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762 - ESTRELA DE DEUS

por Fernando Ramos, em 30.06.16

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  • ESTRELA DE DEUS
  •  
  • Nasceu o menino, lá na terra longínqua
    Cantam os anjos de tanta alegria 
    Reis magos e pastores, de alma infinita
    Seguem a estrela que tão bem os guia
  •  
  • Reis, levam rendas de belo bordado
    O pastor humilde, sua ovelha branca 
    Para o menino nas palhas deitado
    Com seu olhar que a tantos encanta
  •  
  • E Jesus sorri, de rosto iluminado
    Prós olhos brilhantes de sua mãe Maria
    Por todos é querido e muito bem mimado
    Recebendo esse calor dentro da estrebaria
  •  
  • Ao mundo veio p’ra nos livrar da dor
    Traz felicidade, e nos oferece a paz
    Conforta os pobres com tanto amor
    Porque esse milagre só ele é capaz
  •  
  • Tantos não percebem, seu primeiro olhar
    Que foi aos humildes que ele destinou 
    Sofre por eles, quando os vão maltratar 
    lacrimejando a estrela que Deus enviou
  •  
  • de: Fernando Ramos 

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publicado às 22:35


150 - MANTO SAGRADO

por Fernando Ramos, em 30.06.16

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150 - MANTO SAGRADO

 

Trago vestido o Manto Sagrado

E que bem ele me fica

Por bom povo é amado

Por ser o Manto do BENFICA

E o Mundo sabe de quem é 

Este Manto soberbo de emoção

Pertençe a um País de Divina fé

Que Milhões a leva em seu coração

 

de: Fernando Ramos

 

 

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publicado às 20:21


15 - GENTE QUE O BENFICA SABE AMAR

por Fernando Ramos, em 30.06.16

 


 


GENTE QUE O BENFICA SABE AMAR


 



Vão plumas que no céu planam

Nem parecem que elas voam

São graciosas como as noite de samba

Levadas p´lo grito que o povo entoa

 

Tantos olhares pró céu a balançar 

E docemente se deixam elevar

Não perdem o doce voo de espantar

E nas asas da Águia, gostariam de estar

 

Bem longe de vidas sofridas

Há um amor em muitos sorrisos

Que a Águia leva nas subidas 

Pró infinito de olhares concisos

 

Por isso avistam as plumas no céu

Que se enlaçam no quente luar

De cima, a Ave olha pró povo que é seu

No Estádio bonito de bem suspirar

 

Como é bom as gloriosas noites bonitas

Onde a festa termina num abraçar

São noites de gentes bem catitas

E felizes porque o Benfica as sabe amar

 

Somos gente que o Benfica sabe amar

Parecendo loucura de espíritos afortunados

Os adversários, queiram ou não queiram acatar

Nunca amaremos a nossa BENDEIRA calados

 

De:- Fernando Ramos    -     15

 

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publicado às 19:07


761 - NO CÉU TOCA O SINO

por Fernando Ramos, em 30.06.16

 

 

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  • NO CÉU TOCA O SINO
  •  
  • No céu toca o sino
    Sorrindo estrelas no seu brilhar
    Nasceu o Deus menino
    Que o povo vai abençoar

  • Nos seus cânticos de amor
    Pedem paz e felicidade
    Que é rara, neste mundo de dor
    Onde a guerra é banalidade
  •  
  • Os anjos anunciam o menino
    Pró mundo se alegrar
    Ele é um Deus pequenino
    Que p’lo natal vai chegar

  • Vem de amor e alegria
    Mais a caridade que seduz
    Traz-nos o bem, por magia
    Como milagre de Jesus
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 17:50


760 - DOCE PICA

por Fernando Ramos, em 30.06.16

 

 

760 fr.jpg

 

 

DOCE PICA

 

Vou andando pela rua
De olhos pregados ao chão
Parece que vou na lua
Mas não vou na lua não

 

É que, a vida me faz pensar
No tédio que é ser drogado
Vou andando de cabeça no ar
Ansioso do ópio amaldiçoado

 

Mas que poderei fazer
P’ra deixar tal triste tentação
Essa vontade é raro aparecer
Nesta miséria sem solução

 

Vivo na doce pica da desgraça
Penhorando meu futuro
Haverá cura abençoada
P’ra este pobre vagabundo?

 

Minha morte irá aparecer
De mansinho, ou na agitação
Certamente da droga irei morrer
Bem escondido da multidão

 

Vou andando pela rua
De olhos pregados ao chão
Parece que vou na lua
Mas não vou na lua não

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 16:41


759 - O OUTRO NATAL

por Fernando Ramos, em 30.06.16
  • 759.jpg

     

  • O OUTRO NATAL
  • Junto à lareira, na companhia
    Do crepitar das brasas arder
    Vou olhando p´ra rua
  • Sinto o tempo frio, e vou pensando...
    O que estará lá fora acontecer!
  • Meu cérebro, é um filão de imaginação
    Mostra-me a verdade que ele alcança
    E nesse espaço vejo por uma sua janela,
  • P´ra minha desilusão
    Que na paz lá fora afinal,
    Nela ninguém descansa
  • Ao som de sinos, e de coros
    Desperto p’ra nefasta realidade
    Do carnaval endoidecido que nos cerca
    E vejo vidas retalhadas como toros
    De arvores queimadas p’la maldade
  • Dizem que ´há um feliz  natal,
  • Mas qual natal?
    O faz de conta reina neste período
    Parece que todos são felizes por igual
    Esquecendo-se dum ano mau e surdo
  • Não veêm nemquerem ouvir o grito
    Da mulher, do idoso e da criança maltratada
    Precisamente por aquele, que p’lo natal nem parece aflito
    Com o seu egoismo e crueldade,
    Em todo ano praticada
  • Da minha janela, contemplo os raios de sol
    E o orvalho da vida, nas folhas a desaparecer
    Caindo como goteiras num telhado dum farol
    Que vai guiando a mentira e a hipocrisia
    Com o que está acontecer
  • Mas é natal, é natal. é natal, dirão os felizes
    Mas qual natal, o do bem estar?
    Perguntarão os outros que no resto do ano são infelizes
    Esses, apenas imploram ao menino Jesus
    Um mundo p´ra eles melhor
  • E os saiba amar     
  •  
  • De: Fernando Ramos
    22.12.2006

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publicado às 09:36


758 - NATAL ABENÇOADO

por Fernando Ramos, em 30.06.16

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  • NATAL ABENÇOADO

  •  
  • Em fartas mesas de iguarias deliciosas
    A beira de lindas arvores iluminadas
    Sentam-se gentes de bem, e famosas
    Exibindo fartas opulências requintadas
  •  
  • O vizinho dum bairro ao lado
    Que não tem tão boa mansão
    De momento até está desempregado
    Faltando a sua família um pouco de pão
  •  
  • Os outros, causadores desta infelicidade
    Durante o ano esbanjam sua farta riqueza
    Não se incomodando com tal precariedade
  •  
  • Esquecendo-se, que o vizinho é rico de amor
    E que apesar de tanta pobreza
    Seu natal é abençoado, p’lo Deus Senhor
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 08:01


757 - IDEAIS ESCONDIDOS

por Fernando Ramos, em 29.06.16

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IDEAIS ESCONDIDOS
(soneto)

 

Tantos anos passaram pela minha vida
E os ideais se esconderam na solidão
Minha alma torturada andou perdida
Julgando viver um tempo de maldição

 

Hoje penso nesta triste loucura
Sentindo pena p’lo tempo vencido 
Foram os anos de minha frescura
Restando apenas, o orgulho ferido

 

Malditos sejam meus ideais fugidos
Que um dia, por eles não soube lutar
Agora, os sinto de novo renascidos

 

Dentro de mim, para os bem guardar
Onde a mente, não mais os irá apagar 
E o coração de novo, os saberá escutar

