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763 - MEU BOCAGE

por Fernando Ramos, em 19.01.18

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  • MEU BOCAGE
  •  
  • Hoje, num dia bravo de Inverno
    Por uma rua do meu bairro
    Caminho p’la calçada da velha cidade
  • Em meu pensamento Vai a lembrança 
    De um livro que me ofertaram
    Num natal passado
  • É uma antologia de Poesias
    Do grande Barbosa Du Bocage
  •  
  • Como eu gosto deste danado 
    Poeta escritor
    Que andou p’la Índia
  • E irreverentemente passou seu tempo 
    Pela boémia da minha bela cidade
    Onde nunca perdia a oportunidade
    De expor a sua forma satírica
    Sempre numa frase que servia
    Venenosamente para atormentar
    Os maus espíritos dos bem pensantes
    Dessa longínqua época
  •  
  • Como ele adorava moças de mil atributos
    Como gozava à sua maneira 
    A vida estúpida de preconceitos
    Ah grande Bocage
    Meu, Manuel Maria Barbosa Du Bocage
    Como tu escrevias a verdade, 
    Quando estavas mais pachorrento
  •  
  • Se fosse hoje, até eu te convidava
    Para irmos beber umas ginjinhas
    Ali pró Rossio, e passarmos 
    P’la casa do teu amigo Nicola
    P’ra atormentares, como só tu sabes
  • Os espíritos de agora 

  • de: Fernando Ramos

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publicado às 10:05


762 - ESTRELA DE DEUS

por Fernando Ramos, em 18.01.18

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  • ESTRELA DE DEUS
  •  
  • Nasceu o menino, lá na terra longínqua
    Cantam os anjos de tanta alegria 
    Reis magos e pastores, de alma infinita
    Seguem a estrela que tão bem os guia
  •  
  • Reis, levam rendas de belo bordado
    O pastor humilde, sua ovelha branca 
    Para o menino nas palhas deitado
    Com seu olhar que a tantos encanta
  •  
  • E Jesus sorri, de rosto iluminado
    Prós olhos brilhantes de sua mãe Maria
    Por todos é querido e muito bem mimado
    Recebendo esse calor dentro da estrebaria
  •  
  • Ao mundo veio p’ra nos livrar da dor
    Traz felicidade, e nos oferece a paz
    Conforta os pobres com tanto amor
    Porque esse milagre só ele é capaz
  •  
  • Tantos não percebem, seu primeiro olhar
    Que foi aos humildes que ele destinou 
    Sofre por eles, quando os vão maltratar 
    lacrimejando a estrela que Deus enviou
  •  
  • de: Fernando Ramos 

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publicado às 22:35


761 - NO CÉU TOCA O SINO

por Fernando Ramos, em 17.01.18

 

 

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  • NO CÉU TOCA O SINO
  •  
  • No céu toca o sino
    Sorrindo estrelas no seu brilhar
    Nasceu o Deus menino
    Que o povo vai abençoar

  • Nos seus cânticos de amor
    Pedem paz e felicidade
    Que é rara, neste mundo de dor
    Onde a guerra é banalidade
  •  
  • Os anjos anunciam o menino
    Pró mundo se alegrar
    Ele é um Deus pequenino
    Que p’lo natal vai chegar

  • Vem de amor e alegria
    Mais a caridade que seduz
    Traz-nos o bem, por magia
    Como milagre de Jesus
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 17:50


760 - DOCE PICA

por Fernando Ramos, em 16.01.18

 

 

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DOCE PICA

 

Vou andando pela rua
De olhos pregados ao chão
Parece que vou na lua
Mas não vou na lua não

 

É que, a vida me faz pensar
No tédio que é ser drogado
Vou andando de cabeça no ar
Ansioso do ópio amaldiçoado

 

Mas que poderei fazer
P’ra deixar tal triste tentação
Essa vontade é raro aparecer
Nesta miséria sem solução

 

Vivo na doce pica da desgraça
Penhorando meu futuro
Haverá cura abençoada
P’ra este pobre vagabundo?

 

Minha morte irá aparecer
De mansinho, ou na agitação
Certamente da droga irei morrer
Bem escondido da multidão

 

Vou andando pela rua
De olhos pregados ao chão
Parece que vou na lua
Mas não vou na lua não

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 20:41


759 - O OUTRO NATAL

por Fernando Ramos, em 15.01.18
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  • O OUTRO NATAL
  • Junto à lareira, na companhia
    Do crepitar das brasas arder
    Vou olhando p´ra rua
  • Sinto o tempo frio, e vou pensando...
    O que estará lá fora acontecer!
  • Meu cérebro, é um filão de imaginação
    Mostra-me a verdade que ele alcança
    E nesse espaço vejo por uma sua janela,
  • P´ra minha desilusão
    Que na paz lá fora afinal,
    Nela ninguém descansa
  • Ao som de sinos, e de coros
    Desperto p’ra nefasta realidade
    Do carnaval endoidecido que nos cerca
    E vejo vidas retalhadas como toros
    De arvores queimadas p’la maldade
  • Dizem que ´há um feliz  natal,
  • Mas qual natal?
    O faz de conta reina neste período
    Parece que todos são felizes por igual
    Esquecendo-se dum ano mau e surdo
  • Não veêm nemquerem ouvir o grito
    Da mulher, do idoso e da criança maltratada
    Precisamente por aquele, que p’lo natal nem parece aflito
    Com o seu egoismo e crueldade,
    Em todo ano praticada
  • Da minha janela, contemplo os raios de sol
    E o orvalho da vida, nas folhas a desaparecer
    Caindo como goteiras num telhado dum farol
    Que vai guiando a mentira e a hipocrisia
    Com o que está acontecer
  • Mas é natal, é natal. é natal, dirão os felizes
    Mas qual natal, o do bem estar?
    Perguntarão os outros que no resto do ano são infelizes
    Esses, apenas imploram ao menino Jesus
    Um mundo p´ra eles melhor
  • E os saiba amar     
  •  
  • De: Fernando Ramos
    22.12.2006

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publicado às 11:36


758 - NATAL ABENÇOADO

por Fernando Ramos, em 14.01.18

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  • NATAL ABENÇOADO

  •  
  • Em fartas mesas de iguarias deliciosas
    A beira de lindas arvores iluminadas
    Sentam-se gentes de bem, e famosas
    Exibindo fartas opulências requintadas
  •  
  • O vizinho dum bairro ao lado
    Que não tem tão boa mansão
    De momento até está desempregado
    Faltando a sua família um pouco de pão
  •  
  • Os outros, causadores desta infelicidade
    Durante o ano esbanjam sua farta riqueza
    Não se incomodando com tal precariedade
  •  
  • Esquecendo-se, que o vizinho é rico de amor
    E que apesar de tanta pobreza
    Seu natal é abençoado, p’lo Deus Senhor
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:01


757 - IDEAIS ESCONDIDOS

por Fernando Ramos, em 13.01.18

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IDEAIS ESCONDIDOS
(soneto)

 

Tantos anos passaram pela minha vida
E os ideais se esconderam na solidão
Minha alma torturada andou perdida
Julgando viver um tempo de maldição

 

Hoje penso nesta triste loucura
Sentindo pena p’lo tempo vencido 
Foram os anos de minha frescura
Restando apenas, o orgulho ferido

 

Malditos sejam meus ideais fugidos
Que um dia, por eles não soube lutar
Agora, os sinto de novo renascidos

 

Dentro de mim, para os bem guardar
Onde a mente, não mais os irá apagar 
E o coração de novo, os saberá escutar

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 22:29


756 - REGAÇO DE AMOR

por Fernando Ramos, em 12.01.18

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REGAÇO DE AMOR

 

Bates à porta de meu peito.
E de coração aberto
Te recebo com ansiedade
Donde vens meu amor?
Ouves o grito das emoções
Da minha paixão sofrida
E da saudade que se perde 
No silencio do vazio das noites
Da minha solidão calada
Onde imagino o suave rumor 
De teus passos
E sinto o subtil sabor quente
De teus beijos

 

Ah! como foi bom tu chegares
E defronte dum espelho
Ver teu rosto junto do meu
Num aperto, onde nossos olhos 
Se banham em desejos harmoniosos
Numa apoteose de felicidade

 

Como é bom beijar teus lábios 

Numa sensualidade mundana

Sempre que meu coração apeteça
Unindo-se a um total prazer
Que enlaça nossos corpos
Na louca ânsia transbordada
Em doce e bela melodia, 
Num clarão ardente de amor

E nossas bocas choram 
A sede louca
Que devoram beijos em chamas
Levando-nos a gemidos 
Nos anseios de nossos corpos 
Que de amor, vêem e vão 
Em paixão infinita

És um sol, chegado do céu 
À porta de meu coração
E agora na tua pele perfumada
Guardo tudo de mim,
E adormeço no teu meloso 
Regaço de amor

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 19:51


755 - PEDAÇOS DE MAGIA

por Fernando Ramos, em 12.01.18

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  • PEDAÇOS DE MAGIA
  •  
  • O Natal chega e com ele a grande ilusão
    Que ao fim de tantos anos ainda persiste
    Num Pai natal, de saco vermelho de algodão
    Cheio de esperança p’ra este mundo triste
  •  
  • Alguns acreditam que este velho existe
    Especialmente em lares, de lauto festim
    O homem da rua, ao natal já não assiste
    Ele não aquece sua alma de cetim
  •  
  • O pobre não quer organdins, ouro ou pratas
    Mas apenas aguarda por uma boa luz
    P´ra que todos vivam de alegrias fartas
    De riquezas, que a ele já não seduz
  •  
  • O ancião sente a desilusão embriagada
    Estampada no rosto daquele coitado
    Busca na sacola sonhos que afaga
    O coração do pobre, no chão deitado
  •  
  • Natal assim não é natal de amor
    E o homem de vermelho isso bem sabe
    Ao infeliz se junta na sua dor
    Tirando do saco alguma felicidade
  •  
  • O pobre sorri, por tanta bondade
    E o velho das barbas transborda de alegria
    Diz que do mundo irá embora a vaidade
    Tornando as noites, bons pedaços de magia
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:45


754 - MEU EU

por Fernando Ramos, em 11.01.18

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MEU EU

 

No silencio da vida
Vivo com meu eu
Esse eu desconhecido
Que comigo troca ideias
E sua autoridade

nunca se perdeu

Pelos caminhos da vida
Da minha vida

Ele, é quem tudo digo
E tudo pergunto, 
Até os segredos mais profundos
Mesmo num momento sofrido
O eu, que vive e se esconde
Dentro de mim

Ele é o meu melhor amigo, 
Sempre o melhor amigo
Está presente quando mais preciso
Dele, não tenho vergonha
De fazer o que apetece
Ou dizer o que me vai na alma 
Ele nada pergunta
Mesmo quando o caminho 
Que piso não é o mais certeiro
O meu eu, está lá sempre
Até para aqueles momentos
Mais ou menos bons 
O eu, é o meu Anjo da guarda
Obrigado, meu eu!

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 16:54


753 - COMO TRISTE É O NATAL PARA ALGUNS

por Fernando Ramos, em 10.01.18

 

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COMO TRISTE É O NATAL PARA ALGUNS

  • Triste é o natal, quando nesta quadra
  • o faz de conta atinge seu esplendor
    De repente, mais rápido que um comenta 
    Muitos se tornam simpáticos
    Alguns, até se imaginam Santos 
    Oferecendo amizade, paz, pão, 
    e tanta ternura, não passando 
    de hipócritas carpideiras
    Porque no resto do ano,
    vão distribuindo indiferença,
    egoísmo, e mais outros ismos,
    até em alguns casos, 
    tirando tudo a quem mais precisa
    Como triste é o natal desta gente,
    que mais não fazem com estas súbitas 
    boas vontades senão pedir perdão 
    a eles próprios p’la hipocrisia 
    que vivem no seu dia a dia
    Estarei errado?
    Digam que estou errado, 
    e eles decerto 
    dormirão melhor!
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:27


752 - MINHA SINFONIA

por Fernando Ramos, em 09.01.18

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 MINHA SINFONIA

 

Componho minha musica
Sentado num teimoso piano
E nele vou dedilhando as notas
Num prazer transcendental
Que me conforta a alma
Trazendo a clarividência
Necessária para aquela nota 
Intima que teima não cair 


Na tecla do velho piano
Será meu fracasso de inspiração
Se não conseguir compor 
Minha obra, a minha pobre obra
Que p´la batuta de um maestro
Lhe dará vida numa orquestra
Com a força de todos os instrumentos 
Que beberão o ritmo existente 
Da minha insignificante sinfonia
Que numa entoação melodiosa 
Vai suavizando a alma 
De quem a sente

 

de: Fernando Ramos

 

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publicado às 12:01


751 - A AVE

por Fernando Ramos, em 08.01.18

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  • A AVE
  •  
  • Gorjeia a ave,
    no entardecer 
    Esperando a lua
    E seguindo um caminho 
    sem controle
    Aguarda p’la noite 
    fria, e nua
    Que em suas penas 
    será confortável lençol

  • E na sua melancolia 
    sem norte
    Esta ave solitária
    procura um refugio, 
    no silencio da sua sorte
    Donde, num poleiro
    de estabilidade oportuna, 
    adormece com a orvalhada
    que não se compadece
    da sua solidão nocturna
  •  
  • De: Fernando Ramos 

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publicado às 10:54


1054 - BRILHOZINHO MISTERIOSO

por Fernando Ramos, em 01.01.18

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BRILHOZINHO MISTERIOSO

 

Quando te vi pela primeira vez
Meu coração pousou no teu
Palpitou tanto até que fez
Ele amar perdidamente o meu
Como foi bom e valeu a pena
Essa paixão tão determinada
Poetas inspiraram-se nesta cena
Versejando arte terna e aveludada

 

