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931 - MINHAS MANAS FAZEM ANOS

por Fernando Ramos, em 31.07.16

931.jpg

 

MINHAS MANAS FAZEM ANOS

 

MANAS, fazem anos

É uma bênção do céu

E logo as duas ao mesmo tempo

Foi um acto generoso

Que Deus deu a nossos pais

E hoje mais um aniversário vosso

Que seja passado com muita saúde

Na companhia de quem mais amam

Do vosso mano, e manos

Beijos de Felicidades

 

Para minhas irmãs

Paula e sofia

12.11.2013

 

De; Fernando Ramos

 

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publicado às 22:12


930 - ABISMO INFINITO

por Fernando Ramos, em 31.07.16

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ABISMO INFINITO

 

Procuro o abismo infinito

Onde possa largar a raiva

E o pesadelo da tristeza

Da dor e da escuridão

Nele busco um futuro bonito

Não sabendo se a mim chegará

 

E no abismo infinito que busco

Quero encontrar um abraço fraterno

Ou um sonho do desejo que procuro

E nesta baderna de vontades

Sinto a loucura a fugir

Num colapso de sentidos

Persentindo que não tem mais jeito

Se não cair maldito abismo infinito

 

Ganhando talvez a liberdade

E a ansia de voltar a ser feliz

Feliz com nunca estive antes

Chamando sorrateiramente a claridade 

P´ra encher de cor e animação

Meu mundo escuro

 

de; Fernando Ramos

 

 

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929 - PECADO É TENTAÇÃO

por Fernando Ramos, em 31.07.16

 

929 (1).jpg

 

PECADO É TENTAÇÃO

 

Passamos tempos malvados

Cuja a moral na vida fez pausa
Seguem-se destinos errados
Numa rebeldia sem causa


Julga-se que o fácil é um ganho
Esquecendo-se que o pecado é tentação
Desprezam a vida, e falta trabalho

E alguns roubam a quem ganha pão

Outros sem pensar agem por diversão, 
Outros ainda por pura necessidade
Grita-se que a lei abandonou a razão  
Desconfia-se que terminou a Liberdade

Pobres aqueles seres de espírito mau
Muitos ricos de orgulho e vaidade
São filhos gerados pelo mal

Ou pobres vítimas da sociedade

 

De Fernando Ramos

7.10.2013

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publicado às 16:35


928 - AMOR DE CRISTO

por Fernando Ramos, em 31.07.16
  • 928 fr.jpg



  • AMOR DE CRISTO
  •  
  • Percorro ruas de vários locais
  • Vendo gentes do meu País
  • Vejo diferenças abismais
  • E ainda mais do que não quis
  •  
  • E entre multidões desiguais
  • Vejo sombras de várias cidades
  • Parecendo fantasmas ancestrais
  • Em rostos sem esperança e sem idades
  •  
  • Vejo idosos abandonados
  • E crianças com alguma graça
  • Alguns jovens  afortunados
  • Mas mais, de futuros desgraçados
  •  
  • Este é hoje meu País de tantos ais
  • Dos grandes heróis de muita história
  • E na tristeza amargurada, vejo de mais
  • Pessoas deambulando sem glória
  •  
  • Palmilhando cada esquina, cada espaço
  • Vejo desempregados tristes por aí
  • Buscando sorrisos ou um abraço
  • E o que encontram é desespero sem fim
  •  
  • P´ra quem caminha à deriva
  • Infelizes, sem esperança e cansados
  • Resta o amor de Cristo na sua vida
  • Que em seu coração os tem abrigados
  •  
  • De:_ Fernando Ramos
  •  

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publicado às 12:42


927 - VIDA MENTIROSA

por Fernando Ramos, em 31.07.16

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VIDA MENTIROSA

 

Vive-se numa sociedade

Falsa e do parecer bem

Sufocando um futuro

Querendo o que não se pode ter

Havendo alguns comprando

O que não precisam

Com dinheiro que não se tem

Correndo a um consumismo 

Só p´ra impressionar e se mostrar

O que na realidade não se é

Esta é a vida mentirosa dos tolos

Que por caminhos tortuosos

Tantos teimam viver

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 10:15


926 - ANSEIO UM ABRAÇO

por Fernando Ramos, em 30.07.16

 

926.jpg

 

ANSEIO UM ABRAÇO

 Dentro da cadeia de minha vida

Entre grades e paredes escuras

Apenas anseio um abraço

P´ra abraçar a dor da solidão

Nas minhas noites sombrias

 

Nelas sinto tristeza e mágoa

Com o medo escondido

Nas curvas da saudade

Que me desassossega e assalta

Que me arde, e faz doer

Dentro das grades de minha vida

 

E eu carente de amor

E do respeito que perdi

Resta-me apenas

Os donos do mundo

Incapazes de amarem

Dentro das artérias por onde

circula o quente sangue

Da liberdade dum forte abraço

E entre ferozes sentimentos

De nostalgia que me rodeiam

Aguardo minha hora

Bem dentro

Da cadeia de minha vida

 

De Fernando Ramos

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publicado às 22:28


925 - MINHA FILHA

por Fernando Ramos, em 30.07.16

925 2 (2).jpg

 

MINHA FILHA

 

Sei que nunca mudarei teu passado

Nem teu futuro num tempo justo e certeiro

Mas quando precisares de mim

P´ra juntos olharmos o amanhã

Estarei cá sempre com a mesma alegria

Amizade e infinito amor 

Não te falarei dos limites que deves procurar

Mas dar-te  ei espaço para escolheres

E saberes com mestria o que queres para ti

 

Não posso dizer como vai ser teu amanhã

Mas já te tenho dito o que ele poderia ser

Somente te posso amar e dizer-te

Que estarei contigo 

E que contarás comigo ajudando-te a segurar

Com tuas mãos as oportunidades da vida

Deves escutar teu coração nos teus silencios

Aconselhando-te a que nunca o traias

Minha filha querida

 

Acreditando sempre nos caminhos

Que Deus traçou na tua vida

Basta apenas que queiras e deixes correr

O teu tempo, como ele te destinou

Para mim basta que me aceites como sou

E se nas tuas lágrimas sobrevoar a saudade

Lembra-te que serás sempre

O meu eterno amor

E a minha melhor amiga

Obrigada por seres minha filha

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 17:44


924 - MEU IRMÃO FAZ ANOS

por Fernando Ramos, em 30.07.16

 

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MEU IRMÃO FAZ ANOS

 

Meu irmão faz anos

Não digo quantos mas já são alguns
Goza o dia em felicidade
 E nunca te esqueças irmão

Só envelhecemos quando se deixa

De sonhar, porque apesar

De todas as tempestades

Todas as lágrimas

Temos sempre de acreditar

Que o melhor na nossa vida

Ainda vem por aí

E o mais importante é a saúde

E o amor dos que nos rodeiam

Porque é preciso gostar de todos

Como se não houvesse amanhã

PARABÉNS MANO!

 

De: Fernando Ramos

5.8.2013

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publicado às 14:19


923 - O DESTINO DA VIDA

por Fernando Ramos, em 30.07.16


O DESTINO DA VIDA

 

Por nós na brisa do tempo

As horas vão passando
Completando um dia
É a vida fazendo sua travessia
São horas que não mais voltam
E os dias também passando
E completam a semana,
É a vida e a sua rotina diária
Com momentos marcantes
E as semanas passam
Fazendo um mês
Sendo bom escrever o que se fez
As palavras escritas é que ficam

Mesmo que falem do silencio das águas

Correndo p´ra limpidez da manhã

Até a quentura do sol raiar


E os meses na sua ordem vão deslizando
E ao fim de doze completam um ano
Com mistérios e dramas do destino
E as histórias da vida vão continuando

E por nós os anos se vão sucedendo

Levando-nos a um final

Que nenhum de nós escapa

Isto é a vida no seu destino

Nas horas, nos dias, nas semanas

Nos meses e nos anos

Que por vezes teimam

Seguir na vida dura

Ou cheia de glamour e doçura

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 10:12


922 - O UNIVERSO

por Fernando Ramos, em 29.07.16

 

 

O UNIVERSO

 

O universo é um mundo, meu e teu

E o amor a única flor de todos os cheiros

O amor deixa um coração, que tanto doeu

Em pedaços despedaçados voltarem a ser inteiros

 

O universo poderá ter o tamanho do mundo

Os sonhos poderão ter todo universo

Mas nunca terá o tamanho do homem imundo

Que mata, destrói e faz da dor um modo perverso

 

O universo é a natureza que nos move

Deste mundo que tanto nos rodeia

Contempla-lo o sonho da vida sobe

Pró infinito que o coração ateia

 

O Universo é muito maior e forte

Que os homens que o destroem

Ele é de todos, mesmo os de sem sorte

Que p´la vida louca se consomem

 

Fernando Ramos

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publicado às 21:27


921 - VIRTUOSA MUSA

por Fernando Ramos, em 29.07.16

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VIRTUOSA MUSA

 

Ofereço flores de amor

A quem o coração acha que merece

Elas levam sorrisos de tanta cor

Do arco Iris que no céu aparece

 

P´ra virtuosa musa, uma rosa

Ou um bonito malmequer

E numa bonita prosa

Vai meu corpo que tanto a quer

 

E as bonitas palavras de amor

São ditas na bravura do meu olhar

Que deita desejos sem dor

P´ra mulher que tanto quero amar

 

A ela me prendo numa rede

Num desejo que vai num sopro

Levando loucuras da minha sede

Beijando todos seu belo corpo

 

De: Fernando Ramos

 

 

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publicado às 18:41


920 - APRENDI NA VIDA

por Fernando Ramos, em 29.07.16

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APRENDI NA VIDA

 

Aprendi que ninguém é mais perfeito

Só por andar dia a dia a trabalhar

É que na vida fácil, nela não me deito

Porque as oportunidades estão ali ao virar

 

Aprendi que as palavras devem ser boas

Porque depois também as poderei ouvir  

E desse feito nunca gritarei loas

Porque elas, embora também podem ir

 

Aprendi também a gostar do mar

E do pôr-do-sol na tarde de verão

Essa hora é boa para me entregar

Às ondas de mar de bom chão

 

A prendi que a vida é bem dura

Porque os problemas fazem parte de nós

E nela, as oportunidades não perdura

Já era assim com os nossos avós

 

 De: Fernando Ramos

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publicado às 17:17


919 - ACREDITAR NA CRUZ

por Fernando Ramos, em 29.07.16

 

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Acreditar na cruz

 

Apareci à mais de dois mil anos

E a na terra a bondade preguei

O povo comigo não vive de enganos

Mas de amor e da fé que deixei

 

Sou o Deus do amor e do bem

O mundo em mim acredita

Minhas palavras o livro tem

Que os povos nele medita

 

O sinal da vida está na Igreja

E nela rezo com emoção

para este mundo que enseja

Puro amor no coração

 

Sou o filho de Deus bem sabem

E a sua fé é p´ra acreditar na cruz

Que vai nos caminhos que sobem

Até aos Santos do Reino da Luz

 

de: Fernando Ramos

 

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publicado às 15:48


918 - DISPO AS PALAVRAS

por Fernando Ramos, em 28.07.16

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DISPO AS PALAVRAS

 

Dispo as palavras

Da força do amor

Dando atenção e solicitude

Na entrada dos seus silêncios

Nas emoções contidas

Em momentos de paixão

Com a grandeza da reciprocidade

Das minhas palavras

Que se despem p´la loucura

Dos desejos

 

Não importa que sinta aos poucos

A falta das palavras que despi

E não dissolvo os laços

Das ligações suaves e decentes

Que as mesmas palavras

Representam na minha imaginação

Rodeadas de flores do meu jardim secreto

Elas são musas de minha paixão

E nelas habitam minhas dores

Por as palavras despidas não

Serem aceites por quem amo

Que agora reside bem longe

Do meu mar de desencantos

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 21:20


917 - SAUDADE DE MÃE E PAI

por Fernando Ramos, em 28.07.16
  • 917 (1).jpg

     

  • SAUDADE DE MÃE E PAI
  •  
  • A saudade deles tem rosto
  • Nome, perfume, gosto e harmonia
  • E uma doida vontade de sua presença
  • Essa saudade é brisa de dor que não passa
  • É ausência que incomoda 
  • E maltrata um coração
  • Esta Saudade é a prova
  • Que há pessoas que valem a pena
  • E só assim a saudade, amizade e o amor
  • Fazem sentido
  • P´ra que um dia no céu de Deus
  • Quem amamos se chegue 
  • Para bem perto nós
  •  
  • De: Fernando Ramos
  •  

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publicado às 19:44


916 - A ALMA DA MADRAGOA

por Fernando Ramos, em 28.07.16

 

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  • A ALMA DA MADRAGOA
  •  
  • Vou à Madragoa aos fados
  • Sentir alegria e a vadiagem
  • Em poemas bem cantados
  • Por fadistas residentes ou de passagem
  •  
  • E ao som da guitarra nesse ambiente
  • Entra p´la alma um poema novo
  • São lágrimas de luz que a vida consente
  • Espreitando o coração dum povo
  •  
  • São olhares que a Madragoa embriaga
  • P´la voz oferecida por Deus
  • Que o fadista serenamente consagra
  • A tristeza varrendo os olhos seus
  •  
  • No olhar sente-se a solidão e o pranto
  • Como momentos trágicos dum passado
  • Encobrindo o sofrimento por um manto
  • Tantas vezes vagarosamente dobrado
  •  
  • No bairro convive-se na alegria com afoito     
  • Enlaçando leves sabores a maça
  • Correndo recordações p´lo coração doido
  • Como se nunca houvesse um amanhã
  •  
  • De Fernando Ramos

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publicado às 17:22


915 - SÓ O TEMPO É QUE NOS DIRÁ

por Fernando Ramos, em 28.07.16

 

 

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  • SÓ O TEMPO É QUE NOS DIRÁ
  •  
  • Quando nascermos dizem:
  • Já trazemos o destino marcado
  • Tão marcado que o destino
  • Segue o caminho da vida
  • E a vida se encarregará
  • De nos dar o lugar certo
  • Traçando um futuro
  • De altos e baixos
  • Do nosso destino
  • Sabendo nós
  • Que o que nos vai acontecendo
  • Diáriamente, mes a mes ou ano a ano  
  • Nada é por acaso
  • E só o tempo é que nos dirá
  •  
  • E quando observamos a vida
  • Pelo nosso caminhar dos anos 
  • Verificamos que o destino
  • Nunca é uma questão
  • De boa ou má sorte
  • Mas sim uma questão
  • Da nossa escolha
  • Que por vezes essa escolha
  • Poderá não ser amiga da vida
  • E nada à a fazer
  •  
  • Quando a nossa vida
  • Tem de cumprir
  • O Destino que Deus nos entregou 
  • Pelo caminho do virar da página
  • Só temos de seguir a vontade 
  • Dos dias da nossa evolução
  • E se vivermos cada dia
  • Como se fosse o nosso último
  • Certamente esse último dia
  • Nunca será igual
  • A todos os outros dias
  • Do nosso destino já
  • deixado para trás
  • Entre tempestades e bonança
  • Da nossa existencia
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 12:41


914 - CANTAR GRANDOLA

por Fernando Ramos, em 28.07.16


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  • CANTAR GRANDOLA
  •  
  • Grândola Vila Morena
  • Cantada por “homenzinhos”
  • Soa a mentalidade pequena
  • De quem nos suga aos pedacinhos
  •  
  • Terra Livre e de bondade  
  • Deixa, o politico a cantar sozinho
  • Dizem que é a arma da liberdade
  • Que não cala o Zé Povinho
  •  
  • Por isso suas gargantas têem
  • A canção de luta e solidariedade
  • Prós Governos filhos da mãe
  • Que ao povo não deixam saudade
  •  
  • Politicos estupidos cheios de confiança
  • Com promessas nunca alcançadas
  • Grita na rua o povo pela mudança
  • Com Grandola Vila Morena, de mão dada
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:30


913 - AVÓ

por Fernando Ramos, em 27.07.16

 

913.jpg

 

  • AVÓ
  •  
  • Ser Avó, é ser duas vezes mãe
  • Um tesouro para se guardar
  • Muitos a querem, e só alguns a têm
  • Porque a vida nos leva
  • Esse bem de amar
  • Avó, coração ardente
  • Todos a beijamos pela vida fora
  • Dá-nos um colo doce e quente
  • Bem guardado em nossa memória
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 21:19


912 - TEU BEBÉ

por Fernando Ramos, em 27.07.16

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TEU BEBÉ

 

Quando teu bebé te der

Pela primeira vez

Seu choro e seu dedinho

É o seu grito de emoções

Caminhando direitos

A, teu coração

E tu sorris de felicidade

Ao bebé lhe dizes que és

Seu puro e eterno amor

E seus olhinhos te dizem:

“Nasci mãe, sou fruto do vosso amor”

E orgulhosamente gritas ao mundo

Fixando seu rosto pequenino

“É o meu bebé, é a minha vida”

E teu coração irá ama-lo sempre

Como se não houvesse um amanhã

De pequenos momentos

Porque um dia orientarás

O voo do seu futuro

E irás perceber

Como esses momentos eram grandes

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 19:37


911 - Sr. DR. DUPUTADO DA NAÇÃO

por Fernando Ramos, em 27.07.16

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911 - SR. DR. DEPUTADO DA NAÇÃO

 

Sr. Dr. Deputado da Nação

Que bem que vós falais

Diz mentiras sem razão

Não nos prometa mais

 

Estamos fartos de promessas

É fartura de tanta ilusão

Tudo isso são só conversas

Que ao povo faz confusão

 

O que diz vai de lambreta

 Pró lugar que o povo sabe

É tudo conversa da treta

Que em eleições já não cabe

 

Uma mentira aqui, e outra ali

Já todos sabemos como é

As falsidades vagueiam por ai

Julgando que o povo é a ralé

 

Está enganado Sr, Doutor

Não somos assim tão parvos

Suas leis são um horror

P'ra quem não tem centavos

 

Essa de fingir marcar o ponto

Quando chega a Sexta Feira

Só engana quem é tonto

 Ou não passa de brincadeira

 

Vamos lá mudar o discurso

Está na hora da sinceridade

O povo não é urso

Só lhe exige a verdade

 

 De: Fernando Ramos

 

  

 14.12.2008

 

 

 

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publicado às 17:43


910 - MUITOS PASSOS

por Fernando Ramos, em 27.07.16


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MUITOS PASSOS

 

O amor dá-se

E recebe-se do mesmo jeito

 

Assim:

Prós que me amam

Do fundo do coração

Uma delicia de amor

P´ra todos eles

 

Prós que me invejam

A perder de vista

OUTRA

 

Porque a vida é mesmo assim 

Construída de MUITOS  passos

De amor até doer

E de muitos nadas

De doidos varridos

 

De: Fernando Ramos

9.3.2013

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publicado às 14:59


909 - DOR GRANDE E FRIA

por Fernando Ramos, em 27.07.16

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DOR GRANDE E FRIA

 

Meu caminho foi desviado

Pró teu coração de amor

Foi um passo que dei errado

Hoje sofro a dolorosa dor

 

Enganas o meu amor

A toda hora sem parar

É um tempo bem sofredor

E rápido quero terminar

 

Não mais sinto prazer

Dos nossos lábios unidos

Era poesia p´ra meus olhos dizer

Como os teus eram-me queridos

 

Se comigo não mais viveres

A dor será grande e fria

Irei embora e sem saberes

De ti fugirei noite e dia

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 12:06


908 - O POVO ANDA NA RUA

por Fernando Ramos, em 27.07.16

 

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O POVO ANDA NA RUA

 

O povo anda Rua

A gritar por seu  País

Os Políticos vivem na Lua

E não percebem o que ele diz

 

Julgam que sua Democracia é eterna

E não querem saber da dor dum povo

Só p´ra alguns esta gente governa

Não percebendo o desejo de Abril Novo

 

Canta-se Grândola Vila Morena

O hino da luta e da razão

Sabendo o povo que vale a pena

Dar força à voz do coração

 

Políticos, ouçam e se cuidem bem

Portugal anda mal Governado

Não percebem a força que o povo tem

Quando vai p´ra rua muito zangado

 

O que nos está acontecer é medonho

E nada disto é natural

O povo vive p´ra um belo sonho

Só quer ser feliz em Portugal

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 10:27


907 - MEU FADO EM PALAVRAS DE AMOR

por Fernando Ramos, em 26.07.16

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MEU FADO EM PALAVRAS DE AMOR

 

O meu fado é a luz do momento

Girando em palavras de carinho

É o símbolo do ardor e do lamento

Bebido p´la vida devagarinho

Ele é o principio e o fim da alma

E as lembanças arquivadas na dor

É silencio p´la inspiração salva

Ou simplesmente palavras de amor

 

O fado é alegria e sofrimento

Ciúme, paixão e lágrima chorada

É poesia elevada de alento

Escrita p´la imaginação abençoada

Ele vem em palavras de amor

Beijando segredos em alto mar

Canta-se com garra e tanto ardor

Deixando-se ir nas marés p´ra não naufagar

 

O meu fado é o abraço bem apertado

Pró sentimento feliz e de amargura

É desgosto não mais esperado

Dum ritmado coração rico de ternura

Ele é o principio e o fim da alma

E a lembranças arquivadas na dor

É silencio p´la inspiração salva

 

de:Fernando Pinto Ramos

19.2.2013

 

 

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publicado às 10:51


906 - BOA HORA

por Fernando Ramos, em 26.07.16

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BOA HORA

 

Quando a boa hora

Tocar em teu coração

No nascimento de teu filho

Não te assuste

É apenas ele

A beijar-te de amor

Amor de filho

Que nasce a partir desse dia

E para toda a vida

O levarás de beijos

Com o vermelho dos teus lábios

E lhe darás a mão do coração

Que o irá segurar

Todo o seu destino.