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 22:29


756 - REGAÇO DE AMOR

por Fernando Ramos, em 29.06.16

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  • REGAÇO DE AMOR
  •  
  • Bates à porta de meu peito.
    E de coração aberto
    Te recebo com ansiedade
    Donde vens meu amor?
    Ouves o grito das emoções
    Da minha paixão sofrida
    E da saudade que se perde 
    No silencio do vazio das noites
    Da minha solidão calada
    Onde imagino o suave rumor 
    De teus passos
    E sinto o subtil sabor quente
    De teus beijos
  • Ah! como foi bom tu chegares
    E defronte dum espelho
    Ver teu rosto junto do meu
    Num aperto, onde nossos olhos 
    Se banham em desejos harmoniosos
    Numa apoteose de felicidade
  • Como é bom beijar teus lábios 
  • Numa sensualidade mundana
  • Sempre que meu coração apeteça
    Unindo-se a um total prazer
    Que enlaça nossos corpos
    Na louca ânsia transbordada
    Em doce e bela melodia, 
    Num clarão ardente de amor
  • E nossas bocas choram 
    A sede louca
    Que devoram beijos em chamas
    Levando-nos a gemidos 
    Nos anseios de nossos corpos 
    Que de amor, vêem e vão 
    Em paixão infinita
  • És um sol, chegado do céu 
    À porta de meu coração
    E agora na tua pele perfumada
    Guardo tudo de mim,
    E adormeço no teu meloso 
    Regaço de amor
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 19:51


755 - PEDAÇOS DE MAGIA

por Fernando Ramos, em 29.06.16

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  • PEDAÇOS DE MAGIA
  •  
  • O Natal chega e com ele a grande ilusão
    Que ao fim de tantos anos ainda persiste
    Num Pai natal, de saco vermelho de algodão
    Cheio de esperança p’ra este mundo triste
  •  
  • Alguns acreditam que este velho existe
    Especialmente em lares, de lauto festim
    O homem da rua, ao natal já não assiste
    Ele não aquece sua alma de cetim
  •  
  • O pobre não quer organdins, ouro ou pratas
    Mas apenas aguarda por uma boa luz
    P´ra que todos vivam de alegrias fartas
    De riquezas, que a ele já não seduz
  •  
  • O ancião sente a desilusão embriagada
    Estampada no rosto daquele coitado
    Busca na sacola sonhos que afaga
    O coração do pobre, no chão deitado
  •  
  • Natal assim não é natal de amor
    E o homem de vermelho isso bem sabe
    Ao infeliz se junta na sua dor
    Tirando do saco alguma felicidade
  •  
  • O pobre sorri, por tanta bondade
    E o velho das barbas transborda de alegria
    Diz que do mundo irá embora a vaidade
    Tornando as noites, bons pedaços de magia
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:45


14 - ATLETA DO SAGRADO MANTO

por Fernando Ramos, em 29.06.16

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ATLETA DO SAGRADO MANTO

 

Fui Atleta do Sagrado Manto

Com brio, e tanta honra o vesti

Perdi jogos e muitos mais venci

P´lo Benfica de meu encanto

 

Ser Benfiquista é ser da maior

Mágica arte de sedução e domínio

Que num fascinante fascínio

Nos faz ama-lo dia a dia melhor

 

Senti na pele a gloriosa camisola

E hoje revivo tão bela consagração

Pisando seu palco meu espírito consola

Ficando tão maravilhosa sedução

 

Ser do Benfica, é prémio de Deus

Bailando em meu coração

É o clube à luz dos olhos meus

Que engradece a louca paixão

 

Ser seu Atleta é deslumbramento

Que tão bem fui aproveitar

Jogar no clube foi doce momento

Que p'la vida fora amarei recordar

 

 

14 - Pinto Ramos

jogador Rugby 1969 a 1978

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publicado às 17:20


754 - MEU EU

por Fernando Ramos, em 29.06.16

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MEU EU

 

No silencio da vida
Vivo com meu eu
Esse eu desconhecido
Que comigo troca ideias
E sua autoridade

nunca se perdeu

Pelos caminhos da vida
Da minha vida

Ele, é quem tudo digo
E tudo pergunto, 
Até os segredos mais profundos
Mesmo num momento sofrido
O eu, que vive e se esconde
Dentro de mim

Ele é o meu melhor amigo, 
Sempre o melhor amigo
Está presente quando mais preciso
Dele, não tenho vergonha
De fazer o que apetece
Ou dizer o que me vai na alma 
Ele nada pergunta
Mesmo quando o caminho 
Que piso não é o mais certeiro
O meu eu, está lá sempre
Até para aqueles momentos
Mais ou menos bons 
O eu, é o meu Anjo da guarda
Obrigado, meu eu!

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 16:54


753 - COMO TRISTE É O NATAL PARA ALGUNS

por Fernando Ramos, em 29.06.16

 

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COMO TRISTE É O NATAL PARA ALGUNS

  • Triste é o natal, quando nesta quadra
  • o faz de conta atinge seu esplendor
    De repente, mais rápido que um comenta 
    Muitos se tornam simpáticos
    Alguns, até se imaginam Santos 
    Oferecendo amizade, paz, pão, 
    e tanta ternura, não passando 
    de hipócritas carpideiras
    Porque no resto do ano,
    vão distribuindo indiferença,
    egoísmo, e mais outros ismos,
    até em alguns casos, 
    tirando tudo a quem mais precisa
    Como triste é o natal desta gente,
    que mais não fazem com estas súbitas 
    boas vontades senão pedir perdão 
    a eles próprios p’la hipocrisia 
    que vivem no seu dia a dia
    Estarei errado?
    Digam que estou errado, 
    e eles decerto 
    dormirão melhor!
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:27


752 - MINHA SINFONIA

por Fernando Ramos, em 29.06.16

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 MINHA SINFONIA

 

Componho minha musica
Sentado num teimoso piano
E nele vou dedilhando as notas
Num prazer transcendental
Que me conforta a alma
Trazendo a clarividência
Necessária para aquela nota 
Intima que teima não cair 


Na tecla do velho piano
Será meu fracasso de inspiração
Se não conseguir compor 
Minha obra, a minha pobre obra
Que p´la batuta de um maestro
Lhe dará vida numa orquestra
Com a força de todos os instrumentos 
Que beberão o ritmo existente 
Da minha insignificante sinfonia
Que numa entoação melodiosa 
Vai suavizando a alma 
De quem a sente

 

de: Fernando Ramos

 

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publicado às 12:01


751 - A AVE

por Fernando Ramos, em 29.06.16

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  • A AVE
  •  
  • Gorjeia a ave,
    no entardecer 
    Esperando a lua
    E seguindo um caminho 
    sem controle
    Aguarda p’la noite 
    fria, e nua
    Que em suas penas 
    será confortável lençol

  • E na sua melancolia 
    sem norte
    Esta ave solitária
    procura um refugio, 
    no silencio da sua sorte
    Donde, num poleiro
    de estabilidade oportuna, 
    adormece com a orvalhada
    que não se compadece
    da sua solidão nocturna
  •  
  • De: Fernando Ramos 

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publicado às 10:54


750 - TRADICIONAL NATAL

por Fernando Ramos, em 28.06.16

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TRADICIONAL NATAL

 

Jesus nasceu p’ra nos amar
Do Santo ventre de Maria
Bem longe se ouviu o sino tocar
Anunciando a boa nova de alegria

E o céu, p’los Anjos enviou recadinhos
Pró mundo, nesse Dezembro celestial
Enfeitam-se bonitos pinheirinhos
Em honra de Jesus p’lo seu natal

 

Vieram pastores, e outras artes belas
Por longos caminhos, de noite e de dia 
O mundo se uniu acendendo velas
Em nome da paz, na mais pura magia

Hoje nas igrejas, observam-nos os Santos 
Pejados de tanto amor celestial
Deus os enviou, com seus belos cantos 
P’ra abençoarem o tradicional natal

 

De: Fernando Ramos
10.12.2006

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publicado às 22:59


749 - TRISTEZA DE AMOR

por Fernando Ramos, em 28.06.16

 

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TRISTEZA DE AMOR

 

No rosto cai a lágrima

No coração vem a dor
Na alma chega a tristeza
E a desilusão do amor

Dói Bem saber este pavor

 

Meu coração canta teu nome
Partiste sem rumo e chorei
Pedido a Deus p´ra que te ajude

 

Neste tempo triste de véus
Foi uma lança que entrou de mais
Choro gritando aos céus
P´ra que eu não sofra mais

 

De ti, nada eu sei
Pouco interessa isso a alguém 
Mas a mim me cativou
Essa forma de ser bem

O teu motivo de viver
Esse que eu não sou

Deixa-me os dias frustrado 
Por viver travesso fado


Sem escolha ou opção
Grandes conquistas vivi
Mas rendido a ti
Entrego meu pobre coração

 

No rosto cai a lágrima
No coração vem a dor
Na alma chega a tristeza
E a desilusão do amor
Dói Bem saber este pavor

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 17:23


13 - SER BENFICA É

por Fernando Ramos, em 28.06.16

 


 


 


SER DO BENFICA É


 


Ser do Benfica é


Amar a Águia garbosa e altiva


E vê-la nas alturas dos campeões


Flutuando nas iluminadas penas


P’lo Estádio de todas as paixões


 


Ser do Benfica é


Acompanhar a equipa


E viver o hino da sua origem


“Avante Benfica”


Ou, ouvir os sons celestiais


Do “Ser Benfiquista”


Na voz maravilhosa


De Luís Piçarra


 


 


Ser do Benfica é


Não ter explicação p´ra fé


Que nos guia à divina gloria


É sentir aquele aperto...