Hoje meu corpo no teu se atreve
Entregando todo malicioso sabor
E tu me queres em suspiros breve
Depositando em mim todo esse ardor
E tanto vibramos nesta paixão
Tocada ao som ritmado dum tambor
Quanto mais a ela nos entregamos
Mais forte é o nosso louco amor

 

Desde que te vi por esse tempo
O coração em ti está refastelado
Desde aí não perdemos um momento
Amando-nos num leito apaixonado
No céu um brilhozinho misterioso
Mostra as estrelas a sorrir de nós


Sabem que este é um amor curioso
Que até a Lua nunca nos deixa sós

E no adormecer da noite estrelada
Entrelaçados por ali nos deixamos
Saboreamos a paixão talhada
Do momento que nele bem dançamos
E nossos lábios aos prazeres se entregam
Soltando murmúrios e puros beijos
Que p'los ondulados corpos navegam
Aportando no cais de nossos desejos


De: Fernando Ramos

 

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publicado às 18:04


750 - TRADICIONAL NATAL

por Fernando Ramos, em 31.12.17

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TRADICIONAL NATAL

 

Jesus nasceu p’ra nos amar
Do Santo ventre de Maria
Bem longe se ouviu o sino tocar
Anunciando a boa nova de alegria

E o céu, p’los Anjos enviou recadinhos
Pró mundo, nesse Dezembro celestial
Enfeitam-se bonitos pinheirinhos
Em honra de Jesus p’lo seu natal

 

Vieram pastores, e outras artes belas
Por longos caminhos, de noite e de dia 
O mundo se uniu acendendo velas
Em nome da paz, na mais pura magia

Hoje nas igrejas, observam-nos os Santos 
Pejados de tanto amor celestial
Deus os enviou, com seus belos cantos 
P’ra abençoarem o tradicional natal

 

De: Fernando Ramos
10.12.2006

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publicado às 22:59


749 - TRISTEZA DE AMOR

por Fernando Ramos, em 31.12.17

 

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TRISTEZA DE AMOR

 

No rosto cai a lágrima

No coração vem a dor
Na alma chega a tristeza
E a desilusão do amor

Dói Bem saber este pavor

 

Meu coração canta teu nome
Partiste sem rumo e chorei
Pedido a Deus p´ra que te ajude

 

Neste tempo triste de véus
Foi uma lança que entrou de mais
Choro gritando aos céus
P´ra que eu não sofra mais

 

De ti, nada eu sei
Pouco interessa isso a alguém 
Mas a mim me cativou
Essa forma de ser bem

O teu motivo de viver
Esse que eu não sou

Deixa-me os dias frustrado 
Por viver travesso fado


Sem escolha ou opção
Grandes conquistas vivi
Mas rendido a ti
Entrego meu pobre coração

 

No rosto cai a lágrima
No coração vem a dor
Na alma chega a tristeza
E a desilusão do amor
Dói Bem saber este pavor

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 10:23


748 - TEU NOME

por Fernando Ramos, em 31.12.17

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  • TEU NOME

    Direi teu nome sem devassa
    E nunca será palavras vãs
    Ele, em meu peito se enlaça
    E, é meu sol p’las manhãs
  •  
  • Esse nome que eu adoro
    Manter-se-á dentro de mim calado
    Manuela, por dize-lo quase choro
    Lágrimas de prazer reencontrado
  •  
  • Teu nome, é a esperança levada à cena
    Dize-lo é um acto que não cansa
    Mas estar contigo, valerá mais a pena
    Porque assim o coração tanto amansa
  •  
  • És a boa razão do meu sonhar 
    E serás minha chama vida fora
    Perdendo-te, quando meu final chegar
    Quando esse esse momento vier na hora
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 09:41


747 - RAZÕES SECRETAS

por Fernando Ramos, em 30.12.17

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  • RAZÕES SECRETAS
  •  
  • Mulheres de tristes razões secretas
    Aguardam à janela em orações completas
    Que os Santos da procissão por ali passem
    Abençoando-as como se de puras se tratassem

    São exaltadas mulheres pecadoras
    Com a malícia que as fizeram sonhadoras 
    Nas noites de todos os enlaços
    Ansiando a felicidade em seus pedaços

    Estas mulheres de suas ilusões escondidas
    Entre a crença e a tentação vão divididas
    Não sabendo p´ra onde caminha a razão
    Aguardando às janelas o piadoso perdão

    Que limpidamente o divino poderá conceder
    P’ra que num céu de amor, não possam padecer
    Desesperando seus corações p´la Santa chama

  • Erguendo suas almas, onde tudo se derrama
  • Bem longe de outras vidas geradas de incêndio
    Percebendo que pecar será mau dispêndio
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 22:14


746 - O BAILE DA VILA

por Fernando Ramos, em 30.12.17

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  • O BAILE DA VILA

  • Na vila, a festa vai ocorrer 
    E abrilhanta-se o baile de sábado
    Pares se juntam a conviver
    Pró pedaço gulosamente passado
  •  
  • É uma alegria contagiante
    E outro baile assim não há
    Por ali, a festa é estonteante
    Dançando-se a salsa, a rumba e o chá, chá, chá
  •  
  • Os bailarinos, num frenesim sem parar
    Vão prestando sua alegria à vila
    E é vê-los dançar, dançar, dançar
  • Aplaudidos por gente que fazem fila
  •  
  • Dança o policia, e o carteiro
    A dona de casa, e a sopeira
    Dança a peixeira, mais o funileiro
    O menino do coro, e a lavadeira
  •  
  • E num rodopiar harmonioso no palco
    Um par de idosos mais afoito
    Mostra num tango, sua perícia de estalo
  • Recebendo de todos uma nota oito
  •  
  • Ali, os dançantes bem se agitam
    Naquela tarde de enorme esplendor
  • Crianças brincam, e outras gritam
    P’la entrada no coreto, do artista cantor
  •  
  • Meninas casadoiras choram de alegria
  • E o imponente galã, para elas sorri
    Há quem suspire, por uma fantasia
    Sonhando que o cantor é só p´ra si
  •  
  • Toca a orquestra bem afinada
    E o pátio inquietou-se num instante
    Fica na cadeira, uma senhora encantada
    P’la voz doce, do romantico cantante
  •  
  • É a loucura, tudo salta e dança
    Numa alegria de deslumbrar
    A tarde vai longa, e não cansa
  • Todos querem, é na vila dançar
  •  
  • É uma alegria contagiante
    E outro baile assim não há
    Por ali, a festa é estonteante
    Dançando-se a salsa, a rumba e o chá, chá, chá
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 18:54


745 - SAUDADE DE AMORES

por Fernando Ramos, em 30.12.17

 

 

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  • SAUDADE DE AMORES
  •  
  • Teu rosto, é sonho meu já esquecido
    Teus murmúrios, ainda guardo nos ouvidos
  • É um som que me vai deixando vencido
    E na mente, resta apenas teus gemidos
  •  
  • Que os recordo tantas vezes em prantos 
    Na minha triste solidão atroz
    São prazeres, amores e encantos
    Tais momentos passados, quando sós
  •  
  • Desenhei teu nome em meu coração
    Agora é poema nos troncos do arvoredo
    São pedaços gravados de desilusão
    Que só de lembrar sinto medo
  •  
  • E nas planícies de verde frescura
    Procuro a linda flor vermelha açucena
    Que a beijarei com toda ternura 
    Como a ti beijava de manhã serena
  •  
  • Hoje, vem o choro destas lembranças
    Quando no campo olho as lindas flores
    Que com elas enfeitava tuas tranças
    Me resta agora a saudade desses amores
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:50


744 - RIO DE AMARGURAS

por Fernando Ramos, em 29.12.17

 

 

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  • RIO DE AMARGURAS
  •  
  • Sou um homem triste
    Que hoje à beira do desconforto 
    Vê o rio da minha existência 
    Paulatinamente correr 
    Nele, vão todas as boas ilusões
    Que a cada instante sinto um latejar 
    Que sempre me fizeram bem viver
  •  
  • É um rio, de bonitas 
    E boas recordações
    Que em minha memória
    Estarão sempre presentes
    E viverão alegremente bailando 
    Sobre a sua vontade de existirem
  •  
  • Haja o que houver em todo 
    Este percurso, as boas 
    Lembranças proibirão 
    O esvaziar do pensamento 
    Elas, permanecerão gravadas 
    Em meu coração 
    Como bocados de bons desejos
    Que em algumas situações 
    Mal foram cumpridos
    Deixando a mágoa ir em busca 
    De um final feliz, o meu final
    Que terminará na foz 
    Deste silencioso rio de amarguras
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 22:07


743 - JORNALISTA E O POETA

por Fernando Ramos, em 29.12.17

 

 

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  • JORNALISTA E O POETA
  •  
  • Surgem palavras p’ra poemas 
    Ou noticias, na imaginação fértil 
    De quem as escreve
    Elas, vêem cheias de acontecimentos 
    do nosso dia, a dia
    Vão dando noticias do momento
    Saídas p’la ponta do lápis de carvão
    Registando-se cada facto nas silabas
    Que vão garreando com ideias
    Para o pensamento as deixar cair 
    Numa folha branca
  •  
  • Que faltará afinal?
    Um elo, um rasto de informação 
    Pró criativo melhorar
  • o que escreve?
    Pobre do escritor, que p’la frente
    Ou por detrás de uma máscara, 
    Por vezes não lhe ocorre 
    As palavras certas
  •  
  • O Poeta e o Jornalista
  • Luta, estrebucha, e para quê?
  • Se nas palavras está toda a verdade
    Está lá tudo do pensamento humano
    Sem uma única falha
    Mesmo a inspiração fatigada
    Essa inspiração que por vezes 
    Vem com o cansaço 
    De quem as que escreve
  • Mas elas, as palavras 
    Vão surgindo uma a uma
    Pró escrivão, como poesia 
    De choros, onde lágrimas 
    São letras que anseiam p’lo final 
    do poema, ou da noticia
    Que sairá num livro,
    Ou num jornal do dia
  •  
  • Ó divino, como és generoso
    E dás a razão, e certeza do saber
    Ao jornalista, e ao inspirador
    Numa mistura de ideias
    Deixadas na folha de papel 
    Com a pequena diferença de inspiração
    Entre o jornalista, e o poeta
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:50


742 - DÉSPOTAS

por Fernando Ramos, em 28.12.17

 

 

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  • DÉSPOTAS
  •  
  • Imaginam-se senhores esclarecidos
    Julgam-se reis, e de todo poder
    São apenas seres agressivos
    Que a tantos, tantos dão mau viver
  •  
  • Senhores, que alguns são de guerra
  • Pensam serem iluminados p’lo divino
    Enganam-se... Porque cá na terra
    São simples déspotas pobres de tino
  •  
  • E na mais pura soberba arrogância
    Anseiam por regimes de má memória
    Elevam sua desmesurada ganância
    Na esperança da eterna gloria
  •  
  • E tais déspotas incorrigíveis
    Senhoreiam-se do que não lhes pertence
    São ambições sempre apetecíveis
    Que só os incautos convencem
  •  
  • Dizem-se espíritos cheios de clareza
    Mas afinal são de pensamentos fechados
    Sua ignorância, pró mundo são a tristeza
    De ideologias feudais de séculos passados
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:41


741 - CAOS

por Fernando Ramos, em 28.12.17

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  • CAOS
  •  
  • Difícil este mau tempo que passa
    Onde o destino, a alguns traça a miséria
    Que é o extermínio que os enlaça
    Sejam eles Brancos, ou outra cor
  • Que grassa neste planeta fértil
  • De pérfidos contrastes
    Onde apenas importa, a sórdida ambição 
    De senhores, que não passam de trastes
    É gente sem dó, nem coração
  • Chafurdando na mentira que mata
  •  
  •  
  • Em volta de mim olho, e o que vejo!
    Caos, violência, decadência sem razão
    Tenho apenas, um puro e simples desejo
    De não viver nesta triste confusão
    Já a mitologia, a história ou a lenda
    Nos relata este mesmo percurso passado
    Mas agora, não se sara a fenda
    Dum pobre mundo tão mal venerado
  •  
  • Onde no seu luxuoso Palácio da vida 
  • Alguns, na posse do ouro se tornam sinistros
  • Para quem sofre, e acalenta a esperança
    Suplicando que o mundo gire em sistemas mistos
    Para que piadosamente apenas recebam
  • A felicidade como herança
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:14


740 - MINHA MÃE, MINHA TERRA

por Fernando Ramos, em 27.12.17

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  • MINHA MÃE, MINHA TERRA
  •  
  • Vou indo para a minha terra
    Por caminhos floridos de bom chão
    À sua beira vou colhendo à mão
    Lindas flores que perfumam a serra
  •  
  • Foi com amor que as plantei
    E que a natureza regou 
    P’ra minha mãe as levarei
    Preciosa oferta que Deus criou
  •  
  • São p’ra ela, que está gravida
    Dum irmãozinho que vai nascer
    E dum amor de tanto querer 
    Concedeu-lhe Deus bonita dávida
  •  
  • Quando chegar à minha aldeia
    Grande festa irei fazer
    Que se prolongará até à ceia
    Com minha mãe, a me enternecer
  •  
  • A ela sempre amarei
    Seu coração bem no fundo
    E, à minha terra, sempre voltarei
    Enquanto meu mundo, for mundo
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 11:37


739 - ESPERO O AMANHÃ

por Fernando Ramos, em 26.12.17

 

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  • ESPERO O AMANHÃ
  •  
  • Já nada me sobra deste tempo
    Outra vida, melhor teria sido 
    Agora vou em meu passo lento
    Calcando o passado já vencido
  •  
  • Apenas restam lamentações
    Do meu mundo outrora sumido
    Foram imensas as tentações
    Aproveita-las, foi imerecido
  •  
  • Nova aurora p’ra mim aconteceu 
    Na adiantada idade que se some 
    Senti-la, meu corpo estremeceu
    Agarrado ao futuro que consome
  •  
  • No meu difuso quebranto
    A mente, ainda se encontra sã
    E num emaranhado espanto
    Serenamente espero, o amanhã

