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646 - PALAVRAS ESCONDIDAS DA MUSA

por Fernando Ramos, em 18.09.17

  

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  • PALAVRAS ESCONDIDAS DA MUSA
  •  
  • Não me peças por favor, ó musa
  • Que repita palavras ditas por sábios   
    Eles dirão como recusa
    Aquelas escritas por teus lábios   
  •  
  • Nem peças poemas p’ra balada
    Ou frases curtas vindas da alma
    Dão-te fadigas de dor chorada 
    Em madrugada de noite calma
  •  
  • Oh! Musa, beijas-me com ardor 
    E palavras aí são esquecidas
    Em meus lábios, pedindo amor
  •  
  • E as palavras já não são ditas
  • Por nos beijos serem escondidas
    E atadas ao coração por fitas
  •  
  • Fernando Ramos

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publicado às 14:57


645 - BRINCADEIRAS NA NOITE SERENA

por Fernando Ramos, em 17.09.17

 

 

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  • BRINCADEIRAS NA NOITE SERENA
  •  
  • Minha casa era bem pequena 
    Ali habitavam tantos sonhos 
    Lembro alguns, na noite serena 
    Eram sorrisos, não actos tristonhos
  •  
  • Nas lindas noites, quentes de verão 
    Trauteava-se as canções da moda 
    Elas nos enchiam o coração 
    Nas nossas brincadeiras de roda
  •  
  • Nos chuvosos dias, à lareira 
    Como era tão bom ali estar 
    A conversa era de boa maneira
    Gargalhadas, perdiam-se no ar
  •  
  • Minha mente guarda esses serões 
    De anos, que passaram sem corte 
    Ficando só boas recordações 
    Agradeço ter tido essa sorte
  •  
  • Guardando-a muito bem no coração 
    Mas a saudade... Agora bate forte 
    Restando agora tanta emoção 
    Fazendo-me perder, o bom norte
  •  
  • Fernando Ramos

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publicado às 12:10


644 - CANSADO E PESADO

por Fernando Ramos, em 16.09.17

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  • CANSADO E PESADO
  •  
  • Um corpo velho e pesado,
    sentado num banco de jardim
    tem seus braços caídos
    sobre a madeira velha e podre,
    onde a vai acariciando
    Ele aprecia a fresca tarde da cidade,
  • e o movimento dela é como uma teia
  • que a vai rodeando

  • O velho saboreia o tempo,
    talvez o pouco tempo que lhe resta
    Seu rosto enrugado p’los dias, e anos
    já consumido de sua vida,
    mostra traços de sofrimento,
    bem vincados em sua pele
  • Ele olha o horizonte
    onde uma arvore teimosamente 
    faz sombra no seu caminho
    E no seu profundo olhar
    nota-se a solidão,
    solidão sua fiel companheira

  • E aquele corpo pesado, 
    e sem qualquer abrigo,
    recebe os pingos de chuva
  • de um inverno,
    tão agreste como sua existência
  • Em seus lábios um silêncio,
    um profundo silêncio de pedra
    tão brando como sua presença
    naquele banco de jardim
    Onde o desejo amargo da vida,
    se faz notar no seu olhar profundo, 
    bem profundo, 
    entristecendo mais o velho
    de corpo cansado e pesado
  •  
  • Fernando Ramos

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publicado às 17:40


643 - UM TRISTE FADO – COROA DE SONETOS

por Fernando Ramos, em 15.09.17
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     UM TRISTE FADO – COROA DE SONETOS

  •  1
  • Numa velha tasquinha de Lisboa
    Corações magoados choram saudade
    Um fadista rebelde de voz boa
    Canta um fado de muita ansiedade
  •   
  • É  uma tristeza dorida
    Numa história, simples e singela
    Cantada na casa castiça e colorida
    Por uma garganta rouca e bela
  •   
  • Aconteceu ali ao lado, na viela
    Um crime que está a ser muito falado
    Mataram o guitarrista João Catela

    O povo não se conforma
    Anda de coração chorado
    E acham a justiça um pró-forma
  •   
  • 2
    Acham a justiça um pró-forma
    Querem-na fazer com suas mãos
    Não podem aguardar p’la norma
    Do tribunal julgar o malandrão
  •  
  • Não sabem bem o que se passou
  • Fala-se de um marido enganado
    Que uma pistola bem manejou
    Caindo na viela, o João baleado
  •   
  • No bairro, aquele crime é bizarro
    A população vive em sobressalto
    O fadista vai fumando seu cigarro
  •  
  • Ouvindo o povo comentar
    Que próximo já houve um assalto
    E o medo já começou a chegar
  •  
  • 3
    E o medo já começou a chegar
    Pensa o mui nobre fadista
    A tasca depressa se vai esvaziar
    Terminando a noite p’ro artista

    Todos regressam à sua casinha
    Trocando segredinhos do acontecido
    Fala-se que foi por causa da Aninha 
    Que Catela, ali perto tenha morrido
  •   
  • Diziam que boa moça era Aninha!
    Casada com o Zé Marinheiro
    Mas com o João,  já a viu uma vizinha
  •   
  • Não imaginando o crime cometido 
  • Até que o defunto não era “arruaceiro”
    Era bom homem, trabalhador e amigo
  •   
  • 4
    Era bom homem, trabalhador e amigo
    Mas foi o ciúme a causa daquela desgraça
    Amou quem não devia, estava perdido
    P’ro coração do Zé, era uma ameaça
  •   
  • O povo agora não fala de mais nada 
    Senão da Ana, do Zé e do João
    É uma desgraça acontecida p’la calada 
    Sofrendo a população pela traição
  •  
  • Lá no bairro são todos muito amigos
    Até Marcham nos Stos. Populares 
    Agora sentem-se tristes e perdidos
  •   
  • E por causa do crime que é o primeiro 
  • O povo regressa cedo aos lares
  • Com medo do que fez Zé Marinheiro
  •  
  • 5
    Com medo do que fez  Zé marinheiro
    Perdeu a cabeça num acto tresloucado
    Arrependido está o amigo e companheiro
    Era tão bom marujo, e cometeu vil pecado
  •   
  • O Zé, por mares muito navegava
    Deixando no cais  Aninha triste e só
    Ela, que nas partidas muito chorava
    Cometeu a traição, sem pena nem dó
  •   
  • Por ele, mais lágrimas não vai deitar
    Zé, vai p’ra cela suja sem saída
    Por alguns anos o vão encarcerar
  •  
  • Triste, este destino que aconteceu
    Aninha ficará na mágoa bem sofrida
    E o pobre do João por amor morreu
  •  
  • 6
    E o pobre do João por amor morreu
    Um guitarrista de poemas talhados 
    O povo está triste p’lo que aconteceu
    Tocava tão bem na casa de fados
  •  
  • Era um homem bonito e todo gingão
    Diz a vizinhança, que por ele suspirava
    Zé, era traído sem dor no coração
    Por Aninha, que com João se deitava
  •  
  • Este artista de tão grave pecado
    Nas guitarras já pouco tocará
    Mas não fica órfão do seu amigo fado
  •  
  • Irá continuar nesta cidade castiça
    Onde a paz ao bairro voltará 
    Quando p’lo João se fizer justiça
  •  
  • 7
    Quando p’lo João se fizer justiça
    Já o Zé cumpre pena no degredo
    Aninha, terá outro homem que a cobiça
    Não é mulher de andar só, e com medo
  •  
  • Das ruas da amargura foi resgatada
    P’lo seu marido Zé Marinheiro
    Era prostituta da rua mal frequentada 
    Por mulheres que amavam por dinheiro
  •  
  • Aninha, na vida tem um mau passado
    Seu homem bom, da lá, a tirou
    E como gratidão, com o João  atraiçoou
  •  
  • É um pecado que não vai ser perdoado
    P’los vizinhos, que dele muito fala
    Causando a dor que o povo não cala
  •  
  • 8
    Causando a dor que o povo não cala
    E que os poetas está a inspirar
    Dará poesia que se cantará numa sala
    Em fados que fará o coração sangrar
  •  
  • Guitarras chorarão baixinho
    Poemas de sangue e dor
    P’ra um fadista que cantará certinho
    O triste destino traído por amor
  •  
  • Ela voltou p’ra tristeza traçada
    E na rua procura outra oportunidade
    Que decerto não lhe será ofertada
  •  
  • Por outro homem que a poderia amar
    Aninha, sente-se só nesta cidade
    E no rosto, não há lágrimas a deslizar
  •   
  • 9
    E no rosto, não há lágrimas a deslizar
    Os remorsos a estão a consumir
    No bairro conhecem seu pecar
    E de lá, querem-na ver partir
  •  
  • Aninha, vive nas ruas da amargura
    Suplica ao vento p’ra levar seu inverno
    O tempo que lhe perdoe a grande loucura
    Senão, jamais esquecerá seu pecado eterno
  •  
  • Agora, nas acordadas madrugadas
    Assaltam-lhe pensamentos do Diabo
    Cobrando-lhe suas dores desbragadas
  •  
  • P’ra seu mundo de inferno permanente
    Já escrito em poesia para um fado
    Cantado p’lo fadista, pausadamente
  •  
  • 10
    Cantado p’lo fadista, pausadamente
    No silêncio das noites de bom tino
    Este drama triste e pungente
    Apenas seguiu por mau destino
  •  
  • Nos três amigos, suas vidas se alterou 
    Um morreu, outro já está preso
    E outra, sua vida p’ra trás voltou
    Recebendo a paga de total desprezo
  •  
  • Por toda população local
    Que jamais esquece o sucedido
    Numa atitude correcta e natural
  •  
  • Condenando tal acto vivido
    Onde o futuro do amigo foi perdido
    Porque o João, por eles era querido
  •  
  • 11
    Porque o João, por eles era querido
    Sendo na guitarra um virtuoso
    Acompanhava fadistas, agradecido
    De modo sempre afectuoso
  •  
  • Até que o ciúme lhe apareceu
    Dando lhe um fim triste e brutal
    Como uma vertigem de breu
    Surge a visão terrível e infernal
  •  
  • Agora gemem as guitarras
    Em outras mãos generosas
    Dedilhando poesia sem amarras
  •  
  • Desta tristeza, de dor, e morte
    Chorada por pessoas carinhosas
    Com rancor desta má sorte
  •   
  • 12
    Com rancor desta má sorte
    Acontecida na viela ao lado
    Onde a dor ali bateu forte
    Nos corações dum povo desolado
  •  
  • Trovas se começam a escrever
    P’los poetas que as estão aprimorar
    Em rimas exuberantes de saber
    Acontecendo poesia de acicatar
  •  
  • P’ra tantos que se vão deslumbrar
    Pela escrita que traz tanto sofrer
    Muitos, dela se vão sempre lembrar
  •  
  • Que o ciúme só traz desgraça
    A vidas que se podem perder 
    Neste mundo fértil de devassa
  •  
  • 13
    Neste mundo fértil de devassa
    Onde de boca, em boca voa a miséria
    De acontecimentos que ultrapassa
    O bom senso, de forma vil e pouco séria
  •  
  • Hoje já se cantam poemas de dor
    Nas mais afamadas tabernas finas
    Em vozes generosas de ardor
    Cantados em fados de tristes sinas
  •  
  • Como o poema dos três amigos
    Cujo o crime os maltratou
    Hoje, do futuro se encontram perdidos
  •  
  • A Ana, que era tratada por Aninha
    À rua da má vida ela voltou
    Perdendo aí a sua boa estrelinha
  •  
  • 14
    Perdendo aí, a sua boa estrelinha
    Como castigo da muita má sorte
    Cumprindo esta pena p’la tardinha
    Num ritual que a vai levar à morte
  •  
  • E o fadista rebelde, de voz rouca
    Canta p’ra clientes sensibilizados
    O ciúme que deixou a vida louca
    A três amigos outrora respeitados
  •  
  • Apenas agora resta a saudade
    Naquele bairro de bom viver
    De gentes que ama a sua cidade
  •  
  • Como um poema que bem soa 
    Na voz do fadista de bem o dizer
    Na tasquinha dum bairro de Lisboa
  •  
  • De: Fernando Ramos


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publicado às 17:38


642 - DESFRALDAMOS A BANDEIRA

por Fernando Ramos, em 14.09.17

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  • DESFRALDAMOS A BANDEIRA

    Desfraldamos a bandeira ao vento
    Festejando as brilhantes vitórias
    Elas dão garra, e o alento
    À pátria de tantas glorias 
    Do grito do nosso coração
    Vem a força e perseverança 
    O povo honra com dedicação
    Os heróis da nossa esperança
    Somos gloriosos e valentes
    Com sonhos, que felizes nos faz 
    Vivemos amando os ausentes 
    Que o mundo fizeram de paz
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 21:25


641 - PAGINAS BRANCAS

por Fernando Ramos, em 13.09.17

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  • PÁGINAS BRANCAS
  •  
  • Vou folheando, páginas brancas 
    que vão por meus pensamentos
    Não reajo com qualquer azedume a elas
    Meu triunfo está em outras páginas,
    aquelas que marcam a história 
    da minha vida
    Que eu gostaria que um dia, 
    um editor não as colocasse 
    num escaparate da minha cidade
    Isso me dá alento para prosseguir, 
    contando cada peripécia,
    especialmente as que me enchem 
    de orgulho
    Aquelas que saem 
    da inspiração da vida,
    onde cada cena
  • gravarei no livro do destino
    São factos reais,
    e não palavras inventadas
    com as sílabas certas para um soneto
    Lá, estará a minha paixão,
    em frases escritas que simbolizam
    o meu amor p’la vida, pela escrita, 
    e pela arte, como um acto de posse 
    E na certeza que só muitos
    poucos as conhecerão
  •  
  • Fernando Ramos

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publicado às 20:08


640 - VELHO VELEIRO DE RECORDAÇÕES

por Fernando Ramos, em 12.09.17
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  • VELHO VELEIRO DE RECORDAÇÕES
  •  
  • O som repercutido das ondas
    trazem-me á memória
  • lembranças de outras viagens
    em meu veleiro
    Comigo, numa dessas viagens
    ia Manuela,
    hoje a minha formosa musa