Que por vezes


Nos faz pensar que só o milagre


Pode salvar a equipa da derrota


Quando a verdade nos foge


A única verdade desportiva


Que o clube e seus adeptos


Tanto, tanto respeitam e amam




Ser do Benfica é


Ser maior, transportar no peito alegria


E a chama imensa, que é seu sol


E o sol do símbolo


Das papoilas saltitantes


Que brotam nas camisolas berrantes


Como num poema dedicado


A mais uma jogada magistral




Ser do Benfica é


Ter a Águia no coração


Que é livre, e livre voa


Ao sabor do vento no sentido


Das multidões seduzidas p'lo grito


Do slb, slb, slb


Que entoa suas glorias


Enquanto ultrapassa o descrédito


Que os falsos profetas espalham


 


 


Ser do Benfica é


Ser do imaculado clube


Que, por vezes é perseguido


E maltratado por corruptos


Mafiosos, e batoteiros sem lei


É ser invejado por mentes


Insolentes e pequenas


Que não constam na história


Ou na memória


De um conto extraordinário


Da verdade e do talento


Dos puros artistas


 


 


Ser do Benfica é


A sedução da poesia eterna


Como a trova do vento que passa


Do poeta Manuel Alegre


É ter milhões de adeptos


De braço dado


Nas tristes derrotas


E nas doces vitórias


Que pelo mundo fora


Flutuam na bandeira


P´los Estádios


Da nossa glória


 


 


Ser do Benfica é


Ter a Mística do saber ganhar


E o culto das pessoas


Que pelo mundo inteiro


Vibram e choram


Pela defesa do seu clube


Com a fé imensa que os leva


No sentido impaciente


Dum amor inexplicável


 


 


Ser do Benfica é


A manifestação de grandeza


É o sentir da dor no coração


Quando a bola caprichosamente


Teima em não entrar


É explicar o que é ser o melhor


Da bela arte, como num andamento


De uma obra de Amadeus Mozartt


Ou do nosso glorioso Maestro


Vitorino D’Almeida


Num concerto ao Benfica



Ser do Benfica é


Ter o Eusébio em sua história


Ser mais que onze jogadores


Correndo atrás da bola


É a perfeita consciência


Da solidariedade humana


E a sublime emoção eterna


Da sagrada camisola


Aos olhos de Deus


 


 


13 - De: Fernando Ramos

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748 - TEU NOME

por Fernando Ramos, em 28.06.16

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  • TEU NOME

    Direi teu nome sem devassa
    E nunca será palavras vãs
    Ele, em meu peito se enlaça
    E, é meu sol p’las manhãs
  •  
  • Esse nome que eu adoro
    Manter-se-á dentro de mim calado
    Manuela, por dize-lo quase choro
    Lágrimas de prazer reencontrado
  •  
  • Teu nome, é a esperança levada à cena
    Dize-lo é um acto que não cansa
    Mas estar contigo, valerá mais a pena
    Porque assim o coração tanto amansa
  •  
  • És a boa razão do meu sonhar 
    E serás minha chama vida fora
    Perdendo-te, quando meu final chegar
    Quando esse esse momento vier na hora
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 15:41


747 - RAZÕES SECRETAS

por Fernando Ramos, em 28.06.16

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  • RAZÕES SECRETAS
  •  
  • Mulheres de tristes razões secretas
    Aguardam à janela em orações completas
    Que os Santos da procissão por ali passem
    Abençoando-as como se de puras se tratassem

    São exaltadas mulheres pecadoras
    Com a malícia que as fizeram sonhadoras 
    Nas noites de todos os enlaços
    Ansiando a felicidade em seus pedaços

    Estas mulheres de suas ilusões escondidas
    Entre a crença e a tentação vão divididas
    Não sabendo p´ra onde caminha a razão
    Aguardando às janelas o piadoso perdão

    Que limpidamente o divino poderá conceder
    P’ra que num céu de amor, não possam padecer
    Desesperando seus corações p´la Santa chama

  • Erguendo suas almas, onde tudo se derrama
  • Bem longe de outras vidas geradas de incêndio
    Percebendo que pecar será mau dispêndio
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:14


746 - O BAILE DA VILA

por Fernando Ramos, em 28.06.16

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  • O BAILE DA VILA

  • Na vila, a festa vai ocorrer 
    E abrilhanta-se o baile de sábado
    Pares se juntam a conviver
    Pró pedaço gulosamente passado
  •  
  • É uma alegria contagiante
    E outro baile assim não há
    Por ali, a festa é estonteante
    Dançando-se a salsa, a rumba e o chá, chá, chá
  •  
  • Os bailarinos, num frenesim sem parar
    Vão prestando sua alegria à vila
    E é vê-los dançar, dançar, dançar
  • Aplaudidos por gente que fazem fila
  •  
  • Dança o policia, e o carteiro
    A dona de casa, e a sopeira
    Dança a peixeira, mais o funileiro
    O menino do coro, e a lavadeira
  •  
  • E num rodopiar harmonioso no palco
    Um par de idosos mais afoito
    Mostra num tango, sua perícia de estalo
  • Recebendo de todos uma nota oito
  •  
  • Ali, os dançantes bem se agitam
    Naquela tarde de enorme esplendor
  • Crianças brincam, e outras gritam
    P’la entrada no coreto, do artista cantor
  •  
  • Meninas casadoiras choram de alegria
  • E o imponente galã, para elas sorri
    Há quem suspire, por uma fantasia
    Sonhando que o cantor é só p´ra si
  •  
  • Toca a orquestra bem afinada
    E o pátio inquietou-se num instante
    Fica na cadeira, uma senhora encantada
    P’la voz doce, do romantico cantante
  •  
  • É a loucura, tudo salta e dança
    Numa alegria de deslumbrar
    A tarde vai longa, e não cansa
  • Todos querem, é na vila dançar
  •  
  • É uma alegria contagiante
    E outro baile assim não há
    Por ali, a festa é estonteante
    Dançando-se a salsa, a rumba e o chá, chá, chá
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 11:54


745 - SAUDADE DE AMORES

por Fernando Ramos, em 28.06.16

 

 

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  • SAUDADE DE AMORES
  •  
  • Teu rosto, é sonho meu já esquecido
    Teus murmúrios, ainda guardo nos ouvidos
  • É um som que me vai deixando vencido
    E na mente, resta apenas teus gemidos
  •  
  • Que os recordo tantas vezes em prantos 
    Na minha triste solidão atroz
    São prazeres, amores e encantos
    Tais momentos passados, quando sós
  •  
  • Desenhei teu nome em meu coração
    Agora é poema nos troncos do arvoredo
    São pedaços gravados de desilusão
    Que só de lembrar sinto medo
  •  
  • E nas planícies de verde frescura
    Procuro a linda flor vermelha açucena
    Que a beijarei com toda ternura 
    Como a ti beijava de manhã serena
  •  
  • Hoje, vem o choro destas lembranças
    Quando no campo olho as lindas flores
    Que com elas enfeitava tuas tranças
    Me resta agora a saudade desses amores
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 09:50


744 - RIO DE AMARGURAS

por Fernando Ramos, em 27.06.16

 

 