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 14:37


738 - BRANCAS MORTALHAS

por Fernando Ramos, em 25.12.17

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 BRANCAS MORTALHAS

  •  
  • Surgem mortalhas p’ra corpos
    São de algodão, e grosso corte
    Vestem tantos sem sorte
    Que deambulavam no pecado forte 
    Terminando assim, inertes e mortos
  •  
  • Irão p’ro céu? Não se sabe!
    O inferno talvez seja o destino
    Eram pecadores de pouco tino
    Num lugar triste e pouco fino
    Onde, o bom futuro lá não cabe
  •  
  • Agora, são almas sem regresso
    Cobertas de mortalhas p’ra conforto
    Cobrindo o corpo frio e morto
    A caminho dum além, nascido torto
    Que em vida não mereceram sucesso
  •  
  • Mas afinal, esperam-lhes o céu!
    Num paraíso de paz celestial
    São almas felizes, e é consensual
    Que ir pró inferno, era irreal
    Subiram ás nuvens, vestidos de véu
  •  
  • E as mortalhas foram-lhes retiradas
    Daqueles corpos mal enfeitados
    Deus perdoou tédios pecados
    Abrindo sua porta, aos pobres coitados
    Enlaçando-lhes felicidades desejadas
  •  
  • P’ra traz, ficaram tristes destinos
    Foram embora as brancas mortalhas
    Chegou paz, a espíritos sem malhas
    Vividos em profundos meios de palhas
    Que ansiavam por Anjos bem vindos
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:36


737 - ESCREVO

por Fernando Ramos, em 24.12.17

 

 

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  • ESCREVO
     
  • P’ra ti, escrevo de mil cuidados
    Poemas de minha alvura
    São pedaços de vida inspirados
    Em palavras de breve cultura
  •  
  • Pensamentos deitados num livro
    Que só p’ra ti, apenas para ti, editarei
    Em palavras endoidecidas sem castigo
    Que no meu coração são lei
  •  
  • Escrevo, e para ti rescrevo sem fim
    Poesia de amor e emoção
    São breves, e vão voando por aí
  •  
  • Buscando no vento, seu poiso manso
    Que, se não encontrar cairão no chão
    Mas escreverei na mesma, e não canso
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 19:40


736 - VALE COLORIDO

por Fernando Ramos, em 24.12.17

 

 

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  • VALE COLORIDO
  •  
  • No vale colorido, vejo a montanha ao longe
    Sinto o cheiro das flores, e o voo das aves
    Ouço o rio bem perto, correndo p’ra foz
    O ar é doce, e desliza vagarosamente 
    Enchendo-me de caricias perfumadas
    Olho o céu, e vejo vagas 
    De nuvens que correm
    P’ra noite que se aproxima no entardecer
    E naquele vale de mil prazeres
    Penso nos outros
    Que estão mais sós do que eu
    No seu desencontro com a vida 
    Vivendo num enorme tédio fatal
  •  
  • E eu, aqui tão bem acompanhado 
    P’la natureza, aguardando apenas 
    A passagem deste meu tempo
    E a porta de meu coração se escâncara 
    Para receber o sublime prazer 
    De tudo que me rodeia
    Parece um conto de fadas 
    Este meu presente, mas...
  •  
  • Apenas não passa de um sonho! 
    Um sonho que terminou
    No preciso momento
    Que a realidade presente me alerta
    Para o mundo em que se vive
    Que me retira esta guloseima de bom viver
    Pobre mundo...
    Que estúpida é a tua incerteza!
    O desespero bate forte em muitas vidas
    Que não conhecem este meu sonho 
    do vale colorido,
    Nem verseja as floridas minhas imagens 

    De: Fernando Ramos

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publicado às 15:15


735 - ROSTO BRANCO COMO NEVE

por Fernando Ramos, em 23.12.17

 

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  • ROSTO BRANCO COMO NEVE
  •  
  • Aprecio teu rosto num pergaminho
    E como bonito fica o desenhar
    Ao olha-lo, vou por um caminho
    Que um dia nos levará ao altar
  •  
  • Esse rosto, é fino como as açucenas
    Que na primavera vão desabrochar 
    E tão leve como as penas
    Dum colibri a despontar
  •  
  • Teu rosto branco como neve
    De tanta singeleza sem igual
    Em meu coração ele escreve 
    A sua beleza pura e natural
  •  
  • Ao querer beijá-lo ouço violinos
    Numa orquestra bem afinada
    Em acordes místicos e divinos
    Gravando-os na alma enamorada
  •  
  • Sua enorme beleza celeste
    Que acalenta o meu amar
    Traz boa auréola, que veste
    O dia, que iremos casar
  •  
  • Faz-me seu fiel escravo
    E meus lábios nele pensam
    No seu sabor de bom travo
    Que p’ra mim é uma benção
  •  
  • Der: Fernando Ramos

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publicado às 14:05


734 - VENTOS DA PRAIA

por Fernando Ramos, em 21.12.17

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  • VENTOS DA PRAIA
  •  
  • Quero fugir da solidão
    Aproveitando os ventos da praia
    Eles beijam o mar chão
    Na crista da onda catraia
  •  
  • Os ventos são boa companhia
    Nas vagas do mar salgado
    Seu sopro não dá nostalgia
    E p’la água, sei que é escutado
  •  
  • Deliciam a onda boa
    Na esperança que se enamora
    No oceano não sopram à toa
    Em velas que aguardam a hora
  •  
  • A praia espera por mim
    E só o vento me vai lá levar
    Chegarei vestido de cetim
    Pelas brandas marés, ao raiar
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:31


733 - TRISTEZA QUE PERSEGUE

por Fernando Ramos, em 20.12.17

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  • TRISTEZA QUE PERSEGUE
  •  
  • É infinita a tristeza
    Que amarra tanto tormento
    Não vai embora sua firmeza
    Só a solidão, é seu sustento
  •  
  • Ela faz muito padecer
    Na dor que não termina
    É companheira de mau viver
    Em destinos que desencaminha
  •  
  • Sua voz intima de dor
    Deixa a alma em pedaços
    Tem a morte como horror
    E infernos consumados
  •  
  • Vale a coragem do ser humano
    Para voltear tal sofrimento
    Vivem, com ela no desengano
    Que já não gemem seu lamento
  •  
  • Tristeza, porque persegues
    Vais num caminho sem volta
    Não vês que só tu consegues
    Levares corações à revolta
  •  
  • Um dia chegará teu final
    Aí, findará o desassossego
    Será um paraíso sem igual
    Ninguém sentirá mais medo

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 10:56


732 - O SOPRO DO VENTO

por Fernando Ramos, em 19.12.17

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  • O SOPRO DO VENTO
  •  
  • Vão embalados no sopro do vento
    Buscando um amanhã glorioso
    De noite, olham as estrelas ao relento
    No seu brilho rebelde e preguiçoso
  •  
  • Os homens, aguardam delas bom sinal
    Que a seu olhar leva tempo a chegar
    Cintilando as estrelas, cores sem igual 
    Enfeitando-se ao vento para encantar
  •  
  • E nesse precioso deslumbrar
    Os homens lá vêem o futuro almejado
    Como poemas de tanto sonhar
    Que aguardam das estrelas terno brilhar
  •  
  • E lindas mulheres de deslumbrar
    Se escondem através duma vidraça
    Aguardando com eles, um dia casar
    Mesmo que o vento, se desfaça
  •  
  • E, a cor das estrelas passa a ouro
    Por tão feliz, e oportuna alegria
    Guardando elas, nos corações este tesouro
    Que lhes ofertará, longa vida em magia
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:29


731 - BEIJOS GUARDADOS NO BAÚ

por Fernando Ramos, em 18.12.17

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  • BEIJOS GUARDADOS NO BAÚ
  • Guardo teus beijos num baú
  • Eles são minha razão de existir
    Por vezes vou lá buscar um
    Por me ser difícil resistir
  •  
  • São o bem mais precioso
    Que me acalenta o coração
    Esses beijos de amor gostoso
    Que saboreio com emoção
  •  
  • O baú, deles está repleto
    E quando lá vou, vou feliz
    Roubar um beijo indiscreto
  •  
  • P’ra meu amor calar o desejo
    Senão, ficará infeliz
    Por teus lábios, que tanto almejo
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 19:07


730 - DANÇA DA CHUVA

por Fernando Ramos, em 17.12.17

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DANÇA DA CHUVA

 

Cai a chuva, do agreste Inverno
Numa dança de pingos descoordenados
Inundando campos, que é um inferno
P’ra tantos seres desatinados

 

Essas águas impuras até doer
Causam dramas a gente desesperada
Vêem os bens, na corrente desaparecer
Levando-lhes uma vida, na enxurrada

 

E esta catástrofe de enlouquecer
Está na mão do homem, como é natural
Ele é o culpado, por tal suceder 
Numa vergonhosa atitude irracional

 

Esta dança, de chuva fria
Traz a companhia do forte vento
Bailando pingos de noite, e dia
Que para a terra, é seu sustento

 

Na ruidosa tempestade invernosa
Escuta-se o vento a falar à chuva
Pedindo ao tempo sua mão bondosa
Pró sol aparecer, leve como a luva

 

Nos campos, encharcados de fria água
Que oferecem à vida, um bom seleiro 
Vai desaparecendo a triste mágoa 
Em corações dum tempo companheiro

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 16:17


729 - BONITO

por Fernando Ramos, em 16.12.17

 

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  • BONITO
  •  
  • O bom sentimento que vem 
    Do nosso interior
    É tão bonito como um sorriso 
    Ou como o brilhozinho dos olhos 
    De alguém apaixonado
  •  
  • Tão bonito, como bonito
    É o sol que nos ilumina
    Até nos momentos menos bons
    Ou como aqueles 
    Pedaços de felicidade
    Que nos enchem a alma 
    Quando somos úteis para alguém 
    Que por vezes não vai 
    No bom sentido da vida
  •  
  • Bonito é olhar o céu
    E dar-mos graças a Deus 
    Por tudo que nos propeciona 
    No nosso dia, a dia
    Como a saúde, ou a sorte
    De termos alguém que
    Nos ama, e podemos amar
    Ou ter a felicidade de olhar 
    Um pôr de sol no entardecer
  •  
  • Bonito é gostarmos de viver
    De bem com nós próprios,
    Gostarmos dos outros
    Com a mesma intensidade 
    Que Deus gosta de nós,
  • E o bonito é Deus gostar de nós
  •  
  • de:Fernando Ramos

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publicado às 14:17


728 - O REGRESSO DA LUA

por Fernando Ramos, em 15.12.17

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  • O REGRESSO DA LUA
  • No breu da noite profunda
  • Entre madrugadas de sono
    Surge a sombra vagabunda 
    Alertar que houve um abandono
  •  
  • Foi a lua das noites boas
    Que no firmamento se perdeu
    Deixando triste tantas pessoas
    Que por ela o amor conheceu
  •  
  • E naquela triste desilusão
    Já mora a velha ansiedade 
    Chorando-se no silencio da emoção
  •  
  • E a Lua, de novo voltou
    P’ra outras noites de felicidade 
    P´ra quem de saudade chorou  
  •  
  • de: Fernando Ramos  
  •  
  •  

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publicado às 16:24


727 - VIELA DOS NAMORADOS

por Fernando Ramos, em 14.12.17

727.jpg

 

 

  • VIELA DOS NAMORADOS
  •  
  • Trinai, trinai guitarras velhinhas
    Fados da castiça cidade
    O povo suplica com ansiedade
    O perdão de Deus, nas capelinhas
  •  
  • E gargantas de bem cantar
    Entoam poemas de vida e amor
    Acalentando a saudade, e a dor 
    De peitos sofridos por amar
  •  
  • E na voz generosa dos fadistas
    Geme a solidão fértil e bizarra
    Que nos acordes da velha guitarra
    Comovem o povo e os guitarristas

    Ouvem-se murmúrios ao coração
    Vindos da viela dos namorados
    Anunciando o perdão aos bocados
    Em poemas de saudade e emoção
  •  
  • Cantai, cantai nossos artistas
    O perdão p´la poesia dos poetas
    Inspirada nas descobertas
    P’ra deleite dos brilhantes fadistas
  •  
  • Tocai, tocai, noite e dia
    Guitarristas do nosso povo
    Fadistas cantai um fado novo
    P´ra vidas parcas de alegria
  •  
  • E na viela dos namorados bairristas
    Deus, concedeu perdão em boa hora
    O pecado partiu dali p’ra fora
    Trinando as guitarras dos fadistas
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 13:24


726 - O LIVRO

por Fernando Ramos, em 13.12.17

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  • O LIVRO
  •  
  • O livro, é um belo tesouro
    Quando lido com excitação
    Tem pedaços de puro ouro
    Que pró escritor é paixão
  •  
  • Lê-lo, é um gosto bem aceite
    Esgotando-nos de prazer
    Rico em frases de lindo enfeite
    Compostas de bem saber
  •  
  • É imaginação, e entretenimento
    Que se ensaia nos bastidores 
    Dá-nos gozo e conhecimento
    Completando nossos valores
  •  
  • O livro bom é comprado 
    Como tributo ao pensador 
    É relido, e bem guardado
    P’ra deleite do escritor
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 22:25