E a sua maior certeza

È que tu o amarás sempre

E estarás sempre com ele

Porque a sua vida

Será um conjunto

De circunstancias

Que a brisa do tempo

P´ra ele escolherá

 

De: Fernando Ramos

30,1,2013

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publicado às 05:15


905 - OUTROS TEMPOS

por Fernando Ramos, em 25.07.16

 

 

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  • 905 - OUTROS TEMPOS
  •  
  • Fui menino, e nesse tempo, eu e os meus irmãos
  • não tínhamos Computador ou outras tecnologias
  • Tínhamos as ruas da nossa Lisboa vazias de carros,
  • lá para os lados do Bairro de Alvalade
  • Onde, alguns de nós brincávamos descalços no alcatrão,
  • Depois de comer a sopa na Escola
  • E à tarde até à noitinha lá estávamos jogando à bola
  • Com outros meninos companheiros das brincadeiras
  • E da pobreza da vida, correndo atrás dum sonho
  • de bons jogadores de futebol, que nos enchia de orgulho
  • Nesse tempo minha mãe não tinha telemóvel
  • para nos chamar
  • Simplesmente ia à Janela gritar por mim
  • e pelos meus irmãos que também por ali brincavam
  • E nós com muito custo lá deixávamos os amigos
  • Das brincadeiras, tão felizes como nós
  • Lá íamos para casa, ainda ajudar os nossos pais
  • Em algum trabalho de colar caixas de cartão
  • ou envelopes, que o meu pai levava para casa
  • Para ajudar a compor economicamente
  • o magro salário que ele recebia
  • Outros tempos bem diferentes de agora
  • Mas as saudades que eu tenho desses tempos…
  • Só dos nossos pais, dos meus irmãos pequenos
  • Da restante família, e das ruas vazias
  • das loucas brincadeiras do jogo da bola
  •  
  • De: Fernando Ramos
  • 26.12.2012

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publicado às 21:53


904 - MÁQUINAS DE FAZER POBRES

por Fernando Ramos, em 25.07.16

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MÁQUINAS DE FAZER POBRES

 

Este é um País de gente honrada

e trabalhadora

Este é um País de heróis

Que desbravaram mundo

Sem receios dos percalços do destino

Este é um País

Onde alguns políticos sem escrúpulos

Tentam tratar o seu povo 

Como atrasados mentais

Jogando num tabuleiro de interesses

Que se entrelaçam

Numa perversidade sórdida

Beneficiando dos lugares

Que ocasionalmente ocupam

Levando ao empobrecimento

E embrutecimento com sua

Baixeza de vida

Gente que ama este País

Este é um País donde por vezes 

Aparecem uns figurões que não passam

De reles Máquinas de criar

Pobres e Miseráveis

Protegendo sempre quem tem fortunas

Consideráveis por vias duvidosas

Esquecendo-se, que um dia

Os Miseráveis não tendo

Qualquer forma de se alimentarem

Lá terão de passar a comer os ricos

Que Deus proteja este pobre País

De quem não ama a sua gente

 

De: Fernando Ramos

 10.12,2012

 

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publicado às 18:22


903 - ISTO VAI ACABAR MAL

por Fernando Ramos, em 25.07.16

 

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ISTO VAI ACABAR MAL

 

Aparece gente com triste lamento

Por seus trabalhos serem sumidos

A maioria, da Rua de S.Bento

Aprova decretos com empregos perdidos

 

Dizem que a culpa é da Troika má

Que vai provocando fome e miséria

O povo grita que dinheiro não há

Porque a corrupção não é causa séria

 

Enquanto na fome o povo se revolta

Por sua liberdade andar ameaçada

Outros enriqueceram e estão à solta

Gozando vida boa à custa desgraçada

 

E o desemprego dá um fim triste

Gritando-se na rua que “Isto vai acabar mal”

Porque um povo a mais não resiste

E o que virá por aí, é um mau final

 

Abram os olhos gente indecente

Antes que vá mais longe a vossa ganancia        

O mundo muda e não mais consente            

A exploração que a muitos cansa  

 

De: Fernando Ramos

15.9.2012

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publicado às 16:50


902 - LISBOA DO RIO

por Fernando Ramos, em 25.07.16

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LISBOA DO RIO

 

Minha Lisboa

Sempre linda

Sempre boa

Terra de bonita gente

Que canta seu nome

Nos fados que entoa

 

Lisboa amada

Lisboa chorada

Lisboa encantada

E dos sorrisos

Que valem tesouros

Terra de mil feitos

E do sol que sorri

Beijando sua Beleza

E brilhando prós corvos

Desenhados na bandeira

Do alfacinha

 

Lisboa dos pregões

Da calçada Portuguesa

E dos bairros castiços

Dos turistas que a levam

E a guardam no coração

Como um amor de poeta

 

Lisboa das noites

De Santo António

E da sardinha fresca bonita

Lisboa do rio

E das ondas de vai e vem

E das marés

Que ás lindas margens veem

 

Lisboa da poesia

E dos trovadores

Das mansardas vaidosas

E das janelas airosas

Lisboa da música

Dos Jardins e das flores

E das cores de Deus

 

Lisboa minha terra

Lisboa meu amor

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 13:59


901 - PALAVRAS PRECIPITADAS

por Fernando Ramos, em 25.07.16

901.jpg

 

  • PALAVRAS PRECIPITADAS
  •  
  • Na força da nossa razão
  • Teremos de perceber
  • O sentido do que por vezes dizemos
  • Pois as palavras têm a leveza do vento
  • E a força das tempestades
  • E o maior presente que poderemos
  • Oferecer é não entrar na tempestade
  • Com alguém que amamos
  • E por aí fazemos a diferença
  • Na vida desse nosso amor
  • E nunca valerá a pena
  • Ser menos gentil com quem mora
  • Bem dentro do nosso coração
  • Porque o arrependimento
  • De dizer algo que pode magoar
  • Não é um mau caminho
  • E o silencio desses momentos
  • É a coragem da diferença
  • Nas nossas palavras precipitadas
  •  
  • De: Fernando Ramos
  •  

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publicado às 12:32


900 - EUROPA

por Fernando Ramos, em 25.07.16

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900 - EUROPA

 

As manifestações no dia 14.11.2012, em vários

Países Europeus, é o caminho que estamos

A percorrer para o abismo se nada mudar.

As cargas policiais que diariamente vamos assistindo,

não é mais do que eu aqui já tinha escrito.

A EUROPA NÃO PODE CONTINUAR A SER GERIDA

POR PESSOAS QUE SE ESTÃO BORRIFANDO

PARA OS PAISES MAIS PEQUENOS ECONÓMICAMENTE

Estamos a ser espoliados por uma economia

Que a sua única meta é sacar mais que puder em Juros

Aos países mais débeis economicamente, e que vivem

Do dinheiro do exterior para sobreviver
Porque à base da promessa de Europa Unida e próspera,

acabaram-se com os seus meios de produção

Agrícola, Marítimos e Industriais

Como é o caso de PORTUGAL

Á custa de milhões de euros que para cá enviaram

para ajudar o país a crescer, o povo pouco recebeu

Quem os aproveitou foi a corrupção que se instalou

à volta do poder, sobrando para o povo

O DESEMPREGO E A MISÉRIA que pouco a pouco

se vai verificando e que nos empurra para o abismo.

Não é possível continuar nesta caminhada

galopante do desemprego, que está a levar

à ruína milhões de familias na Europa

E o Governo Alemão está mais preocupado 

De ganhar à conta dos mais fracos

Não estaremos a caminhar

para uma nova forma de NAZISMO

controlando os paises pela economia?

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 10:42


899 - MARGARIDA

por Fernando Ramos, em 24.07.16

 

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899 - MARGARIDA

 

Hoje nasceu a MARGARIDA

Parabéns aos pais e aos avós

Foi nesta tarde colorida

Que Deus presenteou todos nós

 

Parabéns MARGARIDA, sejas bem vinda

À nossa família muito babada

Do nosso jardim és a nova flor mais linda

E a doce menina por todos amada

 

São tantos familiares que bem te querem

P´ra felicidade do jardim deles    

Serás menina e um dia Mulher

Que amarás o carinho de todos eles

 

Prós vaidosos Papás

Serás sempre a “nossa menina”

E no céu uma estrela brilhará      

P´ra Margarida que Deus ilumina

 

Para a minha feliz sobrinha

Que hoje nasaceu

De: Fernando Ramos

13.11.2012

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publicado às 22:37


898 -QUEM AMA PORTUGAL NÃO ESTRAGA

por Fernando Ramos, em 24.07.16

  

 

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  • QUEM AMA PORTUGAL NÃO ESTRAGA
  •  
  • Portugal não deve ser gerido
  • Por incompetentes, por trafulhas, por corruptos
  • O povo sabe que a nação já não é um país gerido por Heróis
  • Gente que escrevia a história por linhas direitas
  • Agora tiram-nos tudo, cobrando uma divida
  • Que os mais pobres não fizeram
  • E pagam de juros anuais
  • Quase tanto como o orçamento anual
  • Do Serviço Nacional de Saúde
  • É um susto ver governantes gerirem um pequeno País
  • Como se fosse uma quinta de poderosos, e de agiotas
  • Que vão escrevendo a nossa história por linhas tortas,
  • E já somos um povo que não aguente mais
  • Porque o que o povo precisa é de ser governado por
  • Pessoas apaixonadas por Portugal, porque quem ama
  • Não estraga, e andam a estragar este pequeno País
  • Precisamos de voltar acreditar em bons políticos
  • Porque acreditar em gente séria é essencial,
  • Mas ter essa atitude é que faz a diferença
  •  
  • De: Fernando Ramos
  • 12.11.2012

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publicado às 16:43


897 - FORÇA À FELICIDADE

por Fernando Ramos, em 24.07.16

 

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  • FORÇA À FELICIDADE
  •  
  • O amor não se vende
  • Não se promete
  • Não se dá de presente
  • Amar é paixão a dois
  • Um encontro de vontades
  • Para a vida fora
  • O amor ilumina caminhos
  • Que terão de ser percorridos
  • Por ambos
  • Que se querem tanto
  • Amar, é colocar paz no coração
  • E um sorriso de esperança
  • Que dá força á felicidade
  • Que deleita a alma
  • De suspiros entre abraços
  • Amar, amar sempre
  • De dentro para fora
  • Do coração de cada um
  • É como um sol
  • P´ra quem o merece
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:46


896 - DEIXA O TEMPO PASSAR

por Fernando Ramos, em 24.07.16

 DEIXA O TEMPO PASSAR

 

 

Todo ser humano
Num tempo mal passado e mal vivido
Só envelhece prematuramente
Parece que nunca quis bem amadurecer
E então, não está aberto às novas ideias
Tudo que é novo lhe faz confusão!
Tudo que é diferente, o torna radical
E diz repetidamente que é da idade
Até que para alguns ser novo é um susto

 

O ser humano ainda se torna mais velho
Quando demasiadamente pensa em si
Não querendo saber dos outros
Sendo por vezes o egoísmo
Um mal que é seu fiel companheiro
E que o leva sempre à eterna solidão

 

Torna-se ainda mais idoso
Quando deixa de lutar
Esquecendo-se que brigar
Pode ser uma janela
Que a vida presenteia
E com o passar do tempo
O torna sabedor das coisas
Do sofrimento e da alegria
E ajuda-o a compreender
Como vale a pena lutar por algo
que o faz melhor viver

 

Quando ainda é novo
Vai aprendendo o bem e o mal
Com o passar dos anos
E na memória guarda um
passado, bem ou mau vivido
E então é ai que se torna
Como os bons vinhos velhos

 

Se aproveitar o melhor da vida
Aí sim será de boas castas
E senão tira bom proveito da vida
terá dela certamente más colheitas

 

Muita idade nunca é preocupante
Se a ver com bons velhos
E se calhar outros até aprendem
Com as gentes de muita idade


Preocupante é se são mesmo velhos
Nas ideias, nas atitudes nos métodos
E recusarem sempre a mudança
Que a vida indica como algo natural

 

Se o ser humano for positivos ou generoso
Com o passar dos tempos seus olhos
Pulam naquele brilhozinho malandro do amor
De quando eram novos
Que os fazia arder na chama imensa da paixão
Por isso nunca se deve deixar
Que a tristeza do passado e o medo ao novo
Termine com a sua alegria
Pelo presente, e pelo futuro
O tempo que por todos vai passando
Devem ser sempre uma bela conquista
E não algo que se vai perdendo na idade

 

 

de: Fernando Ramos
 

 

 

 

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publicado às 11:57


896 - A DOR DO DESEMPREGO

por Fernando Ramos, em 24.07.16

 

896.jpg

 

 

  • A DOR DO DESEMPREGO
  •  
  • Pior que a dor de estar sem emprego
  • É a dor de saber que ele não surge
  • Mesmo que os Políticos
  • O prometam diariámente
  • E não imaginam alguns deles
  • Do que essa dor é capaz
  • De fazer à mentira
  • Que consome as pessoas
  • Que perdem tempo em acreditar
  • E a noção desse mau tempo
  • Um dia poderá levar
  • Os desempregados acordarem
  • E os maus Governantes
  • Deixarão de mentir
  • E poder dormir
  • De consciência tranquila
  • E talvez passem a ter
  • Uma pequena atitude certa
  • De serem honestos
  • E falarem de olhos nos olhos
  • Para quem tem a dor do desemprego
  • O que fará uma grande diferença
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 10:03


895 - AME

por Fernando Ramos, em 23.07.16

 

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AME

 

  • Ame, ame sempre
  • A vida. a família
  • Os amigos e os animais
  • E especialmente
  • Apaixone-se loucamente
  • Pela natureza e por si mesmo
  • Porque esse amor
  • Faz pedaços despedaçados
  • Voltarem a fazer parte  
  • Da razão da sua vida
  • E da alma velada
  • Que permanece ardendo
  • Secretamente na mansidão
  • Do desejo
  •  
  • De; Fernando Ramos

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publicado às 22:53


894 - A GANANCIA DO DINHEIRO

por Fernando Ramos, em 23.07.16
 

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894 - A GANANCIA DO DINHEIRO

 

Quando um Governo eleito

Se julga eficiente

E Governa contra

O bem estar de seu povo

É um Governo que não merece

O respeito de quem

Ainda pensa representar

E esse mesmo Governo

Que é lesto aplicar eficazmente

Leis sobre pequenos e médios delitos

Por vezes se torna preguiçoso

Para elaborar leis para perseguir

A grande corrupção

Que em alguns casos é praticada

Por Ex Governantes ou por

Parceiros do poder económico

Que suga quem trabalha.

Quem nos governa dorme sobre isso

E o povo é totalmente abandonado

E o futuro das próximas gerações

É totalmente depenada

Por gente que apenas

Lhes interessa o presente

E a ganância do dinheiro

 

DE: Fernando Ramos

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publicado às 20:01


893 - FAZ SENTIDO MEU AMOR

por Fernando Ramos, em 23.07.16

 

893.jpg

 

893 - FAZ SENTIDO MEU AMOR

 

Faz sentido meu amor

Amar-te loucamente

Pelas ruas caladas do silencio

Na aurora do nosso destino

Fixando o olhar de amor

No horizonte de nossos corações

 

Faz sentido meu amor

Viver intensamente

Cada momento da nossa união

Num devaneio continuo

Da nossa louca paixão sem medos

Dos tempos de sofrimento

 

Faz sentido meu amor

Que Deus nunca permita

Que se perca o romantismo

E que fiquemos juntos

Até a vida terminar

Num sopro de alegria

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 18:50


892 - BELEZA DO LUAR

por Fernando Ramos, em 23.07.16

 

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  • BELEZA DO LUAR
  •  
  • O dia vai-se esgueirando
  • Entre caminhos e árvores
  • Como a fugir não sabe de quê
  • E entre a penumbra e entre galhos
  • Vai surgindo a noite fria
  • Com o brilhar da lua curiosa
  • E a Lua grandiosa
  • Mostra ao mundo seu domínio
  • No céu azul de nuvens de veludo
  • P´ra maravilhosa terra enfeitar
  • Com toda sua preciosa imponência
  • E o homem que vagarosamente
  • Vive entre os medos adormecidos
  • Pelas circunstancias da vida
  • Se deslumbra com o momento
  • Buscando na beleza do Luar
  • A essência da natureza
  • Que não cansa seu feliz olhar
  • E que o inspira pró amor em verso
  • Desse momento imortal
  • Rodeado dum silencio
  • Que com ele vai p´lo caminho
  • Até à aurora de outro dia
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 17:37


891 - NÃO TRAGAS PROMESSAS

por Fernando Ramos, em 23.07.16

 

891 (2).jpg

 

 

  • NÃO TRAGAS PROMESSAS
  •  
  • Não tragas promessas ao nosso leito
  • Não quero mais mentiras no pecado
  • Não parece bonito nem grato
  • Tua incerteza de amor em meu peito 
  •  
  • Não tragas promessas ao nosso leito
  • Não te percas no caminho do triste fado
  • Nosso amor ali, é um belo acto
  • Por não estarmos juntos de qualquer jeito
  •  
  • Não tragas promessas ao nosso leito
  • Um oceano de amor que nos é farto             
  • P´ra um destino colorido e perfeito 
  •  
  • Não tragas promessas ao nosso leito
  • Meu coração espera um bom trato     
  • Pró abraço calado não ser desfeito      
  •  
  •  de: Fernando Ramos

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publicado às 14:11


890 - AMO-TE

por Fernando Ramos, em 23.07.16

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AMO-TE

 

Esta é a palavra mais extraordinária

De se ouvir

A que mais gostamos de ler num olhar

Ela é a mais quente e mais brilhante

De toda a nossa vida

É o fogo brando do calor humano

Com ela não existe ódio, guerra

Ou qualquer outra maldade que nos

Aparece entre pedras no caminho

Ela é o sentido verdadeiro da Democracia

Da Liberdade de cada um de nós

É a palavra mais abençoada e produtiva

Que a Natureza nos pode ofertar

Ela é a paixão, duma mãe, dum pai

Duns avós, ou restante família

Nós devemos gritar ao mundo

Que o amamos

E apenas ansiar que o mundo

Nos ame a nós

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 11:50


889 - QUANDO

por Fernando Ramos, em 23.07.16

 

 

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889 - QUANDO

 

Quando o sol não brilhar

Quando o vento não assobiar

Quando o rio secar

Quando as flores murcharem

Quando o machado cortar

A última árvore

Quando deixares de respirar

 

Vai servir de muito

A ganância pelo dinheiro

 

Quando a memória

Não aflorar em dias de melancolia

Quando os poetas não escreverem

Quando as crianças

Não poderem perguntar

Quando se deixar de viver na verdade

E não se poder falar das mágoas

 

Morre tudo…

E o amor deixa de se alcançar

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 10:09


888 - SONHO DE LUAR

por Fernando Ramos, em 22.07.16

 

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SONHO DE LUAR

 

Quero um dia gritar ao mundo inteiro

Ouvindo os sons da natureza

Sorrir à vida e ser o barqueiro

Dum céu de estrelas de tanta grandeza

E nelas procurar a esperança perdida

Deitado nas aveludadas nuvens atordoadas

Olhando a lua derramando prata derretida

Aclamando poemas em rimas delicadas

E na minha solidão do firmamento azul

Grito ao mundo terra, ouvindo minha voz

Ali sou feliz como era nos mares do sul

Escrevendo poesia p´ra lua de todos nós

E uma lágrima órfã alojada no pensamento

Cai nas estrelas que moram em meu olhar

E por entre um pensar latejante do momento

Aparece a esperança lavando meu sonho de luar

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 23:14


887 - MAU PEDAÇO

por Fernando Ramos, em 22.07.16

 

 

887 (2).jpg

 

  • MAU PEDAÇO

    A lua espreita por detrás da montanha
    Iluminando toda sua redondeza
    A brisa traz uma saudade tamanha
    No meu coração que carrega tristeza
  •  
  • Contemplo a triste lua soluçando
    Pertinho das estrelas a brilhar
    A saudade faz a lua por mim penando
  • P´la mulher que não me quer amar
  •  
  • E toco meu violão devagarinho
  • Num lamento bem choradinho ao luar
  • P´la mulher que me deixa sozinho
  • Com angústia que em mim está a entrar
  •  
  • Neste mau pedaço o tempo vai sumindo
    E o amor na viola vai caindo sem voltar
  • Observando a lua, meus pensamentos vão fugindo
  • Da mulher que meu dia nunca deixa clarear
  •  
  • Emergem pedaços partidos de paixão
  • De um amar que nunca será meu
  • E Deuses me dizem da mulher da ilusão
  • Que o seu florido jardim até seria eu
  •  
     De: Fernando Ramos 

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publicado às 20:54


886 - OS CARRIS DA VIDA

por Fernando Ramos, em 22.07.16

886 (2).jpg

 

  • CARRIS DA VIDA 
  • Pelos longos carris da vida
  • A viagem leva-nos a um cantinho
  • Uma ou outra paragem de saída
  • Nos indicará a sorte do destino
  • E por largos desconhecimentos
  • Desafiamos caminhos coloridos
  • Deciframos tantos cruzamentos
  • Em lugares por aí desconhecidos  
  •  
  • Se não se conseguir a sorte apanhar
  • No comboio que passa pela vida
  • Entre olhares e palavras vamos dar
  • Ao percurso da bela aurora apetecida
  • E se o comboio por ela não passar
  • É Deus que decide, e não eu
  • E quando ao infinito um dia chegar
  • Abre-se as portas do céu que é seu
  •  
  • De: Fernando Ramos 

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publicado às 18:53


885 - MARIA

por Fernando Ramos, em 22.07.16

 

885.jpg

 

885 - MARIA

 

Maria, vou passar pela baixa

Subir a calçada ao Bairro Alto

Beber um tinto de fina caixa

Gozando o prazer sem sobressalto

 

Sabes bem que sou boémio

E disso nunca te enganei

Sei que sou fraco prémio

Pró teu coração que ateei

 

Maria, és a minha doce paixão

E completas toda a minha vida

Mas à tasca não digo não

É lá, minha chegada e partida

 

Sabes as noites frias que passo lá

Com satisfação que dá cansaços

E que entre copos de lá para cá

Vou saboreando a vida aos pedaços

 

O Bairro alto é outra paixão

Desde que era muito novo

E lá entrego minha consolação

Bem juntinho ao vinho novo

 

Foi lá que te encontrei

E meu coração em ti se perdeu

Hoje te digo que sempre te amei

Mas o triste vício me acolheu

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 17:34


884 - MÁGOA PERDIDA

por Fernando Ramos, em 22.07.16

 

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  •  884 - MÁGOA PERDIDA
  •  
  • Lá vai a mágoa, e vai perdida
  • Leva muito p’ra chorar
  • É de uma dura vida, vencida
  • Que ficou sem um meloso amar
  •  
  • Se sente bastante traída
  • E sem nada a esconder
  • Sofreu boa parte da vida
  • E p´ra um papiro vai escrever
  •  
  • Foram tantas horas escondidas
  • E sua noite nunca amanheceu
  • Até as estrelas andaram fugidas
  • Do brilho que ela não se envolveu     
  •  
  • E a mágoa perdida cai
  • Seguindo o trilho da tristeza
  • Deixa a dor que entra e sai
  • Dum coração batido p´la dureza
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:49


883 - OLHAR O MUNDO

por Fernando Ramos, em 22.07.16

 

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  • OLHAR O MUNDO
  •  
  • Vou por aí e não tenho pressa
  • Vou olhando o mundo tal como ele é
  • Observando pessoas que por mim passam
  • E com elas vai uma história e um destino
  • E ao vê-las, julgo que a felicidade
  • Já ali não mora, tal como me acontece
  •  
  • Todos os dias, todas as manhãs
  • Faço o meu caminho cheirando os dias
  • E as estações do ano
  • Que por mim vão esperando
  • Na longa estrada que conheço
  • Rodeada de todas as árvores
  • E dos males do universo
  • Que fazem parte da minha vida
  • E também da minha história
  • Que morrerá na poeira do tempo
  •  
  • É preciso observar o mundo
  • Que faz da alma um jardim em flor
  • E que apesar de nele, eu ir devagar
  • Para mim sorri, e para mim se entrega
  • De amor, e de amor eu me oferto a ele
  • Aos outros e à natureza
  • Que tão generosa é para nós
  • Sendo apenas necessário
  • Que homens e mulheres ganhem coragem
  • Para virar a esquina do medo
  • Pedindo a Deus outra direcção ao mundo
  • Com crença, verdade e paixão
  • Para que ele não se destrua
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 11:29


882 - MÃE, DOCE BRILHAR

por Fernando Ramos, em 22.07.16

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  • MÃE, DOCE BRILHAR
  •  
  • Mãe, nossa mais querida amiga
  • Mulher que nos quiseste por bem
  • És o poema da rosa mais florida
  • No jardim do Deus do além
  •  
  • Um dia, levou-te por amor
  • Por seres a Santa de teus filhos
  • Em nós ficou um penoso temor
  • Da perdição dos maus caminhos
  •  
  • Nossa mãe que adoças o céu      
  • No maravilhoso paraíso de Deus
  • Olha por nós nas noites de breu
  • Com o puro amor dos olhos teus
  •  
  • Nós ansiamos p´lo teu doce brilhar
  • No silêncio da tua poesia
  • P´ra que nunca nos deixes pecar
  • Recebendo o calor da tua magia
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:30


881 - MÁ VIDA PASSADA

por Fernando Ramos, em 21.07.16

  

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881 - MÁ VIDA PASSADA

 

P´ra ti mãezinha, minha flor

Que vives no meu coração

Faço uma declaração de amor

Beijando-te de ternura e paixão

 