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  • RIO DE AMARGURAS
  •  
  • Sou um homem triste
    Que hoje à beira do desconforto 
    Vê o rio da minha existência 
    Paulatinamente correr 
    Nele, vão todas as boas ilusões
    Que a cada instante sinto um latejar 
    Que sempre me fizeram bem viver
  •  
  • É um rio, de bonitas 
    E boas recordações
    Que em minha memória
    Estarão sempre presentes
    E viverão alegremente bailando 
    Sobre a sua vontade de existirem
  •  
  • Haja o que houver em todo 
    Este percurso, as boas 
    Lembranças proibirão 
    O esvaziar do pensamento 
    Elas, permanecerão gravadas 
    Em meu coração 
    Como bocados de bons desejos
    Que em algumas situações 
    Mal foram cumpridos
    Deixando a mágoa ir em busca 
    De um final feliz, o meu final
    Que terminará na foz 
    Deste silencioso rio de amarguras
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 22:07


743 - JORNALISTA E O POETA

por Fernando Ramos, em 27.06.16

 

 

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  • JORNALISTA E O POETA
  •  
  • Surgem palavras p’ra poemas 
    Ou noticias, na imaginação fértil 
    De quem as escreve
    Elas, vêem cheias de acontecimentos 
    do nosso dia, a dia
    Vão dando noticias do momento
    Saídas p’la ponta do lápis de carvão
    Registando-se cada facto nas silabas
    Que vão garreando com ideias
    Para o pensamento as deixar cair 
    Numa folha branca
  •  
  • Que faltará afinal?
    Um elo, um rasto de informação 
    Pró criativo melhorar
  • o que escreve?
    Pobre do escritor, que p’la frente
    Ou por detrás de uma máscara, 
    Por vezes não lhe ocorre 
    As palavras certas
  •  
  • O Poeta e o Jornalista
  • Luta, estrebucha, e para quê?
  • Se nas palavras está toda a verdade
    Está lá tudo do pensamento humano
    Sem uma única falha
    Mesmo a inspiração fatigada
    Essa inspiração que por vezes 
    Vem com o cansaço 
    De quem as que escreve
  • Mas elas, as palavras 
    Vão surgindo uma a uma
    Pró escrivão, como poesia 
    De choros, onde lágrimas 
    São letras que anseiam p’lo final 
    do poema, ou da noticia
    Que sairá num livro,
    Ou num jornal do dia
  •  
  • Ó divino, como és generoso
    E dás a razão, e certeza do saber
    Ao jornalista, e ao inspirador
    Numa mistura de ideias
    Deixadas na folha de papel 
    Com a pequena diferença de inspiração
    Entre o jornalista, e o poeta
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 19:50


12 - A REAL ÀGUIA

por Fernando Ramos, em 27.06.16

 


 


A REAL ÀGUIA

 

O fato vermelho e branco vestiu

E as botas de cores calçou

Foi jogar p’lo resultado, que lhe mentiu

À vitória que a dignidade fuzilou

E naquela vil e triste batota

A injuria ganhou algum espaço

Incrédula, a razão lágrimas brota

Amargurada por tão mau pedaço

 

Os Atletas do encarnado manto

Olham pró céu da Águia sagrada

Pedem ao altíssimo num belo canto

A verdade mais uma vez escapada         

E os adeptos sussurram ansiosamente

Que os infiéis da honra partam

P’ra lugares onde glorias não consentem

Mais mentiras que tantos fartam

 

E o clube da Real Águia espera

Que os ultrajantes não mais regressem

A verdade amada virá sincera

Prós Estádios que dela padecem

E as más nuvens deixam de andar à deriva

Em palcos onde joga o glorioso Benfica

A vitória não mais se sentirá perdida

E a Águia deslumbrante, de felicidade brinca

 

12-Fernando Ramos

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742 - DÉSPOTAS

por Fernando Ramos, em 27.06.16

 

 

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  • DÉSPOTAS
  •  
  • Imaginam-se senhores esclarecidos
    Julgam-se reis, e de todo poder
    São apenas seres agressivos
    Que a tantos, tantos dão mau viver
  •  
  • Senhores, que alguns são de guerra
  • Pensam serem iluminados p’lo divino
    Enganam-se... Porque cá na terra
    São simples déspotas pobres de tino
  •  
  • E na mais pura soberba arrogância
    Anseiam por regimes de má memória
    Elevam sua desmesurada ganância
    Na esperança da eterna gloria
  •  
  • E tais déspotas incorrigíveis
    Senhoreiam-se do que não lhes pertence
    São ambições sempre apetecíveis
    Que só os incautos convencem
  •  
  • Dizem-se espíritos cheios de clareza
    Mas afinal são de pensamentos fechados
    Sua ignorância, pró mundo são a tristeza
    De ideologias feudais de séculos passados
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:41


741 - CAOS

por Fernando Ramos, em 27.06.16

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  • CAOS
  •  
  • Difícil este mau tempo que passa
    Onde o destino, a alguns traça a miséria
    Que é o extermínio que os enlaça
    Sejam eles Brancos, ou outra cor
  • Que grassa neste planeta fértil
  • De pérfidos contrastes
    Onde apenas importa, a sórdida ambição 
    De senhores, que não passam de trastes
    É gente sem dó, nem coração
  • Chafurdando na mentira que mata
  •  
  •  
  • Em volta de mim olho, e o que vejo!
    Caos, violência, decadência sem razão
    Tenho apenas, um puro e simples desejo
    De não viver nesta triste confusão
    Já a mitologia, a história ou a lenda
    Nos relata este mesmo percurso passado
    Mas agora, não se sara a fenda
    Dum pobre mundo tão mal venerado
  •  
  • Onde no seu luxuoso Palácio da vida 
  • Alguns, na posse do ouro se tornam sinistros
  • Para quem sofre, e acalenta a esperança
    Suplicando que o mundo gire em sistemas mistos
    Para que piadosamente apenas recebam
  • A felicidade como herança
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:14


740 - MINHA MÃE, MINHA TERRA

por Fernando Ramos, em 27.06.16

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  • MINHA MÃE, MINHA TERRA
  •  
  • Vou indo para a minha terra
    Por caminhos floridos de bom chão
    À sua beira vou colhendo à mão
    Lindas flores que perfumam a serra
  •  
  • Foi com amor que as plantei
    E que a natureza regou 
    P’ra minha mãe as levarei
    Preciosa oferta que Deus criou
  •  
  • São p’ra ela, que está gravida
    Dum irmãozinho que vai nascer
    E dum amor de tanto querer 
    Concedeu-lhe Deus bonita dávida
  •  
  • Quando chegar à minha aldeia
    Grande festa irei fazer
    Que se prolongará até à ceia
    Com minha mãe, a me enternecer
  •  
  • A ela sempre amarei
    Seu coração bem no fundo
    E, à minha terra, sempre voltarei
    Enquanto meu mundo, for mundo
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 11:37


739 - ESPERO O AMANHÃ

por Fernando Ramos, em 27.06.16

 

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  • ESPERO O AMANHÃ
  •  
  • Já nada me sobra deste tempo
    Outra vida, melhor teria sido 
    Agora vou em meu passo lento
    Calcando o passado já vencido
  •  
  • Apenas restam lamentações
    Do meu mundo outrora sumido
    Foram imensas as tentações
    Aproveita-las, foi imerecido
  •  
  • Nova aurora p’ra mim aconteceu 
    Na adiantada idade que se some 
    Senti-la, meu corpo estremeceu
    Agarrado ao futuro que consome
  •  
  • No meu difuso quebranto
    A mente, ainda se encontra sã
    E num emaranhado espanto
    Serenamente espero, o amanhã

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 10:01


738 - BRANCAS MORTALHAS

por Fernando Ramos, em 26.06.16

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 BRANCAS MORTALHAS

  •  
  • Surgem mortalhas p’ra corpos
    São de algodão, e grosso corte
    Vestem tantos sem sorte
    Que deambulavam no pecado forte 
    Terminando assim, inertes e mortos
  •  
  • Irão p’ro céu? Não se sabe!
    O inferno talvez seja o destino
    Eram pecadores de pouco tino
    Num lugar triste e pouco fino
    Onde, o bom futuro lá não cabe
  •  
  • Agora, são almas sem regresso
    Cobertas de mortalhas p’ra conforto
    Cobrindo o corpo frio e morto
    A caminho dum além, nascido torto
    Que em vida não mereceram sucesso
  •  
  • Mas afinal, esperam-lhes o céu!
    Num paraíso de paz celestial
    São almas felizes, e é consensual
    Que ir pró inferno, era irreal
    Subiram ás nuvens, vestidos de véu
  •  
  • E as mortalhas foram-lhes retiradas
    Daqueles corpos mal enfeitados
    Deus perdoou tédios pecados
    Abrindo sua porta, aos pobres coitados
    Enlaçando-lhes felicidades desejadas
  •  
  • P’ra traz, ficaram tristes destinos
    Foram embora as brancas mortalhas
    Chegou paz, a espíritos sem malhas
    Vividos em profundos meios de palhas
    Que ansiavam por Anjos bem vindos
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 23:50