725 - FAINA SOLITÁRIA

por Fernando Ramos, em 13.12.17

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  • FAINA SOLITÁRIA
  •  
  • Vai o pescador devagarinho
    No rio onde a vaga é de graça
    Navega num bote pequenino
    Nas margens o povo o abraça
  •  
  • O barquinho de madeira
    É também seu doce lar
    Passa junto duma traineira
    Onde o mestre lhe vai acenar
  •  
  • Das margens vem a pergunta
    “Ó mestre p’ra onde vais?”
    Olha que o bote a ti se junta
    Leva a traineira p’ro cais
  •  
  • Seu bote é muito pobre
    Mas rico de bons momentos
    O rio, ao pescador sacia a fome
    Nele pesca seus alimentos
  •  
  • E lá vai o bote de mansinho
    P’ra a sua pesca diária
    Num local bem pertinho
    Onde a faina é solitária
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 12:19


724 - AFRICA DO MEU AMOR

por Fernando Ramos, em 11.12.17

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  • AFRICA DO MEU AMOR
  •  
  • Nos meus tempos de soldado
    Procurei a paz dos honestos
    Na África do meu amor
    Ali na terra vermelha e fértil
    Da savana Africana
  •  
  • Nas margens dos rios 
    De todas as ofertas da natureza, 
    Os animais buscam sua presa
    A fim de saciarem a fome
    Como se ali fosse a única 
    Parte do mundo onde Deus passou
    Deixando um rasto de beleza
  • E de perfume celestial
  • Naquelas terras que fazem bater
  • Mais forte os corações de todos
  •  
  • Por vezes numa aldeia qualquer 
    Duma terra Africana
    Ao som do velho batuque 
    Meninas de lábios gulosos 
    E meninos de modos de desejo 
    Bailavam como se aquela
    Fosse a última dança 
    A dança do resto de suas vidas
    Na esperança que a paz, 
    A paz dos justos,
    Voltasse a esse lugar sagrado
    Onde os homens são mais irmãos
  •  
  • Tudo isto me encanta
    E tudo isto me marcou
  • Porque lá, há sempre alguem
  • Que nos mostra que naquele meio
  • Ainda vale a pena sorrir
  • Enchendo-nos o coração de ternura 
    Recordando eu, hoje e sempre
    Com satisfação e orgulho 
    Esta África do meu amor
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 16:07


723 - OS PUTOS DE ALVALADE

por Fernando Ramos, em 10.12.17

 

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  • OS PUTOS DE ALVALADE
  •  
  • Eram os Índios do bate bola
    Jogavam até de madrugada
    Enganavam o estômago
    E não corriam de cartola
    Brincavam descalços na estrada
  •  
  • Outros, não eram índios de bola
    E no Vává, falavam de amores
    Também jogavam, calçados de sola
    Alguns deram poetas e bons cantores
  •  
  • Os putos indios de forma desprendida
    Chutavam a bola pelos cantos
    Num chão batido, com pés em ferida
    Parecendo pardais, pois eram tantos
  •  
  • E estes miudos do bairro de Alvalade
    Todos os dias jogavam à bola
    Numa irmandade de feliz vontade
    Marcavam golos de alta escola
  •  
  • Hoje, os índios, já lá não estão
    E como era tão bonito vê-los correr
    Nos bolsos não guardavem tostão
    Mas sim muita vontade de vencer
  •  
  • Por vezes, num drible de mestre
    Alguns saiam de sua pobreza
    Os outros, de vida menos agreste
    Eram amigos na sua tristeza
  •  
  • E na boa vontade de Deus
    Os putos entre eles jogavam
    Uns pobres, outros de dinheiros seus
    Mas o futebol, a vida a todos ensinava
  •  
  • Estas crianças, leves como a pena
    Pela brincadeira não se perdia
    Em dias e noites era a bela cena
    Vê-los no bairro jogar de alegria
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 20:50


722 - BECO DO BEM SABER

por Fernando Ramos, em 10.12.17

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  • BECO DO BEM SABER
  •  
  • No beco do bem saber
    Ivone leva tristeza no coração
    Que de olhos colados ao chão
    Murmura p’lo seu tanto querer
  • Na pura e cristalina aflição
  •  
  • E no parapeito de sua janela
    Sente-se a frescura do alecrim
    Todos o cheiram com cautela
    Não passe seu amor por ali
    Ao encontro da outra, na viela
  •  
  • No Beco, se abrem janelas
    P’ra anunciar a procissão
    Alguém com flores amarelas 
    Informa o povo da decisão
    Preparada p’lo prior,
  • À noite à luz das velas
  •  
  • Para a bendita procissão
    O Beco se vai engalanar
    Ivone, reza sua consternação
    Ao amor que anda a enganar
    Seu pobre e infeliz coração
  •  
  • Foi no domingo à tardinha
    A procissão levou o povo p’ra rua
    No andor pousa uma andorinha
    Que traz a verdade nua e crua 
    P’ra Ivone que vai à igreja velhinha
  •  
  • E gorjeia que a outra está chorosa
    Por lhe ter acontecido o mesmo drama
    Foi enganada de maneira horrorosa
    P’lo homem que a levou p’ra cama
    Causando-lhe aflição dolorosa
  •  
  • E naquele afamado bairro de Alfama
    Um amor perdido encontrou a razão
    Pois é Ivone, a sua preciosa Dama
    Que lhe preenche o doido coração
  •  
  • Na velha igreja junto ao altar
    Lá estava a mentira desgostosa 
    Chorando a lágrima do perdão
    Suplicando nova vida amorosa

  • Tudo não passava de sua ilusão
  • E no Beco, se acendeu nova chama
    P’ra felicidade de um coração
    É Ivone que ele muito ama
    Terminando ali sua confusão
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 12:25


721 - DESERTO DE MEDOS

por Fernando Ramos, em 09.12.17

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  • DESERTO DE MEDOS
  •  
  • Atravesso o Deserto
    Como se fosse em peregrinação 
    À terra prometida
    Ele, é a minha esperança, 
    E também o meu cansaço
  • Nele, vou encontrando 
    Nuvens de areia
    Que são grãos finos instalando-se
    Na minha vida repleta
    De ilusões, e de amores
    Não conseguidos
  •  
  • Neste deserto, levo a esperança 
    Como única companheira
    E como minha ancora 
    Que me irá fazer parar na caminhada
    E terminar com os 
    Generosos dissabores da vida
  •  
  • Percorro seu chão escaldante
    E tão movediço como meus sonhos 
    que me corrói de dor, de rejeição
    De abandono, e da perda
    De paz, a minha paz
  • Maldito deserto que não consolas
    Esta sede de esperança,
    E me levas para um caminho
    Sem direcção certa,
    E de futuro pouco brilhante
  •  
  • Agora, neste mau deserto
    Aguardo apenas o sinal de Deus
    Que me irá conduzir na sua nuvem 
    Sem desespero, e sem mágoa
    Mas encharcada na paz divina
  • Onde me levará a juntar 
    A outros peregrinos
    Também eles vivendo 
    Num deserto de medos
    E que comigo caminharão
    Lado, a lado na nova travessia,
    Direito à esperança celestial
  •  
  • De: Fernando Ramos
  •  
  •  

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publicado às 19:25


720 - A CEIA

por Fernando Ramos, em 08.12.17

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  • A CEIA
  •  
  • A vida será um repasto
    De óptimas iguarias
    Servida em farto prato
    Alimenta-nos os dias
  •  
  • Dá ceia bem confeccionada 
    Que bem nos delicia, ou não
    Porque se for mal temperada
    Tudo não passará de ilusão
  •  
  • É um repasto que se serve
    Mas por vezes, dá confusão
    Se for bom momento que se perde
    Dará má digestão
  •  
  • E antes que nos faça mal
    Tem de ser bem preparada
    A vida à noite não é ceia total
    Se cozinhada em água salgada
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:52


719 - BOTE DE VELAS QUEBRADAS

por Fernando Ramos, em 07.12.17

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  • BOTE DE VELAS QUEBRADAS
  •  
  • O bote desliza no mar salgado
    Por ondas valiosas como ouro em pó
    E um pescador de rosto enrugado
    Olha as redes, fazendo-lhe dó
  •  
  • São tristezas salpicadas de choro
    Naquele seu mar, a poente
    Ali o peixe é pouco, e não é ouro
    Já outras fainas o deixavam contente
  •  
  • E no seu bote de velas quebradas
    O pobre mestre insiste na pescaria
    Enclausurado naquele mar talhado
    Pede a Deus uma faina de alegria
  •  
  • Embalado p’lo sopro do vento
    Vai amaldiçoando sua má pesca
    Por isso, Deus não lhe dá alento
    Vai ele pecando à faina que resta
  •  
  • Seu Senhor, o arrependimento não ouve
    De seus pecados já cometidos
    Não mostrou pena, e Deus soube
    Não havendo mais, já tempos idos
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 11:45


718 - A VIDA ESPANTA-SE

por Fernando Ramos, em 06.12.17

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 A VIDA ESPANTA-SE


  • Dão-nos castigos, ásperos, e ferozes
  • Vem a dor, e o grito da alma
    Surge a bomba, em tarde calma
    Chora o mundo, p´lo feito dos algozes
  •  
  • O silêncio dos justos é perturbado
    A paz estremece, mas não cai
    Uma criança, p’ra sua mãe já não vai
    A solidariedade e o amor, foi baleado
  •  
  • Foram ordens do chantagista!
    Que o homem bomba respeitou
    É um acto cobarde, de mau artista
  •  
  • Lá fora... O mundo levanta-se
    O terrorismo estúpido não ganhou
    A própria vida, espanta-se!
  • De: Fernando Ramos
  •  

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publicado às 19:02


717 - ESPERANÇA NO AMOR

por Fernando Ramos, em 05.12.17

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  • ESPERANÇA NO AMOR

  • Olhei p’ra dentro de mim
    Vi um torvelinho de sentimentos
    Esperando por amor sem fim
    Rodeando meus pensamentos
  •  
  • E no céu apareceu um sol
    Dizendo p’ra ter esperança
    Ele agora é o meu farol
    Em meu mar de bonança
  •  
  • Fiz uma espera sem fim
    P’lo amor, sem tormentos
    E ele, não apareceu por aí
  •  
  • De longe olho p’ra estrela
    Lembrando esses momentos 
    Agora a esperança, nem vê-la
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 20:07


716 - BUSCANDO O IMPOSSIVEL

por Fernando Ramos, em 30.11.17

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  • BUSCANDO O IMPOSSIVEL
  •  
  • No ambiente que hoje vivemos
    Algumas verdades 
    Se dizem e comentam
    Como se fossem o símbolo 
    Da certeza e da razão
    Mesmo que não seja a verdade crua
  • Prometem-se perfeitos caminhos 
    Muito bem asfaltados e rodeados
    De beleza que dá prazer aos olhos
    Mesmo que um, apenas um
    De terra batida e de beira agreste 
    Nos leve ao paraíso do Divino
  •  
  • Busca-se a beleza eterna,
    Gastando-se enormes quantias 
    Mas essa beleza,
  • É apenas breve e rápida 
    Tão rápida que nem se dá p’lo tempo
  •  
  • Corre-se atrás do sucesso
    A qualquer preço, 
    Nem que seja aparente
    Ou que se consiga à custa de outros 
    Pisando seus semelhantes 
    Sem qualquer despudor e respeito
  • Procura-se ambientes felizes,
    Onde se prometem a paz, 
    Descanso total, 
    E bem estar p'ra sempre
    Em países maravilhosos
    Mas no fim alguns
  • São pobres de cultura, 
    Pão, e justiça
  •  
  • Querem-se amigos, a qualquer custo
    Alguns por interesses muito duvidosos, 
    Mas esses só aparecem 
    Em locais de glamour
    Os verdadeiros amigos, são muito poucos
    Contam-se p’los dedos
    E um dia, esses
  • Lá estarão na nossa partida
  •  
  • Anseia-se por bons empregos, 
    Carros, mulheres lindas 
    Ou homens charmosos,
    Objectos valiosos 
    Mas coitados...
    Pobres de valor humano
  • Procura-se sempre o máximo,
    O melhor, o paraíso na terra
    Esquecendo-se todos nós
    Que o que se busca 
    Na corrida louca diária
    E com tanta ansiedade,
    Raramente se consegue,
    Ou mesmo nunca se alcança
  • Enfim... somos uns tolos
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 20:53


715 - MINHA MÃE MARIA

por Fernando Ramos, em 29.11.17
  • 715.jpg

     

  • MINHA MÃE MARIA
  •  
  • Minha mãe Maria
    Que meu sangue de amor laças
    Estás gravada em meu rosto
    Bendita foste a mulher
    Que este filho deste à luz
    És a mãe abençoada por Deus
    E dos meus desejos sonhadores
    Agora e sempre, até morrer
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:27


714 - LÁBIOS DO MEU AMOR

por Fernando Ramos, em 28.11.17

 

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  • LÁBIOS DO MEU AMOR

    Estou entregue à saudade
    Dos lábios de meu amor
    Beijavam-me com voluptuosidade
    Enlouquecendo os meus, de furor
  •  
  • Partiram, e fiquei só
    Perdi seu doce sabor
    De mim não tenham dó
    Sou culpado, recebo a dor
  •  
  • Eles são tão sensuais
    Agora já não são meus
    Perdi valiosos cristais
  •  
  • Apenas resta-me a lembrança
    E ensaio um final adeus 
    Dos lábios da minha insegurança
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:56


713 - ANOS DE MIL E QUINHENTOS

por Fernando Ramos, em 27.11.17

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  • ANOS DE MIL E QUINHENTOS

  • Em ondas caprichosas navegavam
  • Homens de enorme valentia 
    Num mar salgado se entregavam
    Ao vento forte, e ao de calmaria
  •  
  • E nesse vai-vem ondular
    Musas encontravam de passagem
    Um poeta lhes dizia, ir capitanear
    A Nau que levava gente de coragem
  •  
  • Iam p’ra terras longínquas
    Buscar ouro e organdins
    Já de descobertas sabidas
  •  
  • Dum país pequeno, e de crentes
    Donos das terras lá dos confins 
    Em anos de mil e quinhentos
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 15:26