  • Em pleno mar, largo e sem fim 
    que dá colo a seus filhos
    Nós olhávamos o horizonte
    aos fins de tarde sentindo a vaga
  • no despertar das horas tardias
  • Convidando-nos ali
  • nos amarmo-nos 
    num encontro de quem vai,
  • e de quem sai, 
    do manso vai vem da onda
  • Já passou algum tempo
    dessas nossas agradáveis viagens, 
    tendo entretanto casado com a musa 

  • Agora sozinho,
    aqui vou no meu velho veleiro 
    cumprindo mais um programa
    de trabalho ligado ao estudo do mar,
    que me obriga a esta solidão
    e vai parindo a saudade, 
    do amor obsessivo que é um latejar 
    permanente em meu peito
  •  
  • Essa tremenda saudade de Manuela,
    me faz ansiar a chegada ao cais,
    levando meu coração seguir um caminho
    tão rápido quanto possível,
    para a sentir em meus braços, 
    e em seus lábios me saciar
    E quem sabe, 
    ela retribuir-me toda a sua 
    loucura de saudade, 
    tão intensa e carente de afagos, 
    como a que se espalha por este 
    velho veleiro de recordações
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 18:31


639 - VITORIA DA SELECÇÃO

por Fernando Ramos, em 11.09.17

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  • VITORIA DA SELECÇÃO
  •  
  • Nossa vitórias são históricas e belas
    E ao mundo oferecemos uma lição
    Somos felizes, e ansiamos por elas 
    Viva a lendária gloriosa selecção

  • É a vitória árdua, e bem difícil
    Que Portugal vai por aí conquistar
    Marcamos golos de forma subtil
    E o povo por ela sorri a chorar

  • Sofremos muito por aí 
    Todos nós gritamos até doer
    Bons pedaços surgem por fim     
    Com a nossa força de vencer

  • A história diz que somos dos maiores 
    Registando todo o nosso valor
    O mundo sabe que somos os melhores 
    Ganhando com raça, verdade e ardor
  •  
  • Fernando Ramos

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publicado às 16:18


638 - A PROFECIA E OS RICOS

por Fernando Ramos, em 10.09.17

 

 

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 A PROFECIA E OS RICOS

  •  
  • Se tivesse o dom da profecia
    Conhecia os seus mistérios
    Mesmo assim não sei se queria 
    Falar a língua dos ricos ditos sérios
  •  
  • Eles que são de muito dinheiro
    Pouco retribuem a seu irmão
    Fazem das notas mau companheiro
    Nem lhes sobram, p’ra distribuir pão
  •  
  • Se tivesse o dom da profecia
    Faria chover esperança e amor
    Pró mundo viver em alegria
    Não, na terrível incerteza e dor
  •  
  • Ainda que essa chuva não parasse
    Prós lados dos privilegiados e bonitos 
    Não sei, se algum dia, o rico escutasse
    A miséria dos pobres aflitos
  •  
  • Se tivesse o dom da profecia
    E visse ricos distribuir bens e sustento
    Total felicidade me acontecia
    Neste mundo egoísta, que lamento
  •  
  • Se eles se tornassem mais humanos
    Seu dinheiro teria um doce tilintar
    O pobre não viveria de enganos
    E do seu futuro, não se iria enganar
  •  
  • Se tivesse o dom da profecia...
    Sua magia para mim não era segredo
    Daria a paz, que o mundo exigia
    E as diferenças, amaria sem medo
  •  
  • Fernando Ramos

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publicado às 19:40


637 - PRATINHO DE OURO

por Fernando Ramos, em 09.09.17

 

 

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  • PRATINHO DE OURO
  •  
  • De quem eu tenho pena,
    não é daquele pequeno príncipe
    que recusa junto de sua mãe
    comer o bom bifinho,
    que ela com tanto amor,
    carinho, e seu saber, 
    o preparou como sempre acontece

  • De quem eu tenho pena,
    é daquele menino de sorriso 
    franco, limpo e maroto
    que diz a sua mãe, 
    não querer comer mais
    do seu pratinho de farinha
  • porque ela não tem 
    do seu manjar p’ra comer

  • A mãe, sentiu fria tristeza
    por seu menino, 
    e resolveu comer também 
    do seu pratinho de ouro
    Ele feliz,
    oferece-lhe um sorriso
    dos mais bonitos,
    daqueles sorrisos
    que fazem parar o mundo
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 17:05


636 - O CORVO TABERNEIRO

por Fernando Ramos, em 08.09.17

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  • O CORVO TABERNEIRO
  •  
  • Nesta bela cidade de colinas e poetas
    Os Corvos da sua bandeira
    São aves vindas desde as descobertas
    Que os lisboetas, delas faziam brincadeira
  •  
  • O corvo, era estimado p’lo taberneiro
    E que bem poisava nas carvoarias
    É preto, preto, e bom matreiro
    Vivia entre o carvão, e destilarias
  •  
  • Baptizaram-no de corvo Vicente
    Nos tempos da Lisboa malandra e sabida
    Brincavam com ele, e ficava contente
    Alegrava a cidade antiga e colorida
  •  
  • Era um corvo taberneiro e simpático
    E na capital deixou saudade
    Partiu num tempo sorumbático
    Um dia esperamos vê-lo p’la cidade
  •  
  • Em seu poleiro olhava os vizinhos
    No meio dos pregões da cidade
    Nas tabernas bebiam-se uns copinhos
    E cantava-se um fado p´la liberdade
  •  
  • Esta ave, o símbolo dos alfacinhas
    E não é substituída por mais nenhuma
    Volta corvo, p’rás Marchas tuas vizinhas
    Porque St. António quer cá tua pluma
  •  
  • de:Fernando Ramos

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publicado às 17:14


635 - MEU MUNDO GIRA AO CONTRÁRIO

por Fernando Ramos, em 07.09.17

 

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  • MEU MUNDO GIRA AO CONTRÁRIO
  •  
  • Escuto o vento, sussurrando lá fora 
    Cá dentro em desassossego, sinto a solidão 
    Anseio p’lo amor que demora 
    Chorando magoado meu coração
    Preso a um cristalino copo de vinho
    Aguardo por tua chegada
    O tempo passa tão devagarinho
    Tornando tão grande minha noitada
  •  
  • Esta espera me deixa cansado 
    Nela vou perdendo a razão 
    Estou só, parecendo um coitado 
    Como é triste este meu fim de verão 
    E quando chega o anoitecer 
    P’ra mim o mundo gira ao contrário
    Estou quase, quase a enlouquecer 
    Tendo o tempo como adversário

    Um dia, tu virás para mim
    Correndo pró meu coração
    As noites depressa terão seu fim
    Indo embora a leveza da escuridão
    E não mais vinho, eu beberei
    Que embriaga a minha tristeza
    P´ra ti, p´ra ti meu amor, eu só viverei
    Envolvido em esperança, e na certeza
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 19:54


634 - SER AMIGO

por Fernando Ramos, em 06.09.17

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  • SER AMIGO
  •  
  • Ser amigo, é estar presente
    Sentirmos o abraço que falta
    Ajudar-nos, a ser resistente
    Quando a dor nos fere a alma
  •  
  • È estar lá quando é preciso
    Gritar bem alto nossa defesa
    Apoiar com seu sorriso
    Não nos deixar só, na tristeza
  •  
  • Caminhar a nosso lado
    P’las feias ruas da amargura
    Ajudar-nos no desespero chorado
    A não perdermos a compostura
  •  
  • Amigo, é ser maior e fiel
    Portador da firmeza e ternura
    Dar-nos colo no nosso fel 
    Fazer sua razão, nossa cobertura
  •  
  • É dar, sem nada receber
    É a mão p’ra nos segurar
    É o ânimo que queremos merecer
    É amizade que não vai faltar
  •  
  • Fernando Ramos

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publicado às 16:27


633 - NOSSA BANDEIRA É PORTUGAL

por Fernando Ramos, em 05.09.17

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NOSSA BANDEIRA É PORTUGAL

 

Nossa pátria, é Portugal
Temos orgulho na sua glória
Cantamos bem alto, o hino Nacional
Gravamos nossa bonita memória

Vamos de vitória em vitória
Com toda a força e determinação

Enriquecemos sempre a história
Somos um país lindo, e campeão

Sofremos até à gota final
Com nosso espírito de guerreiros 
A bandeira é PORTUGAL
No mundo somos primeiros

 

É enorme o orgulho de ser Português
Grita o povo nos corações   
Somos lutadores, p’la pátria que Deus fez
Neste canto belo, de Camões 

Fernando Ramos

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publicado às 10:06


632 - SARAMAGO

por Fernando Ramos, em 04.09.17

  

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  • SARAMAGO
  •  
  • Saramago, o escritor
    Português dos sete costados
    Sábio e grande senhor
    Escreveu pró mundo de letrados
  •  
  • Eles, os que gostam da leitura
    E do saber deste grande escritor
    Sabem que outros, poucos em fartura
    O trataram mal, mas não lhe causou dor
  •  
  • E ele, como um bom escritor matreiro
    Pouco ligou a tais indecências
    Deu-lhes com um bom livro certeiro
    Que lhes castra as maledicências
  •  
  • Na sua ignorância vasta da escritura
    Esta gente, tem é ciúmes
    Porque ele é Nobel da literatura
    E eles, ricos em azedumes
  •  
  • Saramago, o escritor maior
    Nos livros oferece seu carisma 
  • Na sua escrita, só a pena é menor
    E o povo, o ama, sem sofisma
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 11:20


631 - PERDI MINHA POESIA

por Fernando Ramos, em 03.09.17

 

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  • PERDI MINHA POESIA
  •  
  • Partiu de mim, a poesia
    Levaram todas as palavras já ditas
    Era pura imaginação que escrevia
    Fiquei privado dela, preso por fitas
  •  
  • Para mim, era a palavra brilhante
    E voava loucamente até à estrela
    Num licito sentimento cintilante
    Vejam lá! Acabei por perde-la
  •   
  • Palavras que eu inventava
    Que agora flutuam por ai
    Perdi poemas que amava
    A tristeza cresce em mim 
  •  
  • Minha alma, chora a solidão
  • Parte de mim foi embora
    Foi-me roubada do coração
    Deus por favor, que faço agora?
  •  
  • Estou sem minha fantasia,
    Sem meus sonhos, e minha vida
    Deixou-me só, sem alegria
    Vagueia por aí, anda perdida
  •  
  • E neste silêncio de saudade
    Te rogo, ó meu bom Cristo
    Ela é a minha esperança, e liberdade
    Se a poesia não vem, não resisto!
  •  
  • Fernando Ramos

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publicado às 10:08


630 - MINHAS MULHERES

por Fernando Ramos, em 02.09.17

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 MINHAS MULHERES

  •  
  • Mulheres, a minha perdição
    Brancas, Mulatas, e de outras cores
    Por todas, quase morri de tentação
    E por algumas tive dissabores
    Eram de sonho, e pouco as amei
    Mas seus segredos, eu os guardo
    Deram-me tudo na vida, bem sei
    Até seus colos como meu resguardo
  •  
  • Mulheres, que por minha vida passaram
    Nos seus regaços muito sonhei
    Em tantos leitos, todas me amaram
    Em seus lindos corpos, me aconcheguei 
    Depois... Todas elas me deixaram
    E meu coração continua sem dona
    Sofreram, porque por mim se apaixonaram
    Acabei por ficar só nesta vida tristonha
  •  
  • Às minhas Mulheres, de tantos clamores 
    Meu coração, nunca lhes entreguei 
    Deram-me tudo, tudo, com mil ardores 
    E seus murmúrios, os guardei
    Hoje, a grande tristeza me invade
    Porque delas eu tanto desfrutava 
    Agora, apenas resta-me a saudade 
    Se voltasse atrás, o coração lhes entregava

    De: Fernando Ramos

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publicado às 21:26


629 - O DIVINO VOU SERVINDO

por Fernando Ramos, em 01.09.17

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  • O DIVINO VOU SERVINDO

  • A vida, me deu mais do que pedi
  • Nem sei bem quanto lhe estou grato 
    Deus foi muito generoso p´ra mim
    Por aí, a vou retribuindo do meu prato
  •  
  • Sou apenas um servo de Deus
    Cumprindo um tortuoso caminho
    Tento aliviar a frágua a irmãos meus
    Assim o Divino, vou servindo
  •  
  • Um dia para ele partirei
    E vou de consciência tranquila
    Por meu destino ter sido a sua lei
  •  
  • Espero por sua decisão, agora
    E sua graça, não, irei feri-la 
    Apenas aguardo, p'la minha hora
  •  
  • Fernando Ramos

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publicado às 18:42


628 - O REGRESSO DO MEU SOLDADINHO

por Fernando Ramos, em 01.09.17

 

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  • O REGRESSO DO MEU SOLDADINHO
  •  
  • A paixão me envolve
    Em sonhos que me deixam feliz
    Posso sorrir, e voar como o colibri
    Ou dançar um tango de Gardel
    Onde num passo mais exuberante,
    Sinto a quente saudade de ti
    Meu Soldadinho, meu amor

    Partiste p’ra guerra, de causa injusta
    E eu fiquei só, apenas só 
    Com tua imagem
  • E tuas lembranças 
    Que agora são meus loucos sonhos
  • Neles, vejo teu sorriso 
    Que é a centelha do meu coração 
    Alumiando-me o adormecer no nosso leito 
    Sentindo a tua presença,
  • Como se ela fosse real                
  •   
  • Tua imagem é o meu prazer
  • Que se prolonga p’las madrugadas
    E meu corpo, se sente envolvido 
    Por pétalas de rosas vermelhas 
    Oferecidas por tua boca
    Que em beijos, depositam
    Pedaços de amor em meus lábios
  •  
  • Como sofro de saudade...
    Que a escrevo em poemas de amor
    Saídos de mim num bailado 
    De emoções, que são minha vida
  • Envolvida nesta paixão
  • E choro, e rio
    Existindo leves fragrâncias 
    De sedução, em mim
    Esperando num ardor ansioso 
    P’lo regresso do meu soldadinho
  •   
  • Fernando Ramos

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publicado às 16:33


627 - PRIMEIRO BEIJO ROUBADO

por Fernando Ramos, em 01.09.17

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  • PRIMEIRO BEIJO ROUBADO
  •  
  • Vou só, pela nossa rua
    Contando as pedras da calçada
    Que tanta vez por nós foram pisadas
    E me lembro que foi ao caminhar nelas
    Que te roubei o primeiro beijo,
    O nosso primeiro beijo!