Tu és toda a minha vida

E recebes minha adoração

Sei que tua vida foi sofrida

Com o infinito eco da tua razão       

 

Perdoa-me querida mãe

Por meu vicio ser magoado               

Mas Deus, e tu sabem bem

Ser este meu destino traçado

 

Não percebo as chamas deste pecar

Talvez por má vida passada

Sofro muito por te mal tratar

No silencio da dor desgraçada

 

Sabes que me quero redimir

Mas a droga é minha tortura 

Acabo sempre por te mentir

Com a profundeza da amargura

 

De: Farnando Ramos

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publicado às 22:07


880 - FILHOS DE GENTE POBRE

por Fernando Ramos, em 21.07.16

 

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FILHOS DE GENTE POBRE

 

Somos filhos de gente pobre

E batemos o chão descalço

Nosso olhar via a fome

E o pão era nosso encalço

 

Somos filhos de gente feliz

Gente que Deus sempre amou          

Deu-nos o destino que quis

Prós caminhos, que a vida doou           

 

Somos filhos de boa gente

Gente de enorme afeição

E nos silêncios que o coração sente

As lembranças são nossa emoção

 

Somos filhos de tanto amor

De chama viva muito extensa

Na nossa união brilha a cor

Da pura amizade tão imensa

 

De: Fernando Ramos

21.9.2012

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publicado às 19:48


879 - PERDIDO DE AMOR

por Fernando Ramos, em 21.07.16

 

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  • 879 -  PERDIDO DE AMOR
  •  
  • A dor silenciou minha alma um dia
  • Por estar de ti embriagado de amor
  • Fazendo dele música de bela melodia        
  • Deixando-me presioneiro e sonhador 
  •  
  • Já não sei mais o que fazer
  • P´ra me soltar deste destino   
  • Tão apertado por tanto te querer
  • Desfazendo minha vida que arruino
  •  
  • Perdido de ti, em louca paixão
  • Em mim gira um carrossel de ansiedade    
  • Numa doce ondulada bela emoção
  • Esperando que sintas minha vontade  
  •  
  • Meu amor por ti é um recitar de fascínio
  • E a luz soberba da poesia de abraços
  • Que escrevo p´ra ti em desatino
  • Em folhas que guardo atadas em laços     
  •  
  • De Fernando Ramos

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publicado às 17:30


878 - DE TAÇA NA MÃO

por Fernando Ramos, em 21.07.16

 

878.jpg

 

  • 878 - DE TAÇA NA MÃO
  •  
  • No meu bairro junto à casa
  • Do homem negro
  • Critica-se quem nos governa.
  • E ali no restaurante do homem de bem
  • Apetece chorar e ninguém chora
  • Apetece falar e poucos falam
  • E o preto de taça na mão
  • Observa à sua porta
  • Aquela gente que se junta
  • Dentro do desespero do momento
  • Murmurando porque elegerem
  • Quem lhes mentiu e faz mal
  •  
  • E este triste acto dá vontade
  • De falecer a quem vive
  • Dentro da miséria
  • Porque é nesse estado
  • Que caminha um povo
  • Que traçava rotas sem desvios
  • E que mais uma vez acreditou
  • Já tendo esquecido um passado
  • Que nunca imaginava que voltaria
  • Mergulhado nas lágrimas da fome
  • Perdendo mais uma vez
  • O perfume da esperança
  • E a oportunidade da mudança
  •  
  • Somos um povo
  • Que não deixa de acreditar e sonhar
  • P`ra que seu sonho se realize
  • No galho mais alto
  • Do ambicionado ninho da liberdade
  • Tantas vezes ansiada
  • Na casa do preto de taça na mão
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:12


877 - LÁGRIMAS DE CRISTAL

por Fernando Ramos, em 21.07.16

 

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  • 877 - LÁGRIMAS DE CRISTAL
  •  
  • Choras lágrimas de cristal
  • Pela tua terrível dor
  • Elas caíram por esse mal
  • Vir dum coração sofredor
  •  
  • Recebe suspiros quem não deve
  • Já há muito sabias disso
  • Só teu peito é que perde
  • Por esse amor submisso
  •  
  • Parte para outra minha amiga
  • Porque a vida contínua
  • Dá a paixão dele por perdida
  • Porque ela nunca foi tua
  •  
  • Tuas lágrimas de cristal
  • Deixam cair a solidão
  • Porque de forma natural
  • Lavam a dor do coração
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 15:40


876 - OS BRINQUEDOS DA JOANA

por Fernando Ramos, em 21.07.16

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  • OS BRINQUEDOS DA JOANA
  •  
  • Joana,
  • Guardamos teus brinquedos
  • As tuas bonecas lindíssimas
  • E outros que guardam teus segredos
  • Mais as tuas doces caricias       
  • E até a estrela que pintaste
  • Em cartolina branquinha
  • E por ela riste e choraste
  • Quando andavas na escolinha
  •  
  • Belos tempos minha filha
  • Que hoje envolvemos num abraço
  • Com um olhar que sorri e brilha
  • P´la lembrança que não dá cansaço
  • Sabes bem como te amamos
  • E por ti respiramos noite e dia
  • És a alvorada onde balançamos
  • No teu destino com alegria 
  •  
  • Os anos vão passando
  • E tu sempre a nossa menina
  • Nossas vidas vão acariciando
  • Teu céu de amor que não termina
  • Nossa filha, és nosso poema
  • E um grande coração sonhado
  • Teus olhos azuis de cinema
  • São nosso pedacinho encantado
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:49


875 - BALADA DE MAU MOMENTO

por Fernando Ramos, em 21.07.16

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  • 875 - BALADA DE MAU MOMENTO
  •  
  • Hoje não chega lírios nem a estrela
  • Que me aquecem o coração
  • E alegria quente nem vê-la
  • Só a rebeldia p´lo meu violão
  •  
  • Sou levado a estar de sentinela
  • Percorrendo noites de breu
  • Neste meu inverno vejo a flor amarela
  • Caída num chão, tão murcha como eu
  •  
  • Sei lá porque vou dorido
  • Neste caminhar do destino
  • Quero dar um grito que vai sumido
  • No meu jardim de vida pouco florido
  •  
  • E neste azedume que me deixa frio
  • Apenas habita a desilusão
  • Que nas veias corre-me como um rio
  • P´ras marés de choro da depressão
  •  
  • Meu coração agora está a doer
  • Mas lutando vou tentar ser feliz
  • Pensando que amargura vai desaparecer
  • E que vou perder penosa cicatriz
  •  
  • E nesta balada de mau momento
  • Aparecerá o arco-íris depois do trovão
  • Virá colorido de belo sentimento
  • Bastando um poema, bastando uma canção
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 12:55


874 - ASSISTIMOS E FAZEMOS DE CONTA

por Fernando Ramos, em 21.07.16

 

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  • 874 - ASSISTIMOS E FAZEMOS DE CONTA
  •  
  • Já assisti a varias situações na vida
  • Assisti quando muito novo
  • Que as pessoas eram mais honestas
  • Educadas, leais e dignas
  •  
  • Depois assisti a época de ter
  • E das aparências, como ter dinheiro
  • Viver bem era a fase de ter tudo,
  • Se possível mais que os outros
  •  
  • Agora e passados uns bons anos
  • Assisto à fase do faz de conta
  • Que os pais educam bem os filhos
  • E que os filhos fazem de contam
  • Que aprendem muito na escola
  • È que á noite quando saiem,
  • Que vão para casa de amigos
  • Quando realmente vão para vidas
  • Por nós os mais velhos
  • Nunca imaginadas
  •  
  • Os políticos fazem de conta
  • Que são francos, honestos
  • E merecedores do nosso voto
  • Porque dizem ter remédio  
  • P´ra resolver a miséria do povo
  • Que cresce como erva daninha
  • E que estão a resolver o problema
  • P´ra que o mundo viva em paz
  •  
  • E o que assistimos é, que
  • Num lugar não muito longe
  • Ao bem perto de nós
  • Nossos irmãos sofrem
  • Com a Guerra que nunca acaba
  • E nós acreditamos nos políticos
  • E depois somos brindados
  • Com alguns corruptos e com
  • Uma justiça, que só funciona
  • Para os pobres, porque
  • Para os outros há sempre
  • Um chapéu de aba larga que os protege
  •  
  • E nós não queremos ver
  • Ou fechamos os olhos
  • A tudo que se passa
  • E fazemos de conta
  • Que está tudo Bem
  • E este infelizmente para mim
  • E para muitos, é o mundo actual
  • Que vivemos
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:10


873 - CHEGOU A HORA

por Fernando Ramos, em 20.07.16

 

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873 - CHEGOU A HORA

 

Eu te amei, e como te amei

Amei-te tanto, parte da vida

O quanto, nem eu sei bem

Só sei que foi ilusão vencida

 

Amei-te por becos e ruelas

Encostados às paredes da paixão

Hoje, me sinto triste dessas sequelas

Que moram bem fundo do coração

 

Sentado na mesa, sentindo pena

Relembro os momentos em clamor     

Bebendo copos p´ra mágoa serena 

Esquecendo por momentos tal dor

 

Já não me dás sinal algum

E procurei-te por toda a parte

Não te encontrei em lado nenhum

E esta paixão vejo que parte

 

Ditoso meu coração carente

Das lembranças da doce aurora

Já temo menos as dores que sente

Porque pró final, chegou a hora

 

Eu te amei, e como te amei

Amei-te tanto, parte da vida

O quanto, nem eu sei bem

Só sei que foi ilusão vencida

 

de: fernando ramos

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publicado às 23:22


872 - DEUSES DO MUNDO

por Fernando Ramos, em 20.07.16

 

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872 - DEUSES DO MUNDO

Os Deuses dos povos do mundo

São de paz, esperança e amor

Dizem os homens ao segundo

Mas o que se vê por aí é a dor

 

Deus é o Santo do amor

A ele se reza parte do dia

P´ra que nunca caia o terror

A este mundo de gente fria

 

A vida está numa confusão

E não há maneira de se entender

A fome corta o coração

A quem tudo faz p´ra resolver

 

Os Deuses dos povos do mundo

São de paz, esperança e amor

Dizem os homens ao segundo

Mas o que se vê por aí é a dor

É a guerra da noite escura

Que a natureza vai sofrendo

Não há na terra quem a segura

E os povos vão morrendo

 

Triste sina da nossa vida

Que nos dá desgosto profundo

A paz é a oportunidade perdida

Desde que o mundo é mundo

 

Deus é o Santo do amor

A ele se reza parte do dia

P´ra que nunca caia o terror

A este mundo de gente fria

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 20:15


871 - DESFEITO EM CARINHO

por Fernando Ramos, em 20.07.16

 

 

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871 - DESFEITO EM CARINHO

 

Sinto teu corpo bonito

Ondulando em meu gostar

A tua voz corre num grito

Por mim a murmurar

 

Dizendo bem devagarinho

“É tão bom fazer amor”

E eu desfeito em carinho

Beijando-te minha flor

 

És a minha forte adoração

Num lugar perfeito que nunca resisti

Quero-te com tanto amor

Melosamente em silêncio por ti

 

Ao beijar teu pescoço fino

É tão grandioso o que consegui

Meu coração bate em desatino

Porque um doce de teu corpo, eu senti

 

É maravilhoso o tanto que vi

E nosso vaivém, vai perto do fim

A magia corre loucamente de ti p´ra mim

E, é tão gostoso, aquilo que senti

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 18:12


870 - O CONTADOR DE HISTÓRIAS

por Fernando Ramos, em 20.07.16

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870 - O CONTADOR DE HISTÓRIAS

 

Cruzei-me na rua com um contador de histórias

Tinha os lábios secos por tantas histórias contar

Ele contava-me olhando para as nuvens

Que elas eram brancas e brilhavam tanto

Por causa da luz do sol

Do divino sol que nos aquece a todos

E o que ele conta, com todo o respeito

É apenas o que ele conta nas suas histórias

Falando das suas preciosas viagens

E do mundo que bem conhecia

Tão bem como os navegadores de outrora

Falou-me do muito mar que já viu

E das estrada que suas

Velhas pernas já pisaram

Falava-me dos caminhos e dos trilhos da vida

Da felicidade e da solidão que nunca

Sentiu por este mundo fora

Mas que sabe que muito por aí vai escondida

Disse-me que, desde que o mundo é mundo

Foi desenhado e escrito por Deus

E que sempre existiram percalços na vida

De momentos mal passados

Das coisas e das pessoas

E que ser feliz não é viver apenas

Bons momentos de alegria

Mas enfrentar a tristeza com sabedoria

Falou-me das conchinhas que já tinha

Encontrado à beira mar

Bem como dos montes

Que para ele não tinham segredos

Ou como dos abraços que foi deixando

Sem expressar palavras

Falou-me do mal e do bem

Que a humanidade religiosamente guarda

Este é um contador de histórias

Do nosso tempo onde tudo tem preço

E nada tem valor, por falta de amor

Dum tempo que, ó muito me engano

Precisará cada vez mais

Dos andarilhos da vida contadores de histórias

 

de. Fernando Ramos

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publicado às 16:10


869 - IRMÃOS

por Fernando Ramos, em 20.07.16

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869 - IRMÃOS

 

Somos todos irmãos

Diz Cristo nos Evangelhos

Ele pede que se dê as mãos

E seguir seus conselhos

 

Mas alguns são tão pecadores

Que deixam Cristo magoado

Dizendo-se soberanos senhores

De seu irmão encarcerado

 

Outros irmãos são do bem

E Cristo os ama por isso

São como a luz de Belém

Num mundo perfeito de juízo

 

Irmãos, seremos como Cristo quiser

Na sua piedosa misericórdia

A paz que chegue ao final que se quer

P´ra nas famílias terminar a discórdia  

 

Oh Cristo meu redentor

Faz do irmão por todos, amado

P´ra terminar penosa dor

Neste mundo massacrado

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 12:12


868 - FOLHAS SEM DONO

por Fernando Ramos, em 20.07.16

 

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FOLHAS SEM DONO

 

Sei, que caí as folhas sem dono

Vorazmente, p´lo vento arremessadas

De dia à tarde ou nas madrugadas

Nos límpidos meses de Outono

 

Sei que voam no vai vem do vento

Pelos campos, pisadas p´la garotada

Passando pelo mau tempo da geada

Que no olhar dum velho vai doendo

 

E do nada constroem os sonhos

Dos pintores inspirados pelas folhas

Fazendo aguarelas nada tristonhas

Deixando tantos e tantos olhos risonhos

 

E as folhas caídas são metades iguais

Para as vidas que por elas passam

Que sem lhes tocar não ameaçam

As suas longas viagens naturais

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 10:45


867 - BEIJO SUMIDO

por Fernando Ramos, em 19.07.16

 

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BEIJO SUMIDO

 

Faço tudo por teu beijo

Nem que suba às montanhas da lua

Sabes bem o quanto desejo

Sentir o calor da minha pele, na tua

 

Teus lábios, me levam em perdição

Ao docemente os beijar

Não sei porquê, nem porque não     

Por eles morrerei a desejar

 

Dá-me o beijo que tanto ensejo

Se for preciso vou p´lo mundo perdido

Se não mo dás, eu prevejo

Ser um beijo p´ra sempre sumido

 

Beija-me, beija-me docemente

Tua boca na minha, é união     

Por ela escreverei eternamente

Pela pena que balança na minha mão

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 22:59


866 - DESEJOS ACORDADOS

por Fernando Ramos, em 19.07.16

 

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 DESEJOS ACORDADOS

 

Juntas-te a mim em laços de ternura

Juntei-me a ti em laços de amor

Eu prisioneiro de ti, é a loucura

Tu prisioneira de mim, és resplendor

 

Já não sabemos que fazer

P´ra desatar nossos nós

Bem apertados por tanto querer

No nosso leito, deitados sós

 

E Perdidos de fascínio e paixão

Nossos corpos se fintam

Numa doce pura emoção

Prós olhos que felizes tilintam

 

E nosso amor é um recitar de fascínio

Num poema ofegante de laços

Poéticos, loucos em desatino

Escrito por desejos abençoados

 

De Fernando Ramos

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publicado às 21:28


865 - CONFINS DA MADRUGADA

por Fernando Ramos, em 19.07.16

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CONFINS DA MADRUGADA

 

É nos confins da madrugada

Que medito na minha vida

E vejo que vai amargurada

Por triste causa perdida

 

Em noites ao relento

A boémia vai-me matando

Por pecados que não leva o vento

Que de mansinho me vão levando

 

Oh madrugada que vais parindo a má sorte

Tu, vais me levar ao mau final

Diz madrugada se queres minha morte

Ou que adormeça como outro igual

 

Por favor madrugada

Faz-me feliz, dá-me boas auroras  

Deixa-me viver a vida ofertada

Todas as noites e todas as horas 

 

Minha fiel noite amiga

Aconchega-me de amor p´la madrugada

Se não, meu destino é causa perdida

E minha vida, infeliz e desgraçada

 

De: Fernando Ramos 

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publicado às 17:10


864 - FADISTA PREFERIDO

por Fernando Ramos, em 19.07.16

 

 

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 FADISTA PREFERIDO

 

Preparo a minha actuação,

Observando a assistência

E ensaio minha voz

Junto dos meus músicos

Dedilhando guitarradas

 

Observo o público

Tentando adivinhar

A ansiedade ou a descrença

Nos seus olhares

E nessa inquietude

Penso se serei capaz

De agarrar esse publico

Que me aguarda

Envolvido na áurea fadista

 

E minha incerteza cresce

Como um mistério inexplicável

Canto o meu fado,

E nele coloco palavras

De paixão e de sofrimento

De ingratidão e inveja

E de mais outras

Que vão saindo por minha garganta

Já cansada por tantas noites de fascínio

 

Peço a quem me ouve

No silêncio da sala cheia de assombro

P´ra me acompanhar num,

Ou noutro Fado mais conhecido

E minha ansiedade vai desaparecendo

E o meu medo vai de fugida

O público aplaude

E eu me sinto o fadista preferido

Das palavras imaginadas

P´lo poeta num banco de Jardim

A beirinha de um passado

De alegrias e tristezas

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 14:04


863 - DANÇO AO AMOR

por Fernando Ramos, em 19.07.16

 

 

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 DANÇO AO AMOR

 

Preciso ao som do velho violino

Dançar em passos de sedução

Desvendar num ondular de bailarino

Como invadir preciosa imaginação

 

Quero rodopiar sem parar

P´ra com magia tanto amar

E ao som da melodia balançar

p´ra um coração poder acordar

 

Quero ao som desse coração

Recônditos segredos entregar        

Nele perder toda a razão

Em desejos que nos vão saciar

 

Danço ao amor, esse milagre da vida

E amarei em silencio até não poder mais

Bailarei em seu corpo como pétala perdida                

Num mar de paixões correndo pró cais

 

 de: Fernando Ramos

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publicado às 12:27


862 - CHEGOU A HORA

por Fernando Ramos, em 19.07.16

 

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862 - CHEGOU A HORA

 

Eu te amei, e como te amei

Amei-te tanto, parte da vida

O quanto, nem eu sei bem

Só sei que foi ilusão vencida

 

Amei-te por becos e ruelas

Encostados ás paredes da paixão

Hoje me sinto triste com sequelas

Que moram bem fundo do coração

 

Sentado na mesa, sentindo pena

Relembro os momentos em clamor     

Bebendo copos p´ra mágoa serena 

Esquecendo por momentos tal dor

 

Já não me dás sinal algum

E procurei-te por toda a parte

Não te encontrei em lado nenhum

E esta paixão, vejo que parte

 

Ditoso meu coração carente

Das lembranças da doce aurora

Já temo menos as dores que sente

Porque pró final, chegou a hora

 

Eu te amei, e como te amei

Amei-te tanto, parte da vida

O quanto, nem eu sei bem

Só sei que foi ilusão vencida

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 09:42


861 - CORAÇÃO AMADO

por Fernando Ramos, em 18.07.16

 

 

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861 - CORAÇÃO AMADO

 

Tive um sonho lindo

Que jurei dele não contar

Mas não resisto sorrindo

Porque p´ra lua vou falar

 

Minha lua branca amiga

Meu segredo te vou dizer

Sonhei com uma cantiga

P´ra alguém que fui conhecer

 

Cantei que p´lo céu voava

Procurando uma paixão

Seria ela a minha amada

P´ras nuvens do meu coração

 

O céu me abençoou

Por esse amor procurado

Uma Estrela de mim se abeirou

Beijando meu coração amado

 

Com a Estrela p´lo céu fiquei

Tornando-se de mim ansiosa

Meu sonho lindo, abandonei

Presenteando à Lua curiosa

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 22:16


860 - OS AMIGOS DA POBREZA

por Fernando Ramos, em 18.07.16

 

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  • 860 - OS AMIGOS DA POBREZA - 1
  •  
  • Os Banqueiros do mundo inteiro
  • Decidiram num um acto de coragem
  • Organizar um evento
  • Resolvendo convidar a sumidade
  • Da alta finança e da sacanagem
  • Para alimentar a pobreza
  •  
  • A mesma pobreza que anos a fio
  • Não deixa de entregar
  • As suas parcas moedas,
  • Provenientes dos seus magros salários
  • À guarda dos referidos Banqueiros
  • Pessoas impolutas e insuspeitas
  • Afirmo eu desde já!
  • P´ra que, caridosamente se ajuda-se os pobres
  • A gerirem sua vida de forma agradável, como:
  • Empestando-lhes dinheiro, e mais dinheiro
  • Nem Mais!
  • E, entregando-lhes cartões de crédito
  • Se possível, em quantidade apreciável
  • Sempre a troco de pouca coisa
  • Só… da hipoteca da sua habitação
  •  
  • Os Banqueiros então resolveram
  • Generosamente organizar um grande
  • Jantar dançante
  • E para os ajudar nas despesas
  • Que iriam ter com os pobres
  • Convidaram uns amigos!
  • Alguns Presidentes e ministros,
  • Que são, quem sempre está disponível
  • Em ajudar com o dinheiro dos impostos
  • Da pobreza (claro!).
  • Algum Banqueiro que esteja em dificuldade
  • Para não levar o banco à falência
  •  
  • Convidaram também, e merecidamente diga-se
  • Quase todos os especuladores,
  • E até alguns traficantes de toda a espécie,
  • Tudo gente de elevado nível, social e até cultural
  • E tudo isto em homenagem aos pobres
  • Quem generosamente tem engordado
  • Anos, e anos seguidos… os Banqueiros.
  •  

        Foi também convidado para a festança

  • A imprensa, escrita e televisionada
  • Pois o mundo deveria de ter conhecimento
  • de tal acto generoso promovido pelos Banqueiros.
  • Tudo em directo para todos os países
  •  
  • Realizou-se o Jantar e dançou-se o Rock,
  • O Fank, o Tango, o Tiro-liro-liro e até o Samba
  • E ficou acordado entre os Banqueiros
  • Que o dinheiro ali realizado, (claro depois de deduzida
  • As respectivas despesas), seria para ser
  • Investido num fundo a 20 anos,
  • Para no fim desse tempo, se ainda houvesse dinheiro
  • Se comprar arroz, legumes, batatas e pilhas eléctricas
  • Para auxiliar a pobreza, e se ainda sobra-se
  • Uns dinheiritos, os Banqueiros por cortesia
  • Abriam uma conta nos seus bancos
  • A todos os pedintes, sem abrigos e arrumadores
  • A fim de depositarem as suas economias diárias.
  •  
  • Realizou-se o jantar, dançou-se comeu-se muito bem
  • Bebeu-se whisky, uns conhaques
  • Um champanhe Francês, e ainda
  • Se ofereceu-se umas “ganzas” à mistura,
  • Tudo em favor dos pobrezinhos do planeta
  • Foi muito bonito e comovente ver os Banqueiros felizes,
  • Por terem realizado com êxito tamanha solidariedade
  • No final da Jantarada dançante cantou-se o hino do Capital
  • E gritou-se vivas e loas aos grandes amigos
  • Da pobreza... OS BANQUEIROS
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 19:29