737 - ESCREVO

por Fernando Ramos, em 26.06.16

 

 

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  • ESCREVO
     
  • P’ra ti, escrevo de mil cuidados
    Poemas de minha alvura
    São pedaços de vida inspirados
    Em palavras de breve cultura
  •  
  • Pensamentos deitados num livro
    Que só p’ra ti, apenas para ti, editarei
    Em palavras endoidecidas sem castigo
    Que no meu coração são lei
  •  
  • Escrevo, e para ti rescrevo sem fim
    Poesia de amor e emoção
    São breves, e vão voando por aí
  •  
  • Buscando no vento, seu poiso manso
    Que, se não encontrar cairão no chão
    Mas escreverei na mesma, e não canso
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 19:40


11 - VERMELHAS NUVENS

por Fernando Ramos, em 26.06.16

 


 


VERMELHAS NUVENS

 

Nas tardes e noites 

Que Deus nos concede

Mesmo que chova

Vai-se ao Estádio por amor

 

A cristalina água incolor

Caindo do esplendoroso céu

À vitoriosa Águia não molha

E a nós docemente salpica

Como a chuva faz à bela flor

 

À chuva gritamos

P’lo enorme Benfica

De vermelha afeição

E por cada jogada

Que dança sem dó

Numa tonta finta

Corre depressa a bandeira

Direita ao coração

Em Pincelada de gotas

Dum génio que a pinta

 

E eu, e tu...

P’lo nosso glorioso

Choramos de sorrisos gulosos

E com ele vamos ao fim do mundo

Levando pelos ombros

A bandeira vermelha glorificada       

Que é a casa de todas as memórias

E o manto sagrado que aquece a ave

Do virtuoso BENFICA

Que tanto, e tanto amamos

 

E ao final da tarde

Quando a noite se chega

Pára a respiração

De tanto clamor

Por aquela tarde ou noite

bem soberba

Gozamos a bela jogada

Dum nosso jogador

Que à chuva escreveu

Outra nova vitória

Que a alma aconchega

P'ra eterna glória

 

E a Águia ao vento

Brilha em seu ondular

 

Na brisa mais festiva

Repleta de esplendor

Com a pureza da vermelha cor

 

Que é uma oferta de louco prazer

Como o que se sente num peito

Quente da doce mulher

Onde na meloso respiração

Se murmura ais

Num  fascinante entontecer

Como Deus quer

 

E o adepto encharcado

Em gotinhas de chuva

Vai olhando pró ar

Rendido de emoção

P’la Águia que vai pousar

Nas vermelhas nuvens

De seu coração

 

11 - de: Fernando Ramos

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736 - VALE COLORIDO

por Fernando Ramos, em 26.06.16

 

 

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  • VALE COLORIDO
  •  
  • No vale colorido, vejo a montanha ao longe
    Sinto o cheiro das flores, e o voo das aves
    Ouço o rio bem perto, correndo p’ra foz
    O ar é doce, e desliza vagarosamente 
    Enchendo-me de caricias perfumadas
    Olho o céu, e vejo vagas 
    De nuvens que correm
    P’ra noite que se aproxima no entardecer
    E naquele vale de mil prazeres
    Penso nos outros
    Que estão mais sós do que eu
    No seu desencontro com a vida 
    Vivendo num enorme tédio fatal
  •  
  • E eu, aqui tão bem acompanhado 
    P’la natureza, aguardando apenas 
    A passagem deste meu tempo
    E a porta de meu coração se escâncara 
    Para receber o sublime prazer 
    De tudo que me rodeia
    Parece um conto de fadas 
    Este meu presente, mas...
  •  
  • Apenas não passa de um sonho! 
    Um sonho que terminou
    No preciso momento
    Que a realidade presente me alerta
    Para o mundo em que se vive
    Que me retira esta guloseima de bom viver
    Pobre mundo...
    Que estúpida é a tua incerteza!
    O desespero bate forte em muitas vidas
    Que não conhecem este meu sonho 
    do vale colorido,
    Nem verseja as floridas minhas imagens 

    De: Fernando Ramos

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publicado às 15:15


735 - ROSTO BRANCO COMO NEVE

por Fernando Ramos, em 26.06.16

 

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  • ROSTO BRANCO COMO NEVE
  •  
  • Aprecio teu rosto num pergaminho
    E como bonito fica o desenhar
    Ao olha-lo, vou por um caminho
    Que um dia nos levará ao altar
  •  
  • Esse rosto, é fino como as açucenas
    Que na primavera vão desabrochar 
    E tão leve como as penas
    Dum colibri a despontar
  •  
  • Teu rosto branco como neve
    De tanta singeleza sem igual
    Em meu coração ele escreve 
    A sua beleza pura e natural
  •  
  • Ao querer beijá-lo ouço violinos
    Numa orquestra bem afinada
    Em acordes místicos e divinos
    Gravando-os na alma enamorada
  •  
  • Sua enorme beleza celeste
    Que acalenta o meu amar
    Traz boa auréola, que veste
    O dia, que iremos casar
  •  
  • Faz-me seu fiel escravo
    E meus lábios nele pensam
    No seu sabor de bom travo
    Que p’ra mim é uma benção
  •  
  • Der: Fernando Ramos

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publicado às 14:05


734 - VENTOS DA PRAIA

por Fernando Ramos, em 26.06.16

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  • VENTOS DA PRAIA
  •  
  • Quero fugir da solidão
    Aproveitando os ventos da praia
    Eles beijam o mar chão
    Na crista da onda catraia
  •  
  • Os ventos são boa companhia
    Nas vagas do mar salgado
    Seu sopro não dá nostalgia
    E p’la água, sei que é escutado
  •  
  • Deliciam a onda boa
    Na esperança que se enamora
    No oceano não sopram à toa
    Em velas que aguardam a hora
  •  
  • A praia espera por mim
    E só o vento me vai lá levar
    Chegarei vestido de cetim
    Pelas brandas marés, ao raiar
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 12:33


733 - TRISTEZA QUE PERSEGUE

por Fernando Ramos, em 26.06.16

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  • TRISTEZA QUE PERSEGUE
  •  
  • É infinita a tristeza
    Que amarra tanto tormento
    Não vai embora sua firmeza
    Só a solidão, é seu sustento
  •  
  • Ela faz muito padecer
    Na dor que não termina
    É companheira de mau viver
    Em destinos que desencaminha
  •  
  • Sua voz intima de dor
    Deixa a alma em pedaços
    Tem a morte como horror
    E infernos consumados
  •  
  • Vale a coragem do ser humano
    Para voltear tal sofrimento
    Vivem, com ela no desengano
    Que já não gemem seu lamento
  •  
  • Tristeza, porque persegues
    Vais num caminho sem volta
    Não vês que só tu consegues
    Levares corações à revolta
  •  
  • Um dia chegará teu final
    Aí, findará o desassossego
    Será um paraíso sem igual
    Ninguém sentirá mais medo

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 10:56


732 - O SOPRO DO VENTO

por Fernando Ramos, em 25.06.16

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  • O SOPRO DO VENDO
  •  
  • Vão embalados no sopro do vento
    Buscando um amanhã glorioso
    De noite, olham as estrelas ao relento
    No seu brilho rebelde e preguiçoso
  •  
  • Os homens, aguardam delas bom sinal
    Que a seu olhar leva tempo a chegar
    Cintilando as estrelas, cores sem igual 
    Enfeitando-se ao vento para encantar
  •  
  • E nesse precioso deslumbrar
    Os homens lá vêem o futuro almejado
    Como poemas de tanto sonhar
    Que aguardam das estrelas terno brilhar
  •  
  • E lindas mulheres de deslumbrar
    Se escondem através duma vidraça
    Aguardando com eles, um dia casar
    Mesmo que o vento, se desfaça
  •  
  • E, a cor das estrelas passa a ouro
    Por tão feliz, e oportuna alegria
    Guardando elas, nos corações este tesouro
    Que lhes ofertará, longa vida em magia
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 22:03