  • Também me recordo, que nós
    Com os olhos humedecidos de satisfação, 
    Jurámos amor eterno
    Que teu coração sempre o procurou,
    Dizes tu, agora no doce manso das tardes
    E eu, em resposta te digo sempre o mesmo 
    Desde esse dia: 
    Que ele seja eternamente doce,
  • Querendo continuar a fazer contigo, 
    O que a primavera oferece às cerejas
  •  
  • Tantos anos já passaram
    Desde esse primeiro beijo dado de fugida 
    E nós, ainda continuamos juntos. 
    Ele foi o inicio da nossa paixão, 
    Que no jardim próximo de nossa casa,
    Que agora o lembramos
  • Na suavidade do entardecer
    Pedindo nós, ao Redentor 
    P’ra que este amor, nem termine no paraíso 
    Que está tão próximo
    E que seja como as cerejas na primavera
    Que se não chover,
    Deus as fará crescer muito saborosas

    Fernando Ramos

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publicado às 12:25


626 - ESCUTAR

por Fernando Ramos, em 30.08.17

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  • ESCUTAR
  •  
  • Se eu escutasse os Anjos
    E não os homens maus
    Ouviria a voz de Deus
    Falando a meu coração
  •  
  • Se eu escutasse os mistérios da ciência
    Repletos de dom e sabedoria
    Adubaria de felicidade 
    O arco íris do meu aprender
  •  
  • Se eu escutasse da natureza
    O tanto que ela tem p’ra dizer
    Capinaria as ervas daninhas
    P´ra no caminho não esmorecer
  •  
  • Se eu escutasse o amor
    Não sofria sem razão
    Procurava a centelha da paixão 
    Que agora não me ilumina
  •  
  • Se eu escutasse 
    O murmúrio das ondas
    Não teria sede de Deus 
    Ele alagaria meu coração 
    De perfeita humildade
  •  
  • Se eu escutasse a alma
    Ouviria seus segredos
    Iluminando-me 
    O espírito de amor
  •  
  • Se eu escutasse a fé
    Vivia no meio de Deus 
    E não andaria cego
    E só na vida
  •  
  • Mas não, nunca escutei
    Sempre estive ausente
    E tenho a solidão, 
    Espinhos, e tristeza
    Como companheiras 
    Do meu infortúnio
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 17:21


625 - O GRITO DO VULCÃO

por Fernando Ramos, em 29.08.17

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  • O GRITO DO VULCÃO
  •  
  • Tão profundo, é o grito do vulcão
    Explodindo lava pró infinito
    Dele, vem o sussurro ensurdecedor 
    em busca da paz, da sua paz
    Por entre cinzas, percebe-se 
    que a magma traz dor
    da rocha de intensa quentura
  •  
  • E naquela fornalha solta-se o ruído, 
    como se ele surgisse num peito 
    que anseia p’lo final do sofrimento
    Daquela ansiedade vulcânica 
    que eleva as impiedosas cinzas
  • levadas p’lo vento,
  • envolvendo a ilha, 
    da mansa ilusão do sossego
  •  
  • No prado que rodeia o vulcão, 
    vai irrompendo a generosa natureza
  • das pequenas pastagens,
  • ouvindo-se o canto dos pássaros
  • que lentamente regressam
  •  
  • O vulcão entra no absoluto silêncio
  • Adormecendo, até ao próximo grito
  • de raiva e desespero
  • Voltando a vulcânica ilha, 
    avivar a esplendorosa 
    beleza de Deus criador
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 20:37


624 - O MUNDO DE COLOMBO

por Fernando Ramos, em 28.08.17

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  • O MUNDO DE COLOMBO
  •  
  • Enorme fatalidade, atroz
    Empesta o mundo de Colombo
    Em guerras feias, e contra nós
    Sofrendo a paz, enorme tombo
  •  
  • Bandeiras de países tristes
    Percorrem a miséria alheia
    Pobre soldado, um dia partistes
    P’ra guerra de causa feia
  •  
  • Colombo, América descobriu
    E não foi p'ra esta desgraça
    Do velho mundo ele partiu
    Concedendo-lhe Deus tal graça
  •  
  • De nada serve tanto progresso
    Nessa Pátria dita virtuosa
    Procuram guerras, sem regresso
    Que Colombo não acharia ditosa
  •  
  • E as Musas do mar de Colombo
    Nunca sonharam com tão triste acto
    Súplica de esperança leva rombo 
    Se paz, não se transformar num facto
  •  
  • Colombo, o grande descobridor
    Por mares tortuosos navegou
    Buscando na Nau, terras de amor
    Pró mundo novo que nem ele sonhou
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 19:30


623-POEMA DA NOITE AMADA

por Fernando Ramos, em 27.08.17

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  • POEMA DA NOITE AMADA
  •  
  • Vejo gravado o teu fino corpo
    Numa rocha coberta de agua
    Fico pálido e um tanto tonto
    Beijando-a, sentindo mágoa
  •  
  • Foi um artista da pedra
    Quem na rocha o cinzelou
    Foi perfeito na sua regra
    Até ciúmes, bem me causou
  •  
  • E no brilho do entardecer
    A rocha esconde-se na onda chegada 
    Volto, a encontra-la no anoitecer
    Com a maré baixa já cansada
  •  
  • No clarão da estrela fugida
    Surge a brisa fresca da lua
    Percorre meus lábios em ferida
    Por tanto beijar, essa rocha tua
  •  
  • E uma rosa vermelha e louca
    Surge na rocha nesse amanhecer
    Vem de ti, junto da boca
    Filha de poesia de endoidecer
  •  
  • Ela é a rosa da beleza farta
    Nascida no poema da noite amada
    Tanto a beijo, na pedra amarga
    Nos lábios da tua boca desejada
  •  
  • De: fernando Ramos

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publicado às 19:59


622 - NÃO ME PODES NEGAR

por Fernando Ramos, em 26.08.17

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  • NÃO ME PODES NEGAR
  •  
  • Podes recusar-me o pão
    Que se esgueira p’la seara
    Podes me negar a luz
    Que se esconde na noite
    Podes recusar-me a água
    Que se perde no riacho
    Podes me negar a papoila
    Que não floriu na primavera
    Podes recusar-me a chuva
    Que neste inverno tarda aparecer
  • Podes negar-me muitas coisas
  •  
  • Agora o que não podes negar, 
    Mas não me podes recusar mesmo
    É o sorriso das crianças
    Porque então...
    Meu mundo desabava
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 17:37


621 - AMAR A BANDEIRA

por Fernando Ramos, em 25.08.17

 

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  • AMAR A BANDEIRA
  •  
  • Pátria de poetas, e de bem receber
    Viver nela é uma alegria
    Quem vem cá, voltará com prazer
    Sabendo deste aconchego de simpatia
  •  
  • Terra de bom sol, comida e mar
    Apesar de pequena no seu tamanho
    Os turistas, dela vão sempre gostar
    E nas praias gozar deliciosos banho
  •  
  • Somos um bom povo acolhedor
    Que se dá-se bem com tanta gente
    Não é rico, mas distribui amor
    Tanto quanto, seu coração consente
  •  
  • Quem nos visita, nos quer sempre bem
    Ofertando-nos sua alegria com fervor
    São de outras pátrias, bonitas também
    E a eles retribuímos nosso calor
  •  
  • Cá, se ama em qualquer Raça
    Mostrando ao mundo nossa diferença
    Distribuímos amizade e a nossa graça
    E de todos respeitamos sua crença
  •  
  • Portugal sorri com a beleza natural
    Que a riqueza de tantos no mundo
    Terra de artistas, e Santos sem igual
    Inspirados num Deus de amor profundo
  •  
  • É no amar da sua bandeira
    Que o país recebe imensa magia
    Desfraldando paz, sua companheira 
    Entregando aos povos esta iguaria

    Neste Pátria linda de belas tradições
    Dos valentes heróis, guardamos memória
    Somos pequenos, mas de enormes corações
    E nos orgulhamos muito da nossa história
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 15:32


620 - ACOMPANHO O TEMPO

por Fernando Ramos, em 24.08.17

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ACOMPANHO O TEMPO

 

Acompanho o tempo presente
Ouvindo o vento e olhando as nuvens
Sentindo a chuva em minha pele
Percebendo as horas da vida 
Que vão passando, na sua cadência certa 
Sem atrasos, sem falhar minuto algum

 

Acompanho o tempo presente
Vendo, o ódio, desprezo, a morte
Que me rodeia, neste mundo de injustiças,
Onde lágrimas turvas caiem no charco 
Da maldade, e da podridão,

como sonatas de más notas,

que certamente serão

linhas tortas do Divino

 

Acompanho o tempo presente,
Perguntando p´ra onde ele caminha,

P´ra onde caminha o planeta

E ele me quer dizer que gostaria
Que o meu olhar visse:
Novos, e velhos de mão dada, 
Jardins florindo, animais correndo, 
Searas cultivadas oferecendo o pão da vida 
Crianças brincando, saltando e sorrindo 
E no seu olhar trazendo a esperança
Mostrando a tudo isto,

Que o relógio não pára, não pode parar
É como, se este gesto fosse Deus
Escrevendo certo p’las tais linhas tortas

 

E o mundo gira, gira, gira, gira sobre 
Um tempo presente que se alonga  
P´lo seu percurso, sem se saber muito bem
Onde tudo isto vai parar


E eu, acompanho este tempo presente
Como meu destino, onde vou criando
Dia, a dia um novo degrau em minha vida
Este é o mundo de contrastes que anima 
E desespera alguns quem nele vive
Por isso... Siga a dança 
Que o mundo não pode parar

 

de: Fernando Ramos

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publicado às 12:59


619 - ADORMECER NA NOITE

por Fernando Ramos, em 23.08.17

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619 - ADORMECER NA NOITE

Preciso de descansar meus olhos,
da forte luz que incide sobre páginas
de um livro que vou relendo pouco a pouco
Escrito em pequenas letras que me fazem
piscar em demasia minhas cansadas pálpebras
O vento entra por minha janela
trazendo a brisa gélida da escuridão
E eu, já em dificuldade de desfolhear
as paginas do meu livro,
me deixo adormecer
gozando o eterno sossego da noite

Lá fora, vai brilhando a lua cheia
Lua, de luz pura até doer,
que vai alumiando o prazer de casais
que a vão ofuscando de beleza com todas
as cores da paixão
Onde eles se vão possuindo no sublime gozo,
por baixo daquela claridade que é prelúdio
de uma bela história de amor
Eu, no sono dos justos, faço o meu percurso
de descanso, ficando nesta solidão
no adormecer da noite, que me levará
até ao aparecer do rei sol,
que acontecerá dentro de algumas horas

Depois da noite se esgueirar entre nuvens,
acordarei pronto p’ra começar
meu dia de labuta, ficando por ali até à noite,
onde novamente voltarei a desfolhear
mais uma vez o meu livro,
até ao embebedar do meu adormecer,
como uma rotina já imposta ao meu destino
E a lua lá estará grandiosa e faceira
no seu reinar, espreitando outros namorados
onde corações se vão saciar,
buscando a beleza do prazer eterno
da doce paixão

de: Fernando Ramos

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publicado às 23:10


618 - S. JÕAO

por Fernando Ramos, em 06.08.17

 

 

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  • S. JÕAO
  •  
  • Ó meu querido S. João
    O povo anda de tanga
    Ouve o grito da razão
    Tira-nos tão pesada canga
  •  
  • O povo pede-te socorro
    leva martelinhos e alho porro, na mão
    É tratado como mau cachorro
    Por políticos de ficção
  •  
  • O Zé, está a ficar farto
    Por isso espera sentença
    Ou se muda este mau trato
    Ou dá com o porro na cabeça
  •  
  • Vamos lá S. João
    Tudo isto mudar
    Senão morremos do coração
    Ou teremos de emigrar
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 17:42


617 - TOMA CUIDADO MENINA

por Fernando Ramos, em 04.08.17

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  • TOMA CUIDADO MENINA
  •  
  • Toma cuidado menina
    Com a promessa que te vão fazer
    É traiçoeira, e não genuína
    Mil cuidados tu deves ter
  • Oferecem-te o céu e a lua
    Jóias, carros, e perfumes
    Depois abandonam-te na rua
    Triste e de tantos queixumes
  •  
  • Toma cuidado minha amiga
    Porque nem tudo o que parece, é
    Poderás sofrer e andar perdida
    E do futuro perderes a fé
  • Não sejas fácil de ceder
    O ouro não te vem parar à mão
    Serás tu que irás sofrer
    Chorando lágrimas do coração
  •  
  • Toma cuidado minha flor
    Não credites em promessas sem fim
    Aguarda pacientemente pelo amor
    Vais ver que aparece por aí
    Tua vida agora é um encanto
    Se não te iludires, nada vai acontecer
    Pede protecção a teu Sagrado Santo
    Não deites tudo a perder
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 18:28


616 - O PREGADOR

por Fernando Ramos, em 19.07.17

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  • O PREGADOR
  •  
  • Sou um simples Pastor
    Vagueando por ruas escondidas
    Falo a corações com grande fervor
    De vidas sofridas e perdidas
  •  
  • Amo a grandiosa natureza, e a paz
    E as crianças que vivem na rua
    Ao pecador Prego tanto, e mais, se for capaz
    Até Deus o perdoar, numa paróquia sua
  •  
  • Sou apenas um simples Pregador
    Que todos os dias p’las nove horas em ponto
    Oro a Cristo, p’ra me conceder este esplendor
    De servir os outros, feliz e sempre pronto
  •  
  • Quero ser sempre assim, e assim viver
    Que o Divino me conceda tal graça
    P’ra que eu, todos os dias até morrer
    Pregar o bem, como o destino ele me traça
  •  
  • de: fernando Ramos

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publicado às 15:01


615 - PALAVRAS RETIDAS

por Fernando Ramos, em 18.07.17

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  • PALAVRAS RETIDAS
  •  
  • As palavras retidas em tua mente
    Guardeias numa tarde calma 
    São pensamentos belos que se sente
    Como prazeres gravados na alma
  •  
  • São palavras simples, e de rigor 
    Evitando momentos dissipados
    Estão construídas com tanto amor
    Embebedando meus olhos molhados
  •  
  • Que brilham tanto, quando te olham 
    P’la tardinha no nosso jardim
    Fazendo da minha paixão um festim
  •  
  • Em teus lábios, que os meus molham
    Por causa dessas palavras escritas
    Que por ti, um dia foram ditas
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 12:44