859 - ACORDAR

por Fernando Ramos, em 18.07.16

 

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  • 859 - ACORDAR
  •  
  • Haverá uma noite
  • Que nos roubarão as estrelas
  • Outra, que nos roubarão a Lua
  • Haverá um dia
  • Que nos roubarão as arvores,
  • As mimosas, as rosas
  • e até o Jasmim
  •  
  • Haverá noites
  • Que nos irão roubar a música,
  • As telas dos Pintores
  • Os livros do conhecimento,
  • A nossa alegria das tertúlias poéticas
  • E alegria das gentes de bem
  • Que sem nada em troca
  • Entregam solidariedade
  •  
  • Haverá noites que irão roubar
  • Os beijos, os abraços e as histórias
  • Que as mães contam aos filhos
  • E nós povo cordial e calmo
  • Assistiremos a todos estes roubos
  • Que quando acordarmos,
  • Já nos roubaram a paz
  •  
  • E cercados por abutres
  • Que em noites e dias
  • Nos desnudaram
  • E nos sugaram sem piedade
  • Ficaremos sem trabalho
  • Sem voz, sem cidadania
  • E sem amor
  •  
  • Acorda povo
  • E grita aos Deuses da liberdade
  • Antes que seja demasiado tarde
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:18


858 - A VALSA

por Fernando Ramos, em 18.07.16

 

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  • A VALSA
  •  
  • A calçada da vida, nós muito pisámos
  • Nos anos que por nós, correram sem dores
  • Construímos o lar, onde tanto nos amámos
  • E com o tempo não caímos em desamores
  •  
  • Nunca irei buscar num fado
  • A saudade triste como breu
  • Apenas fico calado
  • Prós Santos não te amarem, mais do que eu
  •  
  • Riamos e brincávamos da nossa tontaria
  • E a valsa dançávamos lá no salão
  • Foram belos tempos cheios de fantasia
  • E agora me resta a penosa desilusão
  •  
  • Hoje olho os pássaros num populoso ninho
  • Nos verdes jardins que calcorreio sozinho
  • Admiro as flores que acariciavas com carinho
  • Até que Deus te levou pró celestial caminho
  •  
  • Solitário, vejo o tempo passar
  • E como é difícil tua ausência aceitar
  • Aguardo que Deus brevemente me vá levar
  • P´ra que outra valsa contigo, eu dançar 
  •  
  • Nunca irei buscar num fado
  • A saudade triste como breu
  • Apenas fico calado
  • Prós Santos não te amarem, mais do que eu
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 17:31


857 - A FRASE

por Fernando Ramos, em 18.07.16
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  • A FRASE
  •  
  • Numa frase vou saber
  • E dar voz ao meu sentir
  • Nela vou descrever
  • A pérola por descobrir
  •  
  • E quero que aconteça agora
  • Que a frase saia da mente
  • Porque acho que está na hora
  • A minha ansiedade ser diferente
  •  
  • E com um belo sorriso
  • Já não vou de rua em rua
  • E p´la frase não será mais preciso
  • Continuar andar na lua
  •  
  • De outra frase já não quero saber
  • Porque é de sentido vago e pequeno
  • Esse drama, jamais voltarei a viver
  • Essa frase nunca mais vou escrever
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:59


856 - LISBOA DE AMOR

por Fernando Ramos, em 18.07.16

 

 

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  • LISBOA DE AMOR
  • Minha cidade é Lisboa
    De gentes de tanto vencer
    É terra onde a voz entoa
    Fados de poetas de bem saber
  •  
  • A cidade não tem salinas
    Nem sol de mau feitio
    Tem lindíssimas colinas
    Beijando o Tejo, que é o rio
  •  
  • Faz festas com os seus Santos
    E o António vai na marcha popular
    Tem clubes de seus encantos
    Lá para os lados da circular
  •  
  • Um é o Benfica do grande Eusébio
    Extraordinário artista de forte chuto
    Outro o Sporting que tem um génio
    Ronaldo, estrela maior do seu reduto
  •  
  • Lisboa tem varinas e o pregão
    Poetas e trovadores
    Tanto amor no coração
    Cantado em fados de ricos autores
  •  
  • Minha cidade não é o centro do mundo
    Nem de Marte nem da Lua
    Mas oferece um abraço profundo
    Ao turista, que lhe calcorreia a rua
  •  
  • Deixa corações depressa bater
    A quem a ama com alegria
    É pedaço de chão de enternecer
    Por ser tão bela e sem nostalgia
  •  
  • Já teve moinhos de maré
    E tem Camões seu grande poeta
    A fadista Amália, que ainda hoje é
    A voz da paixão, que no povo desperta
  •  
  • Minha Lisboa de amor
    Que o faz a toda a hora
    Dá beijos com tanto calor
    Ao seu passado, e agora
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 12:12


855 - A BRUMA NA CIDADE

por Fernando Ramos, em 18.07.16
  • 855 (2).jpg

     

  • A BRUMA NA CIDADE
  •  
  • Estaremos irremediavelmente sós
  • Se a bruma não sair da Cidade
  • Velhos, e operários gritarão a uma voz
  • Que à injustiça, chegou a dignidade
  •  
  • E tantos ficarão mais felizes
  • Pela boa nova extraordinária
  • Não mais acontecerá deslizes
  • Daqueles da ordem sumptuária
  •  
  • E o esqueleto do trabalhador incorrupto
  • Jamais terá sua pele suja e enrugada
  • Das maldades dum patrão bruto
  • Que lhe paga a miséria chorada
  •  
  • Serão novos ventos de liberdade
  • Que lhe vai moldar o fraco ganha-pão
  • Enganam-se, se acreditam na sinceridade
  • Do político que mente a seu irmão
  •  
  • Choremos pobres, choremos
  • Das mentiras que são prometidas
  • Porque decerto só comeremos
  • As migalhas no chão perdidas
  •  
  • Os operários à velha bigorna voltarão
  • Com a mesma ansiedade escondida
  • No ferro, a sua raiva baterão
  • Por causa da gloria mentida
  •  
  • E a bruma na cidade ficará
  • Como um pesadelo conquistado
  • O mal de senhores o mundo julgará
  • Por alguém nascido predestinado
  •  
  • Ao velho, a dor rasgará o ventre
  • Porque ainda acreditou na mudança
  • E o irmão operário, em união sente
  • A voz que apela por vingança
  •  
  • De volta à grossa turbina
  • Os operários não calam a revolta
  • Monta cavalos alados sem crina
  • P’ra correr num grito que se solta
  •  
  • De: Fernando ramos

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publicado às 10:10


854 - LISBOA É MINHA E TUA

por Fernando Ramos, em 17.07.16

 

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LISBOA É MINHA E TUA

 

Lisboa cidade de encanto

Tanto em dias frios e quentes

Por ela a voz eu levanto

Quando mal diz tristes mentes

 

Vagueio por minha Lisboa

Calcorreando sua calçada

E ao fim da tarde boa

Eu a abraço com amizade

Vejo que a cidade dos poetas

É saudosamente chorada

Trespassando peitos como setas

Quando à distancia é lembrada

 

Na sua sábia sabedoria

Gentes se abeiram do Tejo, sua luz

Ali aguardam que a maresia

Chegue à bela cidade que seduz

Ela é a inspiração da vida

Que percorre o caminho do sol

Sua alma não vai sofrida

No rio que não é triste, nem mole

 

Lisboa do povo bom

Que bem longe foi descobridor

Para lá levava o rico dom

Do seu Tejo protector

 

Nesta terra de céu azul claro

Onde o sol distribui alegria

A ele ninguém faz mau reparo

Porque é da Lisboa linda e de magia

 

Lisboa é de gente, que ama gente

Que a visita e a leva na saudade

Como um tesouro porque sente

Seu coração arfando pela cidade 

 

Lisboa é minha, e tua

E de heróis de boa memória

À noite, beija as estrelas e a lua

Sorrindo p´ra sua bonita história

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 22:17


853 - GLORIOSO TANGO

por Fernando Ramos, em 17.07.16

 

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  • GLORIOSO TANGO

Dançamos o glorioso tango

Talvez o ultimo, meu amor

Enrolados nos compassos

Em doce malícia sem pudor

 

Dançamos, dançamos o tango

Que é meu, teu e do mundo

Cheios de ardor e afeição

Mergulhados no esplendor

Do sentimento terno e profundo

 

Ele é o puro símbolo final

De toda nossa consternação

Giramos, giramos em belos passos

Perdendo-se no palco da emoção

 

Dançamos, dançamos

Nosso último tango

Restando apenas sombras

De ondulados corpos

Nas paredes iluminadas p’lo luar

E no chão da curiosa Lua

Ficarão gravados os passos

Que no futuro irão despertar

A imaginação nua e crua

 

Dancemos, dancemos meu amor

Dancemos até à exaustão

Trocando passos ritmados

P’lo batuque sereno e cansado

De nosso pobre coração

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 19:40


852 - CHORO CONSUMIDO

por Fernando Ramos, em 17.07.16

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 CHORO CONSUMIDO

Dos valentes regista a história

A sua heróica postura

Da guerra de triste memória

Resta apenas raiva e loucura

 

E com mágoas se relembra

A Guerra que nunca é nula

Porquê, porquê tal contenda

Rica de ambição, desprezo e gula

 

Um louco na história apareceu

Na Europa que se julgava de bem

Matou esperanças mas não venceu

E o mundo apelou à razão, sua mãe

 

Agora longe desse tempo

Ainda se aguarda melhoras

E neste passar tão lento

Vai na memória más horas

 

Mil lágrimas caídas

Dessa máscara tão nocturna

Muitas vidas foram sumidas

Por negra repelente figura

 

Dessa guerra sem sentido

Uma geração foi perdida

No seu choro consumido

Gritava-se paz, então conseguida

 

Do homem fica o pesadelo

Do seu acto vil e feroz

Pacifista precisa saber sê-lo

Para não voltar a ferida tão atroz

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 17:28


851 - AQUELE TEMPO

por Fernando Ramos, em 17.07.16

 

 
 

851-1.jpg

 

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  • AQUELE TEMPO
  •  
  • Nasci num tempo onde a vida
  • Não era feita nesta correria infernal
  • Nasci no tempo onde se podia
  • Brincar na rua saltando à corda
  • Jogar à bola, ao berlinde, e até lançar o peão
  • Sou do tempo de ler o cavaleiro Andante
  • O mundo de Aventuras
  • Os heróis Bill the Kid, e o Bufalo Bill
  • Dum tempo que se passeava p´los campos
  • E se conversava rodeado de doces cheiros
  • De tranquilidade, e dos lindos pavões
  • Que em liberdade passeavam pelo
  • Jardim do Campo Grande de Lisboa
  •  
  • Nasci num tempo onde a natureza
  • Em cada pequeno pedaço nos oferecia
  • O prazer de olhar as lindas flores
  • E onde pares de namorados nos bancos
  • Do jardim confessavam seu eterno amor
  • Na braseira da paixão, sem incomodo
  • Sou do tempo...
  • Onde não havia comida enlatada
  • Congelada, e sem sabor
  • E tenho quase a certeza
  • Que não havia crianças tão gordas
  • E de falsa abastança
  •  
  • Nasci antes da informática,
  • Tantos tinham trabalho
  • Nem que fosse a cultivar
  • Aqueles figos, e aquelas ameixas tão gulosas
  • Que nós miúdos tanto gostávamos
  • Que bom ser do tempo onde os pêssegos
  • Cheiravam tão bem
  • Que bom que era ser do tempo da fruta saborosa
  • Ser do tempo onde tudo era descoberta
  • E nós gostávamos tanto, tanto
  • Do tempo do nascimento dos Beatles
  • Do aparecimento das calças de ganga
  •  
  • Sei que nasci num tempo de alguma fome
  • Mas será que hoje esse tempo não existe?
  • Será que hoje não haverá mais fome
  • A nova miséria não andará encoberta?
  • Nesse tempo estava tudo à vista
  • Tudo era claro, tudo era honesto
  • A palavra dada ou um aperto de mão valia ouro
  • Nasci naquele tempo...
  • Agora a lágrima cai só de nele pensar
  • Que aconteceu meu Deus!
  • Estarei tão velho que agora pergunto
  • Que é feito desse tempo
  • Que tempos são os de hoje?
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:16


850 - CHICA MORENA

por Fernando Ramos, em 17.07.16

 

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  • CHICA MORENA
  • Na Adega da Chica, morena
    Passo horas de ricos momentos
    Ali ambiciono a paz serena
    Mergulhando em bons pensamentos
  •  
  • Agarrado à minha viola
    Canto, canto até o dia raiar
    Na noite meu espirito se consola
    Em quadras que a morena está amar
  •  
  • Chica, não chores das minhas baladas
    Elas são dores da alma, e meu receio
    P’ra ti as canto p’las velhas calçadas
    Entre o povo que é o nosso meio
  •  
  • De meus lábios brotam poemas
    Em frases embriagadas e desvairadas
    Que são para ti Chica... E apenas
    Os guardes como páginas sagradas
  •  
  • Elas são nossos beijos, e doces gemidos
    Trocados quando sós na velha adega
    Deles ficamos tontos e tão unidos
    Tornando-se poesia que a vida carrega
  •  
  • E nessa adega de meu canto
    Ouves as baladas de meu clamor
    São a minha vida num belo pranto
    P’ra teu coração feliz de amor
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 12:04


849 - DEUSA

por Fernando Ramos, em 17.07.16

 

849.jpg

 

 

  • DEUSA
  • Vejo a deusa dum templo Grego
  • Banhando-se nos raios da lua
  • É a mais linda da noite nua
  • Entre estrelas em desassossego
  •  
  • Em meu coração vai um suplício
  • Por olhar tal quadro cativante
  • Dessa linda Deusa deslumbrante
  • Que me leva de amor ao precipício
  •  
  • Vão ânsias dentro de mim
  • Pela sublime Deusa desejada
  • E numa noite desesperada
  • Uma estrela e a lua p´ra mim sorri  
  •  
  • Neste meu aconchego solitário
  • Não esqueço a graça e simplicidade
  • Que na Deusa não será casualidade  
  • Mas para mim é a eterna felicidade
  •  
  • De Fernando Ramos

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publicado às 10:22


848 - NOITE DE PRIMAVERA

por Fernando Ramos, em 15.07.16

 

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  • NOITE DE PRIMAVERA

 Numa noite de primavera

Andei por Lisboa

Percorrendo as velhas vielas e calçadas

E nesse mês de florescerem 

As sementes na terra

Ouvi na tasca bem velhinha

Desta briosa e linda cidade

O som da guitarra

Chorar teimosos trinados

As gentes ouviam

E se emocionavam

Num fado triste e negro

Tão negro como um céu sem luar

E no final da noite de primavera

P’la manhãzinha

Quando o sol desponta

As primeiras flores sorriam

Sorriam de felicidade

Da vida, da guitarra, e da fadista

Da tão castiça Lisboa

E o povo aquela hora

Ainda mal desperto

Vai num vaivém

Pró seu destino intimista

Fazendo contas, e murmurando

Como dando os bons dias à vida

E à doce manhã que chega

Pelo final da noite de primavera

Depois de tanta coisa boa ter acontecido

 

De Fernando Ramos

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publicado às 21:49


847 - UM BOCADINHO, ASSIM

por Fernando Ramos, em 15.07.16

 

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  • UM BOCADINHO ASSIM

À loucura falta um bocadinho assim

Para se encontrar na alegria e no amor

E de braço dado com a vida vai por aí

Com a timidez, a insegurança e a dor

 

Também leva euforia e o medo

Neste manicómio que é a vida

Traz tantos dissabores e enredo

Até à morte que vem ligeira e decidida

 

A timidez, timidamente aparece

Nesta encruzilhada de sentimentos

É envergonhada e por vezes lhe apetece

Esconder-se dos tristes maus momentos

 

A loucura lá segue bem acompanhada

Surgindo percalços aqui, acolá e ali

Leva a esperança que é companheira e fada

E lhe mostra o amor, no tal bocadinho assim

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 19:04


846 – PERGAMINHOS

por Fernando Ramos, em 15.07.16

 

846 (2).jpg

 

 

  • PERGAMINHOS
  •  
  • A minha violência de paixão
  • Não faz parte de teus caminhos
  • Meu peito sofrendo, bateu na ilusão
  • Gravou a carência em pergaminhos
  •  
  • Neste meloso assombro de amor
  • Esperei, esperei perdidamente
  • Não me quiseste, veio a dor
  • Dizes que te sou indiferente
  •  
  • P`ra mim,  nada mais resta
  • Senão a penosa consternação
  • Quando poderia ter sido uma festa
  •  
  • P’ra meu amor que dá poema
  • Rejeitado por teu coração
  • Soluçando agora por tanta pena
  •  
  • De: Fernando ramos

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publicado às 17:41


845 - PRAIA DA COELHA

por Fernando Ramos, em 15.07.16

 

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PRAIA DA COELHA

Meus olhos se fixam no mar

Que enrola na areia sem dor

Vai deliciando meu olhar

Com sua cor de primor

 

E no vai, vai da onda

Acabando na praia pequena

Trás espuma curta e longa

Na maresia de ouro, e serena

 

A praia da coelha é mansa

Lá o mar lava a alma

Ali se passa um dia de truz

Calcorreando a areia que não cansa

Porque é fina doirada e seduz

 

E no caminho que nos leva de volta

Para trás fica a coelha de ouro

De satisfação nosso coração solta

Um ai, ai p’la praia de rico tesouro

 

Neste regresso a casa

Evadidos somos p’la saudade

A coelha em nosso peito laça

O dia gozado em liberdade

 

E a noite chega de mansinho

Na praia de tanta alegria

Onde a onda leva devagarinho

O sonho na crista de fantasia

 

Minha doce praia da coelha

Do nativo e do turista amigo

Teu destino a natureza aconselha

Magia num amor correspondido

 

Nesta baia bela de rochas nas pontas

De entardeceres soberbos e brilhantes

Deixam as cigarras felizes e tontas

Maravilhando-nos com seus cantantes

 

Ó minha linda praia amiga

Belo pedaço de Deus

Nos presenteias sem fadiga

A beleza amada por olhos meus

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 14:45


844 - VAIVÉM DE PALAVRAS

por Fernando Ramos, em 15.07.16

 

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  • VAIVÉM DE PALAVRAS
  • Estou por aí num vaivém
    De palavras de beber
    E de tanto entristecer
    Elas rolam na lágrima
    Do meu pouco saber
    E se mascaram na dor
    Na dor que faz doer
  •  
  • Nesse vaivém, vou por aí
    Procurando a paz que é utopia
  • Encontra-la num meio perdido
    De palavras não é fácil
    Não sei se sou capaz
    Esse é um segredo escondido
    Que vai p´la tristeza que temia
  •  
  • E agora Estou por aqui
    Na cauda da solidão
    Das palavras que me estão a ver
    Aguardando apenas
    Que eu não vá por aí
    Pelo impossível que é feitiço
    E que me leva sem saber
  •  
  • E ando de coração ao alto
    Rebuscando um fiozinho
    De bonança mágica
    P’ra que o amanhã me faça sorrir
    Deste sonho e meu momento
    Que no fim é uma dança trágica
    Mas também de esperança
    Nas palavras que me fazem andar
    Andar por aqui neste vaivem
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 11:01


843 - MENTIRAS SEM SENTIDO

por Fernando Ramos, em 15.07.16

 

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  • MENTIRAS SEM SENTIDO
  • Quem nos oferta amanhãs
  • Que podem dar bom destino
  • Não queremos palavras vãs
  • Que só levam ao desatino
  • Não façam mais promessas
  • São mentiras sem sentido
  • E num tabuleiro de jogar são peças
  • Dum xadrez p´ra mate perdido
  •  
  • O mundo gira ao contrário
  • Do sentido vasto da paz
  • Vai-se p’lo caminho precário
  • E lá amar torna-se incapaz
  • Não nos ofereçam ilusões
  • São pecados que não amansa
  • Não calem mais os corações
  • Porque engana-los já cansa
  •  
  • Diga-se do mundo, o que se disser
  • Não passam de opiniões sumidas
  • Mas se um dia o homem quiser
  • Serão verdades bem entendidas
  • Que vai dar vidas sãs
  • A gentes de muito amor
  • Que respeitarão as vidas cristãs
  • Ofertando pão, carinho, e calor
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 09:31


842 - POESIA PARA TI

por Fernando Ramos, em 14.07.16

 

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  • POESIA PARA TI
  • Cada poema que escrevo
    Leva um pedaço de amor p’ra ti
    Ele se envaidece sem medo
    Porque ao escreve-lo
    Sabe que faz bem a mim
  •  
  • Ao leres não sei se te encantas
    Talvez nem seja isso que ensejo
    Nele não vão promessas tantas
    Nem é por aí que te cortejo 
  •   
  • Minha poesia sai como um rio
    Em marés de fios de pura água
    Esta inspiração jamais alguém sentiu
    Com isso vivem na eterna mágoa
  •  
  • Cada palavra que p’ra ti escrevo
    Minha alma tanto se engrandece
    É um acto de amor soberbo
    P´ra este tonto coração
    Que do teu muito padece
  •  
  • P’ra mim teu amor é um abrigo
    Onde guardas meus poemas
    Fazes da minha poesia um amigo
    Pintada em telas de airosas cenas
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 21:50


841 - MEU MUNDO

por Fernando Ramos, em 14.07.16

  

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MEU MUNDO

Este meu mundo não tem segredo

Nem é pertença de outro lugar

Seu amar vai correndo sem medo

Em veias de amizade sabendo perdoar

 

Percorro sua estrada desde nascença

Onde o sol se põem ao anoitecer

E no fim da noite a aurora não pensa

O que o mundo nesse dia vai oferecer

 

E ele desperta p’la alvorada sorrindo

Não escondendo a sua teia feia

À minha vida, nunca foi mentindo

Mostrou sempre a miséria em cadeia

 

Nele nunca terei medo de amar

Mesmo que vá p’la estrada sinuosa

Quero que me leve p´ra um lugar

Junto da paz e da beleza virtuosa

 

Dizem que o mundo já é do passado

Mas ele é de agora e será do futuro

Nem que seja rebelde e envergonhado

Jamais viro as costas a este meu mundo

 

De:  Fernando Ramos

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publicado às 19:09


840 - MAGIA GUARDADA

por Fernando Ramos, em 14.07.16

 

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MAGIA GUARDADA

Se por amor voares tão de perto

À estrela mais alta chegarás
Tua vida vai no voo certo
P´ra um destino, onde pousarás

 

Presa nas tuas asas vai p´lo ar
Toda a doce melancólica fantasia
Leva a firme vontade de amar
Um coração de liberdade apetecida

 

Ele te aguarda em tonta paixão
Ansioso p’la tua vaidosa chegada
Quer-te tanto, tanto com emoção

 

Na sua esperada loucura desesperada
Por esse voo de magia deslumbrada
Ansiada por seu peito, sem mágoa

De: Fernando Ramos

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publicado às 17:44


839 - INCENDIÁRIO TRAIÇOEIRO

por Fernando Ramos, em 14.07.16

 

839 (2).jpg

 

  • INCENDIÁRIO TRAIÇOEIRO

 Alguém disse um dia:

Portugal é um jardim

À beira mar plantado!

Mas será que é verdade?

Não será tão bonito assim?