731 - BEIJOS GUARDADOS NO BAÚ

por Fernando Ramos, em 25.06.16

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  • BEIJOS GUARDADOS NO BAÚ
  • Guardo teus beijos num baú
  • Eles são minha razão de existir
    Por vezes vou lá buscar um
    Por me ser difícil resistir
  •  
  • São o bem mais precioso
    Que me acalenta o coração
    Esses beijos de amor gostoso
    Que saboreio com emoção
  •  
  • O baú, deles está repleto
    E quando lá vou, vou feliz
    Roubar um beijo indiscreto
  •  
  • P’ra meu amor calar o desejo
    Senão, ficará infeliz
    Por teus lábios, que tanto almejo
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 19:07


730 - DANÇA DA CHUVA

por Fernando Ramos, em 25.06.16

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DANÇA DA CHUVA

 

Cai a chuva, do agreste Inverno
Numa dança de pingos descoordenados
Inundando campos, que é um inferno
P’ra tantos seres desatinados

 

Essas águas impuras até doer
Causam dramas a gente desesperada
Vêem os bens, na corrente desaparecer
Levando-lhes uma vida, na enxurrada

 

E esta catástrofe de enlouquecer
Está na mão do homem, como é natural
Ele é o culpado, por tal suceder 
Numa vergonhosa atitude irracional

 

Esta dança, de chuva fria
Traz a companhia do forte vento
Bailando pingos de noite, e dia
Que para a terra, é seu sustento

 

Na ruidosa tempestade invernosa
Escuta-se o vento a falar à chuva
Pedindo ao tempo sua mão bondosa
Pró sol aparecer, leve como a luva

 

Nos campos, encharcados de fria água
Que oferecem à vida, um bom seleiro 
Vai desaparecendo a triste mágoa 
Em corações dum tempo companheiro

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 16:17


729 - BONITO

por Fernando Ramos, em 25.06.16

 

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  • BONITO
  •  
  • O bom sentimento que vem 
    Do nosso interior
    É tão bonito como um sorriso 
    Ou como o brilhozinho dos olhos 
    De alguém apaixonado
  •  
  • Tão bonito, como bonito
    É o sol que nos ilumina
    Até nos momentos menos bons
    Ou como aqueles 
    Pedaços de felicidade
    Que nos enchem a alma 
    Quando somos úteis para alguém 
    Que por vezes não vai 
    No bom sentido da vida
  •  
  • Bonito é olhar o céu
    E dar-mos graças a Deus 
    Por tudo que nos propeciona 
    No nosso dia, a dia
    Como a saúde, ou a sorte
    De termos alguém que
    Nos ama, e podemos amar
    Ou ter a felicidade de olhar 
    Um pôr de sol no entardecer
  •  
  • Bonito é gostarmos de viver
    De bem com nós próprios,
    Gostarmos dos outros
    Com a mesma intensidade 
    Que Deus gosta de nós,
  • E o bonito é Deus gostar de nós
  •  
  • de:Fernando Ramos

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publicado às 14:17


728 - O REGRESSO DA LUA

por Fernando Ramos, em 25.06.16

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  • O REGRESSO DA LUA
  • No breu da noite profunda
  • Entre madrugadas de sono
    Surge a sombra vagabunda 
    Alertar que houve um abandono
  •  
  • Foi a lua das noites boas
    Que no firmamento se perdeu
    Deixando triste tantas pessoas
    Que por ela o amor conheceu
  •  
  • E naquela triste desilusão
    Já mora a velha ansiedade 
    Chorando-se no silencio da emoção
  •  
  • E a Lua, de novo voltou
    P’ra outras noites de felicidade 
    P´ra quem de saudade chorou  
  •  
  • de: Fernando Ramos  
  •  
  •  

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publicado às 12:55


727 - VIELA DOS NAMORADOS

por Fernando Ramos, em 25.06.16

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  • VIELA DOS NAMORADOS
  •  
  • Trinai, trinai guitarras velhinhas
    Fados da castiça cidade
    O povo suplica com ansiedade
    O perdão de Deus, nas capelinhas
  •  
  • E gargantas de bem cantar
    Entoam poemas de vida e amor
    Acalentando a saudade, e a dor 
    De peitos sofridos por amar
  •  
  • E na voz generosa dos fadistas
    Geme a solidão fértil e bizarra
    Que nos acordes da velha guitarra
    Comovem o povo e os guitarristas

    Ouvem-se murmúrios ao coração
    Vindos da viela dos namorados
    Anunciando o perdão aos bocados
    Em poemas de saudade e emoção
  •  
  • Cantai, cantai nossos artistas
    O perdão p´la poesia dos poetas
    Inspirada nas descobertas
    P’ra deleite dos brilhantes fadistas
  •  
  • Tocai, tocai, noite e dia
    Guitarristas do nosso povo
    Fadistas cantai um fado novo
    P´ra vidas parcas de alegria
  •  
  • E na viela dos namorados bairristas
    Deus, concedeu perdão em boa hora
    O pecado partiu dali p’ra fora
    Trinando as guitarras dos fadistas
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:24


726 - O LIVRO

por Fernando Ramos, em 24.06.16

726.jpg

 

  • O LIVRO
  •  
  • O livro, é um belo tesouro
    Quando lido com excitação
    Tem pedaços de puro ouro
    Que pró escritor é paixão
  •  
  • Lê-lo, é um gosto bem aceite
    Esgotando-nos de prazer
    Rico em frases de lindo enfeite
    Compostas de bem saber
  •  
  • É imaginação, e entretenimento
    Que se ensaia nos bastidores 
    Dá-nos gozo e conhecimento
    Completando nossos valores
  •  
  • O livro bom é comprado 
    Como tributo ao pensador 
    É relido, e bem guardado
    P’ra deleite do escritor
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 22:25


725 - FAINA SOLITÁRIA

por Fernando Ramos, em 24.06.16

725.jpg

 

 

  • FAINA SOLITÁRIA
  •  
  • Vai o pescador devagarinho
    No rio onde a vaga é de graça
    Navega num bote pequenino
    Nas margens o povo o abraça
  •  
  • O barquinho de madeira
    É também seu doce lar
    Passa junto duma traineira
    Onde o mestre lhe vai acenar
  •  
  • Das margens vem a pergunta
    “Ó mestre p’ra onde vais?”
    Olha que o bote a ti se junta
    Leva a traineira p’ro cais
  •  
  • Seu bote é muito pobre
    Mas rico de bons momentos
    O rio, ao pescador sacia a fome
    Nele pesca seus alimentos
  •  
  • E lá vai o bote de mansinho
    P’ra a sua pesca diária
    Num local bem pertinho
    Onde a faina é solitária
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:13


724 - AFRICA DO MEU AMOR

por Fernando Ramos, em 24.06.16

724.jpg

 

  • AFRICA DO MEU AMOR
  •  
  • Nos meus tempos de soldado
    Procurei a paz dos honestos
    Na África do meu amor
    Ali na terra vermelha e fértil
    Da savana Africana
  •  
  • Nas margens dos rios 
    De todas as ofertas da natureza, 
    Os animais buscam sua presa
    A fim de saciarem a fome
    Como se ali fosse a única 
    Parte do mundo onde Deus passou
    Deixando um rasto de beleza
  • E de perfume celestial
  • Naquelas terras que fazem bater
  • Mais forte os corações de todos
  •  
  • Por vezes numa aldeia qualquer 
    Duma terra Africana
    Ao som do velho batuque 
    Meninas de lábios gulosos 
    E meninos de modos de desejo 
    Bailavam como se aquela
    Fosse a última dança 
    A dança do resto de suas vidas
    Na esperança que a paz, 
    A paz dos justos,
    Voltasse a esse lugar sagrado
    Onde os homens são mais irmãos
  •  
  • Tudo isto me encanta
    E tudo isto me marcou
  • Porque lá, há sempre alguem
  • Que nos mostra que naquele meio
  • Ainda vale a pena sorrir
  • Enchendo-nos o coração de ternura 
    Recordando eu, hoje e sempre
    Com satisfação e orgulho 
    Esta África do meu amor
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 16:07


723 - OS PUTOS DE ALVALADE

por Fernando Ramos, em 24.06.16

 

723 fr.jpg

 

 