614 - O AÇÚCAR DO MUNDO

por Fernando Ramos, em 17.07.17

 

 

 

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    O AÇÚCAR DO MUNDO

  •  
  • Grito por ti meu irmão,
    grito que vem bem de dentro
    das profundezas do desespero
    Grito que voa em direcção 
    dos senhores do mal,
    da guerra, do ódio, do dinheiro fácil
    Um grito em favor de quem 
    não tem mais lágrimas que foram
    saboreadas, mastigadas como pedaço
  • de pão.
  • Pão que falta no regaço do infeliz, 
    do pobre, que sofre, sofre
  • e tu sem compaixão
  • Ouve o desprezo, ouve o horror, 
  • ouve o povo fluindo de dor,
  • em milhões de lágrimas choradas
  • Tu nada mereces
    nem sequer o cantar da cotovia, 
    ou o manso prazer da sombra 
    do monumental e velho Sobreiro
    Não mereces a simples gota de chuva
    Não ouves o terror, 
  • o grito da criança, filha da desgraça,
    a gemer com sua mãe,
    como será possível?
  •  
  • Tu que te vais banqueteando 
    em manjares de rei,
    não vês a teu lado a fome que causas,
    não tens um pouco de preocupação
    Não tens o prazer da caridade, nada vales
    És apenas uma simples coisa, 
    para os justos, nada serves
  •  
  • Não sabes o que é o açúcar do mundo
    Vê como é bonito o sorriso da menina,
    o olhar da mãe, o dar a mão a um irmão
    Vê como é bonito ler Homero, Shakespeare,
    Camões, os Amores de Flor Bela Espanca,
    ouvir Mozartt, um concerto de Chopin, 
    ou sentir o arrepiar da pele 
    pela emoção de um fado de amor, e vida

  • Vê como é bonita a natureza,
    vê como é bonito a gloria de Deus 
    Tu não sabes o que isso é, 
    só sabes o menos importante, 
    olhar o monte vazio de amor,
    o tilintar das moedas,
    o rufar dos canhões que te trás poder
    Tu não prestas, és a tristeza da vida 
    Tu não tens futuro
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 10:53


613 - A MULHER MAIS NOVA

por Fernando Ramos, em 16.07.17

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  • A MULHER MAIS NOVA
  •  
  • A mulher mais nova
    pisa as pedras da rua da vida
    Do bairro mais negro,
    mais negro que a noite
    Lá, é o seu local de ganha pão
    Ela, a prostituta mais gentil 
    e mais formosa daquela rua,
    todos os dias está por ali
  •  
  • Os homens, ela os cativa 
    com sua sensualidade,
    p’ra seu leito triste e melancólico,
    onde viola sentimentos
    sem remorsos descabidos, 
    no seu cruel e perfumado prazer, 
    impondo-lhes um destino
    solitário e perigoso
    e tão cruel como o dela
  •  
  • Naquela rua da vida,
    a prostituta pensa nos dias 
    da árdua luta de viver,
    que a fazem voltar sempre ali
    Saciando seu mórbido prazer 
    de pensamentos retalhados e atrozes, 
    consumidos p’la droga diária 
    que seu corpo permanentemente
    e pontualmente, anseia
  •  
  • A mulher mais nova,
    sofre estes dramas pungentes,
    de cruas verdades,
    que a fazem viver na rua,
    onde a encontrarão sempre,
    até que a morte se decida
  •  
  • De: Fernando Ramos

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144 - À BELA VITÓRIA

por Fernando Ramos, em 16.07.17

144.jpg

 

 

 

 

 

À BELA VITÓRIA

 

 

 

Pró ESTÁDIO vamos em boa companhia 

 

E lá... És a nossa LUZ

 

Seguimos-te fielmente de dia

 

E á noite teu jogar nos seduz

 

 

 

E bem dentro da nossa fantasia

 

Com amor o Adepto bebe teu sumo     

 

E seja de noite ou de dia

 

O Estádio da Luz é o seu rumo

 

 

 

E nesse enorme banquete

 

Que por talento serves a tanta gente

 

Lá, brindamos a esse presente

 

P´rá bela vitória, que tua gente... sente!

 

 

 

de: Fernando Ramos

 

 

 

 

 



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publicado às 12:22


612 - TUA VERDADE

por Fernando Ramos, em 10.07.17

 

 

612 1.jpg

 

  • TUA VERDADE
  •  
  • A Aura rodeia a pomba da verdade
    Que no infinito é apreciada
    Traz a paz e Bondade
    A uma alma desesperada
  •  
  • Afasta, esse sofrimento aflito
    Na tua voz rouca e cansada
    Que canta por um amor bendito
    E não p’ra tua vida desencantada
  •  
  • Um dia ele aparece
    E darás graças ao Divino
    P´la vida um amor acontece
    Vai escrito no trilho do destino
  •  
  • Essa será a verdade
    E também tua fiel razão
    Olha o futuro sem vaidade
    Que não te dará ilusão
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 19:28


611 - A BANDEIRA NO MUNDO

por Fernando Ramos, em 09.07.17

 

 

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  • A BANDEIRA NO MUNDO

    No Verde - Está nossa Glória
  • No Amarelo – O brilho da Razão
  • No Vermelho - O Coração

  • No Verde, Amarelo, Vermelho - A PÁTRIA
  • Nas Janelas – A nossa Bandeira
  • Nas Ruas - O Espirito de Vitória
  • No Jogo - A total Emoção
  • No Relvado – Um povo, uma Nação

    Na plateia - PORTUGAL
  •  
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 17:22


619 - ADORMEÇER NA NOITE

por Fernando Ramos, em 08.07.17

619 1.jpg

 ADORMEÇER NA NOITE

  •  
  • Preciso de descansar meus olhos
    da forte luz que incide sobre páginas 
    de um livro que vou relendo pouco a pouco
    Escrito em pequenas letras que me fazem 
    piscar em demasia as cansadas pálpebras

  • O vento entra por minha janela
    trazendo a brisa gélida da escuridão
    E eu, já em dificuldade de desfolhear
    as paginas do meu livro,
    me deixo adormecer
    gozando o eterno sossego da noite
  • Lá fora, vai brilhando a lua cheia
    Lua, de luz pura até doer,
    que vai alumiando o prazer de casais 
    que se vão ofuscando de beleza com todas 
    as cores dos murmurios da paixão
    Possuindo-se em sublime gozo, 
    por debaixo da claridade, que é prelúdio
    de uma bela história de amor

  • Eu, no sono dos justos, faço meu percurso 
    de descanso, ficando-me por esta solidão 
    no adormecer da noite, que me levará 
    até ao aparecer do rei sol,
    que acontecerá dentro de algumas horas
  • Depois da noite se esgueirar entre nuvens, 
    acordarei pronto p’ra começar 
    outro dia de labuta, ficando por ali até à noite, 
    onde novamente voltarei a desfolhear 
    mais uma vez o livro, 
    até ao embebedar do meu adormecer, 
    como uma rotina imposta pelo destino

  • E a lua lá estará grandiosa e faceira
    no seu reinar, espreitando outros namorados
    cujos corações se vão saciar,
    buscando a beleza do prazer eterno
    da doce paixão
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 10:04


610 - TEUS OLHOS VERDES APAIXONADOS

por Fernando Ramos, em 07.07.17

 

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  •  TEUS OLHOS VERDES APAIXONADOS
  •  
  • O verde de teus olhos, é lindo
    Mais parecem milagres de Deus
    Deitam lágrimas de mel, num pingo
    Adoçando o brilho dos olhos meus
  •  
  • Eles me levam por bom caminho
    Percorrido em doce calmaria
    Onde busco um bom cantinho 
    P'ra admirar sua magia
  •  
  • Teus olhos são um paraíso
    Onde meu amor se espalha
    São tão meigos que nem preciso 
    Sentir a loucura que me atrapalha
  •  
  • Causam prazer sem igual
    Aos meus que riem encantados
    P’la cor de um jardim celestial,
    Dos teus olhos verdes apaixonados
  •  
  • Os quero beijar com fervor,
    Nos nossos pedaços de pecado
    Deus nos perdoará sem temor
    Concedendo-nos amor sagrado
  •  
  • de; Fernando Ramos

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publicado às 17:05


609 - MALMEQUERES PARA D.ROSA

por Fernando Ramos, em 03.07.17

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  • MALMEQUERES PARA D.ROSA
  •  
  • Sr. Manuel, homem ilustre e bem vivido
    Que já bateu nos cinquenta
    Um dia na vida se viu perdido
    Porque com ele, nenhuma mulher aguenta
  •  
  • Numa bela tarde ao lusco-fusco
    Encontra a Rosa numa avenida da cidade
    Olhou para ela admirado, e a custo
    Sorriu, e tomou alguma liberdade
  • “A senhora não é uma mulher qualquer”
    Dª. Rosa apanhou um susto, e reagiu mal
    Não gostou, era demais para esta mulher 
    E ainda por cima com a sua idade actual
  •  
  • Ela também já é uma boa cinquentona 
    Mulher feita, e bem feita, Louva a Deus
    Assim pensava o Manuel, daquela dona
    Para ele, era perfeita p´ra encontros seus
  •  
  • Bom... Com esta vou acertar, pensa
    E lá se pôs a convidar a bela Rosa
    Para umas saidinhas, que a deixou tensa
    dando ela como resposta, mas já furiosa:
  •  
  • “Ouça seu atrevido, desse ao respeito”
    Esta é que o bom do Manuel não esperava
    Ele ofereceu-lhe logo a preceito
    Malmequeres, e dizendo que com ela casava
  • Dª. Rosa ia desmaiando
    Mas não perdeu aquela oportunidade
    Disse que estava bem, e que com ele ia casando
    Porque eram tempos difíceis p´ra sua idade!
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:48


608 - O GRITO DOS BONS

por Fernando Ramos, em 02.07.17

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  • O GRITO DOS BONS
  •  
  • Oh meu Deus! 
    Falamos contigo e não respondes!
    Qual o teu mundo, qual a tua estrela?
    Em que local do céu te escondes
    que nem sequer te ouvimos
  • À mais de dois mil anos
    que o mundo grita por ti
    em preces de aflição
    Onde estás Senhor
    que não ouves 
    as suplicas do mundo
  •  
  • O mundo gira em desespero.
    ouve Senhor o nosso grito
    Ouve pelo menos o grito dos bons,
    daqueles que de ti anseiam
    a Santa piedade, 
    o teu perdão prós pecadores
  • Onde andas senhor?
    O que preocupa 
    é o grito dos sofredores,
    e o teu silencio,
    para com aqueles
    que vão permitindo este 
    descalabro do mundo,
    onde a morte, a ganância, 
    e a miséria entre nós
    vai ganhando um lugar injusto
  • Junto dos que sofrem
  •  
  • Ouve-nos senhor,
    dá a tua razão a este mundo,
    e que a paz seja o sonho 
    constante da vida
    A vida está a passar num instante,
    e tu sabes que esse instante
    é já amanhã,
    Dá-nos teu tempo senhor
    p'ra nos perdoares,
    dá-nos a tua bondade
  • Ouve-nos senhor,
    pedimos tua clemência
    para os não merecedores 
    de tua graça
    Concede-nos sempre, e p´ra sempre
    o teu mar de amor
  •  
  • De: Fernando Ramos
     

 

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publicado às 12:33


607 - FESTAS SÃO JOANINAS

por Fernando Ramos, em 01.07.17

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  • FESTAS SÃO JOANINAS
  •  
  • Foi nas festas São Joaninas
    Que encontrei um grande amor 
    Jamais as noites foram pequeninas
    Somos felizes, como o voo do Açor
  • Na procissão, meu coração chorou
    E a Santo Cristo rezei com fervor
    Meu homem, para América emigrou
    Deixando-me na ilha, só e na dor
  •  
  • Mas com ele um dia fui ter
    E levei a ilha no coração
    Juntos, bem estamos a viver
    Na diáspora da nossa emoção
  • Aos Açores sempre voltaremos
    P’rás Joaninas de outros anos
    Na ilha, muito felizes seremos
    Próximo de quem tanto amamos
  •  
  • E nas procissões da nossa terra
    Nosso espirito que sossegue 
    Lá. nos Açores o mar encerra
    A tristeza, se nos prossegue
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 21:10


1083 - DIA FELIZ

por Fernando Ramos, em 30.06.17

 

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1083 - DIA FELIZ

 

P’la manhã de bom dia, o sol surgia

É a natureza no seu ar de espanto

Já perto da noite, p´las nuvens se sumia 

Guardado p’lo mocho num poleiro Santo 

Abrigando-se até de manhã, ao nascer do dia        

 

E vem nova manhã, tão bonita e pura

Correndo gente, buscando seu ouro

Sobre um céu azul de paz segura

Guardada por tantos como um tesouro

Que o mundo, por ela muito procura

 

E por cortesia de alguns senhores

Ouve-se um hino com emoção

É pertença de gentes que com dores        

Soluçando o choro do coração

Num dia triste, minado de horrores

 

Mas novo dia vai surgir como um beijo

Nascido em céu de tanto calor

Vem dar vida, que é um desejo

Caprichado na esperança de tanto amor

P´ra olhos de fé, num doce ensejo

 

E belos dias nascem na frescura da manhã

Carregadinhos de ternura do bom Mestre

Lançando raios de amor num tarantanta

Estendendo-se p’lo campo da flor silvestre

Que a natureza oferece, depois de noite sã

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 17:14


606 - PALAVRAS DE BRINCAR

por Fernando Ramos, em 29.06.17

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  •  PALAVRAS DE BRINCAR
  •  
  • Quando novo, 
    no inicio da pancada da vida,
    meus brinquedos eram as palavras
    Com elas imaginava meus carrinhos 
    de cordas, meus barquinhos, o peão, 
    e até o cavalo de madeira
    que era o meu baloiço
    Com estas palavras bebia 
    meus sonhos de criança,
    com elas era um menino rico,
    muito rico mesmo,
  • tão rico de todos os brinquedos 
    que ambicionava
  •  
  • Hoje não tenho mais 
    brinquedos de palavras
    Hoje, nas novas palavras,
    faço meu percurso de vida
    Elas me inspiram no meu dia, a dia
    junto de minha família 
    que são tudo para mim
  • Elas me fazem ver 
    verdades atrozes deste mundo, 
    que nos sangra o coração