O país, está bem queimado
A incúria grassa por aí

No verão temos a seca
E ruinosa é a destruição
Das florestas não conservadas
Mais a serra, bem careca
E tantas vidas arruinadas

 

Portugal é um Jardim em festa!
Que nos dera essa verdade assim!
A devastação é tão desonesta
Por ela rolam lágrimas sem fim


Da tão grande maldade

O incendiário traiçoeiro
Espalha a miséria demente
P’la mata, a troco de dinheiro
Num acto reles e indecente

 

Este louco, pouco se importa
Com tamanha insensatez
E a tristeza, o coração corta
P’la tão estúpida malvadez

 

Deita fogo em tanto lado
Onde a natureza chora
E o povo, passa um mau bocado

Acordai senhores 

Está na hora!

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 16:00


838 - O QUINTAL

por Fernando Ramos, em 14.07.16
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  • O QUINTAL
  •  

  • Visitamos a casa de uns amigos
  • Daqueles amigos do peito
  • E da janela até conseguimos
  • Desfrutar o Tejo a preceito
  •  
  • Que paisagem admirável 
  • Da minha linda cidade!
  • Bela imagem incontestável 
  • Sorrindo ao rio da felicidade
  •  
  • E quando a tarde já vai finda
  • Surge um bem consensual
  • É um pedaço que a natureza brinda
  • Ao entardecer num belo quintal
  •  
  • Que bem se está naquele regaço 
  • Por debaixo da sombra calma
  • Do abacateiro de algum cansaço 
  • Que nos vai purificando a alma
  •  
  • E nesse lugar de algumas flores
  • Respira-se o ar de fértil pureza   
  • Semeando bem estar e bons odores
  • Repletos de amor e gentileza
  •  
  • Deste maravilhoso espaço de bem
  • Meus amigos não fazem segredo
  • A outros que os visitam num vaivém   
  • Ofertando-lhes seu lugar soberbo
  •  
  • Ali, a poesia se espalha p’lo ar
  • No meio de tanto prazer
  • Goza-se o momento até se ficar
  • Inspirado p´ra tanto saber
  •  
  • Aos meus amigos ternuramente
  • Agradecemos este miminho especial
  • E o que queremos agora e sempre
  • É desfrutar seu maravilhoso quintal
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 15:34


837 - NOSSO CÉU AZUL

por Fernando Ramos, em 14.07.16

 

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  • NOSSO CÉU AZUL
  • Esta noite fomos ás nuvens azuis
    E lá estava o luar cor de marfim
    Acariciei teus peitos de truz
    Por debaixo do pijama de cetim
  •  
  • E bem agarradinhos no nosso leito
    Imaginámo-nos pombas a esvoaçar
    Desapertei teu cetim com tanto jeito
    E nos tivemos como aves acasalar
  •  
  • E nesse magnifico poético esplendor
    Cânticos se ouviram melosamente
    Consagrando o ninho do nosso amor
    Nas nuvens azuis de tons resplandecente
  •  
  • Pró céu azul embevecidos olhámos
    De olhos felizes e flamejantes
    E p’lo colorido divino suspirámos
    Felizes p´los belos momentos cativantes
  •  

de: Fernando Ramos

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publicado às 12:41


836 - LUGAR NENHUM

por Fernando Ramos, em 14.07.16

 

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LUGAR NENHUM

Hoje recordo quando te ouvia a fala

E tanto me beijavas sem demora

Como belo é o silencio que exala

Estas minhas lembranças agora

 

Nem a folha que lá fora se agita

Me faz esquecer esses doces tempos

Mesmo que o vento traga a saudade aflita

E nem que meu peito grite seus lamentos    

 

Este é um desejo consumido

Nos subúrbios da louca paixão

Mas nunca é um momento perdido

Que navega em águas de minha desilusão

 

Agora vejo como um magnifico clarão

O que passa por minha memória

Desses tempos que te roubei o coração

Que juntinho ao meu era a melosa glória

 

Hoje todas estas recordações

São como notas de música estranha

Composta na pauta de lamentações

Que p’la minha alma se entranha

 

Sofro por tua longa ausência

Que a lugar nenhum me conduz

Fica ao abandono toda a vivência

Que nem se resguarda na minha cruz

 

  De: Fernando Ramos

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publicado às 10:22


835 - À CHUVA

por Fernando Ramos, em 13.07.16

 

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À CHUVA

Fico parado sem sentir o tempo

E a chuva cai em meu corpo envelhecido

Alguém p´ra mim olha, e eu não sinto

O que importa mesmo é o momento

Que ao frio da agua, me dá um arrepio

Mas eu não lamento

Fazendo-me recordar tempos idos

Da minha meninice

E a chuva atrevida vai em queda

Sem cessar, sem cessar

Passando por meu corpo

Como um acto divino da natureza

 

De: Fernando Ramos 

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publicado às 22:03


834 - SE EU PUDESSE

por Fernando Ramos, em 13.07.16

 

834 (2).jpg

 

  • SE EU PUDESSE
  •  
  • Se eu tivesse o dom do vento
  • Soprava amor a todo momento
  • Fazia voar p´ra longe a injustiça
  • Tirava a dor do pensamento
  • E acabaria com a má preguiça
  •  
  • Mas se eu tivesse todos os dons
  • Terminaria com as guerras
  • Pintava a paz de lindos tons
  • E a todos oferecia férteis terras
  •  
  • Ai se eu pudesse... Deitava fora
  • O orgulho, a mentira e a miséria
  • Decretava leis sem demora
  • P’ra política ser coisa séria
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 19:46


833 - FUTURO CANALHA

por Fernando Ramos, em 13.07.16

833 (2).jpg

 

FUTURO CANALHA

Os excluídos calcorreiam as ruas costumeiras

Bem pertinhas de suas casas

Eles são os filhos da inconsciência

De quem Governa seu ganha pão

Estas são as virtudes de um governo sábio

Tão sábio que deixa homens e mulheres

Perto dos cinquenta anos de idade ou mais

ou ainda mais novos

Entregue ás mãos de um patrão esperto

Afinal mais esperto que os governos sábios

Metidos em redomas de vidro onde se fecham

 

Eles se aproveitam de pequenos pormenores

Até os mais escondidos

Nas leis elaboradas p’los tais sábios governos

Que dizem aprovar estas ditas leis

Em defesa da estabilidade e da liberdade

Mas qual Liberdade?

Quando pessoas vivem à mingua e à sorte

E outros se aproveitam da sua fragilidade!

Sabe-se lá com que interesses...

 

Não são certamente o destes excluídos 

Que sussurram p´las esquinas das cidades

A seu pobre coração sobre a falta de afectos

Dos misteriosos governos sábios

Que maquiavelicamente

Em determinadas alturas da vida

Tem sido fieis causadores 

Dos maus momentos de tristes destinos

 

Os dias dos excluídos se confundem

Uns com os outros

Como se fossem um relógio

Sem ponteiros que nunca se adianta

Nem nunca se atrasa

E eles mergulhados nesta verdade feia

Pensam que são demasiados novos

Para receber a sua reforma conquistada

Em longos anos de labor

E demasiado velhos para trabalharem

Como um direito que vem escrito

Em todos os manuais da vida humana

E afinal não passa de uma farsa bem ferida

 

Este não é aquele favo de mel tão doce

Como doce era o sabor de se sentirem úteis

P´ra sua meia idade como sempre aspiraram

Este é um pesadelo dos mais sinistros

Que agora vive em todos os excluídos

E que amanhã, infelizmente

Continuará a viver com outros sem sorte

Que terão as mesmas ruas

As mesmas esquinas

Para olharem  para um horizonte

Onde certamente e calmamente

Passeará o dinheiro dos espertos

E o absurdo puder dos sábios

Num futuro canalha

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 18:39


832 - PULOS DE FELICIDADE

por Fernando Ramos, em 13.07.16

832.jpg

 

PULOS DE FELICIDADE

Pobre mundo que nos rodeia

Vivendo ao sabor do vento

Triste futuro desencadeia

Faz-nos sofrer no seu tempo

Será preciso... Outro encontrar

Mais amante, solidário e seguro

Tanta ajuda se irá precisar

Nesse trilho longo e escuro

 

Serão relâmpagos de desilusão

Que na caminhada irão aparecer

Encontra-se pedras de alucinação

Dum duro chão, a percorrer

Mas anseia-se por um sonho lindo

Como mares de preciosos corais

Para trás ficará um mundo findo

Outro nascerá... De novos rituais

 

Ouvir-se à corações a sussurrar

Não por falta de novos afectos

Mas sim p’lo fim do triste caminhar

Que terminarão com longos desertos     

O amor, o amor de novo voltará

Sorrindo no aconchego da liberdade

A paz outro caminho percorrerá

Onde se pulará na imensa felicidade

 

Este é um gracioso desejo

Se acontecer... Esse futuro eu beijo!

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 16:16


831 - AMOR SEM JUÍZO

por Fernando Ramos, em 13.07.16

 

831 (2).jpg

 

  • AMOR SEM JUÍZO

Eu preciso de te falar

De beber teu sorriso

Já não sei como calar

Meu amor sem juízo

 

Tive um erro imperdoável

Cometi a traição num impulso

Dei-te a dor insuportável

Sofres deste meu abuso

Não ando nesta vida

Sem primeiro a razão escutar

Não a ouvi, germina a ferida

Da verdade difícil de aceitar

 

Eu preciso de te falar

De beber teu sorriso

Já não sei como calar

Meu amor sem juízo

 

Tanto abracei p’ra te proteger

De alguma insensatez voraz

Mas acabei por te perder

Não sei como fui capaz

Vivemos um belo amor

E te fiz juras sem ilusão

Trai-te... Agora sobra a dor

Jamais concedes teu perdão

 

Eu preciso de te falar

De beber teu sorriso

Já não sei como calar

Meu amor sem juízo

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 15:29


830 – DOCE MÃE

por Fernando Ramos, em 13.07.16

 

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DOCE MÃE

Na beira do rio sob a gratidão infinda

A doce mãe seu filho adormece

E naquele silencio a flor mais linda

Fragrâncias de sonho à noite tece

 

Na noite bela, tão bela como uma borboleta    

A Senhora mãe a seu menino sorri

No horizonte imaginado se abre uma greta

Mostrando à mãe um mundo ruim

 

Pensando ela... É mais bonito a beira do rio!

Onde reside o amor a viver em bonança  

E naquele quadro não bate o beijo frio       

Apenas p’ra seu filho a fiel segurança

 

A Mãe daquela beira jamais quer partir

Ali onde escuta o conversar das flores

Que por vezes muito a fazem sorrir

Enviando pró vento, maravilhosos odores

 

Naquele berço coberto pelo céu

A mãe sussurra ás estrelas que a cativa

Pede-lhes o amor quente dum seio seu

P’ra que seu menino em pureza viva

 

Depois do entardecer quando o sol já ia

Um poema se escreveu p’ra  seu espanto

À beira do rio o declamou na orvalhada fria

Empregnando ao momento, tanto, tanto encanto

 

E já na noite cativante de azul comovente

Olhando pró infinito das profundezas do luar

A doce mãe, ao menino oferece seu seio quente

Murmurando-lhe no rosto canções de embalar

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 11:54


829 - TROVAS DO BANDARRA NA GUITARRA

por Fernando Ramos, em 13.07.16

 

829.jpg

 

  • TROVAS DO BANDARRA NA GUITARRA
  • Trinam trovas na velha guitarra
    Numa castiça viela de Alfama
    Do poeta sapateiro, o Bandarra
    Que o povo deste país aclama
  • No dedilhar da nota inspirada
    Surge o desvaneio precioso
    Numa profecia à muito contada
    Do famoso Bandarra, de Trancoso
  •  
  • E guitarras murmuram em liberdade
    Trovas do ano de mil e quinhentos
    Que um poeta escreveu com felicidade
    Ofertando-nos hoje belos momentos
  • Foi a mestria popular do Bandarra
    Que a vil inquisição um dia castigou
    Hoje, ela é lembrada p’la velha guitarra
    Tocando profecias que Portugal herdou
  •  
  • Foi perseguido maltratado e preso
    Pelo regime que não o levou a sério
    Este génio rebelde duro e teso
    Que profetizou o Quinto Império
  • Ouvem-se tantas trovas excelentes
    Na noite bela e serena
    No ar bailam gemidos comoventes
    De guitarras a chorar de pena
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 09:42


828 – CATARINA

por Fernando Ramos, em 12.07.16

 

828

 

  • CATARINA
  • Tu Catarina, uma lição deste
    Ao esbirro do poder, que te mataria
  •  
  • Grávida por um amor que tiveste
    Enfrentaste o fascismo que consumia
  •  
  • Esta pátria de impuros que te esquece
    Pouco se importa com tua valentia
  • Mas o povo
  • O povo que te ama
    Não esmorece
  • Que como tu
  • Luta p’la justiça noite e dia!!!
  •  
  • De: Fernando Ramos

    (Catarina Eufémia) 

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publicado às 21:47


827 - O POVO DESEMPREGADO

por Fernando Ramos, em 12.07.16

 

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  • O POVO DESEMPREGADO
  • Vejam o povo
    Que vai na praça
    Gritando a fome
    Que o espirito não acalma
    Choram a miséria
    Num sol de Maio
    Com a raiva livre
    Bailando na alma
  •  
  • Cantam entre amigos
    A dor da fome
    Em baladas ao vento
    Que desfraldam velas
    Ouvem a brisa
    No murmúrio lento
    Sacudindo a morte
    Debruçando-se
    P’las janelas
  •  
  • É o povo desempregado
    Na sua negra tormenta
    Suplica por migalhas
    Do magro salário
    Que o pobre estômago
    Não lhes alimenta
    Restando a rua
    Como Santuário
  •  
  • Juntos, na malévola
    Pobreza tristonha
    Mostram com raça
    Sua determinação
    Lutando de pé
    A injustiça enfadonha
    Chegando-lhes à pele
    A prisão sem fé
  • Que p’ra eles estranha não é
  •  
  • E as pálidas nuvens
    Negras silenciosas
    Se abatem sobre a razão
    Em noites bem misteriosas
    Matando um povo
  • Que apenas pede
    Trabalho e pão
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 18:50


826 - DEIXEM-NO RIR

por Fernando Ramos, em 12.07.16

 

826 (2).jpg

 

  •   DEIXEM-NO RIR
  •  
  • Ao final da tarde
  • Quando o sol vai de abalada
  • Dá um prazer danado
  • Escutar algumas pérolas
  • De Jorge Palma
  • E nesse doce entardecer
  • A melodia entra sem bater
  • Sem precisar de se anunciar
  • Numa rádio qualquer
  •  
  • O artista deambula seu gozo  
  • E vai dizendo a alma poeta
  • Só como ele a espreita
  • É assim a velha estrada
  • De sua musica aromática
  • Que ao piano, ou à guitarra
  • Mostra a raça e o coração
  • Em teimosos poemas
  • Ao amor, e á vida
  •  
  • Vai suplicando pelos dedos
  • Num teclado de piano
  • Para o deixarem rir
  • Na voz que engrandece os génios
  • Tocando e escrevendo
  • O que nós ouvimos como
  • Uma perpétua sinfonia
  • Que passa por toda a existência
  • A nossa existência
  •  
  • E ao som de pura liberdade
  • De compor
  • Vai soluçando magia
  • No melhor que pode oferecer
  • Como se fosse um fetiche
  • De emoções dentro de sonhos
  • Que se vão ouvir e ler
  • Através dos tempos
  • E ele num espirito de saudade
  • Vai suplicando arduamente
  • Para o deixarem rir 
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:50


825 - SAUDADE QUE VAI BATER

por Fernando Ramos, em 12.07.16

825.jpg

 

  • SAUDADE QUE VAI BATER
  •  
  • Um dia
    Eu sei que de ti me vou separar
    E recordarei todos os momentos
    Bons e maus
    Recordarei todas as nossas conversas
    Talvez as mais engraçadas
    Recordarei todos os nossos sonhos
    Recordarei momentos partilhados
    Se calhar nessa altura
    A lágrima teimosa lá irá cair
    Pela saudade que irá bater
  •  
  • Um dia
    Cada um de nós irá para seu lado
    Talvez o Divino, ai não nos queira juntos
    Talvez, seja esse o nosso destino futuro
    E nesse infinito tempo
    Recordarei como foi bom
    A nossa vida aqui
    Como foi bom todos os momentos que
    Estivemos juntos
    Como foi bom tratarmos todos
    Do mesmo modo, brancos, negros
    De todas as raças
    Como foi bom sermos amigos da natureza
    Que tanto nos deu e nunca nos fez doer
    De ingratidão
    Como foi bom todas as ânsias
    Todos os problemas
    Todas as alegrias,
    Todas as nossas faltas de vergonha
    Para aqueles pedaços mais íntimos
    Que só nós sabemos
  •  
  • Um dia
    Se calhar irei recordar isso tudo
    Mas agora que estou junto de ti
    Quero apenas estar contigo
    Porque o meu futuro mais próximo
    É o meu amor sem poréns,
    Contigo
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 12:20


824 - ÁUREAS INSPIRADAS

por Fernando Ramos, em 12.07.16

 

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  • ÁUREAS INSPIRADAS
  • (soneto)

     

    Lanças palavras ao ar
    Empregnadas de belos momentos
    Deslumbras, quem te está a escutar
    Sem ferires seus sentimentos

     

    São poemas de emoção
    Escritos no teu recanto
    Tocam fundo um coração
    Ao momento dão encanto

     

    Dizes a vida com alegria
    E p’ra um peito é boa aragem
    Vinda de ti com simpatia

     

    São inspirações escolhidas e rebuscadas
    Que atravessam p’ra outra margem
    A margem das áureas inspiradas

     

  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:27


823 - DOR DE CASTIGO

por Fernando Ramos, em 11.07.16

823 (2).jpg

 

  • DOR DE CASTIGO
  • (soneto)
  •  
  • A dor vem no limbo do escuro
    Numa intensidade não liberta
    Traz tormento bem seguro
    Ao corpo que para ela desperta
  •  
  • É melancolia que não trás brisa
    É dor de tanto castigo
    Para uma vida, que bem ajuíza
    Seu passado de tanto perigo
  •  
  • À dor a claridade não chega
    Vai num mau fim que se avizinha
    E no escuro deixa a vida cega
  •  
  • Tendo a morte como final
    P’ra um céu, onde se caminha
    Livre de tanto sofrimento total
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 22:11


822 - CAMPO SILVESTRE DO CORAÇÃO

por Fernando Ramos, em 11.07.16

 

  • CAMPO SILVESTRE DO CORAÇÃO
  • 822 (2).jpg

     

  • O vento suavemente deixa a flor
    E no campo silvestre fica quieta
    Onde Deus deposita amor
    P’ra pura inspiração do poeta
  • Que busca nas pétalas graciosas
    Seu saber e esplendor
  •  
  • Quanta maravilha
    Vai nos trilhos do campo
    Onde a pureza empregna a natureza
    Quanta maravilha
    Cobre as papoilas o manto de Deus
    Que as engrandece de beleza
  •  
  • Esse é o ar puro, que se realça
    Do Santo Divino da paixão
    Esse é o ar puro que rescreve
    Notas pretas p ‘ra uma valsa
    Tocadas num palco de emoção
    E dançadas no campo silvestre
    Do coração
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 19:12


821 - LISBOA DO POVO E DO TURISTA

por Fernando Ramos, em 11.07.16

821 (2).jpg

 

  • LISBOA DO POVO E DO TURISTA
  •  
  • Lisboa, paraíso de sete colinas
  • Desperta aos raios da manhã
  • Brilha o sol nas casas Pombalinas
  • Da bela cidade amiga e cortesã
  •  
  • Nas ruas a liberdade pulula por ali
  • Desde cedinho sob um céu majestoso
  • O povo diz que a cidade é parte de si
  • Abençoada p’lo seu Santo fervoroso
  •  
  • À noite, a lua p’las janelas entra em cheio
  • Nos becos e vielas do fado submisso
  • O turista espreita as tascas, e de permeio
  • Apaixona-se p’la guitarra de timbre castiço
  •  
  • É nesta Capital mágica de mil sois
  • O visitante se move alegremente
  • Nas esplanadas prova pratinhos de caracóis
  • Saboreando-os com cerveja perdidamente
  •  
  • De dia, o estrangeiro Lisboa visita
  • As belezas aquecidas p’lo sol encantado
  • E à noite se perde pela voz da fadista
  • Que lhes dedica o fado de amor perfumado
  •  
  • É assim a maravilhosa Lisboa
  • Que o alfacinha tem p´ra oferecer
  • Tantos a querem como sua fada boa
  • E os turistas já mais a irão esquecer
  •  
  • E no eléctrico turístico vermelho e amarelo
  • Passeia-se p’la Cidade cosmopolita e amena
  • Deslumbrando-se próximo do céu, no Castelo
  • Olhando o Tejo e suas margens que são poema
  •  
  • O turista, calcorreia os bairros populares
  • Deambulando por ali sem alguma maçada  
  • O povo lhes oferece, em faustos jantares
  • Vinho tinto e a bela Sardinha assada
  •  
  • Pelas calçadas vai criando suas ilusões
  • Nesta cidade que para si é um espanto
  • Falam-lhes do grande poeta Camões
  • E da poesia que lhes dá tanto encanto
  •  
  • Na hora do visitante ir embora
  • A tristeza bate com ansiedade
  • Já amam Lisboa conhecida em boa hora
  • Levando no peito a palavra SAUDADE
  •  
  • E a cidade para eles bem se agita
  • Com amor e o calor do céu azul
  • Gritando muito feliz o turista
  • “Lisboa é bela como as ilhas do mar do sul”
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:43


820 - LIBERDADE RAPTADA

por Fernando Ramos, em 11.07.16

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  • LIBERDADE RAPTADA

Cai o silêncio na minha noite

E nela vejo sombras

Que não passam de fantasmas

Perseguidores p’lo meu

Tumultuoso mundo de emoções

 

Este silencio nocturno e triste

Me agiganta na límpida solidão

E faz, que cada vez esteja mais só

Perdido em penosos pensamentos

Que anseiam p’la liberdade de amar

Que me foi raptada

Levada, não sei p´ra onde

E por quem!

 

E num desespero solitário

Sinto meus fantasmas

Como uma espada que penetra

Em minha carne

Acompanhada p’la musica da dor

Que é pura ausência de amor

Habitando em minha vasta solidão

 

E neste temeroso caminho

Simplesmente aguardo

Que os fantasmas partam

E me deixem ficar

Cada vez mais só

Em meus impenetráveis

Pensamentos

Aguardando ansiosamente

Pela liberdade de amar

Então raptada

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 15:51


819 - PERDÃO PARA A MÃE

por Fernando Ramos, em 11.07.16

 

 

819.jpg

 

PERDÃO PARA A MÃE

 

Minha mãe foi rezar

Na Igreja da Virgem Maria

P’ra Virgem perdoar

O pecado que na alma lhe ia

 

Senhora perdoai minha mãe

Que é uma Santa mulher  

Os pecados que ela tem

Seu pobre coração fere

  

Carregamos a alma pecadora

Fazendo vida desgraçada

Perdoai-nos Santa Senhora

E que o céu seja boa morada

 

A Virgem perdoa sempre

Na sua piedosa Divindade

Adoramo-la eternamente

Jurando-lhe fidelidade

 

Na igreja, minha mãe reza

Pelo o mundo e p’la família

Quando lá vai, leva a promessa

De amor à Virgem Maria

 

E a Virgem bem a escuta

Nas suas tristezas da vida

Senhora, protege-a nessa luta

P’ra que nunca se sinta perdida

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 12:42


818 - CHOVEM BEIJOS DE AMOR

por Fernando Ramos, em 11.07.16

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CHOVEM BEIJOS DE AMOR

Teu sorriso soa em minha alma

Na harmonia que o maestro levanta

Inunda meu peito e o palpitar se acalma

Em tanta angustia melada, tanta... tanta

 

Esse teu sorriso que me dá perdição

Murmura ao vento levantando vagas

Num mar de amor pertinho do coração

Esconde beijos vestidos de pratas

 

De mil raios chovem desejos de amor

Perdidos em teus lábios gostosos

Caindo por terra num forte tremor

Aromas teus, como beijos melosos

 

É com espanto e tanta fantasia

Que meu penetrante olhar bem vigia

A tua boca bela de minha tontaria

P’lo brilhar da noite até ao raiar do dia

     

E no imenso azul de total luar

Beijamo-nos rendidos de olhos cerrados

Com nossos lábios quase a murmurar

Doces momentos tão perfumados

 

E uiva o vento num feliz tormento

Buscando beleza em teu sorriso maroto

Desfraldam velas e Naus não aguentam

O mar de beijos que por teus lábios solto

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 10:39


817 - LEVARAM MEU ANJO

por Fernando Ramos, em 10.07.16
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  • LEVARAM MEU ANJO
  •  

    Levaram meu Anjo
    Levaram-me a vida
    Ficou a maldita dor
    A raiva, o desespero

    Mas Porquê?


