins
E tão juntos ficávamos
Saboreado a quentura do sol
Que confortava nosso amor

 

Eram tempos
E que tempos
Em que nossos sonhos
Nos levava além do futuro

Em nosso peito
Se abriam janelas
Onde observávamos
Para lá das montanhas
As avezinhas que voavam
Mais altas que as nuvens

 

Riamos de tanta alegria
Quando uma ave atrevida
Pousava no galho da árvore
Que expunha nossos corações
Como um sábio poema à união
E nós, o murmurávamos de cor
Que felizes éramos!

 

Hoje as janelas do nosso peito
Se encontram encerradas
As montanhas desapareceram
E a separação incompreensível
Surgiu nos nossos jardins
Agora tão cinzentos como o céu
Dum Outono feio e frio

De: Fernando Ramos
 

 

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publicado às 15:15


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