  • Como bonitos eram os brinquedos 
    da minha meninice
    Agora estas minhas palavras,
    são um mistério perverso
    de compromisso de futuro,
    que rolam como pedras feias 
    nas ruas estreitas da vida
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 22:41


605 - OUTONO MELANCÓLICO

por Fernando Ramos, em 28.06.17

 

 

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  • OUTONO MELANCÓLICO
  •  
  • Esta manhã fria, e chuvosa de Outono
    Me deixa triste e melancólico
    Por mim deslizam 
    lembranças do nosso amor
    Tenho tanto medo que não voltes
    P’ra meu lado, 
    meu amor
  •  
  • Nesta melancolia de tempo
    um sentimento me invade
    por não estares 
    Restando a triste sensação
    De vazio p'lo que não fizemos, 
    e nem dissemos
  •  
  • E a chuva bate na janela
    como causa do inverno 
    que se aproxima,
    tão sombrio, como tua ausência
  • Guardo ainda a esperança 
    de teu regresso,
    que mora num sonho constante,
    como constante é o meu 
    pensamento em ti

  • Ele me faz viver triste e melancólico
    neste Outono
    que vai parindo o Inverno
  •  
  • de: Fernando Ramos

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publicado às 19:28


604 - DEUS É AMOR

por Fernando Ramos, em 26.06.17

 

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  • DEUS É AMOR
  •  
  • Há um Deus, que é o meu
    Que dá amor e felicidade
    Por muitos, muitos, sofreu
    Sem dó, nem piedade
  •  
  • Outros, tem o Deus deles
    Que dizem ser de eternidade
    Só não sei se é um daqueles
    Que distribui amor e caridade
  •  
  • É que há, quem defenda seu Deus
    Fazendo a guerra, e não a paz
    Matando tantos irmãos seus
    O meu Deus, isso não é capaz
  •  
  • Abram a vosso coração à coragem
    Sem medo, e deixem de sofrer
    Este mundo, é só de passagem
    Vivam em paz, a vida não é p'ra perder
  •  
  • Nosso Deus é de puro amor
    Amem a vida que ele deu
    Rezem-lhe sem algum temor
    Ele dará, a liberdade e apogeu
  •  
  • Se o teu Deus é tão bom
    Nada tens a recear
    Respeitar o dos outros, é um dom
    Que não te leva a pecar
  •  
  • Esse, é um Deus de amor
    Claro que fico contente
    O meu também é um Deus Senhor
    Porque é teu, e de toda a gente
  •  
  • de: fernando ramos

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publicado às 18:17


603 - FLORES DO NOSSO JARDIM

por Fernando Ramos, em 25.06.17

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  • FLORES DO NOSSO JARDIM
  •  
  • As flores sorriem quando passas
    Pelo jardim que é meu e teu
    Perfumando o ar, dando graças
    Ao dizeres que, teu amor sou eu
  •  
  • Lá, os jasmins brotam doces fragrâncias
    Quando teus lábios beijam os meus
    Nesse jardim onde brincam crianças
    As flores embelezam os olhos teus
  •  
  • Que vêem o que não vejo
    Quando estou a contemplar
    Teu lindo corpo que tanto desejo
  •  
  • E as flores do nosso lindo jardim
    Ficam mais viçosas por nos ver amar
    Por debaixo da arvore de sombra sem fim
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 16:55


602 - DAR A MÃO

por Fernando Ramos, em 24.06.17

 

 

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  • DAR A MÃO
  •  
  • Com o ódio, vem tanto erro e a dor
    deixando um coração destroçado
    Se a outros não chegar nosso amor
    não haverá um futuro esperançado
    Será na honestidade, respeito, lealdade,
    na atitude, capacidade e luta
    Que se indica com muita humildade
    como se deve ser sério, na disputa
  •  
  • Dizem que todos somos iguais,
    mas cada um é diferente de capacidade
    Vivemos em ambientes naturais
    só temos de aproveitar sua qualidade
    Não seremos de certo os melhores
    se por vaidade nos deslumbramos

  • Aí, até seremos bem piores
    que aqueles, a quem dizemos que amamos
  • Num dar a mão, estará a diferença
    é sinal que connosco se poderá contar
    Só será preciso alguma paciência
    porque o amor, acabará por entrar
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 14:48


601 - TRISTE DERROTA

por Fernando Ramos, em 22.06.17

 

 

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  • TRISTE DERROTA
  •  
  • Serviram a pátria numa marcante guerra
    Onde sonhos de paz nela se perderam
    De tantos que caíram no cimo da serra
    Veio a derrota, num final que cederam
  •  
  • E naquele tombar de triste fim
    Entonteceram espíritos p´la não vitória
    Lutaram, e o sangue jorrou ali
    Prós que não ganharam paz nem glória
  •  
  • Mas a fé, não ficou na guerra vencida
    Dando bravura aos guerreiros doridos
    A pátria de todos, que lhes é querida
    Recebeu os bravos de braços caídos
  •  
  • E a tristeza, mais triste que a derrota
    Entrou nos seus corações que sofrem
    A pátria reagiu mal, e a alma corta
    Aos filhos heróis que por ela morrem 

    De: Fernando Ramos

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publicado às 14:25


600 - A TRISTEZA NASCEU SEM PEDIR

por Fernando Ramos, em 21.06.17

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A TRISTEZA NASCEU SEM PEDIR

 

Quando aparece tristeza na vida
Surge a lágrima da saudade
Rola no rosto, e vai perdida
Caindo num mar de infelicidade

 

Deixa feridas mal curadas
Que o tempo não faz desaparecer
Acabando em cicatrizes disfarçadas
Gravadas na alma até morrer

 

Ainda existe uma réstia de esperança
P’ra que a tristeza vá embora
Se não for, fica a lembrança
Da ferida surgida naquela hora

 

A cicatriz que nasce sem pedir
Traz mais lágrimas p’la vida fora
Convivem na saudade que está a ferir
Um coração, onde a tristeza mora

 

De: Fernando Ramos

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publicado às 10:27


599 - MARINHEIRO DAS NAUS

por Fernando Ramos, em 20.06.17

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  • MARINHEIRO DAS NAUS
  •  
  • Minha pobreza, é de Santos
  • Não de heróis bem abastados
    Ando descalço e sem enganos
    Subindo a ladeira dos coitados
    Outrora fui marinheiro das Naus
    Naveguei por mares encrespados
    Cheguei a praias em dias maus
    Vi corpos doridos, e enfernizados
  •  
  • Eram escravos negros, de senhores
    Explorados pelos que sabem enganar
    Apenas queriam alforria dos libertadores 
    P’ra sua liberdade desfrutar
    E eu rico, de mulheres sedutoras
    Aqueles pobres não fui ajudar
    Agora choro as horas libertadoras
    Que em minha vida, não soube dar
  •  
  • Éramos heróis, da doce pátria que amamos
    E, escravas lindas andávamos a fecundar
    Filhos mestiços lá deixámos, que os choramos
    Nos braços de mulheres puras, de se amar
    A vil tristeza invade a alma
    Aos bravos soldados daqueles mares
    São recordações numa tarde calma
    Que amarguram a vida, nos sonhares
  •  
  • Essas lembranças, que em pecado andei
    Ao bom Divino peço sua razão
    Agora sou pobre, e só eu sei
    Porque é que a Deus imploro perdão
    Sou pecador, assim vou morrer
    Nesta pobreza de bens terrenos
    Que não mais trouxeram bom viver
    Esperando meu espirito, os Santos serenos
  •  
  • De: Fernando Ramos

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publicado às 21:22


598 - ADMIRÁVEL CAMÕES

por Fernando Ramos, em 19.06.17

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 ADMIRÁVEL CAMÕES

 

Prós lados do sol nascente
Certo dia aconteceu poesia
O mundo recebeu de presente
A inspiração que um poeta vivia

 

Camões, presenteou-nos com lucidez
E como foi sublime, e magnifico
Seus poemas se declamam tanta vez
Alguns históricos, outros de amor rico 

Enormes paixões Camões tinha
Violante, era uma das musas amada
Nunca a levou ao altar da Capelinha
Porque ela, com um Conde era casada

 

Inspirou-se, e deixou-nos os Lusíadas
Obra prima de grande esplendor
Descreve os descobrimentos como saídas
De uma Epopeia Portuguesa superior
Nem com Virgílio, nem com Homero
Na Eneida, e na Odisseia
Havia tanto brilhantismo sincero
Como na sua obra que se saboreia

 

Oh! Admirável grande poeta
Portugal de hoje por ti chora
Trouxestes os descobrimentos da época 
Ensinado nas escolas em boa hora
O país contigo engrandeceu
A tua obra no mundo é eterna
Andaste nas tormentas de Deus
Quando eras Trinca-Fortes, e já poeta

 

Em Ceuta, perdeste o olho direito
Contra Mouros de má memória
Foste p´ra China, e na gruta estreita
Escreveste os Lusíadas p'ra história
Poeta, que pró Divino um dia partiste 
Deixaste amores cá na terra
Tiveste um fim, trágico e triste
Mas a Pátria de ti, nunca renega

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 19:00


597 - MINHA PÁTRIA

por Fernando Ramos, em 18.06.17

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MINHA PÁTRIA

 

Amo a Pátria com tanta raiva
Ela é meu orgulho, e minha dor
Até hoje não há quem saiba
Se à bandeira alguém não tem amor

 

É o nosso país de gloria
Como Camões bem assinalou
Seus valentes o levaram à vitória
Nos anos quinhentos que passou

 

O povo sofre chorando por ela
Numa emoção de paixão Nacional
A história regista esta grandeza bela
Deste mundo que é: PORTUGAL

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 16:37


596 - O VENTO DA VARINA

por Fernando Ramos, em 07.06.17

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  • O VENTO DA VARINA
  •  
  • Sopra o vento forte da lezíria
    Montado num cavalo alazão
    Traz uma carta de amor por cortesia 
    P’ra varina guardar no coração 
    E o vento diz às estrelas
    Que são palavras de paixão
  • Vem vento das noites belas
  • Ao sentimento dar um abanão
  •  
  • O vento chegou ao entardecer
    Soprando ao sol que vai embora
    No rio, a gaivota vai desaparecer
    Buscando o amor, que a peixeira chora
    A ave foi à Caravela saber
    Se o marinheiro aporta p’la noite fora
  • Chora, chora a minha varina
  • Gorjeia a gaivota ao vento sem demora
  •  
  • Teu amor, agora não vai chegar
    Foi p’ro mar, foi embora
    Ele é o teu herói, e foi p’ra lá navegar
  •  
  • A, avezinha canta p'ra amiga que chora
    P'la noite dentro até o dia raiar
    O seu herói da carta virá à hora
    P’ra com ela casar
  •  
  • De: Fernando Ramos
  •  

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publicado às 14:12


595 - CÁLICE DA VIDA

por Fernando Ramos, em 05.06.17

 

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  • CÁLICE DA VIDA
  •  
  • Bebo do cálice da vida
    Amarguras p’ra não lembrar
    Cai nele uma lágrima fugida 
    De meu rosto cansado de lutar
  •  
  • Anos difíceis tenho levado
    De miséria constante e impensada
    Tempo louco e conturbado
    Trás minha vida descontrolada
  •  
  • Sou um marginal na sociedade
    Preso em cadeias de mau destino
    Em jovem, fui privado de liberdade
    Por crimes cometidos sem sentido
  •  
  • Hoje sou um pobre velho
    Que carrega tristezas ocultas
    Em novo não recebi o conselho
    De respeitar regras das vidas justas
  •  
  • Por de trás deste mau viver
    Não anseio azar nem sorte
    Apenas, o descanso quero ter 
    P’ra liberdade ganhar na morte

 

De: fernando Ramos

 

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publicado às 12:39


594 - LUZ PARA ROSAS

por Fernando Ramos, em 29.05.17

594.jpg

 

  • LUZ PARA ROSAS
  •  
  • Entra devagar a luz do dia
    P'las frestas finas das janelas
    São raios de sol, enchendo de alegria
    Lindas rosas brancas e amarelas
  •  
  • Precisam de tal claridade
    Como de agua para viver
    São, sua fonte de eternidade
    Sem ela, decerto irão morrer
  •  
  • Rosas bonitas com muita luz
    São prenuncio de muito amor
    E elas, alguém muito seduz
  •  
  • Sem qualquer temor e ilusão
    Salvando da infelicidade, e da dor
    Um pobre coração
  •  
  • de: fernando Ramos
  •  

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publicado às 19:28


593 - LOUCA DECISÃO

por Fernando Ramos, em 26.05.17

593.jpg

  

  • LOUCA DECISÃO
  •  
  • Vem p’ra casa, meu amor
    Deixaste só, meu coração
    Que vai chorando de dor
    Por tão grande desilusão
  • Tua saudade é má sentença
    De uma pena atribuída
    P’ra mim é dor que se adensa  
    Não entendo tua saída
  •  
  • Foste embora sem perceber
    Essa tua louca decisão
    O que me está acontecer
    É um sofrimento sem razão
  • Disseste que me amavas
    Eu sempre acreditei
    Com juras me enganavas
    E das promessas só eu sei
  •  
  • Volta p’ra mim meu amor
    Acaba com este meu lamento
    Traz a paixão viçosa, como a flor
    Que me ofereceste no casamento
  •  
  • De: Fernando ramos
  •  

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publicado às 22:35


592 - TUA FORMA DE VIDA

por Fernando Ramos, em 22.05.17

 

 

592.jpg

 

  • TUA FORMA DE VIDA
  •  
  • A tua forma de viver
    É estranha e descuidada
    Chegas sempre ao entardecer
    E vais embora p´la madrugada
  •  
  • Não sei se vives amando
    O meu coração agitado
    Pergunto... até quando
    Suportarei teu gesto desalinhado
  •  
  • Quando estás em meus braços
    Tento esquecer tua forma de vida
    Meu amor por ti espera aos pedaços
    Com medo da tua final partida
  •  
  • Sinto que um dia não vais voltar
  • Mas também não irei a teu encontro
    Meu coração, do teu se irá fechar
    E um futuro sem ti, eu já apronto
  •  
  • De: Fernando Ramos

 