    Porquê esta loucura
    Porquê esta brutalidade!

    Meu coração sangra
    Como lava incandescente
    De um vulcão sangrando ódio
    Por quem não conheço

     

    Porquê, meu Deus
    Mas Porquê esta tortura?
    Pararam minha existência
    Pararam meu tempo
    Pararam meu sopro

    Resta-me a esperança
    Só a esperança


    Que o coração cruel
    Devolva meu Anjo

    Roubou-me a liberdade
    A minha estrela
    Roubou-me o sal da vida
    Trouxe-me a dor
    Que baila em meu olhar

     

    Porquê, meu Deus?

    Mas porquê
    Este sofrimento
    Porquê este gostar
    De fazer doer
    Porquê este prazer mórbido
    De quem não sabe
    O que é o amor?

     

    (P'ra mães 
    de filhos raptados)

     

  • De: Fernando Ramos

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publicado às 22:18


816 -TEU AMOR É O RUM

por Fernando Ramos, em 10.07.16

 

816.jpg

 

  •  TEU AMOR É O RUM
  •  
  • "Diz lá, diz lá meu bem
    Porque bebes tanto Rum
    O ciúme te persegue, bem sei
    Mas o meu amor, és tu"
  •  
  • Nesse teu mergulhar em bebida
    Fazes-me sofrer sem razão
    Há muito me sinto perdida
    Por fazeres doer meu coração
  • Porquê, porquê tua tristeza
    Se desde novinha que sou tua
    Hoje penso que não foi beleza
    Quando me tinhas à luz da lua
  •  
  • "Diz lá, diz lá meu bem
    Porque bebes tanto Rum
    O ciúme te persegue, bem sei
    Mas o meu amor, és tu"
  •  
  • Estranha tua  atitude tortuosa
    Que me faz cair na solidão
    Agora a noite passa vagarosa
    Quando antes era só emoção
    Meu desespero é tão cruel
    Falta-me tua confiança
    Esse ciúme na nossa vida é fel
    Vai matando o amor de criança
  •  
  • "Diz lá, diz lá meu bem
    Porque bebes tanto Rum
    O ciúme te persegue, bem sei
    Mas o meu amor, és tu"
  •  
  • Agora, teu amor é o Rum
    Bebida da tua destruição
    Ele te consome, e não sofre só um
    Pois eu vivo em total consternação
    Esta maldita maleita te alcançou
    Como lamina de dor na nossa vida
    Toda esta angústia me cansou
    E o coração, não sara esta ferida
  •  
  • "Diz lá, diz lá meu bem
    Porque bebes tanto Rum
    O ciúme te persegue, bem sei
    Mas o meu amor, és tu"
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 18:53


815 - GUITARRA VAIDOSA

por Fernando Ramos, em 10.07.16

 

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  •  GUITARRA VAIDOSA
  •  
  • A nossa guitarra é vaidosa
  • Põem-se bonita ao trinar
  • Para a doce voz virtuosa
  • Que dela se faz acompanhar
  •  
  • Suas cordas são puro ouro
  • Tão macias como cetim
  • Dedilha-se este belo tesouro
  • Em fados de amor e dor ruim
  •  
  • Tanta riqueza, trina a coragem        
  • Diz o povo sentindo-a nos fados
  • Poetas oferecem vassalagem       
  • Em poemas de amores agitados
  •  
  • Do Tejo partiram Naus e Caravelas
  • Levando guitarras e guitarristas
  • Pró mundo novo à luz das velas
  • Ouvirem os Marinheiros fadistas
  •  
  • Que num brioso e castiço fado
  • Cumpriam a nobre missão
  • Tocavam a dor, o amor e o pecado
  • Que lhes morava pertinho do coração
  •  
  • Os bairros amam a sua guitarra
  • E os fadistas choram com ela
  • Uma voz ardente a ela se amarra
  • P’lo povo que a bebe à janela
  •  
  • E na sua vaidade de trinar
  • Ela sorri p’ra noite e pró dia
  • Com fadistas a maravilhar
  • O turista, o povo e a fidalguia
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:56


814 - BEIJOS PELA TARDINHA

por Fernando Ramos, em 10.07.16

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  • BEIJOS PELA TARDINHA
  • (SONETO)
  • Deste-me beijos pela tardinha
    Por esse encanto me fiquei
    E, em tua boca tão docinha
    Entre suspiros balancei
  •  
  • Nela, subi ao firmamento
    Tal era minha felicidade
    Quero teus lábios todo momento
    E que sabe... P’ra eternidade
  •  
  • Tua boca, é a doce loucura
    E fonte de mel do meu viver
    Teus beijos são pura ternura
  •  
  • P’ra meu doido peito ofegante
    Por tão assombroso prazer
    Que perdido está neste instante
  •  

de: Fernando Ramos

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publicado às 12:37


813 - NÃO CHORAIS MAIS

por Fernando Ramos, em 10.07.16

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  • NÃO CHORAIS MAIS
  • Ó vento, não chorais mais
    Minha dor já foi embora
    Tristeza, jamais me calais
    Porque sou feliz nesta hora
  •  
  • Não importa a lágrima que cai
    Não inunda mais minha dor
    Agora é de felicidade que vai
    Na asa do magnifico condor
  •  
  • Momentos maus foram passados
    Em tempos de torpes ilusões
    Nunca mais serão lembrados
    Em meu palco de emoções
  •  
  • Ó vento não chorais mais
    Meus olhos fitam a esperança
    Um amor me aguarda no cais
    P’ra vida me encher de bonança
  •  

de: Fernando Ramos

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publicado às 10:00


812 - FEIRA DE VELHARIAS E NOVIDADES

por Fernando Ramos, em 09.07.16

 

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  • FEIRA DE VELHARIAS E NOVIDADES
  •  
  • Toca a lira, trombetas e o oboé
    Na feira de velharias e novidades
    Grita a cigana “chinelas pró pé
    E roupinhas p’ra tantas vaidades”

     

    No mercado tudo é de bom preço
    Dizem feirantes em sua roda viva
    Comprar ali, já é um bom começo
    Mas p’ra alguns uma causa perdida


    As senhoras, regateiam suas compras
    Os maridos, prestam-lhes atenção
    Donzelas, vêem rapazes e ficam tontas
    Elas p’ra eles, são a nobre tentação

     

    Toca a lira, trombetas e o oboé
    Na feira de velharias e novidades
    Grita a cigana “chinelas pró pé
    E roupinhas p’ra tantas vaidades”

     

    E a música na feira é um regalo
    P’ra menina, e pró menino que passa
    Na confusão, ao avô pisam o calo
    Dando ais, p’la pisadela sem graça


    E naquele rodopiar de tempo
    Há de tudo, e outras coisas mais
    Até alegria, que vai no passo lento
    Do militar, e de mais outros tais

    Toca a lira, trombetas e o oboé
    Na feira de velharias e novidades
    Grita a cigana “chinelas pró pé
    E roupinhas p’ra tantas vaidades”

     

  • De: Fernando Ramos

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publicado às 22:50


811 - TEU DOCE AMAR

por Fernando Ramos, em 09.07.16

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TEU DOCE AMAR

Meu peito é teu ninho
Por ti ousa, tanto arfar
Nele te deitas devagarinho
Como é doce teu amar

 

Eu tenho um secreto sonho
De contigo um dia viver
Será um engano medonho
Se tal não suceder
Sentirei dor insuportável
Se abandonar este meu querer
Dum amor incomensurável
Que nunca o irei ceder

Meu peito é teu ninho
Por ti ousa, tanto arfar
Nele te deitas devagarinho
Como é doce teu amar

Meu corpo é tua luz
Dizes entre suspiros e beijos
Esse querer tanto me seduz
Numa loucura de desejos
E ouço belas trombetas
Quando estamos bem juntinhos
Nossas noites são notas pretas
Musicando todos os caminhos

 

Meu peito é teu ninho
Por ti ousa, tanto arfar
Nele te deitas devagarinho
Como é doce teu amar

De: Fernando Ramos

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publicado às 19:52


810 - VAIS EMBORA

por Fernando Ramos, em 09.07.16

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  • VAIS EMBORA
  • Vais embora minha bela flor
    Sem me dizeres, sem um olhar
    Não mais terei o doce esplendor
    De teus beijos p’ra desfrutar
  •  
  • Partes, fica apenas o recordar
    Bem propenso à minha dor
    Onde a lágrima se irá estatelar
    Em meu rosto sofrido de amor
  •  
  • Meu mundo fica mais pobre
    Vai embora meu enlace
    Perderei a razão nobre
    Que será meu disfarce
  •  
  • Eternamente me lembrarei
    Dos bons pedaços já tidos
    E de saudades chorarei
    P’los bons tempos idos
  •  
  • Fica só meus pobre coração
    E essa tua vontade não muda
    Dizes adeus à minha ilusão
    E a tristeza, meu ser inunda
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 18:31


809 - VIVER NUM CIRCO DE FERAS

por Fernando Ramos, em 09.07.16

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  • VIVER NUM CIRCO DE FERAS
  • Tu ó preso, jamais souberas
    O que é ser arrependido
    Vives num circo de feras
    Como pobre diabo ferido
  •  
  • Viajas entre grades feias
    Tantos bons momentos acesos
    Que se somem p’las cadeias
    P´la mente de tantos presos
  •  
  • A saudades da ilimitada liberdade
    Vagabundeia num espaço pequeno
    Embebida p´la criminalidade
  •  
  • Daqueles homens, agora serenos
    A quem seus futuros traz o medo
    Servido em cálices de venenos
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:12


808 - ABRIL

por Fernando Ramos, em 09.07.16

808 (2).jpg

 

  • ABRIL
  •  
  • Chegou Abril, meu amor
    Ele foi o começo
    Do nosso enlace
    Já passaram alguns anos
    Que este mês representa 
    A nossa união
    Foi uma nova aventura 
    Na vida, p’ra nós
    Este é também, um tempo 
    De liberdade 
    O mês de todas as liberdades
    Como o recordo, sorrindo
    Por esta altura do ano
  • Começou precisamente em Abril
    Toda a esplendorosa vida a dois
    Meu coração dilacera de dor
    Só de pensar no sofrimento
    Que poderei sentir 
    Se um dia neste mês, ou 
    Num outro mês qualquer
    Eu te perder
  • Deus me ouça, e me leve
    Primeiro p’ra junto de si, 
    E que lá me faça esperar
    Pela tua chegada
    P’ra te abraçar, e recordar 
    Que foi num mês de Abril
    Que beijei o mundo inteiro
    Só pela felicidade
    De te conhecer
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:13


807 - LISBOA O NOSSO AMOR

por Fernando Ramos, em 09.07.16

 

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  • LISBOA O NOSSO AMOR
  •  
  • Minha cidade do sol encantado
    Brilhas a alma de quem te ama
    Por ti de amor, te cantam no fado
    Os alfacinhas de quem és Dama
  •  
  • Lisboa, és um amor p’ra toda a vida
    Sorris aos olhos do fiel turista
    Cai-lhes a lágrima na partida
    Resta-lhes a saudade, sua conquista
  •  
  • Tanta magia aquece os corações
    Nos teus lindos lares, ó cidade 
    És a riqueza das nossas gerações
    Que brincam contigo em liberdade
  •  
  • Nos descobrimentos eras menina
    Pró mundo tornas-te formosa mulher
    És cidade bela e bem feminina 
    Onde as gentes p´lo coração te quer
  •  
  • Na colina, sorri o velho Castelo
    Espreitando o Tejo com felicidade
    O seu olhar ternurento e belo
    Vai-te memosiando maravilhosa cidade
  •  
  • És Deusa de bonitos olhos de safira
    E para todos um rico tesouro
    Dizer que és feia é pura mentira
    Isso são ciúmes bordados a ouro
  •  
  • O povo em ti se enrola de encanto
    Linda Lisboa de tanto esplendor
    O mundo sorri e pára de espanto 
    Ao ver que contigo fazemos amor
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 11:10


806 - MINHA CABANINHA

por Fernando Ramos, em 09.07.16

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  • MINHA CABANINHA
  •  
  • Construí uma cabaninha 
    Junto ao mar calmo e salgado
    À entrada na sua portinha
    Desenhei um amor sonhado
  •  
  • Vivo dentro da cabaninha
    Na minha praia de mil sois
    E lá, na areia fininha
    Vejo-me acariciar lindos caracóis
  •  
  • E Nesse sonhar de simpatia
    Beijo, perfeitos olhos verdinhos 
    É na cabaninha cheia de magia 
    Que escondo estes segredinhos
  •  
  • Aí, imagino meu mundo de ilusões
    Escondido no imenso universo
    E num feitiço de sensações
    Acho-o tão bonito e perverso
  •  
  • Prefiro a praia dos mil sois
    Onde construí a cabaninha
    E á noite deitado entre lençóis
    Sonho o amor até de manhãzinha
  •  
  • Esta é a minha vida ansiada
    Também sonhada como futuro
    Dentro da cabaninha engraçada 
    Aguardo por um doce amor puro
  •  
  • Um dia, do mar ele surgirá 
    Será uma sereia bonitinha
    Comigo, decerto se casará
    E felizes, viveremos na cabaninha
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 09:43


805 - TEU FUTURO

por Fernando Ramos, em 08.07.16

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  • TEU FUTURO
  •  
  • Disseste-me que ias ao encontro
    De teu futuro
    Sorri,
    E em ti acreditei!
    Não julgues que o procurar, 
    Não é bem duro
    Porque isso é, e eu bem sei
  • Tens um enorme mundo, p’la frente 
    E por ai, o vais encontrar
    Mas será que tudo em ti, irá mudar?
    Ou apenas o teu acreditar,
    Deseja nova oportunidade
  • Para dela desfrutar

    Ao dares com o teu futuro 
    Lembra-te dos teus fantasmas brancos
    Porque apesar do teu partir
    Eles, vão andar por aí, 
    Sempre por aí, p’los cantos
    Decerto, os irás sentir no teu porvir
  • Sei que queres viajar 
    P’lo mundo inteiro
    À descoberta do sonho,
    E outras gentes conheceres
    Mas recordo-te, que na vida 
    Está primeiro as tuas origens,
    Que te ofertaram bons saberes
  •  
  • E se na procura do teu futuro, ansiado
    Decidires voltares, para meu espanto!
    Ficarás meu amigo, já avisado
    Que as coisas por aqui, 
    Não mudaram assim tanto
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 23:09


804 - SOLIDÃO COMPANHEIRA

por Fernando Ramos, em 08.07.16

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  • SOLIDÃO COMPANHEIRA
  •  
  • As palavras não se soltam
    Da minha garganta
    Soluços secos abanam meu corpo
    Como uma árvore ao vento
    Na minha frente vejo um mendigo
    E um nó na alma se revolta
    Por este triste quadro 
    Que me retalha o coração
  • Olho o pobre deitado no chão 
    E o que vejo, são dias difíceis
    E vou meditando
    Sobre a miséria humana 
    Como é possível!
  •  
  • Pessoas, por ele vão passando
    E nem sequer o olham 
    Nem fazem um mínimo esforço
    Para ver o infeliz homem
  • Que lhe falta um mundo
  • Com olhos de amor e de verdade
    Metido naquele quadro tão solitário
  • Ele, deitado numa caixa de cartão
    Que é seu leito do momento
  • Num dia frio de Outono 
  •  
  • Nem faz o mínimo movimento 
    E nem deverá pensar em dali partir
  • Sabendo que se o fizer
  • Apenas lhe espera as indeterminaveis
  • Linhas tortas da vida
    Mesmo que queira partir
    Daquela solidão, certamente
    não poderá
    Mas para onde iria o pobre infeliz?
    Pergunto a mim mesmo!
  •  
  • O mundo gira, gira à sua volta
    Com correrias para cima, e para baixo
    Sem que as pessoas
    Dêem umas pelas outras
    Mostrando que apenas 
    Estarão tão sós como o homem 
    Ali deitado na calçada
  • Mergulhado na louca dor
  • que nunca lhe será curada
    Sentindo o futuro fugir-lhe
    Para algum lado sem regresso
    Sobrando-lhe apenas 
    A solidão companheira
    Pobre mundo que tratas tão mal
    Os teus filhos!
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 20:11


803 - A ESTRELA DO CÉU DE MARIA

por Fernando Ramos, em 08.07.16

 

 

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  • A ESTRELA DO CÉU DE MARIA
  •  
  • Todos disseram p’ra ir em frente
    E nem sequer olhar pró lado
    Porque Maria 
    Vive a vida à beira do precipício
    E eu curioso 
    Cismei nessa observação
    E de cismar em cismar
    Finalmente disse a Maria
    P´ra poupar sua vida 
    Desse abismo nefasto
    Ela olhou para mim
    Sorriu, e deu o passo em frente
    Sem ainda me dizer:

  • "Aquele precipício
    Era a sua estrela do céu
    E o seu magnifico absurdo"
  •  
  • Morrendo Maria, sozinha
  • Sem glória, sem perdão
  • Com a dor da desilusão
  • No estranho silêncio da cobardia
  •  
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:41


ORÉGANO

por Fernando Ramos, em 08.07.16

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publicado às 18:23


802 - INCERTEZA POÉTICA

por Fernando Ramos, em 08.07.16

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  • INCERTEZA POÉTICA
  •  
  • Voando na minha cálida poesia
    Lembro bons momentos, e de turbilhão
    São dilemas, factos, ou alegria
    Ocorridos p´la pobre inspiração
  •  
  • Na mente, disperso dados reais
    Ou então, a mais pura imaginação
    Ela é aberta a momentos fulcrais 
    Que navegam na lágrima da emoção
  •  
  • Vão sobrevivendo em meus versos
    Estrofes criadas em meu olhar
    Trazem luz, e enredos dispersos
    Que apenas pretendo divulgar
  •  
  • Mas serão boas as minhas fantasias
    Que na poesia transformo em ilusões 
    Ocorre-me dúvidas nas margens frias
    Dos sonhos semeados nas inspirações
  •  
  • E nesta divagante incerteza poética
    Vai crescendo uma feliz vontade
    De escrever mais, p’ra gente céptica
    As ideias que giram p´la minha liberdade
  •  
  • Só assim direi ao céptico mundo
    Como é extraordinário sonhar
    Que se preparem, porque os inundo
    Com meus versos, de vida e pensar
  •  
  • Assim vou passando os dias
    Na boa vontade de escrever
    Transformando poemas, em guias
    P'ra esses, que andam mal sem saber
  •  
  • De: Fernando Ramos
  •  

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publicado às 16:24


801 - DIAS DE POESIA

por Fernando Ramos, em 08.07.16

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  • DIAS DE POESIA
  •  
  • Levanto-me cedo
    E olho para o céu
    Umas vezes o vejo limpo
    Outras, negro, dum negro opaco
    Agarro num papel e lápis, e escrevo
    Expressando em poesia
    Ideias, lamentos e alegrias
    É a minha coragem 
    P’ra desabafar, e alertar
    É o meu silêncio de dizer
    Que me deixa ver a vida sem ilusão
    Fazendo-me lembrar, e passar 
    Pró papel branco, todos os momentos 
    Bons, e menos bons
    E aqueles que perduram no coração

  • Lá fora, bátegas de água alagam jardins
    E vejo a chuva bater, bater, bater
    No vidro da janela
    São gotas de água, a desmaiar
    Não se sabendo bem para onde vão
    E o sol, vai espreitando, espreitando
    Com vontade de me aquecer
    E ouço o vento medonho dizer:
    “Não vás por aí, não corras
    Pára, e contempla a natureza
    Que transporta alegria, e fragrâncias 
    P’ra corações quentes e abertos 
    Repletos de dias de poesia” 

  • Dias de poesia... 
    São sonhos, conduzindo a vida
    Até ao fim do prazer mais soberbo
  • O prazer da paixão, espreitando
  • A imaginação da arte mais pura
  •  
  • DE: Fernando Ramos

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publicado às 14:31


800 - BARCOS DE SOLDADOS

por Fernando Ramos, em 08.07.16

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  • BARCOS DE SOLDADOS
  •  
  • Vejo barcos ao longe, vejo barcos
    Nas ondas que bailam na fina espuma
    Leva magotes de soldados magros
    Que a injustiça enrola na bruma
  •  
  • São homens de bem, como outros
    Cujo seu mal foi nascer pobre
    As espingardas os esperam nos portos
    Que p’las pontas tantas vidas consome
  •  
  • Tantos barcos repletos de medo
    Tantas vidas de destino fugido 
    Tantos ódios que vão batendo 
    Tantas almas de futuro perdido
  •  
  • Os homens são todos iguais
    Mas a cor do dinheiro, senhores a cor!
    Divide o mundo em partes desiguais
    Chorando a vida, peçonhento pavor
  •  
  • Sua esperança, essa não tem fim
    Neste mundo de amanhã incerto
    Ela é um sonho livre voando por aí
    Nos bons, que deste mal vai desperto
  •  
  • Tantos barcos repletos de medo
    Tantas vidas de destino fugido 
    Tantos ódios que vão batendo 
    Tantas almas de futuro perdido
  •  
  • O mundo nesta miséria gira
    Tanto sangue escorre a seus pés
    O senhor do mal vai tocando a lira
    E os soldados suplicando no convés 

    de: Fernando Ramos

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publicado às 12:14


799 - ERAMOS TANTOS

por Fernando Ramos, em 08.07.16

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  • ERAMOS TANTOS
  •  
  • Há certas alturas na vida, que a saudade 
    Nos dá uma pancada forte no coração
    Que nos vai deixando de rastos
    Porque fios de memória nos assaltam
    Vindos não se sabendo bem de onde
    Na minha juventude, em minha casa 
    Ali para os lados de Alvalade
    Éramos tantos, muitos mesmo
    Éramos dezassete, e por vezes mais 
    Quando mais alguém aparecia
  • Éramos uma verdadeira família, 
    Apesar de muitos
    Não éramos a família perfeita
    Como nenhuma é
    Mas éramos uma família no sentido
    Mais lato da palavra
    Irmãos, éramos nove, mais pai e mãe
    Avó, três primos, tio e tia
    Era o que se pode dizer, uma casa cheia
    E até, também nos fazia companhia
    Um ou outro cão rafeiro, que
    Nós os miúdos levávamos lá para casa
    Já não falando da passarada
    Que nos pareciam tão felizes como nós
  • Todos se sentavam à mesma mesa
    E escusado será dizer, que era uma festa
    Éramos os reis da vida, pobres mas reis
    Hoje dava tudo só p’la felicidade 
    Desse quadro da altura
    Agora, ainda me lembro 
    De como éramos tão unidos
    Apesar de lá em casa entrar 
    Parcas moedas dos salários 
    Dos meus pais, e tios 
    Fazendo eles autênticos milagres 
    Para dar de comer a tanta boca
    Hoje já quase que não se pode dizer
    Como dizia minha mãe: 
    “Onde comem dois... Comem três”
    Mas ali, esse número 
    Era sempre a multiplicar
    Hoje já não somos tantos 
    Pais, tios e avós já não estão cá
    E nós, irmãos e primos, cada um
    Tem a sua vida e seus filhos
    E já vai sendo mais difícil 
    Vermo-nos todos ao mesmo tempo
    A não ser, para um ou outro momento
    E por vezes, bem difícil é esse momento
    Que saudades eu tenho 
    Do tempo, onde éramos tantos
  • E tão felizes
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:43