712 - LIRIOS CHARMOSOS

por Fernando Ramos, em 26.11.17

 

 

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  • LIRIOS CHARMOSOS
  •  
  • Percorro a estrada, em fadiga
    Olhando os lírios amarelos na sua beira
    São de beleza tão apetecida
    Buscando a esperança, que se esgueira
  •  
  • E neste pensamento estonteante
    Surge a lágrima em meu rosto
    Caindo-me a tristeza alucinante
    P’ra meu total desgosto
  •  
  • Os lírios são minha adoração
    Trazem colorida redenção
    Vê-los, alegram-me o coração
    Já cansado, velho, e sem ilusão
  •  
  • E no final, da vida vencida
    Sorriu aos lírios charmosos
    Que presentearam alegria sentida
    Aos meus caminhos espinhosos
  •  

De: Fernando Ramos
19.10.2006

 

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publicado às 19:47


711 - SEI DE ONDE VIM

por Fernando Ramos, em 25.11.17

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  • SEI DE ONDE VIM
  •  
  • Eu bem sei de onde vim
    Mas não saberei p’ra onde parto
    Vim dum lugar bonito, sim
    Será que irei p’ra um lugar farto?
  • Sei muito bem de onde vim
    Dum pais de grandes senhores
    Não julgue que foi por aí
    É dum lugar de bons valores
  •  
  • Sou daqui e do mundo
    E não do diabo a quatro
    Esse, é de desgosto profundo
    Onde a vida é um teatro
  • Meu lugar, é de todo lado
    Do mundo, da arte, e da vida
    Está no destino escriturado 
    Até, meu dia da partida
  •  
  • Sabem afinal de onde vim?
    Sou filho do criador
    Minha pátria é esta aqui
    Onde nasci de muito amor
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:27


710 - A VOLTA DO MENDIGO

por Fernando Ramos, em 24.11.17

 

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A VOLTA DO MENDIGO

 

Pela rua deserta
O mendigo vai perambulando 
Em busca de um refugio
Que o protegerá do frio
E que o confortará, 
No fim da sua volta de espinhos
Que o levou p’los 
Caminhos habituais

 

Sua mão leva a desgraça
Que num abrir e fechar
Deixa-lhe a vida vazia de nada
Ele é o alcoólico
Que a sociedade construiu
E com o passar dos anos
Sua alma se encarregou de destruir

 

Numa passada lenta
Vai resmungão
Com a garrafa vazia do néctar
De seu bem estar
Que bem dele precisava 
P’rá noite triste e gélida
Pensando, que só o Deus Baco 
O poderá ajudar
Daquela vida boémia e cruel

 

Ele já pouco se importa
As mágoas são banhadas 
No liquido da maldita garrafa 
Agora tristemente vazia
Ó pobre destino
Porque és tão severo
Pró triste mendigo
Que na sua vida, 
Apenas tem sido

Teu simples servo

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 12:03


709 - TUA AUSÊNCIA

por Fernando Ramos, em 23.11.17

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  • TUA AUSÊNCIA
  •  
  • Vou observando teus silêncios
    E neles vou encontrando 
    o que procuro
    São desejos dos teus perfumes,
    Do teu olhar, do teu sorriso, 
    E dos nossos fins de tarde

  • No jardim próximo de nossa casa 
    Quando olhávamos o escapar do sol 
    Envolvendo-se no horizonte
  • Observava teus silêncios
    Neles vejo minha alma
    Que se vai lambuzando 
    Em recordações de teu amor
    Que me oferecias nessas tardes 
    De céu azul e quente, 
    Tão quente como meu coração
  • E de todas as verdades,
    As nossas verdades
  •  
  • Nesse teu silêncio, que seduz
    E me encanta
    Revejo a cumplicidade
    Num gozo, que era a nossa total paixão
    Como se fosse uma tontice adolescente
    Como tantas outras 
    Que por nossos puros momento passaram 
    Agora, apenas resta teus silêncios
    E tua ausência
    Que me cortam a saudade empregnada 
    Das tuas fragrâncias que agora vêem 
    Das estrelas que me observam,
    E eu aqui só 
    No jardim das nossas verdades
    E também da minha tristeza
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 10:02


708 - JARDIM DE CRAVOS

por Fernando Ramos, em 22.11.17

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  •  JARDIM DE CRAVOS
  • És o sol, e água da vida
  • Que todos os dias almejo
    Abasteces-me a alma sofrida
    Que de ti, sente tanto desejo
  •  
  • És um mundo que gira só p’ra mim
    E alegria do nosso jardim de cravos
    Meu coração, agora vagueia por aí
    Bebendo tua ausência aos tragos
  •  
  • És tudo p’ra mim, meu amor
    Solta de meu peito, a vil dor
    Tua saída na vida foi um acaso
  •  
  • Sei que desejas com furor
    Voltares ao jardim de esplendor
    Abraçando o amor no seu pedaço
  •  
  • De: Fernando Ramos
  •  

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publicado às 21:39


707 - SEREI COMO UM CONDOR LIVRE

por Fernando Ramos, em 21.11.17

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  • SEREI COMO UM CONDOR LIVRE
  •  
  • Serei como um condor livre
    Voando de copa em copa
    Ouvindo o rugido do tigre
    Busca a presa, viva ou morta
  •  
  • E voarei p’los brilhantes céus
    Acenando à vida, e à natureza
    Avistarei mulheres de negros véus
    Das guerras que lhes trazem tristeza
  •  
  • E assim serei tão livre
    Mas da maldade terei de fugir
    Voarei nas nuvens que não obrigue
    Desta vida, ter de me despedir
  •  
  • Quero ser como o Condor
    Buscando minha liberdade
    Num mundo que não haja dor
    P’ra não sentir infelicidade
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 19:14


706 - SAUDADE DE TEUS LÁBIOS

por Fernando Ramos, em 20.11.17

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SAUDADE DE TEUS LÁBIOS

 

Vou de mãos dadas na saudade
Dos teus lindos e meigos lábios
É enorme minha ansiedade
Por seus beijos doces e sábios

 

Eles eram o meu grato prazer
Que me aqueciam de paixão
Sonho p’ra sempre os ter
Não, não é pura ilusão

 

Saudade, é a falta que dói
Dos teus lábios sonhadores
Ao meu coração, ela rói
Causando tantos clamores

 

São a cor, que só eu vejo
E o ardor de minha vida
Tanto esses lábios desejo
Na delirante esperança florida

De: Fernando Ramos

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publicado às 18:13


705 - FELIZ AMANDO

por Fernando Ramos, em 19.11.17
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FELIZ AMANDO

 

Vou Sendo feliz amando
A natureza, as crianças
Amando a família, os velhos
Os amigos, a pátria

Amando-te perdidamente
Até o raiar do dia
Acendendo a chama
Da felicidade que chega
Na alvorada em apoteose

 

Vou sendo feliz amando o mar 
Num profundo amar
E nele vou navegando ao vento 
Deslizando o meu amor
No sentido do mistério da Natureza

Na sua inteira razão

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 14:31


704 - SERÁ LEI

por Fernando Ramos, em 18.11.17
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SERÁ LEI


Sei bem, que um dia será lei
passear no verde prado
Olhar os lírios na planície
Embelezando exuberantemente 
a mãe natureza

Será lei, no Outono pisar 
as folhas vadias 
nos jardins que calam 
minha alma

Será lei, na primavera
passear com meu amor,
e sentir a fragrância marota 
das flores silvestres 
nas frescas manhãs

Sei bem que tudo isto será lei!

De: Fernando Ramos

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publicado às 12:39


703 MUSAS

por Fernando Ramos, em 17.11.17
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MUSAS

 

Na crista da onda
Musas navegam à bolina
Que na força do vento
Querem chegar a um destino 
Já jurado, e traçado

 

Elas irão encontrar rochas
Gastas por pedaços de tempo
Vão no desígnio do divino
Procurando seu refugio merecido,
Chegando sabe-se lá quando!

 

Talvez ao anoitecer,
Num pleno inverno
Cujos pingos de chuva 
As receberão numa praia,
Onde o brando som das marés
Certamente as convidará a ficar

 

Elas, chegarão com Deus
Que lhes oferece gomes de luz
Alumiando-lhes a alma
Na força poética

Do momento de chegada

 

E as Musas viajantes
Sabem perfeitamente que as ondas 
Companheiras se despedirão 
Ali na beirinha daquela praia 
Entregando-as nos braços das rochas
Que as irão abraçar
E acolher na sua dureza

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 18:53


702 - MALES PERFEITOS

por Fernando Ramos, em 16.11.17

 

 

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MALES PERFEITOS

 

Arvores se curvam na idade
Rochas se desgastam p´las ondas
Florestas ardem com o fogo
Nós capitulamos no tempo

Assim é o ciclo da vida 

Das coisas, da natureza
Até o ar que se respira tem um fim

Se o homem, continuar
Na insensatez, 
E na sua falta de vergonha 
De não conservar, conservar
Sempre conservar
Terá seu fim rápido

Mas que importa...
Seu egoísmo é mais forte
Então, caminha na penumbra 
P’ro túmulo dos chacais
E dos males perfeitos

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 20:23


701 - A OPERA DA LIBERDADE

por Fernando Ramos, em 15.11.17

 

 

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A OPERA DA LIBERDADE

 

Hoje foi a opera de Mozartt
Amanhã o que será?
Vai-se esfumando a minha liberdade, 
A tua liberdade!
Querem-nos castrar p’lo terror
Querem-nos emaranhar na teia
Que vai tecendo
O que está acontecer mundo?
Só porque uso a liberdade
De amar nos jardins,
Só porque digo não,
Ao oportunismo, ao sadismo
Ao fascismo, a todos os “ismos”.
À anti cultura
Querem-me controlar?
E a minha liberdade? 
A minha religião
O meu amor pela arte,
A independência, e as conquistas 
Dos nossos antepassados, 
Onde param?
Que se passa mundo!
Só porque somos diferentes, 
Temos de ter medo?
Não podemos ceder à chantagem!
Quero a minha opera de Liberdade, já!!!

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 17:08


700 - INVERNO DE MIL ÁGUAS

por Fernando Ramos, em 14.11.17

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INVERNO DE MIL ÁGUAS

 

Porque será que a folha cai
quando o Outono chega?
E ao cair da folha,
A nostalgia nos invade
Parece que o tempo

Vagarosamente passa 
A tristeza fica nossa companheira
E a angustia toma conta de nós
Tornando a vida numa cor bizarra
A solidão torna-se delorosa 
Nada há a fazer...

Esperamos que o Inverno 
Nos entre p’la porta, 
E que o crepitar da lenha

Ardendo na lareira 
Siga seu rumo, entre labaredas 
Aquecendo-nos dos dias frios 
Não há mesmo nada a fazer
Senão esperar p’la chegada 
Do senhor Inverno de mil águas 
E aconchegar-nos 
Junto da brasa acesa

 

Sentindo a branda quentura da lenha
E lendo aquele livro há muito guardado
Ou até folhearmos a nossa memória 
De outros Invernos tão agrestes 
Passados à beira da mesma lareira
Que é o tesouro do nosso quintal
Onde cochichamos segredinhos
Nas noites que fazem do sono rei 
E das madrugadas a rainha

 

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 15:35


705 - FELIZ AMANDO

por Fernando Ramos, em 13.11.17
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FELIZ AMANDO

 

Vou Sendo feliz amando
A natureza, as crianças
Amando a família, os velhos
Os amigos, a pátria

Amando-te perdidamente
Até o raiar do dia
Acendendo a chama
Da felicidade que chega
Na alvorada em apoteose

 

Vou sendo feliz amando o mar 
Num profundo amar
E nele vou navegando ao vento 
Deslizando o meu amor
No sentido do mistério da Natureza

Na sua inteira razão

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 18:55


699 - AMOR E RAZÃO

por Fernando Ramos, em 13.11.17

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  • AMOR E RAZÃO
  •  
  • Alguém chora sua tristeza
    Na raiva que emaranha a dor
    É um momento de pura fraqueza
    Sente-se enganada no seu amor
    Jamais conseguirá perdoar
    Uma traição tristemente cometida
    Por quem ela julgava que a ia amar   
    E à sua paixão, fez-lhe uma partida
  •  
  • E num fado de amor e razão
    Sua dor é muito lembrada
    Gemendo guitarras, esta desilusão
    P’la perda da pessoa amada
    Hoje, ao divino suplica paixão
    Que não há meio de voltar a ter
    Seu coração diz sempre que não
    E de outra desilusão não quer padecer
  •  
  • Vive só, em sofrimento
    Num turbilhão de queixumes
    Perdoar, é cair no esquecimento
    E surgirá dor de dois gumes
    Quem traiu não volta mais
    Pensa assim seu sentimento
    Não voltará a suspirar mais ais
    Por quem lhe trouxe tal tormento
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 11:53


698 - NOITES

por Fernando Ramos, em 12.11.17

698 fr.jpg

 

 

  • NOITES
  •  
  • Minhas noites,
    Tem o peso da música,
    Que entontece a alma
    Ao som de um bolero,
    Ou de uma cantata de Bach
  •  
  • Minhas noites,
    Tem o caminho das recordações 
    Que surgem com a lágrima marota 
    Que teimosamente não cai 
    Na imensidão da dor
  •  
  • Minhas noites,
    Tem o sentido das palavras 
    Que escuto
    Trazendo-me o conhecimento
    Ou até daquelas palavras 
    Nunca ditas,
    Mas perfeitamente 
    Compreendidas num 
    Olhar cúmplice
  •  
  • Minhas noites,
    Tem a tristeza da solidão 
    Que insiste não ter fim,
    E que me persegue
    Até as noites terminarem
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 21:58


697 - VAMOS NAS TUAS ASAS

por Fernando Ramos, em 11.11.17

 

 