  • OS PUTOS DE ALVALADE
  •  
  • Eram os Índios do bate bola
    Jogavam até de madrugada
    Enganavam o estômago
    E não corriam de cartola
    Brincavam descalços na estrada
  •  
  • Outros, não eram índios de bola
    E no Vává, falavam de amores
    Também jogavam, calçados de sola
    Alguns deram poetas e bons cantores
  •  
  • Os putos indios de forma desprendida
    Chutavam a bola pelos cantos
    Num chão batido, com pés em ferida
    Parecendo pardais, pois eram tantos
  •  
  • E estes miudos do bairro de Alvalade
    Todos os dias jogavam à bola
    Numa irmandade de feliz vontade
    Marcavam golos de alta escola
  •  
  • Hoje, os índios, já lá não estão
    E como era tão bonito vê-los correr
    Nos bolsos não guardavem tostão
    Mas sim muita vontade de vencer
  •  
  • Por vezes, num drible de mestre
    Alguns saiam de sua pobreza
    Os outros, de vida menos agreste
    Eram amigos na sua tristeza
  •  
  • E na boa vontade de Deus
    Os putos entre eles jogavam
    Uns pobres, outros de dinheiros seus
    Mas o futebol, a vida a todos ensinava
  •  
  • Estas crianças, leves como a pena
    Pela brincadeira não se perdia
    Em dias e noites era a bela cena
    Vê-los no bairro jogar de alegria
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:50


722 - BECO DO BEM SABER

por Fernando Ramos, em 24.06.16

722 fr.jpg

 

  • BECO DO BEM SABER
  •  
  • No beco do bem saber
    Ivone leva tristeza no coração
    Que de olhos colados ao chão
    Murmura p’lo seu tanto querer
  • Na pura e cristalina aflição
  •  
  • E no parapeito de sua janela
    Sente-se a frescura do alecrim
    Todos o cheiram com cautela
    Não passe seu amor por ali
    Ao encontro da outra, na viela
  •  
  • No Beco, se abrem janelas
    P’ra anunciar a procissão
    Alguém com flores amarelas 
    Informa o povo da decisão
    Preparada p’lo prior,
  • À noite à luz das velas
  •  
  • Para a bendita procissão
    O Beco se vai engalanar
    Ivone, reza sua consternação
    Ao amor que anda a enganar
    Seu pobre e infeliz coração
  •  
  • Foi no domingo à tardinha
    A procissão levou o povo p’ra rua
    No andor pousa uma andorinha
    Que traz a verdade nua e crua 
    P’ra Ivone que vai à igreja velhinha
  •  
  • E gorjeia que a outra está chorosa
    Por lhe ter acontecido o mesmo drama
    Foi enganada de maneira horrorosa
    P’lo homem que a levou p’ra cama
    Causando-lhe aflição dolorosa
  •  
  • E naquele afamado bairro de Alfama
    Um amor perdido encontrou a razão
    Pois é Ivone, a sua preciosa Dama
    Que lhe preenche o doido coração
  •  
  • Na velha igreja junto ao altar
    Lá estava a mentira desgostosa 
    Chorando a lágrima do perdão
    Suplicando nova vida amorosa

  • Tudo não passava de sua ilusão
  • E no Beco, se acendeu nova chama
    P’ra felicidade de um coração
    É Ivone que ele muito ama
    Terminando ali sua confusão
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 12:25


721 - DESERTO DE MEDOS

por Fernando Ramos, em 24.06.16

721 fr.jpg

 

  • DESERTO DE MEDOS
  •  
  • Atravesso o Deserto
    Como se fosse em peregrinação 
    À terra prometida
    Ele, é a minha esperança, 
    E também o meu cansaço
  • Nele, vou encontrando 
    Nuvens de areia
    Que são grãos finos instalando-se
    Na minha vida repleta
    De ilusões, e de amores
    Não conseguidos
  •  
  • Neste deserto, levo a esperança 
    Como única companheira
    E como minha ancora 
    Que me irá fazer parar na caminhada
    E terminar com os 
    Generosos dissabores da vida
  •  
  • Percorro seu chão escaldante
    E tão movediço como meus sonhos 
    que me corrói de dor, de rejeição
    De abandono, e da perda
    De paz, a minha paz
  • Maldito deserto que não consolas
    Esta sede de esperança,
    E me levas para um caminho
    Sem direcção certa,
    E de futuro pouco brilhante
  •  
  • Agora, neste mau deserto
    Aguardo apenas o sinal de Deus
    Que me irá conduzir na sua nuvem 
    Sem desespero, e sem mágoa
    Mas encharcada na paz divina
  • Onde me levará a juntar 
    A outros peregrinos
    Também eles vivendo 
    Num deserto de medos
    E que comigo caminharão
    Lado, a lado na nova travessia,
    Direito à esperança celestial
  •  
  • De: Fernando Ramos
  •  
  •  

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publicado às 10:25


720 - A CEIA

por Fernando Ramos, em 23.06.16

720 fr.jpg

 

  • A CEIA
  •  
  • A vida será um repasto
    De óptimas iguarias
    Servida em farto prato
    Alimenta-nos os dias
  •  
  • Dá ceia bem confeccionada 
    Que bem nos delicia, ou não
    Porque se for mal temperada
    Tudo não passará de ilusão
  •  
  • É um repasto que se serve
    Mas por vezes, dá confusão
    Se for bom momento que se perde
    Dará má digestão
  •  
  • E antes que nos faça mal
    Tem de ser bem preparada
    A vida à noite não é ceia total
    Se cozinhada em água salgada
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:52


719 - BOTE DE VELAS QUEBRADAS

por Fernando Ramos, em 23.06.16

719 fr.jpg

 

  • BOTE DE VELAS QUEBRADAS
  •  
  • O bote desliza no mar salgado
    Por ondas valiosas como ouro em pó
    E um pescador de rosto enrugado
    Olha as redes, fazendo-lhe dó
  •  
  • São tristezas salpicadas de choro
    Naquele seu mar, a poente
    Ali o peixe é pouco, e não é ouro
    Já outras fainas o deixavam contente
  •  
  • E no seu bote de velas quebradas
    O pobre mestre insiste na pescaria
    Enclausurado naquele mar talhado
    Pede a Deus uma faina de alegria
  •  
  • Embalado p’lo sopro do vento
    Vai amaldiçoando sua má pesca
    Por isso, Deus não lhe dá alento
    Vai ele pecando à faina que resta
  •  
  • Seu Senhor, o arrependimento não ouve
    De seus pecados já cometidos
    Não mostrou pena, e Deus soube
    Não havendo mais, já tempos idos
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 11:45


718 - A VIDA ESPANTA-SE

por Fernando Ramos, em 23.06.16

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 A VIDA ESPANTA-SE


  • Dão-nos castigos, ásperos, e ferozes
  • Vem a dor, e o grito da alma
    Surge a bomba, em tarde calma
    Chora o mundo, p´lo feito dos algozes
  •  
  • O silêncio dos justos é perturbado
    A paz estremece, mas não cai
    Uma criança, p’ra sua mãe já não vai
    A solidariedade e o amor, foi baleado
  •  
  • Foram ordens do chantagista!
    Que o homem bomba respeitou
    É um acto cobarde, de mau artista
  •  
  • Lá fora... O mundo levanta-se
    O terrorismo estúpido não ganhou
    A própria vida, espanta-se!
  • De: Fernando Ramos
  •  

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publicado às 10:02


717 - ESPERANÇA NO AMOR

por Fernando Ramos, em 22.06.16

717.jpg

 

  • ESPERANÇA NO AMOR

  • Olhei p’ra dentro de mim
    Vi um torvelinho de sentimentos
    Esperando por amor sem fim
    Rodeando meus pensamentos
  •  
  • E no céu apareceu um sol
    Dizendo p’ra ter esperança
    Ele agora é o meu farol
    Em meu mar de bonança
  •  
  • Fiz uma espera sem fim
    P’lo amor, sem tormentos
    E ele, não apareceu por aí
  •  
  • De longe olho p’ra estrela
    Lembrando esses momentos 
    Agora a esperança, nem vê-la
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 23:07


716 - BUSCANDO O IMPOSSIVEL

por Fernando Ramos, em 22.06.16

716 fr.jpg

 

 