798 - QUEM ÉS TU LUA

por Fernando Ramos, em 07.07.16

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  • QUEM ÉS TU LUA
  •  
  • Quem és, quem és lua branca
    Que p’ra todos, sorris com teu espreitar
    Não és feitiço, e esse olhar encanta
    Tantos seres prontos p’ra amar
  •  
  • Nunca serás rosa, nem pura mulher
    Mas és o brilho que o mundo aceita
    E de ti, um grande amor quer
    Teu observar que bem o deleita      
  •  
  • És a lua nova, ou lua cheia
    Em noites soberbas de alegria 
    Vista por ti, a paixão semeia 
    Eterna vida de formosa magia
  •  
  • És a lua de todos os vencedores
    E alumias os jardins das ruas 
    Onde namorados anseiam amores
    Embriagados em paixões lindas e nuas
  •  
  • Teu futuro é relido nas estrelas
    Que também são graciosas
    De dia não se consegue vê-las
    Mas contigo na noite, são bem curiosas
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 21:15


797 - POESIA DE AMOR

por Fernando Ramos, em 07.07.16

 

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  • POESIA DE AMOR
  •  
  • Ainda se escreve poemas de amor
    Como se escrevia antigamente
    Alguns são cantados p’lo trovador
    Com fervoroso sentimento ardente

    A poesia leva a beber a emoção
    Já foi no passado, e é no presente
    Inspirada na ilimitada paixão
    Da chama imensa incandescente

    É a pura satisfação maior 
    Do poeta sábio e inspirador
    Torna a tristeza um fim menor
    Com mensagens de esplendor

    O poema é a brasa que não morre
    E vai aconchegando um coração
    O amor, dele se socorre
    Nos dias negros de solidão

    Não há poemas inspirados à toa
    Porque o amor, por eles padece 
    É escrita errante terna e boa 
    Que ao poeta tanto envaidece

    Na poesia vai a beleza de viver
    E doces momentos p’ra desfrutar
    Vêem do génio do bem escrever
    A imaginação do saber e do amar   

    Poesia será sempre a voz da ânsia
    Num querer sem ilusão
    Nela a esperança não se cansa
    E mora bem pertinho do coração
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 17:36


796 - NOSSOS FILHOS

por Fernando Ramos, em 07.07.16
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  • NOSSOS FILHOS
  •  
  • Os filhos amam-se assim que 
    Que se sente a sua existência
    Acarinham-se até demais 
    Desde esse momento
    Porque aí, o único sentido
    É o amor permanente 
    Com que os confortamos
    Dá-se lhe mimos desde o nascimento
    Até eles mais tarde nos dizerem, chega!
  •  
  • Mas nós num cantinho do cérebro 
    Reservamos sempre o colo para eles
    Nosso amor é dado a todas as horas,
    Minutos, segundos, é sempre dado 
    Está lá sempre o nosso amor
    Mesmo que depois,
    E por algum tempo 
    Nos falte a sua retribuição
  •  
  • Preocupamo-nos p’los seus
    Choros, p’las suas ânsias, 
    P’los seus sonhos
    E vejam lá... Por momentos 
    Até pelos seus sorrisos de paixão
    E por vezes, doentiamente 
    Por todos os seus gestos 
    Que são quase o nosso viver
    E ficamos demasiadamente felizes 
    Quando os vemos contentes
    Com a nossa presença, 
    Ou com o nosso carinho

    Nosso coração vive permanentemente
    Na presença deles, mesmo que não 
    Estejam junto de nós
    Mentalmente, e em algumas ocasiões 
    Estupidamente da maneira obsessiva
    Queremos os ter sempre à nossa volta
    Esquecendo que eles crescem 
    Mas nós, vemo-los do mesmo modo 
    São sempre os nossos Anjos 
    Independentemente da idade
  •  
  • Para nós, os filhos desconhecem
    Toda a malícia da vida, e a maldade
    E pensamos que se nos dizem uma mentira
    É sempre e apenas uma "mentirinha"
    Sem qualquer tipo de importância

  • Ficamos felizes, mas mesmo felizes
    É quando eles nos dizem 
    O que queremos ouvir por toda a nossa vida
    “Eu vos amos, pai e mãe”
  • É aquele momento mágico
    Que mexe com todo nosso interior 
    Por vezes, cheio de mágoas e injustiças
    Porque em certos momentos
    Somos brindados injustamente 
    Por aqueles quem mais amamos 
    Os nossos filhos!
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:23


795 - NOSSA LUA CHEIA

por Fernando Ramos, em 07.07.16

795 (2).jpg

 

  • NOSSA LUA CHEIA
  •  
  • Ouvir tua voz 
    É melaço em meu peito
    É um doce de cereja
    Que se desfaz na boca
    Um dia ao ouvir-te,
  • Todo meu mundo 
    Se virou do avesso
  • E jurei que te amaria p’ra sempre
    E ainda agora quando te ouço 
    Meu coração dispara 
    Num torvelinho endoidecido

  • É como se regressasse ao tempo 
    De quando te conheci,
    Que sobre a chuva impiedosa
    Num jardim da cidade
    Te disse p’la primeira vez
    Que te queria
  • Nunca me canso de te amar,
  • Meu amor
    E apesar de já ter passado
    Algum tempo, nossas noites
    Continuam a ser como da primeira
    E sem poréns, tontamente 
  • Nossos corpos passam de dois,
  • A ser apenas um 
    Num sentimento puro e guloso
  •  
  • Te quero tanto, meu amor
    Quero apenas,
    Mais momentos de felicidade
    E que a tua presença, 
    Seja uma lua cheia p’ra minha vida
    A nossa lua cheia
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 11:32


794 - AMO AS ÁRVORES

por Fernando Ramos, em 07.07.16

794 (2).jpg

 

  • AMO AS ÁRVORES
  •  
  • Quero beijar todas as árvores
    Abraçar todas as árvores
    Ama-las como se ama a natureza
    Elas são o meu respirar 
    E vou sempre deseja-las
  • Desde a raiz até ao topo

  • Vou ama-las em toda a sua imensidão
    Amando seus troncos
    Que um dia serão tábuas
    Do meu refúgio na eternidade

  • Amo a árvore, e seus filhos
    Como se fossem meus
    Amo seus frutos 
    Que me saciam no mais belo manjar

  • Amo-as quando o sol já vai alto
    Poque são a sombra do meu viver
    Não as trocando por qualquer
  • Momento de ilusão

  • Bem sei que elas são agrestes
    E bravas como a serra
    Ao mesmo tempo são finas 
    Como as rosas 
    E tão dóceis como o amor

  • As árvores das florestas são pérolas 
    E um sorriso em mil palavras
    São um passado dentro do presente
    São o futuro dentro do mundo 
    E haja o que houver
    Vão estar sempre lá
  • P´ra dar o gozo deste mundo
  • De seres maravilhosos
  •  
  • DE: Fernando Ramos

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publicado às 09:53


793 - FLORES DESEJADAS

por Fernando Ramos, em 06.07.16

793 (2).jpg

 

  • FLORES DESEJADAS
  •  
  • Desejam-se jasmins e rosas
    Em cores graciosas e garridas
    São gotas frescas e vistosas
    Das primaveras floridas
  •  
  • Nascem em verdes jardins 
    Tantas flores de lindos tons 
    Mas são rosas, e jasmins 
    Que embelezam corações bons
  •  
  • São como melaço num peito
    Ofertadas com imenso amor 
    Vivido num sonho perfeito 
    Em aveludada noite de calor
  •  
  • P'’los jardins, elas são vistas
    Por quem, as tanto quer 
    Oferecem-nas em cores mistas 
    A uma doce e graciosa mulher
  •  
  • Lindas, flores desejadas
    Alegram toda uma vida
    Por alguém, são plantadas
    Na sua sabedoria desmedida

    E em vistosos exuberantes jardins 
    Repletoe de belas flores
    As rosas e os lindos jasmins
    Brotam fragrâncias infinitas de amores
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 22:47


792 - ANDA COMIGO MEU AMOR

por Fernando Ramos, em 06.07.16

792 (2).jpg

 

  • ANDA COMIGO MEU AMOR
  •  
  • Anda comigo meu amor
    Vamos ao céu, nosso ninho contemplar
    Lá num sol sentiremos o calor
    Dos sonhos que à terra nos faz voltar
  •  
  • Cá em baixo, junto da multidão
    À toa nos amaremos no meio dela
    Aí, não ganharemos a negra solidão
    Nem a tristeza nos deixará sequela

  • Assim a paixão, terá sua oportunidade
    De nos seguir p'la vida fora
    Desejamos ser eterna a felicidade
    Que nos fará amar, a toda a hora
  •  
  • "Anda comigo, meu amor
    Vamos ao céu nosso ninho contemplar
    Lá num sol sentiremos o calor
    Dos sonhos que à terra nos faz voltar!
  •  
  • Seremos tão felizes no nosso lar
    Ali, os filhos nos sucederão
    Teremos tempo p’ra no jardim desfrutar
    Toda a caminhada da nossa união

  • Deus será eterna testemunha
    Sua vontade é por nós superada
    Como a pauta que o maestro compunha
    Na sinfonia que nos estava destinada
  •  
  • "Anda comigo meu amor
    Vamos ao céu nosso ninho contemplar
    Lá num sol sentiremos o calor
    Dos sonhos que à terra nos faz voltar"
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 19:31


791 - AMOR VAGO

por Fernando Ramos, em 06.07.16

791 (2).jpg

 

 

  • AMOR VAGO

    Amor vago bem definido
    Será quimera de momento
    Numa utopia ficará diluído
    Trazendo ao coração, triste alento 

    Nascerá no lugar que se combina
    Com a luz, para um olhar infinito 
    Navegará num rio de água cristalina
    Onde o aclamarão num puro grito
  •  
  • Será numa onda, onde tudo se inicia
    Que nesse amor se verá claridade
    Tão branca, tão bela como a luz do dia
    Mas numa uma vida vincará a saudade

    Viverá num longínquo areal 
    Onde se afrontam sonhos de sedução 
    Será um momento, puro e irreal 
    Que perdurará na escuridão
  •  
  • O amor vago, se irá perder
    Na magia dum coração
    É no sonho que irá vencer
    Esse momento, de pura ilusão
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:26


3 - BENFICA NO SEU ESTÁDIO DE OURO

por Fernando Ramos, em 06.07.16

 

BENFICA NO SEU ESTÁDIO DE OURO

 

Esperam por ti no Estádio de ouro
Lá, a lealdade não é palavra vã
O Benfica tem na força seu tesouro 
Inspirando-se nela p´ra vitória sã
Este clube é o açúcar do povo
E a elegância da honra dum campeão 
Ao ganhar, não é nada de novo
E a história registará encantada lição

Esperam por ti no campo de ouro
Com vitórias que pulam de emoção
Correm e jogam, chutando no couro
Entrando na baliza mais um golão
Mas se a bola for bem caprichosa
E nas redes não quiser entrar
Faz-se outra jogada fina e espantosa
E o golo acabará por ir lá morar

A vitória surgirá naturalmente
Ao Benfica, levando dedicação 
Pró povo que vibra arduamente
P’lo glorioso clube do coração
Choram e sofrem em ousada admiração
Seus fiéis adeptos, por tanto encanto
E p´la sua Águia, que é a pura paixão
Guardam as belas vitórias tidas em campo

Este é o clube que o mundo aclama
Quando os atletas entram em cena
Nas camisolas berrantes que se ama
Brilha o emblema num canto de poema
E a página da história é virada
P’lo Vermelho e Branco, seu tesouro
A gloriosa equipa quando joga é brindada
P'los preciosos adeptos no seu palco de ouro
 
 De; Fernando Ramos  -  3
5.4.2006
 

 

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publicado às 17:01


790 - DOR QUE DESESPERA

por Fernando Ramos, em 06.07.16

790 (2).jpg

 

  • DOR QUE DESESPERA
  •  
  • Vem a doença que desespera
    E dela eu pobremente padeço 
    Chega quando não se espera
    É um mal que não mereço
  •  
  • Ela sufoca e me cala
    Em dias de tanto sofrer
    Vem num alento que exala
    Dor até enlouquecer
  •  
  • Esta ânsia em que ando
    São as trevas de minha vida
    Irá embora não sei quando
    A tristeza pálida e vencida
  •  
  • Oh! Dor que carrego
    Porque fazes mal viver
    Sentir-te, me deixa cego
    Pró final, que me irá vencer
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:18


789 - O ROSTO E AS NOITES

por Fernando Ramos, em 06.07.16

 

789 fr-1.png

 

 

  • O ROSTO E AS NOITES
  •  
  • Cai a noite triste e escura
    Em rosto ferido p’lo algoz
    Nesse tormento, paz se procura
    Sem juras de vingança feroz
    E na noite negra, negra como breu
    Ouve-se gemidos, alguém soluça
    Tem a solidão como ouro seu
    Na escuridão, que em si se debruça
  •  
  • Ela, os ombros não cobre
    Do orvalho da madrugada
    Findando na aurora do sol nobre
    Alumiando a vida desgraçada
    Será que o algoz terá perdão
    Da vitima que à sua mão morre
    O céu, não perdoará não
    Porque a lua lá, não dorme
  •  
  • As luas de sangue o vilão perseguem
    São guardiãs dos rostos sós
    Ofertando-lhes a paz que conseguem
    Nas noites límpidas e livres do algoz
    As barbáries desse mal, fazem parar 
    Lavando a face ferida, com a liberdade 
    Que todas as noites irá beijar 
    Os rostos cansados p´la ansiedade
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 12:49


788 - DEUS DE OURO

por Fernando Ramos, em 06.07.16

788.jpg

 

 

  • DEUS DE OURO
  •  
  • Desço a montanha até ao vale
    No caminho de um Deus
    Não sei se o faço bem ou mal
    Mas ele o busco por sonhos meus
  •  
  • Não percebo esta ansiedade
    Nem meu tolo cepticismo
    Procuro alguma verdade
    No curto trilho pró abismo
  •  
  • Preciso de um Deus de ouro
    Que ouça meus anseios
    Quero tê-lo como tesouro
    P´ra terminar tantos receios
  •  
  • Ouve bem meu bom Deus
    Nesse confim bem bonito 
    Um dia junta-me aos filhos teus
    No grande rebanho do infinito
  •  
  • P’la montanha vai descendo
    Esta ideia que em mim soluça
    E o abismo não irá vencendo
    A vida que nele se debruça
  •  
  • Protege-me com teu manto de cetim
    E dá-me um abençoado olhar
    Sê um Deus de ouro p´r mim
    P’ra infelicidade ir, sem voltar
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 09:45


787 - MINHA PEQUENA LUA

por Fernando Ramos, em 05.07.16

787.jpg

 

 

  • MINHA PEQUENA LUA
  •  
  • Olho a magnifica pequena lua
    P’la janela de minha sala
    É uma obra pura e nua
    Que a natureza não cala
  •  
  • Por seus finos segredos
    Passam páginas de cintilar 
    São fases da lua, sem medos 
    P'ra um silencioso desfrutar
  •  
  • E na cristalina nitidez airosa 
    Que é ninho de todos desejos
    A lua se move tão caprichosa
    Abençoando pares aos beijos
  •  
  • Seu brilho é belo pró olhar
    Nas noites de todos amores
    Nelas se ouve paixões murmurar 
    Suspiros em ais de clamores
  •  
  • E num prazer doce e refinado
    Esse brilho um rosto apanha 
    De alguém perdido por amar
    Um coração, que a lua banha
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 22:37


304 - DANÇANDO COM DEUS

por Fernando Ramos, em 05.07.16

  

 

DANÇANDO COM DEUS

 

No paraíso de Deus
chega um simples artista

de tangos muito famoso,
da terra de todos os pecados

Foi recebido no Olimpo 

por Santos e Anjos celestiais.

Ouvindo-se brandas palmas  

nas límpidas nuvens do bem

vindas de outros sábios artistas
como Piazzola, Shakespeare,
Van Gogh, Mozarte, e pasme-se!
Até Jorge Amado, Luís de Camões
e Amália Rodrigues, entre outros

 

Logo ali, foi decretado por todos
os Santos de Deus

que o famoso artista
iria ensinar os Anjos,

os Santos, e artistas sábios,

a sua maravilhosa arte

de dançar o tango

Clarins e trombetas celestiais

se tocaram, e um tango logo se ouviu
vindo uma bela e maravilhosa melodia
da lonjura das estrelas brilhantes

 

E todos os espíritos,
e Anjos aprenderam
a nobre arte do virtuoso dançante

E então:
Dançaram, dançaram, dançaram

Ali, no infinito da pureza do Criador,
houve um baile de Deuses
dançantes nunca visto
nos céus do senhor

 

Os Anjos alegremente,
com todos os escolhidos pelos Santos
dançaram, dançaram, dançaram,
dançaram com o supremo,
até à eternidade sem fim

Onde os homens e mulheres de bem,
de paz e amor, tem o seu lugar

reservado junto de Deus,
que os acolhe na sua infinita bondade

P´ra que um dia seus espíritos,
regressem com o mesmo entusiasmo
que tiveram quando aprenderam  
a mui bela e nobre arte,
do simples artista da dança

 

de: fernando ramos

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publicado às 18:55


786 - A SOMBRA DAS PALAVRAS

por Fernando Ramos, em 05.07.16

786.jpg

 

 

  • A SOMBRA DAS PALAVRAS
  •  
  • Pela noite dentro, sobe ao luar 
    Simples palavras de poesia 
    Como se fosse a vontade louca 
    E escondida do poeta
    Tão escondida e longe 
    Da estrela cintilante
    Que p’lo seu olhar curioso 
    Se acha só, tão só
    Como se fosse a única estrela 
    Do firmamento de palavras
    E no entanto, ainda bem mais longe
    A lua nova chama p’la alma
    Daquele mundo de sílabas e rimas 
    Que é tão passageiro
    Perdendo-se em baixo
  • Na onda do mar 
    Largo e profundo
    De um oceano de espuma 
    Repleto de outras palavras escritas 
    A duas mãos, e nunca ditas
    E no firmamento tão magistral 
    E infinito, se escondem 
    Essas palavras 
    Jamais citadas e gravadas 
    Num livro eterno e poético
    Que nem o tempo trará de volta
    Tanto saber puro e imaginado
    Que agora vai numa qualquer 
    lágrima de luz, nas noites 
    De todas as escrituras 
    Onde restará como sombra
    A sombra de palavras
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 18:03


2 - O EXPECTÁCULO DA ÁGUIA

por Fernando Ramos, em 05.07.16

  

O EXPECTÁCULO DA ÁGUIA

 

No céu de brilho suave
Da esplendorosa casa de luz
A águia forte e altiva
Elegante e majestosa
Voa garbosamente
Seguida p´los olhares
Da multidão que se agita
Que em lágrimas se seduz
Vestida na cor quente
Da púrpura gloriosa
 
E naquele ameno voo
Puro e perfumado
Mensageiros celestes
Tecem a bela partitura
De um vibrante hino
Do vermelho aveludado
Que equipa o BENFICA
Por Deus abençoado
 
São lindas as imagens
De doçura divinal
Da Águia que se eleva
Em pura harmonia
E num fascinante fascínio
Ensina dignos adversários
A Respeitar tais magias
Nas amenas noites
Como nos cálidos dias
 
Os vibrantes adeptos
Vivem o suave encanto
Ouvindo a sinfonia
Do seu clube colossal
Deixando Adversários
Num total pranto
Com mais uma vitória
Do clube da Águia Imperial
 
Os fieis gloriosos sócios
De coração generoso
Observam em silêncio
Suculenta cena rica
Da esplendorosa Ave
Em seu voo sumptuoso
P’ra que sua alma nunca
Nunca doa pelo BENFICA
 
E no final do generoso voo
Desce ao seu tesouro
Perante olhares felizes
Que em sorrisos brilham
Por vê-la depenicando
Seu manjar de Ouro
Num magnifico espectáculo
Que Deuses e o povo Partilham
 
 
2-  De: fernandoramos


 

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785 - ESTAREI BEM PRÓXIMO DE TI

por Fernando Ramos, em 05.07.16

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  • ESTAREI BEM PRÓXIMO DE TI
  •  
  • Um dia, serei teu sol abrasador 
    Outro a arvore de tua sombra
    Serei geada que refresca teu rosto
    Ou a borboleta voando p’ra te beijar
    Serei o sol que te aquecerá no inverno
    Ou a estrela que no canto da noite
    Envergonhada, cintila ao infinito
  • Serei o mar da poética inspiração
    Ou a montanha de amores perfeitos 
    Serei a pomba branca que te elevará 
    Aos confins do firmamento
  • Um dia serei o cais de teu abrigo
    E lá estarei bem próximo de ti
    E nunca te esqueças meu amor
    Que serei sempre, sempre
    O teu melhor amigo
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:30


784 - TU LEMBRAS-TE?

por Fernando Ramos, em 05.07.16

784 (2).jpg

 

 

  • TU LEMBRAS-TE?