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  • VAMOS NAS TUAS ASAS
  •  
  • Vai nas tuas asas filha amada
    Nosso coração cansado e partido
    Uma brilhante luz de prata de fada      
    Trouxe-te o futuro esperado do cúpido
  •  
  • És a nossa graciosa avezinha    
    Bateste asas, saíste do nosso ninho
    Segues teus sonhos querida Joaninha   
    Herdamos a lágrima caída devagarinho
  •  
  • Teu suave perfume se exala p’lo ar
    Na triste saudade que não tem fim
    Nosso ouro encontrou o sonho de amar
    Guardamos tua ternura de cetim
  •  
  • Teu lugar será sempre no meio de nós
    Tua áurea nos acompanha até morrer
    Sem ti no lar, estamos tristes e sós
    Só o teu amor nos dá força p’ra viver
  •  
  • A saudade, bate forte nestes corações
    P’la nossa menina de saborosos miminhos
    Recordamos beijos fortes de emoções
    Em nossos rostos repletos de beijinhos
  •   
  • Amamos a luz que cintila em teu olhar
  • Escutamos o bater forte do teu coração
  • Sentimos emoção por ele nos confessar
  • Que nós somos a tua eterna paixão
  •  
  • Serás sempre nossa flor de formosura
  • E voaremos nas tuas asas, seguramente 
    Deus te proteja, com seu olhar de doçura 
    Querida filha, que te amamos loucamente
  •  
  • De: fernando Ramos

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publicado às 22:23


696 - ROSA DE FORMUSURA

por Fernando Ramos, em 10.11.17

  

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  • ROSA DE FORMUSURA
  •  
  • Magra, de olhos verdes brilhantes
    Pele clara fina de muita lisura
    Homens sonham serem amantes
    De tão linda rosa de formosura
  •  
  • Não resistem a tal encanto
    Em noites incandescentes 
    Seu andar causa espanto
    Aos olhares felizes e ardentes
  •  
  • Ela sorri, e tanto provoca
    Ateando extraordinário fogo 
    É flor que nunca se troca
  •  
  • E Guarda-se como tesouro
    P’ra que não aconteça um roubo
    A quem tanto a quer como ouro
  •  
  • De; Fernando Ramos

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publicado às 18:34


695 - SONHO NA ESPERANÇA

por Fernando Ramos, em 09.11.17

695 fr.jpg

 

  • SONHO NA ESPERANÇA
  •  
  • Nenhum pensamento,
    Nenhuma dúvida me assalta
    Nenhuma réstia de esperança
    Me cerca no meu viver
  • Quando me sinto só e triste
    E tão próximo do descontentamento
    Não sorriu à natureza
    Na elevada noite de orvalhada
  • Nem nas noites de todas as eclipses
  • E num voo rasante e harmonioso
    O brando amanhã me trará
    Um novo e rico alento de esperança
    P´ra subtil vontade de meu viver
  • Que matará a sede das flores
    À beira de todos os riachos de esperança
    Que falta na floresta mais profunda
    Da minha eternidade humana
  • E em meu peito, já mais desesperará
    A dúvida antes assaltada
    Do sonho que chega na esperança
    Em glória, e não no seu desespero 
  • Porque do futuro me interrogo
  • E no meu passado todos os sonhos
  • De esperança me fascinam
  • Adormecidos na cama dos meus olhos
  •   
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 17:05


694 - BEM DE MANSINHO

por Fernando Ramos, em 08.11.17

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  • BEM DE MANSINHO
  • Caiu a noite, bem de mansinho
  • Toldando o céu de negrume
    Nela surge a lua, devagarinho
    Num adeus ao azul que se sume
  •  
  • O dia, depois irá retornar
    E os amantes à noite voltarão 
    Meticulosamente p’ra amar
    Pertinho das estrelas que brilharão
  •  
  • Será num jardim de belas flores,
    Flores que os ateiam de bons feitiços
    Esgueirando-se em perfeitos amores
  •  
  • Para as noites bem sorridentes
    Onde estrelas não lhes darão sumiços 
    Nas madrugadas das noites quentes
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 16:54


693 - DESAMOR DO HOMEM NOVO

por Fernando Ramos, em 07.11.17

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  • DESAMOR DO HOMEM NOVO
  •  
  • Minhas mágoas desapareceram 
    Quando p’ra mim o sol brilhou
    Ele me ensina como nasceram
    Hábitos que a natureza elevou 
  • Ela se sente envergonhada
    P’lo desamor do homem novo
    Vivendo na mentira ocultada
    Longe do mundo, do povo

    A natureza renova-se dia, a dia
    Com sabedoria e inovação
    Novas oportunidades cria
    Num esforço, que não é em vão

    O homem novo a deve respeitar
    P’ra herança de gerações futuras
    Pois a natureza, se tem de amar
    Melhorando hábitos e posturas
  • Ela é sol, e mar da vida
    Que Deus nos ofertou
    Traz felicidade acrescida
    Que um tempo bem semeou
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 15:49


692 - ESPERANÇA FUGIDA

por Fernando Ramos, em 06.11.17

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  • ESPERANÇA FUGIDA
  •  
  • Ó esperança não fujas
    Deste meu sentido vasto
    Que na bruma da noite
    Me incómoda no leito 
    Tu que és guarda da solidão
    Do meu inóspito peito
  • Nas madrugadas solitárias

  • Brandamente surges no sono
    Vindo de caminhos tumultuosos
    Trazendo o mensageiro incolor
    Que voa em perfumes preciosos
    Distribuíndo seu leve odor
  • E a doce esperança fugida
    Que vagueia no ar
    Recebida em meu coração
    Ofertando-me de ilusão
    Enchendo a alma 
    De odores de sua razão
  • Empregnados de fidelidade a Deus
    Meu rei, e senhor da esperança
    Que a todos guarda sem pudor
    Na sua boa cristandade
    No meio de servos escolhidos
    Que juram paz, e liberdade
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 15:32


691 - JARDIM

por Fernando Ramos, em 05.11.17

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  • JARDIM
  •  
  • No jardim onde vou
    Brilha o sol p’ra mim
    Lá pergunta-se, quem sou
    Se sou, uma arvore dali?
  •  
  • No jardim de meu descanso
    Obeservo bem o seu verde
    Lá o Outono entra de manso
    E ás flores mata a sede
  •  
  • No jardim, onde brinquei
    Havia meninos, e meninas
    Hoje, onde estão, não sei
    E se são pobres ou finas
  •  
  • No jardim, do meu passeio
    Ouço o vento no seu choro
    Agitam-se flores lá no meio
    Sua frescura p’ra elas, é ouro
  •  
  • No jardim, onde amei
    Num amor longo e profundo
    Com essa linda mulher casei
    Agora p’ra mim, é um mundo
  •  
  • No jardim do verde trevo
    A paz ali muito me diz
    É um oásis onde escrevo 
    A Deus, um poema feliz
  •  
  • No jardim, das flores graciosas
    Tanta poesia eu lá escrevi 
    Agora beijo, as lindas rosas
    E já jamais sairei dali
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 13:18


690 - MAS... AMAR

por Fernando Ramos, em 04.11.17

 

 

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  • MAS... AMAR
  •  
  • Mas amar,
    Amar de verdade
    É sentir o arrepiar da pele
    Quando vem a saudade
    Dos murmúrios de amor
    Que é a razão de sonhar
    É estar empregnado no mel
    Da bonita lembrança dos 
    Nossos pequenos nadas
  •  
  • Mas amar,
    Amar de verdade
    É ser feliz,
    Muito feliz
    P’lo sorriso de paixão 
    Que beija o sol p’la manhã
    Quando não despertamos sós
  •  
  • Mas amar,
    Amar de verdade
    É aceitar os defeitos.
    Não ter preconceitos
    Agarrar a esperança vadia
    P’ra não se perder num tempo
  •  
  • Mas amar,
    Amar de verdade
    É respeitar os silêncios
    O voar das borboletas
    A felicidade da criança,
    Quando golfa os lindos seios nus
    De sua mãe
  •  
  • Mas amar,
    Amar, de verdade
    É amar perdidamente...
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 11:24


689 - NOSSO SEGREDO GUARDADO

por Fernando Ramos, em 03.11.17

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  • NOSSO SEGREDO GUARDADO
  •  
  • Quem está comigo na vida
    Só eu sei, só eu sei
    Ele me encontrou bem sofrida
    E agora é meu bem
  •  
  • Em segredo guardamos
    Esta nossa boa relação
    Dela, a ninguém falamos
    P’ra não corar o coração
  •  
  • Ao meu amor, deito desejos
    Em nossa cama de sonhos
    Bem lhe entrego meus ensejos
    Qua não são nada tristonhos
  •  
  • Desta união fazemos segredo
    P’ra que ela nunca se perca
    Senão, criam-nos um enredo
    É nossa perdição, p’la certa
  •  
  • Só eu sei, só eu sei
    Como é bom com ele viver
    De seus filhos serei mãe
    É só ele, e Deus o querer
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 09:21


688 - MENINAS SABIDAS

por Fernando Ramos, em 02.11.17

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  • MENINAS SABIDAS
  •  
  • Há por aí umas meninas
    De esperteza e gosto caro
    Algumas, são bem jeitosinhas 
    Por isso, não lhes falta amparo
  •  
  • São esbeltas, e de frescura
    Da beleza se aproveitam
    Amam quem lhes dá ternura
    E no seu dinheiro se deitam
  •  
  • São espertas, e bem sabidas
    E a vida não lhes dá segredos
    Tiveram infâncias destruídas
    Nada lhes pode causar medos
  •  
  • Mas a frescura vai passando
    E algumas meninas tem juízo
    Com bons partidos vão casando
    P’ra seu futuro sem prejuízo
  •  
  • Mas outras... Rara esperteza tem
    O tempo p’ra elas vai voando
    Mais tarde falta-lhes o vintém
    E p’la miséria vão penando
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 12:01


687 - MEU CANSAÇO

por Fernando Ramos, em 01.11.17

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  • MEU CANSAÇO
  •  
  • Ficar só, é meu destino
    Que se perde no pensamento 
    Faz-me a vida num tormento
    Tirando o pouco alento
    Que me mata devagarinho
  • Nesta minha triste solidão

  • O dia pode ser mau pedaço
    P’la falta de um abraço
    Da relação que foi fracasso
    Dum amor louco de coração
  • Mas, procuro sempre a boa luz
    Pró meu parco viver
    Que na escuridão me fará ver
    Como poderei enlouquecer
    Por tão pesada cruz
  •  
  • Este momento que desfaço 
    P’ra mim terá de acabar 
    Outro amor irei encontrar 
    E meu coração voltará amar
    Que findara meu cansaço
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:20


686 - REI DA RÁDIO

por Fernando Ramos, em 31.10.17

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  • REI DA RÁDIO
  •  
  • É um artista, da música ligeira
    Vai p’la estrada, cantando por aí
    Usa penteados à vedeta de feira 
    O mulherio, gosta dele assim
  • Sabe encantar, p’ra várias gerações
    E seus corações ficam desfeitos
    Nas meninas, espalha ilusões
    Com sua voz de amores perfeitos
  •  
  • Quando o vêem, gritam e choram
    Andam loucas, com seu trovar 
    Ele diz que as ama, elas adoram
    Mas nenhuma com ele, vai ao altar
  • Ouvem-no na rádio com emoção
    Sonham com ele em mil segredos
    Faz vibrar tanto coração
    Mas ama-los, causa-lhe medos
  •  
  • É o rei da rádio, p’ra todas elas
    E suas canções andam a beber
    Canta-lhes, que são frescas e belas
    E ele assim as anda a entreter
  • É um artista da música ligeira
    Vai p’la estrada, cantando por aí
    Usa penteados à vedeta de feira 
    O mulherio, gosta dele assim
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:30


685 - MOMENTOS EMOCIONADOS

por Fernando Ramos, em 30.10.17

 

 

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  • MOMENTOS EMOCIONADOS
  • Bons momentos trazem emoção
    São como orquestra bem afinada
    Eles, nos confortam o coração
    Numa melodia de génio, consertada
  •  
  • As pautas sem notas, não produzem som
    Da bela melodia, que não se ouve, e reparte
    Já outros momentos, são como um dom
    Do génio que compõem fina arte
  •  
  • Ele cria belas pautas, de notas pretas
    Prós tais momentos emocionados 
    Ouvindo-se lindas sinfonias completas
  •  
  • Tocadas por artistas bem Orquestrados
    Estremecendo corações sensibilizados 
    Dum publico, na plateia deslumbrados
  •  
  • De Fernando Ramos

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publicado às 14:46


684 - O BORDEL DA VIDA

por Fernando Ramos, em 29.10.17

 

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  • O BORDEL DA VIDA
  •  
  • Os dias passam velozmente
    Entrando p’la porta do Bordel
    Trazendo mágoas repletas
    De histórias da vida
    Lá dentro, marionetes do poder
    Obedecem como prostitutas baratas
    Ao seu amo explorador
    Que ao mesmo tempo é seu rei
    Rei da podridão que produz
    Poluindo o ambiente de ódio lamacento 
    Onde esse reizinho se sente muito bem
    Talvez bem de mais
  • É um lugar perfeito 
    Para este personagem único!
    É como um figurante de um
    Livro da banda desenhada,
    Onde o terror se rabisca 
    P’la ponta de um lápis.
  •  
  • A vingança, a destruição, e o mal,
    São gravados na folha de papel 
    Com a mesma precisão de um tiro 
    Dado por este péssimo personagem
    Mostrando ele, a suja miséria causadora
    da destruição da nossa sociedade 
    Vivida no exterior do bordel
  • Lá dentro, essas prostitutas da desgraça,
    Deixam muito a desejar ás outras
    Que buscam apenas alguns trocos
    P’ra viver, apenas isso.