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publicado às 19:57


591 - O SONHO E O ROCHEDO

por Fernando Ramos, em 19.05.17

591.jpg

 

  • O SONHO E O ROCHEDO
  •  
  • Meu sonho, escondo num rochedo
    À beira mar, onde habita
    Deixei-o coberto de manhã bem cedo
    Preso e atado por uma fita
  •  
  • É um sonho que meu passado pedia
    E larguei-o num rochedo que se banha 
    No futuro irei busca-lo, num certo dia
    Com uma sereia, que de tarde o apanha
  •  
  • Ela, a conquistei próximo do rochedo
    E logo naquele mar me apaixonei
    Falei-lhe do sonho, sem medo
    Agora em nossa vida ele é rei
  •  
  • Faz parte do nosso grande amor,
    Está no alto do rochedo, acima do mar
    Nele mora um desejo avassalador
    Querer a sereia p’ra sempre amar
  •  
  • Deus me concedeu este desejo
    Que me faz estar muito feliz
    Viver sempre com a sereia, eu ensejo
    Porque ela, é o sonho que sempre quis
  •  
  • De: Fernando Ramos
  •  

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publicado às 17:49


590 - PIROGA DE DESEJOS

por Fernando Ramos, em 17.05.17

 

590.jpg

 

PIROGA DE DESEJOS

Vou na minha piroga
Num rio de amores ardentes
Percorre meu coração que joga
Em puros desejos crescentes

A fragilidade de meus desejos
Leva a piroga nos ventos cruzados
Ao leme, encontrar eu almejo
Um porto seguro de pecados

Ao chegar, a piroga encosto
Junto a um amor que me está a esperar
Abraço-a, e lhe beijo o rosto
Murmurando ela, que anseia casar

Já não navego à bolina
E a piroga de desejos fui deixar
Agora tenho um amor que me anima
Nas doces noites de luar

De: Fernando Ramos
03.6.2006

 

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publicado às 16:25


589 - A TENDINHA

por Fernando Ramos, em 14.05.17

589.jpg

  •  A TENDINHA
  •  
  • Ergue-se uma enorme tendinha
    P’ra ela, alguns se vão deslocar
    É alta, redonda e bem bonitinha
    P´ra tanta gente, vai ser seu lar
  •  
  • Tem um jardim como seu lugar
    A tendinha dos espíritos bons
    Dele muitos lá se irão aproveitar
    Colhendo as flores de lindos tons
  •  
  • Na primavera, irá florescer
    Rosas de belos perfumes
    E na tendinha irá nascer
    Crianças, e alguns queixumes
  •  
  • São de lindos amores lá tidos
    Que fizeram da tendinha uma aldeia
    Ali não há corações sofridos
    Mas sim, de amores em cadeia
  •  
  • Na tendinha de bom viver
    É um prazer lá morar
    Até já se fala, em a fazer crescer
    P’ra outros mais ela abrigar
  •  
  • De: Fernando Ramos
  •  

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publicado às 14:08


588 - A FUGA DA VIRGEM

por Fernando Ramos, em 10.05.17

588 fr..jpg

A FUGA DA VIRGEM

 

A noite vai alta, e  os espíritos flutuam
Próximo da lua fatal, de pálida cor
Ilumina Virgens prós amantes que suam
Em gemidos de gozo, de total furor

 

Naquele leito de enorme ilusão
Respira-se amor até ao raiar do dia
Entrando um sol, fértil de razão
Libertando a Virgem que da noite fugia

 

Lindas orquídeas, que alguém ofereceu
Lembraram-na, de um amor muito desejado 
Quer esquecer, a fuga daquele breu
Procurando de dia, um eterno apaixonado

 

E por jardins de jacarandás, caminhava
A Virgem sozinha buscando roxas flores
Olhando as grandes arvores que sombra dava
Suplicava a Deus por perfeitos belos amores

 

E no segredo da tarde acontece magia
Surge um Cavaleiro num verso que rima

Trás na mão, rosas, como cortesia
Sorrindo à virgem, que dela se aproxima

 

Naquele entardecer, o amor aconteceu 
Terminando sua fuga das luas pálidas
A Virgem feliz ao Divino agradeceu
P’la chegada do ilustre p’ra noites cálidas

 

E na garupa do cavalo, ela partiu feliz
Porque uma grande paixão aconteceu
Ele, que este amor era o primeiro, lhe diz:
“Prepara-te Virgem, que meu futuro é teu”

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 12:00


587 - SORRISO DANADO

por Fernando Ramos, em 07.05.17

587.jpg

  

SORRISO DANADO

 

Num dia lindo, e muito feliz

Algumas crianças de pouca idade
Joãozinho, Carolina, e o Luís
Visitam o Zoológico de sua cidade

Que bonito que é, e como felizes estão
Suas mamãs, tratam-lhes do bom farnel
Que entregam ás educadoras dessa ocasião
P’ra no jardim, almoçarem bifinho ou pastel

 

Estão alegres e impacientes, os pequeninos
Sente-se as crianças mais felizes do mundo
Como justa é a vida p’ra alguns meninos
De ricos privilégios, e bem estar profundo

Elas sorriem, brincam, e trocam beijinhos 
Suas educadoras são de mil cuidados
Como é bonito, vê-los junto dos golfinhos 
E de mais bichinhos muito bem tratados

 

Noutro ponto da cidade, vive o Amadeu
Criança sem nada, também de pouca idade
Mora num bairro sujo, e escuro como breu
Onde se ouvem gritos de vidas sem saudade

Seus pais, pobres e de trabalho incerto
Convivem mal com os míseros tostões que ganham
Cortando, e cozendo solas, para um patrão experto
fazendo sapatinhos finos, que à moda não falham

 

Esta criança, nascida do ventre da desgraça 
Também labuta, ajudando seus pobres pais
Que de manhã cedinho, o despertam sem graça
Oferecendo-lhe trabalho, e poucas coisas mais

Raramente Amadeu vai à sua escola
Tem pena, e quando vai, vai muito feliz
Leva sempre, um pãozinho na sacola
P´ra quando a fome aperta, seu estômago petiz

 

Amadeu ajuda, desde que deixou de gatinhar
Já é indispensável, no seu trabalho delicado
São mais uns dinheirinhos, prós pais ganhar
E ele feliz, oferece-lhes seu sorriso danado

Sorriso tão lindo, como os das crianças contentes 
de vida generosa, e de futuros menos chorados
Tudo lhes dão, até brinquedos de presentes
Custando mais, que pão e leite dos menos felizardos

 

de: Fernando Ramos

 

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publicado às 17:01


586 - A CRIANÇA E SEU MUNDO

por Fernando Ramos, em 27.04.17

 

 A CRIANÇA E SEU MUNDO

  •  
  • Um olhar
    Uma esperança
    Um sorriso
    Uma Criança
  •  
  • Um olhar, 
    de quem não percebe
    que o futuro é já amanhã,
    e que a tranquilidade lhe foge
    Esperando–lhe a insegurança,
    e o não acreditar em quem traz 
    a ganância do poder por perto
    Restando-lhe apenas
  • o bom senso
    dos homens de boa vontade
  •  
  • Uma esperança,
    esperança que a vida
    não seja tão cruel
  • como o olhar descreve
    Esperança que a justiça
  • se fortaleça e que o mundo
  • gire sempre 
    no sentido do amor e da razão
  •  
  • Um sorriso, 
    p´la natureza, que por mais
  • castigada possa estar
  • vai sempre ficar a seu lado
    nos seus momentos menos bons
  • Um sorriso por inocentemente
  • pensar que a doença,
  • e a miséria serão 
    erradicados de vez,
    e todas as crianças irão escutar
    com atenção, quando lhes falarem 
    da paz, da liberdade, e da alegria
    que a cotovia cantará 
    num monte de felicidade
  •  
  • Uma criança, 
    de olhar feliz, um sorriso fresco 
    e tão belo como a primavera carregada
    de amores perfeitos
    Que darão a todas as crianças 
    a esperança sublime de poder 
    agarrar o futuro, 
    o seu futuro de perfeição
  •  
  • de: Fernando Ramos
  •  

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publicado às 17:05


585 - VULCÕES

por Fernando Ramos, em 25.04.17

 

  • VULCÕES

  • Em redor de mim, a calmaria
    Vinda do silencio do mundo
    Mas no fundo mais profundo
    Ouve-se um ruído de vida
  •  
  • Em tons nada bonitos
    Sente-se a lava que escorrega
    Como um rio que se entrega
    Aos precipícios quentes e aflitos
  •  
  • São vulcões cheios de pó
    Que crescem em direcção do céu
    Amortalhando a vida triste e só
  •  
  • No fim, num sossego imperturbável
    Cobre-se a desgraça com um véu
    Do olhar estranho, e censurável
  •  
  • De: Fernando Ramos
  •  

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publicado às 17:29


584 - PEQUENA PRINCESA

por Fernando Ramos, em 24.04.17

 

 

PEQUENA PRINCESA 

 

  • PEQUENA PRINCESA
  • Como gostava de ser princesa
    E calçar sapatinhos de cristal
    Viver num castelo de farta mesa
    Receber brinquedos p'lo Natal
  • Quero brincar agora, que sou menina
    E de noite com as estrelas sonhar
    Engano a fome desde pequenina
    E vou levando a vida a trabalhar
  •  
  • Minha idade, é de brincar com bonecas
    Mas faço casaquinhos muito bonitos
    Gostava de beber leite em lindas canecas
    E na rua não vender docitos
  • Não devia viver na infância perdida
    E ao acordar ser feliz com a alvorada
    Sonhar com o sabor da boa vida
    E não ter a idade adulta penhorada
  •  
  • Adorava ver minha mãe sempre feliz
    E comer com os irmãos pão de centeio
    Não passo de uma menina infeliz
    Com vontade de fugir deste meio
  • Sou uma criança triste e já adulta
    Que sofre da ganância que leva ao caos
    Queria comer bem, e aprender a ser culta
    Não ser explorada por homens maus
  •  
  • Como gostava de brincar apanhada
    E com outras meninas fazer a roda 
    Precisava muito de ser amada
    E de vestir roupinhas da moda
  • Era tão bom poder jogar à bola
    Ir à praia molhar os pés no mar
    Não devia mais faltar à escola
    E sem carinho não voltar chorar
  •  
  • Sou filha de um operário Cristão
    Que finge, que a fome não rói
    Sonho com arroz e um pedaço de pão
    P'ra enganar meu estômago que dói
  • Trabalho p'ra miséria não me comer
    E sonho com bicicletas de selim já gasto
    Nelas vou pedalando a correr
    Fugindo desta sorte de mau repasto
  •  
  • Levanto-me ao tocar das seis em ponto
    P’ra mais um dia de pobreza farta
    Trabalho de manhã à noite, e já não conto
    Minhas lágrimas límpidas cor de prata
  • Sou uma menina que sonha em ser ave
    E voar pró mundo das princesas felizes
    Poisar junto de gente, que não sabe
    Do triste canto das crianças infelizes
  •  
  • de: Fernando Ramos

  •  

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publicado às 16:26


583 - A NOITE NO ADORMECER DAS LUAS

por Fernando Ramos, em 23.04.17

 

  • A NOITE NO ADORMECER DAS LUAS
  •  
  • A noite surge ao fim do entardecer
    Com seus encantos misteriosos
    É ela que nos vai dizer
    Se possui sonhos puros e gostosos
  •  
  • A noite amável e nossa amiga
    É a companheira nos afazeres
    Quer que um coração persiga
    Amores nos seus nasceres
  •  
  • E no adormecer das luas
    Na mais intima madrugada
    Laços se apertam em vidas nuas
    Num frenesim de sedução sonhada
  •  
  • Aí florescem murmúrios de amor
    Até à orla da noite bem amada
    Onde a aurora chega em esplendor 
    Trazendo o gorjear da passarada
  •  
  • Que é prenuncio de dia feliz
    P´ra amantes do mel divino
    Fazem o que a vida lhes diz
    Até ouvirem na Igreja o tocar do sino
  •  
  • De:: Fernando Ramos
  •  

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publicado às 14:09


582 - FADO MAROTO

por Fernando Ramos, em 14.04.17

  • FADO MAROTO

  • Nas altas horas da noite boa
    A cidade repousa da vida agitada
    Na velhinha tasca de Lisboa
    Escuta-se a voz, rouca e cansada
  •  
  • Um fado maroto se faz ouvir
    No ambiente castiço e sonhado
    Canta-o um fadista a sorrir
    P’lo seu poema muito engraçado
  •  
  • Ali se fica até ao raiar do dia
    Que chega de mansinho, e sem brado
    Alguém na taberna que o artista ouvia
    Pede-lhe um fado triste e chorado
  •  
  • E sem dó e sem pudor oferece o tal pedido
    Cantando um de amor sem sorte
    De uma paixão de passado sofrido
    Que aguarda p'lo chegar da morte
  •  
  • A aurora entra naqueles corações
    Ao som do último fado maroto oferecido
    E os aplausos na taberna lavam as emoções
    Da noite finda de espírito atrevido
  •  
  • De: Fernando Ramos
  •  

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publicado às 12:02


581 - POBRE E VELHO

por Fernando Ramos, em 13.04.17

 

 

 

  • POBRE E VELHO
  •  
  • Sou pobre e velho,
    e dizem que sou um pobre diabo
    Serei? 
    Talvez até tenham razão
    Sou um pobre idoso
    porque a vida assim o quer
    Sou pobre de farrapos mas forte, 
    tão forte como o florir do Jacarandá 
    Tenho o céu como meu abrigo
    Tenho as ruas como meu lar
    E no inverno tenho a fogueira 
    e um chão de cartão 
    que vai parindo calor
    pró meu aconchego
  • Sou um pobre coitado
    de coração dilacerado
    Sou apenas um pobre velho,
    que devia ter a intolerancia 
    o ódio e angústia
    como companheiros
  • mas não!
  • Apenas admiro em silencio
  • a vergonha do mundo
  • por sentir na pele a injustiça 
    pelo abandono dos velhos 
    tão sós, tão pobres 
    e miseráveis como eu, 
    que vão vagueando p´la calada da vida
    por esta cidade de contrastes
    Sou pobre sim, este é o meu destino, 
    mas relâmpagos de memória me dizem
    que se calhar bem o mereço
    Deus bem sabe o que faz,
    estarei a pagar pecados
    de outras vidas passadas?
  • Sou pobre, pobre de dinheiro e do nada
  • batendo à porta da alma todos os dias