    Tu lembras-te do tempo ensolarado
    Ao passearmos na praia de mão dada?
    Salpicávamo-nos no mar esverdeado
    Abençoando a paixão, ali começada
  •  
  • Tu lembras-te do quanto nos rimos
    Das tonturas gaiatas engraçadas?
    Trocávamos carícias e mimos
    Que p’las ondas eram molhadas
  •  
  • Tu lembras-te como ali o vento soprava
    Fechavas os olhos e eu te beijava?
    Eram dias de sonho, que tanto se amava
    Mas a tristeza por lá, já nos espreitava
  •  
  • Tu lembras-te desses momentos de petizes
    Parecíamos avezinhas preparando seu ninho?
    O tempo passou já não somos tão felizes 
    O destino nos guiou por outro caminho
  •  
  • Tu lembras-te de tudo isso?
    Daqueles tempos da feliz verdade
    Separamo-nos desse compromisso
    Hoje apenas resta a saudade
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 12:36


783 - LONGE

por Fernando Ramos, em 05.07.16

783 (2).jpg

 

  • LONGE
  •  
  • Espreito-te de longe meu amor
    E sei que és um Anjo para mim
    Tua auréola, que é sol esplendor
    Banha meu olhar, ansioso de ti
  •  
  • Longe és preciosa como rosa
    Que vai florescendo, algures por aí
    Perfumando a lua curiosa 
    Que à noite, te alumia só p’ra mim
  •  
  • De perto és graciosa como a flor
    E a tua ternura me faz sorrir
    Despertas bem perto o meu amor
    Da sua vontade de correr, de ir
  •  
  • Na luz iluminada p’lo destino
    Ouso procurar prazer com emoção
    Serás o caminho que caminho 
    No jardim da flor, do teu coração
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:36


782 - VERDE FINO

por Fernando Ramos, em 04.07.16

782 (2).jpg

 

 

  • VERDE FINO
  •  
  • Teus olhos verdes, me tocam
    E de tão verdes que são
    Dão-me o brilhozinho que cortam
    Ais, deambulando no coração
  •  
  • Eles são meu desejo tranquilo
    Que saboreio em tua boca sincera
    Nem teu olhar me conta, aquilo
    Que a ave gorjeia na primavera
  •  
  • Olhando p’ra esse verde fino
    Sinto que é tão forte de emoção
    Como um sonho em transe divino
  •  
  • Com eles quero à noite adormecer
    E ouvir o palpitar do teu doce coração
    Que de amor, me deixa entontecer
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 20:14


1 - A ÁGUIA RAINHA DAS ALTURAS

por Fernando Ramos, em 04.07.16

 

 

 

  

1 - A ÁGUIA RAINHA DAS ALTURAS

 

  

 

Há tanto para dizer

 

Da Ave esplendorosa

 

E do encantamento à sua volta

 

Que na sua força e poder

 

Ostenta um símbolo de enaltecer

 

 

 

A exuberância é parte de si

 

E seus olhos de cristais

 

Transparentes como Diamantes

 

Guiam o adepto  

 

Que com ela anseia voar p´lo céu

 

Vistoso e colorido

 

Entre as nuvens que o merece

 

Buscando um destino apetecido

 

 

 

Foi Deus que a escolheu

 

E lhe ofereceu o dom de ser Benfica

 

Majestosa, bela e admirável

 

Rainha da luz e das alturas

 

No estádio que a glorifica

 

Nesse seu ninho de amor

 

Onde a chama imensa

 

Vibra e se ateia

 

 

 

Lá onde ele voa mais alto

 

Num tempo que com ela voa

 

No céu de segredo celestial

 

Onde nada ali se compara

 

Em tanta imponência Real

 

 

 

A Águia simplesmente Águia

 

Domina com o esvoaçar divinal

 

Porque a Majestade é ela

 

Poderosa e de fina postura

 

Que a multidão bem enaltece

 

A sua ave altiva e garbosa

 

Símbolo de farta bravura

 

  

 

1 - de: Fernando Ramos

 

 

 

 

 

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publicado às 19:25


151 - POVO, POVO

por Fernando Ramos, em 04.07.16

 

 

151 FR.jpg

 

 

POVO, POVO 

 

Povo, povo que estás na rua
MAIS UM TÍTULO ANDAS A FESTEJAR
Ergue a bandeira vermelha à luz da lua
Porque teu  povo a quer beijar

 

Eis BENFICA

teus adeptos vibrando à bandeira 
Que não sai de nosso olhar 
Flutuando ao Vento que a beija 

E ao sol que a deixa brilhar

BENFICA és o nosso amor

Que nos deixas felizes ao vencer

Por ti gritamos com tanto fervor

Tanto a sol como a chover 

 

Povo, povo que estás na rua
MAIS UM TÍTULO ANDAS A FESTEJAR
Ergue a bandeira vermelha à luz da lua
Porque teu  povo a quer beijar

 

de: Fernando Ramos

 

 

 

 

 

 

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publicado às 19:05


781 - AMANTES

por Fernando Ramos, em 04.07.16

781.jpg

 

 

  • AMANTES
  •  
  • Amantes eternos como nós 
    É o destino de alguns poucos
    Amamos demais, e quando sós
    O mundo é livre e nós loucos
  •  
  • É uma chama ardente em desejo
  • De quem tanto, tanto se quer
    E nós num abraço de beijo         
    Amamo-nos como o cupido quiser
  •  
  • Este nosso mundo é tão secreto
  • Puro e nu, e sem vaidade  
    Mantemo-lo distante e discreto 
    P’ra nunca entrar a infelicidade
  •  
  • Na nossa união de porto seguro
  • Abrigamos tantas cumplicidades
    Dentro da paixão construímos o futuro
    P´ra um amor quente de verdades
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:37


780 - LINHAS DE PENSAMENTO

por Fernando Ramos, em 04.07.16

 

780.jpg

  • LINHAS DE PENSAMENTO
  •  
  • As linhas que escrevo 
    dos meus poemas
    Todas estão guardadas 
    no meu baú de memórias
    P’ra mim elas são 
    como o sorriso dos Anjos
    que une a natureza.
    Assim como cada palavra,
    cada frase, une o meu amor
    p’la poesia
    Onde pouco, a pouco
    vou colocando a imaginação
    que apenas pretende mostrar 
    minha verdade, ou falar de amor
    Apesar de escrever, bem ao mal
    isso pouco importa
    O que eu escrevendo, é como um feitiço 
    de desejos e emoção que está em mim 
    Sei que não sou dono dos meus poemas, 
    como sei que eles não são de ninguém,
    mas sim do mundo que me vai lendo 
    Ao expor minha imaginação 
    em páginas e páginas, o faço numa 
    louca corrida, como se fosse ao lado
    de um cavalo sem brida,
    que velozmente vai galopando, 
    galopando, em direcção 
    não se sabe onde, nem porquê
    E eu apenas quero deixar 
    minhas frágeis linhas de pensamento
    nessas páginas que são caminhos, 
    que caminho num simples teclado 
    de computador
    A fim de se perderem 
    na imensidão do infinito
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 12:20


779 - JOANA

por Fernando Ramos, em 04.07.16

 

779.png

 

 

  • JOANA
  •  
  • Em cada dia que passo contigo
    Dizes-me palavras, e tens gestos
    Que tocam fundo meu coração
    Vivo de quase nada
    E nada trago comigo
    Porque tudo te dou
    Até o meu sofrível, e insofrível amor
    Hei-de amar-te incondicionalmente
    Porque a razão move a força
    Deste sentido amor de pai, p’ra filha
  •  
  • Dei-te colo ao nasceres
    E voltarei a dar-te agora
    Mesmo quando não pedes
    Protejo-te sempre de tudo e de todos
    Tudo farei p’ra que sejas eternamente feliz
    Enquanto viver estarás em minha alma
    E toda a vida serás protegida
    Por mim, e p’los Anjos
    Agora que já és mulher, 
    Continuo amar cada lágrima tua
    Ou cada sorriso que possa cair 
    Na tristeza, ou na alegria de meu coração
  •  
  • Por uma desilusão que possas ter
    Estarei sempre cá minha filha 
    Como se ainda fosses a minha bebé
    E em meus braços de aconchego
    Estarei p’ra segurar tuas mágoas 
    E mesmo com estas mãos cheias de nada 
    Te acaricio docemente de amor por ti
    Não me importando estar 
    Eternamente comprometido contigo
    O meu compromisso és tu!
  •  
  • Mesmo que só agora percebas 
    Que a vida não tem os tons de rosa  
    Como sempre te fiz ver na adolescência, 
    Onde ias criando um mundo de sonhos 
    Um mundo de Joana
    E pouco acreditavas na minha razão
    Tu não és fruto de um amor fortuito
    Tu és o meu amor absoluto total 
    P´ra minha vida inteira
    Sim, p'ra toda a vida 
    Valendo a pena viver sempre, e sempre
    Nesta constante paixão
    Por ti minha filha
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 09:30


778 - A VIDA É COMO A CANOA NA TEMPESTADE

por Fernando Ramos, em 03.07.16

 

778.jpg

 

  • A VIDA É COMO A CANOA NA TEMPESTADE
  •  
  • A vida desliza na corrente do tempo
    Com mais ou menos ilusões
    Por vezes será um tormento
    Gerir tantas difíceis emoções
  •  
  • Ela é como a canoa em tempestade
    Que na água vai para cima, e p’ra baixo
    Subindo, navega-se na boa metade
    Ao descer é o remanso dum olímpico facho
  • Que nos iluminará esplendorosamente 
  • Até a um cais de desembarque por aí      
    Assim, o equilíbrio é um belo presente
    E saberemos que esse final não é um fim
  •  
  • A vida nos marca desde petizes
    E p’lo tempo fora virá ou não um desencontro 
    Mas se queremos estar bem e ser felizes
    Aceitemos sua arte um bom cais de encontro
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 20:52


777 - MÃE AUSENTE

por Fernando Ramos, em 03.07.16

777 (2).jpg

  

  • MÃE AUSENTE
  •  
  • Mãe, mãe 
    Eu imploro
    Por um gesto teu
    O mais simples, o mais banal
    Ou mesmo um à toa
    Apenas desejo um gesto teu
    Não sabes como anseio por ele
    Terno, suculento, bem lambuzado 
    De uma iguaria cheia de amor
    Que hoje, tanta falta me faz
  •  
  • Mãe, mãe 
    Porque te foste embora?
    Talvez não saibas 
    Mas estou tão só!
    Só, nas trevas da vida
    O meu desapontamento 
    É do tamanho do mundo
    Desde que Deus
    Me fez esta partida
  •  
  • Mãe, mãe
    Não imaginas
    Como sinto este vazio
    Esta falta do teu fiozinho
    De ternura que deliciava 
    Meu coração ao beijares-me 
    Como doces eram esses 
    Extraordinários momentos,
    Que avidamente os recordo
    Nesta imensidão de tempo
  •  
  • Mãe, mãe
    Eu te ofereço
    Cestos de rosas de fogo
    Que brotam das minhas lembranças
    Onde eternamente resides
    Num canto do meu pensamento
  •  
  • Mãe, mãe
    Uma vez por outra vou lá 
  • Ao nosso maravilhoso passado 
    Por um caminho 
    Que é o meu secreto roteiro
    Apenas p’ra te dizer que te amo
    E que serás sempre a minha mãe, 
    Ausente bem sei
    Mas és a minha mãe!
  •  
  • DE: Fernando Ramos

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publicado às 18:59


776 - BOXEUR BAILARINO

por Fernando Ramos, em 03.07.16

 

 

776 (2).jpg

 

  • BOXEUR BAILARINO

    Num bailado raro e bem vivo
    Distribui golpes no adversário
    Alguns caem num esforço aflitivo
    Ouvindo-se um grito de calvário

    É um bom boxeur dançarino
    Pasmando adversários p’la destreza
    De golpes, atrás de golpes de bailarino
    Mostra como a luta pode ser beleza

    E neste ritmado movimento
    A cadência da força vai morrendo
    Seu punho poderoso já é lento
    E a frescura dos murros perdendo

    E num combate algo impiedoso
    Recebe o último golpe bem potente
    Aí percebe como é doloroso
    Sofrer-se tanto até ficar demente

    Os Deuses, o estão abandonar
    Perdendo a sua brilhante glória
    É mais um atleta que vai deixar
    Os palcos loucos da vitória

    Agora vai socando a adversidade
    No ringue da vida, trago a trago
    Cai no fatídico assalto da verdade
    Estatelando-se no tapete seu afago

    E o boxeur não mais vai bailar
    À frente dum lutador perdedor
    Apenas sobra-lhe tristeza de arrasar
    No infinito tempo difícil de sua dor

    De: Fernando Ramos

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publicado às 14:53


775 - TRISTE DESPERTAR

por Fernando Ramos, em 03.07.16

775 (1) (1).jpg

 

 

  • TRISTE DESPERTAR
  •  
  • Sonho ser um poeta do povo
    Escrevendo boas trovas pró artista
    Ele as cantará pró mundo novo
    E que a elas, ninguém lhes resista
  •  
  • Quero pura inspiração perfeita
    De poesia bela e cordial
    Com a pomba da paz que deleita
    Um mundo de amor sem igual
  •  
  • Sonho versos de vida atraente
    Que escreverei em algum lugar
    Serão p’ra gente, que ama gente
    Que mais tarde não os vá defraudar
  •  
  • Quero a poesia bem caprichada
    De sentimentos que todos lêem
    Seja livre e não amordaçada
    P'ra paz que todos a vêem
  •  
  • Do meu sonho, estou a despertar
    A vontade não foi abençoada
    Escrevo apenas, só por eu gostar
    Não, não sou o poeta, não sou nada!
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 12:52


774 - TEUS NEGROS OLHOS

por Fernando Ramos, em 03.07.16

774 (1) (1).jpg

 

  • TEUS NEGROS OLHOS
  •  
  • Teus olhos, de tão negros
    Fazem as noites bailar
    São felizes e sem medos
    Que encantam meu sonhar

    Dão feitiços ao luar
    Que os meus avassalam
    Não os quero ver deitar
    Lágrimas que me calam
  •  
  • Tornam meu mundo rico 
    Num intenso voltear
    Esse negro tão bonito
    Propenso ao meu beijar
  •  
  • Veiem em vagas d’amor
    Em sentimentos de arfar
    Eu os beijo com amor
    P’ra esses olhos gostar
  •  
  • E de tão negros que são
    Me inspiram no versar
    Dão palavras de razão 
    Rimadas em teu olhar
  •  
  • De: Fernando ramos

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publicado às 10:47


773 - PORTAS

por Fernando Ramos, em 02.07.16

773 (1) (1).jpg

 

 

  • PORTAS
  •  
  • Bati em algumas portas
    Nem uma só se abriu
    Não foi em horas mortas
    Nem esse era um dia de frio
    Em outra, depois fui bater
    De dentro respondeu uma voz
    “A porta não abrirei, ficas já saber
    Que aqui mora um sofrimento atroz”

  • E numa corrida sem tamanho
    Dali, logo, logo, fui partir
    De dor, já basta a que tenho
    Prefiro viver por aí a sorrir
    Ás portas não volto a bater
    Não se sabe o que lá vai dentro
    Não vá, eu também um dia sofrer
    O resto da vida em lamento
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 21:04


772 - GENTE BONITA

por Fernando Ramos, em 02.07.16

772 fr

         GENTE BONITA

Num belo Abril floresce o bonito cravo 

De pétalas empregnadas de conquista
P’ra muitos, e muitos, é um feliz fado
Na rouquidão da voz, do grande artista
Nasceu numa boa manhã de Abril novo
Num Portugal onde a paz já se grita
Abriram-se prisões, soltou-se um povo
Da terra abençoada, de gente bonita

 

Vieram trovadores, e todas as artes 
Cantar na rua a balada bem catita 
Partiram pró estrangeiro, alguns trastes 
Fugindo na crista da ganância banida 
Lançaram-se foguetes por tanta glória
Chorou-se a poesia à muito escrita 
Ecoaram das almas gritos de vitória
Da terra abençoada, de gente bonita

 

Espera-se que todos saibam conservar
Tal grandeza da extraordinária pepita
Cravos de amor, muitos se irão plantar
P'ra que ao povo, não falte preciosa sopita
Apareceu esta paz, julgada perdida
Nos bons corações amarrados por guita
Cantou-se Abril, na garganta ferida
Da terra abençoada, de gente bonita

 

Desfraldaram-se bandeiras de tanto amor
De pura fazenda, que não era de chita
Ofereceu-se pão, a quem comeu a dor
Nos bairros tragados p’la miséria dita
Somos um povo que jamais se irá curvar
Ao déspota carrasco, da mágoa aflita
Contra ele, a injustiça irá bem lutar 
Na terra abençoada, de gente bonita

 

Oh! Como é bom viver, assim liberto
Na heróica pátria, em páginas descrita
P’lo ilustre Camões, num belo livro aberto
Na terra pisada por gente bonita

 

E hoje não sabemos se Abril é memória

Porque gentes de vintem o vão destruindo

Chora o povo por pão, trabalho e gloria

e por outro Abril que se irá construindo 

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 19:59


771 - SORRIR DE SAUDADE

por Fernando Ramos, em 02.07.16

771 fr (2).jpg

 

 

  • SORRIR DE SAUDADE
  •  
  • Tenho saudades de quando estudante
    E de algumas moçoilas que namorei
    Para quem era, seu cavaleiro andante 
    De tantos beijos, que lhes surripiei 
    Como era bonito esses tempos passados
    E de quando ia ás praias do mar do sul 
    Pisar a cristalina areia dos namorados
    Fascinando-me dos lindos tons do céu azul
  •  
  • Tenho saudades, das árvores que subia
    Para espreitar o ninho do rouxinol 
    Que para mim gorjeava em alegre mestria
    Ao chegar da noite, e ao fugir do sol
    Como era tão feliz por essa altura
    Onde p’los quintais apanhava a boa fruta
    Era criança, de infância muito dura
    Que p’la vida fora moldou a conduta
  •  
  • Tenho saudades, das brincadeiras de rua 
    E saltar o velho muro da escola
    Jogar à bola, até raiar a doida lua
    Descalço, porque nos pés não havia sola 
    Como era bom ser menino, e ter tempo 
    Que hoje bem recordo em liberdade
    Me cai a lágrima por esse puro momento 
    E de tudo isto, sorriu de saudade
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:07


770 - NOSSAS CARTAS

por Fernando Ramos, em 02.07.16

770 (2).jpg

 

 

  • NOSSAS CARTAS
  •  
  • Fechas teu coração ao mundo 
    P’ra que o meu nunca o vá encontrar
    Agora, chora-me ele bem no fundo
    Mas um dia o lamento irá passar
  •  
  • Trocámos tantas cartas, meu amor
    Nelas desenhamos nossas estrelas
    Ás noites, são poemas de esplendor
    Que as vou recordando, ao lê-las
  •  
  • Não as rasgarei tira, a tira
    Numa doce ansia que regresses 
    Teu perfume nelas por mim gira
    Ao rogar a Deus, nas minhas preces
  •  
  • Abre teu quente coração, ao meu
    E guardarei todas as cartas num baú
    Nelas conservo um beijo teu
    Roubado, quando p’ra ti era tabu
  •  
  • Nossas zangas sempre veem, e vão
    Levando-me a esperar-te, amor 
    De algumas, me culpas com razão 
    Trazendo sofrimento e tanta dor
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 12:26


769 - TRAGO SONHOS

por Fernando Ramos, em 02.07.16

769 (2).jpg

 

 

  • TRAGO SONHOS
  •  
  • Trago no olhar o desejo
    Nos lábios teu sabor
    No rosto um doce beijo 
    Na pele, teu brando calor
  •  
  • Trago nos sonhos fantasia
    De ilimitada sedução 
    Na esperança, tanta alegria
    Na alma o calor da emoção
  •  
  • Trago doces dias como lembrança
    E no peito tua imagem gravada,
    Preservada como herança
  •  
  • Trago felicidade que encadeia 
    E à tanto tempo ansiada 
    Por tua paixão que me rodeia
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:18


768 O DITADOR

por Fernando Ramos, em 01.07.16

 

768 (2).jpg

 

  •  DITADOR
  •  
  • Lutai. Lutai, ilustre torpe desbravador
    Que lá bem alto a insensatez te chama
    Vives da impostura e trazes dor
    E Deus um dia, tua culpa reclama
  • Ouves a lira, no teu ódio obscuro
    Lês a nota preta na pauta adornada
    Levas vidas, pró silencio puro
    Que lhes espera a paz abençoada
  • Vais chorar a dor, triste guerreiro
    Da tua desventura cavernosa
    No inferno de Dante, não serás primeiro
    Lá te aguarda, a chama invernosa
  •  
  • No teu trono temeroso e horrendo
  • Vai rodeando a boa esperança
    Daqueles que na espada vão padecendo
    P’la liberdade ganha como herança
  • E no horrível sepulcro da tua existência
    Os vivos lamentam sua pouca sorte
    És um ditador de vil demência
    Que à existência só trazes morte
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 22:25


767 - PORQUÊ MEU AMOR?

por Fernando Ramos, em 01.07.16

767.jpg

  • PORQUÊ MEU AMOR?
  •  
  • Quero esquecer que existes
    E não consigo
    Quero esquecer tuas palavras luminosas
    E não consigo
    Quero esquecer nossos momentos
    E não consigo
    Quero esquecer que te quero
    E não consigo
    Quero esquecer as madrugadas de sonho
    E não consigo
  •  
  • Porquê, meu amor ?
    Porque não consigo?
  •  
  • Estás permanentemente no pensamento
    Vives eternamente no meu coração
    O que falhou meu amor
    P’ra esta afrontosa desilusão?
  •  
  • És a fantasia do meu desejo
    És a saudade que dói
    És um sonho que sinto, fugir
    Porquê meu amor?
    Porquê?
  •  
  • Porquê, esta dor que não cala
    Porquê, este silencio que fala
    Porquê meu amor?
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 20:09


766 - MANTO DA VERGONHA

por Fernando Ramos, em 01.07.16

766 (2).jpg

 

 

  • MANTO DA VERGONHA
  •  
  • Cometi erros imperdoáveis
    É uma atitude inesquecível
    Andei por guerras censuráveis
    Banhando-me no pecado apetecível
    Peço perdão por tal facto
    Que tantos decepcionou
    Se for concedido, serei grato
    A quem a má fortuna perdoou
  •  
  • Estou amargurado, pálido e cansado
    Desta minha triste ousadia
    Jamais voltarei a tal pecado
    É um desejo, e não tontaria
    Devotadamente ao divino rogo
    P’ra jamais cair em tal tentação
    Sou p’la paz, e pelo diálogo
    E não p’la guerra sem razão
  •  
  • Hoje choro de arrependimento
    Por da insânia não ter fugido 
    Minha vida foi um triste momento
    Neste passado que exijo sumido
    E no xadrez da noite escura 
    Lembro esta atitude medonha
    É uma mágoa que perdura
    Coberta p’lo manto da vergonha
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:53


765 - IDEAIS SUBTRAIDOS

por Fernando Ramos, em 01.07.16

765 fr.jpg

 

 

 

IDEAIS SUBTRAIDOS

 

Meus mil ideais foram outrora subtraídos
Por guerras vergonhosas de inóspitos lugares
Aconteceu nas viagens de desejos lá vencidos
Na costa Africana, de longínquos mares

 

Ideais os perdi nesses infernos carregados
Numa África, filha de dó, herdeira de nada
Buscando a paz descrita em poemas chorados
Inspirados por mim, enviados p’ra minha amada

 

Ela me espera desta aventura vagante
E por outros ideais já combati
Como minha perene fortuna errante

 

E por uma razão achada omnipotente
Cheguei a um final, onde sempre perdi
Numa guerra criada por gente demente

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 14:48


764 - DOCE VOZ DE MAGIA

por Fernando Ramos, em 01.07.16

 

764 (2).jpg

 

 

  • DOCE VOZ DE MAGIA
  •  
  • Na tua doce voz de magia
    Nos poemas poemas de bonitos amores
    Por ela passa pedaços de fantasia 
    Em rimas de muitos autores
  •  
  • Tua voz lê com brandura 
    Desgostos gastos num tempo
    Cantas na tua boca de formosura
    Poemas inspirados de alento
  •  
  • Nela a vida dança livremente
    Sem obedeceres à partitura
    É poesia bela e resplandecente
  •  
  • Gravada nas palavras vagabundas      
    Cheias de paixão e candura 
    Que de amor corações inundas    
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 12:47


763 - MEU BOCAGE

por Fernando Ramos, em 01.07.16

763 (2).jpg

 

 

  • MEU BOCAGE
  •  
  • Hoje, num dia bravo de Inverno
    Por uma rua do meu bairro
    Caminho p’la calçada da velha cidade
  • Em meu pensamento Vai a lembrança 
    De um livro que me ofertaram
    Num natal passado
  • É uma antologia de Poesias
    Do grande Barbosa Du Bocage
  •  
  • Como eu gosto deste danado 
    Poeta escritor
    Que andou p’la Índia
  • E irreverentemente passou seu tempo 
    Pela boémia da minha bela cidade
    Onde nunca perdia a oportunidade
    De expor a sua forma satírica
    Sempre numa frase que servia
    Venenosamente para atormentar
    Os maus espíritos dos bem pensantes
    Dessa longínqua época
  •  
  • Como ele adorava moças de mil atributos
    Como gozava à sua maneira 
    A vida estúpida de preconceitos
    Ah grande Bocage
    Meu, Manuel Maria Barbosa Du Bocage
    Como tu escrevias a verdade, 
    Quando estavas mais pachorrento
  •  
  • Se fosse hoje, até eu te convidava
    Para irmos beber umas ginjinhas
    Ali pró Rossio, e passarmos 
    P’la casa do teu amigo Nicola
    P’ra atormentares, como só tu sabes
  • Os espíritos de agora 

  • de: Fernando Ramos

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publicado às 10:05


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