  • As prestitutas do terror
  • Vão servindo seus clientes,
    Com a distribuição, não de carinho e amor
    Mas sim do que aqueles homens 
    Tem de mais nefasto à sua própria vida 
    Que são as armas de todo o tipo de fogo
    O importante é que sejam do último modelo
    Daquelas que qualquer senhor da guerra
    Ambiciona e sonha ter em suas próprias mãos
    P’ra acarinhar e vincar bem o seu poder 
    E desprezo p’lo seu semelhante, e irmão
    E o mundo da paz, pergunta assustado:
    Mas não será possível fechar 
    Todos os bordeis da desgraça humana?
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 12:33


683 - SOBREIRO DOS BONS

por Fernando Ramos, em 29.10.17

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  • SOBREIRO DOS BONS
  •  
  • Á sombra quente do velho sobreiro
    No latejar silêncio da tarde
    Uma avezinha, procura o poleiro
    Fugindo de um caçador cobarde
  • Aquele sobreiro, que é abrigo de tantos
    Nele buscam sua graciosa protecção
    Para um puro acolhimento de Santos
    Evitando uma morte cruel e sem razão
  •  
  • As aves se protegem neste seu amigo
    Nas melancólicas fins de tarde de Verão
    Porque alguém mais afoito e decidido
    Se resolve, as caçar sem perdão
  • O sobreiro magnifico está presente
    Na reserva protegidas da caça
    Lá, as aves gorjeiam ao medo ausente
    Porque ali não há maldade que se faça
  •  
  • Mas se um dia, no azul da felicidade
    O sobreiro dos bons já ali não existir
    Foi o homem, que o abateu sem piedade
    Não podendo as avezinhas lhes acudir
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:26


682 - MENTIRA NO MEU AMOR

por Fernando Ramos, em 28.10.17

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  • 682 - MENTIRA NO MEU AMOR
  •  
  • Por belas que sejam tuas magias
    E me deixem perdida p’ra te amar
    Apenas são meras fantasias
    Durando só, até meu despertar
  •  
  • Tens-me, sem teres amor 
    Num doce frenesi de loucura
    Sei que depois vem a dor
    Dessa falsidade que tortura
  •  
  • Não é assim que sonho viver
    Contigo a meu lado p'ra sempre
    Essa esperança em mim vai morrer
    No meu coração, triste e ausente
  •  
  • São meras ilusões que choram a dor
    E ideias, que depois se deitam fora
    Por favor, não enganes mais o meu amor
    Essa mentira nele, tem de ir embora
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:11

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  • 681 - A LOUCURA DO HOMEM BRANCO – (COROA DE SONETOS)

    1

    A loucura do homem Branco
    Nos séculos intensos de escravidão
    Cometeu actos que envergonham tanto
    Que ao saber-se, provoca emoção

    Negros, em tombadilhos eram levados
    Nas condições mais miseráveis
    Muitos chegavam despedaçados
    Os vivos, em estados deploráveis

    Ali, dignidade humana não existia
    P'ra aqueles pobres infelizes, coitados
    Cujo seu futuro nas viagens morria

    Nem podiam gemer ou gritar seus ais
    Suportados p'los seus corações chorados
    Por serem tratados como animais

    2

    Por serem tratados como animais
    E não por simples boa gente
    Uns, teriam mortes brutais
    Mas p’ro Branco era indiferente

    Nas sanzalas, esperava-lhes o tronco
    E vil chibatadas sem fim
    Dadas por um feitor bronco
    Ordenadas p’lo seu senhor, ruim

    Ali, multidões de negros cambaleavam
    Dançando e fugindo da maldita chibata
    E, enganando a fome que a vida roubava

    Serviam, desbravadores e colonizadores
    Que os compravam a negreiros de vida farta
    Como bons escravos e óptimos trabalhadores

    3

    Como bons escravos e óptimos trabalhadores
    Suportavam em desprezo a fúria do algoz
    Que contratava loucos matadores
    P’ra lhes dar louca perseguição feroz

    Por vezes, algumas fugas sucediam
    Procurando os caminhos do quilombo
    Capitães do mato os perseguiam
    Com o estalar da chibata, em seu lombo

    Capturados, iam prós cativeiros
    Onde lhes esperava farta tortura
    Das vergastadas, seus companheiros

    Com tal acto, o Branco, seu senhor
    Escrevia o horrível destino da loucura
    Por linhas tortas, no livro da imensa dor

    4

    Por linhas tortas, no livro da imensa dor
    Registaram-se actos de total crueldade
    Hoje imagina-se como era aterrador
    Envergonhando a nossa sociedade

    P’ra quem vivia nos cativeiros senhoriais
    Nada era mais importante que a liberdade
    A fuga eram momentos bem especiais
    Prós Negros guerreiros, e sua irmandade

    Com instrumentos de ferro, torturavam
    Os pobres infelizes, da pele de outra cor
    Que no tronco, carrascos os matavam

    Sem dó, nem piedade e razão
    Sob as ordens de tão mau senhor
    Que era dono, e rei da escravidão

    5

    Ele era dono, e rei da escravidão
    E servia panos p’rás mortalhas
    Dos Negros desprezados, por sua mão
    Que morriam de ódio, nas esteiras de palhas

    Seu senhor, tanto desamor distribuía
    Por aqueles infelizes de cor diferente
    Que suas alforrias não conseguia
    Mas chibatadas, recebiam de presente

    A raiva crescia, crescia como erva daninha
    Em Negras que pariam filhos já cativos
    P’ra serem roubados por triste gentinha

    E negociados por negreiros manhosos
    A outros senhores de corações perdidos
    De muito dinheiro, e todos poderosos

    6

    De muito dinheiro, e todos poderosos
    Compravam porões de navios negreiros
    Vindos da pátria dos Negros saudosos
    Que não voltariam aos seus terreiros

    Novos e velhos vinham amontoados
    Em estados miseráveis p’rás suas vidas
    Chegavam de mares, muito maltratados
    Alguns morriam, por causa das feridas

    Os mais saudáveis, valiam bom dinheiro
    Enchendo o bornal dos comerciantes
    Que enriqueciam à conta do cativeiro

    Do infeliz Negro, tanto escravizado
    Como ele, nunca fora antes
    P’ra graça dum futuro arruinado

    7

    P’ra graça dum futuro arruinado
    Nos Engenhos do novo patrão
    Onde labutavam sem direitos dado
    Recebendo em troca má alimentação

    Todos os dias trabalhavam de sol a sol
    Comandados p’las chibatadas do feitor
    Que não tinha coração mole
    E os açoitava sem qualquer pudor

    P’ra total vergonha do homem Branco
    Que deixava cometer tal crueldade
    Nestes infelizes que sofriam tanto

    Roubando-lhes pureza, e dignidade
    Fazendo-os sofrer, por tal maldade
    Elevando-lhes desprezo, e animosidade

    8

    Elevando-lhes desprezo, e animosidade
    Que os fazia, aprender a lutar: A capoeira
    Sua arma de esperança e liberdade
    Quando fugiam da Sanzala matreira

    Onde por vezes a porta não tinha retorno
    Por causa de lutas com o capitão do mato
    Vencendo, ou morrendo nas mãos do dono
    Seu rei e senhor, causador de tão mau trato

    E em fuga, nos rios banhavam a dor
    Que lhes consumia a alma humana
    Lamentando sua sina, e aquele terror

    Que em cânticos, bem o descreviam
    Nos rituais, da lembrança Africana
    Cujo seus corações, nunca esqueciam

    9

    Cujo seus corações, nunca esqueciam
    Chorando nas danças de roda, sua dor
    E ao som do batuque, lágrimas vertiam
    De volta da fogueira, sob o olhar do feitor

    Se ódio a mais, atrapalha corações
    Nas Sanzalas, os Negros assim viviam
    Guardavam-no, p’ra certas ocasiões
    Ofertando ao carrasco, quando podiam

    Prós Negros, a tortura era companheira
    E também tristeza, sua solidão
    Confessada nas noites à lua faceira

    Que tudo espiava, com as estrelas coloridas
    Olhando em baixo, a chibata sem razão
    E as lágrimas das Negras, mantidas cativas

    10

    E as lágrimas das Negras, mantidas cativas
    São pétalas de lindos poemas, que rolam
    Nos rostos amargurados de fadigas
    P’la perda de filhos, que não as consolam

    Seus paradeiros, elas desconheciam
    Por negociantes os terem vendidos
    A sanzalas, onde outros padeciam
    Da loucura dos espíritos de rumos perdidos

    Mãe Negra, transportava sua vida tristonha
    Onde por vezes de escrava, era amante
    Do senhor, que as emprenhava sem vergonha

    Destruindo-lhes, a doce e bonita pureza
    De sua juventude bela e ofegante
    Roubada p’lo patrão, de baixa esperteza

    11

    Roubada p’lo patrão, de baixa esperteza
    Aumentando-lhes o desejo de resistir
    E num grande acto de bravura e nobreza
    Conseguiam por vezes, das fazendas fugir

    Daquelas ignóbeis vidas escravizadas
    Que eram seus destinos consumados
    Fazendo surgir revoltas bem preparadas
    Não sendo mais no tronco, flagelados

    Acabando a escravidão em alguns lugares
    Onde senhores não mais atemorizavam
    Vidas que eram tristes e tão irregulares

    Dos Negros, que conquistaram liberdade
    Aos senhores que os escravizavam
    Começando aí, a vitória da igualdade

    12

    Começando aí, a vitória da igualdade
    P’ra homens, e mulheres de Negra cor
    Que sofreram más doenças da sociedade
    Espalhando miséria, nesse tempo de pavor

    E nas orvalhadas gélidas das noites
    Havia almas que tremiam de frio
    Só de recordarem os estalares dos açoites
    Dados por reles feitores, dias a fio

    Os espíritos dos seus antepassados
    Também bailavam ao som da dor
    Do batuque dos Negros castigados

    Registando-se nos livros da história
    A incrível mão pesada do vil senhor
    Gravada com tristeza na nossa memória

    13

    Gravada com tristeza na nossa memória
    Lembrando os açoitados até à morte
    Que só queriam ser livres, p’ra sua glória
    E voar como pássaros, rumo a nova sorte

    Buscando o destino de novos ninhos
    Sonhando, sonhando, com a liberdade
    Não a conseguindo, os Negros cativos
    Suas alforrias perdidas na adversidade

    O Negro era tratado como um animal
    Que dos senhores, era sua propriedade
    Vendiam ao trocavam-nos, e tudo era legal

    P’ra estes esclavagistas de tanto terror
    Que tratava o irmão com inferioridade
    Escrita na história em letras de horror

    14

    Como a história descreve, em letras de horror
    Juntamente com escravizados, da antiguidade
    Que eram Brancos, e sofriam da mesma dor
    P’lo desrespeito do homem, e da sua bestialidade

    Aí, Negros e Brancos viviam em solidões feridas
    Perdendo a mística de suas doutrinas
    Aprendidas em infâncias, puras e cristalinas
    Castradas por maldades então distribuídas

    P’los mesmos odiosos que a história fala
    Deixando más memórias, que hoje dói
    Perturbando-nos a alma, que não se cala

    Causando manchas descobertas de pranto
    Á vida humana, onde a grande culpa foi
    Da horrivel loucura do Homem Branco

    De: Fernando Ramos

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publicado às 14:21


680 - PORQUÊ TANTAS MENTIRAS?

por Fernando Ramos, em 26.10.17

680 fr.jpg

 

  • PORQUÊ TANTAS MENTIRAS?
  •  
  • Lá fora, e cá dentro
    Um mundo cruel e egoísta
    Mente com enorme naturalidade
    Mente, porque os homens falam de paz
    E por interesses que se advinha 
    Ela não acontece
  •  
  • Porquê tantas mentiras?
    Se todos sabemos, que de paz só se fala
  • E a desenham em pedras de gelo
  • Morrem inocentes, crianças, velhos e pobres
  • Por bombas colocadas na desgraça humana
    Em nome de bonitos ideais
    Precisamente, por alguns que apregoam a paz
    Mas mais não fazem, que lutar p’la defesa 
    Dos seus magnânimos interesses
    E vejam... 
    Até se grita por paz 
    Quando loucos tudo destroem, 
    Matam, e falam em nome de Deus
  •  
  • Porquê tantas mentiras?
    Se é mais verdadeiro
    O amor das borboletas p’las flores
    Se é mais verdadeiro o mel
    Que as abelhas nos presenteiam
    Se é mais verdadeiro o voo do condor
    Se é mais verdadeiro 
    O olhar piedoso do supremo Cristo, 
    Crucificado por nós na cruz
  •  
  • Porquê tantas mentiras? 
    Se lá fora, continua o troar dos canhões
    Se lá fora, e cá dentro 
    Ouço o choro e o grito da pobreza
    Se lá fora, a chuva do mal 
    Não pára de salpicar de morte, a vida
  • Que não leva qualquer chançe de futuro
  •  
  • Porquê tantas mentiras?
  • Se nos andamos a enganar,
    Se a paz p’ra tantos, só chega na morte
  • E cedo de mais para tantos milhões
  • Que o que mais desejam 
  • É a felicidade de seu irmão
  •  
  • Porquê tantas mentiras?
    Porque nos enganam 
    Os senhores do poder
    Com promessas cheias de esperança,
    Vivendo em palácios
    Repletos de opulência, 
    E dum futuro sempre risonho só p’ra eles
    Se apenas, e só apenas
    Nos prometem a vil mentira
  • Suportando o choro do pranto
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 15:23


1088 - SAUDADE ANGUSTIA DE HOJE

por Fernando Ramos, em 25.10.17

1088.jpg

 

 

SAUDADE ANGUSTIA DE HOJE

 