  • Visto trapos, ando descalço, passo fome,
    ando ao frio e à chuva 
    desfolhando pétalas de solidão sobre mim
    Sou pobre e velho, bem sei
    Mas sei que dentro desta pobreza
    tenho alguma riqueza de sentimentos,
    tão rica como as flores são de formosura
    Sou pobre e velho, bem sei
    Mas sou rico de amor,
    de amor pelos outros, por aqueles 
    que ao passarem por mim,
    me olham de soslaio e de indiferença
  • A esses, dou o amor que impregna 
    o ar de paixão,
    tão forte, como forte é o perfume 
    dos jardins da minha cidade
    Jardins que calcorreio
  • e à noite pela primavera
    começam a ser doce lar
  • deste pobre velho
  •  
  • de: Fernando Ramos

 

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publicado às 10:22


580 - PROCURA-SE A ESPERANÇA

por Fernando Ramos, em 12.04.17

 

  PROCURA-SE A ESPERANÇA

  •  
  • A esperança, por aí se encontra
    Neste profundo mar de contrastes
    Onde, vagas alterosas afronta
    A canoa de sonhos, que herdastes
  •  
  • Nela, buscamos a esperança
    Uma causa perdida de tanta gente
    Resta a solidão como herança
    Da incerteza que se pressente
  •  
  • Penso que a iremos encontrar
    Em mar alto, mais dia menos dia
    Num lugar a esperança deve acostar
    Não desaparece assim por magia
  •  
  • Ela é a grande força de viver
    P’ra tantos que vão desiludidos
    Se não aparece, alguns vão obscurecer
    E seus sonhos, nela perdidos
  •  
  • Esperança, não faças mais esperar
    Oferece-nos rosas de lindas cores
    Andam lágrimas por ti a deitar
    De tristeza que nos causa dores
  •  
  • Nós, navegamos na velha canoa
    À bolina, na crista da onda calma
    Esperança, és ilusão de muita gente boa
    Vives em lágrimas gravadas na alma
  •  
  • De: Fernando Ramos
  •  

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publicado às 10:58


579 - OBSESSÃO DESMEDIDA

por Fernando Ramos, em 09.04.17

 

 

OBSESSÃO DESMEDIDA

 

Obsessão por um amor
Pode trazer desilusão
Se vem cheio de fulgor
Decerto se perde a razão

 

Algumas vezes ela é dor
que muito nos desassossega
Quase sempre é por um amor
a quem o coração se entrega

 

Leva-nos à paixão desmedida
Que é, a nossa grande loucura
Deixa no coração uma ferida
Que em nossa vida perdura

 

E se não temos cuidado
Pode-se morrer por ela
E será um triste fado
Se não nos livrarmos dela


De: Fernando Ramos

 

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publicado às 19:58


578 - ENCONTREI UMA NINFA

por Fernando Ramos, em 08.04.17

 

 

ENCONTREI UMA NINFA

 

A vida triste de vagabundo
levou-me a um oceano no norte
Por lá mareei num mar largo e profundo
buscando a estrela de minha sorte

E naquele atlântico grande e frio
uma ninfa de formosura fui encontrar
Navega em minhas veias que são um rio
no curso do coração, onde foi acostar

 Uma ancora p’ro fundo arremessei

e, a vida errante fui estabilizar
Agora, com a ninfa no oceano morarei
e nas noites amaremos ao luar       

Deixei de ser vagabundo triste e só,
e desta nova vida ela me faz gostar
De meu coração, deixaram de ter dó
p´la sorte que tive de a ninfa emcontrar   

 de: Fernando ramos 

 

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publicado às 17:28


577 - LÍRIOS PARA MEU AMOR

por Fernando Ramos, em 07.04.17

LÍRIOS PARA MEU AMOR

Meus amor não se sentia contente

E ofereci-lhe lírios para a confortar
Ela diz que amou meu presente
Fiquei feliz p'lo seu gostar

 Agora, este amor dos olhos meus 

Já sabe que não estou ausente
Ofereço os lírios germinados por Deus
Sabendo ela, o que meu coração sente

 Já não sei mais o que faça

Só peço que me vá sempre amar
A mulher que meu destino traça

Dar-lhe-ei lírios com muito ardor
A ela, que eternamente vou abraçar

Mesmo num dia que apareça a dor

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 15:04


576 - GOZO INFINITO

por Fernando Ramos, em 06.04.17

 

 

GOZO INFINITO

Vou bebendo a vida

gole a gole,
com o mesmo prazer 
com que aprecio a natureza,

ou quando danço com o meu par,

ou como o gozo que sinto 
de andar pelas estreitas ruas 
da Cidade do meu velho bairro,

e nos lábios vou entoando um fado 

De esperança e felicidade,
Acompanhado  
por uma guitarra rebelde
de pura imaginação,
tocando tão louca como eu

Em meu coração,

correm como um rio 
ilusões de bem viver,
que fortalecem 
a crueza da exuberância
em laços atados de sentimentos

E no meu espirito

tento plantar a paz, a minha paz, 

com sorrisos que vou cultivando 

como sementes de purpúras

folhas de rosas 

que um dia irão germinar
na planta mais bela e graciosa
do meu jardim de sonhos

Esperando que nele
cresça o amor, o doce amor 
na sua essência mais pura,
tornando-se a mais linda 
paisagem no horizonte 
da paixão, da bela paixão
que me vai deslumbrando 
num gozo infinito

 de: Fernando Ramos

 

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publicado às 12:10


575 - PUREZA DE TEU OLHAR

por Fernando Ramos, em 05.04.17

 

 PUREZA DE TEU OLHAR

A pureza de teu olhar 

é tão cristalino como o céu
Dei por isso quando o vi brilhar
E logo quis criar, glória e apogeu

Foram desejos não cumpridos

P’ra teu olhar que continua puro
Nele, o meu suporta sonhos perdidos
Que os encontrarei um dia... eu juro

Meu amor por ele está tão forte

Como a luz que engole a escuridão
Em mil fogos alumiados nesta má sorte               

E um dia, o libertarei do meu coração

Porque esse olhar não é ilusão
Mas sim um momento de imaginação

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 18:37


574 - A HORA VAI CHEGAR

por Fernando Ramos, em 02.04.17

 

 

A HORA VAI CHEGAR

Vem a morte bater à porta

Mas não a deixo entrar
Diz que assim se comporta
É que, minha hora vai chegar

Ó minha morte mentirosa

Que estás para aí a dizer?
Levo a vida preguiçosa
Porque bem tarde quero morrer

Minha hora está adiantada

E tu deves estar enganada
Morrerei deixando uma carta
Antes de ir p’ra outro lado morar

A carta tem um destino

É p´ra quem me anda atormentar
Por ela, levo a vida num desatino
Porque comigo, nunca quis casar

Agora que minha hora está aí

É tarde para me conquistar
Pode ser que um dia volte aqui
E por ela irei procurar

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 18:30


573 - DIZEM QUE A POESIA MORREU

por Fernando Ramos, em 01.04.17

 

DIZEM QUE A POESIA MORREU

A poesia morreu!

Será?
Dizem que foi assassinada
Será?
Coitada da poesia, foi-se!
Será?
O povo lá dos campos silvestres
Das aldeias, e das cidades... Duvidava


A poesia não morre
A poesia é sempre a vida
De que morreu?
Perguntou incrédulo
Um trovador desconhecido

É que, era tão difícil de acreditar
Que a poesia se tivesse finado
A poesia, que é o nosso 
Tamborim de paixão,
O mel do nosso paraíso,
A canoa dos namorados 
Navegando no rio Tejo,
O banjo do jazz,
O adorno dos nossos sonhos
Não pode ser, 
A poesia não nos pode abandonar

Assim, é demasiado

Covarde para ser verdade!

Claro amigos!

Não passou de um reles 
E torpe boato
A poesia nunca morre, 
Ela é a fonte da vida,
É a natureza do amor,
Ela é paixão, é fornalha
Ela é a felicidade da multidão
Ela é o deleite do infinito viver
É o sorriso da criança,
É a nossa esperança 
Que afasta a solidão
É o perfume da primavera
É o brilhozinho do Poeta
A poesia nunca morre!

 De: Fernando Ramos

 

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publicado às 18:33


572 - SENHOR, DAI-ME UM AMOR

por Fernando Ramos, em 31.03.17

 

 

 

SENHOR, DAI-ME UM AMOR

Senhor, dai-me um amor

de olhos meigos e cristalinos
e que meus lábios possam saborear     
seus beijos de sabor a morango 
no silencio dos murmúrios
Dai-me a mulher amada,
e meu alento que nos sonhos 
tanto busco na multidão
como um acto constante 
de minha vida

Senhor, dai-me um amor,

p’ra que possa proclamar 
ao vento minha loucura 
de tanto ardor e paixão,
ou gritar à sua mínima ternura
que será meu único destino
sobrevivente da felicidade
impregnada de doçura

 Senhor, dai-me um amor,

que se aninhe em meu peito  
e aqueça meu coração 
desesperado por sua sedução,
que apenas acalenta a paz suave 
dos bons momentos 
do mel do paraíso, 
como vem citado na página 
folheada de um livro vivo
Senhor, dai-me um amor!

De: fernando Ramos

 

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publicado às 16:45


571 - NAUS E CARAVELAS

por Fernando Ramos, em 30.03.17

 

 

 

NAUS E CARAVELAS

No horizonte, avista-se Naus e Caravelas

Vem de mares outrora desconhecidos
Trazem ouro, organdins e canelas
E Valentes que no Bojador navegaram perdidos

No mastro mais alto vem a bandeira

Batida ao vento, trazendo feitos heróicos
De um povo, do Beco, da Viela e da Ladeira

Servindo a Pátria em Descobrimentos históricos

No Tejo, Naus e Caravelas vão acostar

Comandadas p’la onda que o Rio tece
É uma prenda do Céu que vai chegar
Num dia de primavera que floresce

 P’los marinheiros estão as noivas de atalaia

De rosas na mão e sorrisos perfumados
Vem vestidas de chita e cambraia 
Deslumbrantes p’ra seus heróis amados 

 E na cidade, o povo ri por estar feliz

Dança-se, canta-se, e chora-se de alegria
É o virar de mais uma página escrita de raiz
P’ra nossa história governada p’la burguesia

 De: Fernando ramos

 

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publicado às 12:27


569 - BEM AOS OUTROS

por Fernando Ramos, em 29.03.17

 

 

BEM AOS OUTROS

 

O bem, que a outros prestamos

É sem interesse e com afeição
Com eles partilhamos
Amizade do nosso coração

 

Quando um irmão ajudamos
Estamos amando Deus 
Graças a ele outros amamos
P´ra sermos bons filhos seus

 

Amar o semelhante é um mimo
Que traz exuberância intensa
A um bom sorriso cristalino

 

Ele nos faz ficar feliz
E aceitarmos com paciência
Os outros, conforme o Divino diz

 

De; Fernando Ramos

 

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publicado às 18:04


568 - AJUDA DE DEUS

por Fernando Ramos, em 28.03.17

  

 

AJUDA DE DEUS

Deus, achou que mal fizera
Do pecado peço perdão
Ó Divino quem me dera
Que me concedas tua razão

Bem tento não pecar
Mas a tentação não deixa
Ajuda-me, o mal ultrapassar
E que meu sentimento veja

Na tua infinita bondade
Torna-me uma ovelha melhor
Dá ao meu destino criatividade
Para de teu filho, não ser o pior

Te agradeço a Santa decisão
Prós meus problemas de vida
Decerto terei melhor coração
Em ajudar a causa perdida

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 19:32


567 - CRIAR COM AMOR

por Fernando Ramos, em 27.03.17

 

 

CRIAR COM AMOR

 

Criar com amor,
poderá ter a emoção
De beijar uma flor
que nos aquece o coração
Poderá ser a ternura
de nos entregarmos a outros
Que nos amam com doçura,
e por vezes nos deixam tontos

 

Criar, poderá ser o aprender,
que é um dom só para alguns
Aí começa o sonho da posse, do ter 
que é privilégio de uns
Criar poderá ser uma vida
que vem do ventre da mulher
Mais tarde, se poderá sentir perdida
por ser tratada como qualquer

 

Criar com amor,
é a nossa força de querer
Que dá à vida bonita cor,
e que nos acompanha até morrer
Mas criar, criar, além do amor é alegria 
que nos seguirá vida fora
Numa loucura desmedida
sempre, sempre, e agora

 

De: Fernando ramos

 

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publicado às 16:07


566 - NOSSA EXISTÊNCIA

por Fernando Ramos, em 26.03.17

 

 

NOSSA EXISTÊNCIA

 

Existem nuvens negras
no mundo do faz de conta
Dá até a sensação 
que existem dois mundos
Um, onde o capital 
é o que o faz girar 
Pensando eles

que teem o seu mundo

entre mãos,

e que estão perto do seu céu,

o céu do dinheiro
Esses são muito poucos


Os do outro mundo
que é a maioria,
vivem à margem desses 
pobres e tristes sonhadores

O factor material,
p´ra eles é mais importante
que a solidariedade,
o combate à fome, ou o amor
O dinheiro ganhou 
demasiada importância
na vida de cada um

Esquecendo-se todos
que a nossa existência
é simplesmente
uma passagem tão breve,
e tão fugaz como o cometa
como um click de dedos, 
ou tão rápida como o bater 
das asas do Colibri

 

Nada é tão importante
como a pessoa humana
O resto, mas mesmo o resto,
são simplesmente ninharias

 

De: Fernando ramos

 

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publicado às 12:55


565 - A CALÚNIA

por Fernando Ramos, em 25.03.17

 

 

A CALÚNIA

 

No meio de enorme tempestade
Fui alvo de triste calúnia
Era um escândalo de inverdade
Deixando-me na pura penúria      


Felizmente a verdade apareceu
Para desgosto de alguns
Pergunto como tudo isto aconteceu
De ser caluniado por uns

 

Foi-me roubado um momento de liberdade
Numa invenção reles, e mentirosa
Perdi anos de credibilidade
Ganhos em minha vida penosa


Agora voltei a viver
Com a certeza da razão
Peço a Deus para me proteger
De nova vil confusão

 