  • BUSCANDO O IMPOSSIVEL
  •  
  • No ambiente que hoje vivemos
    Algumas verdades 
    Se dizem e comentam
    Como se fossem o símbolo 
    Da certeza e da razão
    Mesmo que não seja a verdade crua
  • Prometem-se perfeitos caminhos 
    Muito bem asfaltados e rodeados
    De beleza que dá prazer aos olhos
    Mesmo que um, apenas um
    De terra batida e de beira agreste 
    Nos leve ao paraíso do Divino
  •  
  • Busca-se a beleza eterna,
    Gastando-se enormes quantias 
    Mas essa beleza,
  • É apenas breve e rápida 
    Tão rápida que nem se dá p’lo tempo
  •  
  • Corre-se atrás do sucesso
    A qualquer preço, 
    Nem que seja aparente
    Ou que se consiga à custa de outros 
    Pisando seus semelhantes 
    Sem qualquer despudor e respeito
  • Procura-se ambientes felizes,
    Onde se prometem a paz, 
    Descanso total, 
    E bem estar p'ra sempre
    Em países maravilhosos
    Mas no fim alguns
  • São pobres de cultura, 
    Pão, e justiça
  •  
  • Querem-se amigos, a qualquer custo
    Alguns por interesses muito duvidosos, 
    Mas esses só aparecem 
    Em locais de glamour
    Os verdadeiros amigos, são muito poucos
    Contam-se p’los dedos
    E um dia, esses
  • Lá estarão na nossa partida
  •  
  • Anseia-se por bons empregos, 
    Carros, mulheres lindas 
    Ou homens charmosos,
    Objectos valiosos 
    Mas coitados...
    Pobres de valor humano
  • Procura-se sempre o máximo,
    O melhor, o paraíso na terra
    Esquecendo-se todos nós
    Que o que se busca 
    Na corrida louca diária
    E com tanta ansiedade,
    Raramente se consegue,
    Ou mesmo nunca se alcança
  • Enfim... somos uns tolos
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 20:53


715 - MINHA MÃE MARIA

por Fernando Ramos, em 22.06.16
  • 715.jpg

     

  • MINHA MÃE MARIA
  •  
  • Minha mãe Maria
    Que meu sangue de amor laças
    Estás gravada em meu rosto
    Bendita foste a mulher
    Que este filho deste à luz
    És a mãe abençoada por Deus
    E dos meus desejos sonhadores
    Agora e sempre, até morrer
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:27


714 - LÁBIOS DO MEU AMOR

por Fernando Ramos, em 22.06.16

 

714 fr.jpg

 

  • LÁBIOS DO MEU AMOR

    Estou entregue à saudade
    Dos lábios de meu amor
    Beijavam-me com voluptuosidade
    Enlouquecendo os meus, de furor
  •  
  • Partiram, e fiquei só
    Perdi seu doce sabor
    De mim não tenham dó
    Sou culpado, recebo a dor
  •  
  • Eles são tão sensuais
    Agora já não são meus
    Perdi valiosos cristais
  •  
  • Apenas resta-me a lembrança
    E ensaio um final adeus 
    Dos lábios da minha insegurança
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:56


713 - ANOS DE MIL E QUINHENTOS

por Fernando Ramos, em 22.06.16

713 fr.jpg

 

  • ANOS DE MIL E QUINHENTOS

  • Em ondas caprichosas navegavam
  • Homens de enorme valentia 
    Num mar salgado se entregavam
    Ao vento forte, e ao de calmaria
  •  
  • E nesse vai-vem ondular
    Musas encontravam de passagem
    Um poeta lhes dizia, ir capitanear
    A Nau que levava gente de coragem
  •  
  • Iam p’ra terras longínquas
    Buscar ouro e organdins
    Já de descobertas sabidas
  •  
  • Dum país pequeno, e de crentes
    Donos das terras lá dos confins 
    Em anos de mil e quinhentos
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 15:26


712 - LIRIOS CHARMOSOS

por Fernando Ramos, em 22.06.16

 

 

712 fr.jpg

 

  • LIRIOS CHARMOSOS
  •  
  • Percorro a estrada, em fadiga
    Olhando os lírios amarelos na sua beira
    São de beleza tão apetecida
    Buscando a esperança, que se esgueira
  •  
  • E neste pensamento estonteante
    Surge a lágrima em meu rosto
    Caindo-me a tristeza alucinante
    P’ra meu total desgosto
  •  
  • Os lírios são minha adoração
    Trazem colorida redenção
    Vê-los, alegram-me o coração
    Já cansado, velho, e sem ilusão
  •  
  • E no final, da vida vencida
    Sorriu aos lírios charmosos
    Que presentearam alegria sentida
    Aos meus caminhos espinhosos
  •  

De: Fernando Ramos
19.10.2006

 

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publicado às 14:28


1054 - BRILHOZINHO MISTERIOSO

por Fernando Ramos, em 20.06.16

1054.jpg

 

 

BRILHOZINHO MISTERIOSO

 

Quando te vi pela primeira vez
Meu coração pousou no teu
Palpitou tanto até que fez
Ele amar perdidamente o meu
Como foi bom e valeu a pena
Essa paixão tão determinada
Poetas inspiraram-se nesta cena
Versejando arte terna e aveludada

 

Hoje meu corpo no teu se atreve
Entregando todo malicioso sabor
E tu me queres em suspiros breve
Depositando em mim todo esse ardor
E tanto vibramos nesta paixão
Tocada ao som ritmado dum tambor
Quanto mais a ela nos entregamos
Mais forte é o nosso louco amor

 

Desde que te vi por esse tempo
O coração em ti está refastelado
Desde aí não perdemos um momento
Amando-nos num leito apaixonado
No céu um brilhozinho misterioso
Mostra as estrelas a sorrir de nós


Sabem que este é um amor curioso
Que até a Lua nunca nos deixa sós

E no adormecer da noite estrelada
Entrelaçados por ali nos deixamos
Saboreamos a paixão talhada
Do momento que nele bem dançamos
E nossos lábios aos prazeres se entregam
Soltando murmúrios e puros beijos
Que p'los ondulados corpos navegam
Aportando no cais de nossos desejos


De: Fernando Ramos

 

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publicado às 18:04


10 - O NINHO DA ÁGUIA

por Fernando Ramos, em 12.06.16

 



O NINHO DA ÁGUIA


 



O sagrado templo por milhões amado

É um grande ex-líbris de Lisboa

Vive lá a Águia de tons aveludado

Que p’los céus suavemente voa, voa

 

Vem gente de perto, e de longo caminho

Adeptos fieis dum Benfica Imortal

A Águia os recebe em seu ninho

Preparando-se p´ra mais um voar real

 

Os sócio a vão observando p’lo ar

No silêncio que não cala a emoção

Sua Ave esplendorosa se vai abeirar

Bem pertinho das nuvens de seu coração

 

Beijos carregadinhos de paixão

A multidão envia p’ra Águia amiga

Neles vão ais e ais de admiração

P´la ave que passeia sem fadiga

 

E vai voando, voando por aí

Deixando os corações deliciados

A lua sorri na cor de marfim

E as estrelas  capricham tons delicados

 

Os sócios cantam o amor sadio

À Águia que p´lo Estádio voa

Alguém lhe envia um assobio

Terminando em festa sua volta boa

 

No braço do adepto vai pousar

Que envaidecido bem a segura

As crianças a vão acariciar

Com rasgado sorriso puro de ternura

 

E o nobre símbolo p’los tempos persiste

Vivendo nos píncaros de elevado lugar

E nem o frio gélido da noite resiste

À surpresa de tão belo, tão belo esvoaçar

 

10 - De: Fernando Ramos

 

 


 

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149 - ESTÁDIO DE ENORME MAGIA

por Fernando Ramos, em 08.06.16

 


149.jpg


 


ESTÁDIO DE ENORME MAGIA


        


Na Catedral da Luz, quando finda o dia
Um adversário triste sofreu uma cantata     
Os adeptos felizes louvam a sinfonia
E o seu vibrar completa a serenata

A voz dos Sócios vai se repetindo
E vão se seguindo cantos já nas noitadas            
Parece que  as estrelas vão sorrindo
Oferecendo brilhos p´ras belas baladas

E a multidão sabe que a Águia se apresta     
Voar p´lo Estádio de enorme magia  
Sorrindo a bancada p´la vitória da bela festa  


Observando a Aguia todos qua a contagia    


 


E ela parte pró seu fantástico voo pacifico


Oferecendo beleza com tão deslumbrante voar


É seu atributo p´lo jogo magnífico


Que o Benfica tão bem soube ganhar 


 


 de: Fernando Ramos



 

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publicado às 18:12


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