Saudade, doi em nós

Carregando a tristeza

A ditancia e a ausencia 

Ela não tem cheiro

Cor, doce sabor ou forma

Não se vê mas sente-se

Tornando-se infinita 

Porque sempre dura, e dura

Na Saudade acreditamos

Porque ela representa amor

Mas também a triste solidão

Trazendo lágrimas sentidas

Guardando no tempo

O que tem de ser guardado

Alojando-se num lugar só nosso

Onde ficam as lembranças, sorrisos

E memórias de quem vive a dor

Dor que nasce e se sente

E desmaia no coração 

Em momentos, que são vida

Na angustia de um hoje

Dum hoje que na Saudade

É para sempre

 

Fernando Ramos

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publicado às 18:06


679 - NOSSA ESTRADA

por Fernando Ramos, em 25.10.17

679 fr.jpg

  • NOSSA ESTRADA
  •  
  • Caminhamos p’la estrada da vida
    Como um batedor de florestas e matas
    Se encontrarmos desvios só com ida
    Tudo poderá cair em cascatas
  • Se a caminhada, for de boa partida
    O berço foi de óptimo sucesso
    Então, o começo será de boa saída
    E na vida talvez não haja retrocesso
  •  
  • P’la estrada, iremos crescendo
    Diversos cruzamentos aparecerão
    Alguns atalhos se irãi conhecendo
    P’ra que nunca nos falte o pão
  • A estrada da vida é bem cumprida
    Bem ou mal, a vamos fazendo
    Aparecerá uma companhia divertida
    Que connosco a irá percorrendo
  •  
  • Desse divertimento nascerá alguém
    Que se junta no nosso caminhar
    Ensinaremos tudo, mais o bem
    Que mais tarde, decerto irá precisar
  • Na longa viagem, nada vamos temendo
    Passamos montes e mares até ao areal
    Com ires e voltares, vamos vivendo 
    Dentro dos princípios da boa moral

    E já vergados p’las primaveras da vida
    Depressa nos aproximamos da meta final
    Logo percebemos, que vamos de partida
    E prontos, p’ra iniciar a estrada celestial
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:25


678 - TUA VOZ DE MAGIA

por Fernando Ramos, em 24.10.17

678 fr.jpg

 

  • TUA VOZ DE MAGIA
  •  
  • Ouço tua voz plena de magia
    Acompanhada p’la velha guitarra
    Tocando p’ra ti com cortesia 
    Ás noites de fados vividas com garra
  •  
  • É de enorme gozo fiel e cristalino
  • Ouvir-te nos fados cheios de vida
    Fazes-me sonhar, um tango Argentino
    Bailando a voz em minh’alma bebida
  •  
  • Ela, é um beijo de sabor a morango 
    Deixando meus lábios desvairados 
    Que se perdem no sonho desse tango
    Fazendo-o dançar em passos trocados
  •  
  • Essa voz, saída das entranhas da carne
    Vem cheia de festa p’ra minha alma
    Eu a ouço, e  espero por um alarme 
    Do teu amor p´ra minha poesia calma
  •  
  • E as guitarras soam felizes trinados
    E te vão seguindo no doce cantar
    Em fados de amor, e de alguns pecados
    Cometidos por nós, no leito de amar
  •  
  • Ali a paixão é como sol nas águas
    Que nos aquece e faz entontecer
    Tua voz diz-me livre de mágoas
    Que p’ra mim vai cantar, até morrer
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:55


677 - CANTATAS PARA MARIA

por Fernando Ramos, em 23.10.17

677 fr.jpg

 

 

  • CANTATAS PARA MARIA
  •  
  • Na fresca manhã de primavera
    No maravilhoso jardim de Maria
    Chega a melodia 
    Ela se espalha, como o perfume
    Das flores mais belas do seu canteiro
    A melodia se vai aproximando
    Dando-se a conhecer aquele 
    Ambiente tão natural 
    Apresentando-se como uma obra
    Fantástica de Bach, tão fantástica
    Que vai deixando o coração 
    De qualquer um
    Num doce latejar de paixão
    P’lo fascínio de uma cantata de Bach,
    Que se ouve p’ra glória de Deus,
    Deixando deslumbrada Maria
    Tão deslumbrada, como se ela
    Fizesse parte das flores de seu jardim
    Onde lindas borboletas, nelas se vão 
    Maraposeando, pétala a pétala,
    Brotando fragrâncias extraordinárias
    Tão extraordinárias como um álbum
    Completo de cantatas maravilhosas
  • P'ra Maria,
  • Oferecidos pelo próprio Bach, 
    Naquela linda, e fresca manhã primaveril
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 18:30


1087 - OBRIGADO MÃE E PAI

por Fernando Ramos, em 23.10.17

1087.jpg

OBRIGADO MÃE E PAI

 

Mãe e Pai

Que por amor nos deste, vida.

E nos ensinaste a viver

Amando a Natureza

E todos, com dignidade

 

Nunca será suficiente

Nós irmãos vos agradecermos

Por sermos o que hoje somos

Para a vida, e uns para os outros

Que sabiamente, nos iluminaram

Como uma luz presente

Acesa de esperança, e de amor

Que sempre nos confortaram

 

Para que no nosso futuro

Retribuíssemos com os nossos filhos

E vossos netos

Com afeto, amor e mestria

O que de vós recebemos Pais

Convosco aprendemos a caminhar

Pela calçada do destino

Com fé, esperança

E sem medos dos amanhãs

Não basta todos os teus filhos

Dizerem muito obrigado, Pais

E que vos amaremos muito para sempre

Porque não existem palavras

Para agradecermos todo o bem 

Que nos deixaram por amor

Restando agora para nós,

Teus filhos amados 

A emoção da saudade

Levada nas palavras

Ditas bem fundo do coração

"Amamos-vos, Mãe e Pai".  

De: Fernando Ramos

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publicado às 10:38


676 - GANHAR A PAZ

por Fernando Ramos, em 22.10.17

676 fr.jpg

 

  • GANHAR A PAZ
  •  
  • Só se ganha a guerra contra o terrorismo
    Promovendo a paz, a paz dos espíritos
    A paz das almas, a paz dos homens
  • Não se pode promover a paz,
    Falando da guerra, cheirando a guerra
    Promovendo a guerra, p´la guerra
    A paz surge, quando o homem quiser
    A paz virá numa asa da cultura,
    Do amor, e de se respeitar o outro
  • A paz não é cara, cara é a guerra
    Os pobres não tem dinheiro p’ra guerra
    Mas tem para a paz, e pró amor
    É só o ser humano dar um jeito,
    Dar uma oportunidade, dar um sonho
    Deixar entrar a esperança, que vai batendo
  • Só se ganha a guerra, deixando todos,
    Mas todos, sonharem com a paz,
    Sonhar com a igualdade, solidariedade
    Vamos ganhar a paz, o sorriso da criança
    Ganhar a natureza que castigamos
    Ganhar o bem, distribuindo amor

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 16:01


114 POETA DA NET

por Fernando Ramos, em 22.10.17

114 - POETA DA NET


Sou um poeta da net

que escreve até se fartar

Ela tanto me diverte

e a ti faz gozar 


Aqui venho todos os dias

com alegria e prazer

Diz lá se tu não lias

uma prosa que irei escrever


Escrevo com muita lisura

meus poemas de brincar

Na net os deixo com ternura

para meu amor se deliciar


A net é uma paixão

para nós que aqui andamos

Foi uma óptima invenção

que dela todos gostamos


Digam lá senhores do mundo,

se na net não é melhor andar

A natureza não vai ao fundo

e as pessoas, não se vão matar


Deixem-se de guerras de morrer

e a natureza descansar

As pessoas precisam de bem viver

venham mas é à net todos teclar


de; fernando ramos

4.8.2005 

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publicado às 12:15


1086 - UM ANO PASSOU

por Fernando Ramos, em 22.10.17

leonor 1 ano 2017.png

 

 

UM ANO PASSOU 

 

Fez um ano

A nossa menina Leonor

De olhar inocente

E de risos que nos encantam

De felicidade e o nosso destino

Um ano passou

E foi tão rápido

E tão fascinante este tempo

 

O tempo corre tão depressa

E nosso tesouro de encanto

Cresce nesse tempo corrido

 

Um ano já passou

E nossas vidas sorriem

Por esta abastança de Deus

E por este amor eterno 

Que sustem o brilhar da nossa existencia

Deslumbrando nossos corações

Num verdadeiro vai e vem

De amor que tanto dá

Ao nosso tempo de avós 

 

de: Fernando Ramos

19.5.2017

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publicado às 09:32


675 - PALAVRAS BEBIDAS

por Fernando Ramos, em 21.10.17

675 fr.jpg

 

 

  • PALAVRAS BEBIDAS
  •  
  • São palavras,
    Palavras bebidas até seu final
    Palavras que nos dizem muito, 
    Ou quase nada
    Palavras, singelas, 
    Palavras de dor, raiva
    Palavras de amor
    Mas são sempre palavras
    De algo da nossa vida
    Ou até do momento
    Palavras que libertam um grito
    De revolta, terror, ou de humilhação
    São as meras palavras que enchem
    Um circulo de prazer, ou não
    Palavras soltas, 
    Compostas de quimeras
    Até mesmo de inspiração
    Não passam apenas 
    De palavras agridoce, 
    E bebidas pelo cálix da vida
  •  

De: Fernando Ramos

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publicado às 19:11


1084 - REVIVER O PASSADO

por Fernando Ramos, em 20.10.17

1084.jpg

 

 

 

1084 - REVIVER O PASSADO

 

Silêncio pede o Guitarrista

Enquanto dedilha sua guitarra

A sala se aconchega pró fadista

Cantar o passado que lhe vai na Alma

 

O público se agita

P´lo precioso momento

Que lhe fala da saudade

Do amor, e do alento

Na voz límpida e quente 

Do artista presente

 

Ele canta o passado no fado

Por amor que, a ele tem

Nesta bendita terra de Deus

E Deus sabe também

Que o fadista não deixa de lado

O fado dos olhos seus

 

A noite persegue a Lua bonita

Deixando o momento acontecer

O povo ali feliz, canta e grita

"Vai fadista" faz-nos o passado reviver 

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 17:53


674 - PAZ CELESTINA

por Fernando Ramos, em 18.10.17

674 fr (1).jpg

 

674 - PAZ CELESTINA

(soneto)

Receberei da fé, a chama intensa
Que elevará o espirito ao firmamento
Ela se tronará, minha boa crença
Seguindo-me, até ao chamamento

Meu espirito segue a lei de Deus
Que faz de mim um melhor filho
Serei ovelha de rebanhos seus
Buscando estrada, de bom caminho

A procuro com enorme ansiedade
Na esperança de alcançar a paz celestina
Que me fará cristão em sua liberdade

Agradecerei p’ra sempre ao redentor
Por me acolher na sua graça divina
Onde serei fiel, ao Cristo Senhor

 

De: Fernando Ramos
11.9.2006

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publicado às 16:16


673 - POEMAS DE PAIXÃO

por Fernando Ramos, em 17.10.17

673 fr.jpg

 

  • POEMAS DE PAIXÃO
  •  
  • Se o fado cantasse na língua dos Anjos
    O ar dissipava poemas de paixão
    Seriam belos, e livres de arranjos
    P’ra não criarem triste desilusão
  • Assim... Canto na língua dos homens
    Minha pobre poesia burilada
    Ouvem-na alguns, e até os jovens
    Seja ela, mal ou bem cantada

    Esta língua, que é de Camões
    A canto, à doce pátria mãe
    Em fados, emociono corações
    Não dos Anjos, mas de alguém
  • E nas noites boémias da vida
    Eu quero é sempre o fado cantar
    Com guitarras de gente amiga
    P’ra que Anjos, possam escutar
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 12:26


672 - ATRAVESSAR O VELHO RIO TEJO

por Fernando Ramos, em 16.10.17

 

672 fr.jpg

 

  • ATRAVESSAR O VELHO RIO TEJO
  •  
  • Atravessar o velho rio Tejo
    É alcançar a grande cidade
    Nas margens, viveu-se o desejo
    Do bom sabor da liberdade
    P’la ponte se atravessa o rio
    E na portagem se tem de passar
    Muitos, fazem-no dias a fio
    P’ra no outro lado trabalhar
  •  
  • E nas gentes deste lado do rio
    Moram pedaços da esperança
    Caminha por vidas sem desvio
    Em busca de rica herança
    E os da outra margem (Lisboa)
    Vêem chegadas, em corrupio
    A capital recebe tanta coragem
    Dum povo que atravessa seu rio
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:28


1085 - LEONOR A NOSSA NETA

por Fernando Ramos, em 15.10.17

 

leonor poema 19.5.2016.jpg

 

LEONOR, A NOSSA NETA

 

Nossos filhos por amor adoçaram

Sua obra mais bonita

E da felicidade desses momentos de emoção

Nasceu a Leonor, nossa netinha

Seus Pais por anos e anos cheios de amor

Dão-lhe colo, colo que será eterno

Sabendo que a criar poderá ser fácil

Basta satisfazer-lhe as vontades

Edúca-la é que lhes dá trabalho e prazer

E têm a vida inteira p´rá trazer no coração

Sendo a medida do seu amor,

Amá-la sem medida

 

Leonor é o melhor presente

Que os nossos filhos nos podem dar

Ela nos preenche o coração

Cheio de amor puro verdadeiro e eterno

E nos deixa chorar de saudade

E de alegria por toda vida

Sendo uma bonita aventura

P´ra ser acarinhada

E um futuro para ser defendido

 

A Leonor será sempre beijada

Por nosso doçe olhar que a contempla      

Buscando p´ra nossa neta 

A felicidade p´ra sua vida  

Luz pró seu caminho

E paz pró seu coração

Neste universo sem fim

Agradecendo nós, a Deus

O dom desta felicidade

E da continuidade da vida

Sê bem vinda Leonor

Serás sempre muito amada

Por teus Pais, Avós

E por todos que muito te querem

 

de: Fernando ramos

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publicado às 21:16


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