Aos delatores de mal dizer
Não desejo este castigo errante
Deus lhes perdoe, e os faça aprender
A respeitar o seu semelhante

 

De: fernando Ramos

 

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publicado às 10:49


564 - CAUSA PERDIDA

por Fernando Ramos, em 24.03.17

  

 

CAUSA PERDIDA

 

Nossa festa terminou sem ilusão
O criativo sentimento morreu
A flor murchou em meu coração
sofrendo de amor p’lo teu

 

Sei que é uma causa perdida
O amor que tenho por ti 
Mas sempre estive dividida
Por o deixar cair por aí

 

Vivia na alegria e sem razão
Não sabia que era um eufemismo 
Tuas juras foram em vão 
Enganando meu romantismo

 

Hoje, minha paixão é tristeza
Que se vai sumir no tempo
Viverei por ai na certeza
De brevemente esfumar-se o lamento

 

De: Fernando ramos

 

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publicado às 21:39


563 - RECADINHO PARA MARIA

por Fernando Ramos, em 23.03.17

 

 

RECADINHO PARA MARIA

 

Quero ir aos fados, Maria
Lá p’ra rua do Capelão
Ficar até romper o dia
Bebendo vinho, comendo pão

 

Tenho lá os meus amigos, Maria
Que cantam o fado sem ilusão
E p’ra um deles, eu já sabia
Que és mulher de seu coração

 

Naquele grupo, Maria
Está o João cantadeiro
Pergunta por ti com simpatia
E do teu coração quer ser primeiro

 

Trago-te este recadinho, Maria
Que é uma quadra do João
Diz cantar num fado com alegria
Pensando em ti com emoção

 

“TE AMO TANTO, MARIA
SÓ DEUS SABE PORQUE ACONTECE
TEU AMOR EU BEM QUERIA
PORQUE O MEU DE TI PADECE”

 

Entreguei-te o recadinho, Maria
É uma quadra de desejo e paixão
Casa com ele, na Igreja de Santa Luzia
Não faças sofrer mais seu coração

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 18:28


562 - LOBOS NÃO COMEM LOBOS

por Fernando Ramos, em 22.03.17

 

 

LOBOS NÃO COMEM LOBOS

Um grande capitalista conhecido
Vestido de fraque e cartola
Grita pró criado desconhecido
Que lhe traga sua valiosa sacola

O pobre do empregado
Não percebeu o que ele queria
Pensou e disse: “Estou desgraçado
Como vou atender sua Senhoria”

O empresário gordo e matreiro
Percebeu aquela aflição
De novo gritou pró tarefeiro
Que era um incompetente, e ladrão

Ele me chamou ladrão?
Diz o trabalhador já zangado
Lá por ele ser meu patrão
De mim não pode estar desconfiado

Esta gente rica de dinheiro
Que tem tudo e umas botas
Julgam que o mundo é deles por inteiro
Só porque tem muitas notas

Tratam os outros com desdém
Julgando que somos uns bobos
Apesar de não termos vintém
Sei que lobos não comem lobos

Porque se protegem uns, aos outros
E deles não sou leal conselheiro
Nem se quer, quero ver seus rostos
Bem podem guardar todo dinheiro

E o empregado foi embora
Deixando o patrão apeado
Pois já estava na hora
De abandonar aquele emproado

de: Fernando Ramos

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publicado às 16:00


561 - A PAZ VAI COMEÇAR

por Fernando Ramos, em 21.03.17

 

 

A PAZ VAI COMEÇAR

 

A paz vai começar
O mundo mudar
O soldadinho chegar


A luta terminou
A pomba branca

pró inimigo vai voar
Nova aurora começou
O povo vai cantar
E de novo as crianças brincar
A Natureza brilhar
As mães vão sorrir
Os jardins florir
E a guerra proibir


Os inimigos se abraçar
A miséria se acabar
A vida renovar
E no amor...

Todos acreditar

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 14:28


560 - SOLDADO NO MEIO DO NADA

por Fernando Ramos, em 20.03.17

560 fr.jpg

 

560-2.jpg

 


SOLDADO NO MEIO DO NADA

 

Fui soldado, num capim agreste
desconhecido de parte incerta
para quem vem de tão longe
À chuva e ao sol
combatia contra os medos
que nos perseguiam
nas noites de mil perigos

Por debaixo de um camião Berliet

carregado de areia,
que era o telhado de nossas vidas,
pensavamos estar protegidos 
das agruras da guerra
E nas noites sentia-mos na pele
o grito do cacimbo Africano,
onde se escondia os nossos receios
p’la proximidade
de um inimigo bem real,
cuja sua sombra se pressentia

 

Nas terras de fim do mundo,
fui um soldado no meio do nada,
lutando por meu país
na África por tantos amada
e também amada por mim

Nessa terra cheia de valentes
na sua história,
eu não passei de apenas
como tantos, e tantos outros
de soldado desconhecido

 

Fui soldado, e homem de bem,
ali estive naquele campo,
rasgando a alma de esperança
com minha dor, sonhando com a paz, 
e o amor do mundo
para um adversário, que como eu
também não passava de um soldado
no meio de nada

 

Este final terá de chegar...
Pensávamos nós, ex-combatentes
p’ra que possamos libertar
a pomba Branca
das gaiolas da loucura do homem

Hoje o tempo passou,
e o meu sentimento 
de soldado da paz
se mantém p’la vida fora

 

de: Fernando Ramos 

 

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publicado às 12:08


559 - SECA TUAS LÁGRIMAS

por Fernando Ramos, em 19.03.17

 

 

SECA TUAS LÁGRIMAS

 

Lágrimas fugidias
caem por tua face
Porquê meu amor?

Não tenhas medo,

tens toda a minha vida  
para te guardar

 

Seca tuas lágrimas
quem vão até às margens

dos lagos de nada,
que abriga cisnes rosas

vendo-os partir em busca

de amores perfeitos
que não existem

Só o vento ligeiro

que nas madrugadas baila

com as estrelas,
é que vai com os cisnes


Seca a fuga
de tuas lágrimas de dor

Elas entristecem meu coração
que voa na asa do cisne 
em busca de teu amor
E tu, tens apenas só
meu mundo inteiro 
p´ra te amar

 

de: Fernando Ramos

 

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publicado às 10:51


558 - DESAPARECEU A BATUTA DO MAESTRO

por Fernando Ramos, em 18.03.17

 

 

DESAPARECEU A BATUTA DO MAESTRO

À boca pequena diz-se na cidade
Que o Maestro perdeu sua batuta
Lá, pedem ao divino, por caridade
Encontrem-na, em pressa absoluta

É o seu ouro fino de trabalho
Dirige uma orquestra na sua mestria
Os jornais imploram no seu cabeçalho:
“Volta batuta p´ra nossa alegria”

O pobre do maestro anda desolado
Sua orquestra decerto, a vai perde-la
Mas na penumbra, algo foi encontrado
A batuta dirigia uma estrela

E foi magia naquela bela cidade
E a orquestra prontamente tocou
Toldando o ar de musicalidade
P´la batuta do maestro que voltou

De: Fernando ramos

 

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publicado às 21:18


557 - MINHA OPÇÃO, O FADO

por Fernando Ramos, em 17.03.17

 

 

MINHA OPÇÃO, O FADO

 

Sou artista por opção,
E o fado é o meu gosto
Canto-o sem ilusão
Nele vai meu rosto

 

Por aí, levei anos a cantar
Poemas de amigos meus
Inspirando-me e fazendo amar

A vida que agradeço a Deus

 

O coração que minha voz encanta
Brevemente vai deixar de bater
Dedilham cordas na guitarra Santa
Pró fado da partida, e entristecer

 

Estou no fim do meu caminho
Que me vai levar na hora
Deixarei este meu ninho
Ele foi meu lar a vida fora

 

Mas o fado, vai comigo
Essa é minha vontade
A Deus faço este pedido
P’ra dele não sentir saudade

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 18:05


556 - SEGREDOS EM MURMÚRIOS

por Fernando Ramos, em 16.03.17

 

 

SEGREDOS EM MURMÚRIOS

 

Nossos segredos em murmúrios
Das longas doces madrugadas
Não eram tristes perjúrios
Terminados nas manhãs aconchegadas

 

Os segredos em belas palavras
Tidos em nosso leito de amor
Nem eram promessas furadas
P’ra um futuro rico e incolor

 

Eles deambulavam p´lo coração
Vindos de lábios em prazer
Sem nunca nos dar ilusão
Que juntos iríamos vencer

 

Ganhamos os sonhos
Nesse prazer soberbo
E dos murmúrios não tristonhos
Nunca houve um coração de medo

 

De: fernando Ramos

 

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publicado às 14:47


555 - MINHA ALMA GÉMEA

por Fernando Ramos, em 15.03.17

 

 

MINHA ALMA GÉMEA

 

A mulher que passa por mim
vai sozinha
E para mim é a única, 
nenhuma é como ela

Agora não está só,
porque me tem
e me dá um pouco de si
Em troca de algo de mim

E os dois,
Caminhamos juntos
p’la vida fora, 
como um só

A mulher que passou por mim
É a minha Deusa
e Deus bem sabe
Que não foi um acaso

este encontro

Ele nos uniu
com a inteira certeza
de que ela,
é a minha alma gémea

e a estrada de luz

mais que perfeita

 

de: fernando ramos

 

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publicado às 12:49


554 - MINHA MÃE MEU DOCE AMOR

por Fernando Ramos, em 14.03.17

  

554.jpg

 

 

MINHA MÃE MEU DOCE AMOR

 

Minha mãe é uma estrela
No infinito do céu
Foi embora, e estou a vê-la
No lindo sorriso, que é seu

 

Ela é a chama da vida
E o sopro da minha razão
Tristeza em mim é descabida
Porque a trago no coração

 

Para mim, é uma flor
Que alegra minha sala
Aí, a beijo num doce amor
Gravando-a em minha alma

 

Eu e ela, somos um só
Disse-me quando nasci
De mim não tenham dó
Porque ela e eu, vamos por aí

 

De: fernando ramos

 

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publicado às 10:37


553 - PRECÁRIO VIVER

por Fernando Ramos, em 13.03.17

 

 

PRECÁRIO VIVER

 

Quiz perguntar a um amigo
Que noticias traz o vento
Preciso de saber se consigo
Olhar prós que vivem ao relento

 

Na minha querida Cidade
Solidariedade é palavra vã
Tantos vivem de caridade
Que não lhes traz vida sã

 

O vento não soube responder
Quantos não tem vida rica
Disse...
Que uns lhes dão de comer
E algum amor, por ali se pratica

 

Neste precário viver 
A miséria está aumentar
Tantos dela, 
Depressa irão morrer
Outros, tristeza vão acusar

Meu amigo não gostou de saber
Que más noticias não vão terminar 
Lá, há quem não queira querer
Que é pior o egoísmo, 
Que outros amar

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 21:22


552 - PROCURO MINHA IRMÃ

por Fernando Ramos, em 13.03.17

 

 

PROCURO MINHA IRMÃ

 

Procuro-te minha querida irmã
Nesta vida que não vai calma
Deixei-te com nossa mamã
Resta a lembrança, gravada na alma

 

Separamo-nos, éramos meninas
Devido ás contingências da vida
Hoje já somos bem crescidas
Queremos terminar essa partida

 

Até hoje não te encontrei
Vá-se lá saber porque foi
Deus não te trouxe, bem sei
Guardo a saudade que muito dói

 

Um dia te irei encontrar
E darei louvas ao Criador
Não mais te vou largar
Irá parar minha dor

 

Este encontro ansiamos ter
E Nossos coração ficará feliz
Será como Deus vai querer
Viveremos como ele nos diz

 

De: fernando Ramos

 

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publicado às 18:16


551 - LUA NOVA

por Fernando Ramos, em 02.03.17

 

 

LUA NOVA

 

Lua nova, lua nova
é lindo o teu luar
Ilumina meu coração
prontinho para amar

 

Lua nova, lua nova
Um amor eu quero ter
e com ele ir ao altar,
p´ra sua esposa ser

 

Lua nova, lua nova
Dá-me um bom viver
com o amor que fui casar

e com ele quero morrer

 

Lua nova, lua nova
Ajuda-nos na velhice
Dá-nos saúde de sobra 
Livra-nos da tolice

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 16:49


550 - PORTUGAL À BOLINA

por Fernando Ramos, em 28.02.17

  

 

PORTUGAL À BOLINA

 

Para onde vais Portugal,
Andas ao sabor da bolina
O Zé povo, por aí vive mal
Bebendo lágrimas em surdina

 

Partiste com Santos nas Caravelas
E destes grandes lições ao mundo
Agora os escondes nas Capelas
Rezando p’ro país, não ir ao fundo

 

Ai Portugal, Portugal
A vida aqui está preta
O povo não acha normal
Seus impostos irem p’la valeta

 

Alguém deles se aproveita
E não é o povo, que pouco tem
À sua sina, mal se ajeita
De pagar tudo, com o parco vintém

 

Vê lá bem meu Portugal
O que andas a fazer
Tens um povo sem igual
Que pobremente anda a viver

 

Faz caça aos corruptos

Que o país andam a envergonhar
Distribuem-se por aí em grupos
P´ra impunemente nos roubar

 

 

Vamos lá p´ra frente Portugal

Correr com Politicos que nos enganou

Tu tens uma história sem igual

E um povo que sempre acreditou

 

De: Fernando Ramos

 

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publicado às 11:03


549 - ÁRVORES MALTRATADAS

por Fernando Ramos, em 27.02.17

  

 

ARVORES MALTRATADAS

 

As arvores não tem alma
Nas estradas, num jardim ou num trilho
À sua sombra de tarde calma
Alguém as trata como um filho

Será mãe, ou será pai
Que a beija sem cobardia
Mas a árvore não dá um ai
Apenas sombra e simpatia

Alguém de rosto feio
Ousa, a retalhar sem paixão
Quem a rega, e de permeio
Não deixa de lhe dar um sermão

 

Pró ambiente é a crueldade
E todos os anos é assim
Pisam-na sem dó nem piedade
E sua bondade p´ra nós é sem fim

As árvores não são p´ra maltratarem
Mas sim dar-lhes carinho e amor
É que, apesar de não falarem
Também morrem tristes de dor

 

 

De: Fernando Ramos

 

 

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publicado às 12:02


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